Ao tomar conhecimento do tom negativo dos discursos da convenção do PSB, em que muitos agrediram verbalmente o presidente Jair Bolsonaro (PL), o candidato ao Governo de Pernambuco pelo PL, Anderson Ferreira, destacou que a festa já antecipou o que será a campanha do PSB, cheia de baixarias, como foi no Recife em 2020. E completou: “O discurso de Danilo Cabral e do PSB puxa Pernambuco ainda mais para baixo, Pernambuco não precisa disso! O engraçado é que chamaram o presidente Bolsonaro de tudo, menos de ladrão”, ironizou.
Renegade MHEV: como o velho guerreiro enfrenta os chineses
O Renegade, montado no Polo Automotivo da Stellantis em Goiana, em Pernambuco, é um guerreiro. Em 2025, vendeu 44,8 mil unidades no Brasil. De janeiro a junho deste ano, foram negociadas 21 mil unidades do SUV — ou 47% do volume do ano anterior. Em 11 anos, a Jeep produziu no país mais de 700 mil unidades. O modelo continua vendendo muito apesar de estar envelhecido. Enfim: mantém uma presença comercial relevante — apesar de dois fatores:
a) a grande quantidade de SUVs compactos e médios que surgem no mercado a cada mês, muitos deles com preços e equipamentos extremamente atrativos. Há 10 anos, o compacto reinava quase sozinho nas ruas; hoje enfrenta uma concorrência de pelo menos 15 modelos
b) o natural desgaste comercial que afeta qualquer modelo com mais de uma década no mercado
Então, a que se atribui essa resistência? Vai do design (ponto forte do modelo) à tradição da marca Jeep ou de um motor turbo eficiente (agora com um sistema híbrido-leve) à ampla rede de concessionárias e um bom mercado de usados. Apesar da erosão compreensível do ciclo de vida, o modelo ainda mantém atributos que sustentam bem suas vendas. A coluna De Bigu, na tentativa de entender esse fenômeno, testou por 15 dias a versão Sahara, talvez a que oferece o melhor custo-benefício para o comprador.
Por ser 4×2, ela não foi posta em ambientes off-road, que exigem o uso de 4×4; e a avaliação se limitou a estradas regulares do litoral nordestino (algumas bem ruins) e vias urbanas. O Renegade avaliado já era da linha renovada, com algumas novidades no visual: na dianteira, a tradicional grade de sete fendas exibe aberturas ligeiramente menores, emoldurada por uma máscara em preto brilhante. O para-choque ganhou retoques. Nas laterais, apenas novo desenho para as rodas de liga leve de 18 polegadas. Na traseira, só a reestilização do para-choque.
Mas a grande sacada das áreas de engenharia e comercial da Jeep foi a adoção da tecnologia híbrida leve (MHEV). Essa é a principal arma para prolongar o ciclo de vida do jipinho. A montadora garante que o motor de 48V ajuda na diminuição do consumo (em até 9%) e na redução da emissão de poluentes (em até 16%). O sistema, chamado Bio-Hybrid, usa uma máquina elétrica que reúne as funções de motor-gerador, substituindo o conjunto convencional de alternador e motor de partida. Quem o alimenta é uma bateria de íons de lítio de 0,94 kWh. Além disso, auxilia o motor a combustão nas acelerações, por exemplo. Há ainda benefícios indiretos, como a dispensa do rodízio municipal em São Paulo e, em algumas unidades da Federação, incentivos tributários específicos.
Central multimídia – Outra mudança bem perceptível vem do painel: a nova central multimídia, que ocupa o lugar da então acanhada antecessora. Agora flutuante de 10,1 polegadas, ela tem espelhamento sem fio com suporte para Android Auto e Apple CarPlay. E entrega uma conectividade moderna e boa integração com o carro. A tela é de qualidade, agora com visibilidade até sob o Sol forte e capacitiva (com toque sensível e preciso). Ah, o carregador de celular também é sem fio e tem até uma saída de ventilação própria para mitigar o superaquecimento do aparelho em uso.
Resultado: em junho deste ano, o Renegade registrou 4.533 emplacamentos, com um crescimento de 5% em relação a maio. O motivo do impulsionamento? A versão híbrida leve, responsável por 48% das vendas neste segundo trimestre. No fechamento do primeiro semestre de 2026, o Renegade ocupou a 11ª posição entre os SUVs mais vendidos do Brasil, com participação de mercado de 3,34% dentro do segmento. A versão Sahara tem preço sugerido de R$ 176 mil. Com a cor branca da unidade testada, ofertada à parte por R$ 2.500, o jipinho sai por R$ 178.490. A Willys é a versão topo de linha em preço, enquanto a Sahara é uma das versões superiores e a MHEV mais equipada. A gama 2027 é composta por Altitude, Longitude MHEV, Sahara MHEV e Willys. A Sahara custa R$ 175.990 e a Willys R$ 189.490. O teto solar Sahara, associado à grande área envidraçada do jipinho, garante uma excelente visibilidade. Os passageiros do banco traseiro ganharam dois mimos (claro, o carro custa R$ 176 mil): saídas do ar-condicionado e tomadas USB dos tipos A e C.
Mimos interessantes – Por falar em ar-condicionado, ele é digital de duas zonas. O acionamento de faróis (luz alta e baixa) e limpadores (com pingos de chuva) é automático. Mas a comutação de farol alto e baixo (a troca alternada e automática entre as duas intensidades de luz) tem um atraso (que chamamos de delay) que pode ser bem perigoso. À noite, nas estradas, o retorno à luz alta depois das ultrapassagens durava uma ‘eternidade’ de cinco ou dez segundos. Se uma vaca surgisse à frente, só Deus na causa…
A partida remota do motor pela chave presencial é outro mimo interessante. O sistema de conectividade Adventure Intelligence, idem: ele habilita funções de controle remoto do veículo e até de diagnóstico de parâmetros via smartphone. O banco do motorista tem ajustes elétricos. Vale ser destacado, ainda, o pacote de segurança – incluindo o Adas, de apoio à condução. Ele entrega frenagem autônoma de emergência, monitor de pontos cegos e alerta de mudança de faixa. O motor 1.3 turbo flex de quatro cilindros, que agora gera 176cv de potência, continua sendo um dos trunfos do modelo. O torque é de 27,5kgfm — e logo aos 2.000rpm. Ele garante boas retomadas e ultrapassagens. A Jeep lembra que o elétrico de 48V entrega até 6,5kgfm de torque suplementar nas acelerações iniciais.
