Tabira, a 400 km do Recife, será palco de uma grande e emocionante festa hoje: as bodas de ouro do casal Gracinha e Paulino, ele um dos políticos mais prestigiados do município. Detentor de vários mandatos de vereador, Paulino passou o bastão para o filho Kleber Paulino (PSB), o mais votado nas eleições passadas. O festão será na casa de eventos Garden Recepções, sob a animação da Orquestra Super Oara.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou do âmbito do inquérito das fake news o pedido do ministro Alexandre de Moraes para abrir um processo contra o também ministro da Corte, André Mendonça.
Na decisão, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República e o ministro André Mendonça se manifestem, no prazo de até cinco dias, sobre o pedido de Moraes, e transferiu os casos para a Presidência da Corte. As informações são do portal G1.
Com isso, os dois inquéritos que envolvem Moraes e Mendonça passam a ser conduzidos pelo presidente Fachin. São eles:
No início da semana, Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF), feito por sua determinação, que expôs mensagens e contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, e pediu que a Corte dê prosseguimento à investigação;
Nessa quinta-feira (3), Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça, após um documento da PF, sem caráter probatório, indicar que houve assimetria em ações do ministro contra políticos no âmbito do caso Master.
O pedido de Moraes havia sido feito no âmbito do inquérito das fake news, do qual o ministro é relator. No entanto, como os dois ministros pediram que o presidente da Corte tome providências sobre os fatos apresentados, os dois casos passaram a ser responsabilidade de Fachin.
Isso significa que é o ministro Fachin quem vai definir os procedimentos que devem ser adotados. Por exemplo, se os casos serão, de fato, levados ao plenário como pedido dos ministros; e qual vai ser o rito para essas análises.
No início da semana, Fachin já havia pedido que os ministros do tribunal André Mendonça e Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestassem em até 5 dias úteis sobre os acontecimentos recentes no Supremo, envolvendo o caso Master.
A decisão de Fachin foi tomada após Mendonça retirar, na terça-feira (1º), o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens e contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
Moraes, Andrei e Gonet foram citados por Daniel Vorcaro em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do dono do Banco Master. Mendonça sugeriu na mesma decisão que os elementos constantes dos relatórios da PF sobre o caso fossem avaliados pelo plenário da Corte.
Após a divulgação das informações, o relator também determinou que a PGR se manifestasse sobre o tema. O procurador Paulo Gonet – mencionado nos relatórios publicizados por Mendonça – afirmou que a investigação é nula e não poderia ter sido feita sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, ontem, escalar a crise com seu colega de toga ministro André Mendonça, ao usar o Inquérito das Fake News para acusá-lo de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Moraes, porém, fundamentou sua acusação de “fortes indícios” dos crimes em um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) repleto de ressalvas.
O documento da corporação classifica suas próprias análises com grau de confiança “baixo” ou “moderado”, mas, na decisão de Moraes, tais hipóteses foram tratadas como fatos consumados na conduta do magistrado. Um dos pontos centrais da decisão refere-se ao suposto direcionamento de investigações por parte de Mendonça para atingir o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Embora Moraes tenha enquadrado a conduta como indício de irregularidade, o próprio texto da PF rotula o episódio apenas como uma hipótese levantada por um analista, atribuindo-lhe um índice de confiabilidade considerado baixo.
Moraes x Mendonça
O ministro André Mendonça iniciou a crise, ao abrir o sigilo de investigações da PF sobre o elo entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, identificado por meio de mensagens encontradas no celular do empresário que sugerem eventual favorecimento e cobrança indevida de atuação jurisdicional no caso do Banco Master.
Em retaliação, o ministro Alexandre de Moraes acionou o presidente do STF, Edson Fachin, no âmbito do Inquérito das Fake News, apontando que Mendonça teria cometido abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade.
O conflito se intensificou no âmbito da condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero, comandadas por Mendonça, que miram esquemas financeiros e de influência envolvendo o Banco Master e o INSS.
