O Sextou de hoje, programa musical que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio às sextas-feiras, no horário do Frente a Frente, traz a cantora Kátia Cilene, rainha do forró moderno estilizado. Ela fala sobre sua saída do grupo Mastruz com Leite e da sua carreira solo.
Na entrevista, a artista também falou sobre os grandes sucessos que ela interpretou na Mastruz com Leite, como “Meu vaqueiro, meu peão”, “Cara metade” e “Verdadeiro amor”.
O Sextou vai ao ar das 18 às 19 horas pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Bahia, tendo como cabeça de rede a 102,1 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Dormir bem não é apenas uma questão de “descanso” ou luxo; é uma necessidade biológica fundamental que atua como a espinha dorsal da nossa regulação emocional e cognitiva. Quando negligenciamos o travesseiro, não estamos apenas ficando cansados, estamos comprometendo a química do nosso cérebro.
Aqui está uma visão detalhada de como essa relação funciona:
O cérebro em repouso: mais do que desligar
Durante o sono, especialmente na fase REM (Rapid Eye Movement), o cérebro processa experiências emocionais e consolida memórias. É como se houvesse uma “limpeza neuroquímica” que organiza as informações do dia e reduz a carga de estresse. Sem sono adequado, a comunicação entre o córtex pré-frontal (o centro lógico do cérebro) e a amígdala (o centro do medo e das emoções) é prejudicada.
Na ausência do sono: A amígdala torna-se hiper-reativa. Isso explica por que ficamos mais irritáveis, ansiosos ou propensos a explosões emocionais após uma noite em claro.
O ciclo de feedback negativo
A relação entre sono e saúde mental é bidirecional. Isso significa que:
Problemas de saúde mental (como depressão e ansiedade) dificultam o ato de dormir.
A privação de sono agrava os sintomas de transtornos mentais preexistentes ou aumenta o risco de desenvolvê-los.
Impactos diretos da má qualidade do sono
Dicas para uma higiene do sono eficaz
Para proteger sua saúde mental, é preciso tratar o sono como uma prescrição médica:
Consistência é rei: Vá para a cama e acorde no mesmo horário todos os dias, inclusive nos fins de semana. Isso regula seu ritmo circadiano.
Desconexão digital: A luz azul dos smartphones inibe a produção de melatonina. Tente ler um livro físico 30 minutos antes de dormir.
Ambiente adequado: O quarto deve ser um “santuário” — escuro, silencioso e, preferencialmente, com uma temperatura amena.
Cuidado com estimulantes: Evite cafeína após as 14h e o uso de álcool à noite (que, embora ajude a pegar no sono, destrói a qualidade das fases profundas do descanso).
Se você sofre de insônia crônica ou se sente constantemente exausto mentalmente, não hesite em procurar um profissional de saúde. Às vezes, o que parece ser “apenas cansaço” pode ser o sinal de alerta de algo que precisa de suporte terapêutico ou médico.
*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica
O tempo, temática da crônica deste domingo, é o senhor da razão, aprendi com meus sábios pais, que Deus já levou cada um no seu tempo, primeiro minha flor Margarida, depois Gastão, meu conselheiro, amigo e companheiro de todas as horas, quase dez anos depois. Aceitei e compreendi ainda mais o tempo da vida.
Na Bíblia já havia aprendido que há tempo para tudo. A palavra de Deus nos diz no livro de Eclesiastes que há um tempo para cada coisa debaixo do sol: tempo de plantar, de colher, de nascer, de viver e de morrer.
Li muito ainda sobre o tempo devorando os clássicos da literatura do movimento modernista à luz de candeeiro em Afogados da Ingazeira, minha terra natal. Lá, garoto de pés descalços, a luz elétrica de um velho motor a querosene nos enfiava no mundo das trevas por volta das 22 horas. O companheiro para iluminar meus olhos que comiam livros era o candeeiro, muitas vezes um lampião e até velas que hoje romantizam os encontros de enamorados em restaurantes chiques.
O passar dos anos nunca me fez infeliz, porque aprendi que o tempo envelhece o corpo, mas não envelhece a emoção de viver em toda plenitude cada momento. Dentre os clássicos, nunca esqueci Machado de Assis: “O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto”.
Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre, aprendi depois com o eterno Charles Chaplin. Mas foi a Mário Quintana que recorri também para compreender a velocidade do tempo, o ir e vir, as mutações da lua e do sol.
“O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família”, escreveu ele. Quintana foi um dos principais expoentes da segunda geração do modernismo brasileiro. Conhecido como “o poeta das coisas simples”, sua obra é marcada pela linguagem simples e pela abordagem de temas cotidianos e contemplativos.
Ele dizia que o tempo é a moeda da vida. “É a única moeda que você tem e só você pode determinar como ela será gasta”, escreveu. Com ele, se aprende também que não se deve esconder nada, porque o tempo vê, escuta e revela tudo. O tempo é o que vivemos aqui e agora. Ele prova que a vida é uma jornada, com começo, meio e fim. É de Victor Hugo, romancista francês, a maior de todas as lições do tempo: não só cura, mas também reconcilia.
Em muitas crônicas, cito Cora Coralina, porque ela era maravilhosa, curta e dura: “Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo”. Que lindo! É dela também o ensinamento de que o tempo de Deus é diferente do nosso e que temos que aprender a esperar. Para ela, o tempo não para nem volta atrás justamente para que sempre sigamos em frente.
Muitas vezes, a ansiedade dos novos tempos do mundo globalizado nos faz atropelar a hora certa para tudo na vida, mas convenhamos: o tempo consegue colocar tudo no devido lugar. Cada experiência age em silêncio e deixa ensinamentos valiosos para a vida.
O tempo ensina ainda que é preciso seguir, amadurecer e se fortalecer. Meu pai, com aquele ar de sabedoria sertaneja, me ensinou a gastar o tempo com sabedoria, a valorizar os momentos, dos mais simples aos mais especiais, buscando um propósito em tudo o que se faz, porque, dizia ele, o tempo é implacável, nunca volta.
Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos mais maduros, cabelos embranqueados, um passado muito breve. Mas papai tinha razão: o tempo é o conselheiro mais sábio de todos.