Mas, sinceramente, essa força não foi sentida — pelo menos de forma perceptível ao motorista. Quanto ao consumo, vale reforçar: essas medidas dependem de vários fatores, como condições das vias, do peso do pé do motorista, da qualidade do combustível usado etc. No geral, durante esse período de testes, ele ficou na faixa dos 11 km/l na cidade e cerca de 13 km/l nas rodovias.
Primeiro carro 100% elétrico da VW custa R$ 300 mil. Vale? – O futuro elétrico da Volkswagen parece que chegou mesmo. A marca alemã finalmente apresentou oficialmente o ID.4 Pro 2027. Pela primeira vez, um Volkswagen totalmente elétrico passa a ser vendido no Brasil. Aliás, é uma das últimas empresas a entrar nesse segmento por aqui. O SUV 100% elétrico chega às concessionárias em outubro. Globalmente, o ID.4 já é referência na linha de modelos elétricos da Volkswagen como o EV mais vendido da marca no mundo e um dos principais responsáveis pelo sucesso global da família ID., construída sobre a plataforma modular elétrica MEB, desenvolvida exclusivamente para seus veículos. O ID.4, na verdade, já estava no Brasil desde 2023 por meio do programa Sign&Drive, de aluguel de carros.
Isso permitiu que a marca acompanhasse de perto a experiência dos consumidores e da rede de concessionárias com a eletrificação. Agora, o ID.4 retorna em sua configuração mais avançada já oferecida localmente. “Estamos dando mais um passo importante em nossa estratégia de eletrificação”, comenta Ciro Possobom, Presidente & CEO da Volkswagen do Brasil. Com a nova plataforma elétrica MEB e as proporções de um SUV médio, o exterior do ID.4 tem design fluido e de linhas limpas com, segundo a Volks, ‘inspiração na natureza’, garantindo excelência em aerodinâmica, com um coeficiente de arrasto de apenas 0,28. As rodas são de 19 polegadas e permite um jogo de pneus mais robusto (medidas 235/55 R19 na dianteira e 255/50 R19 na traseira), entregando mais conforto na rodagem, sem perda de eficiência e desempenho.
Sem ‘couro’ animal – No interior, o contexto é minimalista e com foco em sustentabilidade. Por exemplo: o painel dianteiro e as portas contam com revestimento livre de couro animal em marrom, composto por materiais sintéticos premium. Já nos bancos, a microfibra sustentável — com 71% da composição com materiais reciclados —, acompanha o mesmo revestimento premium marrom, além da assinatura ID.4 perfurada no encosto dos bancos dianteiros. Outra novidade importante está no propulsor elétrico. Agora, o ID.4 dispõe de 286 cv de potência e 55,6 kgfm de torque garantidos pela nova bateria de 84 kWh. Os números são entregues por quatro modos de condução diferentes (Eco, Normal, Sport e Individual). O mais interessante é que, mesmo com mais potência, o ID.4 garante uma autonomia de 389 km (Inmetro) e permite carregamento em corrente contínua de até 185 kW. Isso quer dizer que, num carregador de 180 kW, o ID.4 parte de 10% para 80% da carga em apenas 25 minutos.
Iluminação – O ID.4 traz o que existe de mais atual à disposição de um SUV na categoria tecnologia + iluminação. Os faróis IQ. Light Matrix são 100% em LED e trabalham ativamente na condução. Além de canhões direcionais, a tecnologia matricial permite um trabalho de farol alto automático com feixes de luz, garantindo visibilidade em qualquer condição, sem ofuscar outros condutores à frente ou no outro sentido. Na traseira, as lanternas IQ. Light têm apresentação 3D e desenho exclusivo para o ID.4, além da conexão em LED entre as lanternas (que também conectam os faróis na dianteira), criando uma assinatura inconfundível do ID.4 nas ruas. O ID.4 2027 ganhou novo conjunto de telas.
O painel de instrumentos digital permanece fixo na coluna de direção atrás do volante (que retoma os botões físicos), agora acompanhado da nova central multimídia de 12,9 polegadas com comando de voz nativo (IDA) e navegação nativa (GPS). A tela tem interface intuitiva, simples de usar e mais responsiva. Todas as configurações estão na ponta dos dedos: desde a climatização da cabine, os modos de condução, a configuração de bancos, a câmera 360° e até o GPS nativo, disponível de série no ID.4. Na conexão com smartphones, o sistema também acompanha o Apple CarPlay e Android Auto sem fio, além das opções de carregamento no console central, seja pelo carregador por indução ou pelas quatro portas USB-C no console central dianteiro e traseiro.
Segurança – Como parte do DNA da Volkswagen, a segurança é prioridade. O ID.4, além de nota máxima em segurança, acompanha uma lista extensa de sistemas ativos de segurança ao condutor. Como, por exemplo, o Emergency Assist, sistema exclusivo da Volkswagen que assume o controle do carro caso o motorista tenha uma perda de consciência, garantindo que o carro possa parar de forma segura. Já no dia a dia, ao estacionar em casa e no trabalho, o ID.4 também é referência com o Memory Park Assist. Nos locais que o motorista costuma estacionar com frequência, o ID.4 pode salvar o trajeto próximo do local de manobra e do espaço exato em que a vaga fica assumindo o controle do carro durante toda a manobra. Além dos exemplos acima, a lista repleta de funções ainda oferece: Travel Assist combinado ao Lane Assist, ACC com função Stop&Go, AEB com detecção de pedestres e ciclistas, Detector de Ponto Cego e o Rear Cross Traffic Alert.
Conforto – No interior, os bancos dianteiros ergoActive são elétricos com função memória, aquecimento e ainda com função massagem. As opções de massagem podem ser configuradas pela central multimídia e contam com três opções e até 30 minutos de duração. O ar-condicionado de três zonas é inteligente e conta com funções direcionadas para as necessidades do ocupante, seja de frio ou calor. A cabine conta com três zonas com configuração independente para motorista, passageiro e banco traseiro. De proporções, são 4,58 m de comprimento, com um entre-eixos de 2,77 m. No porta-malas são 533 litros de capacidade, o maior espaço da categoria. Na parte superior, o teto solar panorâmico de vidro completa o conforto da cabine, ocupando o teto de ponta a ponta, dando ainda mais iluminação e sensação de espaço para a cabine do ID.4.
O Nordeste e o mercado de elétricos e híbridos – A região nordestina manteve a segunda maior participação regional nas vendas de veículos leves eletrificados em agosto de 2026, com 12.453 unidades comercializadas, o equivalente a 21,7% do total nacional. Os dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que a região ficou atrás apenas do Sudeste e reforçam o avanço da mobilidade elétrica fora dos principais centros consumidores do país.
