A pesquisa publicada hoje pelo instituto Datafolha apresenta um cenário em que João Campos aparece com 12 pontos à frente da governadora Raquel Lyra nas intenções de voto no cenário eleitoral. No quadro para o Senado, o levantamento indica dois nomes fortes na disputa, Marília Arraes e Humberto Costa. Eduardo da Fonte aparece em terceiro lugar. Em síntese, o cenário mostra João Campos na liderança e um ambiente favorável também aos seus aliados na corrida ao Senado. Outro dado que chamou a atenção foi a consistência dos números de Marília Arraes, que aparece, em média, com 41%, superando os índices da governadora Raquel Lyra, que registra 38%.
Pilões tem 6.000 almas e está cravada no planalto da Borborema, no meio das montanhas da Paraíba. Ali, fez história o juíz Braz Baracuhy, nascido na virada do século 19 para o 20, quando o sertão ainda era repleto de histórias fantásticas e sagas de homens fortes, como descreveu Euclides da Cunha.
O velho Baracuhy viveu as instabilidades do início do século 20, como a expansão do cangaço, o tenentismo, a guerra civil em Princesa em 1930 e a morte de João Pessoa, candidato a vice na chapa de Getúlio Vargas contra Júlio Prestes, apoiado pelo então presidente Washington Luís.
Ser juiz e desembargador naquela Paraíba e ainda ganhar reconhecimento pela coragem e determinação era, no mínimo, uma proeza. Sua história é a história de alguém que aprendeu a viver e sobreviver nas adversidades da política e das leis. Essa herança genética deu a Braz, neto do velho Baracuhy, a habilidade para o exercício profissional da diplomacia nesta era de instabilidades, atividade na qual muito pouca coisa ocorre por acaso.
Como não foi por acaso que Braz Baracuhy escreveu “Geopolítica Global: O Mapa Estratégico do Mundo Contemporâneo“, com lançamento em São Paulo marcado para 13 de agosto, durante evento patrocinado pelo Insper Agro Global. O livro traça um panorama extremamente realista do momento geopolítico mundial, no qual a multipolaridade vai caminhando para se tornar cada vez mais sonho de noite de verão.
Diplomata servindo em Helsinque, capital da Finlândia, Braz Baracuhy tem visão privilegiada deste mundo que passa por transformação tão importante quanto a do pós-guerra nos anos 1950. Ele serviu em Pequim e Genebra, onde atuou na OMC (Organização Mundial do Comércio). Seu livro mostra o embate cada vez mais acirrado entre os Estados Unidos e a China, envolvendo disputas comerciais e uma corrida tecnológica muito semelhante àquela da década de 1960 entre norte-americanos e soviéticos pela conquista do espaço e a chegada à Lua.
Seu texto revela muito conhecimento técnico, porém escrito com a fluidez necessária para ser compreendido pela maioria das pessoas. Depois de longo jejum dos intelectuais do Itamaraty, o livro chega para elucidar diversas questões envolvendo estratégia, multipolaridade, administração de conflitos e tendências. O mais importante é a forma profissional e isenta com que são expostos os cenários.
Tudo está baseado em dados, pesquisas e na capacidade ímpar do autor de relacionar fatos, mostrando novidades para a maioria, como a ascensão da Índia a player relevante. O país mais populoso do mundo é uma potência nuclear, com programa espacial próprio e dominando tecnologias como o trem movido a hidrogênio, cuja linha inaugural de 90 km virou realidade no início deste mês.
A estratégia e a diplomacia costumam caminhar de mãos dadas. Ambas exigem muita informação, paciência e grande dose de criatividade. Foi assim que Henry Kissinger aproximou os Estados Unidos da China ou, numa versão mais brasileira, o embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima impulsionou o comércio exterior do Brasil nos anos em que comandou o Departamento Comercial do Itamaraty, oferecendo tecnologia e serviços ao Oriente Médio e à África quando o Brasil passou a vender estradas, hidrelétricas e automóveis.
