Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli (PSB), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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Virada histórica, feito inédito
A reeleição de Lula (PT), numa virada espetacular, quebrou paradigmas. Nunca um candidato derrotado no primeiro turno havia vencido uma disputa no segundo turno. A vitória tem suas explicações e lógicas. Se antes Lula havia subestimado o adversário, na retomada da campanha não apenas mudou a estratégia, mas foi para cima do adversário com um ímpeto nunca visto.
O povo nas ruas teve um peso fundamental, numa mobilização espontânea e natural, sem estruturas partidárias ou de máquinas públicas. Pelas redes, Lula adotou um tom mais informal, gravando vídeos em formato selfie e falando diretamente com o eleitor.
Leia maisMas a grande guinada nesse quesito foi a entrada do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha.
Janones criou o grupo “Exército de Lula” no WhatsApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da esquerda nas redes sociais e amplificou a campanha pró-Lula.
Movimentos sociais e estudantes organizaram várias mobilizações em dezenas de cidades pelo país. As imagens das ruas tomadas de vermelho ajudaram a dar o tom de uma virada até então inédita no segundo turno. A campanha trouxe a promessa de continuidade das políticas adotadas nos últimos quatro anos ou de aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance.
Entre as propostas do plano de governo de Lula, considerando diferentes áreas de gestão, estão o aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional e a criação de um ministério para a Segurança Pública. A ideia do ministério é garantir a participação da União nas políticas de segurança atualmente geridas unicamente pelos estados.
Seu programa de governo falou em criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”. Para isso, prevê investimentos em diagnóstico e tratamento do câncer com técnicas e equipamentos modernos, bem como a atualização de novos medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.
Na área de educação, Lula prometeu criar novas versões do Programa Pé-de-Meia, como o Pé-de-Meia universitário. O programa Pé-de-Meia foi criado em 2024, em uma versão escolar. Trata-se de um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público.
Após enfrentar com soberania o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump, Lula reafirmou o compromisso em manter relações equânimes, diplomáticas e comerciais com todos os países do mundo, fortalecendo a economia nacional, com base na industrialização, e buscando novos mercados para exportação.
Esta eleição, entretanto, trouxe lições que o governo do Lula 4 vai ter que aprender, não só para governar, mas para garantir uma renovação. Lula não tem mais como se reeleger e agora vai ser obrigado a preparar a sucessão dele e ter que fazer isso à luz desses elementos que vimos na campanha: a importância da campanha de rua e da dominação de redes.
MUDANÇA DE TOM – Lula saiu atrás no primeiro turno de Flávio Bolsonaro, conquistando 45,16% dos votos, ante 47,03% do senador do PL. A diferença foi de 2.224.965 votos, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tom da campanha mudou completamente no segundo turno. Quatro anos após o discurso da vitória de 2022, em que exclamou “Tentaram me enterrar vivo, mas eu ressuscitei”, o presidente demonstrou sua capacidade de ressuscitar. No dia seguinte à derrota, enquanto o PT se engalfinhava em busca de culpados, milhares de estudantes da Universidade Federal Fluminense saíram do Campus do Gragoatá e percorreram ruas de Icaraí e do Centro de Niterói para defender Lula. Dias depois, outros milhares de jovens ocuparam a praça da Candelária, no Rio. O movimento se espalhou pelo país. A esquerda, que desde 2013 estava sumida das ruas, ressurgiu num movimento orgânico, sem partido e unida pela rejeição ao bolsonarismo.

Ouvir mais e teimar menos – Em Brasília, Lula defenestrou o que ele mesmo definiu como o comando da “campanha mais desorganizada da história”. O senador Camilo Santana (PT-CE) assumiu a coordenação e o governador do Piauí, Rafael Fonteles reorganizou a comunicação. O deputado André Janones (Rede-MG) abriu espaço a cotoveladas para criar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que em duas semanas reuniu mais de 10 milhões de membros. Na sua nona e última campanha eleitoral, Lula mudou com a ameaça de encerrar a carreira com uma derrota. Segundo quem convive com ele, passou a ouvir mais e teimar menos.
