Ao tomar conhecimento do tom negativo dos discursos da convenção do PSB, em que muitos agrediram verbalmente o presidente Jair Bolsonaro (PL), o candidato ao Governo de Pernambuco pelo PL, Anderson Ferreira, destacou que a festa já antecipou o que será a campanha do PSB, cheia de baixarias, como foi no Recife em 2020. E completou: “O discurso de Danilo Cabral e do PSB puxa Pernambuco ainda mais para baixo, Pernambuco não precisa disso! O engraçado é que chamaram o presidente Bolsonaro de tudo, menos de ladrão”, ironizou.
Quem acompanhou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na abertura do São João de Caruaru na noite de ontem (30), acredita que a gestora tenha sinalizado os nomes que vão compor a chapa na disputa pela reeleição.
Raquel Lyra pediu para registrar a imagem com ela, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e os pré-candidatos ao Senado Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadêlha (PSD). Os mais próximos ouviram quando ela disparou sem cerimônia: “É a foto da chapa da vitória”.
Os outros dois pré-candidatos à Casa Alta — o deputado federal Eduardo da Fonte (Progressistas) e o senador Fernando Dueire (PSD) — não estavam na comitiva que fez a festa na Capital do Forró.
Candidata natural à reeleição, a governadora tem repetidas vezes argumentado que “a eleição acontecerá no tempo certo”, e esse tempo, segundo ela, começa com as convenções, de 20 de julho a 5 de agosto.
Admite que na condição de presidente estadual do PSD tem articulado a composição das chapas majoritária e proporcionais, mas sem perder o foco na gestão.
Adversário
Sempre que é questionada sobre o principal adversário — o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) — já ter definido os nomes e colocado o pé na estrada, ressalta que essa preocupação é dos que não estão no governo. Reforça que a cadeira no Palácio das Princesas lhe dá a missão de administrar o estado.
Ao lado do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), a governadora puxou o laço e decretou abertos os festejos na cidade que administrou durante cinco anos. O presidente estadual do PSD, André Teixeira, e Miguel Coelho seguravam a bandeira de Pernambuco. Túlio Gadêlha juntou-se ao grupo depois.
Animação
Embalada pelos números positivos da pesquisa do Instituto Datafolha, a governadora cantou ao lado da ex-vocalista da banda Aviões do Forró, a baiana Solange Almeida, uma das atrações do palco principal, no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga. Em outro momento, dançou com a vice Priscila Krause.
O governo do estado, de acordo com Raquel Lyra, investiu R$ 5 milhões na festa e disponibilizou 1.300 policiais militares. “Vamos fazer o maior, o melhor, o mais bonito e mais seguro São João da história de Pernambuco”, disse ao cumprimentar a tropa.
Magno, belíssimo texto sobre o seu pai, sobre a humildade, cheio de ensinamentos e virtudes.
Quando você diz que ele foi um carpinteiro, sábio e humilde, você imediatamente remete esse grande ser humano a São José, também carpinteiro, pai terreno de Jesus — um extraordinário pai de família, o símbolo dos pais em todo o mundo.
O caminho da salvação de José e de sua Sagrada Família naqueles desertos selvagens para o Egito, mais parece o Caminho de Santiago de Compostela, mais parece o caminho de Gastão Cerquinha na educação e salvação de sua querida família, grande família, cujo comando, reconheçamos, era de Dona Margarida.
Tive a alegria de comparecer à grande festa do seu aniversário de noventa anos — e que grande e gentil anfitrião Seu Gastão foi. Esse aniversário foi excepcional para mim, para a minha felicidade.
Você pegou na mão de minha amada mãe Euza e a apresentou a todas aquelas figuras míticas ali presentes. Esse seu gesto ficou para sempre impagável para mim. Nem uma junta de bois e um antigo carro de boi daqueles antigos e rangedores lhe pagam. Ela conhecia todos de memória. Acredite, amigo, sua inteligência era fantástica.
O seu amigo e empreendedor Eduardo — Eduardo de Queiroz Monteiro, o poeta das mercadorias — fez belíssimo discurso de saudação a Seu Gastão e ganhou o respeito do povo ali presente, que o aplaudiu como um legítimo neto de Agamenon Magalhães, um chefe do Pajeú e do Brasil que vive na memória daquelas pessoas.
Branca Góes, Joezil Barros, os irmãos desembargadores Alberto e Cláudio… tanta gente prestigiou Seu Gastão que é impossível lembrar.
Obrigado, Magno, nós é que fomos os homenageados naquela noite. Essa foi mais uma peça que Seu Gastão pregou em todos nós e nos fez homenageados de um momento ímpar e que era somente seu.
O Hospital Agamenon Magalhães, localizado no bairro de Casa Amarela, zona Norte do Recife, voltou a registrar um problema estrutural neste domingo (31). Menos de uma semana após a queda de parte do teto na triagem obstétrica da unidade, uma nova ocorrência foi registrada, desta vez na área vermelha da emergência, setor destinado ao atendimento dos casos mais graves e que necessitam de socorro imediato.
Imagens feitas no local mostram a área isolada por lonas pretas improvisadas e placas de manutenção. O cenário chamou atenção de pacientes, acompanhantes e profissionais que estavam na unidade.
A repetição dos episódios em tão pouco tempo aumenta a preocupação sobre as reais condições estruturais de um dos principais hospitais públicos de Pernambuco.
O caso acontece poucos dias depois da governadora Raquel Lyra (PSD) anunciar uma obra de R$ 15 milhões para recuperação da fachada do hospital.
Nas últimas semanas, o Agamenon Magalhães já havia sido alvo de denúncias envolvendo infiltrações, problemas de manutenção, elevadores em situação crítica e superlotação. Relatórios técnicos também apontaram dificuldades estruturais em diferentes áreas da unidade.
Para quem depende diariamente da rede pública estadual, a preocupação é inevitável: se o teto está caindo dentro de setores essenciais da unidade, qual é a real situação da estrutura do hospital?
Professores da rede municipal de Caruaru realizaram um protesto na noite de ontem (30) para cobrar da gestão do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD) o pagamento do piso salarial do magistério às Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs). O ato ocorreu durante a passagem do prefeito pelo Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, acompanhado da governadora Raquel Lyra (PSD), na abertura oficial do São João de Caruaru 2026.
