Estão a caminho do Congresso dois projetos do comissariado petista que desfigurarão o sistema político brasileiro, fortalecendo burocracias sindicais e partidárias, à custa do voto e do bolso dos cidadãos.
O primeiro é a substituição do imposto sindical por um negócio chamado de “contribuição sindical”. O segundo é o reaparecimento da proposta do voto em lista fechada para a Câmara dos Deputados.
Caso essas mudanças aconteçam, o comissariado petista (com a ajuda de alguns grão-tucanos, no caso do voto de lista) terá imposto mudanças dignas da jurisprudência dos companheiros Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa, com suas filosofagens sobre novas classes dirigentes.
Atualmente cada trabalhador do mercado formal entrega pelo menos um dia de seu suor à máquina sindical. Algo como 0,26% de sua renda anual. Em 2007 isso significou um monte de R$1,3 bilhão, noves fora os penduricalhos que os sindicatos cobram. A CUT de Nosso Guia ficou com R$55 milhões e a Força Sindical do inigualável Paulinho terá R$15 milhões.
Com a mudança, a tunga crescerá. A CUT já disse que aceita um teto de 1%. Aquilo que a ditadura protofascista de Getúlio Vargas fixou em um dia de trabalho para financiar a atividade de sindicatos apelegados virará algo entre três e quatro dias de trabalho. A mordida, aprovada em assembléias, irá direto ao contracheque, sem levar em conta se o trabalhador se filiou ao sindicato ou sequer sabe onde fica sua sede.
Esse ervanário público equipará financeiramente as centrais como fontes de manipulação política. (Por exemplo: no ano passado meia dúzia de sindicalistas pararam o metrô de São Paulo em nome de uma arcana discussão tributária.)
Caberá ao Congresso decidir o tamanho e a forma da mordida. Pode-se decidir que qualquer coisa além dos 0,26% do imposto sindical deva ser cobrada só a quem queira pagar. Se o povo pode eleger seu presidente, deve ter também o direito de escolher, individualmente, o tamanho de sua contribuição ao sindicato.
A segunda reforma destinada a degenerar o sistema político brasileiro é a reapresentação da proposta do voto de lista para as eleições à Câmara dos Deputados. Hoje o cidadão pode votar numa pessoa (Delfim Netto, em São Paulo, por exemplo), mas como a votação dele ficou abaixo do quociente de seu partido, os votos dados a Delfim acabaram na conta de outro deputado, que ficou mais bem colocado (Michel Temer, no caso). Pode-se dizer que o eleitor de um acabou elegendo outro, mas é indiscutível que quem quis votar em Delfim, em Delfim votou, mesmo não conseguindo elegê-lo.
O voto de lista acaba com essa trabalheira. O partido enumera os seus candidatos, de acordo com a preferência da máquina, a choldra vota no partido e as cadeiras são preenchidas na ordem decrescente da lista.
Juntando-se as duas reformas numa só, consegue-se o seguinte:
Hugo Morales da Silva é sindicalista numa categoria com cinco mil trabalhadores, dos quais só mil são sindicalizados. Numa eleição a que compareceram 500 colegas, ele se tornou presidente da guilda, com 300 votos. No congresso da central a que seu sindicato está filiado, ele foi indicado para a tesouraria do conglomerado. Cortejado por um partido, Hugo foi para o terceiro lugar na lista de candidatos a deputado. Veio a eleição e ele faturou o mandato, com 300 votos.
Sete em cada dez motoristas de aplicativos reclamam das taxas
O trabalho por aplicativos cresceu como alternativa de renda para muitos brasileiros. Porém, a expansão do setor não eliminou uma questão central para quem está na ponta: quanto do valor gerado por corrida ou entrega efetivamente fica com o profissional? A percepção dos próprios motoristas e entregadores é que o problema está menos na falta de trabalho do que na parcela da receita que chega ao bolso depois das taxas cobradas pelas plataformas.
Segundo levantamento da GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, para 67,5% dos entrevistados a principal medida capaz de aumentar seus ganhos seria a redução das taxas cobradas pelos aplicativos. O resultado coloca a remuneração líquida no centro da discussão sobre o futuro do trabalho por plataformas e sinaliza que, para a maioria dos profissionais, aumentar o volume de chamadas não necessariamente resolve o problema. A diferença aparece com clareza quando as demais respostas são analisadas. Apenas 7,7% apontam a existência de mais corridas ou entregas como o principal caminho para elevar a renda. Outros 9,5% gostariam de receber mais informações sobre os ganhos antes de aceitar uma chamada, enquanto 9,9% citam programas de benefícios e incentivos. Outros modelos de remuneração aparecem com 5,4%.
O dado ajuda a deslocar o debate sobre a relação entre plataformas e profissionais. Em vez de simplesmente buscar mais demanda, o trabalhador parece estar olhando para a eficiência econômica de cada hora trabalhada. Se uma corrida adicional vem acompanhada de uma taxa que reduz significativamente o valor recebido, aumentar o número de chamadas pode significar apenas trabalhar mais para obter um ganho proporcionalmente menor. Essa percepção também se conecta à dificuldade de prever a renda. No mesmo levantamento, 43,6% dos profissionais classificam seus ganhos como pouco ou nada previsíveis, enquanto 44,6% consideram a renda razoavelmente previsível. Apenas 11,8% dizem ter ganhos muito previsíveis.
A combinação dos dois resultados revela um desafio maior para o setor: não basta discutir quanto o aplicativo movimenta ou quantas chamadas oferece. Para quem trabalha na plataforma, a questão é quanto sobra e quão possível é antecipar esse valor. A discussão tende a ganhar importância à medida que novos modelos de cobrança e remuneração são testados pelas empresas. A redução das taxas aparece como a alternativa mais desejada, mas a pesquisa também mostra que existe demanda por maior transparência sobre o valor das chamadas e por mecanismos que tornem a renda menos sujeita a oscilações. São questões diferentes, mas que convergem para a mesma preocupação: dar ao profissional maior capacidade de calcular se o tempo e os custos envolvidos na atividade estão compensando.
