A declaração da ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia, depois de votar na quinta-feira (26) a favor de que plataformas possam ser responsabilizadas por conteúdos de usuários sem ordem judicial, recebeu críticas e memes nas redes sociais.
“A grande dificuldade está aí: censura é proibida constitucionalmente, eticamente, moralmente, e eu diria até espiritualmente. Mas também não se pode permitir que estejamos numa ágora em que haja 213 milhões de pequenos tiranos soberanos. E soberano aqui é o direito brasileiro. É preciso cumprir as regras para que a gente consiga uma convivência que, se não for em paz, tenha pelo menos um pingo de sossego. É isso que estamos buscando aqui: esse equilíbrio dificílimo”, disse a ministra.
Segundo Cármen Lúcia, a democracia assegura o direito de crítica e insulto, mas não pode tolerar discursos de ódio ou atos violentos impulsionados por conteúdos na internet. Ela afirmou que o tema da discussão representava um desafio característico de regimes democráticos: dosar o direito de expressão e os seus limites.
“Muitas vezes, acho que a pessoa tem o direito de xingar. O que ela não tem é o direito de cercear, de provocar a morte de pessoas, de instituições, da própria democracia. Esse é o limite, é o paradoxo da democracia: ela permite que qualquer um, em qualquer praça pública, possa gritar: ‘Eu odeio a ministra Cármen’. O que não pode é pegar um revólver e me matar na rua. Isso não pode”, declarou.
Ela disse que não defende a censura, mas afirmou que é preciso “cumprir as regras para que a gente consiga uma convivência”.
Vídeo de Lula com João desmonta narrativa de Raquel
O início oficial da campanha foi suficiente para Lula (PT) transformar em gesto eleitoral aquilo que, há meses, já estava definido no terreno político. Em vídeo gravado em Brasília, o presidente pediu votos de forma explícita e combinada para João Campos (PSB), seu candidato ao Governo de Pernambuco, e para Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), candidatos ao Senado pela Frente Popular.
A gravação não representa apenas mais uma manifestação de apoio. Estabelece, de maneira inequívoca, a fronteira entre relação institucional e aliança política e esvazia a zona de ambiguidade que Raquel Lyra (PSD) tentou preservar em torno de sua relação com o presidente.
Ao longo dos últimos meses, a governadora procurou extrair dividendos políticos da interlocução administrativa com Brasília. Obras, investimentos e parcerias federais foram incorporados ao discurso de uma suposta proximidade com Lula, como se a cooperação entre União e Estado pudesse sugerir algum tipo de convergência eleitoral.
A premissa, contudo, ignora uma característica conhecida da atuação do presidente: Lula mantém relações republicanas com governadores de campos políticos distintos do seu, inclusive adversários declarados.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás, são exemplos eloquentes. Divergências políticas não impediram a manutenção do diálogo federativo nem a realização de investimentos da União.
Isso não significa, evidentemente, identidade política ou apoio eleitoral. Pernambuco nunca foi exceção a essa regra. O Governo Federal fez o que lhe cabe institucionalmente; Raquel tentou conferir significado político a uma relação essencialmente administrativa.
O contraste se torna ainda mais evidente porque a própria governadora evita dizer em quem votará para presidente e reúne em seu palanque algumas das principais forças do bolsonarismo no Estado.
Lula, em sentido oposto, não deixou margem para dúvida: disse em quem votaria para governador, para as duas vagas do Senado e pediu aos pernambucanos que façam o mesmo.
Na sabatina do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, João Campos recorreu a uma distinção simples para explicar essa diferença: uma coisa é ser conhecido; outra, bastante diferente, é ser amigo. Ao falar de Lula, lembrou uma relação pessoal construída desde a infância e uma convivência que atravessa décadas e gerações de sua família.
O vídeo divulgado confere dimensão política àquela definição. Lula não apareceu apenas ao lado de aliados partidários. Pediu voto para pessoas com quem compartilha uma trajetória política e uma relação de confiança.
É justamente nesse ponto que a estratégia de Raquel encontra seu limite. A governadora ainda dispõe de cinco meses de mandato para reivindicar recursos, celebrar convênios e construir parcerias com Brasília.
