Pouca gente foi atraída para a convenção tucana no Clube Português que homologa Raquel Lyra como candidata ao Governo do Estado, Priscila Krause vice e Guilherme Coelho ao Senado.
Nas imagens, dá para perceber as brechas em todos os ambientes, inclusive, defronte e nas laterais do palco. Há também uma frieza notável do povo em relação aos candidatos e uma perceptível formação de barra dos locutores para animar a calada e comportada plateia.
Um casal de pernambucanos morreu vítima de um acidente de trânsito na última quinta-feira (15), em Portugal. Jardel de Souza e Adriana Nascimento, ex-alunos do Conservatório Pernambucano de Música (CPM), residiam no país europeu.
Segundo o Conservatório, ambos construíram trajetórias marcadas pelo talento e dedicação à música. O trabalho primoroso realizado pelos dois levou o nome da instituição para além das fronteiras do Brasil.
Adriana e Jardel também foram professores do Projeto Aria Social, que publicou uma nota de pesar dedicada ao casal e parte de uma apresentação estrelada pelo casal.
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento dos nossos queridos eternos professores Adriana Nascimento e Jardel Souza, em decorrência de um acidente de carro”, publicou o projeto.
O Projeto Aria Social é uma organização sem fins lucrativos que usa a arte-educação (dança, música, teatro) para transformar a vida de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
Quando tinha três anos de idade, Giorgia Meloni e a irmã Ariana, de quatro anos, brincavam com fósforos escondidas da mama Ana. Acabaram botando fogo na casa. Uma tragédia. A família perdeu tudo. Foram morar em Garbatella, bairro de classe média baixa na periferia de Roma. Quando Giorgia tinha 11 anos, seu pai Francesco abandonou a família e foi viver com uma espanhola nas Ilhas Canárias. Ela e a irmã nunca mais o veriam.
A vida da primeira-ministra da Itália, que na quinta-feira (15) completou 49 anos, tem sido desde sempre uma sucessão de desafios. Esta baixinha feroz e invocada aprendeu a lutar sozinha e faz política desde os 15 anos, quando entrou para a ala direita do movimento estudantil. Começou a trabalhar cedo, primeiro como babá, depois garçonete da casa noturna do Roma Piper Club. Assim, ela conseguiu ajudar nas contas da casa e pagar seus estudos.
Neste sábado (17), quando o acordo Mercosul-União Europeia será finalmente assinado, Giorgia Meloni, mesmo ausente, será protagonista. A primeira-ministra da Itália, única mulher até hoje a sentar naquela cadeira, adiou a assinatura do acordo de caso pensado, tirando de Lula a oportunidade de aparecer presidindo a cerimônia de assinatura do acordo.
Meloni é de direita. Não a direita radical, fascista, embora tentem a todo tempo carimbá-la como tal. É uma versão italiana de Margaret Thatcher, a dama de ferro que colocou a Inglaterra nos trilhos. Meloni é hoje a principal líder da direita europeia, muito mais pelos seus méritos e pelo talento de negociadora.
Ela soube se posicionar, quando em dezembro anunciou que ainda tinha dúvidas sobre o acordo e conseguiu arrancar 45 bilhões de euros (quase R$ 300 bilhões) para os agricultores italianos prometidos pela presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. Meloni e Von der Leyen falam a mesma língua na política. E nenhuma delas morre de amores por Lula e seus aliados da esquerda europeia.
A atitude de Meloni, ao garantir para o Paraguai do conservador Santiago Peña os holofotes da assinatura do acordo, acabou expondo o presidente francês Emmanuel Macron, depois de a França liderar manobras frustradas para melar o acordo.
Nos últimos anos, Macron manteve com Lula uma relação quase íntima, recheada de mesuras e trocas e afagos, abrindo caminho para a venda de helicópteros militares franceses para nossas Forças Armadas y otras cositas más. Mas, na hora de fazer valer a amizade, prevaleceu o interesse da falida agropecuária francesa, que hoje não consegue sequer abastecer seu mercado interno com manteiga. Nem um “ne me quitte pas” Lula poderá pedir a Macron, que o abandonou à própria sorte.
