O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou, hoje, a fazer afagos ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e também defendeu o deputado de vaias durante um evento de entrega de moradias populares em Maceió, capital de Alagoas.
Durante discurso a uma plateia de apoiadores, Lula afirmou que o ato desta sexta tinha caráter institucional, e não teor partidário, por isso, na avaliação do petista, não caberia vaia aos políticos presentes.
“A gente precisa apenas a aprender a respeitar quando o ato é institucional, um ato institucional não tem cor partidária. Porque, senão, fica difícil para um presidente da República viajar para inaugurar coisas, porque as pessoas que vem aqui são convidas por nós. E ninguém leva ninguém na sua casa para ser vaiado”, afirmou Lula.
Antes do pronunciamento do presidente, Lira discurso e citou o pai, o ex-senador Benedito de Lira, que hoje é prefeito de Barra de São Miguel (AL). Houve vaias, e Lira reclamou.
“O meu pai, que muitos aplaudem e muitos vaiam, mas eu duvido, eu duvido que um morador que vai ser atendido por essas casas esteja vaiando hoje. Isso é uma falta de respeito! Isso é uma falta de respeito”, disse o presidente da Câmara.
Diante das vaias, Lula se levantou e ficou ao lado de Lira durante parte do discurso do presidente da Câmara. O público também se dividiu entre vaias e aplausos para o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, e o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB-AL).
Ontem, em São José da Tapera, no interior do estado, Lula já havia feito acenos ao presidente da Câmara, durante cerimônia de assinatura de contrato de obras hídricas no sertão alagoano.
Nesta sexta, o presidente da República voltou a dizer que, embora o PT tenha somente 68 deputados em um universo de 513 na Câmara, o governo tem conseguido aprovar projetos de interesse na Casa. “Nós, até agora, não tivemos um único projeto derrotado, todos foram aprovados”, declarou.
Presidente da Caixa diz que microcrédito tira famílias do Bolsa Família
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog, que programas de microcrédito apoiados pelo banco têm permitido que beneficiários do Bolsa Família ampliem a renda e deixem o programa social. Segundo ele, os resultados já podem ser observados em diversas regiões do país, especialmente no Norte e no Nordeste. “Tem muitas famílias que estão lá no Bolsa Família que estão partindo para fazer essa operação do microcrédito e saindo do Bolsa”, declarou.
Vieira destacou que algumas famílias atendidas pelas linhas de crédito tiveram aumento de renda de até duas vezes e meia. “As famílias que estão se beneficiando desse crédito tiveram a renda ampliada em duas vezes e meia”, afirmou. Para o dirigente, o resultado é fruto da integração entre políticas de crédito, assistência social e inclusão produtiva.
Como exemplo, o presidente da Caixa citou uma comunidade indígena caiapó, no Pará, que deixou atividades ligadas ao garimpo ilegal para investir na produção de cacau e açaí com apoio financeiro. Segundo ele, a mudança proporcionou renda superior à obtida anteriormente. Vieira também mencionou a assinatura de 1.200 contratos voltados à agricultura familiar na região integrada do Distrito Federal e Entorno.
Ao comentar o acesso ao crédito para a população de baixa renda, rebateu críticas sobre o risco dessas operações. “A inadimplência é baixíssima”, disse. Segundo ele, os financiamentos contam com condições diferenciadas, incluindo juros de 0,5% ao ano e descontos para quem mantém os pagamentos em dia.
O presidente da Caixa também abordou o processo de modernização da instituição. Segundo ele, o banco abriu cinco milhões de contas digitais apenas no primeiro trimestre deste ano e trabalha para unificar seus atuais aplicativos em uma única plataforma. “Com uma senha só, o cliente poderá acessar todos os aplicativos da Caixa”, afirmou.
