Após a derrota nesta no segundo turno das eleições municipais em Campina Grande, Dr. Jhony Bezerra (PSB), candidato que se dizia representante da esquerda e, inclusive, contava com o apoio de vários partidos do campo progressista como PT, PCdoB, PDT e Rede, teve revelado o seu voto para presidente da República, quando votou em Jair Bolsonaro.
Nos posts, o médico se manifestava com vários elogios ao ex-presidente Bolsonaro, inclusive manifestação de voto. Num dos posts, ele marca as tags de voto de Bolsonaro. “Muda Brasil! Bolsonaro Presidente! Alexandre Já Era! (menção ao ministro do STF Alexandre de Moraes)”, ao destacar que votou em Bolsonaro e marcou sua cidade.
Noutro post, Bezerra destaca que o Brasil precisa de políticos como Bolsonaro. “Parabéns, você tem meu respeito e admiração”, escreveu.
A Presidência da República disse não ter feito nenhum registro das reuniões realizadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no Palácio do Planalto enquanto atuou como consultor do banco Master, do empresário mineiro Daniel Vorcaro. A falta de registros inclui a reunião de Vorcaro com o presidente Lula, no dia 4 de dezembro de 2024.
A afirmação da Presidência da República foi feita em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação protocolado pela reportagem no fim de janeiro deste ano. As informações são do portal Metrópoles.
Guido Mantega foi contratado como consultor do Banco Master com salário de R$ 1 milhão mensais, a pedido do líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Guido Mantega reuniu-se com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em pelo menos seis ocasiões — em quatro delas, já como consultor do Master. Houve um encontro em novembro de 2023 e outros cinco ao longo de 2024, inclusive a reunião de dezembro com Lula.
Os encontros com Mantega estão na agenda de Marcola, mas não na de Lula. Na reunião de dezembro, o registro na agenda de Marcola não faz referência à presença de Lula.
Além de Mantega, o próprio Vorcaro foi pelo menos três vezes ao Planalto em 2023 e 2024. Esses encontros não estão registrados na agenda oficial.
“Destacamos que não foram produzidas atas, registros, filmagens, gravações ou outros documentos da espécie das referidas reuniões”, diz a resposta da Presidência da República.
O maior escândalo financeiro da história causa desalento e indignação. Sobretudo em um país que sempre foi prisioneiro do patrimonialismo. Aqui o estado já nasceu capturado por estamentos que dele extraem riqueza. Muita e concentrada. Impressiona como esse gângster do Master era tão bem recebido pelos portentosos. Do setor público e do setor privado. Tudo isso semeia um clima de desesperança. Será que o ex-país do futuro não tem mesmo jeito?
Todas as pessoas de bem, sejam de direita ou de esquerda, querem o combate duro à corrupção. Que sejam punidos todos os que nela tenham incorrido. Nesse caso de Daniel Vorcaro, todos os que tenham colaborado com seus crimes ou praticado atos para protegê-lo. Ou que se tenham deixado seduzir por suas festinhas, contratos milionários e viagens.
Mas, entre o niilismo da descrença defintiiva nas instituições e o messianismo anti-corrupção, pode-se cogitar de uma outra atitude. Mais equilibrada, fundamentada e responsável. Não basta a generalização de que “todo o espectro político estaria envolvido”, como escutamos em certos meios. Há os que argumentam com o fato verdadeiro de que dois ex-ministros dos governos de Lula, Levandovsky e Mantega, tinham contratos de lobby. Mas não mostram algum ato praticado pelo governo que tenha protegido o ex-banqueiro. Esses dois ex-ministros, óbvio, precisam ser investigados. Se não houver a materialidade de algum delito, que eles ao menos sejam punidos social e politicamente pela traição ao presidente que os nomeara.
A imensa rede construída por Vorcaro demanda que as investigações sejam aprofundadas. Até agora já há fortes indícios de envolvimento de chefes políticos que, em sua maioria, integram a ultradireita e o impropriamente denominado Centrão. Vejam-se alguns dos que, segundo os vazamentos até agora noticiados, compunham a “Bancada Master” no Congresso e adjacências: Ciro Nogueira (PP, o “amigo de vida”), Arthur Lira (PP), Antonio Rueda (presidente do União Brasil). Ou que tinham autoridade sobre fundos de pensão que investiram nos títulos podres ou nas ações do Master: governador Ibaneis Rocha (MDB, DF), Cláudio Castro (PL, RJ), senador Davi Alcolumbre (União Brasil, Amapá). Sem falar das contribuições de Fabiano Zettel, o cunhado e pastor evangélico, às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022.