Erros, enfim, reconhecidos – O Lula que ressuscitou no segundo turno e foi eleito ontem foi obrigado a se atualizar rápido. Após anos de ojeriza às redes, passou a gravar vídeos diários na vertical, em formato de selfie. Até o chapéu que ele insistia em usar, mesmo em entrevistas de estúdio, foi deixado de lado. Conceitos distantes da população, como a soberania nacional e o controle da exploração das terras raras, foram substituídos por temas urgentes como a redução da jornada de trabalho e a renegociação de dívidas. Pela primeira vez em quatro anos, Lula reconheceu que seu governo cometeu erros e que a população tem motivos para estar insatisfeita.
Popularidade em baixa – Apesar da vitória, Lula teve um terceiro mandato com problemas de popularidade. Lideranças petistas avaliam ainda que parte das dificuldades que vieram à tona na campanha são resultados de erros cometidos desde o início do mandato. Em uma opção vista como “arrogante” por uma parcela dos seus aliados, Lula não levou a “frente ampla” formada para a disputa contra Jair Bolsonaro para o centro de sua gestão, apesar da vitória apertada sobre o ex-presidente em 2022.

O exército de Janones – O deputado federal André Janones (Rede-MG) comandou a virada digital na campanha do presidente Luiz Inácio Lula (PT), determinante em sua vitória contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o próprio Lula reconheceu em discurso na comemoração da vitória. À frente do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, ele organizou a atuação da militância a favor do petista na arena on-line, onde passou a disputar espaço contra o bolsonarismo, tradicionalmente com desempenho melhor que a esquerda nesses espaços. Popular nas redes sociais, o parlamentar tem sua trajetória política ligada à mobilização de apoiadores em momentos como a greve dos caminhoneiros, a pandemia e a campanha presidencial de 2022. Criado para concentrar as orientações para atuação on-line da militância pró-Lula, o canal chegou a mais de 10 milhões de seguidores.
CURTAS
RECORDE – Reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliará um recorde que já pertence a ele: o de presidente mais velho a tomar posse na história do Brasil. O petista terá 81 anos quando iniciar seu novo mandato, em 5 de janeiro de 2027. A marca anterior foi estabelecida em 2023, quando Lula retornou ao Palácio do Planalto aos 77 anos, após derrotar Jair Bolsonaro (PL).
SEM ESCOLHA – O Congresso mais conservador em seu quarto mandato é um desafio lembrado por Lula em seu discurso. Mas esse fato foi amenizado pela fala do petista: “Eu não escolho o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, disse em sua fala após o resultado final.
RAQUEL – A governadora Raquel Lyra (PSD) parabenizou, em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória alcançada neste domingo. “Vamos seguir trabalhando junto com o governo federal com muito diálogo, respeito institucional e parceria. Da nossa parte, pode contar com Pernambuco, presidente Lula. Vamos seguir trabalhando, sem parar, para transformar cada compromisso em resultado concreto na vida das pessoas”, disse em nota.
Perguntar não ofende: Lula governa com o Congresso bolsonarista eleito?
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A eleição presidencial de hoje, com Lula (PT) reeleito, traz mais do que um resultado eleitoral. Traz, sobretudo para Pernambuco, uma realidade política objetiva. Durante quatro anos, a governadora Raquel Lyra (PSD) contou com o apoio do governo federal. Nas eleições, porém, fez questão de ficar em cima do muro.
Apostou que Lula não viria a Pernambuco, que não tomaria partido, que não teria lado nem time. Mas teve. E o resultado está aí: embora João Campos não tenha conseguido se eleger governador, Lula saiu vitorioso em Pernambuco e fez os dois senadores.
Leia maisRaquel, por sua vez, investiu o tempo todo numa aproximação com a direita. Chegou, inclusive, a contribuir para a desfiguração da trajetória política de Túlio Gadêlha, colocando-o no centro de uma articulação com setores da direita pernambucana, enquanto administrava as diferentes candidaturas da maneira que considerava mais conveniente para seus próprios interesses.
Depois da vitória nas urnas, comportou-se como se fosse a dona absoluta do jogo político. Ainda assim, fez questão de demonstrar que não tinha posição política definida, renovando acenos à direita, tanto publicamente quanto nos bastidores. Apostou, ao que tudo indica, numa derrota do presidente Lula.
A realidade, entretanto, foi outra. Lula venceu. Venceu com força e teve, em Pernambuco, uma votação expressiva, com uma margem histórica. E agora começa a realidade de um novo mandato presidencial.