No Brasil, os eletrificados representaram 24,3% das vendas de veículos leves em agosto, com 63.709 unidades comercializadas, segundo dados da Bright Consulting baseados nos registros do Renavam. O volume foi mais que o dobro do registrado em agosto de 2025, quando foram vendidas 24.755 unidades. A expansão ocorre em um cenário de maior oferta de modelos, entrada de novas marcas e ampliação da infraestrutura de recarga. No mercado nordestino, a disputa entre os modelos também evidencia a mudança no perfil de consumo.
De acordo com dados da consultoria Jato, o BYD Dolphin Mini foi o veículo eletrificado mais vendido no Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia em agosto. Já o Geely EX2 liderou no Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O avanço das marcas chinesas também aparece no cenário nacional, com BYD e Geely entre as fabricantes que ampliaram presença no mercado brasileiro ao longo de 2026. Para Leonardo Dall’Olio, diretor comercial do Grupo Carmais, os números indicam uma mudança gradual na relação do consumidor nordestino com a tecnologia. “O consumidor está mais informado e encontra hoje uma oferta muito maior de veículos eletrificados. Isso muda a percepção sobre esse tipo de automóvel e faz com que a tecnologia passe a ser considerada de forma mais natural no momento da compra”, afirma.
Do Fusca ao Maverick: sim, há vários à venda por aí – Fusca, Maverick, Rural Willys e outros modelos que marcaram época continuam despertando o interesse de quem vê nos carros muito mais do que um meio de transporte. No NaPista, marketplace automotivo do banco BV com mais de 385 mil anúncios ativos, veículos fabricados há pelo menos 30 anos formam um universo movido por memória, design e paixão sobre rodas. Entre os anúncios de carros antigos, há opções para diferentes perfis, bolsos e décadas. Vão desde veículos com pouco mais de 30 anos até relíquias com 93 anos de história. A maior parte dos preços está na faixa de R$ 20 mil a R$ 50 mil, mas alguns modelos chegam perto de R$ 500 mil. É o caso de um Ford Maverick 1977, o clássico mais caro encontrado na plataforma.
No ranking por estado, São Paulo lidera os anúncios, seguido por Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. “O mercado automobilístico é cíclico e, embora tenhamos evoluído muito na mecânica e na tecnologia empregadas nos carros, quem compra um clássico está em busca de algo que vai além da engenharia. Esses modelos carregam história, despertam nostalgia e são, em muitos casos, bons investimentos”, explica Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV. “Isso ajuda a explicar por que alguns desses veículos, mesmo com décadas desde a fabricação, não são vistos como obsoletos, mas como peças raras, que seguem se valorizando”, completa o executivo.
Relíquias e clássicos populares – Entre os veículos mais antigos anunciados está um Chevrolet C14 ano 1933, colocado à venda por R$ 120 mil em Colombo, no Paraná. A plataforma também reúne versões do Willys Overland fabricadas entre 1948 e 1958, com preços de aproximadamente R$ 60 mil a R$ 160 mil. Ícone das estradas brasileiras, o Ford Rural Willys aparece em modelos a partir de 1962, com valores próximos de R$ 60 mil. Para os fãs do Fusca, há exemplares do início da década de 1960 anunciados por valores entre R$ 26 mil e R$ 90 mil. Já o Ford Maverick, símbolo dos anos 1970, aparece em diferentes versões, com preços que vão de R$ 116 mil a R$ 499 mil. Antes restritos a feiras, encontros e garagens de colecionadores, esses modelos agora também podem ser encontrados pela internet, com poucos cliques e sem sair de casa. Confira as listas dos anúncios de carros mais antigos e também dos mais valorizados do NaPista.
Os clássicos mais antigos
Chevrolet C14 (1933, 93 anos) – R$ 120 mil – Colombo (PR)
Willys Overland (1948, 78 anos) – R$ 159,9 mil – São Paulo (SP)
Ford Maverick Super Coupê 6 cil. (1975, 51 anos) – R$ 190,97 mil
Uber & Cia.: por que motoristas desconfiam das plataformas? – A Uber acaba de descobrir que, para os reguladores europeus, há decisões que não podem ser terceirizadas para um algoritmo. Por exemplo: a Autoridade Holandesa de Proteção de Dados multou a empresa em 825 milhões de euros, cerca de R$ 4,94 bilhões, por suspender e desativar contas de motoristas por meio de sistemas automatizados sem informação adequada e supervisão humana suficiente.
É a segunda maior multa aplicada com base no GDPR, atrás apenas da penalidade de 1,2 bilhão de euros imposta à Meta em 2023. O caso toca em uma questão central da economia de plataformas. Para a empresa, automatizar decisões significa escala e eficiência. Para o motorista, porém, uma conta bloqueada pode significar simplesmente deixar de trabalhar. É justamente essa diferença que torna a decisão holandesa relevante: o problema não está apenas no uso do algoritmo, mas no poder que ele passa a exercer sobre a renda de quem depende da plataforma.
A falta de transparência ajuda a explicar por que esse tipo de conflito vem ganhando espaço. Levantamento do GigU, em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, mostra que 58,2% consideram que as plataformas não são claras sobre suas regras e repasses. Outros 36,7% dizem compreender apenas parcialmente essas informações. Só 5,1% enxergam transparência total. O GigU é um aplicativo brasileiro criado para ajudar motoristas e entregadores de aplicativos (como Uber e 99) a calcularem o lucro real de suas corridas e gerenciarem melhor o trabalho.
“Os motoristas não são insumos de um algoritmo. São pessoas que trabalham longas horas para sustentar suas famílias, negociando às cegas contra a máquina de precificação mais sofisticada já construída. O GigU existe para acender as luzes. Esta pesquisa mostra ao mundo exatamente o que os motoristas têm visto do banco da frente”, destaca Luiz Gustavo Neves, CEO da plataforma. Sem contar que, no Brasil, o Ministério Público do Trabalho quer multa de R$ 329 milhões à Uber por impor taxas para motoristas. Na ação, os procuradores afirmam que a empresa cobra valor dos trabalhadores sem a garantia de retorno por meio da realização de corridas na plataforma.
