Diário de Pernambuco
O Edifício 13 de Maio, localizado na Rua da União, no bairro Boa Vista, no Centro do Recife, será demolido após mais de 65 anos. O serviço começou a ser executado ontem, pela Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops) da cidade. Inacabado, o edifício acumula diversos problemas estruturais e por muito tempo causou tensão nos comerciantes e transeuntes.
O prédio foi abandonado antes mesmo de ser concluído, na década de 1950, e encontra-se com 11 pavimentos, uma estrutura precária e apresentando risco de desabamento. O prédio foi levantado pela antiga Imobiliária União e, hoje, é cercado de diversos tipos de imóveis, além do Ginásio Pernambucano, do Parque 13 de Maio e de edificações da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Leia maisEm setembro de 2025, parte da parede do edifício desabou sobre o telhado de um imóvel vizinho e atingiu dois carros que estavam estacionados. Na época, a gestão municipal informou haver a necessidade de um escoramento metálico do imóvel, de forma a garantir a segurança da obra, o que exigiu um novo processo licitatório de demolição.
De acordo com uma petição feita em 2023 para que a prefeitura realizasse intervenções no prédio, entre elas a demolição, a Defesa Civil realizou inspeções no imóvel em 09 de junho de 2010, 24 de fevereiro de 2012, 03 de julho de 2013 e 14 de outubro de 2015, classificando a situação, à época, como de Risco Alto (R3).
A partir de novembro de 2019, diante da inexistência de ações de recuperação da estrutura, o grau de risco foi elevado para Risco Muito Alto (R4). Segundo o relatório, durante as vistorias internas e externas foi constatado que não foram executadas intervenções de manutenção, recuperação ou reforço estrutural capazes de assegurar a estabilidade do edifício.
A ausência de medidas comprometeu ainda mais a capacidade autoportante da edificação, acelerando o processo de degradação. Também foram identificadas múltiplas avarias estruturais distribuídas por todos os pavimentos do prédio.
Em 2024, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou máxima urgência de acelerar o processo de derrubada do imóvel, considerada a “única alternativa a ser providenciada no sentido de eliminar o risco e, antes de tudo, de evitar uma possível tragédia alertada pelo próprio Poder Público”.
No mesmo ano, a prefeitura disse que estava atenta à questão do imóvel abandonado” e iria publicar um edital de licitação para contratar a empresa que realizaria a demolição, o que só saiu do papel no dia 4 de dezembro de 2025.
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