É legítimo que o faça e, sobretudo, é sua obrigação institucional. O que já não parece possível é converter essa relação federativa em insinuação de proximidade eleitoral. Essa dúvida, se algum dia existiu, Lula tratou de dissipá-la pessoalmente.
Restam agora 45 dias de campanha e uma realidade política mais nítida. Raquel terá de explicar por que, apesar de tantas fotografias, agendas e parcerias administrativas com Brasília, Lula escolheu João Campos e fez questão de pedir publicamente votos para ele.
No fim, a diferença entre relação institucional e escolha política coube em um vídeo. Lula conhece Raquel Lyra e governa republicanamente com Pernambuco. Mas sua confiança política, sua aliança e seu voto estão em outro lugar. Se fosse eleitor pernambucano, o presidente já disse, sem rodeios, em quem votaria: João Campos.
PERFIL DOS CANDIDATOS – O Tribunal Superior Eleitoral registrou 20.530 pedidos de registro de candidatura para as eleições deste ano – 8.732 a menos do que no pleito de 2022. Do total, 13.374 ou 65% são de pessoas do sexo masculino e 7.156 ou 35% são de pessoas do sexo feminino. Além disso, mais de 10 mil informaram ter cor branca e 2.576, ser empresário.
As solicitações englobam os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
Acredite se quiser! – Se eleito presidente da República, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, promete um projeto de impacto na região nordestina, o chamado Trem do Nordeste, ferrovia de cerca de 1.400 quilômetros ligando Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza. O plano também prevê a extensão da Transnordestina. A ideia já circulava durante o governo de Jair Bolsonaro, mas não saiu do papel. O principal desafio continua sendo o custo e a execução de uma obra dessa dimensão.
Perda de receita – O secretário estadual de Planejamento, Fabrício Marques, confirmou, ontem, a perda de R$ 700 milhões do Fundo de Participação dos Estados, de responsabilidade da União. “A própria LDO traz esse risco, precifica que a gente, a partir do mês de julho (de 2027), vai reduzir nossa participação no fundo. Claro que o governo do estado vai trabalhar muito com outros estados para, junto ao Congresso Nacional, aprovar uma nova regra”, declarou, sem explicar claramente a razão.
Entrave na fiscalização – A coordenadora da Comissão de Propaganda Eleitoral do TRE, Luciana Barros, admitiu, ontem, em entrevista na Rádio Folha, dificuldades na fiscalização da propaganda dos candidatos na internet. “Nas redes sociais, são perfis falsos que muitas vezes transmitem propaganda irregular e fazem ataques. É mais fácil as pessoas se esconderem atrás desses mecanismos de internet e realmente disseminar essas informações”, explicou. Segundo ela, a análise de conteúdos publicados na internet envolve situações que podem exigir avaliação jurídica antes de uma eventual retirada.
Ex-chefe de gabinete de Lula se complica – Uma mensagem de WhatsApp encontrada pela Polícia Federal mostra que Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, recebeu um modelo de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, com dispensa de licitação. O documento foi enviado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Naquela época, ela tentava fazer negócio com a pasta, o que não ocorreu, em meio à eclosão do escândalo dos descontos indevidos no INSS. Marcola confirmou a interlocutores que recebeu o material, mas disse que não o encaminhou. A defesa da empresária afirmou que o processo está sob sigilo e não vai se manifestar.
CURTAS
EMPRÉSTIMO – Devido à proximidade com integrantes do governo, Roberta foi contratada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS. A empresária recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS em cinco parcelas de R$ 300 mil, de acordo com a investigação.
VENDA – O trabalho dela previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, para que fosse disponibilizado no SUS. Interlocutores de Marcola afirmam que ele reconheceu que o recebimento do documento foi “inadequado”, mas que não houve favorecimento no caso.
CASO PC – No podcast Direto de Brasília de hoje, uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, transmitido para 165 emissoras no Nordeste, o jornalista Xico Sá vai explicar as razões que o levaram a mergulhar na investigação da morte de PC Farias, ex-tesoureiro de Collor, em 96, para a produção de um livro que dará muito o que falar.
Perguntar não ofende: Raquel vai finalmente dizer quem apoia para presidente?