É nesse cenário que Raquel terá de enfrentar as contradições que acumulou ao longo do governo e, principalmente, durante o processo eleitoral. Não será tão simples continuar desfrutando dos benefícios da relação com o governo federal.
A partir de agora, a governadora terá de lidar com uma esquerda que não pretende assistir passivamente à tentativa de transformar em mérito exclusivo de sua gestão os investimentos e as obras viabilizados pelo governo federal em Pernambuco. A disputa pela paternidade política dessas realizações será inevitável.
Porque, na política, alianças têm preço, conveniências cobram suas contas e a falta de posição também é uma posição. E a traição, quando fica evidente, costuma ter consequências.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, neste domingo (25) criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou em duas horas o horário de encerramento e disse que vai pedir anulação das eleições.
“O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo”, disse. As informações são do g1.
Leia mais“As eleições deveriam ter sido anuladas. É impossível reconhecer o resultado”, afirmou o candidato derrotado.
A decisão contraria o próprio pedido da campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pediu a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes estados. Eu nunca vou saber em estados que as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, disse Flávio.
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Reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (25) que ele e sua campanha tiveram de vencer o que chamou de “intromissão” externa de plataformas e defendeu a regulação de redes sociais.
Às vésperas de completar 81 anos, o que ocorrerá na próxima terça-feira (27), o petista se tornou, ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL), o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular. As informações são do
A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% e Flávio tinha 48,26%.
Leia mais“Essa eleição foi uma eleição que a gente teve que vencer a intromissão, vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime do mundo digital tenha que ser tratado igual ao crime da vida real”, afirmou Lula.
Lula também disse que o resultado da eleição foi uma “derrota para o negacionismo e para a mentira”. E fez críticas a Flávio Bolsonaro.
“Nunca pensei em me deparar com um representante genuíno do ‘milicianismo’ neste país. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez, como se não tivesse dentro dele uma célula de humanismo, parece tudo falso”, afirmou.
O petista também disse que pretende desenvolver uma inteligência artificial brasileira. E agradeceu a integrantes da campanha, como o deputado André Janones (Rede-MG), que coordenou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com mais de 10 milhões de inscritos, na campanha eleitoral.
“E quero dizer que uma coisa eu aprendi. Eu não vou falar aqui para vocês, mas essa eleição me ensinou muitas lições. Eu posso garantir para vocês que nós vamos mudar o jeito de governar esse país. Quero dizer para vocês que nós vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões, a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, declarou.
Lula também falou sobre a oposição que deve enfrentar no Congresso Nacional, que será composto em grande parte por políticos que apoiaram Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
O petista minimizou o cenário de adversidade e disse que não escolheu o Congresso. O presidente reeleito afirmou que governará com os parlamentares que foram eleitos.
Ele também disse que o quarto mandato será o melhor de todos que já teve.
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A virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou o clima de confiança que inicialmente tomava o local onde Flávio Bolsonaro (PL) acompanhava a apuração dos votos, em uma casa onde funciona o Quartel-General da campanha, no Lago Sul, em Brasília. Apreensão aumentou quando o petista assumiu a dianteira, com cerca de 80% das urnas apuradas.
Diante dos números, o senador deixou o espaço onde acompanhava a contagem em um telão e se reuniu reservadamente com integrantes da cúpula da campanha, entre eles o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a advogada Maria Claudia Bucchianeri. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA movimentação ocorreu na casa do advogado Vicente Santini, amigo pessoal de Flávio e eleito primeiro suplente na chapa de Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado. O local havia sido escolhido para reunir familiares, amigos e aliados do candidato durante a apuração. Até a virada de Lula, os presentes acompanhavam juntos os números exibidos no telão, em meio a conversas sobre as possibilidades de vitória.
Segundo pessoas que acompanhavam a movimentação, a mudança de ambiente foi imediata. Flávio se retirou para uma sala reservada acompanhado de integrantes da equipe política, senadores eleitos e advogados. O grupo permanecia reunido até por volta das 21h15, enquanto os demais convidados continuavam acompanhando a apuração.
Nos bastidores, aliados avaliam que a reunião servirá para discutir os próximos passos diante do resultado eleitoral. A presença de Bucchianeri ocorre em meio à insatisfação da campanha com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação. Ainda não há confirmação de que o grupo esteja preparando alguma medida judicial para questionar o resultado.
