Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro Moreira Franco (MDB), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro Moreira Franco (MDB) lançou recentemente o livro “Política como Destino”, onde faz uma reflexão sobre décadas de vivência política no Brasil até os tempos atuais. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro, ele analisou um dos momentos mais tensos da história recente do país, desmentindo a tese de que o 8 de janeiro de 2023 tenha sido uma tentativa de golpe.
“Não sou adepto dessa tese. Primeiro porque golpe se faz com Forças Armadas, e não tinha ali. Não conheço nenhum golpe militar sem que haja um exército. Nesse caso não houve, houve um movimento que se deu de maneira difusa, nas portas dos quartéis. Houve uma invasão do Congresso Nacional, que foi muito mais baderna e depredação do que propriamente a busca da violência para criar um constrangimento de natureza política com consequências de um golpe militar. Não havia militar, e não existe golpe sem ter Forças Armadas, seja de direita, de esquerda. É indispensável que tenha, a história mostra que isso se dá quando existem homens e mulheres organizados de maneira tradicional, usando arma como instrumento de luta. Isso não houve. Houve baderna”, apontou Moreira Franco.
Leia maisPara ele, o mundo está passando por um processo de ruptura tecnológica e institucional, em que diversos movimentos contestam a realidade institucional. “É um momento de mudança, sobretudo tecnológica. Estamos começando a ver questionamentos de ordem institucional, tecnológica e política. Certamente irá surgir uma nova ordem. Temos que estar preparados para ela”, advertiu.
Moreira Franco ironizou ainda a chamada minuta do golpe, encontrada na casa de ex-auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Nunca vi minuta de golpe. Não me passa pela cabeça que se faça uma minuta de um golpe. Não consigo ver isso. Se faz minuta de golpe em quartel. Não é possível que essas pessoas sejam tão despreparadas a esse ponto. E no Brasil, onde temos uma experiência vivida a custo muito alto e profundo para a população e para o país, fazer uma coisa tão desorganizada, tão sem consistência, sem referências mais sólidas. Não acredito. Acho que, se tentaram fazer golpe, são incompetentes, não conseguiram realizar o que queriam”, concluiu o ex-governador.
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Ex-ministro nos governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), Moreira Franco (MDB-RJ) nega que seu correligionário tenha tido participação ativa no processo de impeachment da petista. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o ex-governador do Rio de Janeiro avalia que a postura de Temer foi de colaborar, citando ainda o documento Ponte para o Futuro. No entanto, a postura intransigente de Dilma teria feito ruir as negociações, culminando no processo de afastamento da ex-presidente.
“Quem conhece o ex-presidente Temer sabe que em nenhum momento houve essa intenção (de impeachment), ao contrário. Em determinado ponto, eu mesmo me juntei com alguns companheiros e coordenamos um programa para tirar o país de uma crise econômica que já se vivia naquela época e restabelecer parâmetros que permitissem uma recomposição. Esse programa foi debatido, eu coordenei a conversa com as melhores cabeças que se tinha na época, e elas davam sugestões, escreviam textos que eram debatidos entre nós. Com todo esse esforço, fizemos uma proposta chamada Ponte para o Futuro. Esse programa foi entregue ao presidente Temer, que na época era vice-presidente, e ele levou esse projeto à presidente Dilma. Mas ela não quis aceitar”, detalhou Moreira Franco.
Leia mais“Dilma achou que aquilo era uma tentativa talvez de desprestigiá-la. Ela tratou o programa e o próprio presidente Michel Temer de maneira pouco protocolar, digamos assim. Como se pode falar em tentativa de golpe, em ruptura ou em mau trato do vice-presidente, quando se tem um processo institucional, com ritos definidos na Constituição, presidido até o momento final pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que depois foi ministro da Justiça do presidente Lula (PT)? Não acho que procede uma avaliação que veja nesse processo qualquer desvio da responsabilidade institucional e moral do vice-presidente com a presidente. Não houve golpe”, detalhou o ex-governador do Rio de Janeiro.
