O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), associou os temas soberania e segurança pública em seu primeiro ato de campanha, realizado no Rio de Janeiro, para criticar seu principal adversário nas urnas, o presidente Lula (PT).
Flávio disse que o governo petista briga com um país a 10 mil quilômetros de distância, em referência aos EUA, mas que não briga com traficante. A soberania nacional é um dos principais motes da campanha de Lula, que tem enfrentado dificuldades na relação com o governo de Donald Trump. “Nós perdemos a soberania. Não temos mais soberania sobre nosso celular, nosso carro, sua bolsa, nossa casa”. As informações são do UOL.
Leia maisA campanha para as eleições de 2026 começou oficialmente hoje, e Flávio escolheu a praia de Copacabana, no Rio, para lançar sua candidatura à Presidência. O local é simbólico para o movimento bolsonarista, já que o RJ é o principal reduto eleitoral da família Bolsonaro.
Candidato do PL disse que vai classificar milícias como organizações terroristas. Sanção atual dos EUA contra o Brasil classifica atualmente apenas PCC e CV como organizações terroristas, resultado dos pedidos feitos por Flávio a Trump, ao vice-presidente, JD Vance, e ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com quem ele esteve reunido na Casa Branca. O governo Lula é contrário à designação das facções brasileiras por ver riscos à soberania brasileira sobre seu território e potencial impacto na economia e no setor financeiro.
Campanha de Flávio Bolsonaro tem o slogan “O Brasil vai vencer”. Tema da campanha evoca o discurso nacionalista que, em 2018, elegeu o ex-presidente Jair Bolsonaro. Seu filho mais velho foi anunciado como candidato ainda no início do ano, e seu vice, Alfredo Gaspar, foi oficializado no início de agosto.
Flávio pediu para apoiadores cantarem “volta, Bolsonaro”. “Hoje o presidente Bolsonaro não pode estar aqui com a gente, mas como a televisão está aqui transmitindo, eu quero junto com vocês mandar um recado: imaginem que o presidente Bolsonaro está nos vendo nesse momento, vamos homenageá-lo. Um homem de bem, honesto, incorruptível, que deu seu melhor para o Brasil e foi injustiçado, cantando assim: volta, Bolsonaro”.
O RJ é um palanque forte para a campanha de Flávio. O PL tenta eleger, no estado, Douglas Ruas para o governo — ele está atrás do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) nas pesquisas — e Carlos Jordy e Carlos Portinho para as duas vagas ao Senado, além de investir na reeleição de Sóstenes Cavalcante na Câmara dos Deputados.
Flávio defendeu o seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), da acusação de estupro de vulnerável. O tema ganhou espaço desde que Gaspar foi anunciado vice.
Flávio afirmou que Gaspar foi alvo da denúncia por causa de seu trabalho na CPMI do INSS, uma vez que ele estava investigando o filho do presidente Lula. Gaspar diz que é inocente e alvo de uma armação. Ele afirma estar disposto a fazer teste de DNA e se colocou à disposição das autoridades para responder a questionamentos.
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