*Por Cláudio Soares
Marília Arraes e Anderson Ferreira fugiram dos debates. Um desprezo absoluto ao eleitor que antes de tudo precisa saber quais são as propostas e projetos importantes para Pernambuco. Miguel Coelho, Raquel Lyra e Danilo Cabral participaram de todos os encontros para debaterem as mazelas do Estado.
Marília confiante no potencial de votos de Lula em Pernambuco, mas congelada nas pesquisas, pode ter dado um tiro no pé. Anderson foi acusado de “fugir” por não saber responder sobre suas promessas e a mácula de sua reputação de casos de péssima administração em Jaboatão dos Guararapes. O púlpito vazio também foi explorado pelos adversários. Todos os candidatos presentes mencionaram a ausência de Anderson Ferreira que pode murchar nesta reta final e seus votos migrarem para Miguel Coelho.
Leia maisOs debates são direcionados, principalmente, para os eleitores indecisos, aqueles que tendem a não ser parcial a qualquer ideologia ou chefe político. Em Pernambuco, de 5% a 10% ainda estão indecisos. São milhares de votos que vão definir quem vai ao segundo turno. Sem contar os brancos e nulos, 7%, que podem mudar de opinião. Anderson está ‘empatado'(um pouco atrás) tecnicamente com seus oponentes que tentam uma vaga no turno posterior. O que Anderson Ferreira tem a esconder que corre do debate feito o diabo corre da cruz?
Registro aqui a bravura de Miguel Coelho que, segundo jornalistas políticos, é considerado fato novo da política brasileira. Ele começou a disputa tímido, com apenas 6%, e agora já tem de 13% a 16%, considerando a margem de erro de 3% da última pesquisa Ipec (antigo ibope).
Miguel além de representar mudança no quadro político do Estado, é dinâmico, tem experiência administrativa, discurso arrojado e consegue demonstrar seus conhecimentos dos problemas de Pernambuco. Seus projetos apresentados até aqui são os mais viáveis para tirar a população do atraso.
O conjunto de qualidades de Miguel Coelho e as características com que enfrenta a situação que se apresenta no Estado, a deterioração das estradas esburacadas, o caos na saúde e o desgaste natural, consequência do desastre de 8 anos de Paulo Câmara e PSB/PT, o entendimento é que o povo cansou e exige a mudança.
Raquel Lyra está na briga sim. Mas sua estrutura de campanha e seu discurso não empolgam tanto quanto o ex-prefeito de Petrolina, que deixou a prefeitura do Sertão com 90% de aprovação. Isso conta muito na análise do eleitor indeciso.
*Advogado e jornalista
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