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Flávio Bolsonaro aproveitou a passagem por Belo Horizonte, nesta terça-feira, para fazer uma visita especial. Passou parte da manhã com Eduardo Cunha, velho aliado do pai.
O pré-candidato do PL deu uma entrevista de quase meia hora à Rádio Maravilha, emissora evangélica controlada pelo ex-deputado cassado e preso na Lava-Jato. As informações são do jornal O GLOBO.
Flávio contraternizou com Cunha, que o recebeu nos estúdios e assistiu à gravação.
Curiosamente, o presidenciável evitou divulgar o encontro nas redes sociais. As únicas imagens dos dois juntos foram publicadas no perfil do ex-deputado, que se instalou em Minas para tentar voltar à Câmara.
O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, vistoriou nesta terça-feira (2) a conclusão da primeira etapa das obras de requalificação da Avenida Cícero Monteiro de Melo, via que dá acesso ao campus da Universidade de Pernambuco (UPE) e ao bairro Teresópolis. Nesta fase, a Prefeitura executou serviços de drenagem, pavimentação e asfaltamento em mais de 4,5 quilômetros da avenida. “Nesta primeira etapa realizamos drenagem, pavimentação e asfaltamento, garantindo mais segurança, mobilidade e qualidade de vida para a população”, afirmou o prefeito durante a visita.
Na ocasião, Zeca também anunciou o início da segunda etapa da intervenção, que prevê mais de 11 mil metros quadrados de recapeamento asfáltico na região. A obra atende uma das principais vias de acesso à universidade e integra o conjunto de ações de infraestrutura urbana executadas pela gestão municipal. “Vamos iniciar a segunda etapa dessa obra, com mais de 11 mil metros quadrados de recapeamento asfáltico”, declarou.
Logo mais, às 18h, vai ao ar a entrevista do ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro Moreira Franco (MDB) ao meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília. Atualmente, Moreira é presidente do Conselho Curador da Fundação Ulysses Guimarães (FUG).
No podcast, Moreira irá abordar temas como o plano nacional, as eleições deste ano e as recentes movimentações no Congresso Nacional. Também entrará em pauta o seu livro “Política como destino – Caminhos e descaminhos da redemocratização”, lançado em abril deste ano. A obra apresenta um relato detalhado dos bastidores das principais decisões políticas do país nas últimas décadas.
Leia maisO podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Maysa Sena – Blog da Folha
Em visita à Folha de Pernambuco nesta terça-feira (2), o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado por Pernambuco. Aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), o parlamentar disse que está determinado a disputar uma das duas vagas que serão abertas na Casa em 2026.
O parlamentar foi recebido pelo presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro; pela vice-presidente do jornal, Mariana Costa; pelo diretor-executivo, Paulo Pugliesi; pelo diretor-operacional, José Américo Lopes Góis; e pela editora-chefe da redação, Leusa Santos.
Leia mais“Eu sou pré-candidato ao Senado. Essa é uma construção feita junto à direção nacional do partido. O presidente Kassab reafirmou isso em um jantar que realizamos com 70 prefeitos. A gente agradece ao partido pela confiança”, disse.
Segundo o parlamentar, o projeto já está definido politicamente. “Eu lhe digo hoje que nossa candidatura é irreversível pela construção que foi feita com o partido, pela construção que foi feita junto à governadora Raquel Lyra e pela construção feita junto ao Palácio do Planalto, ao governo do presidente Lula”, afirmou.
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O Banco do Nordeste (BNB) contratou R$ 2,3 bilhões em financiamentos para projetos enquadrados na política Nova Indústria Brasil (NIB) entre janeiro e abril de 2026. Entre as áreas contempladas, infraestrutura, moradia e mobilidade sustentáveis concentraram o maior volume de recursos, com R$ 1,12 bilhão em contratações nos estados atendidos pela instituição.