Meloni é da nova safra de políticos europeus, de uma nova direita que surge com propostas sedutoras de mais empregos, menos imigração e uma diplomacia pró Ocidente. Segue a mesma linha das políticas espanholas Isabel Díaz Ayuso (PP), presidente da Comunidade de Madrid, e Cayetana Álvarez de Toledo, deputada pelo PP, filha de marquês, carismática e boa de palanque.
As duas têm movimentado a política espanhola, enfrentando a esquerda como opositoras do primeiro-ministro Pedro Sánchez (Psoe). Ayuso é campeã de votos e na última eleição derrotou o Psoe em redutos tradicionais da esquerda.
Em setembro de 2016, Giorgia deu à luz Ginevra. Ela anunciou o nascimento da filha num post emocionado nas redes sociais, comemorando a chegada da irmãzinha da Itália, numa referência ao seu partido Fratelli d’Italia (Irmãos da Itália), fundado por ela e cujo nome veio do hino nacional italiano. Nesta época, já era uma política experiente. Teve um casamento de uma década com o jornalista Andrea Giambruno, de quem se separou em 2023. Giambruno, deslumbrado com a ascensão da mulher ao poder, acabou se expondo com comportamentos inconvenientes.
Iniciou a carreira aos 21 anos, em 1998, elegendo-se vereadora em Roma. Em 2006, chegou pela primeira vez ao Parlamento italiano e dois anos depois, com 31 anos, era nomeada ministra da Juventude por Silvio Berlusconi. Ficou no ministério até 2011. Em 2016, disputou a eleição para a prefeitura de Roma contra o candidato de Berlusconi, agora seu adversário político.
A baixinha, dona de um par de olhos azuis faiscantes, se mostrou “imparável” e começou a ser percebida como a grande novidade da política italiana. Em 2018, voltou ao Parlamento e, em 2019, fez um discurso que rendeu muitos votos, marcando sua posição.
“Somos pessoas, não códigos, e vamos defender nossa identidade. Eu sou Giorgia: sou mulher, sou mãe, sou italiana, sou cristã […]. Tenho vergonha de um Estado que nada faz pelas famílias italianas. Tenho vergonha de um Estado que defende os direitos dos homossexuais. Um Estado justo cuida dos mais fracos, daqueles que não podem defender-se“, disse a primeira-ministra italiana.
Em outubro de 2022, Meloni assumiu o cargo de primeira-ministra da Itália. Berlusconi tentou bombardear, chamando-a de arrogante e condescendente. Não colou. Depois, Berlusconi tentou barrar a candidatura de Ignazio La Russa, aliado de Meloni, a presidente do Senado, e foi derrotado. La Russa venceu com 116 votos dos 206 senadores. Berlusconi morreria meses depois, em junho de 2023, levando com ele o passado e abrindo caminho para a consolidação da nova direita italiana.
Giorgia Meloni, mãe solteira, cristã e conservadora, primeira mulher a comandar a Itália, aquela que aos três anos incendiou a própria casa, agora cuida do lar de 59 milhões de italianos. Ela é um dos símbolos do poder neste século 21.
As obras de requalificação na estrutura do Metrô do Recife devem começar em até 30 dias, conforme garantiu o ministro das Cidades do Brasil, Jader Filho (MDB), após visitar brevemente o sistema, junto à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ontem.
Para este ano, está previsto um investimento de R$ 500 milhões captados pelo governo federal, em parceria com o governo estadual. Jader e Raquel andaram em uma composição entre as estações Joana Bezerra e Central do Recife, ambas no centro da capital. Os serviços de reparo nos trilhos e dormentes já estão sendo executados. Tudo deve ficar pronto em até seis meses.
Os recursos devem ser liberados ainda nesta próxima semana. Jader revelou ter pressa para o início dos trabalhos estruturais, devido à aproximação da quadra chuvosa no estado. Ele cravou que não vai faltar recurso para a execução.
“Vai ser feita a troca do telhado [das estações] para que, quando a chuva chegar, não fique caindo aqui dentro. Vamos fazer a questão das reformas das estações e dos banheiros. As que não têm nós vamos construir esses banheiros. As estações serão reformadas para que possam dar dignidade e conforto mínimo à população aqui da Região Metropolitana”, pontuou ele.
