No Vale do São Francisco, para uma maratona de lançamentos, ancoro o Frente a Frente de hoje direto da TransRio 99,9 FM, em Juazeiro, ao lado do meu amigo e diretor da emissora Max Andrei.
No Vale do São Francisco, para uma maratona de lançamentos, ancoro o Frente a Frente de hoje direto da TransRio 99,9 FM, em Juazeiro, ao lado do meu amigo e diretor da emissora Max Andrei.
O Banco do Nordeste (BNB) liberou R$ 15 milhões para um projeto de pesquisa e inovação da NeoGenomica Análises Genômicas, empresa com sede no Recife. O investimento, realizado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), apoia o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de antecipar diagnósticos de doenças e ampliar a prevenção contra o câncer.
A iniciativa aposta na integração entre exames genéticos e inteligência artificial para tornar a medicina de precisão mais acessível no Brasil. Entre os testes previstos estão análises voltadas à longevidade, plataformas de oncologia de precisão e exames neonatais ampliados, que podem identificar predisposições antes mesmo do surgimento dos sintomas.
Leia maisDe acordo com o médico João Bosco, CEO da NeoGenomica, os primeiros exames devem chegar à população ainda neste semestre. “Estamos utilizando metodologias inovadoras, que permitem análises mais completas com custos reduzidos para os pacientes”, explica.
O projeto também gera impacto econômico imediato. Segundo Hugo Luiz de Queiroz, superintendente do BNB em Pernambuco, cerca de 30 pesquisadores já estão envolvidos diretamente, e mais de R$ 5 milhões foram movimentados na economia local em materiais e serviços. “É tecnologia produzida no Brasil, com benefícios diretos para a saúde e para o desenvolvimento regional”, afirma.
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Por Claudia Beatriz*
O nascimento é um dos momentos mais sensíveis da experiência humana. Contudo, no Brasil, a assistência ao parto atravessa uma encruzilhada perigosa. De um lado, a legítima busca por um atendimento digno; de outro, uma onda legislativa que, sob o pretexto de combater abusos, ameaça transformar o ato médico em um campo de batalha jurídico. Projetos como o PL 2373/23, o PL 6204/25 e o PL 1763/25 propõem a tipificação penal da “violência obstétrica”, trazendo insegurança para uma especialidade que já lida diariamente com o imponderável.
Um dos pilares do Direito Médico é o entendimento de que a medicina é uma atividade de meio, não de resultado. O médico compromete-se a utilizar todo o conhecimento científico e recursos disponíveis para o melhor desfecho, mas não pode garantir a cura ou a perfeição biológica.
Leia maisNa obstetrícia, essa realidade é ainda mais nítida. O conceito de parto eutócico (normal/saudável) é, por natureza, retrospectivo: só sabemos que um parto foi plenamente bem-sucedido após a sua conclusão. Condicionar a atuação do obstetra ao medo de uma sanção penal por “sofrimento” ou “dano” ignora que o trabalho de parto é um processo dinâmico, onde complicações súbitas exigem intervenções rápidas que, embora necessárias, podem ser interpretadas subjetivamente como traumáticas.
A discussão sobre a qualidade da assistência não pode ignorar as falhas sistêmicas que antecedem a entrada da gestante no centro obstétrico, como a ausência de vinculação com a equipe, muitas gestantes chegam ao parto sem nunca ter conhecido a equipe que as assistirá, fruto de um pré-natal fragmentado. A falta de analgesia no trabalho de parto, põe uma lupa no paradoxo de punir o médico por “impor sofrimento” quando o próprio sistema público não garante o acesso universal à analgesia de parto, um direito básico da mulher. Um pré-natal sem práticas educativas que venha a preparar a paciente para as etapas fisiológicas do parto, afim de evitar que o desconforto natural do parto seja confundido com negligência.
Pressionar o profissional na ponta final do sistema sem resolver essas carências é transferir a responsabilidade do Estado para o indivíduo.
A justiça criminal não possui as ferramentas técnicas para distinguir uma intercorrência inevitável de um erro profissional em um ambiente tão complexo. O foro adequado para o julgamento da conduta médica são os Conselhos Regionais e Federal de Medicina (CRM/CFM).
