O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) chegou, no início da tarde deste sábado (25), à Convenção Estadual 2026 do MDB, realizada na Câmara Municipal do Recife. O evento oficializa a aliança do partido com a Frente Popular de Pernambuco e homologa as chapas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, participou, neste sábado (25), da convenção estadual do PDT do Rio Grande do Sul, que homologou a candidatura de Juliana Brizola ao governo estadual. Convidada pela direção nacional da legenda, Marília fez questão de ir até Porto Alegre para prestigiar o evento. Juliana é neta do ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, fundador do PDT e aliado histórico do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes.
Ao destacar a importância da candidatura de Juliana Brizola, Marília ressaltou que o momento também simboliza a continuidade de um legado histórico compartilhado por duas das maiores referências do trabalhismo e da luta popular no Brasil. “Miguel Arraes e Leonel Brizola fizeram da política um instrumento de transformação social, sempre ao lado do povo, da educação, da democracia e da defesa dos direitos dos trabalhadores. Ver Juliana manter viva essa história é reafirmar que esses valores continuam atuais e necessários para o Brasil”, afirmou.
Marília destacou as trajetórias dois líderes, marcadas pela resistência e defesa da democracia. “Os legados de Miguel Arraes e Leonel Brizola enfrentaram o autoritarismo, resistiram ao exílio sem abrir mão de seus princípios e fizeram da política um instrumento para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades. Eu e Juliana somos parte dessa história e carregamos Arraes e Brizola não só no nome, mas na força e na coragem. Seus legados continuam vivos, inspirando quem acredita em um Brasil mais justo, democrático e solidário”, destacou.
Em seu discurso, Marília também enfatizou o espaço das mulheres dentro do projeto político defendido pelo PDT. “O Brasil vive um momento particularmente importante em que nós, mulheres, estamos sendo atacadas diretamente em direitos e conquistas, num retrocesso absoluto da história política brasileira. E é exatamente por isso que um projeto como o nosso, do PDT, de lançar e apoiar tantas mulheres na disputa a cargos de governadoras senadoras e deputadas, é tão importante”, concluiu.
O Partido Liberal (PL) iniciou por volta das 11h deste sábado (25), em São Paulo, a convenção nacional que oficializa a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O evento prevê discursos de lideranças do partido e do presidente da Argentina, Javier Milei.
Esta é a primeira candidatura presidencial de Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Senador eleito em 2018, foi deputado estadual no Rio de Janeiro por quatro mandatos e disputou a eleição para prefeito do Rio em 2016, quando terminou em quarto lugar. As informações são do g1.
Leia maisFamília Bolsonaro e aliados marcam presença
Entre os familiares presentes estava Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e ex-esposa de Jair Bolsonaro. Indicada como primeira suplente de Márcio Canella (União Brasil) na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, ela foi apresentada no palco pelo mestre de cerimônias durante a abertura do evento.
O discurso de união foi reforçado ao longo da convenção. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que quem atuar contra a candidatura de Flávio estará contrariando uma orientação de Jair Bolsonaro e citou sua própria eleição na capital paulista como exemplo de que a direita vence quando permanece unida.
Na mesma linha, Eduardo e Carlos Bolsonaro participaram por meio de vídeos gravados. Dos Estados Unidos, Eduardo defendeu a candidatura do irmão e pediu união em torno do nome dele. “Vamos vencer essa eleição, soltar Bolsonaro e anistiar os presos de 8 de janeiro”, disse. Ao encerrar a gravação, afirmou: “Não há mais tempo para ego, projeto pessoal. É Flávio Bolsonaro eleito”.
Carlos destacou a relação com o irmão e disse confiar nele para levar adiante o legado político de Jair Bolsonaro. Flávio chorou enquanto assistia à mensagem.

Michelle e Flávio selam paz
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também gravou uma mensagem para ser exibida durante a convenção. Ela não participa presencialmente do evento, mas é homenageada com um totem instalado no espaço do PL Mulher. A participação ocorre cerca de um mês depois de ela romper publicamente com Flávio e deixar a presidência do núcleo feminino do partido.
