A deputada Delegada Gleide Ângelo destacou a relevância e a convergência das alianças políticas como um dos triunfos da campanha do candidato à Prefeitura de Olinda, Vinicius Castello (PT). A eleição para o segundo turno na cidade acontece no próximo domingo, dia 27.
“Eu conheço Vinicius não é de hoje e eu sei que ele sempre teve lado: o lado da bandeira dele é o lado do povo. Mas Vini precisava de um time porque política é uma construção e ninguém ganha, nem faz política sozinho. E, agora, Vini tem um time. A gente não pode negar apoio, tem que ter união; não pode ter vaidade. Em política, não cabe vaidade. Ninguém é mais importante do que ninguém, todo mundo é importante no seu lugar”, disse.
“Se a gente seguir assim, juntos, a gente consegue eleger ele. Porque o resultado, minha gente, estamos vendo nas ruas: o crescimento de Vini, que é reflexo desse trabalho coletivo, desse time que a gente tá montando e agregando cada vez mais pessoas importantes para o nosso objetivo, que é eleger Vini Castello e fazer os homens e mulheres de Olinda voltarem a sorrir”, complementou a deputada.
Com o anúncio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de que deixará o União Brasil para se filiar ao PSD de Gilberto Kassab, o partido embaralha o tabuleiro eleitoral de 2026 e mexe nas articulações dos palanques estaduais.
O objetivo inicial e principal — segundo lideranças — é se colocar como alternativa de centro-direita sem Bolsonaro, com nomes para um pós-bolsonarismo. As informações são do g1.
Nos bastidores, o movimento é visto como o mais relevante no campo desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em dezembro do ano passado, apresentado por Jair Bolsonaro como seu escolhido.
Agora, Caiado passa a integrar um trio com os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSDB-RS). Pelo desenho atual, um desses nomes deve sair como cabeça de chapa numa futura candidatura presidencial.
Caiado afirmou que o compromisso firmado com Kassab é garantir liberdade total ao escolhido para compor palanques. “Se eu for o candidato, por exemplo, subo no palanque do Neto, na Bahia”, disse o governador goiano.
Fator Tarcísio Nos bastidores, o movimento de Kassab foi visto também como uma sinalização clara de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está saindo do jogo.
Kassab sempre defendeu o nome de Tarcísio como sucessor natural de Bolsonaro. Mas com o anúncio do nome de Flávio, o PSD passou a trabalhar com a hipótese de candidatura própria.
Se Tarcisio for candidato, Kassab estará com ele. Por isso, quem acompanha as articulações de bastidor avalia que Kassab não faria esse movimento ousado se não estivesse apostando que Tarcisio está fora.
Ainda assim, mesmo com a candidatura de Tarcísio cada vez mais remota, já que depende do recuo de Flávio, se algo mudar até a consolidação das candidaturas, para Tarcísio é mais fácil negociar com Kassab e com o PSD no campo da centro-direita.
Incluindo o nome de um vice na chapa, por exemplo. Ou, em outro cenário, até a negociação da retirada do PSD da disputa torna-se mais fácil, uma vez que o presidente do partido é aliado do governador paulista e sonha com o Palácio dos Bandeirantes.
E quem observa os movimentos do governador vê na jogada de Kassab — se levada até o fim — uma saia justa para Tarcisio. Motivo: o governador – apesar dos apoios públicos à família Bolsonaro – sempre se colocou como um perfil diferente do ex-presidente e dos filhos, mais moderado.
Com a candidatura de Flávio posta, e, agora, uma alternativa de centro-direita, como ele fará? Não vai subir no palanque do Flávio?
Por ora, a posição oficial de Flávio Bolsonaro é comemorar. Disse ao blog achar “muito bom” movimento do partido.
Com essa nova configuração para concorrer ao Planalto, a aposta de lideranças partidárias do partido é de que o — com esses candidatos — racha o centro com o qual Lula está contando — e em um eventual segundo turno, uni-se ao petista. “Criou se uma alternativa de um nome que vai buscar centro-direita nessa discussão”, Caiado disse ao blog.
Sobre um cenário de segundo turno, o governador de Goiás disse que “não foi feito um compromisso” por ora. Mas descarta apoio a Lula, por exemplo. “Eu não tenho como ir com Lula, por exemplo. Ordem pessoal de cada um”.