Rubem Alves, meu cronista que amolece meu coração e ao mesmo tempo enxuga minhas lágrimas, também escreveu muito sobre o tempo como um recurso escasso e precioso, defendendo a necessidade de priorizar o essencial e desfrutar o presente. Em suas frases, ele sugere aprender a “abrir mão” e valorizar o tempo, evitando a pressa e focando no que realmente importa.
Certa vez, ele se perguntou: “Resta quanto tempo?” E ele mesmo respondeu: “Não sei. O relógio da vida não tem ponteiros”. Suas reflexões frequentemente abordam a necessidade de viver com mais presença e menos pressa, valorizando a essência em detrimento da quantidade de tempo.
“O prazer demanda tempo. A vida serve para gastar tempo”. Eis a grande lição de Rubem Alves.
Dicas importantes para mulheres que querem comprar um carro
Você sabe quanto custa, de verdade, o carro dos seus sonhos? Ou quanto ele vai custar a longo prazo, incluindo manutenções? Isso tudo encaixa no seu orçamento? Em 2026, ter um carro, seja para trabalhar, organizar a rotina diária ou garantir liberdade de deslocamento, segue entre os principais objetivos financeiros dos brasileiros. Levantamentos recorrentes do setor automotivo e de crédito indicam que a compra do veículo próprio continua entre os três principais bens de desejo das famílias — ao lado da casa própria e da estabilidade financeira.
Porém, não basta só querer. É preciso colocar os números na mesa antes de decidir, já que o cenário é de uma economia desafiadora, com juros altos e preços elevados. “O carro não pode ser uma decisão emocional. Ele precisa caber no orçamento hoje e, caso seja financiado, continuar cabendo daqui a dois ou três anos”, afirma Vittória Gabriela, goiana de 28 anos, empreendedora e fundadora da “Dona Meu Destino”, uma das maiores comunidades digitais de mulheres motoristas do Brasil, que reúne quase 1 milhão de seguidoras.
Focada em empoderamento, troca de experiências e educação financeira no universo automotivo, a “Dona Meu Destino” reforça que educação e planejamento financeiro são aliados poderosos também para mulheres que querem conquistar o primeiro carro com autonomia e sem armadilhas. “O planejamento financeiro é tão importante quanto escolher o modelo do carro. Saber negociar, comparar taxas e aprender a ler contratos faz diferença, seja comprando ou vendendo.” Para ela, o momento do mercado é de maior consciência sobre o endividamento e, principalmente, sobre como a negociação pode fazer a diferença a longo prazo.
Por isso, Vittória atua ajudando mulheres a entender melhor de carros, conquistar autonomia e tomar decisões mais conscientes. Ela integra a ascensão de comunidades femininas voltadas à mobilidade, um movimento que sinaliza uma mudança estrutural no mercado automotivo. Não se trata apenas de dirigir, mas de decidir, negociar e planejar com segurança e informação. “Nosso foco é tirar o medo da decisão financeira, atuando na oferta de informações que ajudem nesse processo. Quando a mulher entende dele, ela deixa de depender da opinião alheia, que pode levá-la a ser ludibriada, e passa a conduzir a própria escolha.”
Segundo Vittória, saber como proceder em uma decisão tão importante quanto essa é essencial, principalmente em ocasiões em que a compra envolve carros usados, já que é nesse mercado que se encontram a maioria das negociações. Em 2025, o país registrou 18,5 milhões de transferências de veículos usados e seminovos, contra cerca de 2,5 milhões de carros 0km licenciados, segundo a Fenauto, a federação dos revendedores de veículos.
Consumo automotivo – Na prática, o brasileiro comprou sete carros usados para cada novo, consolidando uma inversão estrutural no consumo automotivo, tendência que se mantém em 2026. “Isso acontece devido ao encarecimento do zero-km. Em apenas cinco anos, o preço dos modelos de entrada saltou de cerca de R$ 53 mil, em 2021, para até R$ 81 mil em 2026, elevando a barreira de acesso ao carro novo”, explica ela. Mas, é no mercado de seminovos, que passou a operar em patamares recordes, se encontra o perigo, segundo a goiana, principalmente para as mulheres, que sofrem discriminação no mercado.
“Muitos acham que podem empurrar carros com problemas, por exemplo, ou com financiamentos longos e caros, pela falta histórica de experiência das mulheres nessa área.” Contudo, isso está mudando. Especialmente por ações como a da Vittória, que ajudam na tomada de decisão das mulheres. Ela explica em suas redes, por exemplo, a importância de buscar a opinião de um mecânico de confiança, que pode fazer toda a diferença na hora da compra de um veículo usado.
“Tive acesso ao caso de uma mulher que adquiriu um carro financiado que havia sofrido avarias em um alagamento. Ela não foi informada sobre esse histórico no momento da compra e, logo após sair da loja com o veículo, precisou realizar diversos reparos mecânicos nele. Se tivesse buscado uma segunda opinião técnica antes da compra, poderia ter escolhido um veículo em melhores condições. Agora, além dos custos constantes de manutenção, terá de arcar por um longo período com uma dívida elevada por um carro que se desvaloriza rapidamente e terá pouco valor em uma futura troca.”
Reputação das lojas – Para Vittória, é igualmente fundamental buscar informações sobre a reputação das lojas e contar com indicações de consultores que realmente auxiliem na escolha de um bom veículo. Também é importante ter noções básicas sobre as condições ideais de um carro e saber quais perguntas fazer no momento da compra. Além disso, muitas lojas, inclusive, oferecem garantia para carros usados, o que funciona como um indicativo adicional da qualidade do automóvel comercializado. “Carro é meio, não fim”, resume Vittória. “Quando ele é bem planejado, vira liberdade. Quando não é, vira peso.”
Pesquisa inédita – A comunidade liderada por Vittória — “Dona Meu Destino”— realizou uma pesquisa em suas redes sociais, que reúnem quase um milhão de mulheres, revelando como elas encaram a decisão de comprar ou trocar de carro. O levantamento ouviu participantes de diferentes regiões do país e indica que, para a maioria, esse processo ainda é marcado por insegurança e forte dependência de apoio externo na tomada de decisão. Quando questionadas se pensam em comprar ou trocar de carro, 23,2% das mulheres afirmaram que pretendem fazer isso em até um ano. Outras 12,6% disseram que o plano é para até dois anos, enquanto 8,9% projetam a compra em até três anos. Um grupo expressivo, de 36,8%, afirmou que deseja comprar ou trocar de carro, mas sem prazo definido. Já 18,4% disseram que não pretendem adquirir um veículo.
