Líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS) pediu, nesta quarta-feira (28/10), a união de partidos políticos e entidades da sociedade civil em defesa da democracia e da soberania brasileira. O apelo ocorreu após a divulgação da carta de Flávio Bolsonaro (PL), na qual o senador contesta o resultado das eleições presidenciais, se declara “presidente eleito” e, posteriormente, afirma que será “o líder do Brasil” a partir dos Estados Unidos.
Em vídeo, Pimenta afirmou receber com “total perplexidade” a manifestação de Flávio. O parlamentar defendeu que a mobilização envolva não apenas os partidos que apoiam o presidente Lula, mas também as siglas que apoiaram Flávio na disputa presidencial e já reconheceram o resultado das eleições. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Esse não é um movimento que não ser feito somente por nós, que apoiamos o presidente Lula, mas nós queremos chamar para esse movimento os partidos políticos, todos eles, muitos que inclusive apoiaram a candidatura do Flávio Bolsonaro e que já se manifestaram reconhecendo o resultado das eleições”, afirmou.
O líder do governo também pediu que entidades da sociedade civil se manifestem em defesa da democracia, da soberania e das instituições brasileiras.
“Também entendemos que é hora das entidades representativas dos diferentes setores da sociedade civil brasileira se manifestarem em defesa da democracia, em defesa da soberania, em defesa do pleno funcionamento das instituições brasileiras”, disse.
Segundo o deputado, as declarações de Flávio sobre o resultado eleitoral podem ter impacto negativo sobre a percepção internacional das instituições brasileiras.
“Tudo isso culmina, então, com essas manifestações do Flávio Bolsonaro se declarando ou como ‘presidente eleito’ ou ‘líder do Brasil’, propondo um levante dentro do país, mas também levantando uma suspeição na comunidade internacional sobre o processo eleitoral do país e a plenitude do funcionamento das instituições brasileiras neste momento”, declarou.
Teor da carta de Flávio
Na carta, Flávio afirmou que deixou o Brasil com a família e agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento. O senador acusou instituições brasileiras de perseguição política e questionou a legitimidade do resultado eleitoral.
“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada”, escreveu.
Flávio também afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. Ao se dirigir a senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger, mencionou especialmente o senador Rogério Marinho (PL-RN).
“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, declarou.
Ao final da carta, o senador afirmou que apresentará uma estratégia para mobilizar a oposição e seus apoiadores. Segundo ele, a iniciativa buscará impedir que o presidente Lula consolide o que classificou como um “regime ditatorial no Brasil”.
Leia menos