Na área habitacional, Vieira destacou os resultados do Minha Casa, Minha Vida e afirmou que o país começou a registrar redução do déficit habitacional. “Pela primeira vez, estamos reduzindo o déficit habitacional brasileiro”, disse. Segundo ele, a ampliação das faixas de financiamento permitiu alcançar novos públicos e ampliar o acesso à moradia.
O dirigente também ressaltou que a Caixa pretende ampliar sua presença em regiões menos atendidas pelo sistema financeiro. Para ele, a expansão do crédito, os investimentos em habitação e a digitalização dos serviços fazem parte da mesma estratégia de inclusão financeira e desenvolvimento regional.
Prédios-caixão– O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que o impasse envolvendo os chamados prédios-caixão na Região Metropolitana do Recife foi solucionado durante a atual gestão do banco. Segundo ele, as famílias afetadas foram indenizadas e parte das áreas poderá receber novos empreendimentos habitacionais ou espaços de convivência após a demolição das estruturas. “Nós resolvemos o problema dos prédios-caixão, indenizando as famílias que estavam ansiosas por essa indenização”, afirmou. Vieira citou imóveis localizados em Recife, Paulista e Abreu e Lima.
Wellington Dias se desculpa com João – Após afirmar que o presidente Lula (PT) poderia dividir sua agenda entre os palanques do presidente do PSB, João Campos, e da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) telefonou ao ex-prefeito do Recife para se desculpar. Segundo o portal Metrópoles, Dias conversou com João por telefone na segunda-feira (8) e voltou a falar com ele ontem (09). Durante os contatos, o ministro explicou que sua declaração foi mal interpretada. Segundo ele, a intenção era destacar que Lula contará tanto com o apoio de João quanto com o de Lyra nas eleições de outubro. Segundo dirigentes petistas, o presidente do PT, Edinho Silva, também telefonou para Wellington Dias e deu um “puxão de orelha” no ministro, afirmando que ele deveria evitar esse tipo de declaração e reforçando que o PT estará ao lado de Campos na disputa estadual. Para integrantes do PSB, uma postura neutra de Lula poderia enfraquecer a candidatura de João Campos no estado.
Lula põe pré-campanha na rua – O PT iniciou, ontem, a pré-campanha à reeleição do presidente Lula (PT) com orientações para quadros políticos, militantes e simpatizantes para a batalha nas redes sociais. A primeira ação foi a divulgação das diretrizes para a produção e compartilhamento de conteúdo nas redes sociais, que espelham as táticas utilizadas pela oposição bolsonarista no ambiente digital. A largada foi em um evento, em Brasília, com a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Foram selecionados, num primeiro momento, cerca de 50 políticos da base que vão atuar como “porta-vozes de Lula”. Entre os porta-vozes estão nomes como Fernando Haddad, Simone Tebet, Erika Hilton, Jorge Messias, Alexandre Padilha, André Janones, Marina Silva, Pedro Campos, José Dirceu, Gleisi Hoffmann e Pastor Henrique Vieira.
R$ 61 milhões para bancar ‘Dark Horse’ – Novos documentos obtidos e revelados pelo site The Intercept, incluindo uma planilha de pagamentos e um comprovante de transferência internacional, detalham parte do caminho percorrido por recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, filme sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e indicam que ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões na cotação da época, foram destinados ao projeto até maio de 2025. As informações ampliam as revelações anteriores sobre o caso. Em maio, o site divulgou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro discutem um aporte de US$ 24 milhões para a produção do filme. O valor equivale a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação do período.
