Uma freira de 82 anos foi assassinada a pauladas ontem por um homem que invadiu o convento onde ela morava, provavelmente com a intenção de furtar objetos do local. O crime ocorreu no município de Ivaí, no Paraná.
A vítima se chamava Nadia Gavanski. Em nota, a congregação da qual ela fazia parte, as Irmãs Servas de Maria Imaculada, lamentou a morte da irmã e disse que “está colaborando plenamente com as autoridades de segurança pública para que as circunstâncias do crime sejam resolvidas”. O velório será hoje, a partir das 15h, em Prudentópolis, Paraná. As informações são do portal Metrópoles.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) confirmou o assassinato e informou que o suspeito foi detido durante a tentativa de fuga. O corpo de Nadia foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa (PR). O caso continua sob investigação.
A Polícia Federal terminou a contagem do dinheiro jogado pela janela do banheiro de um apartamento durante a terceira fase da operação Barco de Papel, que investiga a RioPrevidência e o Master. O montante arremessado de um prédio em Balneário Camboriú (SC) soma R$ 429 mil, segundo a contagem dos investigadores.
A cena do dinheiro atirado repercutiu no país inteiro: cédulas foram vistas voando e encontradas no chão enquanto a PF cumpria as ordens judiciais. A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje, a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, ao chegarem para cumprir mandado de busca e apreensão em um imóvel em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, um dos ocupantes do apartamento arremessou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie. O montante foi recuperado pelos policiais. Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones.
Nesta etapa, os agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.
Na terça-feira (3), o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro, após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de obstrução de investigações e ocultação de provas.
A Operação Barco de Papel apura supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição recentemente liquidada pelo Banco Central. De acordo com as investigações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.
O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-senador Pedro Simon comemorou seu aniversário de 96 anos ontem (31), no Balneário Rainha do Mar, em Xangri-Lá, no Litoral Norte, reunindo familiares, correligionários do MDB e amigos. Em suas palavras, ele salientou ser preciso união da sociedade e elogiou a pré-campanha de Gabriel Souza ao governo do Estado nas eleições de 2026. “O período atual é de refazermos nossas raízes, reconstruir as balizas da nossa democracia. Estamos preparados, com firmeza, garra e vontade”, disse ele.
“Temos andado pelo Brasil, debatido com a sociedade e reconhecido que a hora é difícil e o momento é agora”. “O Rio Grande precisa dar as mãos, debater, discutir e encontrar uma plataforma de programa, de avanço, de alegria e entendimento”. Segundo ele, a proposta é reunir a sociedade “em torno do fogo”, como na tradição gaúcha, para analisar erros, desvios e traçar um caminho de paz e desenvolvimento, colocando o Estado acima de disputas pessoais.
“Nós acreditamos no Rio Grande e acreditamos no nosso partido”, disse ele. Ainda, criticou as fraudes que envolvem o Banco Master. “Fico nervoso até de falar. Parece que o que aconteceu, eles aprenderam a fazer no banco com mais capacidade e mais irresponsabilidade. Ninguém pode lavar as mãos sobre as coisas que estão acontecendo. É com todos nós. Não sei como eles têm coragem”.
Para surpresa de rigorosamente ninguém, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado por militantes do PT durante um evento institucional realizado nesta semana ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reação do governador à violência retórica lulopetista no ato, no entanto, ofereceu a um país cansado de vandalismo político e analfabetismo cívico uma valiosa aula de civilidade e espírito público.
O episódio ocorreu em Rio Grande, no sul do Estado, durante cerimônia oficial do governo federal destinada à assinatura de contratos ligados à construção de navios para a Petrobras. As vaias começaram quando o nome de Leite foi mencionado pelo cerimonial, prosseguiram durante o discurso da prefeita da cidade, a petista Darlene Pereira, e se intensificaram quando o governador foi chamado ao microfone. Como se viu, Leite teve dificuldade para iniciar sua fala. E protestou conjugando serenidade e firmeza: “Este é o amor que venceu o medo? Não, né? Vamos respeitar, por favor. Estou aqui cumprindo meu dever institucional. Eu e o presidente fomos eleitos pelo mesmo povo. Somos diferentes. Mas a gente não precisa pensar igual”.
As manifestações hostis partiram de apoiadores do presidente e se repetiram ao longo da fala do governador, interrompendo seu discurso e constrangendo o ambiente — hostilidade dirigida a um chefe de Executivo estadual legitimamente eleito e convidado a participar de um ato que, em tese, deveria se ater aos limites republicanos da institucionalidade. A atitude de Leite, marcada pelo autocontrole e pela defesa do respeito às diferenças e à etiqueta republicana, contrastou com o mau comportamento de parte da plateia.