Na quinta-feira (23), porém, os dois iniciaram uma reaproximação pública, após o senador divulgar um vídeo pedindo desculpas e convidá-la para participar da campanha. Michelle respondeu aceitando o pedido e disse que os dois ainda precisavam se encontrar para “ajustar os detalhes”.
Flávio chega sem vice
Flávio chega à convenção sem anunciar quem ocupará a vaga de vice. Ele tem dito que gostaria de uma mulher na chapa, mas afirma que a definição depende das negociações para formação de alianças, que também podem ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.
A federação formada por PP e União Brasil e o partido Republicanos vêm indicando que preferem se manter neutros. Um acordo com o Republicanos poderia levar a economista Daniella Marques à vaga de vice. Filiada à legenda, ela foi presidente da Caixa no governo Bolsonaro e coordena o núcleo econômico da pré-campanha de Flávio.
No PP, um dos nomes cotados é o da deputada federal Simone Marquetto, liderança católica de São Paulo. A senadora Tereza Cristina já descartou formar chapa com Flávio. O PL é o partido com mais deputados federais e senadores e, se não fechar coligações, pode anunciar uma chapa “puro-sangue”, com Flávio e mais um nome da sigla. A data limite para definir isso é 15 de agosto.
Antes de Flávio, o empresário Renan Santos (Missão) já havia sido anunciado candidato à Presidência. O vice será Aroldo Medina.
Outros pré-candidatos ainda vão realizar suas convenções:
O diretório do PT no Recife aprovou, neste sábado (25), o afastamento do vereador Osmar Ricardo da presidência municipal da legenda. A medida ocorre após o parlamentar anunciar apoio à pré-candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD), contrariando a decisão do partido de integrar a Frente Popular, que terá o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), como candidato ao Governo de Pernambuco.
Com a decisão, o vice-presidente municipal do PT, Rosano Carvalho, ligado ao grupo do senador Humberto Costa (PT), assume o comando da sigla na capital durante o período eleitoral. Osmar Ricardo permanece nos demais cargos que ocupa na direção municipal, mas deixa de representar oficialmente o partido durante o pleito estadual.
Em nota, o vice-presidente e dirigente do PT Recife, Felipe Cury, defende que, com o afastamento, o partido concentre esforços no projeto da Frente Popular. “Por meio de uma grande articulação de unidade política, foi aprovado o afastamento de Osmar da presidência, permitindo que o companheiro Rosano assuma a liderança durante o período eleitoral. Embora esse instrumento não seja uma regra no PT, ele reflete a nossa maturidade para priorizar o que é mais importante agora: concentrar todas as nossas forças na reeleição de Lula e na vitória da Frente Popular”, afirmou.
O prefeito de Petrolina, Simão Durando (União Brasil), defendeu a candidatura de Miguel Coelho ao Senado e reforçou a articulação para que Pernambuco volte a ter um representante do interior na Câmara Alta. A manifestação pública do prefeito consolida mais um apoio político ao projeto liderado pela governadora Raquel Lyra (PSD) para as eleições deste ano.
Ao defender o nome do ex-prefeito de Petrolina, em sua rede social, Simão destacou que o estado precisa ampliar a presença do interior nos espaços de decisão em Brasília. “Pernambuco merece ter também um senador do interior, que conheça o Sertão, o Agreste, a Zona da Mata e a Região Metropolitana. Miguel é um dos maiores líderes que Pernambuco formou nos últimos tempos. Tenho certeza de que Raquel Lyra terá um grande parceiro no Senado em Miguel. Mais do que isso, o Sertão e todo Pernambuco terão um senador que merecemos”, afirmou.
Como principal liderança política de Petrolina, o prefeito sinaliza que a construção da candidatura de Miguel ao Senado passa a ser uma das prioridades do grupo, fortalecendo o debate sobre a necessidade de ampliar a voz do Sertão e das demais regiões do estado no Congresso Nacional.
Por Houldine Nascimento
Do Poder360
Pré-candidato do PP ao Senado em Pernambuco, o deputado Eduardo da Fonte promete alinhamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se eleito. O congressista integra a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). “Vai ser fácil um alinhamento natural. Lula me conhece. Estou há 20 anos no Congresso. Sempre pacifiquei a relação e sempre procurei ajudar. Não vou ter um comportamento atípico”, declarou.