Para Luiz Gustavo Neves, CEO do GigU, os resultados mostram que a discussão sobre remuneração precisa considerar o valor que efetivamente chega ao trabalhador. “O profissional não está olhando apenas para o número de corridas que consegue fazer. Ele está fazendo uma conta mais completa, que envolve a margem de lucro, o valor que recebe e a previsibilidade dessa renda. Modelos que consigam melhorar essa equação tendem a ser mais relevantes para a categoria do que simplesmente aumentar o volume de chamadas”, afirma.
Quatro em cada seis corridas já são feitas por eletrificados – Para quem trabalha por aplicativo, trocar de carro não é uma decisão de consumo comum. O veículo é o próprio instrumento de trabalho e precisa conciliar custo de aquisição, manutenção, consumo e capacidade de permanecer muitas horas nas ruas. É nesse mercado que o governo federal decidiu flexibilizar as regras do Move Brasil, reduzindo de 12 para seis meses o período mínimo de atividade exigido para que motoristas de aplicativo tenham acesso às condições especiais de financiamento do programa.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (14), a nova regra exige que o motorista comprove seis meses de atividade na mesma plataforma e pelo menos 100 corridas realizadas nesse período. A mudança ocorre depois de dificuldades na liberação dos primeiros créditos e permite que profissionais que tiveram a inscrição rejeitada pelo critério anterior façam uma nova tentativa. A flexibilização acontece em um momento em que a própria composição da frota de aplicativos começa a mudar.
Dados da Machine mostram que os modelos mais utilizados ainda são carros compactos a combustão, como Volkswagen Polo, Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Fiat Argo e Kwid. São veículos associados a uma lógica bastante objetiva para quem trabalha nas ruas, com atenção ao consumo, manutenção e uso urbano. Ao mesmo tempo, os eletrificados já representam 41,4% das corridas analisadas. Entre eles, o BYD Dolphin Mini aparece na liderança, seguido pelo Dolphin. O dado mostra que a discussão sobre renovação de frota já não se resume à substituição de carros antigos por modelos mais novos. Ela envolve também uma mudança na tecnologia dos veículos que sustentam a atividade.
Como escolher? – Essa transformação ajuda a dar outra dimensão à política de crédito. Para o motorista, a escolha de um veículo pode alterar diretamente a estrutura de custos da atividade. Um carro mais econômico pode reduzir despesas ao longo do tempo, enquanto a aquisição de um modelo mais caro pode aumentar o compromisso financeiro mensal. O impacto do Move Brasil, portanto, dependerá não apenas de quantos profissionais conseguirão acessar o programa, mas de quais veículos eles conseguirão colocar nas ruas.
A nova regra tenta corrigir uma barreira identificada na primeira etapa do programa. Ao reduzir pela metade o período de atividade exigido e estabelecer um mínimo de 100 corridas, o governo busca adaptar o acesso ao crédito à dinâmica de uma atividade marcada por jornadas variáveis e, muitas vezes, atuação em diferentes plataformas. O pedido de habilitação deverá ter resposta em até dez dias após o cadastro no gov.br. A medida também cria uma nova oportunidade para quem foi recusado anteriormente por não cumprir a exigência de tempo.
“O novo programa pode incidir diretamente sobre uma frota já parcialmente alinhada às suas regras. Na prática, os modelos mais utilizados hoje pelos motoristas urbanos são justamente aqueles que mais se aproximam do perfil esperado para o financiamento, o que pode acelerar a renovação dos veículos e reforçar a presença de opções eletrificadas no setor”, diz Júlia Camossa, estatística responsável pelo Data Machine.
A flexibilização, porém, é apenas uma etapa. O acesso ao crédito não garante a compra do veículo, que continuará condicionado à capacidade de pagamento de cada profissional. Ainda assim, a mudança chega em um momento particularmente relevante para o setor. Ao mesmo tempo em que o governo tenta ampliar o acesso ao financiamento, a frota de aplicativos começa a incorporar uma parcela cada vez maior de veículos eletrificados, indicando que a próxima renovação poderá alterar não apenas a idade dos carros, mas também a lógica de custo e operação de quem trabalha com eles.
Dois modelos GAC entram na categoria Black – E por falar em aplicativos, a chinesa GAC se adequou às novas regras do Move Brasil, programa federal de renovação de frota que passou a oferecer mais condições para motoristas de aplicativo, taxistas e outros profissionais que utilizam veículos em suas atividades. Com a sanção da nova lei, o programa segue contemplando a aquisição de carros novos flex, híbridos e elétricos com valor de até R$ 200 mil, além de estabelecer condições específicas de financiamento para os profissionais elegíveis.
Entre as mudanças está a redução de 12 para seis meses no período mínimo de atividade exigido de motoristas de aplicativo na mesma plataforma. Também é necessário comprovar pelo menos 100 corridas realizadas nesse período. Para os veículos destinados a essa modalidade, o programa prevê carência de até seis meses e financiamento em até 84 parcelas, de acordo com as condições estabelecidas e a análise da instituição financeira.
Nesse contexto, a GAC também amplia as possibilidades de utilização de seus modelos no mercado de mobilidade por aplicativo. O GS4 e o Aion Y passaram a integrar a categoria Black, permitindo que motoristas elegíveis utilizem os dois modelos nessa modalidade de viagens da plataforma. A entrada dos dois modelos na categoria amplia as alternativas para profissionais que buscam veículos para atuar com transporte por aplicativo, ao mesmo tempo em que aproxima a linha da GAC de uma demanda específica do mercado de mobilidade urbana. O GS4 é um SUV híbrido equipado com sistema de propulsão que combina motor a combustão e eletrificação, enquanto o Aion Y é um veículo 100% elétrico. Com propostas distintas, os dois modelos oferecem aos motoristas alternativas para diferentes perfis de operação e utilização.
