O presidente Jair Bolsonaro mencionou a perseguição de religiosos na Nicarágua, apontando que o presidente no País, Daniel Ortega, seria “amigo íntimo de Lula”. Ele questionou padre Kelmon, então, se o Brasil deveria influenciar nessa questão.
Kelmon respondeu que vê o Brasil como uma nação cristã e que “nós corremos os mesmos riscos que corre a Nicarágua”. O padre disse ainda que Ortega é aliado do “pessoal do Foro de São Paulo” e que a esquerda não teria criticado o ditador. “São amigos, são mais do mesmo”, disse ele.
Na sequência, Bolsonaro acrescentou que houve fechamento de emissoras de televisão na Nicarágua e disse que o Brasil está de portas abertas para acolher os “perseguidos”.
Para concluir, Kelmon disse que para que isso seja evitado no Brasil é preciso que os cristãos se unam. Segundo ele, a perseguição é uma “articulação da esquerda”, que ele teme pretender-se aplicar no Brasil também.
Uma grande conquista para o Agreste de Pernambuco foi consolidada em Brasília durante a manhã de hoje, na Marcha dos Prefeitos. Em agenda realizada no Ministério dos Transportes, ao lado do ministro George Santoro e de uma comitiva do estado, foi assinada a autorização do edital de licitação para a execução das obras da Travessia Urbana de Toritama.
O projeto prevê intervenções profundas em cerca de três quilômetros do perímetro urbano da BR-104, trazendo modernização, segurança e um verdadeiro upgrade na infraestrutura do município, considerado a capital do jeans. O edital oficial será publicado nesta sexta, com a abertura do processo licitatório marcada para o dia 29 de junho.
O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), celebrou o avanço e destacou a união de forças que tornou o momento possível, fazendo questão de lembrar o legado que pavimentou o caminho para essa vitória. “Este é um sonho que finalmente se torna realidade para Toritama e para todo o Polo de Confecções. São mais de R$ 30 milhões em investimentos que vão transformar a nossa mobilidade urbana. Não posso deixar de agradecer à governadora Raquel Lyra por cumprir o compromisso com a BR-104, ao senador Fernando Dueire pelo apoio incondicional, e ao nosso líder Edilson Tavares, que batalhou incansavelmente desde o início por essa conquista histórica”, enfatizou o gestor diretamente da capital federal.
A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado em Pernambuco, é a convidada do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, projeto em parceria com a Folha de Pernambuco. Ela aparece na liderança de todas as pesquisas de intenção de voto para a Casa Alta do Congresso como postulante na chapa do pré-candidato a governador, João Campos (PSB). Em pauta, sua volta ao jogo político depois de perder duas eleições majoritárias, uma para Prefeitura do Recife, outra para o Governo do Estado. Na entrevista, Marília abordará também a relação agravada do Supremo com o Senado, os escândalos nacionais e as eleições.
Recentemente, Marília reagiu com indignação às revelações divulgadas pela imprensa nacional envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Marília, o caso escancara uma contradição histórica do grupo político liderado pelo ex-presidente. “É absolutamente revoltante assistir ao mesmo grupo político que passou anos atacando artistas, demonizando a Lei Rouanet e perseguindo a cultura brasileira recorrer agora a pedidos informais e imorais de financiamento para produzir propaganda em benefício próprio”, afirmou.
A trajetória de Marília na política começou muito cedo, aos 21 anos, quando se filiou ao PSB, partido presidido na ocasião pelo seu avô Miguel Arraes. Entre 2007 e 2008, foi secretária de Juventude e Emprego de Pernambuco na gestão do ex-governador Eduardo Campos. Em 2008, aos 24 anos, foi eleita vereadora do Recife, sendo a parlamentar mais jovem na 15ª legislatura. Em 2012, foi de novo eleita vereadora com 8.841 votos. Logo após as eleições, assumiu a Secretaria Municipal de Juventude e Qualificação Profissional na gestão de Geraldo Júlio. Marília voltou à Câmara Municipal do Recife em abril de 2014.