Os manifestantes reivindicam o cumprimento da Lei nº 15.326, sancionada em 6 de janeiro deste ano pelo presidente Lula (PT), que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério e estende à categoria os direitos previstos na legislação nacional, incluindo o piso salarial. Apesar da mudança legal, as ADIs da rede municipal continuam sem receber o piso da categoria.
A cobrança das ADIs ocorre em meio a uma discussão antiga sobre a valorização dos profissionais da educação municipal de Caruaru. Ainda durante a gestão da então prefeita Raquel Lyra, professores da rede municipal realizaram paralisações e greves em defesa do piso nacional do magistério e de melhores condições de trabalho. Em 2022, a categoria chegou a deflagrar uma greve para pressionar a administração municipal sobre pautas salariais.
Agora, as ADIs afirmam que a publicação da Lei nº 15.326 reforçou juridicamente uma reivindicação histórica da categoria. A norma alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), reconhecendo como profissionais do magistério trabalhadores da educação infantil que exercem funções docentes.
A mudança também alcança profissionais que, em diferentes redes de ensino, recebem denominações como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras equivalentes. Com isso, a legislação estabelece que os direitos assegurados ao magistério se aplicam igualmente aos profissionais da educação infantil quando a realidade funcional e a formação exigida convergem com a atividade docente.
A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro em uma eleição marcada pela violência e pela polarização política. Ao todo, 11 candidatos disputam o primeiro turno.
Petro está no poder desde 2022, e a Constituição colombiana não permite a reeleição presidencial. O partido dele, o Pacto Histórico, aparece entre os favoritos por causa de avanços sociais promovidos pelo governo, mas enfrenta desgaste por dificuldades no combate ao crime organizado. As informações são do g1.
Três candidatos aparecem como favoritos para a disputa presidencial: o esquerdista Iván Cepeda, apoiado por Petro; o ultradireitista Abelardo de la Espriella; e a senadora conservadora Paloma Valencia. Pesquisas indicam que nenhum deles deve ultrapassar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno. Com isso, há grande probabilidade de um segundo turno no dia 21 de junho.
Cepeda, que lidera as pesquisas, promete dar continuidade às políticas sociais do governo Petro. A gestão de esquerda recebeu a economia fragilizada pela pandemia, mas conseguiu aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego.
As medidas, no entanto, ampliaram o déficit fiscal e levantaram preocupações sobre a capacidade do governo de financiar programas sociais. O Congresso chegou a barrar algumas propostas de Petro.
Mesmo assim, a economia não aparece entre as maiores preocupações dos eleitores. Pesquisa do instituto Invamer divulgada neste mês mostra que 40% da população aponta a segurança pública como principal problema do país. Desemprego e economia aparecem apenas em quarto lugar, com 11%. É nesse cenário que De la Espriella e Paloma Valencia ganharam força na disputa.
O combate ao crime dominou a campanha presidencial. Cepeda afirma ter experiência para lidar com o tema por ter participado das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acordo assinado em 2016.
O acordo mediado com a ajuda de Cepeda em 2016 levou as Farc a aceitarem o desarmamento. Mesmo assim, grupos dissidentes continuam ativos e são apontados como responsáveis por parte da violência no país.
Cepeda quer voltar a apostar no diálogo para enfrentar o problema, mas opositores afirmam que isso não será suficiente. Políticos de direita dizem que a política de “paz total” fracassou e que organizações armadas aproveitam as negociações para se fortalecer.
O candidato ultradireitista De la Espriella, admirador das políticas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, promete combater a criminalidade com uma ofensiva militar. Ele também defende a construção de 10 megaprisões.
A candidata conservadora Paloma Valencia também defende uma atuação mais dura contra grupos armados. Ela promete ações imediatas das Forças Armadas e da polícia para obter “resultados concretos” no combate à violência.
Poucos episódios da história da saúde brasileira são tão impactantes quanto o que ocorreu no Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Durante grande parte do século XX, a instituição, que deveria oferecer cuidado e tratamento às pessoas com transtornos mentais, tornou-se cenário de graves violações de direitos humanos. A dimensão da tragédia foi tão grande que o episódio passou a ser conhecido como “Holocausto Brasileiro”, expressão popularizada pela jornalista Daniela Arbex em sua obra sobre o tema.
Fundado em 1903, o Hospital Colônia foi criado com a finalidade de atender pacientes psiquiátricos. Com o passar das décadas, porém, a instituição passou a receber não apenas pessoas com transtornos mentais, mas também indivíduos considerados indesejáveis pela sociedade da época. Entre os internados havia pessoas com deficiência, dependentes de álcool, moradores de rua, mulheres vítimas de violência, jovens considerados rebeldes, homossexuais e até indivíduos que simplesmente contrariavam normas sociais ou familiares. Estima-se que grande parte dos internados sequer apresentava qualquer doença mental.
A superlotação tornou-se uma característica marcante da instituição. Em determinados períodos, milhares de pessoas viviam em condições extremamente precárias. Os pacientes enfrentavam fome, frio, falta de higiene, ausência de tratamento adequado e violência física e psicológica. Relatos históricos descrevem pessoas dormindo em locais insalubres, sem roupas suficientes para enfrentar as baixas temperaturas da região e submetidas a situações degradantes que retiravam sua dignidade e individualidade.
Diversos estudos e investigações apontam que dezenas de milhares de pessoas morreram no Hospital Colônia ao longo de sua história. Muitas dessas mortes ocorreram em decorrência da negligência, da desnutrição, de doenças infecciosas e das condições desumanas de permanência. O sofrimento vivido pelos internos tornou-se um símbolo dos excessos do modelo manicomial, baseado no isolamento social e na exclusão daqueles considerados diferentes.
A partir das décadas de 1970 e 1980, denúncias feitas por profissionais de saúde, jornalistas e movimentos sociais começaram a ganhar maior repercussão nacional. Fotografias e reportagens revelaram ao país uma realidade até então pouco conhecida pela população. Essas denúncias contribuíram para fortalecer o movimento de Reforma Psiquiátrica Brasileira, que defendia a substituição do modelo centrado nos hospitais psiquiátricos por uma rede de cuidados comunitários, mais humanizada e voltada para a reintegração social dos pacientes.