Segundo Da Fonte, há pautas em comum com Lula. “Vou votar no que for. Fui coautor da proposta que acaba com a escala 6 X 1, que é uma pauta do governo. Sou tranquilo e alinhado com o governo”, declarou. Nem sempre o deputado esteve alinhado ao PT. Em abril de 2016, votou a favor da abertura do processo de impeachment da então presidente, Dilma Rousseff (PT).
Leia maisNas eleições deste ano, a aliança petista é com o ex-prefeito do Recife João Campos, pré-candidato do PSB ao governo de Pernambuco. A ex-deputada Marília Arraes (PDT-PE) e o senador Humberto Costa (PT-PE) são os dois nomes da chapa que disputarão a Casa Alta. Além de comandar o PP, Da Fonte também preside a federação União Progressista no Estado.
Raquel ainda não anunciou a chapa e a expectativa é que isso seja feito na próxima semana. A tendência é que o deputado Túlio Gadêlha (PSD-PE) seja um dos candidatos ao Senado na aliança.
Disputa na federação
A outra vaga foi ofertada à União Progressista, que tem Eduardo da Fonte como presidente estadual. União Brasil e PP formam essa federação. Além de Da Fonte, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil-PE) é pré-candidato ao Senado. Como o deputado tem maioria na federação, ele deve ser o escolhido para a disputa à Casa Alta.
Em 1º de agosto, PP e União Brasil fazem suas convenções em Pernambuco. Esses atos na capital pernambucana homologam as escolhas de cada partido.
Já a convenção da União Progressista no Estado será em 5 de agosto, às 11h, na sede da federação, no bairro do Pina, no Recife. O candidato da federação ao Senado será oficializado nesse encontro. Raquel Lyra, por sua vez, será oficializada candidata à reeleição na convenção do PSD, em 2 de agosto, às 9h, no Parador, Bairro do Recife.
Neutralidade
Na quarta-feira (22), a federação anunciou neutralidade no plano nacional. Dessa forma, frustrou o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esperava apoio. “Tenho defendido a neutralidade da federação”, disse Da Fonte.
Prevaleceu a vontade do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI). O cacique se chateou com o posicionamento de Flávio depois de ter sido alvo da 5ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 7 de maio. Na ocasião, Flávio divulgou um comunicado no qual diz que “considera graves as informações divulgadas pela imprensa”.
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O MDB iniciou, na manhã deste sábado (25), a Convenção Estadual 2026, na Câmara Municipal do Recife, para oficializar a participação do partido na Frente Popular de Pernambuco, que terá João Campos (PSB) como candidato ao Governo do Estado. A legenda também homologa as chapas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
Entre os presentes, já votaram o presidente estadual do MDB, Raul Henry, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, o deputado federal Luciano Bivar, candidato a primeiro suplente de Humberto Costa (PT) e a deputada federal Iza Arruda, que disputa a reeleição. A convenção reúne filiados, dirigentes, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais lideranças da sigla.
Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
As duas principais pré-candidaturas que disputam o governo estadual, segundo as pesquisas, terão um fim de semana de agendas pelo interior do estado. No último fim de semana antes das convenções que vão oficializar as candidaturas, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) reforçam a presença junto ao eleitorado de regiões estratégicas do estado.
Após uma semana de articulações em torno da formação da chapa para disputar a reeleição, a governadora Raquel Lyra (PSD) iniciou o giro pelo Sertão ontem (24). A primeira parada foi em Triunfo e a segunda em Salgueiro. Nos dois municípios a gestora participou do Festival Pernambuco Meu País.
Leia maisO evento é uma das principais vitrines do governo na área cultural e foi criado por Raquel Lyra em 2024 com o objetivo de descentralizar a oferta de atrações culturais, contemplar as manifestações culturais do estado, além de promover a economia e o turismo no período do inverno.
Neste sábado (25), a governadora tem compromisso em Sertânia. Ao lado da prefeita Pollyanna Abreu (PSD), aliada de primeira hora, Raquel Lyra participa da 52ª Exposição de Caprinos e Ovinos de Sertânia (Expocose).