Segundo Raquel Lyra, estado e União firmaram um acordo de cooperação para a compra de 11 trens seminovos. Alguns devem chegar já em fevereiro. O estado também vai adquirir 100 novos ônibus elétricos que terão ar condicionado para auxiliar o transporte metropolitano.
“Em fevereiro, a gente começa a receber as cinco composições vindas de Belo Horizonte. As seis que virão de Porto Alegre chegam até junho deste ano. Sobre os ônibus, vai haver a abertura do sistema para que a gente possa receber os recursos do Governo Federal para processar a compra dos ônibus”, previu.
“É o início de um novo tempo, onde o governo do estado e o governo federal se unem para permitir que a gente vire a página ruim da história do Metrô do Recife, e garantir investimentos verdadeiros como está acontecendo. Eu quero muito agradecer aqui a parceria do ministro Jader, que não tem descansado um minuto sequer para permitir que a gente pudesse assinar o acordo de cooperação”, alegou Raquel.
Interrogados, durante a entrevista, sobre a condição de uso dos trens, que são seminovos, Jader frisou que os veículos possuem plena qualidade para trafegar no Recife. Ele ainda disse que uma equipe de engenheiros da CBTU foi até os estados de onde virão os trens para averiguar os quesitos.
“Nos garantiram que os trens, tanto de Belo Horizonte quanto os de Porto Alegre, estão em condições muito melhores do que esses trens que temos hoje aqui. Nós temos convicção de que esses trens que estão aqui não atendem a população do Recife e é por isso que nós estamos aqui. Em responsabilidade ao povo do Recife, nós precisamos trocar esses trens”, indicou o ministro.
“Aos funcionários da CBTU, nós preservaremos todos os empregos. Ninguém será prejudicado. Me deixou absolutamente mexido e tocado a maneira degradada que o transporte público está acontecendo aqui. Essa indignação tem que ser de todos que fazem parte disso”, cravou.
Trem que levou ministro e governadora representam a realidade do transporte
Durante a coletiva de imprensa, Raquel Lyra revelou que o trem que a transportou junto com o ministro, número de ordem 351, precisou trafegar em alguns pontos com a velocidade reduzida, por conta de problemas nos trilhos e dormentes.
“O trem tem capacidade de poder andar a 60 km/h. Ele [o trem que os transportou] aqui a 40 km/h, mas em muitos trechos teve que ir a 17 km/h, pela necessidade de investimentos em toda parte dos trilhos e das dormentes. Isso é o que os próprios técnicos da CBTU nos trazem”, comentou Lyra.
Meus avós maternos — Severo e Cornélia — tiveram oito filhos, dois homens e seis mulheres. Seis Marias: Maria de Lourdes, Maria José, Maria do Carmo, Maria Luiza, e Maria Margarida, minha mãe. E ainda Maria Lídia, a tia Lila, que visitei, ontem, em Vitória da Conquista, esta belíssima cidade, no Sul da Bahia.
É a última remanescente das irmãs. Mora em Conquista desde os 17 anos, viúva de Zizi, que foi um bem-sucedido comerciante na cidade. Está com 88 anos, extremamente lúcida, forte fisicamente e uma memória invejável. Depois de dez anos, a reencontrei com a mesma perfomance de antes.
Incrível! Não mudou nada. Está mais jovial, alegre e super animada. Na chegada em Conquista, ontem no início da tarde, fui direto para o apartamento dela, no bairro Recreio. Foi um reencontro que nos deixou muito feliz, eu e minha Nayla. Ela nos recebeu ao lado da filha Ivone e Sinval, esposo, e do neto Guilherme, que está morando no Recife.
Não resisti e gravei vários vídeos com ela! Resolvi compartilhar um deles com meu público leitor!
Todos os passageiros de Pernambuco estavam em risco? Ou só os da Logo Caruaruense?
Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
A governadora Raquel Lyra (PSD) tentou apagar o incêndio iniciado pela denúncia do portal Metrópoles anunciando, ontem (16), que a Logo Caruaruense, empresa de ônibus do seu pai, o ex-governador João Lyra Neto, vai encerrar as atividades. Mas esse fogo tem potencial incalculável de prejuízos à imagem da gestora, por causa das inúmeras perguntas sem respostas que ficaram no ar e que dizem respeito à segurança das pessoas.