Somente esses órgãos possuem a capacidade técnica e o embasamento ético para fiscalizar, julgar e, quando necessário, punir com rigor o mau profissional. A “judicialização da medicina” promove a medicina defensiva, que resulta em um aumento de cesarianas desnecessárias e no afastamento de bons profissionais da obstetrícia por receio de processos infundados.
Criminalizar a obstetrícia não tornará os partos mais seguros; pelo contrário, poderá torná-los mais solitários e burocráticos. O caminho para a excelência na assistência passa pelo investimento estrutural, pela valorização do pré-natal e pelo fortalecimento da fiscalização ética pelos pares. É preciso proteger a gestante, mas também garantir que o médico tenha a serenidade necessária para exercer sua arte sem a sombra do Código Penal em cada contração.
*Vice-presidente do Cremepe
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Por Leandro Magalhães – SBT News
O ex-deputado Alexandre Ramagem, que mora na Flórida, nos Estados Unidos, foi liberado após agentes da polícia serem alertados pelo Departamento de Estado do EUA que receberam uma denúncia equivocada.
Nesta semana, fontes relataram ao SBT News que a polícia responsável pelas estradas e rodovias na Flórida, uma espécie de Polícia Rodoviária, havia recebido a informação do local exato onde Alexandre Ramagem estava com um carro, que ele estava há cerca de 20 dias com a habilitação vencida e que estaria ilegal no país por se tratar de um foragido da polícia brasileira.
Leia maisO SBT News informou que Alexandre Ramagem tinha saído da casa dele com o carro no momento em que foi abordado por agentes da polícia norte-americana perto de uma escola na região.
Agentes do ICE, serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos, não sabiam quem era Alexandre Ramagem. O alerta chegou às autoridades na Flórida após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pedir explicações ao serviço de imigração sobre a detenção. Segundo relatos de pessoas próximas, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro conversou com Marco Rubio sobre a situação de Alexandre Ramagem.
Agentes do ICE, após serem alertados pelo Departamento de Estado, ficaram surpresos ao identificarem que a detenção se tratava de um ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Ramagem, através de documentos, havia comprovado que não estava no país ilegalmente e que aguardava a resposta do governo norte-americano sobre um pedido de asilo. Nos Estados Unidos, existe o entendimento de que qualquer solicitante que peça asilo político permaneça no território norte-americano, de forma provisória, com o status legal, até a conclusão da análise do pedido.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que o entendimento sobre a situação de permanência legal de Ramagem nos Estados Unidos ocorreu após explicações e comprovações ainda na unidade do ICE, onde o ex-deputado estava detido. Agentes ainda afirmaram que não houve nenhuma colaboração com autoridades do governo brasileiro e que ocorreu apenas uma denúncia feita sobre o caso dias antes.
O SBT News procurou o diretor geral da Polícia Federal no Brasil, Andrei Rodrigues. O espaço segue aberto para qualquer manifestação.
Monitoramento de Ramagem
Fontes ouvidas pelo SBT News afirmaram que o Departamento de Estado apura se houve algum monitoramento de autoridades brasileiras em solo norte-americano de Alexandre Ramagem de forma ilegal desde a chegada dele aos Estados Unidos. A reportagem também apurou que o caso Ramagem acendeu um alerta no Departamento de Estado e que o assunto ainda terá desdobramentos nos próximos dias.
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O deputado estadual Kaio Maniçoba (PP) defendeu o nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o Senado. Segundo ele, Da Fonte é o nome mais forte e com mais chances de conquistar uma vaga.
“Eduardo da Fonte, sem dúvida, é o nome mais competitivo da Federação para o Senado. Mesmo sem oficializar a pré-candidatura, já aparece muito forte nas pesquisas, resultado do trabalho essencial que ele realiza nos hospitais de Pernambuco, da capacidade de reunir um time que hoje representa a maior bancada na Assembleia e o maior número de pré-candidatos a deputado federal e estadual. Além disso, conta com o maior tempo de TV e com o apoio de deputados, prefeitos e vereadores. Ele reúne todas as credenciais e está pronto para representar Pernambuco”, afirmou.