Enquanto isso, no PT, a expectativa é atrair a ala lulista que está dentro do PSD de Kassab e discutir apoios regionais caso por caso, mas, até o momento, os primeiros relatos ouvidos pelo blog mostram que agora um apoio fechado embarcando com Lula fica mais difícil com esse trio (Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite) encabeçando as discussões, por conta dos perfis marcadamente antipetistas de todos eles.
Com uma corridinha de 8 km, ontem, na Praça das Mangueiras, em Paulo Afonso (BA), encerrei uma viagem de 5 mil km por terra, num período de 14 dias, entre Alagoas, Bahia e Minas Gerais, ao lado da minha Nayla e suas primas Tayse e Kelly Lira. Nas férias, resolvi andar pelo Brasil de carro, aventura que não fazia há muito tempo.
Dividi o comando da direção com meu amigo Cid Severo, esposo de Kelly, que já me acompanha nas viagens pelos rincões do Estado nos lançamentos do livro Os Leões do Norte. Viajar de carro é cansativo, mas extremamente agradável. Saímos sem pressa. Paramos onde identificamos roteiros de puro relax, descontração, curtição e passeios maravilhosos.
A primeira parada foi numa estação de história e de águas, onde se abre a janela ao acordar saudado por um braço do Rio São Francisco: Piranhas. Encontramos uma Piranhas apinhada de turistas em busca da rota do cangaço e do passeio nos cânions do Velho Chico.
Alugamos uma lancha e nos encantamos com o 5º maior cânion navegável do mundo com o passeio náutico pelos Cânions do São Francisco. Paisagens majestosas, piscinas naturais cristalinas em paradinhas para banho. A aventura proporciona uma imersão completa na beleza natural da região, com a oportunidade de saborear a culinária local em um dos restaurantes durante a parada para almoço.
Vale entrar na Gruta do Talhado, a parte mais estreita dos cânions, visão única e espetacular deste magnífico fenômeno natural. De Piranhas, alcançamos Milagres, na Bahia, onde pernoitamos, para atingir nosso segundo roteiro: Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Com 370 mil habitantes, é a segunda melhor cidade em qualidade de vida no Nordeste.
Lá, o roteiro foi familiar, sentimental e extremamente emocionante: rever e apresentar a minha Nayla a tia Maria Lídia, a Lila, a única remanescente das seis Marias, entre elas Maria Margarida, minha saudosa mãe. Na companhia da sua filha Ivone, do genro Sinval e do neto Guilherme, tia Lila nos recebeu para um almoço que se prolongou até o final da tarde. Muita conversa dos arcos da velha sobre mamãe e meu pai Gastão, além de Zizi, esposo da tia Lila, que Deus chamou com pouco mais de 60 anos.
De Conquista, fizemos uma paradinha, também de caráter sentimental e familiar, para conhecer Medina, já em Minas, terra do meu amigo José Maria Trindade, da Jovem Pan de Brasília. Ele não estava na cidade, mas fomos recebidos pelo casal Juliana e Franck, amigos-irmãos de Zé Maria, que nos ofereceu um churrasco com direito a todos os quitutes mineiros.
De lá, alcançamos Diamantina, a primeira das cinco cidades históricas de Minas no nosso roteiro – Ouro Preto, Mariana, São João Del-rei, Tiradentes e Diamantina. Que rota espetacular! De todas as cidades históricas de Minas Gerais, Tiradentes foi a que mais sincronizou com a modernidade: fez suas pousadas virarem butique, suas cozinhas ganharem chefs, seu casario se manter pintado. Nossa estada lá coincidiu com o festival de cinema, famoso nacionalmente.
De Tiradentes, partimos na maria-fumaça que, em 40 minutos, nos levou a São João del Rei. Apesar de inchado pelo desenvolvimento urbano, o município ainda preserva seu patrimônio barroco. Visitamos a Igreja de São Francisco de Assis, a Catedral do Pilar, a Rua das Casas Tortas, o Museu Ferroviário e a casa onde morou o ex-presidente Tancredo Neves.
Outro deslumbre foi a cidade de Mariana, com sua rica história que remonta ao período colonial do Brasil. Isso porque, desde sua fundação em 16 de julho de 1696, faz parte da tradição e cultura de toda Minas Gerais. Mariana foi um arraial chamado Nossa Senhora do Carmo. Porém, rapidamente se tornou um importante fornecedor de ouro para Portugal e, em 1711, foi elevada à categoria de vila, recebendo o nome de Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo.