Há 60 anos, Kissinger entendeu a China como potência emergente, com vocação para rivalizar com os Estados Unidos, exatamente o que ocorre hoje. Isso não foi mero acaso, mas fruto de ação unindo estratégia e diplomacia. Em vez de isolar a China, Kissinger se aproximou para entender como os chineses funcionavam e até onde poderiam chegar. É um exemplo concreto do papel fundamental da diplomacia em buscar o equilíbrio nas relações internacionais.
Missão para profissionais. O amadorismo não proporciona resultados, mas dependência e submissão. A diplomacia pode ser cruel para quem ignora seus códigos. Seu ambiente sofisticado e refinado acaba moendo os que carecem de preparo para manejar detalhes e nuances. Por isso, existem dois caminhos para a paz. O da razão e da diplomacia, que pode ser mais demorado e complicado, ou o da guerra, que também leva à paz, mas uma paz de morte, não de vida. A conhecida paz dos cemitérios. Tem sido assim desde que o mundo é mundo.
Baracuhy mostra que tanto a China quanto os Estados Unidos seguem emitindo sinais indicando o vigor das suas economias. Não há, pelo menos por enquanto, nada que indique decadência de um lado ou de outro. De acordo com dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do planeta, com PIB de US$ 29 trilhões em 2025. A China está logo atrás, com PIB de US$ 18,7 trilhões, nada menos que 64% do PIB norte-americano. Ou seja: até que venha o empate, há ainda muita gordura para ser queimada. Quanto tempo demorará para que vejamos essa equivalência dependerá da intensidade e, principalmente, da criatividade de cada um nessa nova corrida pela hegemonia.
O campo de batalha será a Eurásia, aquele enorme continente entre o oceano Atlântico e o mar da China. Ali está a chave para entendermos o que pode vir por aí, como será construída a nova ordem mundial e em quais bases.
Esse cenário já é conhecido desde os anos 1.200, quando Marco Polo abriu caminho para a rota da seda e colocou em marcha uma disputa ainda viva no mundo de hoje. Enquanto um lado sai do Ocidente em direção ao Oriente, o outro faz o caminho inverso. E assim caminha a humanidade. Braz veio de Pilões e foi ganhar o mundo para nos mostrar como tudo isso funciona.
O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, manifestou apoio à pré-candidatura de Miguel Coelho (União Brasil) ao Senado Federal. Em declaração pública, o gestor ressaltou a importância de Pernambuco contar com representantes que conheçam de perto a realidade do interior e as demandas dos municípios.
Para Evilásio, a trajetória política e administrativa de Miguel Coelho o credencia para exercer um mandato voltado ao desenvolvimento do estado. A declaração reforça o alinhamento entre lideranças do Sertão em torno da construção da chapa governista liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD) para o pleito deste ano. “Miguel conhece o nosso estado e as necessidades do nosso povo. Será o representante do município no Senado Federal”, disse Evilásio.
Não é só o Brasil que enfrenta problemas com alagamentos. Mesmo em países como os Estados Unidos, com uma infraestrutura consolidada de proteção, desde o último sábado (18) as tempestades inundam metrôs, bloqueiam vias e alteram a operação de voos nos aeroportos.
No Queens, motoristas ficaram presos nos carros e precisaram ser retirados por equipes de resgate devido à subida rápida da água. Em Newark, um brasileiro que acompanhava a Copa registrou o momento em que a via estava completamente alagada, lembrando dias de chuva forte em Recife.
Em Nova Iorque chove menos que no litoral de Pernambuco. Enquanto em Recife esperamos chuvas que chegam a 2.500 mm todos os anos e concentrados em poucos meses, lá costuma atingir 1.200 mm ao longo do ano, mostrando que o impacto vai além do volume de chuva. Particularmente, em Nova York, o grau de adensamento da população, a impermeabilização da cidade, com poucos espaços livres, faz com que a chuva escoe rapidamente provocando os alagamentos.