O giro pelo Sertão encerra amanhã (26), com a participação na tradicional Missa do Vaqueiro, em Serrita. Lá, Raquel Lyra será recebida pelo também aliado, o prefeito Alaúde Benedito (PSD). Em todos esses compromissos a gestora deve circular ao lado dos pré-candidatos ao Senado, o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD).
Senado
A governadora enfrenta uma disputa interna dentro da federação União Progressista (UP) para definir quem representará o grupo político na chapa. De um lado, o presidente da federação, deputado federal Eduardo da Fonte, reivindica o espaço em retribuição ao apoio dado pelo PP à gestão.
Do outro, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que se reaproximou da governadora após um período de rompimento, recebeu dela a palavra de que estaria na chapa como candidato ao Senado.
A última tentativa de Raquel Lyra para resolver o impasse foi propor, em reunião, na última quinta, com deputados estaduais e prefeitos do PP que todas as candidaturas fossem avulsas, o que foi rejeitado pelos membros da sigla.
Com a negativa, a pessedista pediu a antecipação da convenção da federação, marcada para 5 de agosto. O pedido está em análise pelo jurídico da federação. A governadora e Eduardo da Fonte devem voltar a dividir agenda no domingo, no evento beneficente Jogo Solidário com Frei Gilson, na Arena de Pernambuco, realizado pela comunidade Obra de Maria.
Oposição
Pré-candidato ao governo estadual pela oposição, João Campos também iniciou a agenda de visitas ao interior na sexta-feira, com a ida ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sirinhaém, na Zona da Mata Sul.
No sábado, está programada a ida à feira de Ribeirão, onde realizará ação da pré-campanha. Será a primeira vez que o socialista vai à cidade após perder o apoio da prefeita Carol Jordão, que migrou para a base da governadora Raquel Lyra no mês passado, quando se filiou ao PSD.
Logo depois, Campos segue para o município de Bonito, no Agreste. Lá, o compromisso é no aniversário do prefeito Dr Ruy. No mesmo dia, o socialista volta ao Recife para participar da convenção do MDB, que irá oficializar o apoio à chapa da Frente Popular na disputa para o governo estadual.
No domingo, João Campos também vai ao município de Serrita para participar da homenagem a Raimundo Jacó, na Missa do Vaqueiro, também acompanhado da chapa de pré-candidatos a vice, Carlos Costa (Republicanos) e ao Senado, o senador Humberto Costa (PT) e a ex-deputada Marília Arraes (PDT).
Estratégia
Embora João Campos e Raquel Lyra devam participar da Missa do Vaqueiro, em Serrita, no domingo, o objetivo da presença dos dois pré-candidatos vai além da participação em uma das manifestações culturais mais tradicionais do Sertão.
Para o cientista político Isaac Luna, agendas como a do evento possuem forte valor simbólico e funcionam como instrumentos de aproximação com o eleitorado e de fortalecimento das bases políticas, mesmo antes do início oficial da campanha.
“São festas que têm um capital simbólico muito grande. Nenhum candidato majoritário pode abrir mão de estar presente, porque elas geram conexão com as pessoas e um sentimento de pertencimento. Não é um momento de ganhar ou perder voto, até porque ainda estamos no período pré-eleitoral e nem é permitido pedir voto. O objetivo é produzir essa conexão, gerar material para a campanha e também aproveitar para conversar com prefeitos, deputados e lideranças locais, fortalecendo as estruturas políticas que serão fundamentais durante a eleição”, avalia Isaac Luna.
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Os pré-candidatos à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) têm suas convenções partidárias agendadas para este final de semana.
O senador será confirmado como candidato à Presidência neste sábado (25), e o mesmo ocorrerá com Caiado amanhã (26). Ambos os eventos ocorrem em São Paulo. As informações são do g1.
Leia maisA convenção nacional do PL acontece em um momento de crise na articulação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O senador chega a um momento-chave da disputa sem saber quem será seu vice e também não fechou alianças com outros partidos. Tanto a federação formada por União Brasil e PP quanto o partido Republicanos têm indicado que irão se manter neutros na corrida presidencial.
Embora Michelle Bolsonaro tenha gravado um vídeo para se reconciliar com o enteado, a tendência é que ela não compareça ao evento. Ainda assim, aliados de Flávio esperam que ela mande um vídeo ou faça algum outro gesto de apoio à candidatura.
