Festival do Morango obtém Selo de Carbono Zero

Quem participou do 1º Festival do Morango, realizado entre 22 e 24 de setembro, no Brejo da Madre de Deus, não apenas se divertiu, como também teve a chance de conferir de perto o primeiro evento da cidade a obter o Selo de Carbono Zero.

“O compromisso com a sustentabilidade permeou todos os aspectos do evento, tornando o nosso Festival do Morango pioneiro nessa vertente na região”, revelou o prefeito da cidade, Roberto Asfora ao receber, ao lado da primeira-dama e secretária de Cultura, Mônica Asfora, o Selo que atesta a adoção de práticas sustentáveis.

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Antonio Magalhães*

É difícil entender a inoperância dos burocratas oficiais, dos acadêmicos de televisão e dos pesquisadores dos mares para resolver ou pelo menos atenuar o problema causado pelos ataques dos tubarões no litoral de Pernambuco, especialmente na praia de Boa Viagem. O Estado é hoje o epicentro do conflito biológico mais letal do país. Não se tem notícia de tantos ataques de tubarões em toda costa brasileira. Desde 1992, o litoral pernambucano registrou 84 incidentes, dos quais 27 foram fatais. Somente na Praia de Boa Viagem contabilizam-se 25 ataques ao longo da série histórica.

A única iniciativa de controle destes predadores foi da Universidade Federal Rural de Pernambuco que criou o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit). O barco do comitê capturava o peixe, inseria um chip com GPS e o soltava para observar sua rota pelo canal costeiro perto da orla. Um projeto hoje desativado. E só..

No momento, a busca de responsáveis pelo aumento dos ataques na orla da Região Metropolitana do Recife concentra-se nos construtores do Complexo Portuário de Suape, no litoral sul do Estado, que promoveram a alteração do ecossistema pelo aterramento de manguezais e a dragagem do estuário do rio Jaboatão, pondo fim ao berçário da espécie Cabeça-Chata. Tudo verdade.

A instalação portuária teve, de fato, um caráter predatório, alertado pelos chamados Ecochatos que não queriam a construção do porto. Mas ele foi feito e abriga hoje milhares de trabalhadores e é um ponta-de-lança do crescimento de Pernambuco. Mas poderia ter sido construído atentando para as consequências da obra. Os cuidados tomados, no entanto, foram insuficientes. E os pernambucanos perderam a praia e o mar, espaços de lazer e saúde.

E devem ser retirados na lista de vilões as espécies Cabeça-Chata e Tubarão Tigre, envolvidos na maioria dos ataques. Parcialmente, Suape é responsável. Mas, na verdade, o vilão mesmo desses acontecimentos é o “tempo”, a busca pelo desenvolvimento econômico, o crescimento populacional, o aumento da produção de lixo e outros dejetos, saldo de uma sociedade moderna.

Portanto, não vale a pena reclamar do que já passou. A conversa hoje deve ser outra: como amenizar os efeitos nefastos desses incidentes. Uma das ações imediatas deve ser a despoluição do rio Jaboatão – atualmente um lixão flutuante -, o que restauraria o estuário e seus manguezais. É possível? Não se sabe, pois se existem planos de limpeza dessas águas jamais saíram do papel.

Outra opção seria instalar em pontos de Boa Viagem redes de proteção contra tubarões, como já existem nas áreas de risco na China e na Austrália. Uma sugestão defendida até pelo Ministério Público Estadual. A iniciativa, no entanto, foi rechaçada pelos Ecochatos sob a alegação de que essas redes poderiam capturar, como efeito colateral, tartarugas marinhas ou outras espécies não letais. Um argumento irritante de quem despreza a vida humana. Na hipótese de enroscamento nas redes desses animais, caberia ao poder público a liberação deles e a fiscalização da segurança da proteção e sua manutenção. Será que uma vida humana vale menos do que uma tartaruga?