Qualquer democrata reconhece que o STF e o ministro Alexandre Morais em particular foram fundamentais para conter a erosão golpista praticada pelo governo anterior. E cumpriram com louvor as suas responsabilidades ao julgar e mandar à prisão um ex-presidente e seus generais que tentaram um golpe de estado. Pela primeira vez em um país que sempre padeceu de ditaduras ou ameaças militares. Mas o reconhecimento e a defesa do STF só são eficazes se vierem acompanhados da necessária depuração. Nenhum tribunal do mundo pode ser respeitado se tiver membros que se tornem cúmplices de criminosos como Vorcaro.
Nosso STF só poderá recuperar sua credibilidade se tiver a coragem cívica de cortar da própria carne. Garantindo o direito de defesa aos ministros Toffoli e Morais, o STF deveria abrir investigação interna formal para apurar as responsabilidades deles no caso Master. Os indícios que já foram dados a conhecer indicam que eles praticaram atos de proteção a Vorcaro no exercício de suas respectivas jurisdições. Toffoli protegeu o seu ex-sócio aceitando a relatoria, dificultando a investigação da Polícia Federal e decretando sigilo em seu mais alto grau.
Moraes até hoje não conseguiu refutar que tentou proteger o banco Master de uma intervenção do Bacen nos contatos que teve com o seu presidente. Nem logrou provar que não trocou mensagens com Vorcaro no dia de sua prisão. Mensagens daquelas que se autodestroem. Um indicativo de culpa, como ele já escreveu em suas decisões. Os peritos da PF garantiram que ele reagiu com um emoji ao pedido do ex-banqueiro para que ele tentasse um certo bloqueio. Que não era aquele que os jogadores de vôlei fazem na rede. A partida era outra. Envolvia centenas de milhões. E nenhum dos dois negou que seus familiares estiveram na folha de pagamentos de Vorcaro e Zettel. Seja no investimento do resort Tayayá de Toffoli e sua família, seja no fabuloso contrato de honorários da família de Morais.
Por isso, a saída para recuperar a legitimidade do STF poderia se inspirar no exemplo da Colômbia. No Escândalo do “Cartel da Toga”, foram condenados pela Suprema Corte três de seus ex-ministros. O nosso STF vai precisar fazer mais do que emitir notas de espírito de corpo. Do contrário, de quebra, ainda vai ajudar a eleger parlamentares extremistas que farão suas campanhas prometendo o impeachment de ministros que podem ter cometido atos de improbidade na defesa de Vorcaro. Melhor que os dois ministros poupem o país e decidam se retirar. Sabe-se que as sequelas de processos de impeachment no Congresso são profundas e duradouras.
*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford
Uma fonte credenciada garantiu, ontem, que a chapa do pré-candidato a governador pelo PSB já está fechada. O presidente da federação PP-União Brasil, Eduardo da Fonte, será um dos candidatos ao Senado e Humberto Costa, do PT, o segundo. A vice será entregue ao grupo Coelho, que indicou o deputado estadual Antônio Coelho.
Com isso, João terá o maior tempo de propaganda eleitoral e o maior fundo eleitoral. Terá ainda o apoio do MDB, que hoje, em Brasília, recebe como reforço a filiação do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto, cuja filiação terá as presenças do presidente nacional, Baleia Rossi, e o prefeito João Campos.
A partir de agora, as articulações se darão para encontrar a forma de contemplar o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, e frear a intenção de Marília Arraes de disputar o Senado numa postulação avulsa pelo PDT. Para Sílvio, o que se diz é que, numa eventual reeleição de Lula, o acordo passaria pela sua manutenção no Ministério e a eleição do seu irmão Carlos, o Carlinhos, deputado federal.
Líder do Republicanos, Augusto Coutinho reforça alinhamento da sigla com João Campos
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Em meio às intensas negociações para a montagem das chapas majoritárias que disputarão o Governo de Pernambuco e as duas vagas para o Senado pelo estado este ano, o líder do Republicanos, deputado federal Augusto Coutinho, declarou que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que também integra o partido, permanece ao lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
A afirmação desconstrói uma tese que vem circulando nos bastidores da política de que Costa Filho poderia ser candidato a senador na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição. “Isso é especulação. O que está existindo é que a gente quer um assento na majoritária. Esse é o posicionamento do Republicanos. E temos um nome para ser candidato a senador. Mas você não constrói política com imposição, tem que discutir”, ressaltou Coutinho.