Últimos dias em domiciliar – O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está próximo do fim. Bolsonaro cumpre a medida desde 27 de março, quando recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília (DF), após ser internado com um quadro de broncopneumonia. A prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por um período de 90 dias. A previsão é que o prazo se encerre em 25 de junho, quando a situação do ex-presidente deverá passar por uma nova análise, incluindo a realização de perícia médica, caso seja considerada necessária. Bolsonaro estava preso desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
CURTAS
SÃO JOÃO – A Prefeitura do Recife vai colocar em prática um amplo esquema de serviços para garantir que moradores e turistas curtam o São João 2026 com conforto e tranquilidade. Para garantir o sucesso do evento, a atuação integrada envolve 15 secretarias e órgãos municipais, mobilizando quase 3,8 mil servidores e 3,5 mil lançamentos da Guarda Municipal. A programação do ciclo junino acontece de 10 a 29 de junho e pode ser conferida no site https://recifejunino.recife.pe.gov.br/
VITÓRIA – O município de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, está impedido pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) de realizar novas contratações para o São João 2026. A suspensão foi determinada após pedido do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE) por indícios de déficit fiscal de R$ 80 milhões nas despesas do município. As informações são do JC Online.
ADUTORA DO AGRESTE – As obras emergenciais feitas na Adutora do Agreste, após ato de vandalismo, foram finalizadas ontem. De acordo com a Compesa, o trecho próximo à cidade de Sanharó sofreu um ato de vandalismo que resultou no atraso do abastecimento de água de algumas cidades da região Agreste. Com as intervenções concluídas, a adutora já retomou sua operação e agora busca restabelecer o abastecimento de maneira gradual, para que sejam alcançados o enchimento e a regularização das vazões.
Perguntar não ofende: Afinal, Raquel vai apoiar Lula, Flávio ou Caiado?
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kássio Nunes Marques, criou uma comissão permanente para discutir e acompanhar o uso de ferramentas de IA (Inteligência Artificial) pela Justiça Eleitoral.
A medida foi oficializada em portaria publicada nesta terça-feira (9). De acordo com o documento, o grupo será responsável por elaborar um plano para orientar o uso da tecnologia tanto nas atividades administrativas quanto nos julgamentos conduzidos pela Justiça Eleitoral. As informações são da CNN.
A comissão terá como uma de suas principais atribuições propor medidas para o combate à desinformação e à disseminação de notícias falsas, um dos principais desafios enfrentados pelas autoridades eleitorais nos últimos anos.
O colegiado também deverá elaborar diretrizes para garantir que ferramentas de Inteligência Artificial sejam utilizadas de forma segura, transparente e em conformidade com princípios éticos. Caberá ainda ao grupo definir critérios para a contratação, aquisição e desenvolvimento dessas tecnologias pelos órgãos da Justiça Eleitoral.
Outra tarefa da comissão será criar padrões para integração e compartilhamento de sistemas entre os tribunais eleitorais, além de manter um cadastro nacional das soluções de Inteligência Artificial desenvolvidas ou utilizadas pela Justiça Eleitoral.
Ainda de acordo com a portaria, a comissão também acompanhará parcerias firmadas com universidades e instituições especializadas em Inteligência Artificial para ampliar a capacidade técnica da Justiça Eleitoral em identificar e enfrentar crimes praticados no ambiente digital.
Desafio da IA
Ao assumir a presidência do TSE no mês passado, o ministro Kássio Nunes Marques citou a Inteligência Artificial como um dos principais desafios para as eleições de 2026. Segundo ele, o processo eleitoral passou a ser fortemente impactado pelo ambiente digital e pelas plataformas tecnológicas.
Desde o ano passado o TSE passou a conduzir estudos e iniciativas para antecipar riscos relacionados ao uso de IA, especialmente após a disseminação de vídeos hiper-realistas.
Em 2024, durante as eleições municipais, o Tribunal regulamentou pela primeira vez o uso de Inteligência Artificial na propaganda eleitoral, proibindo deepfakes. Também foi proibida a publicação de conteúdos manipulados para divulgar fatos falsos ou descontextualizados com potencial de afetar o equilíbrio da disputa eleitoral.
Para o pleito deste ano, sob a relatoria de Nunes Marques, as regras foram ampliadas: ficou proibida a publicação, republicação e o impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas após o seu encerramento.