Na Europa, a investigação contra a Uber começou após uma reclamação de Brahim Ben Ali, ex-motorista na França que teve a conta desativada em 2019. Ele reuniu relatos de outros 171 motoristas. Segundo a autoridade holandesa, os sistemas da empresa eram usados, entre outras situações, para suspender motoristas suspeitos de fraude e para desativar contas associadas a avaliações baixas. A Uber contestou que desligamentos permanentes tenham ocorrido sem revisão humana e afirma que a maior parte das suspensões é temporária. A empresa vai recorrer e classificou a multa como desproporcional. O episódio, no entanto, deixa uma questão que não diz respeito apenas à Uber: quanto mais as plataformas transferem decisões para sistemas automatizados, maior precisa ser a capacidade de explicar, revisar e contestar o que esses sistemas decidem. Na Europa, pelo menos, os reguladores estão deixando claro que eficiência tecnológica não elimina essa responsabilidade.
Três vantagens para caminhoneiros autônomos – Nos últimos anos, o setor de transporte rodoviário de cargas passou por transformações significativas. “Com as recentes mudanças da ANTT, o aumento das exigências fiscais e o avanço das plataformas e soluções digitais, o caminhoneiro autônomo precisa estar cada vez mais preparado para se adaptar e atuar de forma regular e competitiva no mercado”, avalia André Pimenta, CEO da Motz, transportadora que conecta embarcadores a caminhoneiros autônomos e transportadoras na logística do agronegócio e construção civil.
Há, em todo o país, cerca de 4,4 milhões de motoristas profissionais no país, de acordo com um estudo da ILOS feito com base em dados do Senatran. Apesar de alto, o número esteve em queda, com redução de 22%, quando comparado com 2024. Pensando na movimentação da logística e ouvindo os profissionais do setor, a Motz elencou três vantagens da profissão de caminhoneiro autônomo e apoia a movimentação desse segmento, essencial para o desenvolvimento econômico do país. São elas:
Independência nas decisões: dados da FGV IBRE mostram que 55% dos profissionais autônomos, no geral, escolhem o modelo por vontade própria, destacando a independência e flexibilidade como grandes atrativos. Para os caminhoneiros que optem por esse regime, isso não é diferente. Nesse sistema, os motoristas podem definir suas melhores rotas, que tipos de carga transportar e com quais empresas trabalhar. Essa independência permite buscar os fretes mais vantajosos, evitar rotas que não compensam financeiramente e atuar em regiões que trazem mais segurança e rentabilidade. No entanto, também exige responsabilidade e visão estratégica para manter a operação sempre ativa e lucrativa.
Controle financeiro e potencial de ganhos: o CEO defende que, diferente do regime CLT, o autônomo tem a possibilidade de ampliar seus ganhos conforme o volume de viagens e a eficiência da gestão, a depender da organização e gestão do profissional — já que esse controle financeiro depende de pontos essenciais de disposição, prontidão e agilidade e vindo dos profissionais nessa condição. “Por isso, é preciso ficar atento à saúde física e mental — uma atenção que deve ser tanto para o empregador quanto para o próprio autônomo — buscando sempre equilibrar o trabalho com a qualidade de vida e prezando pela segurança e bem-estar dos profissionais”, afirma Pimenta.
Autonomia como empreendedor: o caminhoneiro autônomo precisa administrar seu veículo, sua agenda, suas parcerias e investimentos. Essa autonomia traz desafios, como lidar com a manutenção do caminhão e o controle das despesas, mas também fortalece a sensação de propriedade sobre o próprio trabalho.
“Essa independência vai além de questões financeiras, trazendo também liberdade para escolha de horário de trabalho, rota mais adequada e pausas estratégicas. Para melhor aproveitamento de tempo, com o apoio de ecossistemas parceiros, é possível gerenciar tudo com mais solidez e eficiência”, acrescenta o CEO.
O executivo reforça a importância de investir em soluções que facilitem o dia a dia dos caminhoneiros, garantindo mais segurança, saúde e bem-estar para os profissionais e amplificando os benefícios do modelo autônomo. “É necessário transformar a jornada na estrada em uma experiência mais conectada, produtiva e, acima de tudo, valorizada por toda a cadeia logística. Afinal, investir em quem move o país é o primeiro passo para construir um setor de transportes mais humano e sustentável. Com o apoio da tecnologia e de parceiros seguros, é possível rodar com tranquilidade, reduzir riscos operacionais e alcançar uma rotina que seja equilibrada e rentável”, ressalta o gestor.
Pneu tem prazo de validade? Vale a pena comprar usado? – Quantos quilômetros dura um pneu? Existe uma data de validade? Um pneu pouco utilizado pode envelhecer mesmo com a banda de rodagem aparentemente em boas condições? Essas são dúvidas frequentes entre os motoristas e mostram que determinar a vida útil de um pneu envolve mais fatores do que simplesmente observar há quanto tempo ele foi instalado no veículo.
Por isso, a Bridgestone, líder mundial neste segmento, fez uma pequena cartilha para mostrar o que é verdade ou mito nesse assunto. Por exemplo: os técnicos da fabricante garantem que não é possível estabelecer uma data máxima de validade aplicável a todos os pneus. Com o passar do tempo e a exposição a diferentes condições de utilização, os componentes do pneu podem perder gradualmente suas características originais. Ao mesmo tempo, fatores como hábitos de condução, calibragem, alinhamento, balanceamento, condições das vias e quilometragem percorrida também influenciam diretamente sua durabilidade.
“Não existe um único fator capaz de determinar a vida útil de um pneu. É preciso considerar tempo, quilometragem, condições de uso e, principalmente, seu estado de conservação. Dois pneus fabricados na mesma época podem apresentar condições bastante diferentes dependendo da utilização e da manutenção recebida ao longo dos anos. Por isso, a inspeção periódica é fundamental tanto para a segurança quanto para aproveitar adequadamente a vida útil do produto”, explica Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone no Brasil.
Mito ou verdade: pneu tem data de validade?
Mito. Quando se entende validade como uma data fixa após a qual todo pneu necessariamente deixa de poder ser utilizado. Diferentemente de produtos que possuem uma data de vencimento determinada, os pneus não têm uma data fixa de validade. O recomendado é que, após cinco anos da data de fabricação, o pneu seja verificado por um técnico qualificado.
Também é recomendável não usar pneus com mais de dez anos de fabricação. A idade pode ser identificada por meio do número de série DOT presente no pneu, que permite consultar a semana e o ano em que foi produzido. Por isso, mesmo um pneu que tenha rodado pouco merece atenção à medida que envelhece. Tempo e quilometragem devem ser considerados juntamente com as condições reais do produto.
Mito ou verdade: quilometragem é mais importante que a idade?