Versão aprimorada do Renault Kardian custa R$ 99,9 mil – O Renault Kardian Vibe já está à venda nas concessionárias da marca com preços a partir de R$ 99,9 mil. A nova configuração recebeu alguns melhoramentos que resultaram, por exemplo, em redução de massa (de 43kg), recalibração do conjunto de motor e câmbio, otimização aerodinâmica e uma nova relação final para a transmissão manual de seis velocidades. Com isso, a versão ganha eficiência energética (6% melhor), redução nas emissões de CO₂ (de 7%) e melhora no desempenho em aceleração.
A versão, segundo o Inmetro, agora tem consumo de 13,7 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada com gasolina ou 9,3 km/l e 10,9 km/l, respectivamente, com etanol. O melhor resultado é observado no ciclo urbano com gasolina, em que o consumo melhora 8%. Esses números são resultado de um trabalho da engenharia da Renault Geely do Brasil, e tem como meta atender o Programa Carro Sustentável, iniciativa do governo federal para incentivar veículos produzidos localmente com elevada eficiência energética.
“O Kardian Vibe entrega o melhor equilíbrio entre desempenho e eficiência energética. O motor turbo TCe de 125 cv agora oferece o maior torque entre os concorrentes diretos e os melhores índices de consumo da categoria”, avalia Aldo Costa, diretor comercial da Renault.
Confira os principais equipamentos da Vibe:
6 airbags (frontal, lateral e de cortina)
Aerofólio traseiro
Antena shark
Ar-condicionado digital com função auto
Assistente de partida
Bancos com acabamento exclusivo na cor azul
Controlador de velocidade e limitador de velocidade
Controles eletrônicos de estabilidade e tração
Faróis e assinatura luminosa 100% em LED
Multimídia com tela de 8” com Android Auto e Apple CarPlay com espelhamento sem fio
Painel com acabamento na cor azul
Regulagem manual de altura dos faróis
Retrovisores externos com ajuste elétrico
Sensores de estacionamento traseiro
Sistema de monitoramento de pressão dos pneus
Start&Stop
Vidro do motorista com função one-touch e antiesmagamento
Vidros elétricos para passageiros
Volante com ajustes de altura e profundidade
Com etanol, o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h foi reduzido de 11,0 para 10,1 segundos, uma melhora de 8% da versão Vibe em relação à configuração anterior. Já com gasolina, o tempo caiu de 11,4 para 10,6 segundos, representando uma melhora de 7,0%. Tudo isso sem alterar os 125 cv de potência e 22,5kgfm de torque.
Jeep lança série especial do Avenger e do Renegade – A marca norte-americana pertencente à Stellantis celebra os 85 anos de uma história marcada por, entre outras coisas, conexão com diferentes gerações de consumidores. Para comemorar a data, também profundamente ligada à evolução do mercado automotivo brasileiro, a marca acaba de iniciar as vendas da Série Especial 85 Anos, formada, neste primeiro momento, pelos modelos Avenger e Renegade. A produção limitada, com itens exclusivos de design, acabamento e tecnologia.
O Avenger ganha uma configuração comemorativa que combina elementos visuais exclusivos (o ponto forte dela) e uma boa oferta de tecnologia. Externamente, o modelo se destaca, por exemplo, pelo teto bicolor preto e emblemas da série especial. A lista de equipamentos inclui faróis Matrix, câmera 360°, rodas de 18 polegadas, teto preto, grade iluminada, sensor de estacionamento frontal e Jeep Adventure Intelligence, com assistente de voz ChatGPT embarcado. No interior, a versão recebe detalhes em Mayan Gold, tonalidade aplicada às costuras dos bancos, etiquetas e outros elementos do painel. O acabamento cria uma atmosfera ainda mais sofisticada e reforça o caráter exclusivo da edição comemorativa. O modelo conta com o sistema MHEV de 12V da Stellantis, com o conhecido motor turbo T200.
A tecnologia híbrida-leve combina um motor a combustão com um sistema elétrico de baixa tensão (12 Volts), redução de emissões e o consumo de combustível sem abrir mão do desempenho. O Renegade também integra as celebrações de 85 anos da marca em uma versão especial baseada na configuração Longitude. O modelo recebe elementos exclusivos da série, incluindo detalhes internos em preto e costuras em Mayan Gold no painel de portas, painel e assentos. O volante preto e o acabamento em preto na manopla de câmbio complementam o ambiente interno, reforçando a proposta de exclusividade e sofisticação da edição limitada.
O modelo traz ainda teto solar panorâmico e teto bicolor preto, além de contar com Jeep Adventure Intelligence, comutação automática de faróis e detector de ponto cego. O pacote de itens é destacado ainda por paddle shifters, retrovisor eletrocrômico e sensor de chuva. Além da tecnologia MHEV de 48V da Stellantis, o Renegade traz bons itens de tecnologia e segurança, como seis airbags, tecnologias de condução semi autônoma (Adas) – frenagem de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa e detector de fadiga.
Avenger – R$ 142.990
Renegade – R$167.690
Leapmotor amplia garantia para seis anos – A partir deste mês a Leapmotor passará a oferecer no Brasil garantia de seus veículos por seis anos ou 150 mil quilômetros (o que ocorrer primeiro). A proteção de fábrica para bateria de tração, motor elétrico e inversor segue por oito anos. A proteção contratual é válida para a linha ano-modelo 2027 (inclusive unidades já comercializadas e entregues aos clientes). São eles: B10 Elétrico 2026/2027 em diante, C10 Elétrico 2026/2027 em diante e C10 Ultra-Híbrido 2026/2027 em diante, e estará disponível para o próximo lançamento da marca, o B10 Ultra-Híbrido. A manutenção da garantia ocorre mediante atendimento das regras contratuais, incluindo a execução das revisões periódicas na rede de concessionárias Leapmotor distribuídas pelo Brasil. As revisões ocorrem a cada 12 meses ou 20 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro.