O processo de desinstitucionalização ocorrido em Barbacena tornou-se um marco na história da saúde mental brasileira. Embora a estrutura hospitalar não tenha sido encerrada de forma abrupta, houve uma profunda redução das internações de longa permanência e uma reorganização da assistência. O antigo modelo asilar foi gradualmente substituído por estratégias de cuidado baseadas na proteção dos direitos humanos, no tratamento multiprofissional e na convivência comunitária.
A história do Hospital Colônia de Barbacena permanece como um importante alerta sobre os riscos da exclusão, do preconceito e da desumanização das pessoas em sofrimento psíquico. Mais do que um capítulo doloroso da psiquiatria brasileira, trata-se de uma lembrança permanente da necessidade de que o cuidado em saúde mental seja fundamentado na dignidade, no respeito, na ciência e na defesa incondicional dos direitos humanos.
Conhecer essa história é fundamental para compreender por que a assistência psiquiátrica moderna busca não apenas tratar sintomas, mas também promover autonomia, inclusão social e qualidade de vida para aqueles que necessitam de cuidados em saúde mental.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica
Meu pai Gastão Cerquinha foi um homem rico para os padrões de Afogados da Ingazeira, cidade extremamente pobre, encravada no Sertão do Pajeú, até o Plano Collor, que engoliu todas as suas aplicações na poupança. Ele poupava o que resultava dos lucros no comércio, da fazenda de gado e caprinos e dos loteamentos.
Garoto, tive a sensação de que meu pai era dono da cidade. Hoje, o chamado bairro Brotas, está enraizado em terras que pertenceu a ele. Cheguei a ser cobrador do loteamento de Brotas, onde está localizado a área de lazer da AABB, Associação Atlética Banco do Brasil.
Aliás, meu pai era dono também da casa onde funciona hoje a agência do BB. Foi lá que nasci e brinquei com bola de gude na praça Monsenhor Arruda Câmara, o coração da cidade. A casa era tão grande que comportava na frente a miudeza do meu pai e no fundo um curral de gado, além de um armazém para estocar as mercadorias que chegavam por trem do Recife.
Quando estava vazio, o armazém servia de salão de bola. Que diversão gostosa! O tempo foi passando, meu pai, vítima do Plano Collor, perdeu muito dinheiro na política, atividade que minha mãe Margarida contestou a vida toda. Como Roberto Magalhães, ela dizia que política foi invenção do diabo.
Mas meu pai era um homem extremamente humilde. Acho que seguia os ensinamentos de Confúcio, pensador e filósofo chinês, que dizia que a humildade é a única base sólida de todas as virtudes. Com o tempo e com ele, aprendi três coisas que agradam a todo o mundo: gentileza, frugalidade e humildade.
Como diz Augusto Cury, o maior líder é aquele que reconhece sua pequenez, extrai força de sua humildade e experiência da sua fragilidade. A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.
Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza. Humildade é tudo: empatia, respeito, evolução e paz interior. A humildade não significa fraqueza, passividade ou falta de ambição. Pelo contrário, exige muita força interior e autoconhecimento.
Na sua raiz etimológica, a palavra vem de húmus (terra), o que nos lembra a importância de manter os “pés no chão”. Segundo a doutrina cristã, a humildade, como característica de um indivíduo, é a consciência baseada no conhecimento de si mesma, da própria nulidade diante de Deus, a exemplo de Cristo (Filipenses 2:2-8).
É o contrário da soberba e exclui a presunção, mas não exclui o reconhecimento dos dons recebidos de Deus. A humildade pode ser um traço do caráter de uma pessoa, o que significa que até um milionário pode ser humilde. O oposto da humildade é a arrogância.
A humildade consta em praticamente todos os textos da Bíblia, onde encontramos a célebre frase: “Quem se humilha será exaltado, e quem se exalta será humilhado”. A falta de humildade é um pecado para os seguidores da doutrina cristã, considerada essencial para a construção de uma “vida santa”, isenta de pecados.
Para o humilde, ninguém é pior ou melhor do que os outros, estando todos no mesmo nível de dignidade, de cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade. Miguel de Cervantes, maior escritor da língua espanhola, definiu a humildade como a base de todas as virtudes.
O topo da inteligência é alcançar a humildade. Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza. Em sua crônica “Criar seu filho”, Rachel de Queiroz, a grande cearense que nos deixou de herança “O Quinze”, a sua grande obra, dizia que a primeira coisa que ensinaria a um filho seria a humildade, definida como “a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa miséria, da nossa transitoriedade”.
Em seus textos, ela valorizava a vida simples, celebrando, em crônicas como “Glória humilde”, as pessoas que “nunca pediram muito da vida nem dos homens”. Ela preferia a simplicidade da verdade, o que chamava de “a humilde, a nua verdade”, preferindo-a a atitudes fingidas ou saudades falsas.
Meu pai, portanto, foi um homem sábio quando adotou a humildade. Sinto muito orgulho das minhas raízes e dos ensinamentos que recebi dele, um homem trabalhador e humilde. Tudo o que sou e tudo o que conquistei carrega a base que ele construiu.
Aprendi com meu pai que a humildade é primordial, e que através dela sempre deixamos as portas abertas. Ele era um homem muito humilde, um verdadeiro carpinteiro e trabalhador. Sou orgulhoso do pai que tive, um grande homem, um guerreiro.
Deixou o bom exemplo e, mais do que palavras, deixou atitudes. Como meu pai, gosto de coisas simples, como ver as nuvens se moverem, ouvir o canto dos pássaros, admirar o pôr do sol e o nascer da lua. São as marcas de mais um dia vivido e abençoado.
Sealion 7, o forte e possante novo SUV cupê da BYD
Por Walberto Maciel Especial para a coluna
O mercado brasileiro de SUVs provavelmente vai dar um salto com a chegada do Sealion 7, apresentado pela BYD no autódromo Ayrton Senna, em Goiânia, Goiás. Com 531 cavalos de potência, 70,36kgfm de torque e uma performance de 0 a 100 km/h em 4.2 segundos, esse novo SUV cupê tem muitas das qualidades que um carro dessa categoria precisa: rápido, excelente dirigibilidade, sistema Adas 2 Plus, nove airbags, (o mais novo fica entre os bancos do motorista e do carona) e um preço até surpreendente.