Já a solução proposta ontem, neste blog, pelo deputado Luciano Bivar (MDB-PE) de exterminar parte dos tubarões em Pernambuco, após os incidentes desta semana, foi rechaçada pelos mesmos ambientalistas que só reclamam e não fazem nada. Eles consideram um absurdo a proposta do parlamentar. E é mesmo. Esses especialistas dizem que o extermínio da população de tubarões seria, além de ineficiente, uma medida “ecologicamente deturpada”, que causaria mais desequilíbrio ambiental.

Bivar sonha com uma situação do passado que não existe mais, nem existirá no futuro. Ele disse: “não sou biólogo nem ambientalista, mas que cresci na Praia de Piedade, e que sempre houve botos, cardumes infindáveis de sardinhas e peixes mil. Agora, nada disso”.

Se não for levada a sério esta questão por autoridades e ambientalistas, a beleza da orla oceânica de Pernambuco vai ser só para os olhos, como no poema de Carlos Pena Filho sobre Olinda. As águas do mar, em breve, serão apenas uma lembrança, numa paródia trágica da poesia, ou um quadro na parede, uma foto, um post no Youtube.

Por conta de três décadas de descaso, a praia de Boa Viagem e a orla dos arredores metropolitanos são hoje só areia para quem a frequenta. O banho de mar se tornou uma atividade de risco, que pode mutilar ou matar. Um mergulho para se refrescar pode ser fatal no encontro com o maior predador do oceano. Esse peixe cartilaginoso, que habita o planeta há cerca de 400 a 425 milhões de anos, muito antes dos dinossauros, e que sobreviveu até agora por sua adaptabilidade aos contextos mais hostis.

O tubarão agora faz parte do dia-a-dia do pernambucano. É assunto doméstico, está nas placas de aviso na praia, nos folhetos turísticos e o viajante tem de tirar uma foto diante de um aviso de perigo no mar para comprovar sua passagem por Boa Viagem.

Por enquanto é assim. Quem tem condições de garantir a segurança dos banhistas, não o faz. Presume-se que a contagem de ataques não será afetada. Só crescerá, embora os humanos não sejam o alimento preferencial dos tubarões. Mas a mordida em pessoas é exploratória, às vezes fatal pela dimensão afetada e alta possibilidade de infecções. São eles, no topo da cadeia alimentar, que controlam as populações marinhas de outras espécies, evitam a propagação de doenças ao se alimentarem de animais doentes ou mortos, e ajudam a manter a saúde dos recifes de corais. E nós entramos sem pedir licença no habitat do predador. Um descuido e tudo pode acontecer. É isso.

*Jornalista

Além de orientações sobre entregas antes do período eleitoral, o presidente Lula aproveitou a reunião ministerial de ontem para fazer observações a respeito da comunicação do governo.

Na parte fechada do encontro, segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula pediu mudanças em propagandas oficiais sobre ações do governo nos estados que serão veiculadas nas próximas semanas. As informações são do portal Metrópoles.

Ao ser apresentado a vídeos sobre as propagandas que serão exibidas em São Paulo e em Minas Gerais, dois maiores colégios eleitorais do Brasil, Lula fez ao menos duas ponderações.

A primeira foi um pedido para incluir nos vídeos citações ao programa “Pé de Meia”, uma das principais novidades do terceiro mandato do petista, e a ações do governo na área de habitação.

A segunda colocação de Lula foi para que os vídeos deixem explícito que algumas das obras mencionadas nas propagandas estão sendo feitas em parceria com os governos estaduais.

Apesar dos pedidos de mudanças no material, auxiliares presidenciais ressaltam que o presidente da República aplaudiu os dois vídeos exibidos durante a reunião ministerial.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

O Pix é a maior conquista dos brasileiros

Se o Pix vier a sofrer qualquer interrupção, por ingerência indevida do Governo americano, alguém tem dúvida de que a conta vai cair no colo do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República? O filho de Bolsonaro já está pagando o preço. O presidente Lula (PT) o carimbou de “coveiro do Pix”.