Em Pernambuco, as contratações superaram R$ 130 milhões no primeiro quadrimestre deste ano. Desse total, R$ 72 milhões foram destinados a cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais, R$ 10,4 milhões ao complexo econômico-industrial da saúde e R$ 48 milhões a projetos de descarbonização, transição energética e bioeconomia. “O Banco desempenha um papel fundamental na indução de investimentos e no fortalecimento da economia regional com geração de emprego, renda e inovação”, afirmou o presidente do BNB, Paulo Câmara.
Um dos exemplos citados pelo banco é a Unidade 14 da Baterias Moura, em Belo Jardim, inaugurada em 2025 com financiamento da instituição. A estrutura adota medidas como reciclagem de ácido, reaproveitamento de água da chuva e uso de energia 100% renovável.
A Masterboi foi reconhecida com o Selo Empresa Verde Pernambuco 2026, certificação concedida pelo Governo de Pernambuco a empresas que adotam práticas voltadas à sustentabilidade, responsabilidade social, governança corporativa e gestão ambiental. A entrega oficial ocorrerá nesta sexta-feira (5), durante a programação da Semana do Meio Ambiente. Segundo a avaliação do programa, a empresa alcançou 139 pontos em critérios relacionados à gestão ESG, conformidade ambiental, educação ambiental, uso de recursos naturais, gestão de resíduos, projetos sustentáveis, ações sociais e governança.
De acordo com a empresa, o resultado é fruto do trabalho desenvolvido por áreas como Meio Ambiente, ESG, Cultura e Pessoas, Compliance, Governança e Operações. “Receber o Selo Empresa Verde é o reconhecimento de práticas que sempre fizeram parte da nossa história. Sabemos que ainda temos muito a evoluir, mas temos orgulho de ver que nossas ações em sustentabilidade, responsabilidade social e governança estão sendo reconhecidas”, afirmou o fundador e presidente da Masterboi, Nelson Bezerra.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou, nesta terça-feira (2), que o Brasil é uma exceção em uma região repleta de aliados dos Estados Unidos.
A declaração foi dada durante um depoimento do chefe da diplomacia dos EUA ao Comitê de Relações Exteriores do Senado. As informações são da CNN.
“Agora temos neste hemisfério uma coalizão de países amigos – mais de uma dezena – que se alinharam para trabalhar não apenas nas questões de segurança que todos temos em comum, mas também na prosperidade econômica, que andam de mãos dadas”, afirmou Rubio.
Leia mais“É uma história impressionante a de que, basicamente, com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que continua com alguns desafios, e claro, do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral”, acrescentou o secretário do governo Trump.
Ele também citou o “atual governo da Colômbia” e disse que o presidente Gustavo Petro “tem sido problemático”.
“Mas, de modo geral, é agora uma região repleta de aliados americanos, de líderes amigáveis aos EUA e de uma direção favorável aos EUA”, concluiu.
Rubio argumentou que os Estados Unidos agora tem que “operacionalizar isso em ações após 20 anos de negligência, nos quais a China e outras potências globais se intrometeram em nosso Hemisfério Ocidental em detrimento não apenas dos interesses nacionais americanos, mas também, a nosso ver, em detrimento do próprio povo desses países”.
Enquanto Rubio prestava depoimento ao Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participava de um evento na cidade de Catalão, em Goiás, e fez críticas ao o secretário de Estado dos EUA durante seu discurso.
A declaração surgiu enquanto o presidente comentava o anúncio do Escritório Comercial dos EUA, que propôs taxar em 25% as importações brasileiras.
“Faz pouco tempo que eu fui aos Estados Unidos. Eu tive 3 horas de conversa com o presidente Trump. O tal do Marco Rubio, que é o chefe de Departamento de Estado, que é o anti-América Latina, que é o inimigo mortal de Cuba, que é o inimigo mortal de vários países latino-americanos. Eu já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil”, disse Lula.