O uso de IA em postagens também precisa ser, obrigatoriamente, sinalizado.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (9) que vai apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República “no momento certo”. Durante evento em Brasília, ela também defendeu a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que os advogados devem pedir uma nova autorização para que ele permaneça em casa após o término do prazo atual, previsto para o fim deste mês.
Questionada sobre a possibilidade de ajudar uma eventual campanha presidencial de Flávio, Michelle afirmou que, neste momento, sua prioridade é a recuperação do marido.
— No momento certo, com certeza. No momento agora, quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido — afirmou.
As declarações foram dadas durante o lançamento da pré-candidatura de Thiago Manzoni (PL-DF) à Câmara dos Deputados. O evento reuniu apoiadores e lideranças do campo conservador no Hípica Hall, em Brasília. Além de Michelle, também estiveram presentes a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), o senador Izalci Lucas (PL-DF) e Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama.
Na conversa, a ex-primeira-dama também voltou a minimizar especulações sobre uma possível candidatura própria em 2026 e, segundo ela, sua prioridade neste momento é a recuperação do ex-presidente.
— Quando eu falo que estou orando, a prioridade é minha casa, minha família, o meu marido. Eu não tenho como pensar no amanhã se hoje eu tenho que estar firme e forte para poder cuidar dele — disse.
Ela afirmou ainda que uma eventual decisão sobre disputar as eleições dependerá do estado de saúde de Bolsonaro. — A questão da saúde dele. Minha prioridade é ele e a Laura (filha) nesse momento — completou.
Questionada sobre o término do período de recuperação domiciliar do ex-presidente, Michelle disse esperar que Bolsonaro continue em casa para receber os cuidados necessários. Ao ser questionada se a defesa do ex-presidente pretende solicitar uma nova autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele permaneça em casa, Michelle disse esperar que “Deus toque o coração do ministro”, em referência a Alexandre de Moraes.
— Lá tem alimentação, estou cuidando dele direitinho, está bem. (2:44) Tirando a medicação, porque oscila muito. Tem dia que ele amanhece bem.No início da tarde, uma crise de soluço, já dá uma baqueada. E assim sucessivamente.
A ex-primeira-dama relatou ainda que Bolsonaro teve um dia “mais pesado” na segunda-feira e que os médicos seguem tentando reduzir a medicação utilizada no tratamento.
— Ontem foi um dia mais atípico. Hoje ele ficou melhor. Mas tem aquele cansaço por conta das medicações. É como se fosse uma ressaca. O corpo dele fica cansado de soluço direto.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) realiza, nesta quarta-feira (10), a partir das 15h, um ato de filiação de lideranças sindicais no Hotel Villa Park, no Recife. O encontro reunirá representantes de diversas categorias profissionais e contará com a participação do presidente estadual do partido, deputado estadual Sileno Guedes, além do secretário sindical nacional, Evaldo Costa, do secretário sindical estadual, Jackson Bezerra, e de outras lideranças políticas e do movimento dos trabalhadores.
A atividade tem como objetivo ampliar a participação de dirigentes e militantes sindicais na construção do projeto político da legenda. Entre as pautas defendidas pelo segmento estão a valorização do trabalho, a ampliação dos direitos sociais e o apoio às mobilizações pelo fim da escala 6×1, tema que vem ganhando espaço no debate nacional por defender melhores condições de vida, saúde e convivência familiar para os trabalhadores. As informações são do Blog da Folha.
Segundo Evaldo Costa, os segmentos sindicais desempenham papel estratégico na organização das lutas da classe trabalhadora e no fortalecimento das pautas defendidas pelos partidos políticos. Já Jackson Bezerra destacou que a iniciativa busca fortalecer a atuação do Sindicalismo Socialista Brasileiro, segmento responsável por articular a presença do PSB junto às entidades representativas dos trabalhadores em todo o país.