Uso de relatório preliminar e anônimo: para retaliar e fundamentar as acusações contra Mendonça, Moraes utilizou um relatório de inteligência da Polícia Federal classificado como “sem valor probatório” e marcado por dados de baixa confiabilidade.
O choque direto entre os dois magistrados formaliza um racha inédito no Supremo, expondo disputas de competência e graves trocas de acusações no topo do Judiciário.
A fragilidade do material decorre do fato de que o texto citado não constitui um relatório final de investigação, mas uma análise temporária de cenário sobre as apurações dos casos Banco Master e INSS.
O documento carece de cabeçalho oficial e assinatura de delegados, trazendo o carimbo de “difusão restrita”, além de registrar expressamente que se trata de uma peça de trabalho “sem valor probatório”.
Ao longo dos tópicos apresentados, o levantamento compila relatos anônimos sobre uma suposta interferência de Mendonça em delações premiadas e declarações de desconfiança em relação ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Sem provas documentais
Há ainda menções a reuniões sobre o eventual afastamento do chefe da corporação. Contudo, a própria inteligência da PF pondera que tais informações apresentam de baixa a moderada credibilidade, simplesmente por não haver provas documentais.
Em relação às ordens emitidas por Mendonça sobre a perícia no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a PF considerou aceitável a requisição para identificar interlocutores, visando definir a competência do caso.
Por outro lado, o documento apontou como indevida a exigência de acesso à íntegra de todas as mensagens, lembrando que o ministro já havia questionado a equipe sobre menções a Moraes no aparelho.
O relatório também entra em contradição direta com a conclusão exposta na decisão de Moraes de que haveria uma tentativa deliberada de direcionar apurações contra cinco ministros do STF.
Toffoli e Nunes Marques
O levantamento cita os magistrados sob dinâmicas distintas, destacando que as suspeitas envolvendo o ministro Dias Toffoli e Vorcaro eram graves e não foram apuradas, além de ressaltar a preocupação de Mendonça com acusações infundadas direcionadas a Kassio Nunes Marques.
Por fim, todos os tópicos que envolvem as citações aos demais ministros da Corte receberam a classificação de baixa confiabilidade dentro do documento da PF.
O contraste entre os alertas do relatório de inteligência e o rigor da fundamentação adotada por Alexandre de Moraes em sua decisão amplia a tensão institucional no STF, colocando no centro do debate a validade jurídica de apurações baseadas em dados preliminares.
A Chapa 1 foi vitoriosa na eleição do SINPOL-PE, derrotando uma chapa que contou com forte estrutura e apoio do Governo.
O resultado das urnas deixa uma mensagem clara: os policiais civis de Pernambuco querem um sindicato independente, autônomo, combativo e verdadeiramente comprometido com a categoria.
Nossa vitória não é apenas eleitoral. É uma vitória da independência sindical, da luta e da resistência dos policiais civis que não abriram mão de defender seus direitos e sua valorização.
Agradecemos a cada policial civil que participou do processo, que acreditou na nossa proposta e que saiu de casa para votar.
Agora, passada a eleição, temos um desafio ainda maior: unir a categoria, fortalecer o SINPOL e mobilizar os policiais civis para as grandes lutas que temos pela frente, especialmente pela valorização salarial, pela implantação dos 33%, pela melhoria das condições de trabalho e pelo respeito à nossa profissão.
O SINPOL é dos policiais civis. E continuará sendo um sindicato independente e de luta!
Chapa 1 – vitória da categoria!
*Reconduzido pela 4ª vez à Presidência do SINPOL-PE.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um procedimento para esclarecer se há nulidade nas ações do ministro André Mendonça ao pedir que a Polícia Federal intensificasse apurações sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes.
Fachin dá cinco dias para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o PGR, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso.