Blog da Folha
Ao longo dos últimos dias, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), intensificou os trabalhos na construção de diálogos e alianças na Câmara dos vereadores. Em menos de duas semanas desde que assumiu a função de chefe do Executivo municipal, o gestor já recebeu visita de pelo menos seis membros do Poder Legislativo da capital pernambucana, sendo todos integrantes do PSB, partido presidido em Pernambuco por João Campos, antecessor de Marques na prefeitura e pré-candidato ao governo do estado.
Além disso, ele anunciou o nome do advogado Luis Romero (PSB) como chefe de Gabinete de Proteção e Defesa dos Animais da capital pernambucana. A decisão mantém o espaço do grupo do deputado Romero Albuquerque (PSB) na gestão municipal. Ele substitui a vereadora Andreza Romero (PSB), que se descompatibilizou do cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. O ato foi mais um gesto em direção à sua base no legislativo.
Leia maisOntem, o prefeito publicou em suas redes sociais fotos com três vereadores: Natália de Menudo, Aderaldo Pinto e Eriberto Rafael. Ao se referir à vereadora, ele reforçou que gestão municipal está empenhada em dialogar e exaltou a parceria com a parlamentar. “A nossa gestão é baseada no diálogo e na escuta, e poder contar com você (Natália) ouvindo as pessoas nos bairros e pensando soluções faz toda a diferença”, destacou.
Na postagem com Aderaldo Pinto, Victor elogiou o empenho do vereador. “Trabalhando em parceria a gente faz mais e melhor pela cidade. E contar com o vereador Aderaldo Pinto no nosso time é garantia de ter um aliado disposto a contribuir para que o Recife siga avançando”, escreveu.
Ao se referir sobre o encontro com Eriberto Rafael, Marques pontuou: “Cuidar do Recife é um trabalho feito a muitas mãos, e um dos parceiros com quem eu posso contar sempre é o vereador Eriberto Rafael. ‘Simbora’ seguir trabalhando e fazendo a diferença para quem mais precisa na cidade”, afirmou. Na quarta-feira, Victor recebeu as visitas de Zé Neto e Hélio Guabiraba. Ontem à noite, o gestor também publicou nas redes sociais que encontrou com o vereador Rinaldo Júnior, que também é do PSB.
Secretarias
A boa relação que Marques vem construindo com a base governista na Câmara não tem ficado restrita somente ao Palácio Capibaribe Antônio Farias, sede da prefeitura do Recife. Na última semana, o gestor anunciou Eduardo Mota como secretário de Esportes.
“São profissionais com trajetória, preparo e compromisso público. Tenho certeza que cada um deles vai contribuir muito, com diálogo e capacidade de entrega, para avançarmos no trabalho para os recifenses”, afirmou o prefeito, que na ocasião também anunciou os nomes de Beatriz Menezes, Rafael Arruda e Felipe Porto para comandarem, respectivamente, as secretarias de Infraestrutura, Segurança Cidadã e Turismo.
Oposição
No que diz respeito à oposição, Victor Marques comentou na última semana, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, que também manterá o diálogo com adversários políticos. “Precisamos manter sempre o respeito. Oposição é saudável em uma democracia. O que não podemos admitir é que ultrapasse o limite ético ou coerente. Temos muita tranquilidade porque há muito serviço prestado na ponta. Podem esperar de mim muito diálogo; foi assim que aprendi em casa e com João Campos”, disse.
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Por Inácio Feitosa*
Há uma diferença fundamental entre regular e dificultar. O Brasil, há décadas, decidiu confundir as duas coisas — e o resultado está diante de nós: um país em que empreender exige mais habilidade para lidar com o Estado do que para atender o cliente.
No discurso, o ambiente de negócios evoluiu. Na prática, ele continua sendo um campo minado administrativo.
Leia maisAbrir uma empresa, hoje, pode ser relativamente rápido. Mas isso é apenas a porta de entrada. O verdadeiro teste começa depois, quando o empreendedor precisa fazer o básico: funcionar.