O parlamentar foi o entrevistado de ontem (10) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. O deputado enfatizou que o Republicanos tem alinhamento com João Campos (PSB) e que a prioridade neste momento é montar a chapa de federais.
Ele também disse não acreditar em um suposto palanque duplo para o presidente Lula (PT) em Pernambuco, justamente pela aliança nacional entre PT e PSB, que envolve palanques em 17 estados. “Não podemos esquecer que João Campos é presidente nacional do PSB, que tem três governadores, isso dá peso político. Não é que o presidente Lula não vai aceitar o apoio da governadora Raquel, é óbvio que ele vai aceitar. Mas o PSB tem um alinhamento com o PT em 17 estados. Ele vai criar um problema em Pernambuco para reverter no Brasil todo?”, questionou.
Outro impedimento para Lula ter um palanque duplo no estado, na opinião de Coutinho, é o partido da governadora, o PSD, ter candidato próprio à Presidência da República. Com três opções (Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite), é muito difícil que o PSD não dispute contra Lula. “Não vejo uma reviravolta do PT se aliar ao PSD (que integra o Governo Lula), que tem sido crítico, vai ter candidato próprio, inclusive”, destacou o deputado.
“Como é que fica isso? É complicado. Você acha que o PT vai botar o PSB de fora dessa aliança e vai se aliar com uma governadora que está em um partido que tem outro candidato a presidente? Não consigo enxergar isso”, observou Coutinho.
Álvaro Porto no MDB – O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, assina, hoje (11), em Brasília, a ficha de filiação no MDB, ao lado do presidente nacional da legenda, o deputado federal Baleia Rossi. O prefeito do Recife, João Campos, presidente nacional do PSB, acompanha Álvaro Porto na assinatura, em nítido sinal de que a ida do parlamentar para o MDB foi em total alinhamento com o projeto de Campos rumo ao Governo do Estado.
Vice de João Campos – A ida de Álvaro Porto para o MDB reforçou o nome dele para uma possível vaga de candidato a vice-governador na chapa liderada por João Campos. Essa especulação existe nos bastidores há meses, mas, enquanto estava no PSDB, era mais difícil enxergar essa possibilidade, dizem fontes, porque a sigla de Aécio Neves não acrescenta muito em tempo de TV e fundo partidário, por exemplo. Questionado se aceitaria ser vice de João, agora no MDB, Álvaro foi enfático: “sou de grupo, para o que for escalado, estou dentro”.
De volta ao BNB – O ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara, reassumiu a presidência do Banco do Nordeste (BNB), em cerimônia na sede da instituição, em Fortaleza, ontem (10). Ele destacou o papel do banco no financiamento de projetos produtivos e no apoio aos micro e pequenos empreendedores da região, além de agradecer ao presidente Lula (PT) pela indicação. “Agradeço ao presidente Lula pela confiança em nos permitir continuar contribuindo com um projeto de desenvolvimento que amplia oportunidades para milhões de brasileiros. O Banco do Nordeste está presente em todos os grandes projetos estruturadores da região e tem papel estratégico no apoio aos pequenos negócios, à agricultura familiar e na promoção da inclusão financeira”, afirmou.
Aniversário de Garanhuns – O deputado Izaías Régis registrou na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco a passagem dos 215 anos de criação de Garanhuns (Agreste), celebrados ontem (10), dia considerado a Data Magna do município. O parlamentar destacou a importância histórica da data, que remete à Carta Régia assinada em 10 de março de 1811 pelo príncipe regente Dom João VI, documento que criou oficialmente a Vila de Santo Antônio de Garanhuns, marco inicial da organização administrativa da cidade. “Celebrar os 215 anos do município é reconhecer a história, a cultura e a força do povo garanhuense”, afirmou o deputado.