Veículo próprio – Em relação à posse do carro, 62,1% afirmaram que têm veículo próprio e o utilizam sozinhas. Outras 23,07% disseram que o carro é da família e dividido com outras pessoas. Já 12,6% não possuem carro atualmente, mas afirmaram que gostariam de ter um. Uma parcela menor declarou que divide o uso do veículo com quem não é da família. O histórico de compra também revela diferenças importantes. 18,04% das entrevistadas afirmaram que já compraram um carro sozinhas.
Outras 50,5% disseram que já passaram pelo processo de compra com a ajuda de alguém, enquanto 26,3% ainda não compraram, mas pretendem fazê-lo. Um grupo menor afirmou que nunca comprou e não pretende comprar no momento. Quando o assunto é sentimento, a decisão de compra desperta emoções diversas. Para 26,3%, o principal sentimento é a confusão diante de tantas opções disponíveis no mercado. Já 24,2% relataram empolgação, enquanto 23,2% disseram sentir medo de errar. A insegurança aparece para 14,7%, e a ansiedade para 8,4%. Uma parcela menor afirmou sentir confiança ao pensar na compra de um carro.
Ajuda da família – O apoio na tomada de decisão também se mostrou relevante. Para 39,5%, a família é quem mais ajuda ou ajudaria no momento da compra. Outras 23,7% disseram contar principalmente com o parceiro ou parceira, enquanto 16,8% recorrem a pesquisas na internet. Apenas 10,5% afirmaram que tomam a decisão sozinhas, e o restante se divide entre quem busca apoio de amigos ou ainda não sabe por onde começar. As respostas vieram de mulheres de diversas regiões do país: 56,3% são do Sudeste, 16,8% do Sul, 8,9% do Nordeste e 14,2% do Centro-Oeste. O percentual restante se divide entre participantes do Norte e mulheres que moram fora do Brasil.
Dicas – Checklist para a compra de um carro
Para quem está transformando o desejo do carro próprio em uma decisão planejada, seguem quatro dicas antes de comprar (ou trocar) de carro:
O primeiro passo não é o test-drive, é o orçamento
Antes de qualquer visita à concessionária ou clique em anúncio, a pergunta central é objetiva e, muitas vezes, ignorada: Quanto eu posso gastar sem desorganizar minha vida financeira? Especialistas em finanças pessoais recomendam olhar além do valor do carro e considerar o Custo Total de Propriedade (TCO), que inclui:
IPVA e licenciamento
Seguro
Manutenção preventiva e corretiva
Combustível
Depreciação
Uma regra prática é não comprometer mais que 10% a 15% da renda líquida mensal com os custos totais do veículo (parcelas, combustível e manutenção). Isso ajuda a manter o orçamento equilibrado e evita o famoso “carro come salário”. “O erro mais comum que vemos na comunidade é a pessoa conseguir pagar a parcela, mas não conseguir sustentar o carro”, explica Vittória. “Planejamento não é só comprar. É manter.”
Dinheiro na mão, consórcio ou financiamento: o que vale mais a pena?
Pagamento à vista
É a opção mais barata no longo prazo, pois elimina juros.
Para quem conseguiu formar reserva ou vender outro bem, pode significar economia de dezenas de milhares de reais.
Vale a pena considerar carros usados mais recentes ou até negociar desconto no zero-km.
Consórcio
Tem ganhado espaço entre consumidores mais organizados.
Não há juros, apenas taxa administrativa.
Funciona melhor para quem não tem urgência e prioriza previsibilidade.
Opera como um plano de compra coletiva, com parcelas mensais e possibilidade de contemplação por sorteio ou lance.
“Muitas mulheres entram no consórcio como forma de se comprometer com um objetivo sem cair em armadilhas de crédito caro”, afirma Vittória.
Financiamento
Segue sendo o caminho mais utilizado no Brasil.
Em 2025, o financiamento de veículos atingiu 7,3 milhões de unidades, segundo a B3, o maior volume em 14 anos.
Desse total, 4,6 milhões foram de veículos usados e 2,6 milhões de veículos novos.
“Aqui, comparar taxas, prazo e CET é decisivo. Pequenas diferenças podem representar milhares de reais a mais no custo final”, destaca Vittória.
Dica: simule financiamento em diferentes instituições antes de fechar. Taxas que parecem pequenas podem representar milhares de reais a mais no total.
Escolher o carro certo é reduzir risco
Quilometragem e histórico
A quilometragem é um indicador importante, mas sozinha não garante bom negócio.
Verifique:
Histórico de revisões e manutenção
Existência de batidas ou reparos estruturais
Recalls e pendências documentais
Inspeção técnica
Levar o carro a um mecânico de confiança antes da compra pode revelar defeitos ocultos que o test-drive não mostra.
Modelos com bom custo-benefício
Honda Civic e Toyota Corolla: entre R$ 85 mil e R$ 120–130 mil.
Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e hatches similares: entre R$ 50 mil e R$ 80–90 mil.
Volkswagen Gol: entre R$ 35 mil e R$ 60 mil ou mais, conforme versão e quilometragem.
Fiat Mobi, Renault Kwid e compactos: faixas perto de R$ 50 mil ou menos.
Até R$ 40 mil: versões mais antigas de Gol, Palio e Fiesta.
Entre R$ 40–80 mil: veículos urbanos de 5 a 10 anos, comuns para primeira compra ou troca.
“Modelos com boa revenda reduzem risco na saída”, destaca Vittória.
Dicas de ouro na compra e na venda
Na hora de comprar
Não se apaixone pelo visual; foque no estado geral e procedência.
Faça test-drive e revisão mecânica antes de fechar negócio.
Pesquise o valor médio do modelo (tabela FIPE é referência).
Desconfie de preços muito abaixo da média.
Exija documentação e histórico.