Se a Logo Caruaruense não era fiscalizada há três anos, as outras empresas de transporte intermunicipal também não eram? Nesse caso, todos os passageiros de Pernambuco estavam correndo risco de vida nesse período? Ou só não havia fiscalização na Logo Caruaruense, porque pertencia ao pai de Raquel? É necessária uma investigação profunda pelas autoridades competentes no setor, porque quaisquer que sejam as respostas a esses questionamentos serão gravíssimas.
Em um cenário, o Governo do Estado teria feito vistas grossas para as vistorias não realizadas em todas as empresas. Em outro, teria acobertado que a empresa do pai da governadora operasse sem manutenção em seus veículos e com ônibus ultrapassados. Não há resposta confortável para Raquel. Nos dois cenários, a segurança de passageiros e trabalhadores esteve em risco na sua gestão.
É preciso elucidar se a governadora tinha conhecimento da falta de vistorias na Logo Caruaruense. Se tinha, o que a fez não agir? Se não tinha, como acreditar que uma chefe de Poder Executivo que não sabe o que se passa na empresa do próprio pai vá ter controle do que ocorre em sua gestão em todo o Estado?
A investigação do portal Metrópoles apontou que todos os ônibus da Logo Caruaruense têm mais de 10 anos, idade em que os veículos não podem mais operar. “O Decreto nº 40.559/2014 determina que será feito o cancelamento do registro dos ônibus que ultrapassarem uma década. A idade média da frota também estaria quase três vezes acima do exigido por lei, saltando de 5 anos para cerca de 14,5 anos”, diz o trecho de uma matéria assinada pela jornalista Isadora Teixeira.
Diante dessa informação, qual é o real estado dos ônibus das outras empresas? A manutenção dos veículos foi fiscalizada durante o governo de Raquel? A Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) fez o seu trabalho durante os três anos dessa administração? Ou ficou amarrada por alguma ordem superior? Se a EPTI fez o seu trabalho, por que não informou a Raquel sobre a situação? Se não fez, foi proibida? Por quem? Ou foi negligente?
Processo parado – De acordo com a reportagem do portal Metrópoles, a EPTI abriu processo administrativo para avaliar a renovação do certificado da Logo Caruaruense, mas o processo está parado desde fevereiro do ano passado. Pela legislação, a EPTI pode suspender a circulação de veículos irregulares e aplicar penalidades. Mas não o fez com a empresa do pai de Raquel. Por qual razão? O Metrópoles descobriu um documento da EPTI indicando que os veículos rodam sem vistorias há, pelo menos, três anos. A reportagem mostrou o atraso no pagamento da Taxa de Certificado de Registro Cadastral (CRC), exigência relacionada à segurança dos passageiros, e divulgou que Raquel Lyra integrou o quadro societário da empresa até 2018.
Repercussão na oposição – Deputados estaduais de oposição já se pronunciaram sobre o episódio da Logo Caruaruense, indicando que o assunto deverá ser pauta na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nos próximos meses. O líder do PSB na Casa, Sileno Guedes, disse haver um “apagão” no trabalho da EPTI durante o Governo Raquel Lyra. Ontem (16), o parlamentar ressaltou que vem alertando há meses sobre a omissão do órgão na realização de vistorias e fiscalizações em linhas regulares e alternativas.
O que disse Sileno – “Agora está explicado por que eu cobrava tanto e o Governo de Pernambuco não reagia quando o assunto era transporte intermunicipal. A EPTI não está fazendo o dever de casa para fiscalizar as empresas das linhas regulares, como a que pertence à família da governadora, e não está cumprindo o decreto que regulamenta o transporte complementar, levando esses trabalhadores de volta à clandestinidade. No fim das contas, enquanto o Governo Raquel Lyra se omite, os operadores e passageiros é que estão em perigo nas estradas, sobretudo nos rincões mais distantes do nosso estado”, declarou Sileno.