O que Fachin pede explicações:
· Se a PF investigou pessoas com foro de prerrogativa de maneira irregular;
· eventuais indícios de que credenciais de acesso institucional tenham sido usadas para avaliar documento estritamente particular e de que informações sujeitas ao sigilo judicial foram reveladas a pessoa investigada;
· as circunstâncias em que se deu o despacho do ministro André Mendonça, que determinou a apresentação da identificação de pessoas com prerrogativa de foro
· medidas, no exercício do controle externo da atividade policial, que foram tomadas para zelar pela observância estrita à Loman.
A decisão de Fachin é uma resposta ao parecer da PGR que pediu nulidade da decisão de André Mendonça sobre as conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro; e ao pedido de André Mendonça para levar o caso ao plenário do STF.
Fachin afirma que cabe ao presidente do STF “zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”.
Crise no STF: relatórios da PF apontam “viés político” e estratégia de Mendonça para ampliar poder na Corte
Relatórios de inteligência da Polícia Federal divulgados ontem apontam possível “viés político” na atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, à frente das operações Compliance Zero e Sem Desconto e associam determinados movimentos do magistrado a uma estratégia para ampliar seu poder dentro da Corte. O material, revelado em matérias do jornal O Globo, embasou uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, também do STF, que apontou “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Moraes retirou o sigilo dos documentos, determinou que a Procuradoria-Geral da República fosse cientificada e encaminhou o material ao presidente do tribunal, Edson Fachin.
Em uma das análises, a PF relaciona diretamente a conduta atribuída a Mendonça a uma possível alteração no equilíbrio interno do Supremo. “A mais provável [explicação], no momento, é a de que esses movimentos integrem estratégia mais ampla do relator, com a intenção de ampliar seu poder no Supremo Tribunal Federal, a fim de aumentar as chances de fazer prosperar as visões de mundo do grupo político do qual faz parte”, diz o texto. A corporação também menciona uma possível tentativa de enfraquecer o grupo de ministros que, segundo os investigadores, “atuou firmemente em defesa da democracia”.
A divulgação dos relatórios ocorre três dias depois de Mendonça encaminhar à PGR informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro que alcançaram Moraes. Os diálogos mostram o banqueiro pedindo orientações ao ministro na véspera de ser preso, em novembro de 2025, e mencionando também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A Procuradoria questionou a forma como o material foi produzido, pediu sua nulidade e sustentou que uma investigação envolvendo integrante do Supremo dependeria de autorização prévia do plenário. Na sequência, Moraes determinou que Andrei encaminhasse ao STF relatórios de inteligência que contivessem citações a integrantes da Corte.
Com base nesses documentos, Moraes reuniu três frentes de questionamento à atuação do colega: a suposta usurpação da direção das investigações, com prejuízo à cadeia de custódia das provas; a participação indevida em tratativas de colaboração premiada; e o direcionamento de apurações contra o próprio Moraes. O material também aponta “indicadores de assimetria por espectro político” no tratamento dispensado a determinados alvos.
A atuação nas delações é um dos pontos centrais. “O Ministro Relator apresenta comportamento participativo nas tratativas de colaboração premiada, tanto na Operação Sem Desconto quanto na Operação Compliance Zero”, afirma a PF em trecho reproduzido por Moraes. Segundo os investigadores, Mendonça fazia questionamentos frequentes sobre o andamento das negociações e os elementos apresentados por potenciais colaboradores, além de relatar conversas com advogados envolvidos. A legislação veda a participação do juiz nas negociações entre as partes.
Um dos episódios citados envolve Maurício Camisotti, investigado no esquema do INSS. De acordo com a PF, Mendonça teria sugerido benefícios “não previstos em lei” em uma eventual colaboração, apesar da posição contrária da PGR. A corporação justificou a recusa também pelo risco de que uma futura invalidação do acordo e das provas dele decorrentes recaísse sobre a própria instituição. “A recusa a essa via não é, portanto, apenas dever de legalidade: é medida de autoproteção institucional”, diz o documento.