Na hora de vender
Mantenha a documentação atualizada e revisões em dia; isso aumenta o valor do carro.
Anúncios detalhados, com quilometragem correta e fotos de qualidade, ajudam a vender mais rápido.
Transparência evita problemas jurídicos.
Chinesa Jetour chega ao Brasil focada nos SUVs – Mais uma marca chinesa desembarca oficialmente no Brasil. Desta vez, é a Jetour, vinculada ao grupo Chery. Seus dirigentes estão de olho no segmento de SUVs, hoje responsáveis por mais de 50% das vendas de automóveis e comerciais leves. Serão três modelos à venda inicialmente: o S06, o T1 e o T2. E pelo menos mais três até o fim do ano. Com filial em Brasília, na região do Aeroporto JK, a Jetour já vendeu, desde fevereiro, quando abriu pré-venda, 500 unidades – todas com preços promocionais que seguem até o fim de abril.
S06 – R$ 200 mil (Advance) – R$ 230 mil (Premium)
T1 – R$ 250 mil (Advance) – R$ 264,9 mil (Premium)
T2 – R$ 289,9 mil (Advance) – R$ 300 mil (Premium)
Em maio, esses preços serão reajustados em R$ 5 mil e R$ 10 mil, respectivamente, para as versões Advance e Premium. A versão mais cara do S06 mantém o preço inalterado. Os modelos, no geral, são confortáveis e sofisticados, com acabamentos premium e atenção aos detalhes.
SUV T2 – A campanha de lançamento do Jetour T2 baseia-se na concepção de que ele existe ‘para ir além do deslocamento cotidiano’, sendo para ‘explorar diferentes caminhos’ sem abrir mão de conforto, tecnologia e qualidade. As duas versões do T2 têm sistema híbrido plug-in que combina o motor a combustão 1.5 turbo de injeção direta (135 cv) a dois motores elétricos adicionais, de 75 kW (102 cv) e 90 kW (122 cv). Combinados, resultam em torque máximo de 62,2 kgfm.
O sistema é gerenciado pela transmissão Super Hybrid de três marchas (3-DHT), que permite múltiplos modos de operação, mantendo o motor a combustão e os motores elétricos sempre operando em suas faixas mais eficientes. O Inmetro atesta que o SUV percorre, no modo elétrico, 27,6 km/l na cidade e 23,4 km/l no ciclo rodoviário. O consumo combinado é de 25,7 km/l. O alcance de bateria é de 75 quilômetros. Considerando o modo híbrido, o consumo combinado é de 11 km/l (10,5 km/l na estrada e 11,4 km/l na cidade). Com entre-eixos de 2,8m, o T2 tem comprimento de 4.785mm.
SUV T1 – O modelo também usa um conjunto híbrido plug-in que combina um motor 1.5 turbo a gasolina, que entrega 135 cv e 20,4 kgfm de torque, a um motor elétrico de 150 kW (204 cv) e 31,6kgfm. Ele tem bateria de 26,7 kWh e percorre, no modo elétrico, 34,7 km/l na cidade e 26,8 km/l no ciclo rodoviário. O consumo combinado é de 31,1 km/l.
SUV S06 – Este modelo combina o motor 1.5 turbo com um motor elétrico, oferecendo alcance de até 1,2 mil quilômetros. É um SUV médio, com 4.616 mm de comprimento, 1.910 mm de largura e 1.690 mm de altura. O modelo — considerado o de entrada da marca — oferece garantia combinada de 8 anos para bateria e motor elétrico e 7 anos para o veículo completo.
As duas versões usam transmissão automática de uma marcha (1 DHT), sendo que o motor elétrico entrega 150 kW (204 cv) de potência e 31,6 kgfm de torque instantâneo. Combinados, fornecem torque de 52 kgfm. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 7,9 segundos. O Inmetro informa que o S06 percorre, no modo elétrico, 36,2 km/l na cidade e 28,9 km/l no ciclo rodoviário. O consumo combinado é de 32,9 km/l. Tem classificação “A” (nota máxima). A Jetour tem a intenção de produzir no Brasil e também desenvolver motores híbridos flex. Ela já conta com 14 lojas (algumas apenas de exposição de produtos), mas tem planos de ampliar para 100 concessionárias até o fim de 2026. O centro de distribuição de peças fica em Cajamar (SP) e tem capacidade de armazenar peças por seis meses.
Novo Tiguan custa R$ 300 mil – A terceira geração do VW Tiguan, fabricada no México, chega aos concessionários da marca alemã em 7 de maio. Ele tem motor 2.0 que entrega 272cv de potência e 35,7 kgfm de torque e desembarca por aqui em versão única, a R-Line, com teto solar. O modelo custa R$ 300 mil e é baseado na plataforma MQB Evo. A transmissão é de oito velocidades. A tração é integral, a tradicional 4Motion. Vale lembrar que o SUV, lançado há 18 anos, é o mais vendido pela Volkswagen no mundo.
São 8 milhões de unidades comercializadas neste período, sendo que no Brasil foram mais de 65 mil unidades emplacadas até agora. O destaque é o conjunto de 12 sistemas ativos de segurança, como o Emergency Assist, que conduz o carro para uma parada de emergência em caso de perda de consciência do condutor. O Travel Assist junta o Lane Assist, o Front Assist e o Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC) para uma condução semiautônoma nível dois, freando, acelerando e mantendo o carro centralizado na faixa, aumentando o conforto e segurança.
MG4 Urban chega ainda este ano – A montadora chinesa MG, que está no Brasil desde o fim do ano passado, confirmou a decisão de trazer para o mercado brasileiro o MG4 Urban, uma versão menos sofisticada do elétrico MG4, já oferecido por aqui. Aliás, ela também será elétrica e mira o GWM Ora, o BYD Dolphin e o Geely EX2. Deve ter preço abaixo dos R$ 150 mil. O Urban terá duas opções de bateria – com autonomias “entre as maiores do segmento”, segundo os gestores da marca.