Presidente em exercício – O presidente em exercício da Alepe, Rodrigo Farias (PSB), afirmou que a decisão da empresa Logo Caruaruense de entregar as linhas representa “uma confissão das irregularidades”. Segundo o parlamentar, o caso atinge um grau de gravidade que já se configura como um escândalo nacional. “A entrega das linhas não apaga as irregularidades já cometidas. É uma confissão de culpa, omissão da governadora. E o mínimo que se espera é uma investigação profunda, com punição rigorosa, cobrança das taxas devidas e aplicação das multas retroativas. O governo precisa agir com transparência, porque essa situação é grave e envergonha Pernambuco”, afirmou Farias.
Tratamento desigual – Já o deputado Waldemar Borges (MDB) gravou um vídeo para o Instagram no qual critica a forma desigual com a qual as pessoas estão sendo tratadas em Pernambuco, relatando que, como parlamentar, é frequentemente abordado por motoristas, principalmente do meio rural, que têm seus veículos apreendidos por alguma irregularidade, como atraso de IPVA, mas os ônibus do pai de Raquel Lyra rodavam sem condições. “É uma maneira desigual de se tratar o pequeno e o grande, causa realmente indignação. Não é só devolver as linhas para a EPTI e achar que com isso a situação está superada. Não está. Pernambuco tem o direito de receber todas as informações em relação a esse caso e o governo tem o dever de prestar esses esclarecimentos”, ressaltou.
CURTAS
Tarcísio jogou a toalha? – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (RP), declarou, na última quinta-feira (15), o seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, este ano. “A direita vai estar unida em torno de um nome”, afirmou. “E o meu nome é o Flávio”, disse, descartando uma possível candidatura ao Planalto.
Disse que nunca quis – “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. É engraçado porque vocês não acreditam, mas sempre estou falando que o meu projeto é reeleição”, declarou Freitas. As informações são do Poder360.
Pavimentação no Cabo – O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (SD), assinou, esta semana, um pacote de ordens de serviço para a pavimentação de 120 ruas no bairro de Garapu. Com a medida, a localidade passará a ter 100% de suas vias pavimentadas. O primeiro lote, lançado na última quinta-feira (15), beneficia 25 logradouros. O segundo, outras 20 ruas.
Perguntar não ofende: Todas as empresas de transporte intermunicipal também estavam sem fiscalização em Pernambuco, ou foi um privilégio da Logo Caruaruense?
Uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli provocou forte reação no meio jurídico ao interromper o curso de uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) envolvendo o dono do Banco Master e suspeitas de crimes financeiros de grande escala.
Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu na residência do investigado 39 aparelhos celulares, 31 computadores, 30 armas de fogo, R$ 645 mil em espécie e 23 veículos de luxo. No mesmo contexto, o cunhado do empresário foi preso quando tentava embarcar para Dubai, fato que reforçou os indícios de risco à persecução penal.
Apesar disso, por determinação do ministro Dias Toffoli, todo o material apreendido foi lacrado e transferido para guarda do STF, impedindo a continuidade imediata das análises periciais pela Polícia Federal.
Como advogado, aponto que a medida entra em tensão direta com o artigo 144 da Constituição Federal, que atribui à Polícia Federal a função de polícia judiciária da União, responsável pela apuração de crimes contra o sistema financeiro nacional, entre outros.
Além disso, o artigo 6º do Código de Processo Penal é explícito ao determinar que a autoridade policial deve adotar, de forma imediata, todas as diligências necessárias à elucidação do fato criminoso, incluindo perícias técnicas, tão logo tenha conhecimento da infração penal, e não de acordo com conveniências supervenientes.
O risco da paralisação não é meramente teórico. Celulares modernos possuem mecanismos automáticos de proteção e criptografia que podem ser acionados após longos períodos sem acesso controlado. Isso pode dificultar ou até inviabilizar a extração de dados, comprometendo provas essenciais.
A própria Polícia Federal alertou formalmente para o “risco de frustração da operação”, justamente em razão da impossibilidade de acesso técnico tempestivo aos dispositivos apreendidos.
Outro ponto sensível diz respeito à cadeia de custódia das provas, disciplinada pelos artigos 158-A a 158-F do Código de Processo Penal, introduzidos pelo chamado Pacote Anticrime.