O leão marinho da BYD, em uma tradução ao pé da letra, que poderia custar até R$ 560 mil se o parâmetro adotado fosse R$ 1.220 por cavalo de potência, que normalmente é adotado por algumas fábricas, ou R$ 443.990 se a montadora chinesa aplicasse uma política de preço para ficar dentro do mercado de SUVs no mesmo padrão (como Volvo, outras chinesas e até algumas alemãs), vai custar R$ 340 mil. Não é barato, mas por tudo que entrega, ele entra na briga bem competitivo.
A BYD escolheu o Ayrton Senna para lançar o Sealion 7 exatamente para mostrar como o SUV seria diferente. A começar pelo estilo cupê, sem a cara de carro do tiozão. Afinal, tem força e apelo esportivo de sobra. No autódromo, o carro mostrou toda sua potência, agilidade e segurança nas frenagens, mesmo nas curvas fechadas da recém-inaugurada pista. O carro tem 4,8 metros de comprimento, muita tecnologia embarcada. A central multimídia é a maior da categoria com 15,6″ , conectividade sem fio Apple e Android, 12 auto-falantes de última geração e GPS nativo BYD – além do ajuste de modo de direção, com opções Conforto e Sport.
Mercado das picapes – Até o fim de 2027, o segmento de picapes médias vai ganhar três produtos. A primeira é Niagara, da Renault. Em seguida, vêm a BYD Mako e a Volkswagen Tukan em 2027. As duas últimas produzidas no Brasil, enquanto a Niagara será fabricada na Argentina. Hoje, os consumidores têm à disposição a Fiat Toro, praticamente dona do segmento, a RAM Rampage e a Chevrolet Montana. A Renault Oroch sai para dar lugar à Niagara.
Zeekr chega a 1000 unidades no Brasil – A marca global de veículos premium do Grupo Geely registrou, em maio, a milésima venda de carros no Brasil, mostrando o constante interesse do público em veículos elétricos. Desde a chegada ao país no fim de 2024, a Zeekr acumula pouco mais de um ano de operação no mercado e rapidamente expandiu a rede e já conta com concessionárias em diversos estados, além das principais capitais. Este ano, por exemplo, a marca de veículos premium seguiu com o plano de capilarização e firmou parcerias com grupos automotivos em Belo Horizonte (MG), Campinas (SP) e Brasília (DF). Para alcançar a milésima venda no Brasil, o X aparece como o modelo mais vendido, com 454 vendas realizadas até maio de 2026, entre concessionárias da rede e de forma direta, seguido pelos modelos 7X e 001. O Zeekr 001, com 400kW de potência (544 cv) e mais de 420 km de autonomia, inaugurou a presença da marca no Brasil, seguido pelo Zeekr X, que possui 315 kW (428 cv) e alcance superior a 320 km. Completando a linha atual, o Zeekr 7X oferta 475 kW (646 cv) e maior autonomia da frota.
Novidades e descontos no Move Brasil – Várias montadoras estão entrando com força no programa Move Brasil, direcionado para táxis e carros usados em aplicativos. Por exemplo: a GWM entrará com o Ora 03, seu modelo elétrico de entrada. A versão BEV58 terá descontos de até R$ 19 mil para motoristas elegíveis, saindo por cerca de R$ 150 mil. O modelo traz um mix de itens tanto da antiga versão de entrada quanto da versão de topo — e é um dos maiores hatches elétricos em sua faixa de preço. Ao todo, são 4.235 mm de comprimento e distância entre os eixos de 2.650 mm. A configuração também adiciona itens como teto solar panorâmico, carregador de celular por indução, acabamento interno escurecido e detalhes exclusivos de acabamento. A bateria de 58 kWh garante até 315 km de autonomia no padrão Inmetro, superando com folga os 232 km da versão de entrada. Já no conjunto mecânico, mantém o motor elétrico dianteiro de 171 cv e 25,5 kgfm, com diferentes modos de condução e pacote ADAS de assistência à condução nível 2+.
Peugeot – A marca francesa pertencente à Stellantis está oferecendo descontos de até R$ 57.368 para taxistas com direito à isenção fiscal (IPI/IMCS) e de até R$ 35.657 para profissionais para os motoristas de aplicativos. A oferta vale na compra dos modelos Peugeot 208 Allure T200 AT e Peugeot 2008 Allure T200 AT – e apenas até dia 19 de junho. O 2008 Allure T200 AT para taxistas sai de R$ 168.990 por R$ 111.622, mais de R$ 57 mil de desconto. Já para motoristas de aplicativo e taxistas sem isenções fiscais, o modelo é comercializado por R$ 133.333. O modelo tem motor 1.0 turbo flex, aliado ao câmbio automático CVT com sete marchas simuladas.
Para os taxistas que já contam com isenções fiscais, o 208 Allure T200 automático sai de R$ 126.990 por R$ 92.440 – um desconto de mais de R$ 34 mil. Já para motoristas de aplicativo e taxistas sem isenções, o modelo sai por R$ 111.624. O modelo chega de 0 a 100 km/h em até 8,6 segundos. Para motoristas de aplicativo e taxistas, o conjunto favorece uma condução mais confortável e prática na rotina intensa, principalmente em cidades de grande movimento, com respostas rápidas.
Entre os destaques da versão estão a central multimídia Peugeot i-Connect Advanced de 10,3”, painel digital i-Cockpit 2D de 10”, pacote Peugeot Driver Assist e espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Também traz o volante SportDrive com comandos de som, e para elevar o design apresenta costuras cinzas, detalhe que reforça a sofisticação e o acabamento refinado da cabine.
Outras ações – Além da Peugeot, a Citroën, Jeep e a Fiat – também do grupo Stellantis — também baixaram o preço de seus modelos e conseguiram melhores taxas de financiamento. Entre os modelos da Fiat contemplados na ação comercial estão Mobi Like, Argo Drive MT, Pulse Drive 1.3 AT, Cronos Drive 1.3 AT e Fastback T200 com Pack Smart.
A Citroën participa com C3 Live Go, C3 Live Plus, C3 You, Basalt Feel AT e Basalt Dark Edition. Já a Jeep oferece Renegade Longitude T270 MHEV 4X2 e Compass Sport T270, enquanto a Peugeot disponibiliza os modelos 208 Allure Turbo AT e 2008 Allure Turbo AT.