Palestra do chefe – O chefe foi convidado pela União dos Vereadores do Brasil (UVB) e vai proferir palestra durante o Encontro Nacional de Gestores e Legislativos Municipais, entre os dias 24 e 27 deste mês. O evento será realizado em Salgueiro, no Sertão Central, a 500 km do Recife. A palestra do chefe está marcada para a quinta-feira (26), às 16h30, com a temática “Um século de gestão em Pernambuco”, resultado da pesquisa para o livro Os Leões do Norte, minibiografias de 22 governadores, de Carlos de Lima Cavalcanti, em 1930, a Paulo Câmara, em 2022. Será no auditório do Salgueiro Plaza Hotel, onde se concentra a programação do evento.
CURTAS
Incentivo à violência contra mulheres 1 – A vereadora do Recife Liana Cirne (PT) alertou para o crescimento de comunidades conhecidas como “redpill” na internet e defendeu que o poder público avance no debate sobre responsabilização e criminalização de conteúdos e grupos que incentivam a violência de gênero.
Incentivo à violência contra mulheres 2 – Segundo Liana Cirne, movimentos como o chamado redpill não se limitam a discussões sobre relacionamentos. Para ela, tratam-se de espaços que disseminam uma ideologia baseada na misoginia e na construção de uma masculinidade ressentida, que coloca as mulheres como inimigas.
O que disse Liana – “Movimentos como o redpill não são apenas opiniões sobre relacionamentos. São uma ideologia que ensina homens a enxergar mulheres como manipuladoras ou inimigas, criando uma masculinidade ressentida que se traduz em violência”, afirmou a vereadora.
Perguntar não ofende: Álvaro Porto vai ser o vice de João Campos?
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, viaja na noite desta terça-feira (10) para Brasília e vai assinar a ficha de filiação no MDB na tarde desta quarta-feira (11), ao lado do presidente nacional da legenda, o deputado federal Baleia Rossi. O prefeito do Recife, João Campos, presidente nacional do PSB, acompanha Álvaro Porto na assinatura, em nítido sinal de que a ida do parlamentar para o MDB foi em total alinhamento com o projeto de Campos rumo ao Governo do Estado.
A governadora Raquel Lyra (PSD) cometeu vários atos falhos em uma mesma postagem nas redes sociais nesta terça (10). A comunicação dela recorreu a um vídeo produzido com inteligência artificial para mostrar feitos de sua gestão. O problema é que a peça já começa induzindo o público ao erro, uma vez que elenca o Arco Metropolitano como entrega e o mostra em pleno funcionamento, o que é uma inverdade.
Tribunais eleitorais têm sido duros no julgamento de ações sobre o uso de IA em vídeos de pré-candidatos. Em geral, a ferramenta é aceita para facilitar o trabalho de comunicação, como na edição ou locução de vídeos. Quando é usada para criar situações hipotéticas, demanda-se que a postagem seja, no mínimo, assinalada como uma produção feita com auxílio digital, o que a equipe de Raquel não fez.
Mesmo que esse cuidado tivesse sido tomado, ainda haveria risco de o conteúdo ser contestado judicialmente, já que informa ao público uma mentira. Técnicos indicam nos bastidores que o Arco Metropolitano não fica pronto antes do fim de 2026. Não caberia, portanto, Raquel mostrar um complexo de viadutos com trânsito livre como obra de sua gestão, porque ele simplesmente não existe.
Também chamaram atenção as escolhas da comunicação de Raquel. Entre os apenas sete exemplos mostrados, a equipe achou importante desperdiçar dois para mostrar a requalificação da PE-75, em Goiana, e da PE-95, em Limoeiro, duas estradas que não estão entre as mais importantes do Estado. Acabou passando a impressão de que não tinha o que mostrar, até porque deixou de fora áreas com melhores resultados, como a habitação.
Outro ato falho tem a ver com o timing para a postagem: ocorreu por volta das 15h, mais de seis horas depois de seu virtual adversário nas eleições deste ano ter mostrado conteúdo similar. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), recorreu a uma animação para enaltecer a transformação urbana de áreas antes degradadas. O uso de IA foi assumido, e somente obras já entregues foram mostradas, a exemplo dos parques lineares do Rio Pina e Roque Santeiro e do Comvida da Vila do Papel.
As informações que ligam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao escândalo do Banco Master têm causado enorme preocupação e incômodo em Brasília. O deputado federal por Pernambuco e líder do Republicanos na Câmara, Augusto Coutinho, é um dos parlamentares que se mostram inconformados e defendem que o caso seja devidamente apurado. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Coutinho não quis cravar a culpa, mas avalia que passou da hora de a Corte se explicar à nação.