Temporada de furacões
O maior medo dos EUA se inicia neste mês, quando começa a temporada de furacões na costa leste e Golfo do México, se estendendo até outubro. Furacões como o Katrina (2005), Sandy (2012), Harvey (2017) e Ian (2022) provocaram danos extensos e marcam pelas fatalidades associadas.
O Sandy ocasionou U$ 65 bilhões em danos e em Nova York teve pelo menos 72 mortes, onde o maior deflagrador do desastre não foi a chuva, mas sim o aumento do nível do mar que se elevou mais de 4 metros, conhecida como maré de tempestade. Esse cenário pode se agravar com o El Niño, quando são esperadas mais ocorrências de tempestades na região centro-sul dos EUA.
De acordo com o IPCC, painel internacional formado por cientistas de diversos países, é esperado que o nível médio dos mares em Nova York suba 1 metro até 2100. Isso, somado a fenômenos atmosféricos como os furacões, tem a capacidade de provocar impactos ainda maiores e mais frequentes.
Nível do mar em Recife
Em Recife, as projeções também não são otimistas. As previsões indicam um aumento no nível médio dos mares de 0,69 m até 2100. Significa que áreas com baixas elevações estarão sujeitas a alagamentos frequentes e, quando combinado com chuvas intensas há a tendência de alagamentos mais duradouros.
Alguns bairros de Recife já sofrem com alagamentos provocados pela maré, mesmo em dias sem chuva. Regiões baixas como em Afogados, IPSEP e Boa Viagem enfrentam transtornos devido ao retorno da maré pela drenagem das ruas. Com o aumento do nível dos mares, haverá a intensificação desses efeitos e mais áreas serão impactadas, a exemplo da Ilha do Leite.
As marés em Recife têm dois picos todos os dias, e, diferentemente dos EUA, o principal fator é de origem astronômica e não meteorológica. O movimento da Lua e Sol são responsáveis pelos momentos de marés com maiores picos, denominadas marés de sizígia, momento em que o nível do mar pode variar 2,8 metros no mesmo dia. Todos os anos a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha emite a tábua de marés, onde é possível prever os momentos de maré alta e se preparar para eventos críticos.
Solução para os alagamentos
Recife também tem bons exemplos de soluções, ávidas para serem espalhadas pela cidade. Pesquisadores da UPE e UFPE estudaram a aplicação de pavimentos permeáveis em uma área de 840 metros quadrados do campus da Poli-UPE no bairro da Madalena. Uma área conhecida pelos extensos alagamentos e muito importante para o fluxo de veículos, uma vez que recebe veículos da Av. Caxangá e Av. Abdias de Carvalho.
Pavimentos permeáveis são estruturas que substituem o concreto, permitindo que a água infiltre no subsolo com mais facilidade. Além da substituição da camada superior, também é feito um tratamento das primeiras camadas do solo, adicionando materiais mais permeáveis com boa capacidade de absorção. Técnicas como essa são conhecidas como Soluções Baseadas na Natureza, pois reproduzem processos naturais revertendo o impacto que a urbanização provoca no meio ambiente.
Os resultados foram transformadores. Mesmo após chuvas intensas em 2023 e 2024, não foi registrado nenhum alagamento na região, o que antes ocorria com bastante frequência. Todo o monitoramento da área foi feito com sensores de nível d’água, para identificar possíveis alagamentos e com pluviômetro para registrar os volumes de chuva, mostrando a viabilidade da solução como mais uma estratégia para tornar as cidades mais resilientes.
*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
A nova pesquisa Datafolha reforça um cenário de estabilidade política para o presidente Lula (PT) a pouco mais de dois meses da eleição presidencial. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (24), mostra o petista com 40% das intenções de voto no primeiro turno, praticamente repetindo o desempenho registrado na rodada anterior, quando aparecia com 41%. Em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula mantém vantagem de 48% a 43%, resultado que também permanece dentro da margem de estabilidade observada pelo instituto.