Depende. Não há um único parâmetro que, isoladamente, determine quando um pneu precisa ser substituído. Um motorista que percorre longas distâncias diariamente pode atingir o limite de desgaste da banda de rodagem muito antes de outro que utiliza o automóvel apenas ocasionalmente.
A durabilidade pode variar de acordo com o tipo de pneu, carga transportada, maneira como o motorista conduz o veículo, condições das estradas, clima e manutenção. Por isso, mais importante do que estabelecer uma disputa entre tempo e quilometragem é acompanhar regularmente as condições reais dos pneus.
Mito ou verdade: pneu com sulcos ainda profundos está necessariamente em boas condições?
Mito. A profundidade da banda de rodagem é um indicador fundamental, mas não deve ser observada isoladamente. O motorista também deve ficar atento a sinais como cortes, bolhas, deformações e desgaste irregular. Diante de qualquer avaria, a orientação é procurar uma revenda autorizada para avaliação, já que alguns danos podem ser reparados e outros podem exigir a substituição do pneu.
Outro ponto de atenção é o TWI (Tread Wear Indicator), indicador existente nos sulcos dos pneus que sinaliza quando a banda de rodagem alcançou o limite de desgaste de 1,6 milímetro. Ao atingir esse nível, o pneu deve ser substituído.
O desgaste irregular também merece atenção porque pode indicar problemas que vão além do próprio pneu. Componentes gastos ou com folgas, desalinhamento da suspensão ou desbalanceamento das rodas podem provocar esse tipo de desgaste, afetando a dirigibilidade do veículo e reduzindo a vida útil dos pneus.
Mito ou verdade: vale a pena comprar pneus usados?
Exige atenção. Um pneu usado é aquele que já sofreu algum desgaste de sua banda de rodagem. Além disso, nem sempre o consumidor terá acesso ao histórico completo de utilização e manutenção daquele produto. Antes de considerar esse tipo de pneu, é fundamental verificar aspectos como o nível e a uniformidade do desgaste, possíveis avarias e a compatibilidade com as especificações determinadas pelo fabricante do veículo. Em caso de dúvida sobre as condições do produto, a recomendação é buscar uma avaliação técnica especializada.
Manutenção adequada – Além da manutenção preventiva, escolher o pneu adequado ao veículo é fundamental para aproveitar melhor sua vida útil. A orientação da Bridgestone é utilizar produtos que atendam às especificações estabelecidas pelo fabricante do automóvel, disponíveis no manual do proprietário. Na substituição, devem ser respeitados critérios como medida, construção, índice de carga e símbolo de velocidade. Preferencialmente, todos os pneus devem ser da mesma marca e modelo. Quando isso não for possível, pelo menos os pneus instalados no mesmo eixo devem ser iguais, uma vez que produtos diferentes podem apresentar comportamentos dinâmicos distintos.
Os cuidados devem continuar durante toda a utilização. A Bridgestone recomenda verificar a pressão semanalmente, sempre de acordo com a especificação indicada pelo fabricante do veículo, além de manter alinhamento, balanceamento e rodízio em dia. Também é importante evitar sobrecarga, acompanhar periodicamente o TWI e adotar uma condução que evite freadas fortes, mudanças bruscas de direção e impactos contra buracos, guias e outras imperfeições da pista. A combinação entre a escolha correta e a manutenção adequada contribui para preservar as características dos pneus e aproveitar melhor sua vida útil.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
Em meio a uma sequência de desgastes políticos e a pouco mais de três semanas das eleições, a governadora Raquel Lyra (PSD) reuniu, neste sábado (12), prefeitos aliados em um hotel da Zona Sul do Recife. Em um áudio do encontro que acabou vazando, a candidata à reeleição aparece em tom melancólico ao pedir maior engajamento dos gestores municipais na reta final da campanha.
“Eu tenho pedido pesquisa a todo mundo, e quem fizer, me manda pra gente poder avaliar”, solicitou Raquel Lyra.
A reunião, convocada pessoalmente pela governadora e articulada por sua coordenação política, também chamou atenção pelo número de ausências. Embora Raquel e seus aliados afirmem publicamente contar com o apoio de mais de 140 prefeitos pernambucanos, menos de 30 gestores municipais teriam sido vistos no encontro deste sábado. Na prática, seriam mais de 100 ausências entre os prefeitos apresentados pela campanha como integrantes de sua base política.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, assumiu neste sábado (12) a relatoria do caso que avalia a abertura de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. Na semana que vem, o plenário do Supremo vai decidir se abre a investigação contra Moraes após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos do caso Master em que vieram à tona diálogos de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Fachin retirou o processo das mãos do ministro André Mendonça e o transferiu para a presidência da Corte. A decisão de assumir o caso foi tomada agora à noite, alterando o comando das investigações.
A transferência da relatoria foi fundamentada nas regras internas do tribunal. O regimento do STF estabelece que apurações preliminares contra magistrados da própria Corte devem ser conduzidas por seu presidente. “Substitua-se a relatoria da PET 16.662 para a Presidência do Supremo Tribunal Federal”, determinou Fachin em despacho.
O plenário do STF decidirá na próxima terça-feira (15) o futuro do caso de Moraes. Os ministros deverão definir, em transmissão ao vivo, se abrem uma investigação formal contra o magistrado ou se determinam o arquivamento do pedido.
A petição surgiu a partir de relatórios da Polícia Federal envolvendo conversas de Moraes com Vorcaro. Mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro foram reunidas durante as investigações sobre o Banco Master.
Crise no Supremo
Mendonça atendeu à ordem de Fachin e defendeu sua conduta anterior. Ao devolver os autos do processo à presidência hoje (12), Mendonça sustentou que enviou o caso ao plenário para que a Corte pudesse avaliar as informações, cumprindo o regimento e a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional).
As mensagens reveladas pela imprensa provocaram uma crise sem precedentes no tribunal. O material expõe diálogos de Daniel Vorcaro com Moraes e também com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O tribunal também pautou um julgamento que envolve a atuação de Mendonça. A análise sobre suposto crime de responsabilidade e abuso de autoridade apontado por Moraes contra Mendonça ficou agendada para o dia 23 de setembro.
Fachin já havia determinado a suspensão de procedimentos sobre o caso na quarta-feira (9). A decisão anterior do presidente exigiu a interrupção de qualquer investigação sobre membros da Corte e o envio imediato de todos os documentos para a cúpula do tribunal.