A retirada do material da esfera técnica da Polícia Federal, órgão que realizou a apreensão, pode gerar rupturas na rastreabilidade da prova, afetando sua confiabilidade. Em processos penais complexos, falhas na cadeia de custódia podem resultar em desconsideração da prova ou até em nulidades absolutas, com impacto direto sobre toda a ação penal.
Após intensa pressão da imprensa e institucional, o ministro Dias Toffoli recuou parcialmente e determinou o envio do material à Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, especialistas destacam que a PGR não dispõe da mesma estrutura técnico-pericial da Polícia Federal, que é o órgão legalmente aparelhado para esse tipo de exame.
Afastar a polícia judiciária do conjunto probatório que ela própria apreendeu cria, segundo críticos, um “vácuo técnico”. E, no processo penal, vácuos técnicos frequentemente se transformam em brechas jurídicas, capazes de levar à anulação de investigações inteiras, como já ocorreu em precedentes de grande repercussão nacional.
A situação ainda afeta o direito de defesa. A Súmula Vinculante nº 14 do STF garante aos advogados acesso amplo às provas já documentadas no procedimento investigatório. Se nem a Polícia Federal consegue acessar plenamente o material apreendido, questiona-se como a defesa poderá exercer esse direito de forma efetiva.
Um exemplo concreto é o celular atribuído a Daniel Vorcaro, apreendido em novembro e que, passados mais de dois meses, ainda não foi integralmente analisado, apesar de ser considerado peça central da investigação.
As investigações apuram, em tese, fraude na gestão de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, crimes cujas penas somadas podem alcançar até 30 anos de prisão. Os valores sob suspeita chegam à casa dos R$ 12 bilhões, o que coloca o caso entre os maiores escândalos financeiros já investigados no país.
Diante de tantos riscos técnicos, jurídicos e institucionais, uma pergunta segue sem resposta clara no debate público e jurídico: por que tanto interesse em afastar a Polícia Federal da condução técnica das provas que ela própria apreendeu?
Essa é a questão que, até o momento, permanece em aberto e que pode definir não apenas o futuro da investigação, mas também sua validade perante o Judiciário.
O ex-vereador Ivan Moraes, pré-candidato ao governo de Pernambuco pelo PSOL, denunciou o Grande Recife Consórcio ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na tarde desta sexta-feira (16). A representação aponta uma possível ilegalidade na atuação do Conselho Superior do Transporte Metropolitano (CSTM), que foi responsável por aumentar a tarifa dos ônibus da Capital e da RMR.
De acordo com a denúncia, parte dos conselheiros do CSTM estão com mandatos vencidos. Segundo a legislação, os mandatos eletivos são de quatro anos. Quem exerce esses mandatos deve ser escolhido por meio de conferências específicas, conforme determina o regimento interno do Conselho e a legislação estadual. No entanto, essas conferências não são realizadas há oito anos, apesar de a lei 17.113/2020 proibir a recondução de mandatos eletivos. A última Conferência Metropolitana ocorreu no final de 2018.
“A passagem de ônibus está sendo aumentada por um conselho que não passa por renovação democrática há quase uma década. Isso fere a lei e esvazia completamente a participação popular mínima prevista nas normas que criaram o Grande Recife”, afirma Ivan Moraes.
Na representação encaminhada ao MPPE, o pré-candidato defende que a ausência das conferências compromete a legitimidade do Conselho, impede a renovação democrática do colegiado e coloca sob questionamento todas as deliberações tomadas, incluindo o reajuste tarifário.
“Um conselho com mandatos vencidos não pode decidir sobre o bolso de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que dependem do transporte público todos os dias”, reforça.
A denúncia de Ivan Moraes abre a possibilidade de suspensão do aumento da tarifa e de realização das conferências metropolitanas.
“O Ministério Público existe para defender a ordem jurídica e o regime democrático. Estamos acionando o MP para garantir o direito à mobilidade da população da RMR e para que a participação popular no transporte público deixe de ser apenas um discurso e seja uma prática concreta”, conclui.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, registrou no dia 30 de dezembro a escritura de venda de um imóvel em Ituiutaba (MG), 11 dias depois de uma operação da Polícia Federal encontrar R$ 430 mil em seu apartamento em Brasília. O deputado argumentou, na ocasião, que o dinheiro em espécie era fruto da venda de uma casa no município do Triângulo Mineiro.