Nova Kawasaki Ninja ZX-10R 2027 custa R$ R$ 136 mil – Apresentada ao público brasileiro durante o Festival Interlagos 2026, a nova Kawasaki Ninja ZX-10R 2027 já está disponível em toda a rede autorizada da marca pelo preço público sugerido de R$ 136 mil, com frete incluso. A nova versão chega com mudanças desenvolvidas para aprimorar a agilidade, a estabilidade e o aproveitamento das curvas de torque e potência, elevando a experiência de pilotagem da superesportiva. Entre as principais atualizações do conjunto ciclístico estão o novo designer da parte frontal com asas aerodinâmicas, além de novos faróis dianteiros e amortecedor de direção Öhlins com ajuste mecânico.
Este último favorece um ajuste preciso para as pistas, o reposicionamento da suspensão dianteira, o novo ajuste da taxa da mola na suspensão traseira, o novo link da suspensão e o reposicionamento da balança traseira. O conjunto contribui para uma motocicleta com uma maior sensação de leveza, tornando-a mais ágil e precisa. O modelo também recebeu um novo mapa de injeção eletrônica, que aprimora a entrega de potência em médias e altas rotações, permitindo que a motocicleta tenha um maior aproveitamento da potência transferida para o solo, aumentando o desempenho dos pilotos e a satisfação na pilotagem esportiva.
Condições especiais – Para acompanhar a chegada da Ninja ZX-10R 2027 ao mercado brasileiro, a Kawasaki oferece condições especiais para as vendas no varejo realizadas até 10 de outubro de 2026. O consumidor poderá escolher apenas uma das quatro opções de benefícios:
Financiamento com taxa zero, entrada de 60% e prazo de até 18 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
Emplacamento e IPVA 2026 integralmente grátis, além de financiamento com taxa especial de 0,99% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 24 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
Trade In de R$ 4 mil para a supervalorização da motocicleta usada, além de financiamento com taxa especial de 0,99% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 24 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
Trade In de R$ 8 mil para a supervalorização da motocicleta usada, combinado com uma destas modalidades: pelo Banco Safra, financiamento com a primeira parcela somente em janeiro de 2027, taxa a partir de 1,34% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 36 meses; ou, pelo Banco Santander, financiamento com taxa especial de 1,49% ao mês, entrada de 30% e prazo de até 48 meses.
Aston Martin lança sua 1ª moto de rua – A Aston Martin é conhecida por seus carros esportivos. Mas, agora, surpreende o mundo automobilístico ao mostrar sua primeira motocicleta homologada para circular nas ruas. A AMB 002 Roadster foi desenvolvida em parceria com a lendária britânica Brough Superior e terá produção global limitada a apenas 300 unidades. Vale lembrar que essa união já tinha dado dois frutos: a AMB 001, de 2019 e limitada a 100 unidades, e a AMB 001 Pro, de 2022 e com 88 exemplares.
Mas ambas foram projetadas exclusivamente para uso em circuitos fechados. A AMB 002 foi desenvolvida do zero, sem aproveitar componentes dos modelos de pista. Seu motor é um bicilíndrico em V de 1.083 cm³, quatro tempos e refrigeração líquida. A marca declara potência máxima de 132 cv e torque de 11,2kgfm. O propulsor, por sinal, foi ajustado para entregar a maior parte do torque em baixas e médias rotações – o que, segundo a fabricante, é ideal para o uso em vias públicas. Uma das principais inovações da AMB 002 é o seu quadro. Usinado a partir de um bloco maciço de titânio, o chassi pesa apenas 5 quilos. A construção ultra-leve contribui para uma distribuição de peso perfeita de 50% sobre cada eixo.
A fabricante informa peso a seco de 190 quilos — algo relevante para uma superbike de mais de 1.000 cc, ficando muito próxima dos 188 quilos em ordem de marcha (já abastecida. A carenagem e o tanque utilizam fibra de carbono para reduzir a massa e manter o centro de gravidade o mais baixo possível. O desenho da moto é assinado pelo estúdio de design da Aston Martin e incorpora a linguagem visual dos automóveis mais exclusivos da marca. As lanternas traseiras foram diretamente inspiradas nos super carros Vulcan, Valkyrie e Valhalla.
Já as duas saídas ovais de escapamento trazem dissipadores de calor semelhantes aos empregados em modelos como Vanquish, DB12 e DBX. A motocicleta conta ainda com tecnologia de partida sem chave (keyless), botão de ignição iluminado e assento com revestimento de couro costurado à mão. As encomendas internacionais já estão abertas e as primeiras entregas estão previstas para o terceiro trimestre de 2027. Não há detalhes sobre os preços nem se algum exemplar virá para o Brasil.
Crise, que crise? Financiamento de veículos bate recorde – O mercado de financiamento de veículos registrou em agosto seu melhor desempenho para o mês em 15 anos, mesmo em um cenário de juros altos e volatilidade econômica. Foram financiadas 683,9 mil unidades no período, o maior volume para agosto desde 2011, quando 729.672 veículos tiveram crédito aprovado. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento foi de 10,4%. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, foram financiados 5,136 milhões de veículos, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi puxado principalmente pelos autos leves, que somaram 478 mil unidades financiadas em agosto, sendo 350 mil de veículos novos e 127 mil usados. Na comparação com julho de 2026, houve alta de 1,4%. “A alta consistente de financiamento de veículos mostra a resiliência do mercado mesmo em momentos de volatilidade na economia. Agosto teve uma média de 32.568 veículos financiados por dia útil”, diz Thiago Gaspar, superintendente de Relacionamento com Clientes na Trillia.
As motos somaram 178 mil financiamentos, com 133 mil unidades novas e 45 mil usadas. O volume representa crescimento de 4,9% em comparação a agosto do ano passado. Já as vendas financiadas de veículos pesados totalizaram 27 mil operações, divididas entre 15 mil de novos modelos e 12 mil de usados. O crescimento foi de 10,4% na comparação anual. No recorte regional, o Sudeste liderou a participação, com 42% do total. Em seguida, vieram Sul, com 20%, Nordeste, com 19,8%, Centro-Oeste, com 10,7%, e Norte, com 7,5%.