A irritação com a decisão já vinha sendo manifestada por integrantes do grupo político de Flávio ao longo da tarde. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), questionou o fato de o pedido de prorrogação ter sido apresentado a Zanin, que atuou como advogado de Lula.
— O rito judicial era que as decisões fossem tomadas pelo TSE. Quando fazem uma petição ao ministro Zanin, causa estranheza porque ele foi advogado do presidente Lula — afirmou.
Entre os aliados, a avaliação é de que a prorrogação teria prejudicado a direita. Um integrante do grupo chegou a afirmar, antes da conclusão da apuração, que acreditava na vitória de Flávio, mas que, caso o resultado fosse desfavorável, a decisão judicial seria um dos principais motivos de contestação política.
— (Foi um clima de) tensão muito grande, gerada a partir dessa decisão extemporânea do STF passando por cima de uma jurisprudência e de uma Justiça especializada. Isso fragiliza muito a democracia. O resultado pode ter sido fruto dessa balbúrdia — afirmou o deputado Danilo Forte (União-CE), ao deixar o local.
A apreensão contrastou com o início da tarde do senador. Flávio havia chegado à casa de Santini acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e da mãe, Rogéria Bolsonaro. Também estavam no local amigos próximos, como o publicitário Marcello Lopes, e o pastor Pedro Leite, da igreja frequentada pelo candidato. O começo da apuração foi marcado por conversas e vinho, em um ambiente descrito como tranquilo por pessoas próximas.
Com o avanço da contagem, porém, o clima começou a mudar. Em determinado momento, Flávio se recolheu a uma sala inicialmente destinada a orações. Tarcísio também entrou no espaço, em uma primeira movimentação reservada que chamou a atenção dos presentes.
A reunião em Brasília atraiu aliados de diferentes estados, entre eles o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), e o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ). O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também esteve entre os presentes. A expectativa de comemoração, no entanto, foi substituída por conversas reservadas e incerteza sobre os próximos passos do candidato.
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Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte neste domingo (25), ao vencer o segundo turno das eleições contra Allyson Bezerra (União Brasil). Com 100% das seções apuradas, o petista recebeu 1.073.024 votos, o equivalente a 50,77% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cadu foi declarado eleito às 21h08. Allyson terminou a disputa com 1.040.399 votos, ou 49,23%. A diferença entre os dois candidatos foi de 32.625 votos. A vice-governadora eleita é Larissa Rosado (PSB). As informações são do g1.
Leia maisAo todo, foram registrados 2.229.510 votos. Desse total, 2.113.423 foram válidos, 35.873 foram brancos (1,61%) e 80.214 foram nulos (3,60%). A abstenção foi de 426.776 eleitores, o equivalente a 16,07%.
A vitória de Cadu representa uma virada em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela etapa, Allyson Bezerra ficou em primeiro lugar, com 733.809 votos (36,94%), enquanto Cadu recebeu 718.300 votos (36,16%). A diferença entre os dois era de 15.509 votos a favor do candidato do União Brasil.
No segundo turno, Cadu ultrapassou Allyson e terminou a apuração com 32.625 votos de vantagem. A mudança na margem entre os candidatos foi de 48.134 votos em relação ao resultado do primeiro turno.
A campanha de Cadu teve o apoio da governadora Fátima Bezerra (PT), de quem foi secretário estadual da Fazenda, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula esteve em Natal no dia 10 de outubro e participou de um ato de campanha com o candidato no bairro do Alecrim.
Durante a visita, o presidente comparou Cadu ao governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que também foi secretário estadual da Fazenda antes de assumir o governo.
Cadu disputou o segundo turno com Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró. No primeiro turno, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) ficou em terceiro lugar, com 530.580 votos (26,71%), e não avançou para a etapa final.
Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu de Lula, tem 48 anos e é natural do Rio de Janeiro. Engenheiro de computação, tem mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e é auditor fiscal estadual desde 2005.
Cadu construiu a carreira na administração pública estadual. Em 2019, durante o primeiro governo de Fátima Bezerra, assumiu a Secretaria Estadual de Tributação. Mais tarde, tornou-se o primeiro titular da Secretaria de Estado da Fazenda, criada a partir da reorganização da estrutura tributária estadual.
Entre 2023 e 2025, presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Deixou o cargo de secretário em 2026 para disputar o governo do Rio Grande do Norte.
Esta foi a primeira eleição disputada por Cadu para um cargo eletivo. Ele adotou o nome político Cadu de Lula durante a campanha, em referência ao presidente da República.