A candidata a deputada federal Priscila Ferraz (PSB) recebeu, na manhã deste sábado (12), o candidato a deputado estadual Flávio Gadelha Filho (MDB) e apoiadores durante um adesivaço realizado em seu comitêem Cavaleiro, Jaboatão dos Guararapes. Durante o encontro, os dois destacaram a defesa de pautas relacionadas à saúde e à valorização da enfermagem. “É uma alegria caminhar junto com Flávio, que representa a força e a renovação da juventude na política”, afirmou Priscila. Flávio, por sua vez, disse conhecer o trabalho da candidata na área e afirmou que os dois estão “de mãos dadas nessa caminhada”.
O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) participou, neste sábado (12), de uma grande caminhada e de um panfletaço em Camaragibe, no Grande Recife, ao lado do prefeito Diego Cabral e do candidato a deputado estadual João de Nadegi. A mobilização teve concentração na Rua Sérgio Romero, em frente à Escola São José, e percorreu as ruas do município, reunindo lideranças, apoiadores e moradores em um momento de proximidade e demonstração de força política.
Durante a caminhada e o panfletaço, Eduardo esteve ao lado de Diego Cabral, cumprimentou moradores e conversou com eleitores. A atividade também contou com a divulgação de propostas para o município, com foco em investimentos, infraestrutura, saúde e educação. Eduardo afirmou que pretende ampliar a parceria com Diego Cabral e defender recursos para Camaragibe.
“É muito bom estar em Camaragibe, caminhando ao lado dos amigos prefeito Diego Cabral e João de Nadegi, sentindo de perto o carinho da nossa gente. Quando a gente olha no olho da população, ouve suas demandas e conhece a realidade de cada comunidade, aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de trabalhar. Essa união com Diego é importante para que Camaragibe continue avançando e para que possamos levar ainda mais investimentos e oportunidades para o município e para todo Pernambuco”, afirmou Eduardo da Fonte.
O vereador de Petrolina Wanderley Alves (PDT), responsável pelo portal Petrolina em Destaque, anunciou seu apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. Wanderley esteve no Recife nesta semana e, antes de formalizar o apoio, teve uma longa conversa com João Campos, na qual apresentou uma pauta positiva e propositiva para Petrolina e para toda a região do São Francisco.
O movimento tem peso político e também simbólico. Wanderley é uma liderança que conhece de perto as demandas de Petrolina e tem forte capacidade de comunicação e mobilização na região. Seu apoio demonstra que o projeto de João Campos começa a ampliar pontes para além da Região Metropolitana e a dialogar diretamente com lideranças do interior.
A aproximação também reforça uma prioridade que João Campos vem deixando clara desde que assumiu a liderança do projeto para Pernambuco: Petrolina e o Vale do São Francisco terão papel estratégico no desenvolvimento do Estado.
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) divulgou neste sábado (12) uma nota em que a Associação Paulista de Imprensa repudia a reportagem do Estadão intitulada “Augusto Cury se apresenta como professor de pós-graduação da USP, mas universidade desmente”. A reportagem esclarece que Cury não é professor efetivo ou concursado da Universidade de São Paulo (USP), como poderia sugerir sua biografia publicada no site oficial. Segundo a universidade, Cury ministrou uma disciplina no curso de pós-graduação da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto entre 2020 e 2022, como professor convidado, e não mantém vínculo atual com a instituição.
A universidade informou que Cury ministrou a disciplina “Gestão da Emoção na Formação de Professor Universitário”, na área de Reabilitação Oral, mas não mantém vínculo atual com a instituição. A nota, assinada pela Associação Paulista de Imprensa, acusa a publicação de prejudicar a imagem do candidato e classifica o título como “fake news”.
A ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE IMPRENSA, nos seus 93 anos em defesa intransigente das liberdades de expressão, informação e comunicação social no Estado de São Paulo e no Brasil, principalmente pugnando pela verdade, ética, dignidade e o profissionalismo dos jornalistas, vem se manifestar através desta Nota de Repúdio, em desfavor do secular jornal de tradições bandeirantes O ESTADO DE SÃO PAULO consagrado “ESTADÃO”, em sua matéria assinada pela jovem jornalista Melissa Duarte, com a chamada “CURY DIZ LECIONAR NA USP”, MAS UNIVERSIDADES DESMENTE ELO COM O CANDIDATO.
Em destaque na matéria em um dos trechos a jovem jornalista Melissa Duarte explicita:
“Instituição esclarece que teve o presidenciável como professor de 2020 a 2022, mas que, desde então, ele deixou o curso de pós-graduação na USP”.
Consultado pela redação do jornal, tudo fora confirmado e atestado pela direção da USP, que alias vem transcrita em texto reproduzido com exatidão pelo jornal:
“Augusto Cury ministrou a disciplina Gestão da Emoção na Formação de Professor Universitário, na área de Reabilitação Oral, no curso de Pós-Graduação da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (USP)”.
A matéria jornalística, alias, cumpre com os pré-requisitos que são fundamentais para alicerçar uma informação á ser publicada, principalmente no “Estadão” com a tradição e o respeito dos seus leitores a mais de 151 anos de história, informando o Brasil e o mundo.
A nossa irresignação é realmente do titulo da matéria que é mentiroso, não retrata a verdade, que inclusive, ao ler o seu texto fica claramente escancarado o interesse de denegrir a reputação do candidato Augusto Cury a Presidência da República.
Sem que façamos muito esforço a jovem jornalista Melissa Duarte, claramente alcançou o seu objetivo ideológico, macular a biografia do candidato para criar retóricas contra ele, do tipo; “mentiroso e de “falsear a verdade sobre sua biografia”.
Desnecessário reconhecer a brilhante trajetória acadêmica do candidato, que inclusive a direção da USP de Ribeirão Preto, reafirma a verdade que fora seu professor, portanto lecionou na conceituada Instituição, retificando a informação inverídica apresentada no titulo da matéria.
Por essa grave chamada do titulo da matéria, da qual objetivo central foi levar o leitor incauto a ter uma má imagem do candidato, que por sua capacidade pessoal de excelente professor, surgiu nessa acirrada e doentia disputa de acusações reciprocas entre os candidatos que estão liderando as pesquisas, como uma terceira via surpreendente, com sua tese pacificadora, propondo soluções praticas e simples para o Brasil e o desenvolvimento do povo brasileiro.
A jovem jornalista em razão de sua matéria conseguiu macular a credibilidade de um dos maiores veículos de comunicação do País, de tradição da família Mesquita que possui uma historia invejável para quem realmente conhece o desenvolvimento e o crescimento do maior Estado da Nação brasileira que é São Paulo.