O Pix virou a moeda brasileira, uma conquista do povo, aliás, da era Bolsonaro. Mas, depois que Flávio esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, o Pix passou a ser objeto de uma contestação, na enxurrada de uma nova taxação de produtos brasileiros consumidos pelos americanos. O governo Trump propôs tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas desleais de comércio, incluindo questões relacionadas ao Pix, desmatamento e propriedade intelectual.

Petrolina - São João 2026

Nos últimos meses, Simone Tebet deu um cavalo de pau em sua vida. Ela deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento, que comandava desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mudou-se de Brasília para São Paulo e trocou o MDB, partido ao qual foi filiada por três décadas, pelo PSB.

Os movimentos foram todos “acertados” previamente, como ela afirma nesta entrevista à BBC News Brasil, para disputar uma vaga no Senado por São Paulo como representante da centro-esquerda –termo que ela evita, preferindo “frente ampla” ou “campo democrático”. As informações são da Folha de S. Paulo.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou, nesta quarta-feira (3), a proposta de criar o Embarque Digital Pernambuco, com 10 mil vagas em cursos superiores de tecnologia para estudantes da rede pública ao longo de um mandato de quatro anos. O anúncio foi feito durante visita ao Porto Digital, no Recife, em reunião com o presidente da instituição, Pierre Lucena. Segundo João, os cursos seriam custeados integralmente pelo Governo do Estado. “Nós vamos lançar o Embarque Digital de Pernambuco. A gente vai formar dez mil alunos que foram estudantes de escolas públicas em cursos superiores de tecnologia bancados 100% pelo Governo do Estado”, afirmou.

De acordo com o pré-candidato, a proposta tem como base o programa desenvolvido pela Prefeitura do Recife. Dados apresentados pela gestão municipal e pelo Porto Digital indicam que 78,7% dos alunos atendidos possuem renda familiar de até três salários mínimos e que 69,8% dos concluintes ingressam no mercado de trabalho na área de tecnologia. João Campos também defendeu a ampliação da presença de empresas do setor no interior do Estado e a expansão das oportunidades de formação e emprego fora da Região Metropolitana.

Ao final da visita, João Campos se reuniu com estudantes participantes do programa e apresentou a proposta de expansão da iniciativa para todo o Estado. “Em quatro anos, vou levar Pernambuco ao primeiro lugar, garantindo a gratuidade do ensino e residência tecnológica junto com as empresas de tecnologia”, declarou.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal vai analisar no dia 16 de junho a ação penal a que ex-deputado Eduardo Bolsonaro responde por coação no curso do processo. A data foi marcada após o relator, Alexandre de Moraes, liberar o caso para julgamento. Na ocasião, os ministros vão decidir se condenam ou não o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No centro do julgamento estará a denúncia da Procuradoria-Geral da República que contesta a atuação do ex-parlamentar os Estados Unidos. Segundo o Ministério Público Federal, Eduardo Bolsonaro teria trabalhado para articular sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — num esforço para pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. As informações são do jornal O GLOBO.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (2) uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump e busca encerrar a guerra contra o Irã.

O texto foi aprovado por 215 votos a 208. Quatro republicanos se juntaram aos democratas e votaram a favor da medida. A resolução ainda precisa ser aprovada pelo Senado e não depende de sanção de Trump. As informações são do g1.

Na prática, o Congresso quer impedir que Trump volte a atacar o Irã sem autorização dos parlamentares. O resultado da votação reflete a crescente preocupação no Capitólio e de republicanos com o conflito.

Palmares - Casa Azul

Em missão parlamentar nos Estados Unidos, o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) criticou a atuação dos deputados Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro no exterior e afirmou que a delegação brasileira está em Washington para defender os interesses do país, fortalecer a cooperação internacional e ampliar o combate ao crime organizado. Segundo o parlamentar, o grupo também atua em defesa do PIX e das relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos. “A turma de Flávio Bolsonaro veio aos Estados Unidos na semana passada e saiu daqui com mais ataques ao Brasil, ao PIX e com um tarifaço que prejudica trabalhadores, empresários e a economia brasileira. Nós estamos aqui para fazer exatamente o contrário: defender o Brasil, defender nossa soberania e fortalecer a cooperação entre os dois países”, afirmou.