O monitoramento mensal da Tabela Auto B3, solução desenvolvida pela Trillia em parceria com a Bright Consulting, indica que os preços de transação dos veículos 0km cresceram 2,7% em agosto ante julho, revertendo a queda de 1,2% observada em julho. Todos os segmentos apresentaram aumento. No acumulado de 12 meses, a média do mercado de veículos novos ficou em -1,1%. No mercado de veículos usados, agosto apresentou variação média de -0,1%, indicando estabilidade após a queda de 1,0% registrada em julho. O comportamento foi distinto entre os segmentos, com três categorias em alta, três em queda e os crossovers praticamente estáveis. No acumulado de 12 meses, a média do mercado de usados ficou em -3,9%.
Dê a atenção devida à pintura do seu carro – A conservação da pintura está entre os fatores que mais influenciam a aparência e a valorização de um veículo ao longo do tempo. Ainda que muitos danos só se tornem visíveis com o passar dos anos, a exposição diária ao sol, à chuva e à poluição, e até mesmo alguns hábitos inadequados de limpeza podem acelerar o desgaste da lataria. Segundo Ricardo Vettorazzi, gerente técnico de Repintura Automotiva da PPG, a manutenção adequada da pintura ajuda a proteger a carroceria, preservar o valor de revenda do veículo e evitar intervenções corretivas que poderiam ser minimizadas apenas pela manutenção adequada. “Em muitos casos, pequenos hábitos fazem diferença na preservação da pintura. A limpeza adequada, a escolha do local para estacionar e a atenção a resíduos que entram em contato com a lataria ajudam a evitar manchas, desgaste precoce e até processos de corrosão”, explica.
Evite lavar o carro com a lataria quente
Um dos erros mais comuns é realizar a lavagem logo após o veículo permanecer exposto ao sol ou após percorrer longas distâncias. Com a superfície aquecida, a água e os produtos de limpeza secam mais rapidamente, aumentando o risco de manchas. O ideal é aguardar o resfriamento da lataria e utilizar produtos adequados para limpeza automotiva. Após a lavagem, o enceramento pode contribuir para reforçar a proteção da pintura.
Onde o veículo fica estacionado?
Sempre que possível, prefira locais cobertos ou protegidos da exposição direta ao sol e à chuva. Também é importante ter cautela ao estacionar sob árvores, já que a seiva e fezes de aves podem danificar a superfície quando permanecem por longos períodos em contato com a pintura. Caso isso aconteça, a recomendação é remover a sujeira o mais rápido possível utilizando pano macio e água, evitando esfregá-la seca.
Poluição e poeira
Partículas presentes no ar, como poeira, poluentes e outros resíduos, podem se acumular na superfície do veículo e comprometer o acabamento ao longo do tempo. Por isso, manter uma rotina de limpeza ajuda a evitar que essas substâncias adiram à pintura, dificultem sua remoção e contribuam para o desgaste precoce da lataria. “A frequência ideal de lavagem varia conforme o uso do veículo e as condições do ambiente, mas a limpeza periódica é uma das principais formas de preservação”, orienta Vettorazzi.
Polimento com moderação
Quando a pintura começa a apresentar perda de brilho ou pequenas imperfeições, muitos motoristas recorrem ao polimento como solução imediata. Embora o procedimento possa ser eficaz para recuperar o aspecto da superfície, o especialista conta que seu uso excessivo pode causar o efeito contrário. Dependendo da frequência e da técnica utilizada, o polimento pode reduzir gradualmente a camada de verniz responsável pela proteção da pintura.
“O polimento é um recurso importante para corrigir imperfeições e restaurar o acabamento do veículo, mas não deve ser encarado como um procedimento de manutenção rotineira. Cada intervenção exige uma avaliação cuidadosa da condição da pintura e, quando realizada sem necessidade ou de forma inadequada, pode comprometer a proteção da superfície ao longo do tempo. Por isso, o ideal é que a análise seja feita por profissionais especializados, capazes de identificar a real necessidade da intervenção”, aconselha.
Sinais de desgaste!
Manchas persistentes, perda de brilho, pontos de corrosão e diferenças de tonalidade podem indicar que a camada de proteção da pintura já está comprometida. Nesses casos, a avaliação de um profissional especializado ajuda a identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado, antes que o dano se torne mais severo. “Assim como acontece com outros componentes do veículo, a manutenção preventiva costuma ser mais eficiente e econômica do que uma correção tardia. Pequenos sinais de desgaste não devem ser ignorados porque muitas vezes indicam que a superfície já está perdendo parte de sua capacidade de proteção. Quanto mais cedo houver a intervenção adequada, maiores são as chances de preservar as características originais da pintura”, alerta Vettorazzi.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
A Justiça Eleitoral reprovou, neste sábado (26), o conteúdo de um vídeo de direito de resposta que havia sido concedido a Raquel Lyra (PSD). Segundo o desembargador Fernando Braga Damasceno, houve desvirtuamento do teor da mensagem autorizada por decisão judicial anterior sobre o supersalário da governadora, o que pode gerar punição à coligação governista.
A tentativa de driblar a Justiça foi apontada pela Frente Popular de Pernambuco. Segundo a coligação que representa João Campos (PSB), a campanha de Raquel tentou promover a candidata em um espaço que deveria ser destinado apenas a responder o adversário. A comunicação de Raquel também pretendia usar a peça para argumentar que o salário de R$ 60 mil recebido pela governadora está de acordo com o que diz a Constituição, argumento que, além de não encontrar respaldo na realidade, não havia sido avalizado pela Justiça Eleitoral.