O ato também reforça o compromisso histórico do PSB com o diálogo permanente com as categorias profissionais e com a construção de uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico aliado à justiça social e à valorização dos trabalhadores.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse ter pedido ao governo a retirada da urgência do projeto de lei do fim da 6×1. A ideia é destravar a pauta no plenário da Casa Baixa.
Segundo Motta, o governo ainda está avaliando a retirada da urgência.
“Não deram uma resposta firme se vão tirar ou não. A proposta foi votada na Câmara já. Estão avaliando”, disse. As informações são da CNN.
O governo, no entanto, tem sinalizado que ainda vai insistir na urgência por se tratar de um “projeto importante”.
O PL do governo propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, alterando diretamente a CLT, sem necessidade de modificar a Constituição.
Como foi enviado em 14 de abril, o regime de urgência passou a travar a pauta no plenário da Câmara na semana passada. Com isso, somente PDLs (Projetos de Decreto Legislativo), PECs (Propostas de Emenda Constitucional) e PLs com urgência podem ser votados na Casa Baixa até que o projeto do governo sobre o fim da 6×1 seja deliberado.
Existe uma disputa de protagonismo entre o Executivo e o Legislativo sobre o tema. O Congresso quer manter o controle dessa agenda popular por meio da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que já tramita no Congresso, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que sugere a redução para 36 horas semanais.
Já o PL do governo propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, alterando diretamente a CLT, sem necessidade de modificar a Constituição.
O deputado estadual e presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes, afirmou que o único palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado é o liderado pelo ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB).
Em entrevista concedida à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta terça-feira (9), ele rebateu a declaração do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), que aventou a hipótese de a governadora Raquel Lyra (PSD) apoiar a reeleição do petista juntamente com Campos. Para Sileno, essa configuração não será possível, pois, nas palavras dele, Raquel estaria buscando um “palanque triplo”.
“Ela [Raquel] deseja votar em Flávio Bolsonaro, o partido dela vota em Caiado e ela quer ter o apoio ou a neutralidade de Lula. […] Ela pode até ficar com um palanque duplo de Flávio e de Caiado. O palanque do presidente Lula […] é o palanque do PSB, o palanque de João Campos”, declarou o deputado, referindo-se ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD, correligionário da governadora), ambos pré-candidatos à Presidência da República.
Em uma entrevista concedida ao jornal O Globo e publicada na segunda-feira (8), Wellington Dias, que vai ser um dos coordenadores da campanha de Lula no Nordeste, disse que tanto João Campos quanto Raquel Lyra defenderiam a reeleição do presidente nas eleições de 2026. A declaração foi logo rechaçada pelo próprio presidente nacional do PT, Edinho Silva, que reafirmou o apoio da legenda à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao governo.
Desafio O deputado estadual analisou a disputa entre João Campos e Raquel Lyra. Na visão dele, o fato de João Campos ter ocupado uma prefeitura do porte da do Recife o credencia para poder administrar o estado de Pernambuco. Ainda de acordo com Sileno Guedes, o governo Raquel Lyra tem sofrido com “a falta de capacidade de entrega”.
“A gente que tem uma pessoa [João Campos] que sabe, tem a capacidade e sabe como fazer. Os problemas e os desafios são enormes. Tem que ter capacidade de liderança, saber ouvir as pessoas, juntar a equipe e também ter um tamanho político para poder garantir isso e garantir a sua capacidade de governabilidade”, afirmou.
Pesquisas Sileno Guedes disse que encara o resultado de pesquisas eleitorais com tranquilidade, ao se referir ao último levantamento do Datafolha, que mostrou a governadora Raquel Lyra com 48% das intenções de voto contra 43% do ex-prefeito João Campos num cenário de primeiro turno.
O deputado relembrou que o ex-governador Eduardo Campos (PSB), na primeira eleição dele em 2006, começou com baixos índices de intenção de voto e venceu a disputa. “[Com isso] estou querendo dizer que a gente vai trabalhar muito. A gente tem muito o que conversar com Pernambuco”.