A pesquisa revela que o desempenho eleitoral de Lula acompanha um movimento semelhante na avaliação de seu governo. Segundo o Datafolha, 32% dos entrevistados classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 38% a consideram ruim ou péssima e 28% a avaliam como regular. Na comparação com os levantamentos de maio e junho, as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, indicando que, apesar da intensa disputa política e do aumento das críticas da oposição, a percepção do eleitorado sobre o governo permanece praticamente consolidada.
Os números sugerem que o presidente atravessa um momento de relativa resiliência política. Mesmo diante de temas que dominaram o debate público nas últimas semanas, como o impasse comercial provocado pelo aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a pesquisa não captou impactos significativos nem na aprovação do governo nem nas intenções de voto. O dado indica que episódios de forte repercussão ainda não foram suficientes para alterar, de forma consistente, o comportamento do eleitorado, que segue dividido em blocos relativamente estáveis.
A leitura do levantamento também evidencia que a eleição continua marcada por um elevado grau de polarização. Enquanto Lula preserva uma vantagem confortável sobre o principal adversário, sua avaliação de governo permanece distante de um cenário de ampla aprovação, convivendo com índices de rejeição igualmente elevados. Esse equilíbrio entre uma base eleitoral consolidada e uma oposição também mobilizada indica que, neste momento da campanha, o principal desafio dos candidatos não é conquistar seus apoiadores tradicionais, mas ampliar o diálogo com o contingente de eleitores que ainda se posiciona entre a avaliação regular do governo e os indecisos que podem definir o resultado da disputa.
Reciprocidade só após as eleições – O Governo Federal não deve aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos antes das eleições de outubro. No Palácio do Planalto, em Brasília, a avaliação é que ainda é necessário concluir os estudos técnicos sobre os impactos do tarifaço antes de decidir pela adoção da medida. Além disso, auxiliares do presidente consideram que não haveria tempo hábil para negociar com os setores afetados antes da votação. As informações são do portal Poder360.
PL espera vídeo de Michelle na convenção de Flávio – Michelle Bolsonaro (PL) deverá participar por vídeo, hoje, da convenção nacional que oficializará Flávio Bolsonaro (PL-RJ) candidato à Presidência, em São Paulo. A ex-primeira-dama permanecerá em Brasília para acompanhar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, mas sua aparição no telão será o primeiro gesto público de aproximação com a candidatura do enteado. A aparição remota foi articulada pela cúpula do partido para consolidar a reconciliação entre Michelle e Flávio após a crise que marcou a pré-campanha. O senador também deverá citá-la nominalmente durante o discurso. Na quinta-feira, Flávio pediu desculpas pelos “momentos que causaram desconforto”, e Michelle respondeu que aceitava o pedido de perdão. Dirigentes consideram sua participação indispensável para alcançar mulheres, evangélicos e parte do eleitorado conservador. O próximo aceno deverá ser um vídeo conjunto dos dois, previsto para a convenção do PL no Distrito Federal, em 2 de agosto.
O prego no caixão? – Ciro Nogueira (PP-PI) e Antonio Rueda (União Brasil) não devem comparecer, neste sábado, à convenção que lançará Flávio ao Planalto, em São Paulo. Os presidentes das siglas consideram incoerente participar do evento depois de a federação União Progressista optar pela neutralidade na disputa presidencial. De acordo com matéria do jornal O GLOBO, Ciro teria comunicado a decisão a Flávio na quarta-feira, embora tenha negado publicamente ter feito o anúncio. A posição só deverá ser revista diante de um fato novo capaz de alterar o cenário eleitoral. Os dois dirigentes já haviam faltado à convenção estadual das próprias legendas em São Paulo para separar o comando nacional dos palanques locais favoráveis ao PL. O deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ) também esteve no Palácio da Alvorada para informar o presidente Lula (PT) sobre a definição.
