Ainda em rota pelo Sertão pernambucano, a passagem de João Campos (PSB) por Serra Talhada, nesta quarta-feira (8), abriu margem para o pré-candidato ao governo de Pernambuco repercutir algo que vem chamando de “coesão de chapa”. A visita foi acompanhada pela prefeita Márcia Conrado (PT), a pré-candidata ao senado Marília Arraes (PDT), o senador Humberto Costa (PT), além do pré-candidato a vice-governo, Carlos Costa (Republicanos), e outros aliados políticos.
Cercado de partidários que já receberam a chancela do presidente Lula (PT), Campos se sentiu à vontade para destacar o apoio que a Frente Popular pretende oferecer ao longo da campanha de reeleição do petista. As informações são do Blog da Folha.
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“Me perguntam se eu acho a minha chapa muito lulista. Não vejo isso como um problema, mas sim como um fato de quem tem coerência na caminhada. Se eu voto em Lula, Humberto vota em Lula, Marília vota em Lula, isso não é um problema, é uma virtude. Isso é um time que tem coerência política”, destacou durante uma entrevista para a rádio local, Vila Bela FM.
Disputa de palanques
O posicionamento acontece em um momento estratégico para o alinhamento da pré-candidatura do ex-prefeito ao palanque lulista, que vem sendo disputado entre Campos e a atual governadora do estado, Raquel Lyra (PSD). Apesar da oficialização de Ronaldo Caiado como presidenciável do PSD e a formalização do apoio do Partido dos Trabalhadores à pré-candidatura de João Campos, a atual gestora estadual ainda não deu sinais de que pretende se alinhar completamente com a oposição no âmbito nacional.
Ainda ontem, durante entrevista à Rádio Grande Rio FM, em Petrolina, a governadora afirmou ter recebido autonomia para definir os rumos do partido em Pernambuco no cenário nacional. Lyra, que também é a presidente estadual do PSD, ressaltou que recebeu o endosso diretamente do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
“Desde o primeiro momento em que entrei no partido, o presidente Kassab nos deu total liberdade para construir o caminho que leve adiante o estado de Pernambuco, de acordo com as nossas convicções”, declarou.
Sem responder diretamente quais palanques pretende ocupar e ainda sem cravar nomes em sua chapa majoritária, Raquel Lyra destacou que deverá seguir o que considera mais urgente para o estado.
“Há total liberdade para que a presidência do partido, liderada por mim, possa construir o caminho que entendermos mais importante para Pernambuco neste momento, e aquilo que nos representa”, complementou.
Além da falta de confirmações sobre alianças que, segundo a gestora, deverão acontecer de acordo com o calendário eleitoral em julho, João Campos também destacou a importância do alinhamento político de sua chapa de senadores, Marília Arraes e Humberto Costa.
“A vida cobra quem fica sem posição, porque você precisa ter um lado e precisa se posicionar. Isso mostra coerência. A gente não pode, enquanto Pernambuco e um time que defende o presidente, ajudar a eleger pessoas que vão atrapalhar a governabilidade do país e vão estimular essa instabilidade governamental”, destacou. “Acredito que Marília e Humberto vão ter uma grande votação porque as pessoas vão entender essa coerência de compromisso dos dois com o presidente Lula”, finalizou Campos.
Força no interior
Ao falar sobre a aliança com a atual prefeita de Serra Talhada, João Campos insistiu na narrativa de união e posicionamento político. O pré-candidato destacou a força do apoio que já vem recebendo no interior e Sertão do estado, destacando a movimentação como algo que “ajuda a vencer eleição”.
“É bom estar com uma turma que tem coerência, que tem lado e posição. Isso faz toda a diferença. Quem conhece Márcia, sabe que ela tem posição, tem lado, tem coerência, tem alinhamento com o partido do qual faz parte. Cada vez mais as pessoas cobram coerência na política, não adianta você estar no mandato de um jeito, aí chega a eleição você fica de outro jeito e tenta se posicionar para ter um oportunismo eleitoral.Não dá para vir contando uma história e mudar em cima da hora achando que as pessoas vão acreditar”.
Em outra provocação, Campos destacou que ele e seus aliados não pretendem “botar forças políticas para brigarem entre si”.
“Nesses últimos anos foi dissipada muita energia política com coisas pequenas. Não adianta estar com pequenas brigas políticas, precisamos de energia política jogando junto para entregar grandes conquistas”.
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