O episódio diz menos sobre o governador gaúcho do que sobre o estado de degradação cívica a que chegou parcela expressiva da militância política no Brasil, sobretudo a petista. O governador não foi vaiado por ter cometido um desvio administrativo, por afrontar a democracia ou por atacar adversários. Foi hostilizado simplesmente por existir politicamente fora do universo lulopetista, por representar uma alternativa que não se submete à liturgia do governismo militante. O constrangimento não foi do governador, mas de quem confundiu um ato oficial da República com um comício partidário.
O comportamento da militância do PT foi revelador. Ao hostilizar um governador em pleno exercício do cargo, num evento oficial, repetiu exatamente o padrão que o próprio partido diz combater: intolerância política, patrulhamento ideológico e tentativa de silenciar vozes dissonantes. Na prática, trata-se do mesmo impulso autoritário travestido de virtude moral, legitimado pela sensação de pertencimento ao campo “do bem”. Para o PT, democracia só vale quando se presta a aplaudir Lula.
Não deixa de ser sintomático que o próprio presidente tenha convertido o evento em palanque, exatamente o que Eduardo Leite disse que não deveria acontecer numa cerimônia estritamente institucional. Mas aí não tem jeito: trata-se da natureza de Lula. O presidente, ao contrário do governador, discursou em tom de campanha, recorreu a slogans eleitorais e falou diretamente à base militante. Fez, afinal, o seu comício de sempre. É verdade que o petista tentou contemporizar, fazendo algumas mesuras ao governador. E, não raro, tenta pregar a ideia de que a democracia exige convivência com quem pensa diferente. Seus gestos são protocolares diante de um discurso claramente eleitoral. Não se pode estimular a polarização como método e depois surpreender-se com seus efeitos colaterais. O tribalismo militante aprende pelo exemplo dos seus morubixabas, não pelas notas de rodapé.
O contraste entre os protagonistas é eloquente. De um lado, um governador que reafirma o valor das instituições, da civilidade e do pluralismo. De outro, uma militância que age como se a democracia fosse propriedade privada de um campo político.
Num Brasil exausto da política do grito e da permanente guerra moral, a atitude de Eduardo Leite aponta para uma alternativa cada vez mais rara: a de que é possível discordar sem destruir, competir sem desumanizar e fazer política sem transformar o adversário em inimigo. A lição está dada. Resta saber quem está disposto a aprendê-la.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado, ontem, enquanto participava de uma cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal na indústria naval brasileira, em Rio Grande (RS). Ele estava ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enquanto discursava, o governador foi hostilizado pela plateia, composta majoritariamente por trabalhadores do Estaleiro Ecovix e da Petrobras. O investimento, de R$ 2,8 bilhões, será feito por meio do programa Mar Aberto, da estatal. Em resposta, ele pediu respeito dos presentes. As informações são do portal Metrópoles.
“Pessoal, este é o amor que venceu o medo? Não né, então vamos respeitar, por favor. Eu estou aqui cumprindo meu dever institucional, em respeito ao cargo que exerço, em nome do povo do Rio Grande do Sul, com respeito ao presidente da República. Todos nós aqui, eu e o presidente, fomos eleitos pelo mesmo povo”, declarou Leite.
O governador gaúcho ainda afirmou que a hostilização de quem pensa diferente “não leva a lugar nenhum”. “Se vocês desejam união e reconstrução, não simplesmente hostilizem quem pensa diferente. Isso não leva a lugar nenhum. A efetiva união que a gente quer para o nosso país envolve respeito. Respeito às funções, às pessoas, aos ambientes”, disse.
“Aqui é um ambiente institucional, é o presidente da República, não é um comício eleitoral. É o governador do estado, eleito pela mesma população que elegeu o presidente”, continuou Leite.
Na ocasião, foram assinados contratos da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças. As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros no Rio Grande do Sul, no Amazonas e em Santa Catarina. De acordo com o governo brasileiro, há potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.
Durante a fala, o governador do Rio Grande do Sul agradeceu o investimento no estado, mas cobrou mais atenção do governo federal. Segundo ele, as ações da União no estado ainda são inferiores ao que é investido na Região Nordeste, por exemplo.
“Eu insisto, nós agradecemos o esforço do investimento, nós agradecemos a atenção que aqui está sendo dada, mas nós também pedimos sim a melhor atenção por parte do governo federal para reequilibrar esta condição federativa e permitir ao estado do Rio Grande do Sul melhores condições de atração de investimentos. Esta é a nossa demanda, esta é a nossa requisição”, pleiteou Leite.