A eleição de Cadu mantém o PT no comando do Rio Grande do Norte. O partido governa o estado desde 2019, quando Fátima Bezerra assumiu o primeiro mandato. Ela foi reeleita em 2022 e encerra o segundo mandato em dezembro de 2026.
O resultado também amplia a presença do PT no comando de governos estaduais do Nordeste. Em 2026, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, Elmano de Freitas, no Ceará, e Rafael Fonteles, no Piauí, foram reeleitos no primeiro turno.
O Rio Grande do Norte foi o único estado nordestino em que a eleição para governador foi decidida em segundo turno.
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Por Houldine Nascimento – Poder 360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que completa 81 anos daqui a 2 dias, foi eleito neste domingo (25.out.2026) para seu 4º mandato à frente da Presidência da República. O petista é o 1º político escolhido 4 vezes pelo voto direto para comandar o país.
Às 21h20 e com 99,81% das urnas apuradas, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral mostrava o candidato do PT com 51,76%. Seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tinha 48,24%.
O chefe do Executivo contou com 7 partidos de esquerda e centro-esquerda em sua aliança já no 1º turno: PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede.
Leia maisCom a vitória, Lula seguirá no Palácio do Planalto de 2027 a 2031. Somados os 8 anos dos 2 primeiros mandatos (2003-2010) e os 4 anos do atual (2023-2026), terá completado 12 anos no poder ao fim de 2026. Ao concluir o 4º mandato, chegará a 16 anos na Presidência e 85 anos de idade.
O período supera o de qualquer outro presidente eleito desde a redemocratização. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) governou por 8 anos, de 1995 a 2002. Lula já havia igualado essa marca ao fim de seu 2º mandato e agora dobrará o período.
ASCENSÃO ELEITORAL
Lula foi derrotado nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, venceu em 2002 e 2006, ficou fora da disputa de 2018 depois de ter sua candidatura barrada pelo TSE e venceu novamente em 2022. Agora tem a 4ª vitória em uma disputa presidencial. A contagem considera só as disputas em que Lula foi candidato.
A contagem considera só as disputas em que Lula foi candidato.
O Brasil já teve 10 eleições presidenciais que permitiam 2 turnos. Um petista sempre ficou como 1º (6 vezes) ou 2º colocado (4 vezes). Lula perdeu no 1º turno pela última vez em 1998, para FHC.
CAMPANHA
A construção da campanha começou no início de 2026. Em janeiro, a saída anunciada do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deu partida nos movimentos internos para desenhar o discurso econômico da reeleição. A candidatura foi oficializada em 2 de agosto, na convenção do PT em São Paulo, com Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice.
A campanha se concentrou no legado dos 3 mandatos e na comparação direta com o governo de Jair Bolsonaro (PL). Citou o crescimento do PIB, a queda da inflação e o desemprego, que fechou o trimestre encerrado em setembro em 5,3%. Também usou a redução da pobreza, a saída do Brasil do Mapa da Fome e programas como Crédito do Trabalhador, Desenrola Brasil e Pé-de-Meia. Na agenda doméstica, Lula concentrou seu discurso em medidas voltadas ao mercado de trabalho, à segurança pública e à renda. Defendeu o fim da escala 6 X 1, promulgada em 16 de outubro, e a aprovação da PEC da Segurança Pública –o texto ainda não foi analisado pelo Senado.
Na reta final, a campanha incorporou medidas direcionadas ao consumo e à regulação das apostas. Lula editou uma MP que proibiu o funcionamento das bets no Brasil. O presidente também anunciou um reajuste de 15% do Bolsa Família e a distribuição gratuita de canetas emagrecedoras para pessoas com obesidade pelo SUS.
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Em uma eleição acirrada marcada por uma virada inédita, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) presidente da República e conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% e Flávio tinha 48,26%. As informação é do g1.
Às vésperas de completar 81 anos, o que ocorrerá na próxima terça-feira (27), o petista se tornou, ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL), o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.
A quarta vitória ocorre mais de duas décadas depois de chegar ao poder pela primeira vez, em 2002.
A virada histórica se deu após uma forte mobilização da campanha do petista, nas ruas e nas redes sociais.
No quarto mandato, Lula terá grandes desafios, como lidar com uma forte oposição no Congresso Nacional e equilibrar as contas públicas após ampliar benefícios durante campanha eleitoral e prometer reforçar programas sociais.