“Acho que a gente não pode se antecipar. A gente tem que abrir uma investigação sobre isso. Falar de impeachment de ministro do Supremo já seria uma condenação. Mas uma investigação precisa ser feita. A sociedade, o povo brasileiro, está exigindo que seja feita uma investigação. São fatos muito graves, muito sérios. A Suprema Corte realmente é soberana no nosso país. A gente tem de ter o respeito por ela, e a gente não pode perder esse respeito. Do jeito que as coisas caminham, se não se tiver uma posição clara, um esclarecimento, a gente vai perder, sim, o respeito pela nossa Suprema Corte”, ponderou Coutinho.
Congresso. “Na verdade, se você coloca no Plenário (do Senado) essa questão, eu não tenho dúvida de que aconteceria (a aprovação do impeachment). O problema é chegar a colocar no Plenário”, observou. Outro ponto criticado por Coutinho foi o fato de que parentes de ministros possuem escritórios com causas julgadas pela própria Corte, como vem sendo noticiado pela mídia nacional.
“Precisa passar isso a limpo, não dá. Se quer ser ministro do Supremo? Então, seja. Se não quer ser, peça para sair e vá advogar. Acho que tem de ser assim, porque lamentavelmente é diferente inclusive do Legislativo. Porque no Legislativo, a cada quatro anos, você está sendo testado pelo povo. Se o povo não o quiser, ele tira fora, mas no Judiciário não: é um cargo vitalício e tem essa tranquilidade. E o pior é que muitas vezes, quando faz algo malfeito e é pego, ainda se aposenta com salário integral de magistrado”, disparou.
O deputado federal Felipe Carreras reuniu-se nesta terça-feira (10), em Brasília, com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para tratar do apoio federal aos municípios do Agreste de Pernambuco atingidos pelas fortes chuvas. Participaram do encontro o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, a prefeita de Jupi, Rivanda Freire, o prefeito de Lajedo, Erivaldo Chagas, além do deputado estadual Cayo Albino. Durante a reunião, os gestores apresentaram ao ministro um panorama dos impactos causados pelo período chuvoso e as principais demandas das cidades afetadas.
Segundo o ministro Waldez Góes, o Governo Federal manterá o apoio aos municípios prejudicados. “Não faltarão recursos e ajuda humanitária para atender os municípios e viabilizar as ações de recuperação”, afirmou. Durante a agenda, Carreras também apresentou ao ministro demandas de outras cidades impactadas pelas chuvas, como Cachoeirinha e Bonito, reforçando a necessidade de ações emergenciais e de suporte para a recuperação das áreas atingidas.
Novo líder do Republicanos na Câmara Federal, o deputado pernambucano Augusto Coutinho crava que a sigla estará longe do palanque de Lula nacionalmente. Ressaltando que não fala em nome do partido, o parlamentar acredita que só existem dois caminhos: apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou liberar os diretórios estaduais.
“O nosso presidente Marcos Pereira é quem conduz o processo. Ele sempre ouve a bancada, ouve a todos nós. Acho que esse é um momento para que a gente prepare as nossas nominatas. A gente tem duas opções, no meu entender, e não falo isso em nome do partido porque não tenho autoridade para isso. Mas acho que a primeira opção é apoiar Flávio Bolsonaro e a segunda é ficar neutro”, revelou Coutinho, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Mesmo com seu conterrâneo e correligionário Sílvio Costa Filho participando do governo como ministro de Portos e Aeroportos, o líder do Republicanos acredita que pesará mais o fato de a sigla ser de centro-direita. “O partido faz parte do governo Lula, mas é muito mais um convite pessoal do presidente, uma preferência pessoal. E vale ressaltar que a bancada corresponde. Nós temos uma fidelidade de 79% ao governo. Se você entra na questão ideológica, aí realmente a gente é um partido de centro-direita e vai ter dificuldade. Mas nas questões que são importantes para o Brasil, a gente vota, atua, a gente tem bom senso. A gente tem ajudado o governo”, colocou Coutinho. “Nós temos muitas diversidades no partido. Por exemplo, todo o Nordeste está com Lula e o Sul é de direita. Existem essas coisas, o sistema eleitoral é assim”, completou.