Republicanos também quer neutralidade – Um levantamento interno aponta que 80% do Republicanos prefere não apoiar nenhum candidato à Presidência. O martelo será batido na convenção da legenda, marcada para 4 de agosto. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta fechar uma aliança e entregar a vaga de vice ao partido, com apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). A maior resistência parte do grupo de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que quer preservar a relação com Lula (PT). Outra parcela defende que o partido concentre dinheiro e estrutura nas eleições para o Congresso. A meta é eleger entre 52 e 60 deputados federais e de quatro a seis senadores. Para esse grupo, apoiar Flávio significaria retirar recursos dessas candidaturas para financiar a campanha presidencial.
Bolsonaro contesta proibição de manifestos políticos – A defesa de Jair Bolsonaro (PL) recorreu, ontem, ao Supremo Tribunal Federal contra a proibição de divulgar manifestos político-eleitorais enquanto o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Os advogados classificam a medida como “restrição à liberdade de pensamento” e “instrumento de limitação ideológica”. No recurso, traçaram um paralelo com o caso do presidente Lula (PT), que, preso em Curitiba em 2018, escreveu uma carta indicando Fernando Haddad (PT) como candidato à Presidência. Segundo os advogados, impedir a circulação de textos políticos esvazia a principal forma de Bolsonaro participar do debate público durante o cumprimento da pena.
CURTAS
PIORA NA SEGURANÇA – O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) criticou a política de segurança da governadora Raquel Lyra (PSD) após o Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontar Pernambuco como o terceiro estado com mais homicídios em 2025. Foram 2.970 mortes, além de alta de 12,5% nos feminicídios e crescimento de 32,1% na letalidade policial. “O governo Raquel Lyra também não disse a que veio na segurança pública”, afirmou o parlamentar. Para Diogo, faltam planejamento, integração e uma política permanente de combate às facções e ao crime organizado.
CONVENÇÕES I – O MDB oficializará, hoje, sua adesão à Frente Popular de Pernambuco e o apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado. A convenção será realizada das 9h às 12h, na Câmara Municipal do Recife, e também homologará as chapas do partido para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
CONVENÇÕES II – O PSD transferiu para o Parador, no Bairro do Recife, a convenção estadual marcada para o próximo domingo (2), a partir das 9h. O encontro, inicialmente previsto para o Clube Português, oficializará a candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) à reeleição e deverá confirmar Túlio Gadêlha (PSD) na disputa pelo Senado. A segunda vaga segue indefinida entre Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP).
Perguntar não ofende: Será que Raquel consegue definir a chapa antes da convenção?
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, no inquérito que investiga venda de sentenças. A decisão foi tomada pelo ministro relator, Cristiano Zanin. O caso faz parte das investigações da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sisamnes.
A investigação tramita em segredo de Justiça, e os indícios que pesam contra Buzzi não foram divulgados. A Operação Sisamnes teve início após a PF apurar que servidores de gabinetes do STJ exploraram indevidamente o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos e venderam as informações a terceiros.
Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove acusados pelos crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio. No decorrer das investigações, a PF identificou suspeitas contra Marco Buzzi, que já está afastado das funções por uma acusação de assédio sexual.
O ministro está sendo investigado por tentar agarrar uma jovem, que é filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.
Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual. Em nota, a defesa de Buzzi declarou que o ministro não tem conhecimento sobre a investigação de venda de sentenças e ressaltou que Buzzi é proibido legalmente de julgar processos de familiares.
“A defesa esclarece que o ministro Marco Buzzi não tem nenhuma relação com atividades profissionais de seus familiares, ao contrário, é legalmente impedido de julgar casos que seus familiares tenham atuação. Também afirma não ter conhecimento da investigação e nem sequer de que ele seja investigado”, afirmou a defesa.