Para ter acesso às condições especiais, taxistas e motoristas de aplicativo devem procurar uma concessionária das marcas participantes em todo o Brasil e apresentar a documentação correspondente à sua categoria para obter os descontos por meio de faturamento direto da fábrica.
E mais – Volkswagen e Honda também aproveitaram o empurrão do governo federal para oferecer descontos para motoristas de aplicativo e taxistas. A medida oficial, vale lembrar, prevê até R$ 30 bilhões em crédito para compra de carros de até R$ 150 mil que sejam flex, híbridos flex, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol. Esses profissionais poderão financiar carros novos com juros abaixo dos praticados no mercado.
Por exemplo: a marca alemã pôs no pacote de descontos os seguintes modelos (à vistA):
Polo Track: de R$ 96.690 por R$ 87.987,90
Virtus 170 TSI AT: de R$ 134.390 por R$ 119.607,10
Tera MPI: de R$ 107.190 por R$ 101.830,50
Tera Comfort: de R$ 133.190 por R$ 126.530,50
T‑Cross 200 TSI: de R$ 161.490 por R$ 142.111,20
É claro que os preços podem variar conforme versão, acessórios, impostos, região e políticas de concessionárias. Por isso, vale pesquisar.
A Honda, por sua vez, informou que os modelos que se enquadram no programa são os:
A resposta da análise será enviada por meio da caixa postal do portal gov.br em até cinco dias após o cadastro.
Depois da confirmação da elegibilidade, os motoristas poderão escolher, a partir de 19 de junho, veículos de até R$ 150 mil, de montadoras habilitadas no Mover. Os trabalhadores deverão procurar uma instituição financeira credenciada para pedir o financiamento.
Contratação:O banco escolhido pelo motorista fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.
A chegada do Chevrolet Sonic – O modelo chega ao mercado brasileiro com grande responsabilidade estratégica para a Chevrolet. Afinal, é do segmento talvez mais relevante e competitivo da indústria. Ao ingressar no universo dos SUVs compactos, a marca quer marcar presença em uma categoria de forte apelo junto ao consumidor. Produzido no Brasil e posicionado entre Onix Activ e Tracker, o Sonic inaugura um novo capítulo para a marca na América do Sul. O Sonic é um projeto global liderado pela engenharia da GM América do Sul, com uso intensivo de ambiente virtual, inteligência artificial e ferramentas digitais avançadas.
A volta do Onix Activ – A Chevrolet, sete anos depois, trouxe de volta o Onix Activ – já como linha 2027. Ele tem suspensão elevada, motor 1.0 turbo flex, câmbio automático, pacote de conectividade atualizado e nova distribuição de versões. O preço sugerido vai ficar na casa dos R$ R$ 116 mil. As versões LT e LTZ devem sair de linha. Além do Onix Activ, a linha 2027 também terá uma configuração chamada Eco, movida apenas a etanol, que será aplicada tanto ao hatch quanto ao sedã Onix Plus. A versão usará motor 1.0 turbo abastecido exclusivamente com etanol e câmbio automático de seis marchas, com preço sugerido de R$ 103 mil para o hatch e R$ 107 mil para o sedã.
Voge: ‘invasão chinesa’ chega às motos – O mercado brasileiro de motos vai ganhar concorrência: a chinesa Voge acaba de lançar oficialmente a marca no país. Ela pesquisou o Brasil por mais de 3 anos e começa suas operações na Zona Franca de Manaus (AM). Os planos são ambiciosos, principalmente pelo valor inicial investido: R$ 10 milhões em parceria com a Dafra, que vão resultar no lançamento de quatro modelos já a partir do meio do ano. Os produtos são premium e com garantia de 5 anos: as motos DS900X e Voge SR4 MAX e os scooters SR 3 e SR4. A DS900X, a mais cara, de 895 cc, custará entre R$ 75 mil e R$ 79 mil. A Scooter mais barata, de 244,3 cc, a SR3, terá preço entre R$ 35 mil e 39 mil.
No momento, a Voge tem três concessionárias — nas capitais paulista, paranaense e do Rio de Janeiro —, o projeto é abrir mais três ainda este ano — Belo Horizonte, Brasília e Campinas, São Paulo. Até 2030 pretende ter 32 abertas. Para o biênio 2027/2028, a marca vai se expandir ainda mais no Sul e Sudeste e para os estados do Norte e Nordeste.
Honda Biz 2027: evolução técnica na versão de entrada – A Biz estreou em 1998 sendo herdeira direta da pioneira Honda CUB, lançada em 1958 – simplesmente o veículo a motor mais vendido do planeta. Em seguida, a Biz substituiu a Honda C100 Dream, vendida por aqui de 1992 a 1998. Agora, se consolidou como o segundo modelo mais vendido do Brasil, atrás apenas da campeã Honda CG — à qual consegue confrontar em vendas especialmente nas pequenas cidades, onde é o veículo preferencial de famílias que desejam de um meio de locomoção prático, ideal para deslocamentos curtos, mas que não desdenha trajetos mais longos por estradas muitas vezes não pavimentadas.
O sucesso da Biz se dá, também, pela facilidade de uso do câmbio semi-automático, o baixo peso e a altura reduzida do assento. Para 2027 a grande novidade é a chegada das rodas de liga-leve equipadas com pneus sem câmara na Biz125 ES, equiparando-a neste aspecto à Biz125 EX, a mais desejada da família, que se diferencia da Biz125 ES por incorporar a tecnologia FlexOne, que permite ao sistema de alimentação utilizar gasolina e/ou etanol.