A MG Motor é originalmente centenária que foi vendida à chinesa SAIC — e já esteve no Brasil, por sinal, mas com importador intermediário. Agora, de maneira independente, ela traz três modelos 100% elétricos — o hatch MG4, o SUV MGS5 e o esportivo MG Cyberster, cada um com propostas distintas e posicionamento de produto sofisticado. O portfólio inclui o SUV elétrico MGS5 Luxury, de tração traseira, com motor elétrico de 305 cv e torque de 36kgfm. Este promete 351 km de autonomia pelo padrão Inmetro e custa em torno dos R$ 240 mil
Volvo Cars e os carros com software central – A Volvo Cars acaba de ser nomeada a montadora líder na produção de carros com utilização de software central. A marca sueca, que produz alguns dos modelos mais seguros do mundo desde 1927, recebeu o Nível 5 de capacidade SDV (software-defined vehicle, ou, em português, veículo definido por software) pelo S&P Global Mobility. O reconhecimento destaca a capacidade da Volvo Cars de aprimorar praticamente todas as funções do veículo, ao longo de seu ciclo de vida e oferecer maior valor aos clientes por meio do uso do software.
Por exemplo: a empresa pode usar atualizações remotas (over-the-air) para adicionar recursos de segurança, desbloquear velocidades de carregamento mais rápidas, aumentar a autonomia e aprimorar a experiência do usuário. Carros com utilização de software central têm o poder de continuar aprimorando suas funcionalidades nas estradas e elevar ainda mais seu padrão de segurança. O sistema central desenvolvido internamente pela Volvo Cars, o HuginCore, apresenta arquitetura elétrica, um computador central, controladores de zona e software. Presente no coração dos três veículos da empresa com tecnologia definida por software — o EX90, o ES90 e o EX60 — esse sistema possibilita melhores experiências para o cliente, inovação mais rápida e melhorias escaláveis em toda a linha de veículos.
Velas de motos: manutenção caseira põe segurança em risco – A busca por manutenção de baixo custo leva muitos motociclistas a recorrer a tutoriais online para que possam realizar, de maneira autônoma, falhas no sistema de ignição e dificuldade na partida da moto. Embora vídeos e fóruns prometam soluções rápidas para problemas relacionados à dificuldade na partida ou alto consumo de combustível, a ausência de ferramentas adequadas para a identificação do problema pode transformar uma pequena economia em um prejuízo grande. Isso porque a associação entre atuação autônoma e a falta de conhecimento técnico são elementos que, quando combinados, podem provocar danos a componentes caros, como o próprio motor da motocicleta, e comprometer a segurança do condutor. Por isso, a Niterra, multinacional japonesa detentora das marcas NGK e NTK, juntou os três erros mais comuns (e perigosos) encontrados como recomendação de boas práticas na internet.
1 – O perigo da centelha exposta: Um dos testes mais comuns consiste em retirar a vela de ignição, encostá-la no cabeçote e acionar a partida para observar a faísca. A prática, de acordo com Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra, é altamente desaconselhável. “A cor da centelha é um indicador preciso, ela indica a energia da centelha. Porém, é preciso conhecer qual a coloração normal para o sistema de ignição da motocicleta em questão. Outro problema é que falhas no centelhamento provocadas por falta de aterramento podem gerar danos ao CDI e bobina de ignição e o combustível não queimado irá contaminar o óleo lubrificante do motor e pode comprometer o catalisador da motocicleta.
2 – Limpeza com escova de aço: Remover a carbonização com escovas de aço não prolonga a vida útil da vela. O atrito do metal da escova deixa resíduos microscópicos no isolador cerâmico da vela, o que reduz a capacidade de isolação da parte cerâmica da vela. Além de aumentar o desgaste dos eletrodos da vela pelo atrito dos eletrodos com o metal da escova. Outro problema que provocamos é a remoção do banho de proteção que é aplicado ao castelo metálico da vela (parte metálica onde temos a rosca). A falta de proteção permite a oxidação do metal podendo provocar danos à rosca do cabeçote (parte superior) do motor. A recomendação da Niterra é abolir o hábito da limpeza abrasiva, preferindo a substituição preventiva da peça. A grande maioria das motocicletas vendidas no Brasil são monocilíndricas (possui somente um pistão). Desta forma, a substituição de uma vela de ignição possui um custo muito baixo.
3 – A precisão do multímetro e do calibrador: A inspeção visual permite avaliar as condições de queima (mistura ar/combustível), presença de resíduos de uso de combustível de má qualidade e presença de contaminação por óleo lubrificante (motor com desgaste). O uso de ferramentas de medição como calibradores de folga, multímetro e megômetro permitem uma avaliação do desgaste da vela de ignição, da resistência interna da vela e da isolação elétrica. Velas desgastadas dificultam o centelhamento provocando falhas, dificuldade na partida e comprometem a vida útil da bobina e do sistema de ignição. A Niterra reforça que medir a resistência ôhmica da vela e do terminal supressivo (cachimbo) com um multímetro garante o correto funcionamento do motor. Por isso, verifique visualmente também o estado das borrachas seladoras dos terminais, no caso de ressecamento ou trinca, e substitua o terminal evitando falhas em dias chuvosos.
4 –A vela como o termômetro da sua moto – Para o motociclista, a vela de ignição funciona como um relatório de saúde do motor. Dificuldade na partida a frio, oscilações na marcha lenta ou falhas em acelerações rápidas são alertas vermelhos. “A vela de moto é o termômetro do motor. Analisar o estado da ponta ignífera após o uso revela não apenas o desgaste da peça, mas a qualidade do combustível utilizado e a saúde da mistura ar-combustível”, afirma Hiromori. A manutenção preventiva, realizada por um mecânico de confiança, evita paradas inesperadas no trânsito, garantindo a eficiência e reduzindo o consumo de combustível. O custo de combustível é muito representativo para quem utiliza a motocicleta profissionalmente.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O velório da jornalista e pesquisadora Tereza Rozowykwiat, que faleceu neste sábado (28), aos 74 anos, vítima de câncer, será realizado neste domingo (29), a partir das 14h, na capela do Cemitério de Santo Amaro. O sepultamento está marcado para as 16h.
Na luta contra a doença, com células cancerígenas na pleura, membrana que reveste o pulmão, ela havia iniciado recentemente uma nova fase do tratamento. Sua última aparição pública ocorreu na terça-feira passada, durante a abertura da exposição Sem Conexões, de sua mãe, Tereza Costa Rêgo, na Caixa Cultural.