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou nesta terça-feira (18) uma extensa agenda de campanha em Belo Horizonte, com compromissos em diferentes regiões da capital mineira. Durante os eventos, ele destacou a importância estratégica de Minas Gerais para as eleições e anunciou propostas relacionadas à mineração.
Durante a manhã, Flávio iniciou os compromissos na região do Barreiro, uma das áreas mais movimentadas de Belo Horizonte. As informações são da CNN.
Ele conversou com apoiadores, realizou uma caminhada e discursou em cima de um carro de som. Na véspera, o candidato já havia cumprido agenda na região centro-sul da capital.
Durante o discurso no Barreiro, Flávio também abordou a questão de sua própria segurança, mencionando o uso de colete à prova de balas e o aumento do efetivo policial em sua escolta.
Mais tarde, reuniu-se com candidatos conservadores e apoiadores em uma cafeteria na Avenida Afonso Pena, no hipercentro de Belo Horizonte, acompanhado de Nicolas Ferreira.
Em entrevista coletiva, Flávio destacou pontos de seu plano de governo e afirmou que, em relação a Minas Gerais, pretende tratar principalmente da mineração, com a flexibilização das regras para concessão de licença ambiental, especialmente no que diz respeito aos minerais raros.
Flávio afirmou que vai “transformar esses minerais em fonte de riqueza para todos os brasileiros”.
“Quem vence em Minas vence o Brasil”
Ao discursar para seus apoiadores, Flávio ressaltou a relevância do estado para o resultado das eleições. “Vamos começar a campanha fazendo o que a gente mais gosta, que é estar na rua, no meio do povo”, declarou.
“A mudança vai começar aqui por Minas Gerais, porque quem vence em Minas vence o Brasil”, afirmou o candidato, acrescentando que considera ter “o melhor time” no estado para apresentar o que chamou de “o melhor projeto”.
O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou, nesta terça-feira (18), nas redes sociais, que pretende retomar o programa Todos com a Nota, iniciativa criada durante a gestão do ex-governador Miguel Arraes e relançada posteriormente pelo ex-governador Eduardo Campos.
Em publicação, João Campos afirmou que a proposta será retomada durante um eventual governo e que o programa ganhará novas funcionalidades. “O programa Todos com a Nota, criado pelo meu bisavô, Miguel Arraes, e que voltou com meu pai, Eduardo Campos, retornará conosco no governo de Pernambuco. E agora ainda maior e melhor!”, declarou. As informações são do Blog da Folha.
Segundo o candidato, a nova versão do programa utilizará um aplicativo para permitir que os consumidores acumulem pontos a partir do cadastro do CPF nas notas fiscais. A pontuação poderá ser trocada por benefícios.
“A gente vai fazer um programa renovado, que já vai nascer no meio digital, e conseguir garantir apoio a vários esportes, além do futebol. O futebol vai ser o principal, mas imagina se a gente também incentiva as corridas de rua, para que as pessoas possam ter acesso a elas por meio de um programa como o Todos com a Nota. Então, com isso, eu acho que todo mundo sai ganhando”, afirmou o líder da Frente Popular.
Pela proposta, a cada R$ 200 em compras com CPF na nota, o cidadão poderá acumular pontos e trocá-los por ingressos. De acordo com o candidato, o programa será retomado em uma versão digital e poderá alcançar diferentes modalidades esportivas e atividades de lazer.
“O Todos com a Nota é mais incentivo ao esporte e aos times de Pernambuco, mais torcedores nas arquibancadas e ainda ajuda na regularização fiscal. Esse é o jogo em que todo mundo sai ganhando”, afirmou.
O anúncio faz parte das propostas apresentadas pelo candidato durante a campanha para o governo do estado nas eleições de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta terça-feira (18) um vídeo em que faz um apelo ao Congresso Nacional para que aprove a medida provisória (MP) que acaba com o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada taxa das blusinhas.
Em um vídeo divulgado pela campanha do petista à reeleição, Lula afirma que está muito “otimista com a aprovação da MP” e que se trata de “uma questão de justiça”. As informações são do g1.
“Eu estou convencido que o presidente do Senado, Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas porque é uma questão de justiça”.