Lá, estivemos em vários pontos turísticos, entre eles a Basílica de São Pedro dos Clérigos, construção no Século 18, em madeira dourada, pinturas e esculturas. Sua fachada tem uma grande cúpula, com duas torres, o que a destaca no alto da cidade.
Passamos também pela Catedral Basílica da Sé, igreja central, fundada em 1704. Tornou-se catedral desde a criação da Diocese de Mariana, em 1745. na, em 1745. Conhecemos ainda as igrejas Nossa Senhora do Carmo e São Francisco de Assis. As duas ficam uma ao lado da outra, na Praça Minas Gerais, atual sede da Câmara de Vereadores de Mariana. Ambas possuem estilos arquitetônicos próprios, ainda que contem com artes de pedra sabão e fachadas barrocas.
Ouro Preto foi a cidade que mais nos encantou. Patrimônio Mundial da Unesco, tem um conjunto de igrejas barrocas, ladeiras históricas e minas de ouro. Emocionante passar na Praça Tiradentes, no Museu da Inconfidência, na Igreja de São Francisco de Assis (Aleijadinho) e na Basílica do Pilar, além das Minas de Chico Rei ou da Passagem. A gastronomia mineira e o artesanato em pedra sabão são espetaculares. Comemos muito bem, com preços razoáveis, inclusive as pousadas também bem acessíveis e confortáveis.
As janelas magníficas de Ouro Preto são grandes, iguais às suas subidas e descidas. Ouro Preto é o cheiro do café fresco, o som dos sinos e o pôr do sol dourando os telhados. É a cidade onde o barroco se mistura com a resistência.
Além dos seus sítios históricos, andar por Minas Gerais é se deparar com montanhas onduladas que se perdem no horizonte. Minas Gerais não tem mar, mas tem montanhas lindas e cheias de história. Tem também um povo educado, com grandeza e retidão. O mineiro sabe receber os turistas com muita alegria e bom humor.
Perguntaram a Rubem Alves, meu cronista favorito, sobre seus sonhos. Ele assim sintetizou: “Meus sonhos? Sonho em ter tempo para curtir as montanhas e cachoeiras das Minas Gerais”.
Até que ponto o Estado pode vigiar um cidadão? Onde termina o dever de investigar e começa a violação da privacidade? Um recente episódio envolvendo a Polícia Civil de Pernambuco e um secretário da Prefeitura do Recife não apenas reacende esse debate, mas serve como um alarmante estudo de caso sobre o desrespeito às garantias fundamentais e o potencial uso político do aparato policial.
Segundo noticiado, uma investigação sigilosa, que durou três meses e mobilizou uma estrutura considerável de delegados e agentes, foi iniciada com base em uma simples denúncia anônima. Durante esse período, teria sido utilizado um rastreador veicular para monitorar os passos do secretário. O mais alarmante, contudo, foi a tentativa de usar o Clearview AI, uma controversa tecnologia de reconhecimento facial, para identificar e obter dados de todas as pessoas que se aproximassem do alvo. Tudo isso sem a devida autorização judicial.
Para o cidadão comum, a questão pode parecer complexa, mas a ilegalidade de tal procedimento é cristalina e repousa sobre pilares básicos do nosso Estado de Direito.
Primeiro, a denúncia anônima não é um cheque em branco. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem uma posição pacífica de que uma delação apócrifa, por si só, não pode dar início a medidas invasivas. Ela pode, no máximo, justificar uma apuração preliminar e discreta para verificar se os fatos narrados têm alguma verossimilhança. Iniciar uma operação de grande porte, com vigilância contínua por meses, com base apenas nisso, é um abuso flagrante. A denúncia anônima pode ser uma ferramenta para a vingança pessoal ou, como o contexto sugere, para a perseguição política.
Segundo, e mais grave, é a vigilância em massa sem autorização de um juiz. O uso de tecnologias como o Clearview AI representa um salto qualitativo na capacidade de vigilância do Estado. Esse software não apenas identifica uma pessoa; ele vasculha bilhões de imagens da internet para mapear sua vida, seus contatos e seus hábitos. Ao mirar não apenas o investigado, mas todos que com ele se relacionam, a polícia promove uma devassa indiscriminada na vida de cidadãos que não são alvo de qualquer suspeita.