Em fevereiro de 2016, oficializou sua desfiliação do PSB e filiou-se ao PT. Em outubro de 2016, Marília disputou novamente as eleições municipais para continuar ocupando a casa legislativa. Foi eleita com 11.872 votos, uma das maiores votações da legislatura e uma das mais expressivas entre os parlamentares do PT nas eleições municipais.
Em 2018, foi convocada pela militância para disputar a pré-candidatura ao Governo do Estado. Chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto, mas o projeto não foi efetivado em função de orientações nacionais do partido, que optou pela consolidação de uma aliança com outras legendas e o apoio à reeleição do então governador, Paulo Câmara (PSB).
Entrou na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2018. Venceu com uma expressiva votação com 193.108 mil votos. Em 2020, concorreu à Prefeitura de Recife, se tornando a primeira mulher a alcançar o segundo turno na cidade, mas foi derrotada por seu primo João Campos (PSB).
Em 2022, Marília almejava uma candidatura ao governo de Pernambuco ainda pelo PT, mas os líderes locais do partido teriam optado por uma aliança com o PSB, motivo decisivo para a sua saída do PT e sua filiação ao Solidariedade. Naquela ocasião, obteve cerca de 1.175.651 votos, sendo a candidata mais votada em primeiro turno, se qualificando contra Raquel Lyra, do PSDB. Todavia, ela foi derrotada no segundo turno por Raquel.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Se irá mesmo fazer isso, e quando, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não decidiu. Mas ele tem mesmo vontade de indicar outra vez o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A resposta oficial de Messias é que não comenta essa hipótese, e que a escolha é “prerrogativa do presidente”.
Mas o Correio Político apurou que a vontade de Lula é reenviar o nome de Messias. A avaliação de Lula é que a insistência seria uma reafirmação de que essa escolha cabe a ele. É verdade. Mas essa postura parece ignorar a outra ponta. É prerrogativa do Senado aceitar. O que, então, se avalia: vale a pena Lula cutucar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com vara curta?
Quem confirmou que a disposição de Lula é indicar novamente Messias surpreendeu-se também ao saber. Aparentemente, não há mudança alguma no cenário político que indicasse que agora o nome de Messias, que foi derrotado com 42 votos contrários e 34 favoráveis, passaria. Lula, então, submeteria Jorge Messias ao constrangimento de sofrer uma segunda derrota? E o que ele, presidente, ganharia com isso se houvesse nova derrota?
A cogitação é se houve algum novo entendimento desconhecido de Lula com Alcolumbre. Oficialmente, não há informação sobre essa conversa. Nessa hipótese, a avaliação é que o presidente do Senado estaria hoje mais enfraquecido do que no dia em que derrotou Lula pelos desdobramentos do caso Master. Desde aquela semana de 7×1, a bomba do Master estourou primeiro no colo do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e depois no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Alcolumbre tem ligações por causa do Fundo de Previdência do Amapá.
Segundo a fonte, além da repetição do nome, avalia-se também o momento. Na hipótese de Lula vir a insistir com Messias, ele poderia adiar a indicação. Ou para um momento em que ficasse mais evidente uma eventual vantagem na corrida eleitoral para a reeleição. Ou mesmo deixar para um próximo mandato, diante de nova conformação política.
O problema de Lula vir a fazer isso agora seria o risco de queimar um possível momento de virada antes mesmo de se confirmar. Há indicações de que próximas pesquisas apontem uma melhora na posição do presidente diante do desgaste de Flávio com o Master. Mas isso ainda não foi confirmado.
Repetindo a famosa frase do ex-governador mineiro Magalhães Pinto, “política é como nuvem; você vê, está de um jeito; vê de novo, já mudou”. O momento com a crise do Master é só aparentemente favorável. A última pesquisa ainda dá empate na simulação de segundo turno. Vale correr o risco?
O que surpreende essa fonte é que essa disposição de Lula em repetir Messias vai de encontro aos conselhos que mesmo o grupo que trabalhou sua indicação ao STF deu depois da derrota. Como chegamos a informar por aqui, Lula foi aconselhado a agora indicar um nome que fosse irreprovável.