Com décadas de atuação no Diário de Pernambuco, Teresa foi repórter de Política e editora das áreas de Brasil e Mundo. Também se destacou como pesquisadora e autora, com obras dedicadas ao ex-governador Miguel Arraes.
Em nota de pesar, Marília Arraes lamentou a morte e ressaltou uma trajetória marcada por “seriedade, sensibilidade e compromisso com a história do estado”. “Muito querida por toda minha família, tinha uma ligação especial com meu avô, Miguel Arraes. Tereza acompanhou de perto sua trajetória, registrou momentos decisivos e ajudou a preservar sua memória, inclusive como autora de uma das mais importantes biografias sobre sua vida”, afirmou. “Neste momento de dor, me solidarizo com seus familiares, amigos e colegas de profissão, desejando força para atravessar essa perda. Que sua memória siga viva, inspirando o compromisso com a verdade e com o nosso povo”, completou.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (28) um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) de revisão de condições impostas e concessão de “livre acesso” dos filhos do ex-presidente à residência onde ele cumpre prisão domiciliar temporária.
Ontem, Bolsonaro deixou o Hospital DF Star em Brasília e seguiu para a casa, no Jardim Botânico, após decisão de Moraes que autorizou o regime domiciliar de cumprimento de pena por 90 dias, em razão das condições de saúde do ex-presidente. As informações são do portal g1.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Antes de ir para casa, ele estava detido na Papudinha, na capital federal.
Moraes já havia autorizado visitas dos filhos do ex-presidente que não moram na casa em que Bolsonaro está preso em regime domiciliar. No entanto, as visitas devem seguir horários restritos de visitação, em conformidade com as regras de visitas em estabelecimentos prisionais. Essa restrição foi mantida pelo magistrado. As visitas deles devem ocorrer às quartas-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h.
Os advogados do ex-presidente haviam pedido a Moraes a flexibilização dessas condições. “A decisão [anterior de Moraes] estabelece tratamento diferenciado entre os filhos do custodiado (não residentes) e os demais familiares que possuem livre acesso à residência, ao prever, para aqueles, horários restritos de visitação”, disse a defesa.
Ao negar o pedido da defesa, Moraes afirmou que a solicitação dos advogados “carece de qualquer viabilidade jurídica”.
Atualmente, não moram na casa em que Bolsonaro está preso e têm autorização permanente para visitas os filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é senador e pré-candidato à Presidência da República; Carlos Bolsonaro; e Jair Renan (PL), que é vereador em Balneário Camboriú (SC). Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que mora nos Estados Unidos e é alvo de processo judicial no Brasil, não tem autorização para visita.
Flávio Bolsonaro já foi listado com um dos oito advogados do ex-presidente, o que permite a ele ter maior acesso ao pai.
Médicos e fisioterapeuta
Os advogados também comunicaram os quatro integrantes da equipe médica que prestará assistência a Bolsonaro na prisão domiciliar:
Brasil Caiado (cardiologista)
Cláudio Birolini (cirurgião)
Leandro Echenique (cardiologista)
Kleber Antônio Caiado de Freitas (fisioterapeuta)
A lista dos enfermeiros e técnicos de enfermagem que vão acompanhar Bolsonaro ainda está em definição, segundo a defesa. A relação será informada nos próximos dias.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro e ex-prefeito de Campo dos Goytacazes, Anthony Garotinho, em decisão tomada ontem (27). Garotinho havia sido condenado pela Justiça eleitoral a 13 anos e nove meses de prisão, no âmbito da “Operação Chequinho”, acusado de um esquema de compra de votos nas eleições municipais de Campos dos Goytacazes de 2016, em troca do benefício social do programa Cheque Cidadão.
Ao analisar um habeas corpus apresentado pela defesa de Garotinho, o ministro Zanin considerou que as provas que levaram à condenação do ex-governador eram ilícitas, pois teriam sido obtidas a partir da extração de dados de computadores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes, sem a devida preservação da cadeia de custódia e sem perícia técnica. As informações são do Metrópoles.
“Não se trata de questão marginal ou irrelevante, mas de conteúdo eletrônico ilegal que serviu de suporte à condenação”, escreveu Zanin na decisão, ao citar a extração de dados.
O ministro se baseou em um precedente do Supremo de 2022, que anulou a condenação do ex-vereador de Campos dos Goytacazes, Thiago Ferrugem — reconhecendo que as provas obtidas da extração dos computadores da secretaria municipal eram ilícitas. À época, o relator do caso era Ricardo Lewandowski.
Zanin estendeu a anulação a outros cinco réus condenados a partir da “Operação Chequinho”: Thiago Virgílio Teixeira de Souza; Kellenson Ayres Kellinho; Figueiredo de Souza; Lindamara da Silva e Jorge Ribeiro Rangel.
Nas redes sociais, o ex-governador comemorou a decisão. “Para mim, foi uma vitória com sabor especial, porque foi concedida por um ministro da mais alta Corte do país com o qual nunca tive qualquer relação”, disse Garotinho em vídeo publicado neste sábado (28).
Ibaneis Rocha (MDB) renunciou ao cargo de governador do Distrito Federal neste sábado (28). O emedebista assinou a mensagem de renúncia durante o evento do aniversário de 55 anos de Ceilândia, a maior região administrativa do DF, com 287.113 moradores.
Ibaneis deixa o Governo do DF para concorrer ao Senado nas eleições de outubro deste ano. A legislação eleitoral exige a chamada desincompatibilização seis meses antes do pleito, prazo que encerra na próxima sexta-feira. As informações são do Metrópoles.
“Deixo um legado de muito trabalho, dedicação e cuidado com as pessoas que mais precisam”, declarou à imprensa. Durante o discurso no aniversário de Ceilândia, disse que, durante os sete anos e três meses de governo, fez “realizações firmes em todas as áreas de governo”.
“O governo anterior achava que pobre só comia de segunda a sábado e não precisava comer no domingo. Hoje, os restaurantes comunitários servem três refeições diárias, R$ 50 o café da manhã, R$ 1 o almoço e R$ 50 o jantar”, citou.