Da mesma forma, segundo Sileno, João Campos não se acomodou com os índices de intenção de votos favoráveis à reeleição dele. “Não deixou de trabalhar um dia em 2024.”
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, incluiu informações sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e sobre a relação com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) na nova proposta de colaboração premiada.
Daniel Vorcaro, entretanto, não trata os pagamentos para a produção do filme como propina. A avaliação de investigadores é de que as informações não apresentaram elementos novos para a investigação e a tendência é que o acordo seja negado novamente. As informações são do g1.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Vorcaro para o filme sobre o pai. A informação foi revelada pelo “Intercept Brasil”, que afirmou que banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção.
A defesa de Vorcaro também incluiu informações sobre a relação do banqueiro com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, mas atenua as responsabilidades em relação àquilo que a Polícia Federal já descobriu.
Ciro Nogueira foi alvo de operação da polícia federal acusado de usar mandato para favorecer o Master, em maio.
A PF diz que Vorcaro enviou um envelope a Ciro Nogueira com um projeto de lei que favorecia interesses do banqueiro. A investigação também identificou o pagamento de uma espécie de mesada de R$ 500 mil.
A defesa teve acesso a todo conteúdo do primeiro celular apreendido com o banqueiro quando ele foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado. O conteúdo tem servido de base para as investigações, que avançam sem a colaboração do banqueiro.
Acordo de colaboração Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
No mês passado, a PF rejeitou uma primeira versão de delação. O acordo segue sendo negociado com a PF e com a PGR de forma conjunta.
Investigadores vinham reclamando que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão era que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.
A PF apreendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e apenas a perícia inicial de parte desses telefones já revelou que o esquema do banqueiro vai além de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilos.
Segundo o blog do Valdo Cruz no g1, a negociação da delação tem como eixo a devolução de recursos e a eventual comprovação de atos de ofício de autoridades citadas. Investigadores relataram que a lógica do acordo é técnica, sem alvos pré-definidos ou exclusões.
Em 22 de maio, interlocutores do banqueiro afirmaram ao blog que ele aceitou subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a ser devolvido caso seja fechada uma colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Com a evolução da tecnologia, muitos serviços hoje são feitos na palma da mão, através do celular. Nem todos os setores conseguiram acompanhar tais avanços, que geram consequências. Para os bancos, houve uma forte tendência de fechamento de agências. O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, reconhece que o processo é uma “tendência mundial”, mas ressalta que, no seu caso, o número de estabelecimentos físicos permanece o mesmo.
“Agência fechada é uma tendência mundial. A gente tem interlocuções com os Estados Unidos, com a Índia, com a China sobre os avanços tecnológicos dos bancos. Na Índia, você não faz mais nenhum crédito que não seja por inteligência artificial. Ela é quem define o crédito, a cobrança é feita por inteligência artificial. A gente está vendo essa evolução. Temos algumas aplicações na Caixa sobre inteligência artificial. Estamos muito avançados nesse aspecto. Como falei, é no mundo inteiro e os bancos estão nesse contexto”, observou.
“Mas a Caixa tem uma característica. Nós não reduzimos a quantidade de unidades físicas da Caixa. Nós adotamos a seguinte política: onde se tem uma população de 100 mil habitantes, com dados do IBGE, nós temos a obrigação de ter uma agência da Caixa. Na Ilha de Marajó, no Pará, são 17 municípios. Quando começamos a administração da Caixa, só havia uma agência, hoje tem quatro. Essa política de estender territorialmente a presença da Caixa é uma política do banco”, ressaltou Vieira.
“O fato é que o mundo digital transforma a vida de todo mundo. Nas décadas de 1980 e 1990, os bancos se expandiram muito para regiões onde havia concentração de renda, que foram o Rio de Janeiro e São Paulo. A Caixa tinha seis agências na avenida Paulista. Não há mais essa necessidade. Mas a Caixa precisa estar em Cabrobó, precisa estar em outros lugares, onde não tem banco. A nossa política passa por esse aspecto. Agora, o futuro da humanidade, não só dos bancos, passa pelo mundo digital. Não há como isso não acontecer. Mas a Caixa tem essa característica de ser um banco voltado para o povo, temos o propósito de transformar a vida das pessoas”, concluiu.