Outro eixo atinge diretamente Moraes. A Polícia Federal relata que Mendonça teria solicitado “mais de uma vez” alguma provocação que permitisse a abertura de uma investigação formal contra o colega. Moraes sustentou que nem a PF nem a PGR encontraram fatos que configurassem infração penal de sua parte. “Como nem a Polícia Federal, nem a Procuradoria-Geral da República encontraram qualquer fato que pudesse constituir infração penal por parte do Ministro Alexandre de Moraes, o Ministro relator, André Mendonça, reiterou suas condutas de incriminá-lo, direcionando as investigações”, escreveu. Outra análise avalia, com grau de confiança moderado, que Mendonça já sabia que uma busca por ele determinada poderia alcançar Moraes, embora talvez desconhecesse a extensão do material que seria encontrado. A própria PF ressalva que se trata de material de inteligência, sem valor probatório e que, por si só, não imputa ilícitos a magistrados.
Em outra frente da crise, Fachin abriu ontem um procedimento para esclarecer os questionamentos apresentados pela PGR sobre a condução da investigação do caso Master. O presidente do STF deu cinco dias úteis para a apresentação de informações antes de avaliar o pedido de Mendonça para que o plenário da Corte examine o relatório com as mensagens de Vorcaro. Ao mesmo tempo, Fachin recebeu de Moraes os documentos da PF que levantam suspeitas sobre a atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto.
Alcolumbre seria “alvo estratégico” – Em outra frente do material levado por Moraes a Fachin, a Polícia Federal afirma que Davi Alcolumbre (União-AP) poderia ser um “provável alvo estratégico” de Mendonça. A análise cita a força política do presidente do Senado, o favoritismo para permanecer no comando da Casa e, especialmente, o poder de decidir sobre pedidos de impeachment contra ministros do STF. A PF relaciona essa hipótese ao histórico entre os dois: Alcolumbre foi um dos principais obstáculos à indicação de Mendonça para o Supremo durante o governo Jair Bolsonaro (PL). O relatório também chama atenção para uma reunião em que Mendonça teria defendido separar as investigações envolvendo ACM Neto e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, apesar de a equipe policial identificar conexão entre as condutas. Para os investigadores, o episódio revelaria uma “assimetria de tratamento” em relação a outras decisões tomadas pelo relator.
Lula cobra investigação “sem blindagem” – O presidente Lula (PT) se pronunciou, ontem, pela primeira vez sobre a crise no STF provocada pela divulgação das mensagens de Daniel Vorcaro e evitou citar diretamente Alexandre de Moraes. Em vídeo gravado no Palácio do Planalto, classificou o caso Master como “o maior roubo da história do Brasil”, mencionou suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos e defendeu uma apuração ampla. “É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém. Doa a quem doer”, afirmou. Lula também cobrou uma resposta institucional do presidente do Supremo, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. “Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, declarou. O presidente criticou ainda “vazamentos seletivos” e defendeu “reformas profundas” nos sistemas político e Judiciário.
PF vê possível maior rigor com Lulinha – Outro relatório de inteligência da Polícia Federal aponta possível tratamento mais rigoroso de André Mendonça em relação a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao comparar a condução de apurações envolvendo o filho de Lula e ACM Neto (União), candidato ao Governo da Bahia. Segundo a PF, Mendonça avaliou, em reunião realizada em agosto, que ACM aparentava exercer atividade de representação de interesses dentro dos limites permitidos, enquanto Lulinha é alvo de dois inquéritos sob sua relatoria por suspeitas de tráfico de influência no Governo Federal. “A situação fática apurada quanto a ele guarda similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva, o que sugere a adoção de standards probatórios distintos conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos”, registra o documento. A própria PF, porém, classifica como de baixa confiança a hipótese de motivação política e ressalva que a semelhança entre os dois casos ainda é “afirmada e não demonstrada”.