Um dia depois da derrota, essa era a disposição desse grupo, que chegou a dizer isso ao presidente. A escolha de uma jurista de currículo irretocável, que fosse mulher e negra, criaria ao Senado imensa dificuldade de rejeitar. Mas, naquela ocasião, já admitia o grupo. Isso teria que ser decidido por Lula. A escolha do nome é dele.
Nesse sentido, o próprio Alcolumbre indicou uma disposição favorável. Se uma nova escolha não fosse algo que afrontasse a disposição dele e do Senado, não havia nenhum problema. Sem qualquer sombra de dúvida, repetir o mesmo nome que já foi derrotado, ficaria longe de não ser uma afronta.
Se a derrota que Lula sofreu tivesse lhe trazido dividendos, a repetição da indicação se justificaria. Não trouxe. Mais do que isso: segundo o Datafolha, 70% já veem a relação entre o governo e o Congresso como de confronto. Há ainda um problema regimental: não se pode reenviar nome rejeitado. Vale a provocação?
A publicação feita pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), sobre a Transnordestina provocou forte desconforto no Palácio do Planalto. A avaliação de integrantes do governo federal é de que a gestora estadual tentou atribuir a si mesma o eventual “destravamento” das obras da ferrovia em Pernambuco, sem mencionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem o papel do Governo Federal no projeto.
Segundo relatos de bastidores em Brasília, o incômodo aumentou pelo fato da governadora, em vez de destacar o caráter institucional da iniciativa ou citar a participação do Governo Federal, preferiu uma linguagem mais voltada às redes sociais, utilizando uma animação de Neymar produzida por inteligência artificial. Auxiliares presidenciais interpretaram o gesto como uma tentativa de apagar o protagonismo histórico de Lula na criação e retomada da Transnordestina.
A reação negativa ocorre justamente em meio a um novo impasse envolvendo o trecho pernambucano da ferrovia. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão de novos investimentos voltados à retomada das obras entre Salgueiro e o Porto de Suape. O órgão apontou ausência de estudos atualizados de viabilidade econômica, além de pendências ambientais, fundiárias e operacionais.
Governo Lula reivindica protagonismo
Nos bastidores do governo federal, interlocutores apontam que foi a gestão Lula quem recolocou o trecho Salgueiro-Suape no centro das discussões sobre a Transnordestina. O ramal havia sido retirado das prioridades durante o governo de Jair Bolsonaro, o que gerou forte reação política em Pernambuco à época.
Auxiliares do Planalto também ressaltam que as recentes negociações envolvendo o Ministério dos Transportes, a Infra S.A. e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) foram decisivas para tentar viabilizar a retomada do empreendimento. A avaliação interna é de que o projeto continua dependendo diretamente da União, tanto em termos financeiros quanto institucionais. Por este motivo, auxiliares do Planalto afirmam que a condução da comunicação foi considerada “desnecessária” e “desleal politicamente”.
A Transnordestina é considerada uma das principais obras estruturantes do Nordeste e foi concebida ainda durante os governos Lula, sendo frequentemente associada à estratégia de integração logística e desenvolvimento regional defendida pelo presidente.
O presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, e o prefeito do Recife, Victor Marques(PCdoB).
O presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto, e o superintendente de Comunicação da Alepe, Arthur Cunha.A deputada estadual Gleide Ângelo (PP).O ex-prefeito de Caruaru e pré-candidato a deputado estadual, Zé Queiroz.O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), o pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, e o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos).O deputado estadual Francismar Pontes (PSB).O presidente do MDB de Pernambuco, Raul Henry.O prefeito de Ipojuca, Carlos Santana, e a pré-candidata a deputada estadual Lara Santana.O pré-candidato a deputado estadual Raffiê Dellon.O deputado estadual Sileno Guedes (PSB)
Reconhecido como um dos principais espaços de cobertura política, o Blog do Magno celebrou, ontem, seus 20 anos de atuação com um jantar comemorativo no Sal e Brasa Jardins, na Zona Norte do Recife. O evento reuniu lideranças políticas, autoridades, empresários, jornalistas e amigos do jornalista Magno Martins. Entre os convidados, estiveram o presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro, além da editora-chefe do jornal, Leusa Santos.