A casa, localizada na Avenida 29, no centro de Ituiutaba, havia sido comprada por Sóstenes em fevereiro de 2023, por R$ 310 mil. Segundo a escritura, obtida pelo GLOBO, Sóstenes vendeu o imóvel a Thiago Ferreira de Paula, advogado cujo escritório fica a menos de 500 metros da casa. A venda foi registrada em cartório no valor de R$ 500 mil. A informação foi publicada primeiro pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo GLOBO. As informações são do jornal O GLOBO.
Na véspera do réveillon deste ano, ainda segundo a escritura, Sóstenes afirmou “já haver recebido” a quantia, no dia 24 de novembro, cerca de um mês antes, “com dinheiro em espécie”. De acordo com o deputado e com o advogado que comprou o imóvel, foi nessa data que ocorreu a “celebração do contrato de compra e venda”, embora o primeiro registro em cartório só tenha ocorrido após a operação da PF no mês seguinte.
O documento afirma ainda que Sóstenes e o advogado assinaram a escritura “pela plataforma e-notariado”, que permite a realização do ato sem necessidade de comparecer no cartório. A escritura não detalha onde ocorreu a assinatura do contrato. Procurados, eles não responderam as perguntas do GLOBO.
Escritura de venda da casaDocumento registra venda por R$ 500 mil
No dia da operação da PF, em dezembro, Sóstenes afirmou que havia recebido “recentemente o dinheiro” pela transação do imóvel, e disse que por “um lapso” havia deixado de fazer o depósito na sua conta bancária.
— Recebi recentemente o dinheiro e com essa correria de trabalho acabei não fazendo o depósito. Inclusive (com) parte dele estou pensando em fazer outros negócios. Foi simplesmente um lapso. Ninguém pega dinheiro ilícito e coloca dentro de casa. Peguei o dinheiro e guardei — justificou Sóstenes na ocasião.
A casa fica em um terreno de 275 metros quadrados e tem duas suítes, área para escritório, portão eletrônico e garagem com espaço para três carros. Sóstenes, que diz ter feito uma série de reformas no imóvel, havia anunciado a casa em uma corretora local no início de 2025 por R$ 690 mil – isto é, mais do que o dobro do valor pelo qual a havia adquirido em 2023.
Até o dia 12 de novembro, registros nas redes sociais mostravam que a casa seguia à venda. O anúncio trazia o número de telefone do pastor Eraldo Cavalcante, pai de Sóstenes e líder de uma igreja Assembleia de Deus em Ituiutaba.
Sóstenes nasceu em Alagoas, mas viveu em Ituiutaba na juventude. Segundo o próprio parlamentar, ele chegou a atuar como líder do grêmio estudantil de sua escola, no município do Triângulo Mineiro, antes de se tornar pastor evangélico. Em 2022, ele e seu pai, o pastor Eraldo, foram homenageados com títulos de “cidadão de Ituiutaba” pela Câmara de Vereadores. Na ocasião, Sóstenes chegou a prometer que destinaria emenda parlamentar de R$ 1 milhão para a cidade, que fica fora do Rio, seu estado de atuação.
Sóstenes e o pai, Eraldo Cavalcante Passos, homenageados em Ituiutaba
Na eleição de 2022, a última que disputou, Sóstenes declarou ter apenas R$ 4,9 mil em suas contas bancárias e nenhum outro bem. Poucos meses depois, em fevereiro de 2023, ele figurou como comprador da casa de Ituiutaba, por R$ 310 mil, junto da esposa, a cantora gospel Isleia Cavalcante, com quem é casado em comunhão parcial de bens.
A União Europeia também entrou na disputa global pelos minerais críticos do Brasil. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco negocia um acordo com o país para investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras — insumos considerados estratégicos para a transição energética, a digitalização da economia e a segurança geopolítica.
A declaração foi feita durante a cerimônia que celebrou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, negociado ao longo dos últimos 25 anos (o acordo comercial é amplo, envolve diversos itens, e é distinto da negociação sobre terras raras). As informações são do g1.
Segundo von der Leyen, a cooperação em matérias-primas críticas será um dos pilares da relação entre os dois lados.