A Biz125 EX é o único veículo com motor bicombustível em sua categoria, um diferencial que em determinadas regiões do, como Sudeste e Centro-Oeste, se revela muito vantajoso. Outros diferenciais da Biz125 EX são as luzes de posição frontais em LED e o quadro de instrumentos tipo blackout. Ambas estarão disponíveis na rede de concessionários Honda a partir de junho. Os preços públicos têm como base São Paulo/SP e não incluem despesas com frete e seguro: Biz125 EX – R$ 16.849 e Biz 125 ES — R$ 13.505
Personalização automotiva cresce no Brasil – A personalização de veículos tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil, acompanhando o desejo dos consumidores de transformar o carro em uma extensão do seu estilo ou até mesmo em uma ferramenta estratégica de comunicação. Entre as principais tendências está o envelopamento automotivo, técnica que permite mudar completamente a aparência do veículo sem a necessidade de uma repintura tradicional. Versátil, o envelopamento pode ser aplicado tanto em carros populares quanto em modelos de luxo, oferecendo desde acabamentos foscos até metalizados. Mais do que estética, a prática combina criatividade, proteção e praticidade, atendendo diferentes perfis de consumidores. O avanço da personalização automotiva acompanha um cenário econômico robusto. Inserido no aftermarket automotivo, o setor, que engloba reposição e customização, movimentou cerca de US$ 34,45 bilhões no Brasil em 2023, com crescimento contínuo nos últimos anos.
Dentro desse universo, a customização se destaca pelo dinamismo e pela diversidade de aplicações. No segmento de veículos de luxo, por exemplo, a personalização cresce cerca de 18% ao ano, refletindo a busca por exclusividade e diferenciação. Segundo diretores da Alltak, líder no mercado de customização em vinil automotivo, o interesse crescente também se reflete em eventos automotivos realizados em todo o país, que reforçam a cultura de customização entre diferentes perfis de consumidores, desde entusiastas até proprietários de veículos do dia a dia.
Mudança de cor – Um dos grandes atrativos do envelopamento automotivo é a possibilidade de alterar a cor do carro de forma rápida e reversível. Diferente da pintura, que exige um processo mais invasivo e permanente, a aplicação de películas adesivas permite testar novas tonalidades, acabamentos e até combinações exclusivas. Cores sólidas, efeitos especiais e acabamentos premium ampliam as possibilidades de personalização. Além disso, a técnica permite envelopamentos parciais, como teto, retrovisores ou detalhes específicos, criando contrastes e identidades únicas. Outro ponto relevante é a possibilidade de retorno à cor original, o que preserva o valor de revenda do veículo. Essa flexibilidade tem impulsionado a adesão tanto por consumidores finais quanto por empresas, que podem adaptar a identidade visual de suas frotas com mais agilidade.
Proteção e durabilidade – Além da mudança visual, o envelopamento também atua como uma camada protetora para a pintura original. A película ajuda a reduzir danos causados por riscos, sujeiras, raios UV e pequenas agressões do dia a dia.
Alternativa estratégica – A aplicação do envelopamento costuma ser mais econômica do que uma repintura completa. Os custos variam conforme o tamanho do veículo, o tipo de material e a complexidade da aplicação, podendo ir de alguns milhares de reais até valores mais elevados em projetos premium. Para empresas, o recurso também se destaca como ferramenta de branding, transformando veículos em mídia itinerante e ampliando a visibilidade das marcas nas ruas.
Atenção à qualidade – Apesar das vantagens, especialistas alertam que o sucesso do envelopamento depende diretamente da qualidade dos materiais e da aplicação profissional. Filmes de alto desempenho oferecem melhor acabamento, maior durabilidade e maior adaptação às curvas do veículo.
Atenção à legislação – Alterações devem seguir rigorosamente o Código de Trânsito Brasileiro e as normas do Contran. Mudanças que alterem mais de 50% da cor do veículo exigem regularização no documento, além da obtenção do Certificado de Segurança Veicular (CSV) por meio de uma Instituição Técnica Licenciada (ITL) e atualização junto ao Detran. O descumprimento pode resultar em multa, pontos na CNH e retenção do veículo.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O pré-candidato João Campos (PSB) declarou que, se eleito governador, vai propor que a gestão estadual assuma a construção do trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina como forma de contribuir com o Governo do Brasil no destravamento da obra. A proposta foi assumida neste sábado (30), durante visita a Salgueiro, no Sertão Central. Na cidade, o pessebista também destacou a necessidade de avançar em temas como a garantia do acesso à água e o enfrentamento ao vazio assistencial na saúde.
Os assuntos foram abordados em entrevistas concedidas pelo pré-candidato a três rádios locais. João exaltou o posicionamento estratégico de Salgueiro como “coração do semiárido”, já que é na cidade que estão localizados os entroncamentos das BRs-232 e 116 e dos ramais cearense e pernambucano da Transnordestina. “Fica aqui um compromisso: se for preciso, enquanto governador de Pernambuco, eu pedirei ao Governo Federal que ele transfira a responsabilidade da construção e da concessão da Transnordestina para o estado de Pernambuco, porque não podemos deixar que Pernambuco perca tempo”, afirmou.
Durante a visita, João caminhou pela feira do centro da cidade e promoveu mais uma edição do “Anote Aí!”, iniciativa de escuta popular. Da tribuna montada no meio da rua, o pré-candidato foi provocado a reverter, como governador, a suspensão dos atendimentos a gestantes de alto risco no Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, medida que tem levado pacientes a terem que percorrer mais de 200 quilômetros em busca do serviço. “Salgueiro deixou de fazer parto de alto risco. Isso não é justo com Salgueiro. Salgueiro é o coração do semiárido brasileiro, que tem mais de 1.300 municípios. Temos que abrir uma unidade de alto risco. Digo porque sei fazer. Reformei todas as maternidades do Recife e construí um hospital específico para a criança”, argumentou.
Depois da programação na cidade, João Campos foi à zona rural, onde encontrou agricultores que veem a água da transposição do Rio São Francisco passar perto de casa, mas não conseguem abastecimento. “Vocês conheceram Miguel Arraes, meu bisavô, que apagou os candeeiros e levou a eletrificação para todo canto. A gente precisa fazer o que ele fez, só que com a água da transposição. A gente precisa garantir a ligação das comunidades, por meio de obras complementares”, declarou, acrescentando que “Pernambuco precisa de força, pressa e urgência”. “Me sinto preparado para governar o estado porque a vida me preparou muito cedo. Estamos prontos para colocar Pernambuco no mapa do futuro”, disse.
As agendas foram acompanhadas pelo ex-prefeito de Salgueiro, Dr. Marcones Sá (PSB), pelo presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, pelo ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB) e outros nomes da política da região. Ainda em Salgueiro, João Campos deve participar, nesta noite, de um encontro com lideranças femininas, com condução da ex-prefeita e ex-deputada Creuza Pereira (PSB).
