Cidades gaúchas atingidas por cheias têm até 92% dos empregos afetados

Nos municípios do Rio Grande do Sul mais prejudicados pelas inundações do final de abril e maio, a proporção de postos de trabalho formais afetados ficou entre 84% e 92%, revela estimativa inédita divulgada nesta quarta-feira (3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O percentual de estabelecimentos privados atingidos nos municípios de Eldorado do Sul, Roca Sales e Muçum situa-se entre 74% e 82%. As informações são da Agência Brasil.

Segundo o Ipea, as estimativas dão uma ideia da dimensão da tragédia que devastou o estado. Pelo menos 27% dos estabelecimentos e 38% dos postos de trabalho na capital, Porto Alegre, foram diretamente atingidos. O estudo publicado pelo Ipea analisou de que forma as enchentes afetaram os estabelecimentos (não incluídas residências, empresas públicas ou da administração pública) e postos de trabalho (formais, com carteira assinada) nos 418 municípios gaúchos onde foi decretado estado de calamidade ou de emergência.

Sebrae - Semana do mei

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu cinco dias para que o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) informe as providências tomadas no caso do desembargador que negou prioridade a uma advogada grávida em um julgamento. O episódio ocorreu na quinta-feira (27), durante sessão virtual da 8ª Turma do tribunal, sediado em Porto Alegre. As informações são do portal G1.

A intimação do CNJ faz parte do procedimento aberto contra o desembargador Luiz Alberto de Vargas no domingo (30). De acordo com o corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, o órgão investiga “potencial infração disciplinar” na conduta do magistrado.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou mais uma morte provocada pelas enchentes no estado. Com isso, o número de óbitos causados pelas chuvas chegou a 179. As informações são da Agência Brasil.

Há ainda 34 pessoas que seguem desaparecidas. De acordo com o último boletim, os temporais afetaram 478 municípios gaúchos e 2,3 milhões de pessoas.

Petrolina - Destino


As primeiras carretas com doações, que estão sendo entregues aos municípios contemplados pela caravana “Unidos pelo Rio Grande”, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), começaram a chegar nos municípios afetados pelas fortes chuvas que devastaram a maioria das cidades do Rio Grande do Sul.

Dezenas de toneladas de doações, distribuídas em 30 carretas, foram recolhidas em alguns municípios do interior paulista, que fizeram sua parte, doando donativos e mantimentos para os vítimas. Entre as cidades que estão recebendo as doações estão: Alvorada, Campo Bom, Rolante, Cachoeirinha, Canoas, Lajeado, Guaíba, Rio Grande e Santa Maria.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Da Agência Brasil

Mais de 616,6 mil pessoas ainda estão impossibilitadas de voltar para suas casas no Rio Grande do Sul, devido à calamidade pública provocada pelas fortes chuvas que caíram no estado entre o fim de abril e maio. Entre elas, 37.154 estão abrigadas temporariamente em um dos 857 abrigos provisórios disponibilizados pelo estado. De acordo com o balanço das enchentes atualizado pela Defesa Civil no estado, nesta segunda-feira (3), 579.457 pessoas ainda estão desalojadas, morando temporariamente em casas de parentes, amigos ou à beira de estradas, enquanto não podem retornar às suas residências.

A tragédia provocou 172 mortes, conforme divulgado pela Defesa Civil neste domingo. E 42 pessoas ainda seguem desaparecidas. Desde o início das fortes chuvas, 77,8 mil pessoas foram resgatadas e também 12,5 mil animais silvestres, domésticos e de produção foram resgatados das enchentes, como cachorros, gatos, cavalos, porcos, bois e galinhas.

Caruaru - São João na Roça

Da Agência Brasil

A catástrofe climática no Rio Grande do Sul ainda está longe de terminar para o povo gaúcho, que vive agora os efeitos prolongados da devastação causada pelas enchentes e inundações. No dia em que o decreto que reconheceu a calamidade pública completa um mês, ainda há 37,8 mil pessoas em abrigos e mais de 580 mil fora de casa. Quem conseguiu voltar para casa encontrou um cenário de absoluta destruição e perdas inestimáveis.

