Ao tomar conhecimento do tom negativo dos discursos da convenção do PSB, em que muitos agrediram verbalmente o presidente Jair Bolsonaro (PL), o candidato ao Governo de Pernambuco pelo PL, Anderson Ferreira, destacou que a festa já antecipou o que será a campanha do PSB, cheia de baixarias, como foi no Recife em 2020. E completou: “O discurso de Danilo Cabral e do PSB puxa Pernambuco ainda mais para baixo, Pernambuco não precisa disso! O engraçado é que chamaram o presidente Bolsonaro de tudo, menos de ladrão”, ironizou.
O economista Jeffrey Sachs afirmou que o assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei pelos governos de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, e de Benjamin Netanyahu pode desencadear uma guerra de grandes proporções, com potencial de se transformar em um conflito global. A declaração foi feita em entrevista concedida à jornalista Liu Xin, da CGTN, logo após a morte de Khamenei.
Segundo Sachs, trata-se de um episódio de extrema gravidade, que ultrapassa os limites de uma ação militar pontual. “Este é um desastre, evidentemente. O assassinato de um líder de outro país não é algo trivial. Esta é uma guerra que provavelmente se tornará uma guerra generalizada no Oriente Médio, e pode se espalhar para uma guerra global”, afirmou.
Iran’s state media confirmed that Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei was killed in U.S.-Israeli attacks. Are we facing total jungle rule in international relations? What is the strategic logic or principle, if any, that the U.S. and Israel are relying on to justify such an… pic.twitter.com/HZKoD38Bao
O economista avaliou que a decisão de eliminar o principal líder político e religioso do Irã representa uma escalada brutal e perigosa. “Os Estados Unidos e Israel acenderam o estopim de um desastre completo, e fizeram isso de uma maneira absolutamente brutal”, declarou, acrescentando que a ação demonstra uma concepção primitiva de política externa baseada em assassinatos para tentar remodelar governos estrangeiros.
Escalada no Oriente Médio
Sachs alertou que a tendência, diante do cenário criado, é o fortalecimento do aparato militar iraniano, especialmente da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). “O que deve acontecer, muito provavelmente, é que a Guarda Revolucionária Islâmica estará efetivamente no controle durante esta guerra, e eu esperaria que a guerra continuasse”, disse.
Para ele, a expectativa de que a eliminação de lideranças possa produzir um regime mais “dócil” é ilusória. “A CIA e o Mossad pensam que, ao matar o líder e alguns outros dirigentes, conseguirão criar um regime submisso. Essa é a ideia deles de política externa”, afirmou, demonstrando ceticismo quanto à eficácia dessa estratégia. “Sou muito cético quanto a isso. Quase sempre falha.”
“Estados Unidos estão inebriados pela própria arrogância”
Na entrevista à CGTN, Sachs foi ainda mais incisivo ao analisar o momento geopolítico. “Os Estados Unidos estão inebriados pela própria arrogância neste momento”, declarou. Segundo ele, Washington age como se tivesse o controle absoluto da ordem internacional, o que amplia os riscos de confrontos sucessivos e imprevisíveis.
O economista também criticou o que considera uma postura intervencionista recorrente. “Eles acham que comandam o mundo. Isso é muito perigoso, muito ilusório e está levando a mais e mais violência ao redor do mundo”, afirmou.
Risco de conflito ampliado
Ao avaliar o impacto regional, Sachs destacou que o Oriente Médio já vive um ambiente de alta tensão e que o assassinato de Khamenei pode desencadear uma cadeia de retaliações. A combinação entre rivalidades históricas, alianças militares e interesses estratégicos de grandes potências eleva o risco de que o conflito ultrapasse as fronteiras da região.
Para Sachs, a substituição da diplomacia por ações de força tende a produzir efeitos contrários aos desejados, consolidando posições mais duras e aprofundando divisões. Em vez de estabilidade, a eliminação de lideranças pode gerar radicalização e prolongamento da guerra.
A entrevista concedida a Liu Xin insere-se em um momento de forte apreensão internacional, em que governos e organismos multilaterais acompanham com preocupação os desdobramentos da crise. A possibilidade de envolvimento direto ou indireto de outras potências transforma o episódio em um ponto de inflexão na geopolítica contemporânea.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (1) que a morte do líder supremo Ali Khamenei é uma “declaração de guerra contra os muçulmanos” e falou em “vingança legítima” contra os Estados Unidos e Israel.
“O assassinato do grande comandante da comunidade islâmica é uma guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo. (…) A República Islâmica do Irã considera a vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo”, afirmou Pezeshkian em pronunciamento oficial lamentando a morte de Khamenei. As informações são do portal g1.
Pouco antes do pronunciamento de Pezeshkian, a agência estatal iraniana Isna afirmou que o presidente iraniano estava saudável e em segurança.
Khamenei foi morto em um bombardeio coordenado entre EUA e Israel contra o complexo presidencial onde ele estava na madrugada de ontem. A morte foi confirmada pelo Irã apenas horas depois, já no final da noite.
Morte de Khamenei
O governo do Irã e a sua mídia estatal confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei ontem. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder supremo do Irã foi morto durante um bombardeio.
Khamenei comandou o país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. “O líder supremo da Revolução foi martirizado”, diz a publicação.
O gabinete do governo do Irã, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.
“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz nota.
O texto classifica o episódio como um “crime” e diz que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”. “O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam”.
Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã de ontem.
“Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo”, completa a nota.
A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentaram a morte. “O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo”.
O apresentador da TV estatal iraniana anunciou a morte de Khamenei emocionado.
O avanço acelerado das tecnologias digitais transformou profundamente a forma como nos comunicamos, trabalhamos e nos relacionamos. Smartphones, redes sociais, jogos online e plataformas de streaming trouxeram benefícios inegáveis, como acesso rápido à informação e maior conectividade. No entanto, o uso excessivo e desregulado dessas tecnologias tem sido cada vez mais associado ao desenvolvimento ou agravamento de transtornos mentais.
Um dos quadros mais discutidos atualmente é a dependência digital, também chamada de uso problemático da internet. Embora ainda não seja formalmente classificada como um transtorno independente em manuais diagnósticos como o DSM-5, esse padrão comportamental envolve perda de controle sobre o tempo de uso, prejuízos acadêmicos, profissionais e sociais, além de sintomas semelhantes aos observados em dependências químicas, como abstinência, irritabilidade e compulsão.
A ansiedade é outro transtorno frequentemente associado ao uso intenso de tecnologias. A hiperconectividade, a pressão por respostas imediatas e o medo constante de estar perdendo algo importante — fenômeno conhecido como fear of missing out (FOMO) — contribuem para níveis elevados de tensão psicológica. A chamada nomofobia, caracterizada pelo medo intenso de ficar sem o telefone celular, é um exemplo cada vez mais comum desse impacto.
A depressão também apresenta forte correlação com o uso excessivo de redes sociais. Plataformas como Instagram e TikTok estimulam comparações constantes, exposição a padrões irreais de sucesso e estética, além de reforço por curtidas e visualizações. Esses fatores podem intensificar sentimentos de inadequação, baixa autoestima e isolamento social, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.
Distúrbios do sono são outro efeito relevante. A exposição prolongada às telas, sobretudo à noite, interfere na produção de melatonina, prejudicando o ritmo circadiano. A insônia, por sua vez, aumenta o risco de irritabilidade, déficit de atenção, ansiedade e sintomas depressivos, criando um ciclo de adoecimento mental.
Além disso, observa-se impacto significativo em quadros como TDAH, principalmente em crianças e adolescentes. O consumo contínuo de conteúdos rápidos e altamente estimulantes pode dificultar o desenvolvimento da atenção sustentada, do autocontrole e da tolerância ao tédio, exacerbando sintomas de desatenção e impulsividade.
Diante desse cenário, torna-se fundamental promover o uso consciente e equilibrado da tecnologia, com limites claros, pausas regulares e incentivo a atividades offline, como exercícios físicos, convivência social presencial e práticas de autocuidado. A educação digital, aliada à atenção de profissionais de saúde mental, é essencial para prevenir o adoecimento psicológico e garantir que a tecnologia seja uma aliada — e não um fator de risco — para a saúde mental.
*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica
A casa onde crescemos não é apenas tijolo e cimento. É nossa história contada em cômodos. Toda casa dos pais guarda em si a lembrança daqueles que nela moraram. Em especial, dos seus primeiros moradores. Quem pode tirar da memória a casa em que nasceu ou viveu grande parte da infância e adolescência?
Estou lendo “O velho Graça”, biografia de Graciliano Ramos. Nela, o grande escritor alagoano, de quem sou fã, já tendo devorado quase todos os seus livros, como “Vidas secas”, “Caetés”, “Memórias do cárcere” e “São Bernardo”, viveu sua infância entre Quebrangulo e Viçosa. E assim descreveu o que ficou na sua memória de uma casa que tinha um ambiente comercial: “O cheiro de fazendas, de querosene e de açúcar”.
A casa em que ele veio ao mundo também funcionava como armazém. A grande Rachel de Queiroz teve também suas recordações da Fazenda Junco, onde viveu sua infância. Ela descreve como o lugar de “poesia viva” e de sua formação pessoal, cenário central de muitas de suas crônicas.
Os grandes escritores frequentemente descrevem a casa dos pais não apenas como um local físico, mas como um repositório de memória, um refúgio emocional, e, muitas vezes, um lugar de onde é necessário sair para amadurecer.
As perspectivas variam entre o aconchego nostálgico e a angústia da limitação. Para mim, a casa de infância é vista como um lugar que molda o coração e que, uma vez vivido, nunca é totalmente destruído na memória. Vejo e sinto como um ambiente de amor, esperança e sonhos, santuário para onde desejo voltar.
Há pouco, soube que a casa em que vivi parte da infância e adolescência em Afogados da Ingazeira foi vendida pelas minhas irmãs, herdeiras do meu pai Gastão Cerquinha na partilha dos bens. Foi uma flechada no coração. Doeu muito, porque nela estão lembranças que não ficam só na memória. Ficam no coração.
Saí cedo de Afogados da Ingazeira para ganhar a vida no mundo. Mas regressava para ver meus pais com muita frequência. Sempre na mesma casinha, com um terraço em L no qual improvisei minha primeira redação como correspondente do Diário de Pernambuco, jornal que me acolheu como foca (jornalista em início de carreira).
Tinha também um quintal cheio de goiabeiras, mangueiras e seriguelas. Já no tempo da vida avançada, aos 80 anos, papai subia nos pés de seriguela e voltava com as mãos cheias da saborosa frutinha para nos encher de felicidade. Teve um tempo mais rural, no qual o vasto quintal, que a gente chamava de muro, serviu de habitat para uma vaquinha leiteira, bodes, galinhas e o peru de Natal.