Voltei ao mesmo lugar. Não sei bem dizer o que esperava encontrar, talvez o vento com o mesmo ângulo, as mesmas sombras ocupando os mesmos tijolos, a tarde estendida sobre as coisas com aquela leveza particular que eu havia guardado como quem guarda uma folha seca entre as páginas de um livro. O banco de madeira continuava lá, um pouco mais desgastado, como tudo que permanece à chuva e ao sol sem que ninguém se lembre de abrigar. Sentei no mesmo canto. E aconteceu algo que, na sua aparente simplicidade, foi capaz de me abrir por dentro com uma delicadeza quase cirúrgica: eu não me lembrei dela. Eu pensei nela.
Há uma diferença imensa entre essas duas coisas, e estranhamente levei toda uma vida para percebê-la com clareza. Lembrar é um acontecimento do lado de fora. É o mundo batendo na porta da memória e dizendo: olha, eu trouxe algo que é seu. Uma música toca numa loja ao passar pela calçada, e de repente alguém surge completo dentro de nós, como se tivesse estado o tempo todo aguardando aquela nota específica para entrar.
Um perfume escapa de uma janela aberta e nos transporta para um quarto que nem existe mais. O cheiro de chuva sobre o asfalto quente, a penugem de uma nuvem numa tarde de inverno, a curvatura de uma rua que de repente não é mais uma rua mas uma memória com endereço, tudo isso é lembrança. A lembrança é uma visita. Ela chega, nos toca, nos perturba ou nos consola, e depois vai embora como a onda que toca a areia e recua, sem pedir licença e sem deixar escolha.
Mas naquele banco de madeira, naquela tarde que repetia a geometria de uma tarde anterior sem conseguir repeti-la de fato, eu não precisei de nenhum gatilho. Não foi um detalhe do cenário que a invocou. Ela simplesmente estava lá, não como visão, não como saudade aguda, mas como uma presença difusa e constante, como o murmúrio de um rio que a gente só percebe quando para de falar. Pensar em alguém é diferente de lembrá-lo. Pensar é quando a pessoa encontrou um cômodo dentro de nós e não saiu mais. É quando ela não precisa ser convocada porque nunca foi embora. É uma chama que continua acesa mesmo nas noites em que ninguém a visita — não para queimar, não para consumir, mas apenas para continuar sendo luz dentro de um espaço que ela aprendeu a habitar.
Existe uma beleza triste nisso. Uma beleza que não pede permissão para existir. A lembrança, por mais preciosa que seja, tem a natureza fugaz do pássaro que pousa um instante na beira da janela: você o observa, segura a respiração para não assustá-lo, sente alguma coisa se expandir dentro do peito, e então ele vai, porque pássaros são feitos de ir. Já o pensamento é diferente em sua essência. O pensamento não pousa. Ele habita. É a estrela que insiste em brilhar depois do crepúsculo, quando todas as outras se apagaram e aquela ainda pulsa, teimosa e serena, como se tivesse decidido que o céu escuro era o seu lugar definitivo. Não nos pediu que a víssemos. Está ali de qualquer modo.
Fui tentando nomear essa distinção enquanto o vento deslocava algumas folhas secas pela calçada, e cada folha era uma lembrança indo embora, levada pela corrente do tempo para algum lugar que não sabemos identificar. A memória é generosa na sua brevidade, ela nos devolve o que foi, nos empresta o passado por alguns instantes, nos deixa roçar com os dedos a textura de um momento que já não existe. Mas ela tem limites que são seus. Ela vem e vai. Ela obedece aos ventos do acaso, às armadilhas involuntárias que o mundo espalha pelo caminho, uma canção, uma cor, o jeito como a luz dobra numa esquina às cinco da tarde. A lembrança é filha do acaso. O pensamento, porém, é filho da escolha, ou melhor: é filho do amor, que é a mais sofisticada forma de permanência que o ser humano conhece.
Havia pessoas que eu havia amado e que agora me chegavam apenas como lembrança. Surgiam às vezes, completas e vívidas, convocadas por algum detalhe insignificante do mundo, e eu as recebia com gratidão, como se recebe uma carta inesperada. Mas ela, ela era outra coisa. Ela era a casa iluminada por dentro que a gente enxerga do lado de fora numa noite de inverno e que, mesmo sem estar dentro dela, faz a gente se sentir menos à deriva no mundo. Não importava se eu estava naquele banco ou num trem ou numa fila de farmácia ou olhando sem ver para o teto às duas da manhã: ela estava lá, no pensamento, quieta como o rio que continua correndo longe dos olhos — continua correndo, diga-se de passagem, mesmo que ninguém esteja lá para ouvi-lo.
Compreendi, naquela tarde repetida e irrepetível, que há dois tipos muito distintos de pessoas que passam pela nossa vida. As primeiras passam pela memória como pássaros de estação — e que bênção são elas, que visitam a gente com sua fugacidade e seu canto, e que nos lembram que a beleza não precisa ser permanente para ser real. As segundas, porém, fazem do pensamento a sua morada. Constroem qualquer coisa dentro de nós sem pedir licença, sem anunciar a chegada, sem tampouco anunciar que ficaram. São as que a memória não precisa trazer de volta porque nunca partiram de verdade. São as que habitam o espaço mais íntimo da consciência com a mesma naturalidade silenciosa com que a respiração habita o corpo, sem esforço, sem ruído, sem a menor intenção de ir embora.
Levantei-me do banco quando a tarde começou a perder sua cor. O lugar continuava igual, o mesmo desgaste, as mesmas sombras inclinando-se para o lado certo, o vento repetindo seu velho gesto de varrer o que não tem raiz. E eu ia embora pensando nela, como havia chegado pensando nela, como chegaria amanhã, como chegaria sempre, não porque o lugar me lembrasse dela, mas porque ela nunca havia saído de mim o suficiente para precisar voltar. Algumas pessoas voltam à lembrança. Outras nunca saem do pensamento.