A Constituição Federal, em seu artigo 5º, protege de forma rigorosa o direito à intimidade, à vida privada, à imagem e, mais recentemente, à proteção dos dados pessoais. O uso de reconhecimento facial para criar um mapa de relações sociais é uma das mais profundas invasões de privacidade imagináveis e, por isso, submete-se à cláusula de reserva de jurisdição. Apenas um juiz, de forma imparcial e fundamentada, pode autorizar uma medida tão extrema, garantindo que ela não seja usada de forma arbitrária. Quando a polícia decide por conta própria quem e como vigiar, ela usurpa uma função que não é sua e coloca em risco a liberdade de todos.
As provas obtidas por esses meios são consideradas ilícitas. No direito, vigora a “Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada”: se a origem da prova é ilegal (a árvore), tudo o que dela derivar (os frutos) também estará contaminado e não poderá ser usado em um eventual processo. A consequência jurídica para uma investigação conduzida dessa forma é, invariavelmente, a sua completa anulação.
O cenário se torna ainda mais preocupante quando adicionamos a variável política. A investigação mirou um auxiliar direto do prefeito do Recife, João Campos, em um governo estadual comandado por sua adversária política, Raquel Lyra. Quando o aparato policial é utilizado em um tabuleiro de xadrez político, a democracia adoece. A força do Estado, que deveria servir para proteger a sociedade, passa a ser uma arma para intimidar e desgastar oponentes.
A eficiência na luta contra o crime não pode servir de desculpa para o arbítrio. Os fins não justificam os meios, especialmente quando os meios atropelam a Constituição. O caso de Pernambuco deve servir de lição: a vigilância sem controle judicial não é investigação, é arbítrio. E em uma democracia, não há espaço para isso.
*Advogado com especializações em Direito Penal e Processo (ESMAPE); Governança Corporativa, Conformidade e Análise de Risco (UFPE); Compliance (COIMBRA); Gestão Pública e Processo Legislativo (UPE).
A governadora Raquel Lyra (PSD) consolidou uma imagem de “perseguidora” durante sua gestão à frente de Pernambuco e não é possível dizer que se trata de uma injustiça, por mais que haja quem a defenda aqui ou acolá e aponte: “o jogo na política é bruto, tem que perseguir mesmo”. Independentemente de aprovar ou não o estilo de Raquel, vamos aos fatos.
No primeiro dia de seu mandato, a governadora tratou de dar uma canetada demitindo todos os cargos comissionados do Estado, no intuito de eliminar qualquer pessoa ligada ao PSB, o então partido do seu antecessor, Paulo Câmara, e do seu atual adversário, o prefeito do Recife, João Campos. João ainda não tinha sido reeleito prefeito, mas Raquel já queria mostrar desde janeiro de 2023 como trataria qualquer um ligado a ele.
Em seguida, mandou voltar ao Estado os funcionários cedidos às prefeituras, sabendo que na administração de João havia vários trabalhadores, no primeiro escalão, inclusive. Raquel acusa a oposição de antecipar o debate eleitoral deste ano, mas já em 2023 marcou posição contra o adversário com o episódio dos servidores.
Em setembro de 2025, demitiu uma equipe de dez servidores da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) sob acusação de serem infiltrados do prefeito João Campos. Na época, fontes deste blog informaram, sob a condição de anonimato, que não havia provas de que os trabalhadores passavam informações internas ao prefeito, nem de que eles prejudicavam, de alguma forma, a administração do Estado.
Mal começou o ano eleitoral, explodiu a bomba de que a Polícia Civil, subordinada ao comando de Raquel, passou três meses monitorando o secretário de Articulação Política e Social de João Campos, Gustavo Monteiro, e seu irmão, também funcionário de João. O episódio reforça a imagem de que a governadora persegue adversários. Diante do histórico, tem como dizer o contrário?
Em entrevista à colunista de Política da Folha de Pernambuco, Betânia Santana, ontem (27), após um evento no Cais do Sertão, Raquel justificou a ação da Polícia Civil. Disse que “ninguém está acima da lei”, uma declaração no mínimo curiosa. Se ninguém está acima da lei, é preciso seguir as regras. Principalmente a gestora do Estado.