Sobre o governo Lula, Augusto Coutinho avalia que o petista está “errando muito”, o que vem prejudicando sua imagem nas últimas pesquisas de intenção de voto. “O presidente Lula está errando muito e isso tem feito com que esse momento eleitoral seja desfavorável para ele. A eleição vai ser muito disputada, muito acirrada, mas é uma percepção minha. Eu nunca fui adepto do PT, só votei no segundo turno da eleição passada no presidente Lula, porque era contra Bolsonaro e eu temia pela democracia, e estava certo. Mas não sou petista, sou um deputado de centro-direita e tenho sensibilidade social. A eleição vai ser duríssima”, ponderou.
Nos últimos dias, ganhou força a especulação de que o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos), venha a integrar a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) como candidato a senador. O rumor foi prontamente desmentido pelo novo líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, o também pernambucano Augusto Coutinho.
“Isso é especulação. O que está existindo é que a gente quer um assento na majoritária. Esse é o posicionamento do Republicanos. E temos um nome para ser candidato a senador. Mas você não constrói política com imposição, tem que discutir. Temos um alinhamento com o prefeito João Campos (PSB), que vai ser o nosso candidato a governador. Então especulação existe. Temos até a convenção para discutir. Estamos muito focados em montar a nossa chapa, e a gente quer sim um espaço na majoritária”, declarou Coutinho, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Eu não acredito nisso (palanque duplo). Não podemos esquecer que João Campos é presidente nacional do PSB, que tem três governadores, isso dá peso político. Não é que o presidente Lula não vai aceitar o apoio da governadora Raquel, é óbvio que ele vai aceitar. Mas o PSB tem um alinhamento com o PT em 17 estados. Ele vai criar um problema em Pernambuco para reverter no Brasil todo? E com um presidente nacional do partido, que é leal, que ele tem demonstrado carinho e amizade com ele? Eu não acredito nisso”, ponderou.
Outro ponto levantado por Coutinho é a filiação da governadora no PSD, que tem três pré-candidatos a presidente, e sua ligação com o PL, sigla de Flávio Bolsonaro, nome que tem encostado em Lula nas pesquisas. “Esse é outro problema, porque o próprio PL faz ou fazia parte do governo dela. O que a gente ouve à boca miúda é que o PL só vota nela se ela votar em Flávio Bolsonaro. Não acredito que haverá palanque duplo em Pernambuco. O palanque do presidente Lula é o de João. Agora, é óbvio que ele vai aceitar apoio de quem que seja, se por acaso vier. Não vejo uma reviravolta do PT se aliar ao PSD, que tem sido crítico, vai ter candidato próprio, inclusive. Como é que fica isso? É complicado. Você acha que o PT vai botar o PSB de fora dessa aliança e vai se aliar com uma governadora que está em um partido que tem outro candidato a presidente? Não consigo enxergar isso”, alfinetou.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ o deputado pernambucano Augusto Coutinho, que assumiu, há pouco, a liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
Ao trazer o deputado federal Pastor Eurico para o PSDB, partido que não tem chapa competitiva na eleição proporcional, a governadora Raquel Lyra pode ter dado um tiro para inviabilizar a reeleição de Pastor Eurico, que tinha mandato praticamente garantido na chapa do PL. Ao mesmo tempo, Raquel dá uma guinada para o campo bolsonarista, uma vez que Eurico é admirador e seguidor fiel das doutrinas do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Raquel já tem enormes dificuldades para montar a chapa proporcional do PSD, sobretudo para a Câmara Federal, uma vez que o ministro da Pesca, André de Paula, já desistiu, e o seu primo, André Teixeira, em quem ela havia apostado todas as suas fichas para federal, também já jogou a toalha.
Ao tirar o Pastor Eurico do PL, a governadora também abre uma nova área de atrito com o grupo Ferreira, que controla o partido em Pernambuco. O PL é presidido no Estado pelo ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e ex-deputado federal Anderson Ferreira. Sem Pastor Eurico e, lá atrás, com a saída do ex-ministro Gilson Machado Neto e do deputado Fernando Rodolfo, o PL não terá, assim, aquela chapa robusta e competitiva em que a direção nacional liberal fazia apostas em Pernambuco.
Resta saber se, até o dia 4, quando se encerra o prazo do troca-troca da janela partidária, o Pastor Eurico vai se manter na legenda tucana pelo simples fato de concorrer à reeleição sem cauda eleitoral.