“Isso vai moldar nossa cooperação em projetos de investimento conjunto em lítio, níquel e terras raras. É a chave para a nossa transição digital e limpa, e também para a independência estratégica, num mundo em que os minerais tendem a ser instrumento de coerção”, afirmou.
Interesse também dos EUA O aceno europeu ocorre no mesmo momento em que os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, passaram a demonstrar interesse direto nos minerais estratégicos brasileiros.
O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, mas ainda exporta grande parte desses minerais sem processamento, o que reduz o valor agregado capturado pelo país.
No discurso, von der Leyen classificou o acordo Mercosul–UE como um arranjo de “ganha-ganha” e encerrou a fala em português.
“Todo mundo beneficiado é realmente um ganha-ganha. Esse é o jeito europeu de fazer negócio. E quero dizer, do fundo do meu coração: obrigada, amigo. O melhor está por vir”, disse, antes de se despedir.
As terras raras — um grupo de 17 elementos químicos essenciais para turbinas eólicas, carros elétricos, chips, equipamentos médicos e tecnologias militares — estão no centro de uma corrida geopolítica.
Enquanto a China domina o refino e o processamento, EUA e União Europeia buscam diversificar fornecedores para reduzir dependências estratégicas. Nesse cenário, o subsolo brasileiro passou a ocupar posição central no tabuleiro internacional.
Após 15 meses de obras, a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio foi reaberta nesta sexta-feira (16), no Centro do Recife. Considerado um dos mais importantes exemplares do barroco brasileiro, o templo passou por uma intervenção iniciada em setembro de 2024 e concluída no fim de novembro de 2025, sendo devolvido à população durante uma solenidade que reuniu autoridades religiosas e representantes do poder público.
Localizada na Praça da Independência, a igreja do século XVIII teve a restauração conduzida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Novo PAC. O investimento total foi de R$ 3,4 milhões, destinados à recuperação de bens móveis e integrados que compõem o acervo artístico e litúrgico do templo. “É uma alegria entregar, como a primeira obra de 2026, uma igreja que é símbolo de memória e história no coração do Recife”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Ao longo dos trabalhos, foram restaurados elementos como forro, retábulos, ornamentos da capela-mor e peças históricas, entre elas a pia batismal, o arcaz da sacristia e imagens sacras. A intervenção também incluiu a recuperação de áreas estruturais, como a nave, o salão principal e o teto, permitindo a retomada das atividades religiosas e a reabertura do espaço à visitação pública.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias as investigações sobre suspeitas de irregularidades na operação de venda do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Na decisão, Toffoli afirma que houve um pedido da Polícia Federal (PF) por mais prazo.
“Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, decidiu o ministro. As informações são do g1.
Esta frente de investigação chegou ao Supremo Tribunal Federal em dezembro do ano passado. Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte. A apuração tramitava na Justiça Federal em Brasília.
A Polícia Federal afirma que o Master emitiu Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. O retorno, no entanto, era irreal. Segundo a corporação, o esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões.
De acordo com a PF, há indícios de que dirigentes do BRB tenham participado do esquema. Em março, o BRB chegou a fechar um acordo para comprar o Banco Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.
A PF prendeu Vorcaro em novembro, mas o banqueiro foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Nesta semana, em um desdobramento, a Polícia Federal realizou uma operação para aprofundar as investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Master.
As apurações apontam que o grupo investigado se aproveitou, de forma sistemática, “de vulnerabilidades do mercado de capitais” para realizar fraudes, utilizando fundos de investimento e elos societários, familiares ou funcionais.
Para a PF, há indícios de que o grupo investigado, formado por Daniel Vorcaro, parentes e pessoas ligadas ao Master, teria cometido, pelo menos, cinco crimes:
organização criminosa;
gestão fraudulenta de instituição financeira;
induzimento ou manutenção em erro de investidor;
uso de informação privilegiada e manipulação de mercado;
lavagem de dinheiro.
Os investigadores identificaram operações com ativos sem liquidez e artificialmente precificados, além de transações entre partes relacionadas sob controle de indivíduos com ligações societárias ou familiares com o Banco Master. O esquema teria contado com laranjas e sócios ocultos.
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