João diz que “nunca foi comentarista de pesquisa” – João Campos (PSB) evitou, ontem, valorizar o empate técnico com Raquel Lyra (PSD) apontado pela nova pesquisa Real Time Big Data na disputa pelo Governo de Pernambuco. O levantamento mostra os dois com 43% das intenções de voto no primeiro turno e João com 44% contra 43% da governadora no segundo. Durante agenda em São Lourenço da Mata, o socialista disse estar “muito animado”, mas afirmou que não pauta a campanha por pesquisas. “Eu vi meu pai sair com 3% da intenção de votos e ser governador de Pernambuco. Eu nunca fui comentarista de pesquisa nem serei”, declarou. João disse ainda que prefere medir a campanha pelo contato com os eleitores e pelo “calor das ruas”.
Será? – Raquel Lyra (PSD) afirmou, ontem, que os segundos de silêncio que abriram seu primeiro programa no horário eleitoral, exibido em 28 de agosto, não foram planejados. Durante sabatina da Folha/UOL, a governadora e candidata à reeleição contou que a gravação ocorreu após quatro horas de entrevista e que sequer sabia que as câmeras continuavam registrando o momento. “Pediram para respirar e mandar uma mensagem para Pernambuco, e aquilo ali, eu nem sabia que estava sendo gravado. Eu respirei e eu não imaginei nunca que aquilo seria a abertura do guia”, disse. Na peça, Raquel adotou um tom pessoal ao falar da morte do marido, Fernando Lucena, e apresentou realizações de sua gestão nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, emprego e economia.
CURTAS
FIM DA TAXA DAS BLUSINHAS – O Congresso Nacional aprovou, ontem, a medida provisória que acaba com a “taxa das blusinhas”. O texto, aprovado de forma simbólica pela Câmara e pelo Senado, zera o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 e segue agora para sanção presidencial.
VITÓRIA PARA LULA – A aprovação da medida representa uma vitória política para o presidente Lula (PT) a cerca de um mês das eleições. A oposição tentou alterar o texto na Câmara para reduzir o ganho do Governo Federal com a medida, mas todos os destaques foram rejeitados. No Senado, a votação ocorreu de forma rápida e sem discussão.
INDÚSTRIA ALERTA PARA EMPREGOS – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o fim da “taxa das blusinhas” pode colocar em risco 109 mil empregos no país e provocar perda de R$ 21,8 bilhões para a indústria brasileira. O acordo aprovado prevê avaliação periódica dos impactos da isenção sobre as empresas nacionais, inicialmente após três meses e, depois, a cada seis meses. A medida não altera o ICMS cobrado pelos estados sobre as encomendas internacionais.
Perguntar não ofende: Lula conseguirá evitar que a crise no STF respingue em sua campanha?
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais indeferiu, nesta quinta-feira (3), o registro da candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) ao cargo de deputado federal. A decisão da Corte foi por unanimidade. Cabe recurso.
O relator do caso, desembargador Sálvio Chaves, analisou as impugnações ao registro de candidatura apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pela candidata a deputada estadual Roberta Lopes Alves (PL). As informações são do g1.
O TRE-MG declarou incidentalmente inconstitucionais as alterações promovidas na Lei da Ficha Limpa em 2025, que mudaram a contagem do tempo em que uma pessoa fica proibida de se candidatar às eleições. A Corte entendeu que as mudanças reduziram a proteção à moralidade e à probidade administrativa exigida pela Constituição.
Eduardo Cunha teve o mandato de deputado federal cassado pela Câmara dos Deputados, em 2016, por conduta incompatível com o decoro parlamentar.
Aplicando a redação anterior da Lei da Ficha Limpa, o desembargador concluiu que o prazo de inelegibilidade permanece em vigor até 1º de fevereiro de 2027, alcançando as eleições de 2026.
Enquanto o processo estiver em tramitação, o candidato pode continuar fazendo campanha, inclusive com o uso do horário eleitoral gratuito.
Entenda As mudanças na Lei da Ficha Limpa foram sancionadas em setembro de 2025. Com as alterações, foi antecipado o início da contagem do prazo de oito anos de inelegibilidade para políticos cassados ou condenados por uma série de crimes.