O jornal digital Intercept Brasil publicou nesta terça-feira (9) novos documentos que detalham o fluxo financeiro utilizado para bancar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a reportagem, planilhas, contratos e comprovantes bancários indicam uma operação de quase US$ 24 milhões –cerca de R$ 134 milhões na cotação da época–, entre valores previstos e realizados. Parte do dinheiro, segundo o site, foi enviada para o Havengate Development Fund LP, fundo controlado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
De acordo com uma das planilhas, estavam programados 14 desembolsos de janeiro de 2025 a janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas, de US$ 2 milhões cada uma, deveriam ter sido pagas em janeiro de 2025, mas foram registradas apenas em 13 de fevereiro e 24 de março. As 12 parcelas restantes, de aproximadamente US$ 1,66 milhão cada uma, tiveram parte dos pagamentos efetuada entre março e maio, elevando o total recebido até então para US$ 10,6 milhões. As informações são do Poder 360.
A reportagem também destaca uma troca de mensagens de 7 de agosto de 2025 entre o empresário Thiago Miranda e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Ao encaminhar a planilha, Miranda alertou que havia “duas em atraso” e que uma 3ª parcela venceria naquele mês. Em resposta, Vorcaro escreveu: “Segunda fazemos duas”. Para o Intercept Brasil, a conversa indica que novos desembolsos ainda estavam sendo negociados naquele momento e sugerem que o valor efetivamente transferido para o projeto pode ter superado os US$ 10,6 milhões registrados na planilha.
Entre os documentos obtidos, está o comprovante da 1ª transferência internacional relacionada à operação. Emitido por meio do sistema Swift, utilizado por instituições financeiras para transações entre diferentes países, o registro mostra o envio de recursos ao exterior.
O Poder360 procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro por meio de aplicativo de mensagens para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da reportagem do Intercept Brasil. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
O ano de 2026 será de grande modernização para a Caixa Econômica Federal. É o que garante o presidente do banco, o paraibano Carlos Vieira. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele ressaltou uma série de iniciativas que vêm sendo tomadas para beneficiar usuários e clientes, especialmente na área de tecnologia.
“Você não vai pegar um banco que tem uma tradição centenária como a Caixa e fazer um processo de modernização da noite para o dia. Você vai paulatinamente. Agora, quem é usuário da conta digital da Caixa está vendo, dia a dia, a melhoria. A Caixa tem 14 aplicativos. No segundo semestre deste ano estará tudo unificado. É um compromisso assumido. Com uma senha só, o usuário poderá acessar todos os aplicativos da Caixa”, destacou Vieira.
“Hoje, nós somos um dos bancos que têm a jornada mais rápida para abertura de conta. É um processo, é uma jornada, a gente está se modernizando nesse aspecto. Eu disse que o ano de 2026 seria o ano da modernização tecnológica da Caixa e está sendo”, completou o presidente da Caixa.
“Nós temos hoje 84 mil funcionários diretos trabalhando em todas as nossas estruturas. Na década de 1990, chegamos a 120 mil. Há 10 anos a Caixa não fazia um concurso. Quando assumi, conduzi um concurso para mais quatro mil novos empregados, que já entraram. Desses, dois mil foram exatamente para a área de tecnologia, para desenvolver programas, para melhorar o acesso, e estamos vendo que isso é muito importante para a modernização da Caixa”, concluiu Vieira, que ainda citou a entrada de mais 200 engenheiros, arquitetos, médicos da saúde e profissionais com características específicas, também por concurso.