Um dos fundadores do PT, Lula foi eleito presidente em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro, pai de Flávio, nas eleições de 2022.
Sua trajetória também foi marcada por três derrotas presidenciais, condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), 580 dias de prisão e o retorno à disputa eleitoral.
A nova vitória consolida Lula como o principal personagem da política brasileira no século 21. E garante ao petista mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto.
Depois de ficar atrás de Flávio no primeiro turno, 47% a 45% dos votos válidos, o petista protagonizou uma virada histórica na segunda etapa da disputa eleitoral.
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O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), 44, foi eleito governador do Espírito Santo neste domingo (25), projeta Datafolha.
Com 99,07% das urnas apuradas, ele marca 52,15%, totalizando 1.117.586 votos, frente aos 47,84%, totalizando 1.033.346 votos, registrados pelo atual governador Ricardo Ferraço (MDB), 63. O resultado confirma a dianteira do candidato do Republicanos, que quase ganhou a eleição em primeiro turno — Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos em 4 de outubro.
Advogado, Pazolini já foi auditor do TCE-ES (Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo) e delegado da Polícia Civil antes de entrar para a política. Ele foi eleito deputado estadual em 2018 e, em 2020, conquistou a Prefeitura de Vitória, cargo para o qual foi reeleito ainda em primeiro turno em 2024, com 56,22% dos votos válidos. Com informações da Folha de S.Paulo.
Ao longo da campanha, o governador eleito se associou ao PL, partido de sua vice-governadora Eliane Leal, e recebeu o apoio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), com quem dividiu palanque no Bloco do 22 realizado na praia de Camburi, em Vitória, no último sábado (17). O ato contou com a participação de outros nomes alinhados ao bolsonarismo nacional, como o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), eleito neste ano.
Com 93,15% das seções totalizadas até o momento para a Presidência da República, Lula (PT) aparece com 51,69% dos votos válidos, somando 60.019.981 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 48,31%, com 56.094.333 votos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, bateu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato, feito inédito na história brasileira, segundo projeção do Datafolha.
Para projetar a vitória de um candidato, o Datafolha acompanha os dados da apuração divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, por meio de um sistema próprio, faz a projeção do resultado considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisQuando há um número razoável de votos apurados nesses agrupamentos, é possível estimar que um candidato não poderá mais ser ultrapassado e, portanto, projetar sua vitória.
Com 76,98% das urnas apuradas, o atual presidente tinha 51,17% dos votos válidos no segundo turno da disputa, contra 48,83% do senador pelo PL do Rio, que não pode mais alcançar o petista, segundo o instituto.
A vitória ocorre após uma campanha acirrada, na qual Lula ficou em segundo lugar no primeiro turno contra o filho de seu antecessor e antagonista Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022 para o petista.
O dia da eleição refletiu a tensão, com o Supremo Tribunal Federal adiando de forma inédita a votação em todo o país por duas horas, após queixa da campanha do PT sobre obstáculos à liberação do transporte público em dez estados, inclusive os populosos São Paulo e Bahia.
A confusão teve tintas partidárias. Apesar de o problema ter sido apontado desde cedo, o ministro do Supremo Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral associado ao bolsonarismo, não se mexeu. Coube ao ministro Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, determinar o prolongamento da votação, sendo seguido pelo colega.
É a primeira vez que um candidato conseguiu tal virada no segundo turno desde o primeiro pleito presidencial direto da redemocratização, em 1989. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) saiu atrás de Aécio Neves (PSDB) nas pesquisas do segundo turno e venceu, mas ela havia chegado em primeiro na rodada inicial.
Aos 81 anos a serem completados na próxima terça (27), Lula é o mais idoso ocupante do cargo na história. Com o triunfo deste domingo, somou sete disputas à Presidência, tendo ganhado quatro.
O triunfo do petista, que agora vai encarar o que salvo mudanças legais será seu último governo, foi definido nos momentos finais de uma campanha polarizada e uma reviravolta de tática no segundo turno.
A rejeição era a mais notável certeza do brasileiro ao ir às urnas, com cerca de metade do eleitorado dizendo não votar em cada um dos rivais.
Lula passou a campanha de segundo turno em modo mais olímpico, esquecendo que só bateu o então impopular Bolsonaro no segundo turno de 2022 por menos de 2 pontos percentuais.