Quem perde, é a credibilidade do jornal a raiz da verdade fica abalada e muito pior a chamada da matéria caraterizada como verdadeiro FAKE NEWS, que todos nós repudiamos e desejamos extirpar do nosso meio jornalístico, pois, o que verdadeiramente desejamos é um País pacificado, sem divisão de raça, cor, credos e principalmente essa beligerância da esquerda e da direita se de gladiando.
O maior objetivo de todos nós é vivermos PAZ, com qualidade de vida para a maioria dos brasileiros e deixarmos a ideologia somente para os estudos acadêmicos, jamais permitir que a ideologia principalmente partidária contamine as redações dos veículos de informação!!!
O jornalista José Nivaldo Júnior, do jornal O Poder, afirmou que a governadora Raquel Lyra (PSD) não conseguiu responder à acusação de que teria ultrapassado o teto constitucional com seus vencimentos durante debate realizado ontem (11), em Caruaru, pela rádio Cidade 99,7. Segundo ele, Raquel justificou os pagamentos com base em uma lei estadual, mas a argumentação não se sustenta porque uma norma estadual não pode se sobrepor a uma federal. “Sinceramente, um estagiário de direito não engole essa”, afirmou.
Apesar de as quebras de sigilo até aqui sugerirem que o ministro André Mendonça gastou mais sua energia para buscar informações sobre o adversário Alexandre de Moraes do que para investigar o aliado Flávio Bolsonaro por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o pouco revelado até agora reforça as suspeitas de que milhões transferidos por Daniel Vorcaro a pedido do senador tiveram um fim ainda menos nobre do que o filme Dark Horse. E pode ter bancado traição à pátria.
Flávio solicitou (e cobrou, e cobrou, e cobrou…) R$ 134 milhões do dono do Master em tese para a obra sobre a vida de seu pai — dinheiro que até um suricato desatento sabe que não pode ser chamado de “privado”, uma vez que o Master usou fundos de aposentadorias de servidores públicos e no Banco de Brasília. É dinheiro público — e sem a necessidade chata de prestação de contas da Lei Rouanet.
Enquanto o deputado Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona da produtora do filme, recebiam recursos de outras fontes nacionais — a Polícia Federal investiga o desvio de emendas parlamentares, ou seja, mais dinheiro público — para que o filme fosse rodado no Brasil, pelo menos R$ 70 milhões foram enviados aos Estados Unidos por meio do fundo Havengate, sob a tutela do advogado migratório de Eduardo Bolsonaro.
As informações disponíveis até aqui indicam que não é possível dizer que todo o dinheiro que foi mandado para fora acabou empregado no filme. A PF investiga se a grana foi usada na produção ou para manter as atividades dele enquanto conspirava junto ao governo Donald Trump. Isso — segundo afirmou o próprio deputado na época — ajudou a estabelecer o primeiro tarifaço contra o Brasil no ano passado. Um dos elementos que corrobora essa hipótese é que a Procuradoria-Geral da República aponta que o ex-deputado, que está em autoexílio no Texas, orientou a gestão desses recursos.
Confirmado que a grana manteve Eduardo enquanto ele tentava barrar o julgamento e a condenação de Jair por tentativa de golpe, podem-se somar “coação no curso do processo” e, por que não, a “traição” ao rol de investigações envolvendo Flávio por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. É um belo currículo a um pretendente à Presidência da República.
Sempre que é confrontado sobre o cascalho do Vorcaro, Flávio Bolsonaro diz que a produtora Go Up já fez uma perícia privada e provou que estava tudo em ordem. Mentira. Artur Rodrigues e Amanda Rossi, no UOL, apontam hoje o contrário: a ação da PF identificou conflitos em relação ao volume de recursos que teria voltado do exterior para o Brasil para a execução do filme.
Enquanto isso, Natália Portinari, Cézar Feitoza, Artur Rodrigues e Fabio Serapião, também no UOL, revelam que o braço da produtora de Dark Horse nos EUA se recusou a entregar às autoridades brasileiras os documentos contábeis e bancários da empresa, mantendo sob sigilo informações relativas a 72% do custo da produção do filme. Basicamente, exige uma ordem de um juiz norte-americano. Para tanto, precisaríamos que o STF fizesse esse pedido. Mas Mendonça só tem olhos para Moraes.
Traduzindo: o boteco da esquina tem contas mais redondas e transparentes do que as de Dark Horse.
Outra dúvida é se toda a informação coletada foi realmente divulgada por Mendonça ou se dados apurados em diligências da PF ainda em curso não vieram a público sob a justificativa de não atrapalhar as investigações. Isso sem contar os dados dos oito celulares de Daniel Vorcaro, que foram apenas parcialmente revelados, prejudicando uns e beneficiando outros.
Na atual conjuntura, em que dados de ministros do STF foram divulgados mesmo sem autorização para tanto, seria importante que toda a informação viesse a público. O dano à Justiça e ao país provocado pela atual percepção de tentativa de interferência eleitoral por meio do vazamento seletivo de informações é pior do que qualquer prejuízo às investigações da polícia.
A percepção, até aqui, é a de que o filme foi um grande aríete contra o próprio Brasil. O problema, portanto, já não é saber se Dark Horse é ruim, mas descobrir por que tanta gente poderosa parece tão pouco interessada em chegar aos seus créditos finais.
A PF (Polícia Federal) encontrou uma lista com “nomes” de deputados e anotações que seriam “provavelmente” valores entre documentos localizados na churrasqueira da casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília.
O material foi encontrado durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em maio deste ano, na 5ª fase da Operação Compliance Zero, que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal). O relatório da diligência foi tornado público ontem (11), após o ministro André Mendonça ampliar a retirada de sigilo de processos relacionados ao caso Master. As informações são da CNN Brasil.
Uma funcionária da casa, segundo a PF, disse que os papéis encontrados na churrasqueira haviam sido entregues por Nogueira para que fossem queimados, sob a justificativa de que se tratavam de “documentos antigos”. Ela afirmou ainda que não chegou a queimar o material por “ausência de tempo hábil”. O relatório não informa quando o senador teria dado a orientação.
“Na churrasqueira da residência, foram localizados documentos que, segundo a funcionária Débora, haviam sido entregues pelo investigado para serem queimados, sob a justificativa de serem ‘antigos ou sem serventia'”, escreveram os investigadores. Entre os papéis, os policiais encontraram um rascunho com a palavra “CAMARA”, seguida por nomes e números:
Arthur, 40;
Hugo, 10;
Elmar, 10;
Luizinho, 10;
Adolfo, 10;
Isnaldo, 5;
Diego, 5;
Altineu, 5;
Netinho, 5.