A renúncia de Ibaneis será encaminhada à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A vice-governadora, Celina Leão (PP), assume interinamente o cargo.
Na segunda-feira (30), Celina tomará posse como governadora do Distrito Federal. A transmissão do cargo será efetivada em sessão solene, às 9h, na CLDF.
O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou ao Poder360, ontem (27), que o PT apresentou um relatório alternativo à CPMI do INSS com o objetivo de substituir o parecer oficial. Um dos 201 indiciados é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
Correia disse que a bancada rejeitará o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por considerar que tem caráter “político-eleitoral” e não responsabiliza todos os envolvidos no esquema. O petista criticou a exclusão de nomes como o de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“Por que eles não colocaram? É porque o Zettel tem ligações com Bolsonaro. Ele deu R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro, R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e depois destinou R$ 40 milhões para a Igreja da Lagoinha”, declarou.
O deputado também afirmou que o relatório oficial deixou de tratar adequadamente irregularidades em empréstimos consignados. Segundo ele, cerca de 240 mil contratos foram desfeitos por inconsistências e prejuízos a aposentados.
De acordo com Correia, o relatório do PT terá cerca de 270 indiciados e pedirá à PF (Polícia Federal) o aprofundamento das investigações sobre aproximadamente 50 pessoas. O documento tem mais de 2.000 páginas e será disponibilizado ao público.
Indiciamento de Flávio Bolsonaro
O deputado afirmou que a inclusão de Flávio no relatório alternativo se deve a indícios de ligação entre a administradora de seu escritório, Letícia Caetano dos Reis, e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, investigado no caso.
Correia disse haver indícios de repasses ao escritório ligado ao senador, como a compra de uma mansão em Brasília por cerca de R$ 6 milhões, inicialmente atribuída a receitas de uma loja de chocolates e, depois, a ganhos de um escritório que, segundo ele, teve crescimento acelerado. O deputado afirmou que não há comprovação definitiva, pois não houve quebra de sigilo.
O parlamentar também mencionou outra frente de investigação. Disse que aliados do senador teriam influenciado o governo do Rio de Janeiro, comandado por Cláudio Castro (PL), a realizar aporte de R$ 1 bilhão para “salvar o Banco Master da falência”, junto com o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). “Foi o projeto de salvação do Banco Master e de Vorcaro”, afirmou.
Há momentos em que o homem público é intimado pela história. Ele pode se agigantar ou se apequenar, a depender como se comporte. Kassab vive um momento desses. Dele depende se teremos uma eleição prisioneira da mesmice, como repeteco da mediocridade de 2018 e 2022.
Sobre as costas de Kassab cai a responsabilidade de ofertar ao Brasil um projeto de nação e uma candidatura que prepare o país a ingressar definitivamente na era da Inteligência Artificial, das cadeias produtivas globais e do nos levar a superar a divisão política que está nos condenando ao atraso. Os brasileiros precisam se livrar dessa bola de ferro presa aos seus calcanhares.
Só assim poderemos resgatar um traço que marcou a nossa formação histórica e cultural. A conciliação, a capacidade de realizar mudanças estruturais sem rupturas institucionais. Foi assim que superamos a longa noite de 21 anos de ditadura. Foi pela via da conciliação que Juscelino criou o ambiente que fez o Brasil ingressar no futuro, com a construção de um parque industrial de bens de consumo duráveis. E foi pela conciliação, pela moderação que Ulysses navegou até nos levar, em parceria com Tancredo, ao porto seguro da democracia.
Também foi sem rupturas institucionais que Fernando Henrique uniu os brasileiros para modernizar o Estado e estabilizar nossa moeda. O Plano Real foi uma obra da moderação, de explicar e convencer os brasileiros que só com união nos prepararíamos para ingressar no século vinte um. Voltamos a viver novo momento crucial para o destino de nosso povo. Se seremos capazes de recuperar o terreno perdido para países que até os anos 80 estavam atrás de nós do ponto de vista do desenvolvimento e nos ultrapassaram. Sim, fomos passados para trás pela China, Coreia do Sul, Índia, Vietnã e Irlanda. Todos esses países tiveram um projeto de nação conectado com a economia mundial.
Não estamos diante de uma eleição presidencial qualquer. O destino de nossos filhos — de nossos netos, como é o caso de quem é da minha geração, dependerá se o Brasil terá um presidente a altura desse desafio ou se continuaremos nos dilacerando em um campeonato de mediocridade.
Os dois polos que lideram as pesquisas, por enquanto, não estão à altura dos desafios. Alimentam-se por rejeições recíprocas sem nada despertar em termos de esperança e de futuro. Eles são mais do mesmo, mais rejeição, mais xingatório, mais barulho e pouca ou quase nenhuma ideia que nos leve à economia da inovação e da Inteligência Artificial.
Confesso a vocês que estava, até o início desta semana, cético quanto à possibilidade de sairmos do ciclo vicioso e tenebroso da mediocridade. Aos oitenta anos, cheguei a pensar se não seria o caso de me poupar desta vez.
Mas Eduardo Leite me convenceu que vale a pena lutar, desde que a causa não seja pequena. E a bandeira que ele empunhou e acena para os brasileiros é grandiosa. Tancredo pregava “não vamos nos dispersar”. Leite proclama “Vamos nos unir!”
Sim, é possível unir o eleitor preocupado com a segurança e a desestruturação familiar com o eleitor que valoriza os programas sociais como ferramenta da promoção da equidade, caminho necessário para a igualdade. Sim, podemos unir o país para retomar parte do nosso território sob o controle do crime organizado. Sim, podemos unir os brasileiros em torno de uma educação que não só prepare nossos jovens para o mercado de trabalho do século vinte e um mas que promova a cidadania plena.
Essas bandeiras não são propriedade privada de uma direita tacanha e mesquinha e nem de uma esquerda populista sem responsabilidade fiscal. Eduardo Leite pode unir quem deve ser unido e está preparado para responder aos desafios deste século
É aqui que a história pôs nas mãos de Kassab uma enorme realidade. Ele pode corresponder ao anseio de milhões de brasileiros, como eu, cansados da disputa histérica e estéril que tem pautado a vida política nacional. Mas também pode se apequenar, se escolher um candidato que não está a altura desses desafios e que desempenhará, objetivamente, o papel de linha auxiliar do bolsonarismo, independentemente de suas intenções.