Durante o evento, Magno Martins relembrou os desafios enfrentados no início do projeto e destacou o pioneirismo da plataforma no Nordeste. “Quando apostamos nessa ferramenta, havia uma descrença geral na sociedade, porque a cultura da época era do jornalismo impresso, rádio e televisão. Mas o tempo foi mostrando que nós tínhamos razão e a ferramenta acabou dando muito certo”, afirmou.
O jornalista também comentou sobre as transformações da comunicação e da cobertura política ao longo dos anos. “Houve uma transformação radical. Quando comecei no jornalismo e era correspondente, viajava muito, o instrumento que a gente tinha para passar informação era o Telex, depois veio o fax. Hoje, a gente entra com o smartphone, faz a matéria, o vídeo e as imagens instantaneamente. É uma mudança que trouxe muito ganho de tempo e qualidade”, destacou.
Parabéns para o blog, cantado por Josildo Sá
Durante a festa, artistas consagrados da música nordestina abrilhantaram o evento. Como Maciel Melo, Almir Rouche, Josildo Sá, Cristina Amaral, Fabiana Pimentinha, Irah Caldeira e Walquíria Mendes, sob a coordenação musical do meu amigo Renato Bandeira.
Almir Rouche, Magno Martins e Maciel Melo.
Parceria
A parceria entre a Folha de Pernambuco e o Blog do Magno foi destacada durante a celebração como um elo importante para a disseminação da informação política e jornalística em Pernambuco. Durante o evento, o presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro, ressaltou a trajetória profissional de Magno Martins e a relevância do trabalho desenvolvido pelo comunicador ao longo das últimas duas décadas.
“Essa festa é um retrato do que significa sua jornada, sua trajetória absurdamente edificante. Aqui está o jornalismo nacional mais respeitado, sobretudo o jornalismo corajoso, de enfrentar incompreensões e afirmar os melhores caminhos. Quero dizer que estou muito feliz de estar aqui. Sou testemunha dessa luta. Magno é um exemplo de que a força do trabalho supera tudo. É impressionante como ele se afirmou e como hoje está na pauta da política, do cotidiano e da população de Pernambuco”, afirmou.
Referência
Durante a comemoração, convidados ressaltaram a contribuição do blog para o fortalecimento da informação e da cobertura política no estado. O prefeito do Recife, Victor Marques, também compareceu ao jantar e destacou a relevância da trajetória construída pelo jornalista.
“Magno Martins teve um papel pioneiro no jornalismo digital em Pernambuco e construiu uma trajetória de muita relevância ao longo dessas duas décadas. Quero parabenizar Magno e toda a equipe pela marca alcançada e renovar o compromisso da Prefeitura do Recife com a transparência, a liberdade de imprensa e o respeito ao trabalho jornalístico”, afirmou.
Também estiveram presentes o ex-prefeito do Recife, João Campos, além dos deputados estaduais Álvaro Porto, Gleide Ângelo, Francismar Pontes, entre outras figuras políticas pernambucanas.
Visita
Mais cedo, Magno Martins visitou a sede da Folha de Pernambuco. Na ocasião, ele foi recepcionado pelo fundador do jornal e presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro; a vice-presidente do jornal, Mariana Costa; pela diretora de Marketing, Eventos e Infraestrutura do Grupo EQM, Joanna Costa; pela editora-chefe, Leusa Santos; pela gerente de jornalismo e programação da Rádio Folha 96,7 FM, Marise Rodrigues; e pelos editores do jornal.
Magno esteve acompanhado dos jornalistas parceiros José Maria Trindade, da Jovem Pan em Brasília, Marcelo Tognozzi, do Poder360 em São Paulo, Heron Cid, do site MaisPB em João Pessoa, e Luiz Gonzaga Uchôa, do podcast Direto de Brasília. Na visita, eles também concederam entrevista à Rádio Folha 96,7 FM e conheceram a redação e o parque gráfico do jornal.
Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, divulgado hoje, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48,9% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra 41,8% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A pesquisa foi realizada depois da divulgação de mensagens em que o congressista pede dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A pesquisa entrevistou 5.032 eleitores do Brasil de 13 a 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-06939/2026. Segundo a empresa, o estudo custou R$ 75.000 e foi pago com recursos próprios. Lula vence em todos os cenários de 2º turno testados pela AtlasIntel na pesquisa de maio.
O escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro atingiu exatamente o ativo que o senador tentava vender ao mercado político desde que virou presidenciável do clã: a ideia de que seria um Bolsonaro menos conflagrado, menos impulsivo e mais palatável ao Centrão, ao empresariado e aos eleitores de direita cansados do radicalismo do pai. A crise destruiu essa fantasia em menos de uma semana.
O problema já não é apenas a revelação dos áudios, mensagens e documentos sobre os repasses milionários para o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O desgaste cresceu porque Flávio não apresentou até agora o contrato que justificaria os aportes atribuídos ao grupo de Vorcaro nem a prestação de contas da produção cinematográfica. Sem esses documentos, aliados passaram a tratar a delação do dono do Banco Master como fator decisivo para o futuro da candidatura.
A irritação aumentou porque o senador escondeu de dirigentes e aliados políticos a dimensão da relação com Vorcaro. O caso explodiu no momento em que o PL negociava palanques estaduais e tentava consolidar uma frente ampla da direita. Lideranças de partidos como PP, União Brasil e Republicanos passaram a questionar reservadamente o custo eleitoral de atrelar campanhas estaduais a uma candidatura que entrou no noticiário policial antes mesmo do início oficial da campanha.
Os efeitos começaram a aparecer rapidamente. Em Santa Catarina, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao governo estadual, passou a sinalizar alinhamento prioritário com Ronaldo Caiado (União Brasil), evitando associação direta com Flávio. Na Bahia e no Ceará, aliados regionais intensificaram o discurso de campanhas menos nacionalizadas para evitar que o caso Master contaminasse disputas locais. Em Minas Gerais, o rompimento mais duro veio de Romeu Zema (Novo), que acusou Flávio de repetir práticas que o bolsonarismo passou anos atribuindo ao PT. “É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, afirmou o ex-governador.
A reação do senador contribui para a crise. Flávio abandonou momentaneamente o personagem moderado que tentava construir desde o lançamento da pré-campanha e voltou ao estilo clássico da família Bolsonaro: confronto com jornalistas, discurso de perseguição política e ataques à imprensa. Em entrevistas, admitiu que novos materiais podem surgir. “Podem vazar novas conversas, pode vazar um videozinho”, declarou, ao reconhecer que manteve outros contatos com Vorcaro além dos já revelados.
Nos bastidores, integrantes da direita passaram a discutir cenários alternativos. Michelle Bolsonaro (PL), que já vinha ampliando influência sobre decisões estaduais, ganhou espaço nas conversas internas depois do desgaste do senador. O Datafolha que será divulgado hoje deve medir justamente o impacto imediato da crise e testar a ex-primeira-dama em um cenário presidencial no lugar de Flávio.
O maior temor da campanha é perder justamente o eleitor que considerava decisivo: a direita não bolsonarista. A avaliação entre aliados é que a base ideológica mais fiel continuará com o sobrenome Bolsonaro, mas o escândalo pode afastar o eleitor conservador que buscava uma alternativa competitiva contra Lula sem o peso político, judicial e ético acumulado pelo clã.
Apuração do filme esbarra nos EUA– A investigação da Polícia Federal sobre os recursos destinados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), enfrenta obstáculos fora do Brasil. Parte do dinheiro atribuído ao grupo de Daniel Vorcaro teria passado por estruturas sediadas nos Estados Unidos, incluindo um fundo no Texas gerido por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo reportagem publicada ontem pelo jornal O Globo, investigadores admitem dificuldade para rastrear o destino final dos valores sem cooperação internacional. O montante citado nas negociações é de cerca de R$ 134 milhões.