Emitir uma nota fiscal, contratar um empregado, obter um alvará, cumprir exigências de segurança. Atividades elementares em qualquer economia organizada, mas que, no Brasil, se transformaram em processos técnicos complexos, fragmentados e, muitas vezes, desproporcionais.
A digitalização dos serviços públicos é frequentemente apresentada como símbolo de modernização. E, de fato, houve avanços. Mas é preciso dizer com clareza: digitalizar a burocracia não é o mesmo que eliminá-la. Em muitos casos, apenas se trocou a fila física por uma fila invisível, mediada por senhas, validações e sistemas que não se comunicam.
O empreendedor não enfrenta mais apenas o balcão. Enfrenta a instabilidade de sistemas, a multiplicidade de acessos e a dependência de autenticações que, quando falham, paralisam a atividade econômica.
No campo trabalhista, a formalização de um empregado se transformou em um verdadeiro protocolo técnico. Não basta contratar. É necessário cumprir etapas prévias, atender exigências de saúde ocupacional, alimentar sistemas declaratórios e garantir que cada informação esteja milimetricamente correta. Um erro formal pode gerar consequências automáticas.
A intenção é proteger. O efeito, muitas vezes, é afastar.
No âmbito fiscal, a promessa de simplificação ainda convive com a realidade de transição. A unificação de sistemas e a Reforma Tributária representam avanços estruturais, mas, no curto prazo, ampliam a complexidade operacional. Empresas são obrigadas a conviver com dois modelos simultaneamente, exigindo adaptação constante e investimento contínuo em atualização.
E então chegamos ao ponto mais sensível: fazer a empresa funcionar no mundo real.
A burocracia para obtenção de alvarás nas prefeituras continua sendo um dos maiores obstáculos ao início efetivo das atividades. Não basta abrir o CNPJ. É preciso provar, reiteradamente, que o negócio pode existir: viabilidade, localização, enquadramento de atividade, licenças diversas. Cada etapa, um novo processo. Cada processo, um novo prazo.
Como se não bastasse, há as exigências do Corpo de Bombeiros — absolutamente legítimas sob o ponto de vista da segurança, mas frequentemente estruturadas de forma técnica e onerosa, exigindo projetos específicos, adequações físicas e vistorias sucessivas. Para grandes empresas, é custo. Para pequenos empreendedores, pode ser inviabilidade.
O problema não está na regra. Está na ausência de proporcionalidade.
O pequeno negócio é tratado, muitas vezes, com o mesmo rigor estrutural de uma grande operação. E isso produz um efeito perverso: não eleva o padrão de segurança; apenas impede que muitos saiam da informalidade.
O Brasil construiu um modelo em que o risco de errar é alto, o custo de acertar é elevado e o caminho para cumprir a regra é, frequentemente, pouco claro.
Nesse ambiente, cumprir a lei deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma competência técnica. E não uma competência trivial — mas uma especialização.
O mais curioso — e preocupante — é que esse modelo penaliza justamente quem decide fazer o certo.
Quem formaliza paga mais, cumpre mais, responde mais. Quem permanece à margem, muitas vezes, escapa das camadas de controle que deveriam alcançar todos de forma equilibrada.
Isso não é apenas ineficiência. É um desalinhamento estrutural.
O Estado brasileiro não é ausente. Ele é presente — mas de forma desorganizada. Atua muito, mas nem sempre atua bem. Exige muito, mas nem sempre facilita o cumprimento.
E aqui está o ponto central: o Brasil não precisa de menos Estado. Precisa de um Estado que funcione melhor.
Um Estado que regule com inteligência, fiscalize com critério e, principalmente, compreenda que a atividade econômica não pode ser tratada como um problema a ser contido, mas como uma solução a ser viabilizada.
Porque, no fim, a pergunta que permanece é simples — e incômoda: até que ponto o Estado brasileiro está ajudando quem quer produzir?
Ou, formulando de maneira mais direta — e talvez mais honesta: será que já não seria suficiente se ele apenas deixasse de atrapalhar tanto?