A PF associou parte dessas anotações aos deputados Arthur Lira (PP-AL), Hugo Motta (Republicanos-PB), Elmar Nascimento (União-BA), Doutor Luizinho (PP-RJ), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
“Ressalte-se que, ao lado de cada nome, há números e, em seguida, valores (provavelmente), o que carece de esclarecimento”, escreveu a equipe responsável pela busca.
A CNN procurou os citados. Em nota, a assessoria do deputado federal Arthur Lira informou que ele desconhece as anotações mencionadas e não pode se manifestar sobre o registro.
“Sinais de riqueza aparente”
Durante a busca, a PF também apreendeu dinheiro em moeda estrangeira, relógios, veículos e aparelhos eletrônicos. No escritório do senador, foram encontrados US$ 27.735, € 1.555 e 890 liras turcas. Os valores foram encaminhados à Caixa Econômica Federal para custódia.
Em um cofre no quarto de Nogueira, os agentes apreenderam um pendrive, três relógios aparentemente da marca Rolex, um relógio aparentemente da Patek Philippe e um crucifixo dourado. Os relógios e a joia foram enviados para perícia, que deve identificar características, origem e valor de mercado dos itens. Também foram apreendidos uma BMW 440i e uma motocicleta Honda CB1000R.
O relatório registra ainda a presença de bebidas alcoólicas de alto valor, como vinhos importados e uísques, além de bolsas de grife encontradas em diferentes cômodos da casa. A PF afirma que o cumprimento do mandado permitiu confirmar “sinais de riqueza aparente” do Ciro Nogueira:
“O cumprimento do mandado de busca e apreensão decorreu sem mais eventos dignos de nota, e, a partir dele, foi possível confirmar os sinais de riqueza aparente do investigado, além de achados passíveis de aprofundamento (a exemplo do manuscrito encontrado na churrasqueira, contendo nomes de parlamentares acompanhados de valores e das malas etiquetadas com nomes de terceiros)”, diz.
Oito em cada dez eleitores afirmam que a crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) não altera a sua intenção de voto para presidente. É o que aponta uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12). Entrevistadores do instituto saíram às ruas entre terça-feira (8) e quinta (10) para captar a percepção do eleitorado sobre diferentes temas — incluindo a parte até então divulgada sobre o embate público entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça pelo Caso Master.
Segundo a sondagem, as mensagens que implicam Moraes no caso Master não mudaram a preferência eleitoral de 85%, assim como o pedido de investigação contra Mendonça não afetou 86%.
Neste sábado, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, vetou o agendamento de uma sessão conjunta para analisar, na próxima terça-feira (15), as condutas dos dois colegas. Fachin manteve a data para análise do pedido de investigação do elo de Moraes com o banqueiro preso Daniel Vorcaro no dia 15 e marcou para 23 de setembro a deliberação sobre a suposta parcialidade contra Mendonça. A decisão representou um revés para Moraes, que pediram a análise em conjunto dos casos.
Na véspera, Mendonça tornou públicos todos os processos do Supremo relacionados às fraudes do Banco Master. O conflito estourou na terça-feira, quando o ministro revelou relatório sigiloso que mencionava mensagens entre Vorcaro e Moraes. O ato expôs detalhes sobre o contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da mulher do magistrado, Viviane Barci de Moraes, e pedidos do ex-banqueiro para que o interlocutor ajudasse a barrar ações contra o banco e o orientasse sobre a convivência de sair do país.
Em resposta, Moraes questionou a legalidade dos atos de Mendonça, pediu que ele fosse investigado no inquérito das fake news, então sob sua relatoria, e acusou o colega de proteger de forma “ostensiva” um determinado “grupo político” ao manter o sigilo de parte das investigações do Master. Fachin interveio e, entre o início da madrugada de sexta-feira ao início da noite, 54 procedimentos vieram à tona.
O conflito no STF foi para o centro da disputa eleitoral, com Flávio Bolsonaro (PL) vinculando Moraes ao adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dada a atuação do magistrado no processo da trama golpista, que levou à prisão de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Lula rebateu o rival e apontou a motivação política dos atos de Mendonça, que teria divulgado apenas parte dos inquéritos relacionados à instituição financeira — deixado de lado, por exemplo, as apurações sobre o financiamento de Vorcaro ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente.
O levantamento apontou que, para 7% dos eleitores, as mensagens entre Moraes e Vorcaro não mudaram a intenção de voto, mas deixaram em dúvida o voto para presidente. Outros 4% indicaram que alteraram a escolha para presidente a partir disso, e 4% não responderam.
Na sondagem sobre o efeito do pedido de investigação de Mendonça, 2% apontaram ter mudado de ideia sobre o voto. Outros 7% afirmaram não ter mudado, mas ficado em dúvida, e 4% não souberam.
De acordo com o instituto, 66% disseram saber do caso Moraes, e 26% deles se disseram bem informados. Os eleitores de Flávio foram os mais que relataram saber do caso: 75%, ante 61% entre aqueles que declaram voto em Lula no primeiro turno.
As suspeitas contra Mendonça são menos conhecidas pelo eleitorado: 45% afirmaram ter conhecimento, com 22% desses se classificando como bem informados. Os bolsonaristas (60%) também indicaram saber, em maior proporção, do caso Mendonça, em relação aos lulistas (37%).
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades de terça-feira (8) a quinta (10). A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Encomendado pela Folha e pela TV Globo, o levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-01833/2026.
Depois da denúncia do Metrópoles sobre pagamentos via Pix para estimular comentários favoráveis a Raquel Lyra e ataques a João Campos nas redes sociais, algo chama atenção: de uma hora para outra, os comentários que inundavam blogs, portais e redes sociais simplesmente evaporaram. Vale destacar que os comentários, segundo a denúncia, eram pagos por uma bet.
A reportagem do Metrópoles revelou mensagens, grupos de WhatsApp e comprovantes de pagamentos semanais a pessoas encarregadas de produzir esse tipo de engajamento. A campanha de Raquel nega qualquer vínculo com a estrutura denunciada e afirma que o apoio recebido nas redes é espontâneo.
Mas fica a pergunta: se era tudo espontâneo, por que o movimento desapareceu justamente depois que o esquema veio a público?
Será que a denúncia acendeu um sinal de alerta? E mais: será que existe preocupação de que as informações reveladas possam chegar a órgãos de investigação, inclusive à Polícia Federal? Já pensaram a PF atrás de uma ex-delegada da PF? Há quem aposte que essa possibilidade existe. Coincidência ou não, depois que os Pix apareceram, os comentários desapareceram.