De acordo com Pedro Campos, um dos objetivos da missão é ampliar o diálogo com autoridades norte-americanas sobre o enfrentamento ao crime organizado transnacional e à lavagem de dinheiro. Nesse contexto, o deputado defendeu atenção a investigações envolvendo o empresário Ricardo Magro e a operações financeiras relacionadas ao Banco Master que estejam sob análise de órgãos de controle brasileiros e internacionais. “Quem ama o Brasil trabalha para fortalecer nossas instituições, proteger nossa economia e combater o crime organizado. O que não pode acontecer é transformar relações internacionais em instrumento de sabotagem aos interesses nacionais”, declarou.

A delegação é formada ainda pelos deputados Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e André Janones (Rede-MG). A agenda, que segue até sexta-feira (5), inclui reuniões com integrantes do Congresso dos Estados Unidos, representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), diplomatas e organizações da sociedade civil para discutir relações bilaterais, democracia, combate ao crime organizado e mecanismos de cooperação internacional.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O deputado federal Fernando Monteiro participou, nesta terça-feira (2), da 14ª edição do Fórum de Lisboa, em Portugal, onde representou o Congresso Nacional em um painel sobre resiliência climática. Durante o encontro, que reúne autoridades e especialistas de diversos países para discutir temas relacionados a direito, governança e políticas públicas, o parlamentar defendeu a adoção de medidas voltadas à proteção das cidades, ao fortalecimento da infraestrutura e à preparação das comunidades diante de eventos climáticos extremos. “A resiliência climática vai além da pauta ambiental. Ela envolve planejamento, segurança e compromisso com as futuras gerações”, afirmou.

Também em Lisboa, nesta quarta-feira (3), Fernando Monteiro participou do 1º Fórum Brasil-Portugal de Seguros, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras. No evento, o deputado debateu mecanismos de proteção frente aos riscos climáticos e apresentou propostas em tramitação no Congresso Nacional, entre elas o Projeto de Lei 4.279/2024, voltado à mitigação de riscos em obras financiadas por emendas parlamentares, além da proposta de criação do Seguro Social de Catástrofe.

O prefeito de Petrolina, Simão Durando, recebeu, na terça-feira (2), o ministro dos Transportes, George Santoro, para acompanhar o andamento das obras da Travessia Urbana do município, que contempla a duplicação da Avenida Honorato Viana e a ampliação da BR-407.

Além de acompanhar o andamento dos serviços, Simão aproveitou o encontro para pedir a construção de uma segunda ponte ligando Petrolina a Juazeiro. O gestor solicitou ao ministro apoio para a realização dos estudos de viabilidade e para a busca de recursos necessários à execução do projeto. As informações são do Blog da Folha.

O governo do Brasil divulgou nesta quarta-feira (3) uma nota em que afirma discordar de maneira “profunda” das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a “situações de injustiça” contra o Brasil. As informações são do g1.

O comunicado do Planalto é uma resposta à investigação do escritório norte-americano que concluiu, na terça-feira (2), que 59 países, entre eles o Brasil, e a União Europeia falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Por Áureo Cisneiros*

Nos últimos anos, uma prática tem avançado silenciosamente em todas as esferas do poder no Brasil: a substituição gradual do servidor concursado por contratos temporários e empresas terceirizadas. O que deveria ser uma exceção, prevista para situações específicas e transitórias, transformou-se em regra em muitos órgãos públicos.

Em Pernambuco, esse fenômeno não é novo. Ao contrário, trata-se de uma prática antiga que vem sendo aprofundada ao longo dos anos. Enquanto milhares de brasileiros estudam e se preparam para concursos públicos, observa-se uma crescente dependência de terceirizações e contratações temporárias para ocupar funções que, em muitos casos, possuem caráter permanente.