Era ambiente também de prosas sem hora para acabar da família na calçada da rua. Apelidamos de Senadinho, o que se traduzia, na verdade, em tertúlias de falação da vida alheia. Seu presidente de honra era papai, mas quem sabia das fofocas mesmo era mamãe, que voltava das suas sessões de orelha quente do clube da terceira idade super bem informada.
Rever a casa dos meus pais era reviver quem fui. Era matar a saudade de quem me abrigou, dos abraços e do cheiro de infância. O coração sempre batia mais forte quando pisava no chão da casa que não mais nos pertence.
Era um casarão, localizado na Avenida Arthur Padilha, no coração da cidade. Nela, eu tinha meu quarto predileto. Em dias de festas de fim de ano, acordava com a retreta do saudoso Dinamérico Lopes. Havia um mesão para abrigar a filharada nos almoços intermináveis: nove filhos. Cada um tinha seu lugarzinho marcado na mesa. Papai só servia o almoço quando todos estivessem rente a ele, uma liturgia diante do nosso grande mestre, nosso varão.
Quando um filho sai de casa, parece que um dos cômodos fica sem luz, ouvia minha mãe Margarida se queixar. Ela tinha razão. O tempo me ensinou que a luz dos pais ilumina todo o caminho de nossas vidas. Ela tinha razão, volto a repetir. Cada despedida da casa deixava um pedaço do meu coração para trás. Sair da casa dos pais é um ato necessário de coragem, mas o apego é o que nos faz querer voltar.
Minhas irmãs estão cobertas de razão pela venda da casa. Foi justificada, compreendida por nós, irmãos homens. Mas não consigo mais passar em Afogados da Ingazeira com os olhos grudados na casa que foi dos meus pais. Dói o peito, traz a força das memórias felizes. Que saudade da minha casinha, do abraço dos meus pais e da simplicidade que me fez.
É uma dor indescritível, a dor da saudade, a dor do aconchego que se foi e nunca mais voltará. A casa dos pais é o aconchego onde as memórias de uma infância feliz e o amor eterno sempre nos esperam. É um refúgio de amor, segurança e memórias de infância, um porto seguro para onde sempre se pode voltar. É um lugar de acolhimento incondicional, onde as memórias de uma infância feliz e o amor eterno nos esperam.
A casa continua lá, intacta. Soube que vai virar ponto comercial. Com qualquer configuração que venha, para mim fica apenas o cheiro de café passado, o colo de mãe e a voz de pai. Fica o aperto no peito, um tijolo chamado pai e um telhado chamado mãe.
Quem nunca passou por isso? O dono olha a tabela Fipe, vê um valor animador, faz as contas e já imagina o dinheiro entrando na conta. Mas, na hora de negociar o carro, a proposta vem bem abaixo do esperado e a frustração é quase imediata. A sensação de que o carro “desvalorizou do nada” é comum, mas na maioria das vezes o problema não está no mercado, e sim na forma como a Fipe é interpretada. A tabela é uma das referências mais consultadas por quem vai comprar ou vender um carro no Brasil, mas confiar apenas nela pode levar a decisões equivocadas.
Na prática, a Fipe funciona como um valor médio de referência, enquanto o preço real do veículo é definido pelo que o mercado efetivamente paga: o chamado valor transacionado. Um exemplo concreto ajuda a entender essa diferença. No caso do Chevrolet Tracker 2024, versão LT, os números mostram como a realidade pode se afastar da tabela. Em São Paulo, quando o modelo entra como troca em uma concessionária na compra de um carro zero, o valor médio pago gira em torno de R$ 83.977. Já o preço de venda ao consumidor final fica próximo de R$ 102 mil. Pela tabela Fipe, porém, o mesmo veículo aparece avaliado em R$ 106 mil. Nos últimos 90 dias, houve ainda negociações com lojistas em torno de R$ 95 mil, evidenciando a distância entre o valor de referência e o preço efetivamente praticado.
Os dados são da plataforma Car Invest, criada pela autotech Auto Avaliar. A diferença acontece porque a Fipe não acompanha variáveis decisivas do mercado. “A Fipe é uma referência média, mas não representa o preço transacionado. Quem manda é a oferta e a demanda”, explica Elias Marrochel, diretor executivo da Auto Avaliar. Quando há muitos veículos disponíveis e pouca procura, o preço tende a ficar abaixo da tabela. Já em situações de alta demanda e baixa oferta, o valor pode superar a referência.
A quilometragem é outro fator determinante que a Fipe não considera. No caso do Tracker 2024, a média de carros negociados no mercado está em torno de 29.500 km. Se a concessionária analisa um exemplar com 25.000 km, revisões em dia e ainda dentro da garantia, o cenário muda. “Um carro com quilometragem abaixo da média e boa qualidade permite pagar melhor na compra, porque o risco é menor e a venda tende a ser mais rápida”, explica Marrochel. Nessas condições, o veículo pode até ser anunciado acima da Fipe, não por exceção, mas por leitura correta do mercado.
Método de avaliação – É por isso que concessionárias e lojistas não se baseiam apenas na tabela na hora de comprar um carro usado. Eles avaliam quanto tempo aquele modelo costuma ficar em estoque, o custo financeiro de manter o veículo parado, a margem necessária para a revenda e fatores externos, como lançamento de novas versões ou redução de preço do carro zero, que pressionam o valor do usado. “Comprar bem é essencial. Se o lojista pagar errado, o carro não gira”, resume o especialista.