“A decisão que concedeu o direito de resposta não reconheceu a regularidade ou a constitucionalidade da remuneração percebida pela representante [Raquel Lyra], tampouco declarou que os valores por ela recebidos se encontravam integralmente em conformidade com os limites constitucionais. (…) O direito de resposta assegurado às representantes permite esclarecer o contexto omitido, explicar o regime remuneratório aplicável e contrapor-se à conclusão de que os valores foram recebidos de forma comprovadamente inconstitucional. Não autoriza, contudo, apresentar como reconhecida pela Justiça Eleitoral a constitucionalidade de regime jurídico que a própria decisão qualificou como objeto de controvérsia”, argumentou o desembargador.
O vídeo com o direito de resposta irregular não chegou a ser veiculado. O magistrado deu 24 horas para que a campanha de Raquel envie uma nova mídia nos termos aprovados pela Justiça, sob pena de perda do direito de resposta caso haja descumprimento. “A não apresentação da nova mídia no prazo assinalado, ou a apresentação de conteúdo que persista em desatender aos limites estabelecidos nesta decisão, poderá ensejar o indeferimento do exercício do direito de resposta, sem prejuízo das demais providências cabíveis”, determinou.
Mais cedo, Raquel já havia sofrido outras duas derrotas na Justiça Eleitoral em outros pedidos de direito de resposta sobre críticas da Frente Popular ao seu supersalário. Nas decisões, Damasceno reconheceu que uma mídia veiculada pela coligação de João Campos não apresentou informações inverídicas sobre o tema, o que resguardou o direito do candidato de seguir questionando a remuneração de R$ 60 mil que Raquel recebe como procuradora do Estado de forma inconstitucional.
Candidato à reeleição, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), afirmou, ontem (25), durante agendas de campanha em Ribeirão, na Mata Sul do estado, que o vínculo que construiu com o município vem de longe e que, diferentemente de alguns concorrentes, não estava ali “caindo de paraquedas”.
O parlamentar lembrou que começou a visitar e a trabalhar por Ribeirão durante a gestão do ex-prefeito Marcello Maranhão (PSB) e que continuou a parceria com a prefeita Carol Jordão (PSD). “Quando comecei a andar por aqui, não conhecia ninguém e hoje eu me sinto fazendo parte do povo de Ribeirão, pela amizade e pelo conhecimento que a gente tem”, disse, em discurso.
“A gente tem que conversar com vocês, tem que falar que a gente vem trabalhando pelo município. Eu não estou aqui caindo de paraquedas. A gente vem trazendo ações na saúde, ações na agricultura, poços artesianos, retroescavadeira, calçamento, como vocês estão vendo aqui”, completou. O deputado afirmou ter orgulho de fazer parte do grupo político liderado por Carol e Marcello. “Este grupo mudou a história desse município”, ressaltou.
O empresário Rodrigo Dib Carvalheira foi condenado a 22 anos e 4 meses de prisão por estupro de vulnerável em um dos três casos pelos quais responde. Além da pena, que deve ser cumprida inicialmente em regime fechado, a decisão de primeira instância determinou o pagamento de uma indenização no valor de R$ 100 mil por danos morais à vítima e das custas processuais. A defesa pode recorrer.
Esta é a segunda sentença contra o acusado desde que as denúncias vieram à tona, em 2024. Em novembro do ano passado, ele foi condenado a 12 anos de reclusão em outro caso. Ainda há mais um processo criminal tramitando na Justiça. As vítimas relataram ter dormido e acordado com sinais de abuso sexual após receberem um comprimido do réu.
Em abril de 2024, o empresário foi preso acusado de estupro e violência contra mulheres e solto quatro dias depois. Foi preso novamente em junho daquele ano, passando mais cinco meses na prisão. Desde então, ele responde aos processos em liberdade. O g1 tenta contato com a defesa de Rodrigo Carvalheira.
A nova decisão, à qual o g1 teve acesso, foi proferida na quinta-feira (24) pela juíza Ana Maria da Silva, da 17ª Vara Criminal do Recife. Segundo os autos, a vítima contou que sofreu dois abusos.
O primeiro, conforme a denúncia, aconteceu em novembro de 2018, durante uma viagem a Fernando de Noronha. De acordo com o relato, os dois se hospedaram na mesma pousada e, após passarem uma tarde ingerindo bebidas alcóolicas, o acusado insistiu para que eles retornassem à hospedaria e ofereceu à jovem um comprimido de um remédio tranquilizante.
No táxi de volta para a pousada, o réu teria tentado beijar a vítima à força. Quando chegaram ao quarto, a mulher disse que “apagou” e se lembra de ter acordado no dia seguinte com o empresário sobre o corpo dela.
O segundo abuso foi registrado em março de 2019, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Conforme a denúncia, a vítima foi à casa de uma amiga depois de uma festa e, enquanto ela dormia, o acusado entrou no quarto e tentou fazer sexo com ela.
Durante o processo, os advogados de Rodrigo Carvalheira alegaram que houve cerceamento da defesa e pediram a nulidade do interrogatório do réu durante o processo. O pedido foi negado pela juíza.
No documento, a magistrada afirmou que o conjunto de provas orais e documentais, como o boletim de ocorrência e depoimentos de testemunhas, sustenta a materialidade do crime, mesmo sem laudo pericial.
“A leitura cronológica do acervo revela, portanto, dado de máxima relevância epistêmica: a narrativa da ofendida encontra ancoragem em elementos produzidos em 2018 e 2019, muito antes da instauração da persecução penal e, consequentemente, antes de eventual exposição decorrente do processo, de contexto litigioso ou de contato entre supostas vítimas. Não se está, pois, diante de narrativa construída exclusivamente de forma retrospectiva, anos após os acontecimentos, mas de um relato que encontra pontos de confirmação em manifestações e comportamentos registrados contemporaneamente ou em período próximo aos fatos”, escreveu a juíza na decisão.