A hora da verdade chegou para Kassab. Na segunda feira, saberemos se ele está à altura do momento histórico e se seu partido se qualificou para desempenhar o papel de artesão da unidade dos brasileiros e de sua conciliação, como o MDB e o PSDB um dia desempenharam.
O pré-candidato a deputado estadual Breno Araújo participou, neste sábado (28), do ato político do Partido dos Trabalhadores (PT) que oficializou o apoio à chapa encabeçada pelo prefeito João Campos ao Governo de Pernambuco e consolidou o nome de Humberto Costa como candidato ao Senado. O evento reuniu lideranças políticas de diversas regiões do estado e marcou mais um passo na articulação para as eleições deste ano.
Recém-filiado ao PT, Breno destacou o significado do momento como um reforço à construção coletiva do projeto político no estado. “Hoje foi dia de reafirmar um projeto político construído com diálogo, união e compromisso com Pernambuco. A oficialização do apoio do PT a João Campos e à chapa fortalece esse caminho e mostra que seguimos do lado de quem quer fazer o estado avançar”, afirmou. Breno participou do ato ao lado de sua esposa, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado. “Esse é um momento de união em torno de um projeto que olha para o futuro de Pernambuco”, destacou a gestora.
A grande maioria do Diretório Estadual do PT garantiu a aliança com João Campos (PSB), porém 12 integrantes representaram a ala insatisfeita com a decisão. Ex-presidente estadual do partido, Fernando Ferro avalia que não é bom para o presidente Lula ter apenas um palanque em Pernambuco. Essa era uma defesa dos deputados estaduais João Paulo, Rosa Amorim e Doriel Barros, que não compareceram à reunião do PT neste sábado (28). As informações são do Blog Dantas Barreto.
“Fui voto vencido, sim. Eu defendo a tese de que as candidaturas de Lula e Humberto Costa são prioritárias e que a gente precisa somar, aglutinar forças que contribuam para essa vitória, porque vai ser uma eleição muito difícil. Nós apresentamos um emenda que reconhecia a posição majoritária de apoio prioritário a João Campos, porém estabelecia e reconhecia a importância de outros campos políticos serem ouvidos e participarem dessa construção de apoio a Lula. Cito explicitamente o Psol e a governadora Raquel Lyra”, disse Fernando Ferro ao Blog Dantas Barreto. Ele também se referiu ao pré-candidato a governador pelo PSOL, Ivan Moraes.
O ex-deputado ressaltou que os 12 votos contrários à resolução aprovada representaram um número maior de filiados. “Três deputados estaduais não vieram aqui hoje. E prefeitos do interior com os quais eu converso já estão engajados na campanha de Raquel. Então, tomar uma decisão política que desconheça essa realidade me parece que é uma coisa um pouco irreal. O próprio processo da campanha vai mostrar a importância de ampliar para Lula”, alertou.
De acordo com Ferro, na reunião online que aconteceu ontem, “o presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que provavelmente em Pernambuco Lula caminha para ter dois palanques”. “Eu não diria dois, mas para ter três. E eu só lamento que a gente não pode ter quatro porque eu defendi o palanque do PT também nessa disputa”, acrescentou.
Crítica a Marília
Outro alvo das críticas de Fernando Ferro é a pré-candidata ao Senado pelo PDT, Marília Arraes. Além de recear que prejudique a campanha de Humberto Costa, o ex-dirigente não engole o fato de ela também ter conversado com Raquel Lyra sobre vaga na chapa governista.
“Marília fez um péssimo movimento para entrar nessa chapa ao divulgar uma foto num dia com Raquel e no outro voltar para cá. Caracteriza aquela visão política de que não tinha diferença dos palanques e em qualquer um deles poderia estar. Isso em política é muito ruim. A gente tem que ter lado e ela demonstrou, nesse caso, que não tinha”, disparou Ferro.
Servidores
Contrário à aliança com o prefeito João Campos, o presidente do PT Recife, Osmar Ricardo, comemorou que o Diretório Estadual aprovou moção de apoio aos servidores da Prefeitura. Ele também é presidente do sindicato da categoria e vem liderando um movimento que cobra abertura de negociação.
“Foi aprovada a Moção de Apoio à campanha salarial do SINDSEPRE, que culminou em greve e em apoio à reabertura dos canais diretos de negociação das mesas setoriais para a devida valorização dos trabalhadores e trabalhadoras que efetivam diariamente os serviços da Prefeitura à população recifense”, ressaltou Osmar Ricardo.
O historiador e youtuber Jones Manoel vai se filiar ao PSOL para concorrer a deputado federal por Pernambuco. A executiva nacional do partido aprovou sua filiação após ele concordar com os termos apresentados pela sigla, entre eles o alinhamento com a tática eleitoral do PSOL e o apoio à candidatura de Lula desde o primeiro turno.
O acordo também prevê a preservação das figuras públicas e da imagem da legenda e não concede direitos de participação e decisão nos espaços partidários. A aposta da presidente do PSOL, Paula Coradi, é tentar eleger a maior bancada federal da história da sigla. Com informações do Blog da Folha e do jornal O Globo.
A expectativa é que Jones, que tem cerca de 2 milhões de seguidores só no Instagram, seja o primeiro deputado federal eleito pelo partido no Nordeste. O ato de filiação deve ocorrer nas próximas semanas, com a presença de Ivan Moraes, pré-candidato ao governo de Pernambuco pelo PSOL, além de lideranças políticas da esquerda brasileira e pernambucana.
Para Ivan, Jones traz o debate profundo sobre a realidade brasileira e uma grande capacidade de comunicação. O ex-vereador tem buscado fortalecer a chapa proporcional do partido para disputar as eleições. “O PSOL é um aglutinador de vários setores da esquerda brasileira. É um grande instrumento de unidade eleitoral de todo um campo político. Tenho feito um esforço de articular a construção de uma chapa forte, para combater a extrema-direita, defender nosso projeto ousado e levar nossa mensagem para toda a sociedade”, afirmou.