A arrecadação com o Imposto de Renda sobre dividendos deve somar R$ 17,2 bilhões este ano, abaixo dos R$ 28 bilhões previstos inicialmente no Orçamento. A estimativa foi apresentada hoje pela Receita Federal durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.
A tributação dos dividendos foi criada para compensar a perda de arrecadação provocada pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, medida que também tem impacto estimado em R$ 28 bilhões neste ano.
No primeiro semestre, porém, o desempenho da nova fonte de receita ficou aquém do esperado. De janeiro a junho, a arrecadação somou apenas R$ 2,2 bilhões. A expectativa da Receita é obter outros R$ 15 bilhões entre julho e dezembro.
O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse que a projeção para o segundo semestre ainda será acompanhada de perto pelo Fisco. “A expectativa é arrecadar cerca de R$ 15 bilhões no segundo semestre, totalizando aproximadamente R$ 17,2 bilhões no ano”, disse Malaquias durante a apresentação do relatório. O valor representa uma frustração de aproximadamente R$ 10,8 bilhões em relação à estimativa original incluída no Orçamento.
Estimativa
Apesar da arrecadação abaixo do previsto, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que ainda é cedo para concluir que a estimativa precisará ser revisada e destacou que esse tipo de receita não apresenta comportamento uniforme ao longo do ano.
“Não dá para tratar isso de maneira linear. Agora, nós já vamos entrando no segundo semestre e haverá mais base para entender se essa projeção se mantém ou não. No próximo relatório, de posse de números mais atualizados, nós vamos tomar novas decisões”, afirmou.
Moretti ressaltou que outras receitas tributárias vêm superando as expectativas e ajudam a compensar o desempenho abaixo do esperado da tributação sobre dividendos. “Ainda temos uma margem na meta [de resultado primário] de R$ 10,8 bilhões. Hoje, com as premissas utilizadas no relatório, temos muita segurança sobre o cumprimento com folga da nossa meta”, disse.
O ministro ressaltou que a estimativa de arrecadação total do Imposto de Renda este ano aumentou R$ 12,7 bilhões entre os relatórios bimestrais divulgados em maio e julho.
Medida compensatória
A tributação dos dividendos entrou em vigor como uma das principais medidas para compensar a ampliação da isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
Pelas regras atuais, dividendos distribuídos a pessoas físicas passaram a ser tributados em 10%, tanto para residentes no Brasil quanto nas remessas ao exterior. Permanecem isentos os valores de até R$ 50 mil mensais recebidos de uma mesma empresa.
Meta fiscal
Mesmo com a arrecadação inferior ao previsto, o governo manteve as projeções fiscais do Orçamento. O relatório bimestral estima superávit primário de R$ 10,8 bilhões este ano, com dedução de gastos autorizada pelo arcabouço fiscal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, o resultado permanece dentro da banda de tolerância da meta fiscal.
A meta central de resultado primário fixada para este ano é um superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem que permite resultado até 0,5% do PIB. O resultado primário representa o déficit ou superávit sem os juros da dívida pública.
Outras receitas
A equipe econômica avalia que a frustração com a arrecadação sobre dividendos vem sendo parcialmente compensada por outras fontes de receita, incluindo medidas adotadas nos últimos anos para ampliar a tributação de empresas e investimentos no exterior.
Ainda assim, a Receita Federal informou que continuará monitorando o desempenho da tributação dos dividendos e poderá revisar novamente a estimativa de arrecadação no próximo relatório bimestral, caso o ritmo de recolhimento permaneça abaixo do esperado.
O movimento que já era esperado se torna cada vez mais evidente. A Federação tem caminhado ao lado de Eduardo da Fonte, e os gestos da governadora vêm consolidando sua candidatura ao Senado.
Para muitos, até pouco tempo, essa postura ainda era tratada de forma protocolar, em respeito a Miguel Coelho e ao espaço político que ele buscava ocupar. No entanto, diante da insistência de Miguel em manter um discurso de confronto e da falta de maturidade política demonstrada na condução desse processo, a governadora acabou deixando claro, por meio de seus gestos e posicionamentos, que a situação está definida.