Se havia uma denúncia de corrupção contra Gustavo Monteiro e o irmão dele, por qual razão a governadora não formalizou a investigação? Por que não abriu um inquérito policial, procurou o Ministério Público, deu direito de defesa? Afinal, era uma denúncia ou já havia alguma prova? Mesmo que houvesse, daria o direito à Raquel de mandar monitorar o servidor sem que ele pudesse ao menos apresentar sua defesa?
Quer dizer que basta alegar que chegou um envelope na Secretaria de Defesa Social (SDS) apontando alguém como corrupto que a chefe do Poder Executivo se acha no direito de colocar a polícia atrás da pessoa? Sem informar à Justiça? Sem ampla defesa? Expondo parentes, como a mãe do “alvo”? É grave demais. É necessária uma resposta firme da sociedade e das autoridades contra essa conduta de Raquel Lyra, sob risco de todos e todas nós nos transformarmos nos próximos alvos.
Ninguém está acima da lei, só a família de Raquel – É contraditória a declaração da governadora Raquel Lyra de que “ninguém está acima da lei”. O pai dela, o ex-governador João Lyra Neto, comandou a empresa Logo Caruaruense durante todo o governo dela sem cumprir o que determinam as regras do setor. Se não fossem as denúncias do portal Metrópoles, os ônibus continuariam rodando, mesmo acima da idade permitida e sem pagar as taxas exigidas relacionadas à segurança da operação, pondo em risco trabalhadores e passageiros. A lei só serve para quem está abaixo da família Lyra.
MPPE entra no caso – De acordo com matéria do jornalista Raphael Guerra, do JC, a espionagem ao secretário Gustavo Monteiro foi tema de ofício do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) à SDS, ontem (27). O MPPE informou ao repórter, em nota oficial, que tomou conhecimento das notícias pelos meios de comunicação e, por isso, decidiu formalizar o pedido. O texto não informou qual Promotoria analisará as informações, nem possíveis medidas que possam vir a ser tomadas, a partir do que for constatado.
Delegado promovido – O delegado Wagner Domingues, que aparece no centro das investigações e no rastreamento do secretário Gustavo Monteiro, foi promovido pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, dias antes da abertura de grupo de WhatsApp intitulado “Nova missão”. O grupo, que era formado por delegados e agentes da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, foi usado para acompanhar o andamento da investigação. A Prefeitura do Recife trata a operação como “uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política”. As informações são do R7.
Sinpol reage 1 – O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco divulgou, ontem (27), nota em reação à reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, que apontou o uso da estrutura da Polícia Civil em ações classificadas como perseguição a adversários políticos do governo Raquel Lyra. “O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) vem a público repudiar de forma veemente a tentativa de instrumentalização política e eleitoral da Polícia Civil, prática escancarada na reportagem exibida neste domingo (25/01) pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record”, inicia a nota.
Sinpol reage 2 – “A matéria revelou a utilização da estrutura da instituição para fins de perseguição e controle de adversários políticos, distorcendo a finalidade constitucional da atividade policial e comprometendo a credibilidade das investigações no Estado. Além de evidenciar o desvio de finalidade, o episódio confirma um padrão: o assédio e a perseguição contra policiais civis para forçá-los a executar tarefas de interesse político do atual governo. Trata-se de um assédio institucional que combina ameaças de Corregedoria, remoções, transferências e processos disciplinares, mecanismos que, somados ao achatamento salarial, constituem hoje um dos principais fatores de adoecimento da categoria”, ressalta o Sinpol.
CURTAS
Tentativa de silenciamento – O próprio presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, diz ter sido alvo reiterado de perseguições por exercer atividade sindical. “Após denunciar a precariedade das delegacias, das condições de trabalho dos policiais e mostrar que os propagados investimentos do Juntos pela Segurança não chegaram na Polícia Civil, o Governo Raquel Lyra instaurou Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e acionou a Corregedoria numa tentativa de silenciar o sindicato.”
Protesto 1 – Agentes da Polícia Civil de Pernambuco realizam, na tarde de ontem (27), uma caminhada no Recife com pauta que inclui, segundo as entidades representativas, a valorização profissional, a modernização do órgão e do fortalecimento da segurança pública no Estado.
Protesto 2 – O ato teve concentração às 15h, com saída da sede do Sinpol e da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), seguindo em direção ao Palácio do Campo das Princesas. A mobilização foi organizada pelo Sinpol e pela Adeppe e reuniu representantes de diferentes carreiras.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), recebeu nesta terça-feira (27), na sede da Prefeitura, o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil). O encontro foi divulgado nas redes sociais do gestor recifense e repercutiu nos bastidores da política pernambucana.