Em maio de 2025, o governador gaúcho chegou a confirmar pré-candidatura à Presidência da República, mas deve mudar os planos para disputar o Senado ou permanecer no cargo até o fim do mandato. Leite ocupa o Palácio Piratini desde 2019, quando foi eleito pela primeira vez.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retornou ao Rio Grande do Sul, hoje. Lula cumpre agenda política em Rio Grande, na Região Sul. É a primeira visita que ele faz ao estado em 2026. Pela manhã, Lula acompanhou a entrega de 1.276 moradias populares do programa Minha Casa, Minha Vida. Conforme a agenda oficial, o ministro das Cidades, Jader Filho, integra a comitiva.
Segundo o governo federal, 5.104 pessoas serão beneficiadas com o empreendimento. A iniciativa é destinada a famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850. Durante a tarde, o presidente visita as instalações do Porto de Rio Grande e do Estaleiro Ecovix. Em seguida, Lula participa da cerimônia de assinatura de contratos para construção de cinco navios.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também estará na solenidade. Ele deve anunciar o contrato de adesão do Terminal de Uso Privado de uma nova fábrica de celulose no Porto de Rio Grande, com investimentos totais de R$ 24 bilhões. Após o fim dos compromissos no RS, Lula e a comitiva presidencial embarcam no Aeroporto Internacional de Pelotas com destino à Base Aérea de Brasília. A chegada está prevista para as 20h30.
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), admitiu publicamente que pode disputar a Presidência na eleição deste ano se o seu nome for o escolhido para “liderar um novo projeto de Brasil”. A declaração foi dada ontem, durante um evento no Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense.
Em entrevista coletiva a jornalistas, Ratinho criticou a polarização e disse que o problema da política é se focar em pessoas específicas e não em projeto para o país. Confira o seu pronunciamento na íntegra no vídeo:
A cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), foi atingida pela passagem de um tornado no início da noite de ontem (10) e houve destelhamento de casas, queda de árvores e de energia. A velocidade dos ventos foi de 180km/h, segundo avaliação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o que significa dizer que o fenômeno está na categoria F2 na escala Fujita, que vai até 5.
A região mais afetada foi o bairro de Guatupê, onde os ventos causaram a destruição dos telhados de cerca de 350 residências, segundo informações da Defesa Civil. 1,2 mil pessoas foram impactadas pelo evento, sendo que duas famílias ficaram desalojadas e precisaram ser abrigadas por parentes. Duas pessoas ficaram levemente feridas.
Os ventos causaram ainda outros tipos de estragos, como derrubada de portões, provocou o desligamento de semáforos, a destruição de um galpão e ainda danificou vários postes.
A Prefeita de São José dos Pinhais, Nina Singer, anunciou na noite de ontem que foi montado um ponto de apoio na subprefeitura de Guatupê com a disponibilização de lonas para proteger provisoriamente as casas que sofreram danos. A Defesa Civil mandou para São José dos Pinhais 2,6 mil telhas para ajudar as famílias atingidas e reconstruir suas residências.
Um incêndio atingiu o Colégio Marista Santa Maria, ontem, na rua Floriano Peixoto, região Central de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. Em imagens divulgadas pelo ex-ministro e deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), é possível ver muita fumaça e labaredas de fogo bastante altas.
O Marista informou em nota que a ação do Corpo de Bombeiros foi imediata. O local estava vazio e não houve registro de feridos. As informações são da CNN Brasil.
“As causas do incêndio e a extensão dos danos estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. A instituição reforça que a segurança de estudantes, famílias e colaboradores é nossa prioridade absoluta. Todas as medidas necessárias foram tomadas prontamente, e seguiremos colaborando com as autoridades”, diz a instituição.
O edifício que abriga a instituição, fundada há 120 anos, tem valor histórico e arquitetônico para a cidade.
O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, tornou-se o primeiro hospital de excelência do Brasil fora do Sistema Unimed a conquistar a certificação HIMSS Nível 7, o mais alto reconhecimento internacional em maturidade digital em saúde. O anúncio foi feito por Paulo Magnus, CEO da empresa de tecnologia em saúde MV, com sede no Rio Grande do Sul e planta operacional em Recife (PE), que participou diretamente do processo de modernização digital da instituição.
A certificação HIMSS Nível 7 atesta que o hospital opera com sistemas clínicos totalmente integrados, prontuário eletrônico avançado, uso intensivo de dados para apoio à decisão médica e elevados padrões de segurança do paciente. Segundo Magnus, a conquista é resultado de uma estratégia iniciada há mais de 20 anos, após contato com o modelo de saúde digital da Kaiser Permanente, nos Estados Unidos, e confirma o impacto da tecnologia na qualificação da assistência e da gestão hospitalar.