Parte das mudanças está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes, que já devolveu o processo. A análise será retomada no plenário virtual entre 11 e 18 de setembro.
Cármen Lúcia, relatora, e Luiz Fux votaram pela derrubada de trechos da reforma e pelo restabelecimento das regras anteriores. O placar está em 2 a 0.
Pesquisa exclusiva Focus Poder/AtlasIntel mostra Ciro Gomes com 48,4% e Elmano de Freitas com 45,8% no 1º turno. A diferença de 2,6 pontos está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, configurando empate técnico e tornando esta uma das fotografias mais competitivas da disputa. As informações são do Focus Poder.
O resultado puro do 1º turno Ciro Gomes (PSDB): 48,4% Elmano de Freitas (PT): 45,8% Delegado Hugo: 1,0% Brancos/nulos: 1,2% Não sabe: 3,0% Demais candidatos: abaixo de 0,5%
Portanto, Ciro e Elmano concentram 94,2% das intenções de voto. O dado revela uma eleição fortemente polarizada entre os dois principais candidatos.
Votos válidos Quando são excluídos brancos, nulos e eleitores que não sabem ou não responderam, o cenário fica em:
Ciro Gomes: 50,5% Elmano de Freitas: 47,8% Delegado Hugo: 1,0% Demais: menos de 1%
A vantagem de Ciro nos votos válidos é de 2,7 pontos percentuais.
O indicador é importante porque é sobre os votos válidos que se calcula o resultado oficial da eleição. Ciro aparece, portanto, acima dos 50% dos votos válidos, mas com uma vantagem de apenas 2,7 pontos sobre Elmano.
Como a margem de erro é de 2 pontos, a conversão para votos válidos não elimina o caráter competitivo do cenário. Principalmente considerando que falta um mês para o dia das eleições. A pesquisa mantém Ciro na dianteira, mas aponta uma distância muito curta entre os dois.
Empate técnico Embora Ciro apareça numericamente na frente, a vantagem de 2,6 pontos percentuais precisa ser lida à luz da metodologia da pesquisa. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos, com 95% de confiança.
Na prática, portanto, a pesquisa não permite afirmar que Ciro esteja efetivamente à frente de Elmano. Os dois estão em situação de empate técnico.
É uma diferença importante em relação a uma leitura simplesmente nominal do resultado. A fotografia mostra Ciro liderando numericamente, mas sem uma vantagem estatisticamente segura.
A curva mudou A comparação com as rodadas anteriores reforça a importância do resultado.
Em março, Ciro tinha 46,2%, contra 42,6% de Elmano. Em junho, eram 46% e 44,8%, respectivamente. Em agosto, Ciro chegou a 49,3%, contra 44,6% do governador, abrindo vantagem de 4,7 pontos.
Agora, Ciro recua para 48,4%, enquanto Elmano avança para 45,8%. Tudo isso ocorre dentro da margem de erro.
A nova rodada da Atlasintel mostra que a vantagem de Ciro cai de 4,7 para 2,6 pontos.
O movimento não muda a liderança numérica, mas há um indicativo de que a natureza da disputa está oscilando: Ciro deixa de apresentar uma vantagem mais confortável e passa a dividir com Elmano uma faixa eleitoral de empate técnico.
Metodologia A pesquisa Focus Poder/AtlasIntel ouviu 1.834 eleitores do Ceará entre 28 de agosto e 2 de setembro de 2026.
Foi utilizada a metodologia Atlas RDR (Random Digital Recruitment), com recrutamento digital aleatório durante a navegação na internet. A amostra é posteriormente pós-estratificada para representar o perfil do eleitorado.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos (a menor entre todas as pesquisas), com 95% de confiança.
O levantamento está registrado no TRE-CE sob o nº CE-02357/2026 e no TSE sob o nº BR-07411/2026.
A leitura O dado politicamente mais forte desta rodada é simples: Ciro lidera, mas a pesquisa aponta empate técnico.