Embora apresentado como uma agenda institucional, o encontro ganhou forte leitura política. Nos bastidores, a reunião entre João Campos e Miguel Coelho foi interpretada como um gesto que afasta as especulações de que o presidente estadual do União Brasil pudesse integrar a chapa da governadora Raquel Lyra (PSDB) como candidato ao Senado. As informações são do Blog da Folha.
Ao mesmo tempo, a aproximação reforça as conjecturas de que Miguel Coelho possa compor uma chapa competitiva em aliança com o grupo liderado por João Campos, ocupando possivelmente a segunda vaga na disputa como senador.
“Sempre bom receber o amigo e parceiro @miguelcoelhope aqui na @PrefeituraRecife. Momento de trocar experiências, falar sobre Pernambuco e colocar em dia os assuntos do interior do estado com quem vive e conhece tão bem a realidade do povo do Sertão”, escreveu João Campos na publicação.
Apesar das análises e especulações, até o momento nenhum dos dois líderes confirmou oficialmente qualquer definição sobre alianças ou formação de chapa para as eleições.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (27), durante sua agenda oficial ao Panamá, que pretende se reunir com o líder dos EUA, Donald Trump, no início de março, em uma tentativa de “voltar à normalidade” nas relações entre os dois países e fortalecer o multilateralismo no cenário internacional.
“O Brasil e os Estados Unidos são as duas principais democracias do Ocidente. Acho que é importante que dois chefes de Estado conversem olhando um no olho do outro para discutir boas relações”, afirmou.
O presidente disse esperar que o encontro com Trump aconteça no começo de março e destacou que o objetivo é fortalecer o diálogo institucional e econômico entre as duas nações. As informações são da CNN.
Lula acrescentou que manteve contato com outros líderes globais, como o presidente da França, Emmanuel Macron, em prol da democracia, cooperação entre países e a retomada do crescimento econômico global.
Crise na Venezuela O presidente também comentou a situação política da Venezuela, tema sensível na agenda internacional diante da presença militar norte-americana no país sul-americano, e adotou um tom cauteloso, defendendo a soberania do país.
Lula afirmou que pretende dialogar com a liderança venezuelana nos próximos dias, mas ressaltou que a solução para a crise não deve vir de fora.
“Quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, não serão os Estados Unidos”, disse.
Para Lula, cabe à comunidade internacional respeitar a autodeterminação do país e agir com paciência, ajudando para que os venezuelanos possam decidir o próprio destino.
A governadora Raquel Lyra (PSD) se pronunciou sobre as investigações da Polícia Civil de Pernambuco envolvendo o veículo que seria utilizado pelo secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro.
“A polícia recebeu uma denúncia grave de corrupção, fez seu papel de investigação dentro da legalidade, como sempre”, disse a gestora. As informações são do JC.
“Nós somos um governo que respeita as leis e sempre busca trabalhar para garantir transparência, isonomia. Agora, ninguém está acima da lei, também. A gente precisa, claro, sempre combater a corrupção. E foi isso o trabalho que a Polícia Civil fez”, completou.
A Polícia Civil chegou a ser acusada de “perseguição política” pela Prefeitura do Recife em nota divulgada à imprensa.
“Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis”, comunicou.
Pernambuco foi o segundo estado com mais assassinatos contra pessoas trans e travestis em 2025. Foram sete transsexuais vítimas de homicídio no Estado no ano passado, segundo dados do Dossiê de assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras.
O levantamento é realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA) desde 2018. A edição com dados relativos ao ano de 2025 foi divulgada nesta segunda (26). As informações são do Diario de Pernambuco.
Esse número é o mais baixo registrado no Estado desde 2022, quando 13 assassinatos contra pessoas trans foram registrados no Dossiê. Em 2023, foram 9 contabilizados, e em 2024, 8.
Apesar da queda recente, Pernambuco alcançou a marca de 83 mortes violentas contra transsexuais nos últimos seis anos, conforme aponta a pesquisa da ANTRA. O número coloca o Estado no sexto lugar do ranking de assassinatos a pessoas trans no período avaliado pela Associação. Confira:
O Estado acompanha uma alta de assassinatos registrados no Nordeste entre 2017 e 2025: 349 registros. Os outros nordestinos no ranking são Ceará, Bahia e Paraíba.