Só acordou para o embate nos estertores da corrida, contando com anúncios eleitoreiros como a proibição das bets ou o reajuste do Bolsa Família, além da celeuma em torno de Nossa Senhora, que impulsionaram o voto em segmentos como mulheres periféricas e católicos.
Já Flávio apostou no antipetismo e aproveitou-se da crise na cúpula do Judiciário, primeiro acerca das relações de ministros ligados a Lula com o caso Master, depois com a interferência que levou ao cancelamento do debate da TV Globo antes do primeiro turno.
Vencedor na primeira rodada por 47,03% a 45,16% dos votos válidos, foi a vez de o senador adotar o salto alto. Falou como eleito, viu alianças consolidadas à direita e nomes de seu ministério serem especulados, e sugeriu uma obscura mudança constitucional para “redemocratizar o Brasil”.
O presidente, após uma primeira semana lavando roupa suja com aliados, mudou o comando da campanha e entregou a estratégia digital para o deputado André Janones (Rede-MG), que montou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que chegou ao pleito com mais de 10 milhões de seguidores.
Flávio tentou bloquear o canal com o auxílio do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ministro indicado por seu pai. Houve idas e vindas, mas ao fim o “Exército” operou até o fim.
Em paralelo, o risco da volta de um Bolsonaro ao poder acordou a militância à esquerda e os centristas que em 2022 também haviam votado em Lula. Começando por estudantes, o segundo turno foi coalhado de manifestações enormes e mais orgânicas, sem a tradicional organização de sindicatos, desafiando a primazia da direita nas ruas, que vinha desde dos atos de 2013.
Os rivais ainda se enfrentariam duas vezes ao vivo, algo inédito, nos debates da Band e da Globo. Primeiro encontro foi marcado por grosserias e baixo nível, que se transmutaram em agressividade com mais comedimento no segundo, ocorrido na noite de sexta (23).
Nada indica que Lula terá paz até a subida da rampa do Planalto, em janeiro. Um foco especial de atenção do governo é a administração Donald Trump, presidente americano que tem uma relação ciclotímica com o petista e é próximo do bolsonarismo.
Integrantes do governo passaram o pleito gritando lobo, apontando para indícios de que Trump iria trabalhar em favor de Flávio. Afinal, a eleição de governos populistas de direita nas Américas é um plano declarado do republicano em sua Estratégia de Segurança Nacional.
Na prática, o americano nada fez para apoiar Flávio, deixando a suspeita de ingerência estrangeira na mão da big tech Meta, investigada pelo TSE por tratamento diferenciado a conteúdos de Lula.
Resta saber agora se o pragmatismo na negociação em torno do tarifaço americano contra o Brasil, que seguiu mesmo com a turbulência eleitoral e o trabalho ativo nos EUA contra Lula de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, será mantido.
Ainda mais importante, o presidente eleito tem agora dois meses para tentar aplainar as grandes tensões políticas e econômicas. Terá certamente o apoio das siglas que já ajudam a sustentar seu governo, como o empoderado PSD de Gilberto Kassab e o MDB, e também de alas do centrão.
Não será tarefa simples, a começar pela bomba-relógio no Judiciário. O pleito indicou claramente a divisão entre ministros lulistas e bolsonaristas.
Parece difícil uma solução simples para o imbróglio, ainda mais com uma bancada à direita robustecida no Senado, Casa onde impeachment de ministros da corte pode ser apresentado.
Na economia, o mau humor do mercado com o caráter gastador de Lula 3 poderá se ampliar se não houver sinalizações de algum tipo de austeridade, algo que passou longe do discurso da campanha —ao contrário.
Diferentemente de 2022, desta vez não haverá a boa vontade no Congresso para passar uma PEC assinando um cheque em branco para o governo de largada.
Em outra frente, ainda há respingos eventuais do caso Lulinha, envolvendo o mais exposto dos cinco filhos desse líder sindical nascido em Garanhuns (PE), algo incerto —na eleição, não houve impacto significativo.
Para o bolsonarismo, a derrota de Flávio vai levar a uma disputa por protagonismo no campo da direita.
Um ano atrás, o senador não era considerado um sucessor natural do pai, que acabara de ir à prisão. Nomes da órbita bolsonarista, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), eram vistos como opções que inclusive aglutinariam apoios mais amplos no centro e no centrão.