Depois de ampliar a vantagem em agosto, o candidato do PSDB chega à nova rodada com uma diferença menor, enquanto Elmano recupera terreno.
É também a primeira pesquisa após os debates, o início do horário eleitoral gratuito e a intensificação da campanha nas ruas.
A fotografia captada pela AtlasIntel mostra, portanto, uma disputa aberta, concentrada em dois nomes e sem liderança estatisticamente consolidada.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pedido de investigação contra o ministro André Mendonça.
Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS. As informações são do g1.
A decisão de Moraes foi tomada no âmbito do inquérito das fake news.
O ministro André Medonça ainda não se manifestou.
Na terça-feira (1), o ministro André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF), feito por sua determinação, que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Moraes afirmou que Mendonça teria usurpado as autoridades policiais da direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual delação e direcionado, por “motivos pessoais e políticos”, a investigação de determinados alvos, e cita seu próprio nome, e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Moraes citou a Constituição Federal e o regimento do STF, que afirmam ser de competência de órgão colegiado analisar a possível prática de crime comum por parte de magistrados.
Segundo Moraes, o relatório da PF indica medidas tomadas por Mendonça “com flagrante perda de imparcialidade”.
Moraes apontou:
a usurpação da direção das investigações das autoridades policiais, inclusive com determinação de medidas administrativas que afastaram a observância da cadeia de custódia prejudicando a produção probatória;
a condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada;
o direcionamento de determinados alvos para investigação, por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela PF.
“Conforme destacado pela Polícia Federal, “o formato exigido é, em si, indicativo: destina-se a consulta e análise de teor”, permitindo ao Ministro relator selecionar, suprimir ou manipular documentação em flagrante quebra da c“Conforme destacado pela Polícia Federal, “o formato exigido é, em si, indicativo: destina-se a consulta e análise de teor”, permitindo ao Ministro relar selecionar, suprimir ou manipular documentação em flagrante quebra da cadeia de custódia”, diz a decisão.adeia de custódia”, diz a decisão.
Na decisão, o ministro disse ainda que o mesmo relatório aponta que a atuação de Mendonça teve como resultado a “atuação de julgador como investigador”.
“Conforme destacado pela Polícia Federal, “o formato exigido é, em si, indicativo: destina-se a consulta e análise de teor”, permitindo ao Ministro relator selecionar, suprimir ou manipular documentação em flagrante quebra da cadeia de custódia”, diz a decisão.
Segundo o documento, Mendonça fez perguntas sobre o estágio das negociações de delegações e em diversas ocasiões questionou sobre o conteúdo das colaborações.
Moraes afirmou também que Mendonça realizou contatos com defensores de pretensos colaboradores e teria proposto benefícios não previstos em lei.
“Ponto de maior relevo operacional: o custo dessa prática recairia sobre a Polícia Federal. Na proposição sugerida, a instituição figuraria como propositora do benefício extralegal, e a eventual invalidação futura do acordo – e da prova dele derivada – seria atribuída à sua atuação, e não à do juízo homologador. A recusa a essa via não é, portanto, apenas dever de legalidade: é medida de autoproteção institucional.”
Relatórios de inteligência da PF De acordo com Moraes, elementos apresentados pela PF em relatórios de inteligência apontam que Mendonça aplicou tratamento diferenciado entre autoridades de igual situação.
Moraes citou trecho de um desses documentos em que a PF diz haver indicações de que Mendonça adota posturas “muito diferentes diante de ilicitudes” em relação aos ministros Dias Toffoli e Nunes Marques.
“Não bastasse o direcionamento da investigação para determinado alvo que não estava sob sua competência jurisdicional (…) o relator, Ministro André Mendonça determinou – DE OFÍCIO – diligência investigatória policial para a produção ilegal de provas contra o Ministro Alexandre de Moraes, com a agravante excepcional de ter determinado à Polícia Federal a realização da diligência sem ter assinado a decisão judicial e sem ter feito da comunicação pelas vias procedimentais legais, bem como ter subtraído o conhecimento da mesma da Procuradoria-Geral da República”, diz trecho do documento citado por Moraes.