No Brasil
Segundo o levantamento, 80 pessoas trans foram assassinadas em todo o país em 2025, o menor número desde 2017. Confira a contabilização de assassinatos contra pessoas trans nos últimos seis anos:
De acordo com a pasta, a redução não é sinônimo de avanço.
“A redução métrica aparente não reflete avanços estruturais, proteção do direito à vida ou fortalecimento da cidadania com a garantia de direitos fundamentais, mas evidencia a consolidação de novos mecanismos de invisibilização da violência, acompanhados da manutenção deliberada da não produção de informações e da subnotificação estatística como parte da necropolítica”, destaca a pesquisa.
Um segundo sargento da Polícia Militar recebeu punição de três dias de detenção devido ao tamanho do bigode. Segundo a corporação, o estilo utilizado pelo militar não estaria conforme os padrões de apresentação pessoal exigidos. O policial recorreu da decisão, e o processo está em andamento.
Samuel de Araújo Lima tem 35 anos de atuação na PM e, atualmente, está lotado na Companhia Independente de Apoio ao Turista (CIATur), cuja sede fica em Olinda. Segundo a defesa, ele usa o mesmo bigode há anos e nunca havia sido questionado anteriormente, mesmo quando foi recebido pelo comandante-geral da corporação em 2024. As informações são do g1.
Em entrevista ao g1, o advogado Tiago Reis, que representa o sargento, afirmou que, mesmo mantendo o visual há tanto tempo, Samuel de Araújo recebeu a notificação de desacordo com os padrões após uma fiscalização durante um serviço extra da PM.
Saiba penteados, acessórios e tatuagens proibidos para PMs em PE A punição disciplinar foi publicada em boletim interno da Polícia Militar no dia 13 de janeiro deste ano. Segundo o advogado, o sargento não foi denunciado por ninguém.
“Tem um oficial de operações e o oficial que está na rua e fiscaliza ele. Como militar, ele fiscaliza a questão da segurança pública e a questão do militarismo. E na questão do militarismo, uma capitã passou de fiscalização, ele estava no serviço extraordinário, que é chamado PJES (Programa de Jornada Extra de Segurança), que é um complemento, quando um policial tira um serviço extra, como uma hora extra. (…) E olhou para o bigode dele e disse que tinha passado o limite”, contou.
Procurada, a Polícia Militar informou que a punição disciplinar está de acordo com o Suplemento Normativo (Sunor) nº 68, de 26 de outubro de 2020, que regulamenta os padrões de apresentação pessoal dos militares estaduais.
A regra consta na seção 1 do capítulo 2 do Sunor. Segundo a norma, o bigode é permitido desde que seja discreto e aparado, não ultrapasse a linha dos lábios e conste na carteira de identidade do militar. O texto também determina que ele deve ser aparado acima da linha do lábio superior.
De acordo com a PM, “a medida adotada não retira o militar do serviço, tratando-se de sanção administrativa prevista nos regulamentos internos da instituição”.
“Foi uma surpresa”, diz advogado Segundo o advogado Tiago Reis, o sargento recebeu com surpresa a notificação e precisou cortar o bigode de acordo com as normas.
“Foi uma surpresa. Ele teve que aparar o bigode e teve que explicar que não foi informado a ele, essa alteração, né, porque são muitas legislações que altera no Sunor da polícia”, contou.
A defesa informou também que o processo está atualmente em fase de recurso. Após a notificação feita pela capitã, o sargento apresentou uma defesa, que foi analisada, mas não foi acolhida pela corporação.
Enquanto o processo não for concluído, ele pode continuar exercendo suas funções normalmente.
“Ele foi punido com três dias. Só que essa punição ainda não foi cumprida porque existe o recurso e aí tem ele tem que fazer um recurso, a gente tem prazo, que é um recurso de reconsideração”, disse.
Gesto de bravura Conforme a defesa de Samuel de Araújo Lima, o policial, utilizando o mesmo bigode, foi recebido e parabenizado pelo comandante-geral da PM, coronel Ivanildo Torres, após um gesto de bravura, depois que prendeu um suspeito de latrocínio em flagrante enquanto estava a caminho do trabalho.
O episódio ocorreu em 2024, quando o policial seguia para o batalhão, presenciou o crime, deu voz de prisão ao suspeito e apreendeu uma arma de fogo que estava com ele.