Para o consumidor, entender essa lógica ajuda a alinhar expectativa e realidade. A Fipe continua sendo importante como referência geral e parâmetro para seguros, mas não garante preço nem liquidez. Ferramentas baseadas em dados transacionais ajudam a mostrar quanto o mercado está disposto a pagar de fato, considerando região, modelo e condições do veículo. No fim das contas, a tabela Fipe orienta, mas é o mercado que define o preço. Saber diferenciar referência de valor real é o primeiro passo para negociar melhor, seja na compra, na venda ou na troca do carro. “Quando você sai da Fipe e olha para o dado transacional, todo mundo ganha: o consumidor, o lojista e até a financeira. A informação real reduz distorções e decisões baseadas em expectativas irreais”, conclui o diretor da Auto Avaliar.
Vendas de 0km começam 2026 com alta de descontos – O mercado brasileiro de automóveis 0km começou o ano apresentando um cenário animador para o consumidor: a queda no preço médio de vendas, que ficou em R$ 159.679 no mês de janeiro e representou alta de 7,6% no valor dos descontos praticados pelas concessionárias, em relação ao valor sugerido pelas montadoras. Os dados são do PVZ – Estudo de Preços de Veículos 0km, feito pela MegaDealer com dados da plataforma Auto Avaliar. Esse foi o maior patamar de descontos desde junho do ano passado (7,7%). “O aumento na média de descontos, que subiu de 7% para 7,6% do preço sugerido, indica que várias concessionárias fazem a conta da sua rentabilidade pelo preço de compra, e não pela reposição do estoque”, afirma Fábio Braga, country manager da MegaDealer.
O giro médio de estoque de veículos novos, que vinha se reduzindo nos últimos meses, subiu de 32 para 44 dias. Mas, segundo Braga, é preciso considerar que, nesse período de transição entre um ano e outro, as montadoras dão férias coletivas aos seus colaboradores, e as concessionárias se concentram em estoques antigos. No recorte por regiões, o Norte se manteve com o maior patamar de descontos, desta vez ao lado do Sudeste (RJ, MG e ES), com alta de 8,3%. No estado de São Paulo, que é analisado individualmente, foi observado um desconto médio de 8,1%. As regiões Nordeste (7,1%), Sul (6,9%) e Centro-Oeste (6,8%) apresentaram taxas de descontos abaixo da média geral.
Outro ponto de destaque é a queda nos descontos entre veículos zero das marcas chinesas, especializadas em elétricos e híbridos. A GWM, por exemplo, saiu de uma redução de 1,1% registrada em dezembro para 0,4% em janeiro, enquanto os descontos nos modelos BYD caíram de uma média de 4,6% para 4%. “Um movimento recente é a consolidação dos elétricos e híbridos chineses no mercado brasileiro como um todo, o que diminui a necessidade de descontos devido a grande procura pelos consumidores. Para se ter uma ideia, no mercado de usados essa categoria foi a mais rentável para as concessionárias em janeiro”, afirma J. R. Caporal, CEO da Auto Avaliar.
BMW Série 1 M135 xDrive: 317 cv de potência – A quarta geração do BMW Série 1 acaba de chegar ao Brasil. Primeiro lançamento da BMW em 2026, o novo BMW M135 xDrive já está à venda nas concessionárias da marca. A ficha técnica impõe respeito no acirrado segmento de “hot hatches”: 317cv de potência e 0 a 100 km/h em 4,9 segundos. Lançado há 20 anos, o Série 1 foi totalmente renovado em sua quarta geração. Porta de entrada para os carros da linha M Performance, o novo M135 xDrive tem linhas esportivas (capô alongado e balanços dianteiro e traseiro curtos).
Os faróis são afilados, e a grade tradicional da BMW tem uma estrutura inovadora de barras verticais e diagonais internas. Uma grande entrada de ar inferior dá a ele uma aparência baixa, esportiva e colada à estrada. Os faróis de LED de série incluem elementos verticais para as luzes diurnas e indicadores de direção. A iluminação de contorno para a grade, chamada BMW Iconic Glow, é de série. O motor é turbo 2.0 litros – o mesmo que equipa o X2 M35i e o M235, com 317 cv e 44,0kgfm de torque, acoplados ao câmbio Steptronic de dupla embreagem e 7 marchas. A tração é integral xDrive. O preço de lançamento é R$ 459.950.
GR Yaris: seu por R$ R$ 354.990 – Confirmado para o mercado brasileiro no último Salão do Automóvel de São Paulo, o novo Toyota GR Yaris já está em pré-venda em todo o país. Desenvolvido a partir da expertise da Gazoo Racing no automobilismo e no Campeonato Mundial de Rali (WRC), o hot hatch chega em duas configurações – com câmbio manual ou automático. Inicialmente, ambas as versões estarão disponíveis por R$ 354.990, em condição especial e exclusiva de pré-venda. Os primeiros compradores terão prioridade no recebimento a partir de abril e serão convidados para uma imersão exclusiva no Autódromo Velocittà, incluindo atividades em pista e experiências de rali a bordo de um GR Yaris de competição.
