O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para Washington nesta quarta-feira (6) para um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7).
O encontro é visto pela diplomacia brasileira como um passo crucial para normalizar as relações comerciais, após um período de incertezas e tarifas de importação. As informações são do g1.
Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.
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A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o STF e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.
A visita aos EUA ocorre, então, em um momento apropriado para mostrar o presidente Lula forte nas relações internacionais.
O encontro também ocorre pouco tempo após o recente impasse diplomático entre os dois países, causado pela prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. O governo Trump retirou as credenciais do delegado brasileiro que atuou na prisão, e o Brasil fez o mesmo, utilizando o princípio da reciprocidade.
Negociação desde janeiro e pauta ‘olho no olho’
Inicialmente, o encontro estava previsto para março, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
De lá para cá, Lula fez críticas a Donald Trump por causa dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, subindo um pouco o tom.
Mas, recentemente, Lula se solidarizou com Trump quando ele foi vítima de um atentado na semana passada durante jantar dos correspondentes em Washington.
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone durante cerca de 50 minutos.
Naquela ocasião, os líderes manifestaram o desejo de realizar um encontro presencial para resolver divergências diretamente — o que o presidente brasileiro classificou como uma conversa “olho no olho”.
As negociações, no entanto, enfrentaram alguns obstáculos que adiaram a data original, inicialmente prevista para março.
🌍Conflitos internacionais: o agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, redirecionou a prioridade da agenda da Casa Branca.
💰Divergências comerciais: o governo brasileiro busca reverter o “tarifaço” imposto por Trump a produtos nacionais.
➡️Segurança Pública: há um interesse mútuo em fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro, tema que avançou em reuniões técnicas em abril.
O governo também trabalha para impedir que os EUA incluam facções criminosas como o CV e o PCC na lista de organizações terroristas internacionais.
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