“A classe média alta viaja para fora e pode gastar 2 mil dólares e não paga imposto. Por que uma pessoa da periferia, uma mulher, uma jovem, um menino, compra uma coisa de 50 dólares e querem taxar ele? É apenas uma questão de justiça e eu tenho certeza que se tratando de justiça o Senado e a Câmara vão votar para que o povo brasileiro possa comprar as coisas que eles precisam sem ninguém perturbar”, disse o presidente.
A medida provisória foi editada pelo governo em 12 de maio e, caso não seja aprovada até 8 de setembro pelo Congresso Nacional, perde a validade e tributação de 20% é retomada a partir de 9 de setembro.
A tramitação da MP estava travada em função do rompimento entre Lula e o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após o senador articular a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do mês de abril.
Os dois retomaram o diálogo na última semana e Alcolumbre agendou a instalação da comissão mista como um gesto de reconciliação, mas o Congresso adiou para 1° de setembro a instalação da comissão.
A decisão do governo de editar, em maio, uma MP para revogar uma taxa que ele mesmo criou foi interpretada por integrantes do Centrão e da oposição como uma iniciativa de caráter eleitoral.
Em ano eleitoral, a medida transferiu para o Congresso a decisão de manter ou derrubar a cobrança.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) procurou o marqueteiro Paulo Vasconcelos após a saída do publicitário do comando da comunicação de Ronaldo Caiado (PSD), anunciada nesta segunda-feira. O coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), fez o contato e sugeriu uma conversa do marqueteiro com Duda Lima, atual responsável pela estratégia eleitoral de Flávio, para somar à equipe. Vasconcelos, porém, recusou a aproximação. O motivo apontado foi uma questão ética relacionada à sua atuação, até esta semana, no campo adversário.
A procura ocorre depois de Vasconcelos deixar o QG de Caiado em meio a divergências sobre os rumos da campanha, uma delas justamente relacionada a Flávio. O marqueteiro era contrário à estratégia de intensificar os ataques ao candidato do PL. A ofensiva vinha sendo adotada como uma forma de aumentar a repercussão de Caiado nas redes sociais e buscar espaço na disputa presidencial. As informações são do jornal O GLOBO.
Nos bastidores da campanha, havia uma divergência sobre até que ponto esse enfrentamento poderia se converter em uma estratégia eleitoral mais ampla. De um lado, a aposta era que elevar o tom contra Flávio ajudaria Caiado a ganhar tração nas redes e a se diferenciar do candidato apoiado por Jair Bolsonaro. De outro, havia o diagnóstico de que o governador poderia chegar à propaganda eleitoral na televisão sem uma mensagem própria suficientemente consolidada caso concentrasse parte de sua comunicação no confronto com o adversário.
O episódio envolvendo Romeu Zema (Novo) chegou a ser usado nas discussões como exemplo dos riscos dessa estratégia. Durante a pré-campanha, o então governador de Minas elevou o tom contra Flávio após a divulgação de um áudio em que o senador negociava com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Zema gravou um vídeo em que classificou a conversa como “imperdoável” e um “tapa na cara” dos brasileiros, numa tentativa de marcar posição diante do candidato do PL.
A ofensiva provocou reação de integrantes do PL e também abriu uma crise dentro do próprio Novo, que mantém alianças com os bolsonaristas em diferentes estados. Correligionários consideraram a manifestação “precoce” e “precipitada”, e Zema chegou a ganhar internamente o apelido de “Amoêdo 2”, numa referência ao fundador da legenda, João Amoêdo. Candidato ao Planalto em 2018, Amoêdo declarou voto em Lula quatro anos depois, em oposição à candidatura de Bolsonaro, e acabou deixando o partido após ser suspenso pela legenda. Zema, por sua vez, disse posteriormente que havia agido de acordo com seus princípios e valores, mas tratou a controvérsia como “página virada”.
No antigo núcleo de comunicação de Caiado, o episódio era citado como um alerta para o risco de apostar no confronto com Flávio para ganhar repercussão imediata sem conseguir transformar o embate em crescimento eleitoral.