“Ele estava com esse mesmo bigode na sala com o comandante. Foi elogiado por esse fato (…). E aí, quando foi agora, por conta de um simples bigode, do tamanho de bigode, o mesmo bigode que ele sempre teve a vida toda, a capitã o notificou”, relatou o advogado.
Natural de Sertânia, no Sertão do Pajeú, o médico Álvaro Perazzo construiu uma trajetória que liga a formação no interior de Pernambuco à atuação em alguns dos principais centros de cardiologia do Brasil e do exterior. Atualmente cirurgião cardiovascular e fellow em transplante cardíaco no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, ele integra a equipe do Núcleo de Transplante Cardíaco e Assistência Circulatória Mecânica.
Criado entre Sertânia e Tuparetama, Álvaro teve contato desde cedo com a realidade do sertão e com um ambiente familiar voltado à educação. Filho de Argemiro Perazzo, engenheiro, advogado e teólogo, e de Rosalva Perazzo, farmacêutica com mestrado, recebeu incentivo à formação acadêmica e humanística. A convivência com tios e tias ligados à docência, à engenharia, ao direito e à literatura também marcou sua formação.
A decisão pela medicina surgiu ainda na infância. Um episódio durante uma seca severa, ao presenciar a mãe aplicar soro em um animal doente, e a morte do avô por problemas cardíacos reforçaram o interesse pela área da saúde, especialmente pela cardiologia.
Após concluir o ensino médio em Petrolina, Álvaro ingressou no curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), após aprovação em quatro instituições. Durante a graduação, realizou estudos na Accademia Italiana de Salerno e, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, cursou parte da formação na Università degli Studi di Padova, na Itália. É fluente em português, espanhol, italiano, inglês e alemão.
A residência em Cirurgia Cardiovascular foi realizada no Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), no Recife. Em 2019, participou de um clinical fellowship na Emory University, nos Estados Unidos. Com a pandemia de Covid-19, passou a atuar no InCor, em São Paulo, onde foi aprovado em primeiro lugar para a residência em transplante cardíaco.
Além da atuação assistencial, Álvaro mantém produção acadêmica. É doutorando em Cirurgia Cardíaca pela Maastricht University, na Holanda, e realizou fellowship na Universidade de Viena e, mais recentemente, no Deutsches Herzzentrum der Charité, em Berlim. Também possui MBA em Gestão em Saúde pela Fundação Getulio Vargas.
Na área científica, foi presidente da Associação Brasileira dos Residentes em Cirurgia Cardiovascular, atua como editor e revisor de periódicos internacionais e recebeu o Young Investigator Award em duas edições do EuroELSO. Em 2026, tem trabalhos apresentados em congressos em Toronto e Dublin.
Um dos episódios destacados em sua trajetória foi a participação em um transplante cardíaco realizado no InCor em uma paciente natural de Afogados da Ingazeira, também no Sertão do Pajeú. Segundo pessoas próximas, a coincidência da origem reforçou o vínculo entre médico e paciente.
Casado com a cardiologista Gabriela Montenegro, Álvaro é pai de dois filhos. Mesmo atuando em São Paulo e no exterior, mantém a intenção de aproximar a medicina de alta complexidade das regiões do interior pernambucano, especialmente do sertão, de onde partiu para a carreira médica.
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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, integra a comitiva do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em missão oficial ao Panamá, que ocorre nesta terça (27) e quarta-feira (28). A agenda inclui a participação no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), em parceria com o governo panamenho, reunindo lideranças políticas e empresariais para debater desafios da região.
No fórum, Silvio Costa Filho participa de reunião bilateral com o CEO da Copa Airlines, Pedro Heilbron, para tratar da ampliação da atuação da companhia no Brasil e do fortalecimento do turismo. A missão do Ministério de Portos e Aeroportos também tem como foco a cooperação em logística, transporte marítimo, comércio exterior e desenvolvimento tecnológico.
O ministro acompanha ainda o presidente Lula em visita ao Canal do Panamá, uma das principais rotas do comércio marítimo internacional. O Brasil é o 15º maior usuário do canal, por onde passam cerca de sete milhões de toneladas anuais de exportações brasileiras. “Essas reuniões são estratégicas para fortalecer a integração do Brasil com a América Latina e o Caribe, ampliando parcerias em logística, aviação, comércio exterior e infraestrutura”, afirmou Silvio Costa Filho.