*Advogado, escritor e Presidente do Instituto IDR.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, hoje, pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A parlamentar apresentou uma queixa-crime contra Eduardo em 2021, quando o então deputado, em uma rede social, afirmou que o projeto de lei de Tabata sobre a distribuição de absorventes íntimos parecia ter como objetivo o atendimento a lobby de uma empresa que fabrica produtos de higiene. E que o dono da empresa era mentor-patrocinador da parlamentar.
A pena sugerida pelo ministro é de um ano de detenção e 39 dias-multa, sendo o valor de cada dia-multa fixado em dois salários mínimos – o que resulta em um valor total de mais de R$ 80 mil. Atualmente, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, para onde fugiu diante do avanço de processos penais contra ele. Moraes é o relator do caso, que está em análise no plenário virtual do STF. Os demais ministros ainda não votaram.
Leia maisPrevista no artigo 139 do Código Penal, a difamação é um crime contra a honra. O trecho da lei penal diz que comete o delito quem “difama alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação”. A pena básica para quem comete o crime é de três meses a um ano de detenção, além do pagamento de multa. No seu voto, Moraes considerou que o crime foi cometido contra funcionário público em razão de suas funções; e, também, que o crime foi cometido nas redes sociais.
“A divulgação realizada pelo réu [Eduardo] revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora [Tabata Amaral], tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, declarou o ministro.
Moraes também afirma que Eduardo está “em local incerto e não sabido” e, por isso, não é possível a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. Essa substituição da detenção por uma pena alternativa é permitida em casos de difamação.
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A Justiça de Pernambuco condenou a Professora Elcione, atual prefeita de Igarassu, pela violação dos direitos autorais e marcários do Mundo Bita, fenômeno infantil nacional que nasceu em solo pernambucano. A decisão da 2ª Vara Cível da Comarca de Igarassu confirmou que a gestora utilizou indevidamente a obra e seus personagens para fins de promoção pessoal e política.
O caso teve início em outubro de 2024, quando a Professora Elcione promoveu um show pirata durante a “Festa das Crianças”. Na ocasião, o Mundo Bita foi anunciado como “atração especial” em suas redes sociais, induzindo o público a acreditar que se tratava da atração oficial. Mesmo com o processo judicial já em curso, a prática de pirataria persistiu, chegando ao ponto de um novo show falso ser contratado através da própria Prefeitura para o Carnaval de 2025.
Em sua sentença, o juiz Rommel Silva Patriota destacou que o uso da marca serviu como chamariz para o evento, gerando proveito promocional à imagem da figura pública, e enfatizou que a suposta gratuidade ou caráter educativo do evento não autorizam a violação da propriedade intelectual alheia. Diante das provas contundentes do ilícito, a Justiça determinou a abstenção definitiva do uso de qualquer elemento visual do Mundo Bita sob pena de multa diária de R$ 1.000,00. Além da proibição, a Professora Elcione foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais e ao pagamento do valor do show. Procurada para comentar o desfecho do caso, a advogada da Mr. Plot, Amanda Porto, afirmou que não irá se manifestar fora dos autos do processo.
Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 17, que o governo vai “trabalhar muito” para regular plataformas que “causem dano à democracia”. O presidente, que está em viagem à Espanha, disse também que a medida é necessária para impedir uma “intromissão de fora”, em especial neste ano eleitoral.
“O aumento da violência também está vinculado à propagação do discurso do ódio na internet. O mundo virtual se tornou um ambiente tóxico que afeta a saúde mental dos nossos jovens”, afirmou. O presidente afirmou ainda que a regulação de “tudo que for digital” é um gesto de defesa da soberania nacional. Segundo ele, não se deve tratar como normal ou liberdade de expressão o que chamou de “indústria da mentira e do ódio”.
Leia maisPara Lula, as big techs vão instituir uma “era do colonialismo digital” se não houver regras. Além disso, ele voltou a defender a necessidade de tratar como crime virtual todo delito previsto em situações fora das redes. “Sem regras, as big techs vão instituir a era do colonialismo digital. Nossos dados são extraídos, monetizados e usados para concentrar poder político e econômico em um punhado de bilionários”, disse.