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O deputado federal Felipe Carreras esteve, nesta terça-feira (2), em Brasília, com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para discutir a situação do Sistema Itaparica e os impactos do desligamento de energia no Projeto Brígida, localizado em Orocó, no Sertão de Pernambuco. Segundo informações apresentadas ao parlamentar pelo prefeito Ismael Lira, o problema afetou o abastecimento de água, a irrigação e o funcionamento de serviços na região.
A pauta vem sendo acompanhada por Carreras desde os primeiros relatos sobre a situação. Antes da reunião com o ministro, o deputado encaminhou ofícios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional solicitando providências para o restabelecimento do fornecimento de energia e a busca de uma solução para os problemas relacionados ao Sistema Itaparica.
Após o encontro, o parlamentar afirmou que continuará acompanhando as tratativas sobre o caso. Segundo ele, as articulações junto ao Governo Federal buscam evitar novos impactos para as famílias que dependem da atividade rural no Projeto Brígida.
Em novo discurso sobre o tarifaço de 25% sugerido por um órgão do governo dos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proposta foi baseada numa “mentira”.
— De forma intempestiva, anunciaram o aumento da taxação das coisas brasileiras para 25%. Com base numa mentira. A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito a chamadas empresas de cartão de crédito deles — disse Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
Além do Pix, a investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) cita supostas tarifas desleais aplicadas pelo Brasil a produtos americanos, decisões da Justiça determinando a remoção de conteúdos das redes sociais, entre outros pontos.
Leia maisO presidente disse ainda que aguarda uma ligação do presidente dos EUA, Donald Trump, já que, segundo Lula, em encontro em meados de maio eles haviam combinado um prazo de 30 dias para que uma conclusão fosse tomada.
— Então, Trump, você disse que pintou uma química entre eu e você, você me deve uma reunião, e eu devo uma para você. Nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem, então estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência — afirmou Lula.
Mais cedo, Lula associou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro – o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) – à proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.
Na fala em Catalão (GO), o presidente lembrou da visita de Flávio aos Estados Unidos e chamou o provável adversário na corrida pelo Palácio do Planalto de “imbecil”.
– Ele foi pedir arrego. “Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições, não deixa, prejudica o Lula”. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar é o povo brasileiro, os empresários brasileiros, o agronegócio – afirmou.
Lula também criticou a família do ex-presidente.
– Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores – disse.
Mais cedo, Flávio Bolsonaro disse em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, que havia pedido a Trump para poupar empresas brasileiras do tarifaço.
Em Goiás, Lula também disse ter combinado com o presidente americano, Donald Trump, para fechar um acordo, durante a reunião no mês passado nos EUA. Porém, esse acordo ainda não foi fechado.
– Eu disse pro Trump: “Tem uma divergência aqui entre o seu ministro do comércio e o meu, então vamos dar 30 dias para eles provarem quem é que está certo; se eu estiver errado eu aceito e se você tiver errado você aceita”. E demos 30 dias, até agora já conversaram três vezes e não houve acordo – afirmou.
A fala ocorreu horas após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir a investigação comercial aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e recomendar a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para uma série de itens.
Lula começou o seu discurso lembrando da primeira taxação americana, de 50% sobre produtos brasileiros, no ano passado. Disse que, “ao invés de eu ficar nervoso e ficar fazendo bravata”, fez uma “guerra da narrativa”, argumentando que o Brasil tem um déficit na balança com os EUA.
Disse que, quando foi aos EUA, no mês passado, entregou a Trump um conjunto de dados, como informações sobre minerais críticos. E criticou o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
– O tal do Marco Rubio, que é o anti América Latina e que eu já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil, ele não estava na reunião – disse. – Depois do sucesso da minha visita ao Trump, o Trump até riu, eles foram lá, a família foi lá conversar com o Marco Rubio. Aquilo é fotografia (foto de Flávio e Trump) de campanha. Eles foram encontrar com o Rubio e quando é ontem eu soube da notícia que o comércio americano resolveu taxar o brasil em 25%, quando nós estávamos em negociação – afirmou.