Já Caiado terá Gilberto Kassab, presidente nacional e fundador do PSD, como seu vice. Será uma chapa “puro-sangue” do partido. O pré-candidato anunciou a composição no início de julho. O grande desafio de Caiado é fazer a candidatura decolar e se mostrar competitivo na oposição a Lula (PT). Pesquisa Datafolha divulgada ontem (24) mostra o político com 4% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio apareceu com 32%, oito pontos atrás de Lula, que tem 40%.
As convenções partidárias estão liberadas desde 20 de julho e devem ocorrer até 5 de agosto. Depois, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A partir daí, as campanhas começam a ganhar forma, explica Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral e sócio do escritório Barcelos Alarcon Advogados. “O candidato, para que obtenha o deferimento do seu registro de candidatura, deverá necessariamente ter sido escolhido em convenção.”
Na prática, depois da convenção, os pré-candidatos passam a ser considerados candidatos. Para este ano, os partidos precisam definir quem vai disputar os cargos de presidente, governador, senador (duas vagas em disputa por estado), deputado federal, deputado estadual e distrital (no caso do DF).
Agenda de convenções da corrida presidencial
Antes de Flávio e Caiado, Renan Santos (Missão) fez a convenção logo no primeiro dia do prazo, por videoconferência, o que é permitido pela lei. Ainda assim, o partido agendou para 1º de agosto um ato de lançamento da candidatura, também em São Paulo.
A convenção de Romeu Zema (Novo) será na segunda-feira (27), em Brasília. A de Lula, no dia 2 de agosto, em São Paulo.
É responsabilidade de cada partido escolher data e formato do evento, que pode ser presencial, virtual ou híbrido. Além disso, as convenções ocorrem em três níveis: nacional, estadual e municipal. Também é nesse momento que as siglas definem os números que os candidatos vão usar na urna.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Pilões tem 6.000 almas e está cravada no planalto da Borborema, no meio das montanhas da Paraíba. Ali, fez história o juíz Braz Baracuhy, nascido na virada do século 19 para o 20, quando o sertão ainda era repleto de histórias fantásticas e sagas de homens fortes, como descreveu Euclides da Cunha.
O velho Baracuhy viveu as instabilidades do início do século 20, como a expansão do cangaço, o tenentismo, a guerra civil em Princesa em 1930 e a morte de João Pessoa, candidato a vice na chapa de Getúlio Vargas contra Júlio Prestes, apoiado pelo então presidente Washington Luís.
Leia maisSer juiz e desembargador naquela Paraíba e ainda ganhar reconhecimento pela coragem e determinação era, no mínimo, uma proeza. Sua história é a história de alguém que aprendeu a viver e sobreviver nas adversidades da política e das leis. Essa herança genética deu a Braz, neto do velho Baracuhy, a habilidade para o exercício profissional da diplomacia nesta era de instabilidades, atividade na qual muito pouca coisa ocorre por acaso.
Como não foi por acaso que Braz Baracuhy escreveu “Geopolítica Global: O Mapa Estratégico do Mundo Contemporâneo“, com lançamento em São Paulo marcado para 13 de agosto, durante evento patrocinado pelo Insper Agro Global. O livro traça um panorama extremamente realista do momento geopolítico mundial, no qual a multipolaridade vai caminhando para se tornar cada vez mais sonho de noite de verão.
Diplomata servindo em Helsinque, capital da Finlândia, Braz Baracuhy tem visão privilegiada deste mundo que passa por transformação tão importante quanto a do pós-guerra nos anos 1950. Ele serviu em Pequim e Genebra, onde atuou na OMC (Organização Mundial do Comércio). Seu livro mostra o embate cada vez mais acirrado entre os Estados Unidos e a China, envolvendo disputas comerciais e uma corrida tecnológica muito semelhante àquela da década de 1960 entre norte-americanos e soviéticos pela conquista do espaço e a chegada à Lua.
Seu texto revela muito conhecimento técnico, porém escrito com a fluidez necessária para ser compreendido pela maioria das pessoas. Depois de longo jejum dos intelectuais do Itamaraty, o livro chega para elucidar diversas questões envolvendo estratégia, multipolaridade, administração de conflitos e tendências. O mais importante é a forma profissional e isenta com que são expostos os cenários.