As divergências iam além da relação com Flávio. Outro ponto de atrito era o modelo de tomada de decisões dentro da campanha. Integrantes da equipe se queixavam de que definições estratégicas acabavam submetidas a uma espécie de “assembleia”, com diferentes vozes participando das discussões e sem uma coordenação que tivesse a palavra final sobre a comunicação.
A participação da família de Caiado nessas decisões também provocava incômodo. As diferenças chegaram à própria identidade visual da candidatura. Houve resistência no entorno do governador à marca elaborada para a campanha, que acabou substituída por uma nova identidade visual às vésperas do lançamento da candidatura.
Com a saída de Vasconcelos, Marcos Carvalho, que já coordenava a atuação da campanha nas redes sociais, assumiu o comando da comunicação. A mudança ocorre justamente dias antes da propaganda eleitoral na televisão, área de especialidade do marqueteiro que deixou a equipe.
Vasconcelos continuará trabalhando nas eleições deste ano. Ele permanece à frente da comunicação do governador Mateus Simões (PSD) na disputa em Minas Gerais e do presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), no Rio de Janeiro.
Primeira opção de Flávio
A investida desta semana reedita uma aproximação que antecede a própria montagem da atual equipe de comunicação de Flávio. Vasconcelos era o nome preferido do senador para comandar sua campanha presidencial antes das passagens de Marcello Lopes e Alexandre Oltramari e da chegada de Duda Lima. Os dois chegaram a conversar sobre uma possível parceria.
Mineiro, Vasconcelos comandou o marketing da campanha presidencial de Aécio Neves em 2014 e, entre 2018 e 2022, trabalhou em diferentes campanhas para governos estaduais. Flávio chegou a sondá-lo quando começou a estruturar sua candidatura ao Planalto.
Naquele momento, porém, Vasconcelos tinha compromisso com Caiado. A possibilidade de trabalhar com Flávio chegou a avançar diante de um cenário em que Ratinho Junior era apontado como provável candidato do PSD à Presidência. Se isso se confirmasse, a expectativa era que Caiado deixasse a corrida presidencial e pudesse liberar o marqueteiro.
O desenho mudou quando Ratinho decidiu permanecer no governo do Paraná e Caiado se tornou o candidato presidencial do PSD. Vasconcelos permaneceu com o ex-governador goiano, enquanto Flávio seguiu em busca de um nome para comandar sua comunicação.
Desde então, a campanha do senador passou por duas mudanças nessa área até chegar a Duda Lima.
O Comando Militar do Nordeste (CMNE) inicia, no próximo sábado (22), a programação alusiva ao Dia do Soldado, celebrado em 25 de agosto. A primeira atividade será uma Exposição de Material Militar, das 8h às 18h, no Parque Santana, onde o público poderá conhecer viaturas, equipamentos operacionais e outros materiais utilizados pelo Exército Brasileiro.
No domingo (23), a programação segue com a Corrida Duque de Caxias, a partir das 7h, com largada no Forte do Brum. Já na terça-feira (25), às 19h, será realizada a solenidade oficial no Pátio Forte Guararapes, sede do CMNE. O evento será restrito a convidados e presidido pelo comandante militar do Nordeste, general de Exército Francisco Carlos Machado Silva.
Durante a cerimônia, serão entregues condecorações a militares e civis e haverá desfile da tropa. A programação marca o nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, cuja data de nascimento deu origem à celebração do Dia do Soldado.
A governadora e candidata à reeleição pela coligação Pernambuco de Coração, Raquel Lyra (PSD), adotou a estratégia de comparar diretamente a gestão nos últimos três anos e meio com a gestão do ex-governador Paulo Câmara (PSB) nos oito anos anteriores.
Na sabatina da TV Guararapes, na noite desta terça (17), a gestora comparou os números atuais do governo estadual com os registrados no período do antecessor.
Raquel Lyra citou as estradas, abastecimento de água, atendimento em saúde e violência como áreas que não teriam recebido investimentos adequados.
Ao mencionar índices recentes da segurança pública, ela afirmou que sua gestão fez mais que a anterior.