Considerado uma das figuras mais influentes da política externa do governo Trump, Marco Rubio é visto por integrantes do governo brasileiro como um dos principais defensores de uma postura mais dura dos Estados Unidos em relação ao Brasil. O secretário de Estado mantém proximidade com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem histórico de posições críticas a governos de esquerda na América Latina.
Ainda durante sua fala, Lula procurou contrapor o anúncio americano com uma notícia positiva para as exportações brasileiras. O presidente destacou que a China reconheceu o Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação, medida que abre caminho para a ampliação das vendas de carne ao mercado chinês.
— Como Deus escreve certo por linhas tortas, nada acontece de graça. O que aconteceu hoje para se contrapor à medida do Trump? A China aceitou que o Brasil está nacionalmente livre da febre aftosa, que a nossa carne está livre para o mercado chinês — afirmou.
O presidente indicou que o governo pretende buscar novos mercados caso enfrente restrições comerciais dos Estados Unidos.
— Então veja, eu tenho muita sorte. Não vou ficar chorando. Se você não quer comprar de mim, eu vou vender para outro — disse.
No começo da tarde o presidente reforçou a defesa do sistema de pagamentos instantâneos nas redes sociais. Perfis oficiais de Lula publicaram um vídeo com a mensagem “O Pix é do Brasil”.
A fala de Lula se encaixa na estratégia do governo de reforçar ataques ao clã Bolsonaro. Um ministro diz que do ponto de vista político as novas sanções são um presente para Lula porque darão mais munição para a ofensiva. Enfatiza que, diferentemente da classificação das facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas que não traz um efeito imediato, a taxação gera prejuízo concreto para a economia e afeta os empresários.
Um integrante do governo que despacha do Palácio do Planalto afirma, porém, que o Executivo deve insistir no diálogo diplomático para reforçar que os EUA são superavitários na relação bilateral com o Brasil, apresentando argumentos técnicos e, assim, evitar que essa medida alcance outros setores. A avaliação de autoridades que acompanham as conversas é que essa foi, novamente, uma decisão política do governo Trump.
Integrantes do Planalto afirmam que é preciso explorar a atuação dos filhos de Bolsonaro e seus aliados nesse processo, lembrando que Flávio e Eduardo estiveram na semana passada com o presidente americano em audiência na Casa Branca. O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), por exemplo, afirmou nesta terça em vídeo publicado nas redes sociais que Flávio e Eduardo Bolsonaro “trabalham contra o Brasil”, chamando-os de “traidores da pátria”.
“Mais uma vez, o Flávio Bolsonaro vai lá e vem proposta de tarifaço para prejudicar o Brasil. Essa turma não está a serviço do povo brasileiro, essa é a verdade. São traidores da pátria que não têm vergonha nenhuma e nenhum compromisso com o país”, disse o ministro.
De acordo com relatos, a ideia é adotar a mesma linha que foi usada quando o governo Trump anunciou tarifaço aos produtos brasileiros, em 2025, de culpar o clã Bolsonaro pelas medidas, reforçando a defesa da soberania brasileira, de suas empresas e do Pix, mecanismo alvo da nova decisão americana.
Numa tentativa de antecipar qualquer desgaste à sua imagem, Flávio afirmou em entrevista nesta manhã que pediu “expressamente” a Trump, ao vice-presidente americano, JD Vance, e ao secretário de Estado Marco Rubio, para não taxar as empresas brasileiras. Flávio é o principal adversário de Lula nas eleições deste ano.
— Eu pedi expressamente “não taxem as empresas brasileiras”. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa. A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual — afirmou Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, onde ele cumpre agendas nesta terça-feira.
Essa postura contrasta com a adotada por bolsonaristas no ano passado, quando Trump anunciou o tarifaço contra os produtos brasileiros. Naquele momento, Eduardo, por exemplo, afirmou que a decisão teria derivado da articulação feita por ele e o economista Paulo Figueiredo nos EUA.
Naquele momento, o tarifaço de Trump deu fôlego a Lula na corrida presidencial. Aliados do petista dizem acreditar que essa nova articulação poderá trazer prejuízos eleitorais a Flávio.