Com uma série inicial limitada a apenas 198 unidades, sendo 99 de cada versão, os primeiros GR Yaris serão identificados por uma placa comemorativa numerada no console. Com DNA direto das pistas de rali, o GR Yaris foi projetado sem concessões. As entradas de ar nos pára-choques e nos paralamas melhoram a refrigeração e a aerodinâmica em uso extremo. Já os paralamas alargados acomodam as rodas forjadas e um sistema de freios de alta performance com discos ventilados, solução típica de carros de competição. O GR Yaris pesa apenas 1.305 kg (manual) e 1.325 kg (automático). Ele vem equipado com motor 1.6 turbo de três cilindros capaz de entregar impressionantes 304cv e 40,8 kgfm de torque, números que colocam o modelo entre os hot hatches mais potentes do mercado.
Qual a cor de carro usado mais procurada? – A Webmotors revelou as cores de carro que mais interessaram os brasileiros em 2025. O levantamento do Webmotors Autoinsights considera as visitas pelos veículos novos e usados anunciados na plataforma entre janeiro e dezembro do ano passado. No mercado de usados, os veículos da cor branca foram os que mais receberam visitas, com 22,21% do total de acessos entre as 10 cores mais requisitadas. Na sequência, aparecem preta (28,01%), prata (18,18%), cinza (17,82%), azul (7,41%), vermelha (7,14%), verde (2,16%), marrom (1,09%), bege (0,91%) e amarela (0,89%). Do lado dos carros 0km, os modelos da cor preta foram os mais procurados, com 22,6% dos acessos. Logo após surgem cinza (23,32%), branca (20,83%), azul (9,40%), prata (9,11%), vermelha (5,57%), verde (2,18%), laranja (0,69%), amarela (0,50%) e bege (0,38%).
Creta Action ganha nova central multimídia – O SUV modelo tricampeão de vendas da Hyundai no varejo, traz sua nova versão Action aos concessionários agora em 2026. A Hyundai Mobis, fornecedora oficial de peças e acessórios, passa a oferecer a opção do sistema de central multimídia com conectividade e segurança. O novo Action foi desenvolvido para atender à faixa de mercado de até R$ 120 mil, estando nos critérios de preço da legislação vigente para pessoas com deficiência (PCD). A central possui o mesmo design e usabilidade do aparelho atualmente já disponível na versão Comfort do modelo. Entre os principais recursos, destacam-se:
Tela capacitiva de 8 polegadas, com alta sensibilidade ao toque;
Interface rápida e estável;
Conectividade completa com Apple CarPlay e Android Auto, com e sem o uso de cabos;
Wi-Fi integrado para atualizações e funções conectadas;
Bluetooth para chamadas telefônicas e streaming de áudio;
Design alinhado ao interior do modelo, garantindo integração visual e funcionalidade genuína.
A central multimídia estará disponível em todas as concessionárias Hyundai, com instalação padronizada e garantia de 5 anos. O novo acessório estará disponível a partir de março de 2026.
Linha 2026 da Factor vai até R$ 19 mil – A Yamaha Factor chegou à linha 2026 sem mudar muita coisa. Ganhou, por exemplo, a nova opção de cor Titanium Grey (Cinza Fosco) com as rodas vermelhas. Continua sendo equipada com o motor 150cc flex que entrega 11,8cv de potência com gasolina (12 cv com etanol) e 1,3 kgfm de torque. Com 15,4 litros de capacidade no tanque de combustível, a Yamaha Factor tem autonomia de sobra para rodar mais de 800 quilômetros (55,3 km/l) sem precisar abastecer. A motocicleta, urbana, oferece conforto a partir do conjunto formado por guidão alto, assento amplo e macio e posição ergonômica das pedaleiras. Entre os destaques, o farol de LED com exclusiva luz de posição integrada e o painel estilo “Blackout”, com interface que facilita a vida do motociclista, melhorando a visualização dos dados exibidos na tela de LCD em todas as situações, de dia e de noite.
A Fluo ABS Hybrid custa R$ 16.790 – E por falar em Yamaha, a Fluo ABS Hybrid Connected já está na linha 2027 – e apenas com novas opções de cores e grafismos. A primeira scooter com sistema híbrido leve do Brasil vem equipada com um motor monocilíndrico de 125 cilindradas com comando de válvulas simples no cabeçote e refrigeração a ar que entrega 8,3cv de potência e 1,0kgfm de torque, com sistema de transmissão automático do tipo CVT e assistência elétrica especial. Ela também vem equipada com o Sistema Stop & Start, que desliga o motor quando a moto para e o religa automaticamente ao acelerar, reduzindo ainda mais o consumo de combustível e a emissão de poluentes. A primeira scooter com sistema híbrido leve do Brasil tem painel LCD, que oferece melhor visibilidade das informações ao motociclista, e tomada USB do Tipo A, para mais praticidade. O preço sugerido é de R$ 16.790 (além de frete), quatro anos de garantia e revisão com preço fixo.
Dia 20, o “Harley-Davidson Nights” – A Harley-Davidson vai realizar o “Harley-Davidson Nights”, uma celebração do melhor da cultura do motociclismo, com música, energia, conexão e motocicletas. Será na sexta-feira, 20 de março, nas concessionárias da marca na Ásia, Europa, América Latina, Oriente Médio e África, e receberá todos que desejarem vivenciar uma experiência Harley-Davidson. As concessionárias participantes oferecerão entretenimento ao vivo, gastronomia local, além de atividades que refletem a cultura única de cada local. Por meio deste evento internacional, ela busca reunir motociclistas e entusiastas em uma celebração compartilhada de comunidade e cultura duas rodas. Durante o evento, as concessionárias também apresentarão a nova linha de modelos 2026 da Harley-Davidson, oferecendo aos convidados e fãs da marca uma oportunidade exclusiva de conhecer as mais recentes inovações da marca.