Rodrigo Carvalheira e cronologia do caso
Empresário de 37 anos faz parte de uma tradicional família pernambucana, com empreendimentos nas áreas de gastronomia, produção de eventos e imóveis;
Rodrigo Carvalheira já foi secretário de Turismo de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco;
Também já ocupou o cargo de presidente do diretório estadual do antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB);
Carvalheira foi alvo de cinco denúncias feitas por mulheres do círculo de amizade dele. Um caso prescreveu e outro ainda não teve andamento ou denúncia formal;
Preso preventivamente em 11 de abril de 2024, ficou sete dias detido no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife;
Foi solto, com uso de tornozeleira eletrônica, em 17 de abril de 2024;
Carvalheira voltou a ser preso em 6 de junho, a pedido do Ministério Público de Pernambuco, por causa de um telefonema que fez, em dezembro de 2023, para o tio de uma suposta vítima. O MPPE considerou que o empresário estaria interferindo nas investigações;
Foi solto novamente em 26 de novembro de 2024, após cinco meses detido, e passou a responder em liberdade.
Em novembro do ano passado, Carvalheira foi condenado a 12 anos de reclusão no julgamento do primeiro caso.
Na última quinta-feira (24), foi condenado a mais de 24 anos de prisão no segundo caso, além do pagamento uma indenização no valor de R$ 100 mil por danos morais.
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, finalizou a agenda deste sábado (26) agora em Carnaíba, no Sertão do Pajeú. João foi recebido por lideranças locais, apoiadores e moradores, que acompanharam uma minicarreata pelas ruas da cidade até o centro.
Ao lado do candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa; da candidata ao Senado, Marília Arraes; do candidato a deputado federal Anchieta Patriota; do candidato à reeleição a deputado federal Carlos Veras; e do candidato a deputado estadual Diogo Moraes, João percorreu as principais vias do município acompanhado de apoiadores.
A governadora Raquel Lyra (PSD) sofreu duas derrotas, neste sábado (26), em ações judiciais que solicitavam direito de resposta contra a Frente Popular de Pernambuco pela veiculação de propaganda eleitoral com críticas à sua remuneração mensal superior a R$ 60 mil. O desembargador Fernando Braga Damasceno indeferiu os pedidos por entender que não houve apresentação de fatos inverídicos pela coligação encabeçada pelo PSB. Com isso, João Campos ganhou na Justiça o direito de questionar o supersalário da candidata.
Nas inserções, a Frente Popular afirmou que, “junto com a prima que é procuradora, [Raquel] assinou uma lei que quase triplicou o próprio salário”. Também fez comparações entre o salário de R$ 22 mil, que ela deveria receber como governadora, e o de R$ 60 mil, que Raquel recebe como procuradora do Estado de forma inconstitucional. Por fim, o vídeo que a campanha governista tentou impugnar contém a informação de que a governadora já recebeu R$ 1,2 milhão a mais do que deveria.
“Analisando o conteúdo da peça impugnada em confronto com o arcabouço probatório constante dos autos, verifica-se que a mensagem vertida na propaganda não parte de dados inteiramente fictícios ou fabricados, mas sim de fatos e documentos oficiais concretos”, argumentou o desembargador. “A tese levada ao ar pelos representados [Frente Popular] sustenta que o art. 38, I, da Constituição Federal não teria previsto a faculdade de opção remuneratória para os cargos executivos estaduais (governador), restringindo a faculdade de opção aos prefeitos e vereadores (art. 38, II e III). Essa interpretação encontra lastro e respaldo argumentativo em precedentes do STF (a exemplo da ADI 1.381/AL)”, completou o magistrado.
As duas ações são similares, sendo uma relativa a 20 veiculações ocorridas em 13 de setembro e outra a um pedido genérico de proibição da veiculação de propagandas desse teor em rádio e TV. Damasceno julgou improcedente o pedido de direito de resposta, entendeu haver descabimento no tocante à “proibição genérica e abstrata de veiculação de conteúdos futuros ‘com qualquer outra redação ou numeração’” e extinguiu o processo por decisão de mérito, o que significa que João Campos, como qualquer cidadão, teve resguardado o direito de seguir apontando a ilegalidade do salário de Raquel.
Aconteceu em 1993, na CPI dos Anões do Orçamento. Acusado de chefiar um esquema de pilhagem do Tesouro, o deputado João Alves disse ter vencido 200 vezes na loteria. “Deus me ajudou e eu ganhei dinheiro”, garantiu, para gargalhada geral.
Trinta e três anos depois, o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior se mostrou ainda mais afortunado. Alvo da Operação Carbono Oculto, ele apareceu 570 vezes como “ganhador” em comunicações de prêmios e apostas. Usou a sorte como pretexto para movimentar R$ 176,4 milhões.
Conhecido como o homem da mala de Daniel Vorcaro, Freixo Júnior também está envolvido na trama do ‘Dark Horse”. Figura como financiador do que seria o filme mais caro da história do cinema brasileiro. A se acreditar nas palavras de Flávio Bolsonaro, que não devem ser compradas pelo valor de face.
O candidato do PL acaba de ser pego na mentira mais uma vez. Em 1º de julho, num encontro com “mulheres conservadoras”, ele assegurou: “Nunca entrei em avião de Vorcaro”. A revista Piauí desmontou a cascata. Flávio embarcou com mulher e filhas no jato Legacy 650 prefixo PP-NLR. Era janeiro de 2025, e ele voltava de uma temporada na Flórida, refúgio preferido do clã.
Desde que o escândalo veio à tona, o senador empilha lorotas sobre suas relações com o dono do Master. Primeiro disse que nunca havia tido contato com Vorcaro. A PF descobriu que os dois se tratavam como “irmão” e “irmãozão”. Depois negou ter pedido dinheiro ao banqueiro. Havia encomendado a bagatela de R$ 134 milhões. Em seguida, disse que o filme não teria consumido verba pública. Omitiu o assalto a fundos de previdência e as emendas suspeitas do aliado Mario Frias.
