Do jornal O Globo
Em meio à expectativa por uma reforma ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que uma de suas pastas “não sabia o que nós estamos fazendo”. A declaração foi dada na manhã deste sábado (22), no aniversário do PT no Rio, em meio à confirmação de que Nísia Trindade (Saúde) deixará sua pasta.
— Fiz uma reunião ministerial há vinte dias e descobri na reunião que um ministério do governo não sabe o que nós estamos fazendo. Se o ministério não sabe, o povo muito menos — disse, o presidente, sem deixar claro a qual pasta estava se dirigindo.
A declaração foi dada em um discurso no qual o presidente insinuou que o governo não se comunica bem.
Leia maisNísia Trindade, mesmo sem ser filiada ao PT, estava no palco. Por ser uma pasta estratégica, o ministério sempre foi alvo de desejo dos partidos, enquanto a ministra sempre representou uma indicação técnica e não política.
Quem deve substituí-la é o atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), que sentou ao lado de Nísia no ato desde sábado. A reforma ministerial pode fazer com que o PT some mais um cargo de poder, uma vez que o partido deve continuar com o comando das Relações Institucionais.
O que explica esta possibilidade é um desinteresse do centrão. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), chegou a ser cotado para o cargo, mas as negociações não vingaram, diante da queda de popularidade do governo. Um dos nomes que despontam para substituir Padilha é o do atual líder de governo na Câmara, José Guimarães.
O caso de Márcio Macedo envolve a possível indicação da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, para ocupar o seu lugar na Secretaria-Geral da Presidência da República. Neste contexto, ele poderia vir a concorrer ao cargo de tesoureiro.
O cenário, contudo, não é simples: Gleide Andrade, atual tesoureira do partido quer a reeleição e tem força interna, sendo uma das principais responsáveis pela nomeação de Macaé Evaristo no Ministério da Igualdade Racial.
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