Nesse cenário, Eduardo da Fonte não apenas assumiu sua condição de candidato, como também se tornou, até o momento, o principal aliado da governadora na construção desse projeto. Enquanto outros ainda insistem em criar narrativas, Eduardo tem ocupado o espaço político, fortalecido a aliança e demonstrado, na prática, que sua candidatura ganhou consistência e protagonismo.
O PP comunicou ao presidente Lula que a federação do partido com o União Brasil ficará neutra na eleição ao Palácio do Planalto de 2026. O aviso foi dado pelo líder do PP na Câmara, Dr. Luizinho (foto), em conversa com o petista na terça-feira, no Palácio da Alvorada.
O encontro foi confirmado ao portal Metrópoles pelo próprio Luizinho. Ele disse ter conversado com Lula sobre a “federação em nível nacional”. “Com o presidente, conversei sobre a federação em nível nacional. Na nacional, ficaremos neutros”, afirmou o líder do PP. A conversa ocorreu um dia após o líder do PP posar para uma foto com Lula durante a sanção de um projeto de autoria do deputado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o ex-presidente Getúlio Vargas “conseguiu romper com uma tradição conservadora em que as pessoas de nível mais baixo não eram levadas em conta”. A declaração foi feita hoje, durante participação do petista no encontro de líderes do sistema de ciência e tecnologia no Brasil, na SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em São Paulo.
Lula elegeu 2 marcos históricos como os mais relevantes do período Vargas. O 1º foi a criação do salário mínimo, em 1936 (regulamentado em 1940). O 2º foi a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), assinada em 1943. Para o presidente, antes da CLT, as condições impostas aos trabalhadores se assemelhavam ao trabalho escravo.
“Hoje tem muita gente que é contra a CLT. Mas quando ela foi criada, a gente trabalhava no sistema de escravidão, não tinha horário de trabalho, não tinha horário de entrada, não tinha jornada. A gente não tinha direito”, declarou. Para Lula, a resistência a Vargas tem raízes ideológicas que persistem até hoje. Citou a falta de vias públicas em São Paulo com homenagens ao ex-presidente como exemplo.
O petista também comentou a transformação do perfil dos estudantes da USP (Universidade de São Paulo). “Vocês não têm noção da alegria com que eu vejo hoje a USP ter metade dos estudantes negros, pardos e da periferia”, afirmou. Segundo ele, a universidade era antes frequentada quase exclusivamente por brancos e pela classe média.
O presidente criticou quem se opõe à igualdade de oportunidades entre pobres e ricos. “O problema é que as pessoas não se contentam. Não gostam que a gente faça com que os pobres sejam iguais a eles, com a mesma oportunidade”.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, afirmou, hoje, em entrevista à Rádio Lajedo FM, que as parcerias entre o seu mandato, o trabalho do deputado federal Felipe Carreras (PSB) e a força política do prefeito de Lajedo, Erivaldo Chagas (Republicanos), resultaram em obras e serviços reconhecidamente prestados ao município, fazendo contraponto ao oportunismo de muitos pré-candidatos que só aparecem em período eleitoral em busca de votos.
Porto destacou que a população sabe diferenciar quem esteve ao lado do prefeito trabalhando pela saúde e infraestrutura do município daqueles que nada fizeram por Lajedo, mas que agora ressurgem oferecendo tudo para se reeleger, enganando a população.
Erivaldo e Carreras endossaram as declarações de Porto e reforçaram que a parceria entre eles tem proporcionado avanços. O deputado federal adiantou que Lajedo receberá uma UPA e melhorias no hospital, com apoio do governo federal. O prefeito lembrou que o apoio de Álvaro Porto e Felipe Carreras possibilitou a ampliação da frota de ambulâncias, que passou de três para dez veículos; e o crescimento da equipe de enfermagem, que cresceu de nove para 30 profissionais.