Tudo está baseado em dados, pesquisas e na capacidade ímpar do autor de relacionar fatos, mostrando novidades para a maioria, como a ascensão da Índia a player relevante. O país mais populoso do mundo é uma potência nuclear, com programa espacial próprio e dominando tecnologias como o trem movido a hidrogênio, cuja linha inaugural de 90 km virou realidade no início deste mês.
A estratégia e a diplomacia costumam caminhar de mãos dadas. Ambas exigem muita informação, paciência e grande dose de criatividade. Foi assim que Henry Kissinger aproximou os Estados Unidos da China ou, numa versão mais brasileira, o embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima impulsionou o comércio exterior do Brasil nos anos em que comandou o Departamento Comercial do Itamaraty, oferecendo tecnologia e serviços ao Oriente Médio e à África quando o Brasil passou a vender estradas, hidrelétricas e automóveis.
Há 60 anos, Kissinger entendeu a China como potência emergente, com vocação para rivalizar com os Estados Unidos, exatamente o que ocorre hoje. Isso não foi mero acaso, mas fruto de ação unindo estratégia e diplomacia. Em vez de isolar a China, Kissinger se aproximou para entender como os chineses funcionavam e até onde poderiam chegar. É um exemplo concreto do papel fundamental da diplomacia em buscar o equilíbrio nas relações internacionais.
Missão para profissionais. O amadorismo não proporciona resultados, mas dependência e submissão. A diplomacia pode ser cruel para quem ignora seus códigos. Seu ambiente sofisticado e refinado acaba moendo os que carecem de preparo para manejar detalhes e nuances. Por isso, existem dois caminhos para a paz. O da razão e da diplomacia, que pode ser mais demorado e complicado, ou o da guerra, que também leva à paz, mas uma paz de morte, não de vida. A conhecida paz dos cemitérios. Tem sido assim desde que o mundo é mundo.
Baracuhy mostra que tanto a China quanto os Estados Unidos seguem emitindo sinais indicando o vigor das suas economias. Não há, pelo menos por enquanto, nada que indique decadência de um lado ou de outro. De acordo com dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do planeta, com PIB de US$ 29 trilhões em 2025. A China está logo atrás, com PIB de US$ 18,7 trilhões, nada menos que 64% do PIB norte-americano. Ou seja: até que venha o empate, há ainda muita gordura para ser queimada. Quanto tempo demorará para que vejamos essa equivalência dependerá da intensidade e, principalmente, da criatividade de cada um nessa nova corrida pela hegemonia.
O campo de batalha será a Eurásia, aquele enorme continente entre o oceano Atlântico e o mar da China. Ali está a chave para entendermos o que pode vir por aí, como será construída a nova ordem mundial e em quais bases.
Esse cenário já é conhecido desde os anos 1.200, quando Marco Polo abriu caminho para a rota da seda e colocou em marcha uma disputa ainda viva no mundo de hoje. Enquanto um lado sai do Ocidente em direção ao Oriente, o outro faz o caminho inverso. E assim caminha a humanidade. Braz veio de Pilões e foi ganhar o mundo para nos mostrar como tudo isso funciona.
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O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, manifestou apoio à pré-candidatura de Miguel Coelho (União Brasil) ao Senado Federal. Em declaração pública, o gestor ressaltou a importância de Pernambuco contar com representantes que conheçam de perto a realidade do interior e as demandas dos municípios.
Para Evilásio, a trajetória política e administrativa de Miguel Coelho o credencia para exercer um mandato voltado ao desenvolvimento do estado. A declaração reforça o alinhamento entre lideranças do Sertão em torno da construção da chapa governista liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD) para o pleito deste ano. “Miguel conhece o nosso estado e as necessidades do nosso povo. Será o representante do município no Senado Federal”, disse Evilásio.
Por Gastão Cerquinha Neto*
Tempestade em Nova York
Não é só o Brasil que enfrenta problemas com alagamentos. Mesmo em países como os Estados Unidos, com uma infraestrutura consolidada de proteção, desde o último sábado (18) as tempestades inundam metrôs, bloqueiam vias e alteram a operação de voos nos aeroportos.