A catadora de material reciclável Claudia Rodrigues, 52 anos, que mora na região da Vila Farrapos, zona norte de Porto Alegre, voltou há menos de dois dias para casa. Antes, ela passou quase quatro semanas acampada à beira da rodovia Freeway, que corta a cidade pela zona norte, em uma cena que se tornou comum na região metropolitana. A rua ainda está alagada na altura dos calcanhares, mas dentro de casa a água baixou completamente, revelando um ambiente repleto de lama, ratos mortos, móveis revirados e eletrodomésticos perdidos.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Da Agência Brasil

O número de mortos em decorrência das fortes chuvas, enchentes e enxurradas que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de abril aumentou para 171, de acordo com balanço divulgado neste sábado (1º) pela Defesa Civil gaúcha.

De acordo com os dados, o número de desaparecidos caiu para 43, enquanto o de feridos permanece em 806. Outras 618 mil pessoas seguem desalojadas, com 37.812 em abrigos temporários, mais de um mês desde o início do mau tempo. Ao todo, mais de 2,3 milhões de moradores foram afetados, em 475 municípios.

Palmares - Casa Azul

Em visita realizada ao Rio Grande do Sul, ontem, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou a ampliação da malha aérea emergencial criada para atender à demanda de passageiros que procuram voos para Porto Alegre e região metropolitana em razão do fechamento do aeroporto Salgado Filho após ser atingido por fortes enchentes. A partir do próximo dia 10, a Base Aérea de Canoas, que fica a aproximadamente 15 quilômetros da capital, terá sua operação dobrada, de 35 para 70 frequências semanais, o que equivale a 10 voos diários.

A decisão de dobrar os voos em Canoas se deu após avaliação técnica realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, Ministério da Defesa, Força Aérea Brasileira, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e companhias aéreas. Junto com os órgãos e empresa citados, será realizado também um estudo para permitir a operação de voos no período noturno. A Base Aérea de Canoas é um dos 7 aeródromos do Rio Grande do Sul com voos ampliados para atender o estado. O terminal iniciou operação comercial de passageiros na última segunda-feira.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Edward Pena – repórter do Blog

O Governo Federal destinou R$ 15 bilhões em três novas linhas de crédito em apoio a empresas do Rio Grande do Sul. A Medida Provisória que garante o recurso foi assinada, hoje, pelo presidente Lula (PT) e vai auxiliar os empresários que tiveram suas negociações impactados por calamidades públicas – como a tragédia climática que devastou o Estado.

No discurso de hoje, o presidente informou a União mudou o paradigma de tratar de problemas climáticos no país e assegurou que “a partir de agora, não apenas o Rio Grande do Sul, mas qualquer região que tiver um problema climático terá que ter uma ação especial. É por isso que nós estamos trabalhando na construção de um plano antecipado, para que a gente tente evitar que as coisas aconteçam neste país”.

O Auxílio Reconstrução deve ser liberado a 34.196 famílias afetadas pelas cheias no Rio Grande do Sul até amanhã, anunciou o governo federal. O pagamento de R$ 5,1 mil é feito a quem foi desabrigado ou desalojado em municípios cadastrados. Segundo o governo, a maior parte dos primeiros beneficiados é de Canoas, na Região Metropolitana. São R$ 174,3 milhões liberados para essa parcela do auxílio.

Desde segunda-feira (27), 44.592 famílias já podem confirmar os dados cadastrados pelas prefeituras para ter acesso ao benefício. O cidadão deve confirmar os dados acessando o portal do Auxílio Reconstrução com uma conta GOV.BR. “Ainda temos 10.396 famílias que não confirmaram os dados. É importante que elas façam isso o mais rápido possível para que tenham acesso aos R$ 5,1 mil, após o envio das informações para a Caixa”, diz o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.