Na entrevista, Porto observou ainda que não se vê ação do Governo do Estado em Lajedo. “Eu faço uma pergunta: vocês do interior já viram as laranjinhas (novos policiais militares) andando aqui em Lajedo? O governo está botando esse pessoal que está entrando na Polícia apenas na Capital, e o interior está esquecido”, disse.
“Pernambuco é um dos estados mais violentos do Brasil por falta de capacidade e falta de coragem desse governo”, acrescentou, lembrando ainda que o alto número de feminicídios continua preocupando a população e envergonhando o estado. O deputado voltou a destacar que quem conhece a governadora não vota nela. “Eu conheço, fiz campanha para ela, mas infelizmente, temos hoje um governo incompetente”. Porto ressaltou que Pernambuco vai responder a esta situação.
“Hoje a gente tem a pré-candidatura de João Campos (PSB), que foi o melhor prefeito do Recife, e não temos a menor dúvida que vai ser também o melhor governador da história de Pernambuco. Então, a gente tem tudo para que, no próximo ano, ao lado do Governo do Estado, continue ajudando mais e mais Erivaldo e o povo de Lajedo e todo o Agreste.
Pesquisa Datafolha, divulgada há pouco, mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto no cenário de 1º turno, oito pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 32%. No levantamento anterior, divulgado em 20 de junho, o presidente tinha 41%, e o senador, 31%.
Veja os números para o 1º turno:
Lula (PT): 40% (eram 41% em junho);
Flávio Bolsonaro (PL): 32% (eram 31%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 3%);
Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%);
Romeu Zema (Novo): 3% (eram 2%);
Augusto Cury (Avante): 2% (eram 2%);
Samara Martins (UP): 1% (eram 2%);
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% (eram 1%);
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (eram 1%);
Hertz Dias (PSTU): Não pontuou (antes, não pontuou);
Edmilson Costa (PCB): Não pontuou (antes, não pontuou);
Leonardo Avalanche (PRTB): Não pontuou (antes, não foi testado);
Na comparação com a pesquisa de junho, o Datafolha deixou de testar desta vez os nomes de Aécio Neves (PSDB), que desistiu da candidatura, e de Joaquim Barbosa (DC). Foi incluído o nome de Leonardo Avalanche (PRTB), que anunciou a pré-candidatura em 14 de julho.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 22 e 24 de julho, segundo dados informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob o número BR-01166/2026.
Veja números sobre cenários de 2º turno
No cenário de 2º turno, Lula aparece com 48%, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Em junho, o petista tinha 47%, e o candidato do PL, 43%. O Datafolha testou em julho cenários de segundo turno de Lula também contra Caiado e contra Zema. O presidente venceria Caiado por 47% a 40% e Zema por 48% a 40%.
Confira o índice de rejeição dos políticos
A pesquisa também mediu a rejeição aos pré-candidatos. Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro e Lula são os nomes mais rejeitados.
48% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Flávio (eram 48% em junho);
46% dizem o mesmo sobre o presidente Lula (eram 46%).
Veja os números sobre rejeição:
Flávio Bolsonaro (PL): 48% (eram 48% em junho);
Lula (PT): 46% (eram 46%);
Romeu Zema (Novo): 13% (eram 17%);
Ronaldo Caiado (PSD): 12% (eram 14%);
Cabo Daciolo (Mobiliza): 12% (eram 14%);
Renan Santos (Missão): 12% (eram 12%);
Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 12%);
Samara Martins (UP): 9% (eram 10%);
Edmilson Costa (PCB): 8% (eram 8%);
Augusto Cury (Avante): 7% (eram 9%);
Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%);
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 1% (eram 2%);
Se o leitor não conseguiu acompanhar o tributo ao cantor, compositor, poeta e ator Agnaldo Rayol no quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!