Elétricos e híbridos: o que muda na rotina, frequência e custo da manutenção – A venda de veículos eletrificados avança no Brasil, demonstrando que a confiança do consumidor brasileiro na tecnologia segue aumentando. Com mais motoristas dirigindo veículos elétricos e híbridos ou dispostos a comprar um, as dúvidas agora se voltam à manutenção, com os consumidores buscando saber o que muda em termos de cuidado dos carros comparativamente aos movidos a combustão. Segundo a Osten Motors, um dos principais grupos automotivos do mercado premium —, as dúvidas dos consumidores ainda são muito frequentes, e as principais se referem à frequência das revisões, aos itens a serem inspecionados e às peças a serem substituídas.
“A eletrificação automotiva representa um novo paradigma em termos de manutenção preventiva. E os consumidores ainda estão buscando entender e se adaptar a essa mudança”, afirma Caroline Rocha, gerente regional de Pós-Venda da Osten Motors. No caso dos modelos 100% elétricos, ela explica que eles possuem uma quantidade muito menor de componentes mecânicos que devem ser inspecionados. Também o número daqueles que precisam ser substituídos é inferior. “Isso se reflete na menor frequência com que o veículo deve ser levado à concessionária, no tempo necessário para que o serviço seja realizado e até nas despesas envolvidas com a substituição de itens obrigatórios, que chegam a ser até 50% menores”, conta Caroline.
Esquema próprio – A consultora destaca que cada montadora tem um esquema próprio de manutenção, e isso exige uma mudança na mentalidade dos proprietários. No caso de modelos 100% elétricos da BYD, como o Dolphin, Dolphin Mini, Yuan e o Seal, a manutenção deve ser realizada no prazo de 12 meses ou a cada 20 mil km – no caso, o dobro do prazo indicado para os veículos a combustão. “Com menos itens a serem verificados e substituídos, o tempo in box é substancialmente reduzido, e o veículo fica disponível para o cliente em cerca de 2,5 horas”, informa Eduardo Santos, gerente de Pós-Vendas da BYD Osten, ao destacar que, conforme o manual do proprietário, nas manutenções ímpares, apenas o filtro do ar-condicionado é substituído.
Já nas manutenções pares, além desse filtro, são trocados apenas os fluídos de freio e de transmissão. Já para os modelos híbridos da montadora chinesa — incluindo a linha Song, o King e o Shark –, a manutenção preventiva deve ocorrer a cada 12 mil km ou 12 meses. Santos ressalta que, embora a frequência seja menor quando comparada a veículos a combustão, o tempo de parada é praticamente o mesmo, porque o número de componentes é maior do que nos veículos elétricos.
Frequência de manutenção – Já nos modelos da BMW, a estratégia adotada para determinar a frequência de manutenções preventivas é diferente de qualquer outra montadora do mercado, e segue o padrão dos modelos a combustão da marca. Isso porque não há um prazo definido para a realização da revisão, e o momento adequado é indicado por meio de um software embarcado, o Condition Based Service (CBS). “A forma como o veículo é utilizado é o fator determinante do prazo para realização da manutenção”, observa Marcelo Tavares, gerente de Pós-Vendas da BMW Osten.
“Se tomarmos como referência dois proprietários de um mesmo modelo de BMW que rodam cerca de 50 km por dia, a necessidade de manutenção de cada veículo será diferente, dependendo de fatores como o trajeto que eles realizam, se circulam em um centro urbano ou na estrada, e das condições do trânsito”, explica. Nesse caso, o próprio automóvel, por meio de sensores e de conexão com o sistema central da BMW, indicará quando a manutenção deve ser feita. “Em média, as paradas preventivas dos carros elétricos da BMW ocorrem a cada dois anos. Já os modelos híbridos vão realizar a manutenção de acordo com o CBS pelo menos uma vez por ano, variando um pouco de acordo com a forma de utilização dos veículos”, afirma.
Fator de uso – A maneira como o veículo é utilizado também é um fator determinante do tempo que ele ficará parado no box. Tavares conta que há proprietários de modelos híbridos que abastecem muito pouco seus veículos, optando por rodar com energia elétrica. “Nesses casos, a vida útil dos componentes do motor a combustão é prolongada, diminuindo a frequência da sua substituição e, consequentemente, reduzindo a estadia na concessionária. Tudo isso é determinado por software, que analisa e define o melhor momento para que a manutenção ocorra.” Uma dúvida frequente, entre os motoristas de veículos eletrificados, de qualquer que seja a montadora, refere-se às configurações do carro. Embora o proprietário receba todas as informações quando retira o veículo da concessionária, as dúvidas surgem com o passar dos dias.