“Em três anos e meio conseguimos entregar mais em todas as áreas do que nos oito anos do governo que nos antecedeu. Estamos batendo nesses primeiros sete meses uma redução de criminalidade histórica em Pernambuco. São os melhores sete meses da nossa história em redução de homicídio e de crimes contra o patrimônio. E a gente fez isso colocando o Juntos pela Segurança”, declarou a candidata.
A governadora Raquel Lyra (PSD) vem sendo alvo dos candidatos da Frente Popular por ter aliados que apoiam os candidatos da direita à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema (Novo) ou do seu próprio partido, Ronaldo Caiado. Ela voltou a reagir, nesta terça-feira (18), durante entrevista à TV Guararapes. Também reforçou as parcerias com o Governo Lula e manteve segredo sobre em quem votará. As informações são do Blog Dantas Barreto.
“Vamos fazer como a gente sempre fez, cuidar de Pernambuco. Eu sou perernambuquista. Vão tentar me rotular o tempo inteiro. E você vai ver que eu vou estar o tempo inteiro defendendo os interesses de Pernambuco. Foi assim que a gente fez o Estado voltar a crescer, a gerar mais de 200 mil empregos de carteira assinada, batendo recorde de geração de emprego. A economia voltou a crescer, somos o segundo estado do Brasil e mais gerar emprego na construção civil”, falou Raquel.
Sobre a relação com Lula, a governadora lembrou que foi com o trabalho em conjunto que realizou obras e até mesmo retomou projetos que estavam paralisados. “Diziam que eu não conseguiria parceria com o presidente Lula. E, já nos primeiros dias, fui ao presidente e ele disse que não nos faltaria. Fizemos grandes parcerias e estamos fazendo a retomada da Transnordestina, os investimentos em Suape, obras como a conclusão da BR-104, o Canal do Fragoso que estava paralisado, obras do Minha Casa Minha Vida. Junto com Morar Bem, nós já entregamos 26 mil casas em Pernambuco. Parceria do Governo do Estado com o Governo Federal”, salientou.
Raquel desconversou ao ser perguntada sobre em quem votará para presidente: “Muito mais importante do que saber o meu voto na urna, é saber como eu trabalho por Pernambuco. O povo de Pernambuco já me conhece muito de perto”. Ela explicou que a direção nacional a deixou livre para atuar de forma independente, nas eleições deste ano.
CRECHES
Uma das promessas não concluídas foi destacada na entrevista. Em 2022, Raquel Lyra colocou no seu plano de governo a construção de 250 creches e entregou 12. No novo programa, se comprometeu em concluir todas, caso seja reeleita.
“Não tenho dúvida nenhuma de que as 250 creches que nós nos comprometemos, parte dela entregues durante este ano, algumas que já estão em funcionamento e já para ano que vem muitas outras. As 250 nós vamos conseguir entregar no ano que vem, porque a gente reservou para isso R$ 2 bilhões”, afirmou a governadora.
Três dias após se tornar elegível novamente, o ex-senador Romero Jucá (MDB) desistiu de disputar as eleições de 2026. Ele concorreria à Câmara dos Deputados por Roraima, mas anunciou a desistência em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (18/8).
No domingo (15/8), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a condenação de Jucá e afastou os efeitos de inegibilidade. Ele havia sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas o Supremo entendeu que a Corte inferior não tinha competência para julgá-lo. As informações são do Metrópoles.
Ao anunciar a desistência, Jucá disse que foi alvo de “mentiras e ações que afetam minha imagem pública” e a família dele.
“O maior exemplo disso, foi este julgamento absurdo e ilegal do Tribunal Federal Regional da 1ª Região. Um processo prescrito, do qual eu já havia sido absolvido e que foi analisado por um juiz substituto convocado numa Corte que não tinha competência para fazer tal análise. A decisão foi estranhíssima, me condenando. Ainda que frágil e absurda, a notícia estampou todos os sites, blogs e perfis de redes sociais”, escreveu o político.
“No entanto, esse ataque claro à minha pessoa e o tipo de disputa que se avizinha me fez refletir sobre o que realmente quero para o meu futuro. Gosto de fazer política, a boa política. Contudo, a disputa baixa e vil não cabe mais na minha vida”, complementou, anunciando que não disputará as eleições de 2026.