Pela primeira vez desde o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, em 2009, o governo federal celebrou a redução no déficit habitacional no Brasil. O feito foi celebrado pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, em entrevista ao podcast Direto de Brasília. Ele reforçou que ainda há muito a ser feito, mas que é preciso destacar os feitos da gestão.
“O déficit habitacional sempre se estabeleceu em torno de 6,2 milhões de famílias. Com essa terceira versão do Minha Casa, Minha Vida, houve uma redução efetiva da quantidade de moradias ou de famílias sem assistência de moradia no Brasil. O déficit habitacional não é um processo que se resolve da noite para o dia, mas hoje você tem todas as classes sociais atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, com quatro faixas de financiamento. A classe média, que não era atendida, passou a ser. Hoje o Brasil é um país que tem uma política habitacional muito estruturada, inclusive é um dos grandes programas do governo Lula, mundialmente reconhecido, e que tem feito seu papel”, destacou Vieira.
O presidente celebrou os aperfeiçoamentos feitos especialmente para as regiões Norte e Nordeste, historicamente prejudicadas na questão habitacional. “No Norte, nós tínhamos o problema do transporte de materiais. Elevamos o teto da possibilidade de acesso ao financiamento, e isso teve um efeito muito positivo. No Nordeste, da mesma forma. Elas foram as duas regiões que mais cresceram o PIB nacional, acima da média do PIB nacional de 2024 e 2025. Então a gente tem Norte e Nordeste, que eram conhecidos como áreas de dificuldade de desenvolvimento socioeconômico neste país, mudando de patamar em função dessas realidades. Isso se reflete também no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, completou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta terça-feira (9), o decreto que regulamenta a lei 14.967 de 2024, conhecida como Estatuto da Segurança Privada. O texto estabelece regras para o funcionamento das empresas do setor, amplia os mecanismos de fiscalização da Polícia Federal e disciplina atividades como vigilância patrimonial, transporte de valores e segurança em instituições financeiras.
A regulamentação substituiu regras que estavam em vigor há mais de 40 anos e consolidou em um único marco regulatório as diretrizes para a atuação da segurança privada no país. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a regulamentação representa uma “reformulação estrutural” do setor. As informações são do Poder 360.
“Hoje damos um passo decisivo rumo à modernização, transparência e eficiência”, disse Andrei. Segundo ele, o decreto estabelece de forma mais clara e sistematizada o controle e a regulação da atividade privada de vigilância.
Andrei afirmou que um dos principais objetivos da regulamentação é fortalecer a atuação da PF, que passará a exercer de forma mais robusta as funções de regulamentação, certificação e fiscalização das empresas por meio de vistorias, monitoramento e emissão de certificados.
O diretor-geral também disse que o decreto enfrenta um dos problemas históricos do setor: a atuação de empresas clandestinas. Segundo ele, a nova regulamentação amplia o controle sobre armamentos utilizados pelas companhias de segurança e aumenta a segurança jurídica para os investimentos na área. “O decreto tende a promover a profissionalização do mercado e reposicionar a segurança privada como uma atividade complementar e alinhada à segurança pública”, declarou.
Ao discursar, Lula afirmou que a nova legislação representa um reconhecimento aos trabalhadores da área de vigilância privada. “O que o Congresso fez foi dar a dignidade que todo trabalhador precisa”, disse.
O presidente também declarou que os profissionais do setor não devem ser vistos como concorrentes das forças de segurança estatais. “Vocês não são um estorvo para a segurança pública, vocês fazem um processo de complementaridade”, declarou.
O presidente da Fenavist (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores), Jefferson Furlan Nazário, afirmou que a regulamentação marca uma mudança histórica para o setor.
Segundo ele, a legislação está entre as mais modernas do mundo e poderá impulsionar a geração de empregos nos próximos anos. Nazário disse que a expectativa é de crescimento de pelo menos 50% dos postos de trabalho e de maior aproximação entre as empresas privadas e as forças de segurança pública.