Cenário com Michelle – O Instituto Datafolha divulga, a partir desta sexta-feira (22), pesquisa eleitoral de intenções de voto para o cargo de presidente da República. O levantamento vai ouvir 2.004 pessoas entre quarta-feira (20) e sexta-feira (22). Em um dos cenários, o instituto deve testar Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio Bolsonaro. A mudança ocorre após o vazamento de áudio do pré-candidato Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, investigado por supostas fraudes financeiras na condução do Banco Master. Caso o entrevistado considere que Flávio deveria apoiar outro nome, o Datafolha deve perguntar qual candidato ele deveria apoiar: Eduardo Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Romeu Zema ou Ronaldo Caiado.
Vorcaro tentou criar grupo de mídia – O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, investiu cifras milionárias para formar um conglomerado de mídia sob sua influência antes de ser preso e ter o banco liquidado pelo Banco Central (BC). O relato é do publicitário Thiago Miranda. À reportagem do portal O Globo, Miranda, dono da agência Mithi, entregou um contrato de compra e venda que mostra que ele vendeu 17% do portal Léo Dias por R$ 10 milhões, em 19 de julho de 2024, ao empresário Flávio Carneiro, que ele afirma ser preposto de Vorcaro. O contrato mostra que Dias também vendeu uma parte de suas ações. Pouco antes da assinatura, Miranda e Vorcaro trocaram mensagens celebrando o negócio.
68% são a favor do fim da escala 6×1 – Uma pesquisa da Genial/Quaest, divulgada ontem, mostra que 68% dos eleitores brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1. Os que se declaram contra somam 22%, enquanto 7% não souberam responder e 3% não são nem a favor nem contra. A Genial/Quaest entrevistou 2.005 eleitores entre 8 e 11 de março de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026. Segundo a empresa, o estudo custou R$ 433.255,92 e foi pago com recursos próprios.
Ato pode barrar Messias – Um Ato da Mesa do Senado pode representar entrave para uma segunda indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal ainda este ano. Nos últimos dias, as versões nos bastidores são de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva traria o nome de seu advogado-geral da União novamente para a apreciação dos senadores, mesmo com a negativa em uma primeira tentativa. O Ato da Mesa, de 2010, no entanto, veda essa possibilidade. O artigo 5º da norma diz: “É vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”.
CURTAS
João cita apoio de Lula – E meio à discussão sobre a possibilidade de Lula subir em dois palanques em Pernambuco no pleito desse ano, João Campos (PSB) afirmou ter ouvido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma sinalização clara sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco. Em entrevista à Rádio CBN, ontem, o ex-prefeito do Recife relatou uma conversa recente com o petista: “João, eu quero ver você governador para a gente governar junto”. algo assim
Recado para Raquel – João afirmou ainda não acreditar que eventual apoio da governadora Raquel Lyra (PSD) à reeleição de Lula (PT) resulte automaticamente em apoio do presidente à candidatura dela em Pernambuco. O socialista reforçou estar “tranquilo” quanto ao palanque de 26 e voltou a defender uma frente ampla no Estado. João também minimizou críticas à composição de sua chapa majoritária, formada por Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT) e Carlos Costa (Republicanos).
Raquel busca solução em Brasília – A governadora Raquel Lyra (PSD) desembarcou ontem em Brasília para tentar fechar uma solução definitiva para a crise no fornecimento de energia dos projetos irrigados do Sistema Itaparica, no Sertão. O problema atingiu áreas irrigadas em municípios como Orocó, Parnamirim e Santa Maria da Boa Vista. Segundo Raquel, o governo federal assumiu o compromisso de quitar débitos da Codevasf com a Neoenergia. A distribuidora informou que o religamento dependia de condições de segurança após invasão a uma das subestações.
Perguntar não ofende: Lula vai dobrar a aposta e arriscar outra derrota por Messias?
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), o pré-candidato a governador de Pernambuco pelo PSB, João Campos e o pré-candidato a vice na sua chapa, Carlos Costa (Republicanos), prestigiaram, há pouco, o jantar em comemoração aos 20 anos do Blog do Magno, no Sal e Brasa Jardins, na área central do Recife.
Na ocasião, João destacou o pioneirismo do Blog, parabenizou o veículo por sua trajetória e destacou a importância do jornalismo sério e de credibilidade para o dia a dia do povo pernambucano.