Lula também afirmou que as apostas digitais estão entre os fatores responsáveis pelo endividamento da sociedade. No Brasil, no último dia 8, Lula disse que, por ele, o governo baniria as bets do País, mas que isso deve ser discutido pelo Congresso Nacional.
No fim de 2023, Lula sancionou a lei para tratar das apostas de quota fixa e regular o “mercado de bets”, que estabeleceu critérios sobre tributação e normas para a exploração comercial das apostas de quota fixa; definiu a distribuição da receita arrecadada; fixou sanções; e estabeleceu as competências do Ministério da Fazenda na regulamentação, autorização, monitoramento e fiscalização da atividade.
Já no início de 2024, o governo criou a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), para aperfeiçoar as ações de governo, “com especial atenção ao processo de regulamentação do mercado de apostas de quota fixa, que abrange as apostas esportivas (as chamadas bets) e os jogos online, e também para cumprir as atribuições legais do Ministério da Fazenda sobre loterias e promoções comerciais”.
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O prefeito de Brejo da Madre de Deus, Roberto Asfora, encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de lei que propõe a atualização do piso salarial dos professores da rede municipal de ensino. A proposta prevê um reajuste de 5,4%, reforçando a política de valorização dos profissionais da educação e o compromisso da gestão municipal com a categoria. O projeto segue agora para apreciação e votação do Poder Legislativo.
A atualização do piso representa mais um avanço na área educacional, reconhecendo o papel fundamental dos professores na formação dos estudantes e no desenvolvimento do município. A medida também contribui para a melhoria das condições de trabalho e para a valorização dos profissionais que atuam diariamente nas salas de aula.
A gestão municipal destaca que a importância de integrar um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da educação pública, com investimentos contínuos na valorização dos profissionais, na melhoria da infraestrutura das escolas e na qualidade do ensino ofertado à população.
O Sextou de hoje presta uma homenagem a uma das maiores intérpretes da música brasileira, Nana Caymmi. Em tributo à artista, o programa relembra seus grandes sucessos e conta com a participação especial do produtor musical José Milton, responsável por quase toda a discografia de Nana e por trabalhos com importantes nomes da MPB.
Criada desde o nascimento num ambiente musical, sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em 1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Nana Caymmi morreu no dia 1º de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
O Sextou vai ao ar hoje, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir o Sextou pela internet, clique no link do Frente a Frente no alto da página deste blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
É um cenário incomum e politicamente preocupante. Em vez de reduzir os índices de avaliação negativa com entregas, obras e presença efetiva, o Governo Raquel Lyra caminha na direção oposta: amplia o contingente da população/eleitores que consideram a gestão ruim ou péssima justamente no momento em que deveria estar consolidando apoio para uma tentativa de reeleição.
Os dados mais recentes – da pesquisa Datafolha divulgada ontem – escancaram essa inversão de lógica. A rejeição deu um salto significativo, crescendo de forma contínua e consistente, enquanto a avaliação positiva permanece praticamente estagnada. O resultado é um desequilíbrio claro: o governo não consegue ampliar sua base de aprovação e, ao mesmo tempo, vê crescer o volume de insatisfação.
Leia maisEsse movimento não é trivial. Ele indica que parte relevante dos eleitores que antes adotavam uma postura intermediária, avaliando a gestão como regular, está abandonando essa posição e migrando para uma visão mais crítica. É um sinal direto de desgaste, que costuma surgir quando a expectativa inicial não encontra respaldo na realidade percebida no dia a dia.
O contraste com ciclos anteriores da política pernambucana torna esse quadro ainda mais evidente. Momentos marcados por forte presença do Estado e ritmo acelerado de entregas ajudavam a comprimir as avaliações negativas e ampliar o capital político dos governos. Agora, ocorre o inverso: a ausência de respostas concretas abre espaço para o crescimento da frustração.
O que a pesquisa revela, portanto, vai além de números isolados. Trata-se de uma tendência de deterioração que, se mantida, pode comprometer seriamente a capacidade de reação do governo no campo político. Em um ambiente onde a percepção pesa tanto quanto a ação, permitir que a rejeição avance sem contenção é correr o risco de transformar um alerta em crise consolidada.
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