No Queens, motoristas ficaram presos nos carros e precisaram ser retirados por equipes de resgate devido à subida rápida da água. Em Newark, um brasileiro que acompanhava a Copa registrou o momento em que a via estava completamente alagada, lembrando dias de chuva forte em Recife.
Leia maisEm Nova Iorque chove menos que no litoral de Pernambuco. Enquanto em Recife esperamos chuvas que chegam a 2.500 mm todos os anos e concentrados em poucos meses, lá costuma atingir 1.200 mm ao longo do ano, mostrando que o impacto vai além do volume de chuva. Particularmente, em Nova York, o grau de adensamento da população, a impermeabilização da cidade, com poucos espaços livres, faz com que a chuva escoe rapidamente provocando os alagamentos.
Temporada de furacões
O maior medo dos EUA se inicia neste mês, quando começa a temporada de furacões na costa leste e Golfo do México, se estendendo até outubro. Furacões como o Katrina (2005), Sandy (2012), Harvey (2017) e Ian (2022) provocaram danos extensos e marcam pelas fatalidades associadas.
O Sandy ocasionou U$ 65 bilhões em danos e em Nova York teve pelo menos 72 mortes, onde o maior deflagrador do desastre não foi a chuva, mas sim o aumento do nível do mar que se elevou mais de 4 metros, conhecida como maré de tempestade. Esse cenário pode se agravar com o El Niño, quando são esperadas mais ocorrências de tempestades na região centro-sul dos EUA.
De acordo com o IPCC, painel internacional formado por cientistas de diversos países, é esperado que o nível médio dos mares em Nova York suba 1 metro até 2100. Isso, somado a fenômenos atmosféricos como os furacões, tem a capacidade de provocar impactos ainda maiores e mais frequentes.
Nível do mar em Recife
Em Recife, as projeções também não são otimistas. As previsões indicam um aumento no nível médio dos mares de 0,69 m até 2100. Significa que áreas com baixas elevações estarão sujeitas a alagamentos frequentes e, quando combinado com chuvas intensas há a tendência de alagamentos mais duradouros.
Alguns bairros de Recife já sofrem com alagamentos provocados pela maré, mesmo em dias sem chuva. Regiões baixas como em Afogados, IPSEP e Boa Viagem enfrentam transtornos devido ao retorno da maré pela drenagem das ruas. Com o aumento do nível dos mares, haverá a intensificação desses efeitos e mais áreas serão impactadas, a exemplo da Ilha do Leite.
As marés em Recife têm dois picos todos os dias, e, diferentemente dos EUA, o principal fator é de origem astronômica e não meteorológica. O movimento da Lua e Sol são responsáveis pelos momentos de marés com maiores picos, denominadas marés de sizígia, momento em que o nível do mar pode variar 2,8 metros no mesmo dia. Todos os anos a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha emite a tábua de marés, onde é possível prever os momentos de maré alta e se preparar para eventos críticos.
Solução para os alagamentos
Recife também tem bons exemplos de soluções, ávidas para serem espalhadas pela cidade. Pesquisadores da UPE e UFPE estudaram a aplicação de pavimentos permeáveis em uma área de 840 metros quadrados do campus da Poli-UPE no bairro da Madalena. Uma área conhecida pelos extensos alagamentos e muito importante para o fluxo de veículos, uma vez que recebe veículos da Av. Caxangá e Av. Abdias de Carvalho.
Pavimentos permeáveis são estruturas que substituem o concreto, permitindo que a água infiltre no subsolo com mais facilidade. Além da substituição da camada superior, também é feito um tratamento das primeiras camadas do solo, adicionando materiais mais permeáveis com boa capacidade de absorção. Técnicas como essa são conhecidas como Soluções Baseadas na Natureza, pois reproduzem processos naturais revertendo o impacto que a urbanização provoca no meio ambiente.
Os resultados foram transformadores. Mesmo após chuvas intensas em 2023 e 2024, não foi registrado nenhum alagamento na região, o que antes ocorria com bastante frequência. Todo o monitoramento da área foi feito com sensores de nível d’água, para identificar possíveis alagamentos e com pluviômetro para registrar os volumes de chuva, mostrando a viabilidade da solução como mais uma estratégia para tornar as cidades mais resilientes.

*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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