Outro documentou citado por Moraes aponta “assimetria por espectro político” e diz que Mendonça parece ter uma estratégia de recomposição de forças no tribunal, tendo como provável alvo, Alcolumbre.
“Avalia-se que Davi Alcolumbre constitui provável alvo estratégico, considerada sua força política, o favoritismo para manter-se na presidência do Senado Federal e o consequente controle da pauta daquela Casa, notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal”, diz o relatório mencionado por Moraes. Moraes disse também que o relatório apontou que Mendonça quis afastar de suas funções o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o primeiro por suposta proximidade com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o segundo por proximidade com o ministro Gilmar Mendes.
Manifestação PGR A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou na terça pela nulidade da investigação ordenada por André Mendonça que apontou relação entre Moraes e Daniel Vorcaro.
As mensagens reveladas pelo relatório da PF também indicam proximidade entre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Vorcaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou nesta quinta-feira (3/9) um vídeo sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou nesta quinta-feira (3/9) um vídeo sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O presidente não cita nominalmente nenhum ministro da Suprema Corte no vídeo, mas discorre explicitamente sobre a crise no Poder Judiciário e o escândalo envolvendo o Banco Master.
O tom do discurso de Lula é mais presidencial do que de candidato. A ideia da manifestação é ser mais neutra e ter caráter institucional.
Confira a íntegra da fala:
“O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro líder do esquema tem relações com gente muito poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e o seu banco, fechado. A suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos.
Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações.
Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência, vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira. É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual.
A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que o nosso sistema político e judiciário precisam de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”.
Um veículo da Secretaria de Saúde de Belém do São Francisco foi flagrado recolhendo bandeiras de candidatos apoiados pelo prefeito Calby Carvalho (Republicanos). Confira!
A presidente licenciada do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Ivete Caetano, denunciou a demissão de professores contratados temporariamente pelo Governo de Pernambuco sem aviso prévio. Segundo ela, profissionais afetados pela medida têm procurado o sindicato. “Os professores estão me ligando desesperados, sem saber como vão pagar água, luz, aluguel e fazer a feira. Não se trata um professor dessa forma. É preciso respeitar a dignidade de quem trabalha”, afirmou.
Ivete também afirmou que as demissões já provocam falta de professores e de aulas em escolas da rede estadual, com impactos sobre os estudantes, inclusive na preparação para o Enem. Ela questionou a decisão do Governo do Estado de dispensar temporários enquanto, segundo o sindicato, professores aprovados em concurso e integrantes do cadastro de reserva ainda aguardam convocação.
Diante da situação, o Sintepe solicitou uma reunião com a Secretaria de Educação de Pernambuco e informou que pretende realizar mobilizações contra as demissões. “Não vamos aceitar esse desrespeito. O Sintepe está ao lado desses trabalhadores e dessas famílias. Vamos à luta, nas ruas e nas redes sociais, para denunciar o que está acontecendo e cobrar do Governo de Pernambuco responsabilidade, planejamento e respeito aos profissionais em educação e aos estudantes”, declarou Ivete.
O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) recebeu, nesta quinta-feira (3), o apoio do ex-prefeito de Ouricuri Ricardo Ramos, que comandou o município por três mandatos. A declaração ocorreu após encontro na sede do Partido Progressista (PP), no bairro do Pina, Zona Sul do Recife.
“Eduardo tem uma trajetória de trabalho por Pernambuco e, especialmente, um olhar muito atento para as necessidades do interior. É por acreditar nesse trabalho e nesse compromisso que decidi apoiar sua candidatura ao Senado”, afirmou Ricardo Ramos. Eduardo da Fonte agradeceu o apoio e disse que a adesão amplia sua articulação política no Sertão do Araripe.