Jucá foi senador por Roraima durante 24 anos (1995 a 2019) – por três mandatos consecutivos, e é o presidente do MDB em Roraima. A silga ainda não confirmou se alguém concorrerá à Câmara no lugar dele.
Romero também foi ministro da Previdência no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2005, e ministro do Planejamento de Michel Temer, em 2016.
A Prefeitura do Recife executa uma obra de contenção de encosta na Rua Córrego do Curió, em Dois Unidos, na Zona Norte da cidade. A intervenção tem investimento de R$ 9,6 milhões e deve beneficiar diretamente cerca de 100 famílias, o equivalente a mais de 500 moradores. Nesta terça-feira (18), o prefeito Victor Marques vistoriou os trabalhos.
A obra, realizada pela Autarquia de Urbanização do Recife (URB), inclui soluções como tela argamassada, solo grampeado, drenagem com 433 metros de canaletas e quatro trechos de muro de arrimo. O projeto também prevê 300 m² de piso em concreto, 311 metros de guarda-corpo e uma área de lazer para a comunidade.
“Cerca de 500 pessoas serão protegidas direta e indiretamente por esse grande investimento da Prefeitura”, afirmou Victor Marques. Segundo a secretária de Infraestrutura, Beatriz Menezes, a previsão de conclusão é para o primeiro semestre de 2027. A gestão municipal informa que outras 24 obras de contenção estão em andamento na cidade.
O advogado criminalista Paulo Abou Hana, filho do saudoso jornalista Samir Abou Hana, comentou o relato do cantor Sandro Becker sobre os 21 dias que passou preso em Caruaru por uma dívida de pensão alimentícia. Em publicação nas redes sociais do blog, ele avaliou que faltou orientação jurídica ao artista e ressaltou que o episódio envolveu uma prisão civil, diferente de uma condenação criminal.
“Ouso dizer que faltou uma assessoria jurídica para o artista. Qualquer cidadão pode passar por isso. Trata-se de uma prisão civil, totalmente diferente de uma condenação por um crime realizado, amigo. Repito, sem orientação jurídica pode acontecer com qualquer um. Toque a vida que vc é um grande artista e reconstrua, se possível, sua relação com esse filho(a). O amor supera tudo”, escreveu Paulo.
A Casa da Matuta divulgou nota de repúdio contra o fechamento de casas de shows no Sítio Histórico de Olinda. No documento, o espaço cobra esclarecimentos da Prefeitura sobre a determinação atribuída ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), questiona os impactos da medida sobre trabalhadores e comerciantes e defende que eventuais irregularidades sejam corrigidas com fiscalização, diálogo e prazos para adequação.
Prefeitura, fechar casas de shows não é combater a irregularidade — é colocar em risco empregos, renda e a própria economia do Sítio Histórico.
Se existem problemas de licenciamento, segurança, acústica ou qualquer outra irregularidade, que sejam fiscalizados e corrigidos dentro da lei, com diálogo e prazos para adequação. O que não pode acontecer é simplesmente fechar portas e deixar trabalhadores, músicos, produtores, garçons, ambulantes, técnicos, comerciantes e famílias inteiras sem renda.
O Sítio Histórico de Olinda é patrimônio cultural, mas também é lugar de trabalho, cultura, turismo e geração de renda. Casas de shows, bares e espaços culturais fazem parte dessa dinâmica e movimentam toda uma cadeia econômica.
A Prefeitura precisa defender o patrimônio sem destruir quem vive dele.
Se o TCE determinou medidas, cabe ao Município buscar soluções jurídicas e administrativas que permitam o cumprimento das normas sem transformar a fiscalização em desemprego em massa.
Queremos transparência: qual é exatamente a determinação do TCE? Quantos estabelecimentos serão atingidos? Quantos trabalhadores perderão sua renda? Quais alternativas foram apresentadas antes do fechamento?
Olinda precisa de ordem, sim. Mas precisa também de bom senso, diálogo e responsabilidade social.
FECHAR É FÁCIL. DIFÍCIL É GOVERNAR, REGULARIZAR E ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO QUE PRESERVE O PATRIMÔNIO, A CULTURA E O EMPREGO.
@prefeituradeolinda a população merece respostas e soluções, não simplesmente portas fechadas.