A medida anunciada nesta madrugada já era esperada por autoridades brasileiras que acompanham as negociações. A avaliação é que o desfecho da investigação da seção 301 não seria favorável ao Brasil, já que o governo Trump vinha usando do mecanismo para pressionar comercialmente o país.
O Planalto convocou uma reunião de emergência na manhã desta terça-feira para discutir a nova decisão dos EUA e alinhar o discurso do governo. Participam os ministros Márcio Elias Rosa (Indústria) e Dario Durigan (Fazenda), além do vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo um interlocutor do presidente da República, neste primeiro momento, não haverá um contato direto de canal de comunicação entre Lula e Trump para tratar das decisões recentes do governo americano.
O relatório divulgado pelo governo americano afirma que determinadas políticas e práticas do Brasil seriam “irrazoáveis” e prejudicariam empresas dos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o Pix, questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção.
Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro consideraram a proposta sem fundamento técnico consistente e classificaram como “absurda” a inclusão de alguns argumentos apresentados pelos americanos. Ao mesmo tempo, auxiliares do presidente Lula avaliam que o resultado poderia ter sido mais severo, já que a tarifa sugerida ficou em 25% e o documento prevê uma ampla lista de exceções, além de mencionar a possibilidade de um acordo entre os dois países.
A expectativa é que o encontro desta terça-feira sirva para alinhar a estratégia do governo diante da nova escalada comercial. Entre as alternativas em análise estão a manutenção das negociações com Washington, por meio do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Donald Trump em maio, e eventuais medidas de resposta com base nos instrumentos previstos pela Lei da Reciprocidade Econômica.
O parecer do USTR abre agora uma etapa de consulta pública antes de uma decisão final sobre a adoção das sanções comerciais. O prazo legal para conclusão do processo termina em 15 de julho. Confira o calendário:
O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro de Estado durante os governos Dilma e Temer, Moreira Franco (MDB), é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de hoje. Atualmente, Moreira é presidente do Conselho Curador da Fundação Ulysses Guimarães (FUG). Em abril deste ano, ele lançou o livro “Política como destino – Caminhos e descaminhos da redemocratização”. A obra, que apresenta um relato detalhado dos bastidores das principais decisões políticas do país nas últimas décadas, será uma das pautas durante a entrevista.
No podcast, Moreira também irá abordar temas como o plano nacional, as eleições deste ano e as recentes movimentações no Congresso Nacional. Com mais de mil páginas, o livro recém-lançado por Moreira Franco é resultado de um trabalho baseado em entrevistas conduzidas pela socióloga Aspásia Camargo, com colaboração do filósofo Denis Rosenfield, reunindo informações, episódios e análises sobre momentos decisivos da política nacional. A narrativa adota formato de diálogo, com o objetivo de tornar o conteúdo mais acessível, sem abrir mão da densidade histórica e analítica.
Leia maisFiliado ao MDB, Moreira foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e, posteriormente, ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer. Sua vida pública teve início em 1974, quando foi eleito deputado federal pelo MDB-RJ. Elegeu-se ainda prefeito de Niterói e, logo depois, governador do Estado do Rio de Janeiro. Retornando ao Congresso Nacional em 1994, exerceu por duas legislaturas o mandato de deputado federal. Além disso, foi vice-presidente da Caixa Econômica. No governo Fernando Henrique Cardoso, atuou como assessor especial no Palácio do Planalto.
Foi nomeado, no início da gestão Dilma-Temer, para a hoje extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos e, posteriormente, a pedido do então vice-presidente, nomeado ministro da Aviação Civil. Em 3 de fevereiro de 2017 foi confirmado como o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência do gabinete de Michel Temer. No dia 10 de Abril de 2018, o Palácio do Planalto informou que Moreira Franco viria a assumir o Ministério de Minas e Energia, substituindo o deputado Fernando Coelho Filho no cargo.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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