Tipo celular – Eduardo Santos, gerente de Pós-Vendas da BYD Osten, afirma que as dúvidas sobre as configurações do carro respondem pela maior parte das vezes que o cliente do veículo eletrificado busca o pós-vendas. “Os carros elétricos são como os telefones celulares: no uso diário, apenas as funções básicas são necessárias. Por isso, surgem dúvidas quando o cliente quer acessar um recurso adicional.” Embora as interfaces estejam cada vez mais amigáveis, nem todo mundo tem a mesma facilidade. Santos conta que as dúvidas vão desde uma luz que não acende em determinada situação, ao travamento das portas, que não ocorre como desejado, até o controle do ar-condicionado. “As montadoras atualizam frequentemente a interface com os usuários para simplificar o acesso a todas as funcionalidades disponíveis. Mas, se mesmo assim, o cliente tiver alguma dificuldade ao navegar na central multimídia, basta procurar uma concessionária Osten que nossos consultores terão muito prazer em ajudar no que for preciso”, conclui.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (28) para rebater duramente as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Zema classificou como “mentira” a acusação de que o governo mineiro não teria apresentado projetos para utilizar os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e afirmou que o governo federal impõe obstáculos a quem não é aliado político.
“O governo de Minas foi sim buscar esses recursos, apesar de todos os obstáculos que o governo do PT cria para quem não é do seu ‘grupinho’”, disparou o governador.
A reação de Zema ocorre após o presidente Lula culpar o governo mineiro pela ausência de investimentos em obras preventivas contra temporais. Durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades, o ministro Jader Filho afirmou que o governo federal reservou R$ 3,5 bilhões para Minas, mas que o montante não teria sido utilizado por falta de projetos do Executivo local. Na ocasião, Lula classificou a situação como um “descaso” com a população mais pobre do estado. “Isso é o resultado do descaso histórico que se tem com o povo pobre deste país”, reclamou Lula. As informações são do portal Metrópoles.
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, assinou neste sábado (28) a ordem de serviço para a construção do Parque Compaz, no bairro da Torrinha. A cerimônia oficial de lançamento contou com a presença do prefeito do Recife, João Campos, do ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, do deputado federal Pedro Campos, além de outras autoridades.
Na ocasião, os prefeitos do Recife e do Cabo assinaram um acordo de cooperação técnica para a implementação do Conecta Cabo, uma plataforma digital que concentrará os serviços públicos oferecidos no município. “O Parque Compaz da Torrinha é um compromisso de campanha que assumimos com a população e que agora começa a se tornar realidade. Este é o primeiro de um conjunto de cinco equipamentos que vamos implantar no município, levando mais oportunidades de lazer, esporte, cultura e cidadania para diferentes bairros”, destacou Lula Cabral. Além do que será construído na Torrinha, estão previstas unidades em Gaibu, Charnequinha, Cohab e no Centro Comunitário Pela Vida (Convive), em Ponte dos Carvalhos – este último será coordenado pelo município em parceria com o Governo Federal.
O Parque Compaz é inspirado no Compaz Recife e tem como foco a inclusão social, por meio da promoção do esporte, da cultura, do lazer e do empreendedorismo em espaços abertos. O equipamento será construído em uma área de 8 mil m², em frente ao Centro Administrativo Municipal (CAM I). O equipamento, que irá atender cerca de 4 mil pessoas, está inserido nas políticas públicas de prevenção à violência e integra o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social.
PROJETO – O Parque Compaz contará com palco para eventos artísticos e culturais, academia, dojô, quadra de basquete, piscina para aulas de natação e hidroginástica com acessibilidade, biblioteca, parcão, central de monitoramento, vestiários, parquinho infantil, pista de cooper, área dedicada à primeira infância, playground molhado, fontes interativas de água, chuveirinhos infantis, além de áreas para piquenique e feirinha comunitária
A Prefeitura de Toritama anunciou que, na próxima terça-feira (3), às 16h, fará a assinatura da ordem de serviço para obras de pavimentação no bairro Izídio Tavares, em Toritama. Segundo a gestão municipal, o projeto prevê o calçamento de todas as ruas da localidade e a conclusão da pavimentação em vias ainda não atendidas nos bairros Novo Coqueiral e Coqueiral. A iniciativa tem como objetivo melhorar as condições de mobilidade e infraestrutura nessas áreas.
O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), destacou que a iniciativa faz parte de um cronograma acelerado de investimentos que faz parte do seu plano de governo. “Este é um compromisso que assumimos com o povo do Izídio Tavares e do Novo Coqueiral. Estamos tirando as famílias da poeira e da lama, levando dignidade e valorizando cada imóvel. Ver o calçamento chegando na porta de quem mais precisa é a prova de que o trabalho em Toritama não para e que estamos cuidando de cada canto da nossa cidade”, afirmou o gestor.
A execução das obras seguirá um cronograma técnico imediato logo após a assinatura da ordem de serviço, utilizando o sistema de pavimentação em paralelepípedo, adequado para as características geográficas e o tráfego das vias locais. De acordo com a prefeitura, a população poderá acompanhar o ato administrativo na terça-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28) a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A confirmação foi publicada pelo presidente norte-americano nas redes sociais.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, disse Trump na Truth Social. As informações são do portal Metrópoles.
O presidente dos Estados Unidos declarou a morte de Khamenei como uma “oportunidade” dos iranianos recuperarem seu país. O líder iraniano comandou o país por quase quatro décadas.
“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade”, argumentou Trump.
O líder norte-americano disse esperar que exista um diálogo pacífico das forças de segurança com os “patriotas” iranianos. Trump prometeu também que os bombardeios vão continuar “durante toda a semana” ou “pelo tempo que for necessário”.
“Esperamos que a Guarda Revolucionária Islâmica e a Polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos como uma unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece […]. Os bombardeios pesados e precisos, contudo, continuarão ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”, declarou.