Com efeito, a unção que o senador recebeu do ex-presidente preso em 5 de dezembro de 2025 foi recebida com ceticismo por líderes até do seu próprio PL. Se o candidato do clã teria de ter o sobrenome de Jair, a ex-primeira-dama Michelle parecia uma figura mais palatável.
O senador fluminense, eleito em 2018, era visto como pesado eleitoralmente devido à coleção de escândalos associados a seu nome —e sua relação próxima com o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, ainda nem havia sido revelada.
Hoje ele é investigado pelas suspeitas acerca do dinheiro que pediu para a cinebiografia “Dark Horse” e pela relação com lavagem de dinheiro com bets. Já havia contra ele acusações de rachadinha nos seus quatro mandatos como deputado estadual no Rio, dúvidas acerca de seu patrimônio e a relação próxima com milicianos.
Sem mandato, Flávio perderá espaço de articulação, e Tarcísio, reeleito no primeiro turno batendo novamente o herdeiro presumido de Lula, Fernando Haddad (PT), está na linha de largada para ocupar o vácuo até 2030.
Por outro lado, o ativo do sobrenome Bolsonaro se mostrou forte, dada a competitividade do senador e o desempenho de candidatos associados ao grupo Brasil afora. O Congresso e os estados têm mais coloração à direita. A polarização que domina a vida política brasileira desde 2018 pode até ganhar nuances, mas seguirá viva.
A vitória também dá um respiro ao PT, que experimentaria uma hecatombe com a eventual derrocada de seu líder histórico. Lula nunca quis sombra, e mesmo Haddad é empregado como mais como um fiel escudeiro do que como um herdeiro de fato.
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Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas neste domingo (25), ao derrotar no segundo turno a Professora Maria do Carmo (PL). Às 19h31, com 85,24% das seções apuradas, Omar Aziz tinha 59,96% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vice-governadora eleita é Alessandra Campelo (PSD).
Com 85,24% das urnas apuradas, Professora Maria do Carmo (PL) teve 40,04%. Ao todo, foram 728.255 votos válidos. As informações são do g1.
Leia maisComo foi a disputa
Omar Aziz terminou o primeiro turno na liderança para o cargo de governador do Amazonas, com 40,63% dos votos válidos (841.846 votos). Professora Maria do Carmo obteve 24,49% (507.335 votos).
O governador eleito manteve a liderança durante toda a apuração. Também foi o mais votado na maioria dos 62 municípios do estado.
A disputa ao Governo do Amazonas foi marcada por discussões sobre ampliação da capacidade de extração de minerais no estado, por meio de mudanças na legislação, com menções à exploração das chamadas terras raras, além de apresentação de propostas sobre saúde, educação e infraestrutura. Combate à corrupção e segurança pública também estiveram no centro das discussões.
Durante o 2º turno, Omar Aziz liderou nas duas pesquisas Quaest publicadas no período. No primeiro levantamento, publicado em 13 de outubro, Omar tinha 51% dos votos na pesquisa estimulada, contra 37% de Professora Maria do Carmo.
Na última pesquisa Quaest, divulgada no sábado (25), Omar Aziz liderava com 59% dos votos válidos, contra 41% de Professora Maria do Carmo.
Perfil do governador eleito
Omar José Abdel Aziz, de 68 anos, é formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Natural do município de Garça, no interior de São Paulo, Omar construiu sua trajetória política no Amazonas.
A primeira vez que ele ocupou um cargo público foi em 1990, quando assumiu como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Entre 1997 e 2002 assumiu como vice-prefeito de Manaus.
Na eleição de 2002, disputou o cargo de vice-governador na chapa do candidato Eduardo Braga, sendo reeleito em 2006. Quatro anos depois, em 2010, Omar assumiu o cago de governador após a renúncia de Braga para disputar o Senado. Ele foi reeleito e ficou no cargo até abril de 2014.
Desde 2015, o governador eleito do Amazonas ocupava o cargo de senador pelo Amazonas, após ser eleito em 2014 e reeleito em 2022. Em 2018, ele já havia tentado voltar ao Governo do Amazonas, mas ficou em terceiro lugar na disputa.
No Senado Federal, ele atuou em pautas importantes e assumiu relatorias de projetos considerados relevantes para o país. Em 2021, foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Neste ano, foi o relator da proposta que põe fim à escala 6×1.
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