Mas naquele banco de madeira, naquela tarde que repetia a geometria de uma tarde anterior sem conseguir repeti-la de fato, eu não precisei de nenhum gatilho. Não foi um detalhe do cenário que a invocou. Ela simplesmente estava lá — não como visão, não como saudade aguda, mas como uma presença difusa e constante, como o murmúrio de um rio que a gente só percebe quando para de falar. Pensar em alguém é diferente de lembrá-lo. Pensar é quando a pessoa encontrou um cômodo dentro de nós e não saiu mais. É quando ela não precisa ser convocada porque nunca foi embora. É uma chama que continua acesa mesmo nas noites em que ninguém a visita — não para queimar, não para consumir, mas apenas para continuar sendo luz dentro de um espaço que ela aprendeu a habitar.
Existe uma beleza triste nisso. Uma beleza que não pede permissão para existir. A lembrança, por mais preciosa que seja, tem a natureza fugaz do pássaro que pousa um instante na beira da janela: você o observa, segura a respiração para não assustá-lo, sente alguma coisa se expandir dentro do peito — e então ele vai, porque pássaros são feitos de ir. Já o pensamento é diferente em sua essência. O pensamento não pousa. Ele habita. É a estrela que insiste em brilhar depois do crepúsculo, quando todas as outras se apagaram e aquela ainda pulsa, teimosa e serena, como se tivesse decidido que o céu escuro era o seu lugar definitivo. Não nos pediu que a víssemos. Está ali de qualquer modo.
Fui tentando nomear essa distinção enquanto o vento deslocava algumas folhas secas pela calçada, e cada folha era uma lembrança indo embora, levada pela corrente do tempo para algum lugar que não sabemos identificar. A memória é generosa na sua brevidade, ela nos devolve o que foi, nos empresta o passado por alguns instantes, nos deixa roçar com os dedos a textura de um momento que já não existe. Mas ela tem limites que são seus. Ela vem e vai. Ela obedece aos ventos do acaso, às armadilhas involuntárias que o mundo espalha pelo caminho, uma canção, uma cor, o jeito como a luz dobra numa esquina às cinco da tarde. A lembrança é filha do acaso. O pensamento, porém, é filho da escolha, ou melhor: é filho do amor, que é a mais sofisticada forma de permanência que o ser humano conhece.
Havia pessoas que eu havia amado e que agora me chegavam apenas como lembrança. Surgiam às vezes, completas e vívidas, convocadas por algum detalhe insignificante do mundo, e eu as recebia com gratidão, como se recebe uma carta inesperada. Mas ela, ela era outra coisa. Ela era a casa iluminada por dentro que a gente enxerga do lado de fora numa noite de inverno e que, mesmo sem estar dentro dela, faz a gente se sentir menos à deriva no mundo. Não importava se eu estava naquele banco ou num trem ou numa fila de farmácia ou olhando sem ver para o teto às duas da manhã: ela estava lá, no pensamento, quieta como o rio que continua correndo longe dos olhos, continua correndo, diga-se de passagem, mesmo que ninguém esteja lá para ouvi-lo.
Compreendi, naquela tarde repetida e irrepetível, que há dois tipos muito distintos de pessoas que passam pela nossa vida. As primeiras passam pela memória como pássaros de estação, e que bênção são elas, que visitam a gente com sua fugacidade e seu canto, e que nos lembram que a beleza não precisa ser permanente para ser real. As segundas, porém, fazem do pensamento a sua morada. Constroem qualquer coisa dentro de nós sem pedir licença, sem anunciar a chegada, sem tampouco anunciar que ficaram. São as que a memória não precisa trazer de volta porque nunca partiram de verdade. São as que habitam o espaço mais íntimo da consciência com a mesma naturalidade silenciosa com que a respiração habita o corpo, sem esforço, sem ruído, sem a menor intenção de ir embora.
Levantei-me do banco quando a tarde começou a perder sua cor. O lugar continuava igual, o mesmo desgaste, as mesmas sombras inclinando-se para o lado certo, o vento repetindo seu velho gesto de varrer o que não tem raiz. E eu ia embora pensando nela, como havia chegado pensando nela, como chegaria amanhã, como chegaria sempre, não porque o lugar me lembrasse dela, mas porque ela não havia saído de mim o suficiente para precisar voltar. Algumas pessoas voltam à lembrança. Outras nunca saem do pensamento.
Lembrar é um ato da memória; pensar é um ato da alma sobre aquilo que a memória trouxe.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
Gilson Vieira da Silva, cantor e compositor famoso pela música “Casinha Branca”, morreu aos 73 anos. A informação foi confirmada pela viúva. Giani Carla Aguiar Braga, radialista e produtora cultural, lamentou a morte do artista.
Giani não deu grandes detalhes sobre o falecimento do marido e nem abriu a causa da morte. Ela escreveu: “Gratidão, meu marido Gilson Vieira Silva, por tudo. Para sempre em meu coração”. O enterro de Gilson aconteceu hoje. Ele foi velado no distrito de Boa Família em Muriaé, em Minas Gerais. As informações são do UOL.
Nascido em Macau, no Rio Grande do Norte, ele trabalhou como compositor de MPB. Um dos trabalhos de maior sucesso de Gilson foi a faixa “Casinha Branca”, da qual foi coautor ao lado de Joran, além de ter sido o primeiro intérprete da obra, eternizada em sua voz. A canção alcançou enorme sucesso nacional no fim da década de 1970 e integrou a trilha sonora da novela Marron Glacê (1979), da TV Globo, tornando-se um clássico regravado por diversos artistas ao longo dos anos, como Roberta Campos.
Outras composições marcantes foram “Verdade Chinesa”, gravada por Emilio Santiago, “Fim de Solidão”, registrada por José Augusto, e “I Love You”, sucesso na voz da cantora Adriana.
O governo lançou oficialmente neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.
A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br.
No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos. “[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”
O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade. “A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, lamentou Lula.
O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional. “O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.
Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura.”
O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.
Histórias ainda não contadas
Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural. “Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?
Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso.”
Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país. “O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas.”
Acervo da nova plataforma
O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.
O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade. A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025. Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:
267 curtas-metragens;
139 longas-metragens;
85 médias-metragens ou telefilmes;
64 obras seriadas.
Entre elas: “A Hora da Estrela”, de Suzana Amaral; “Xica da Silva”, de Cacá Diegues; “Central do Brasil”, de Walter Salles; e “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles. “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha; “Carandiru” (2003), de Hector Babenco; e “Olga” (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.
O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história. Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.
Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.
Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência”, disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.
Perfis de atualização
Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:
Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.
Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.
Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.
Parcerias
Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.
A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).