Até a última atualização desta reportagem, o governo do Irã não havia confirmado a morte do seu líder.
Esse é o segundo ataque dos EUA e de Israel ao Irã em menos de um ano. O último ataque registrado dos EUA e de Israel contra o Irã havia ocorrido em junho do ano passado. A nova ofensiva ocorre após o fim das negociações entre EUA e Irã ontem, quando não houve avanço para o desmantelamento do programa nuclear iraniano.
Um banner com imagens da governadora Raquel Lyra (PSD) e outras lideranças políticas instalado neste sábado (28), em Maraial, virou alvo de denúncia de um leitor do blog, que preferiu não se identificar. A estrutura foi colocada nas proximidades do fórum do município, na chegada ao centro, em área próxima à PE-125. Segundo o denunciante, o banner está fixado em área pública e utiliza cores associadas ao grupo político do atual prefeito.
Além da governadora, aparecem na peça o deputado estadual France Hacker (PSB), o prefeito Marlos Henrique (PSDB), o vice-prefeito André Popular (PSDB) e o deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV). O material traz a frase “O time que faz Maraial avançar” e foi divulgado também nas redes sociais do prefeito e do vice-prefeito. De acordo com uma fonte ligada ao PSB, há previsão de protocolar uma representação sobre o caso ainda na segunda-feira (2).
A instalação do banner ocorre às vésperas da visita da governadora ao município na segunda-feira (2), quando ela participa da inauguração da Escola Municipal Fábio Correia e da entrega de uma cozinha comunitária. O questionamento sobre a estrutura surge em meio à agenda oficial e à presença de lideranças políticas locais na peça publicitária.
Documentos do Ministério Público Federal (MPF) mostram que o órgão chegou a instaurar uma Notícia de Fato para apurar possíveis irregularidades em contratos e licitações da Prefeitura de Maraial, incluindo suspeitas de contratação irregular, fraude em processos licitatórios e falsidade ideológica. O procedimento foi posteriormente encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco, responsável pela apuração na esfera estadual. A Prefeitura de Maraial e os demais citados não se pronunciaram até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.
Emissoras de TV estão informando, por volta do início da noite deste sábado (28), que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto em ataques conjuntos dos EUA e Israel, ainda que o governo norte-americano não tenha confirmado oficialmente a informação.
“O líder supremo do Irã foi morto em ataques, dizem fontes israelenses”, é a manchete da CNN International.
“O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu após um ataque das Forças de Defesa de Israel atingir um complexo em Teerã, confirma fonte israelense”, diz a Fox News.
O corpo do líder supremo do Irã foi encontrado e sua morte foi confirmada, disse autoridade israelense à agência de notícias Reuters.
A Avenida Boa Viagem será mais uma vez espaço para manifestação de grupos de direita e de oposição ao governo federal. As mobilizações reivindicam a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Em razão dos escândalos envolvendo o Banco Master e o suposto envolvimento do ministro Dias Toffoli com o empresário dono do banco, Daniel Vorcaro, o nome do magistrado também aparece nas postagens das redes sociais que anunciam a manifestação.
Com o tema “Acorda, Brasil!”, o ato está marcado para iniciar às 14h e deve contar com a participação de diversos representantes da direita no estado. Na pauta estão pedidos de impeachment, prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), questionamentos a decisões recentes do STF, entre outros.
Análise
Para o cientista político Isaac Luna, as manifestações devem servir como termômetro eleitoral e têm relação direta com o cenário de pré-campanha presidencial. Segundo ele, caso haja adesão expressiva, o ato pode sinalizar força política e engajamento da militância.
“Eu acredito que essa movimentação tem a ver com o teste sobre a capacidade de mobilização das bases. Se consegue botar gente na rua agora, nesse momento, porque aí sim já é um patamar, já é um start para a campanha, ela já muda de patamar”, afirmou.
Na avaliação do especialista, manter e ampliar a polarização política no campo nacional é estratégico para a direita e para a esquerda. Pautas como o impeachment e ataques a ministros do STF são ingredientes para acirrar o ambiente político, de acordo com Luna.
“A própria ideia do impeachment é sempre uma ideia que polariza muito. Colocar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no mesmo balaio com Lula é justamente para dizer quem são os adversários desse grupo político que está se mobilizando para ir às ruas protestar”, disse.
Além de manter em evidência os dois principais opositores entre si, a tática evita o crescimento de uma terceira via do centro ou centro-direita.
STF
A escolha da mais alta corte jurídica do país como alvo não é exclusividade da direita brasileira, conforme continuou explicando o cientista político. De acordo com ele, as supremas cortes do mundo todo são atacadas pela extrema-direita por serem contramajoritárias, e não guiarem suas decisões pela opinião pública.
“O STF decide olhando para a Constituição e os políticos populistas elaboram narrativas que confirmem o que as pessoas já pensam. É o que a ciência política chama de viés de confirmação”, pontuou.
O cientista político enxerga que partir para o embate com a corte pode ser vantajoso do ponto de vista eleitoral para os membros desse grupo, pelo fato de a atuação da instituição estar presa aos limites institucionais. Isaac Luna alerta, no entanto, que os ataques podem trazer implicações na institucionalidade.
“O TSE e o STF são as duas instituições que garantem juridicamente a validade das eleições e as regras do jogo eleitoral e do jogo político. Então, claro que sempre envolve aí uma margem de risco de eleger o STF como inimigo prioritário”, disse.