Em mais uma ironia da história, Flávio voou no mesmo jatinho que transportou Alexandre de Moraes. Aliados do senador cobram, com razão, que o ministro seja investigado pela proximidade com Vorcaro. Não mostram o mesmo furor apuratório em relação ao presidenciável.
A julgar pelas pesquisas, metade do eleitorado também parece não se importar com as mentiras do filho de Bolsonaro. Ele ainda não apelou ao truque da loteria, mas já pode se considerar um sujeito de sorte.
O candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB) participou, ao lado do candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), de uma carreata pelas ruas de Arcoverde, na noite de ontem (25). A mobilização reuniu apoiadores, moradores e lideranças políticas e integrou a agenda de campanha de João pelo Sertão pernambucano. Também estiveram presentes o deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) e o candidato a deputado estadual Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB).
Durante a passagem pelo município, João Campos voltou a defender a proposta de zerar o IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas. Segundo dados divulgados pela campanha, aproximadamente 1,4 milhão de proprietários poderão ser beneficiados pela medida caso ela seja implementada.
João afirmou que a proposta busca reduzir despesas principalmente de trabalhadores que utilizam motocicletas diariamente como meio de transporte ou instrumento de trabalho. “Mais de um milhão de pernambucanos vão ter o IPVA zerado para motos de até 180 cilindradas. A maioria das pessoas utiliza a moto para trabalhar. Então, quando a gente tira imposto, sobra mais dinheiro, e quando sobra mais dinheiro, as famílias podem ter uma renda maior. Isso é fazer o que é justo e vai ajudar na renda das pessoas”, declarou João Campos.
Luciano Pacheco vinha intensificando suas atividades de campanha no município nos últimos dias com visitas e caminhadas nos bairros da cidade e celebrou a vinda de João Campos a Arcoverde “Estar na reta final da campanha com a presença de João Campos na nossa Arcoverde é uma alegria. Vamos juntos elegê-lo no próximo dia 04 de outubro”.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ontem (25) durante o anúncio da proibição da atuação de bets no Brasil, que o custo social causado por danos associados ao jogo online é de R$ 38,8 bilhões por ano.
“O custo social para o Brasil já é de R$ 38,8 bilhões anuais pelas apostas eletrônicas”, disse Padilha. O ministro detalhou que R$ 17 bilhões são por mortes adicionais por suicídio, R$ 10,4 bilhões por perda de qualidade de vida associada à depressão e R$ 3 bilhões por tratamento médico por depressão.
O ministro da Saúde classificou a proibição das bets como uma “medida corajosa”, mas disse que os efeitos na saúde não acabarão de imediato. Padilha informou que a mortalidade por suicídio aumenta 15 vezes em pessoas que possuem ludopatia, que é o vício em apostas. O ministro disse que isso ocorre devido à dificuldade financeira dos apostadores. Segundo ele, mais de 1,3 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão das bets proporcionada pelo governo, sendo um terço no período da Copa do Mundo, entre junho e julho.
“São mais de 1,3 milhão de brasileiros que já realizaram autoexclusão. Só durante a Copa do Mundo foi um terço desse número pela profusão de publicidade, mensagens e estímulo”, disse o ministro.
Padilha também afirmou que 160 mil pessoas acessaram o autoteste para depressão a partir do serviço digital do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro disse que o SUS foi buscado por essas pessoas e que o governo irá oferecer uma “porta de saída”. “Temos os dados de pessoas que mais apostaram para oferecer acolhimento”, declarou o ministro.
O ministro também disse que as mulheres são as que mais procuram os serviços médicos, mesmo não sendo o grupo que mais utiliza as apostas online. “São as que menos apostam, mas são as que mais procuram o nosso teleatendimento, consultas com psiquiatras, psicólogos, além dos serviços essenciais do SUS”, declarou.
Dois ônibus escolares identificados com estruturas do poder público foram registrados, neste sábado (26), transportando pessoas para a região do ato de campanha de Raquel Lyra (PSD), na Rua da Aurora, no Centro do Recife.
Um dos veículos tem as marcas do Governo de Pernambuco, da Secretaria de Educação e Esportes e do programa Juntos pela Educação. Já o outro está identificado como ônibus escolar a serviço da Prefeitura de Palmares, município da Mata Sul.
As imagens do veículo de Palmares mostram passageiros no interior, alguns usando camisas roxas. Já no Recife, o ônibus para em frente ao antigo prédio da Neoenergia, no bairro da Soledade, nas proximidades da mobilização eleitoral da governadora na Rua da Aurora.
O segundo registro envolve um ônibus escolar com identificação do Governo de Pernambuco. O veículo também aparece transportando pessoas para a área do Centro onde ocorre a “Onda 55”. O ato de Raquel Lyra estava oficialmente marcado para as 15h deste sábado (26), na Rua da Aurora.
A Lei das Eleições proíbe que agentes públicos cedam ou utilizem, em benefício de candidato, partido ou coligação, bens móveis pertencentes à administração pública. A norma também veda o emprego eleitoral de materiais ou serviços custeados pelos governos.
Cabe agora ao Governo de Pernambuco, à Prefeitura de Palmares e à campanha de Raquel Lyra explicar quem determinou o uso dos veículos, qual era a finalidade das viagens e quem arcou com os custos dos deslocamentos.
A obra de uma creche estadual no bairro do Cruzeiro, em Bezerros, no Agreste de Pernambuco, segue em estágio inicial. Imagens feitas no último fim de semana mostram o terreno cercado por tapumes, com áreas de terra exposta e sem avanços aparentes na construção. Segundo informações de moradores locais, as obras estão nessa fase desde março.
O registro ocorre dois dias após Raquel Lyra (PSD) criticar, em sabatina à Rádio Maranata, o modelo de creches adotado por João Campos (PSB) no Recife. Na ocasião, a governadora afirmou que pretende, se eleita, entregar 250 unidades em Pernambuco até o primeiro semestre de 2027, sendo 100 delas até o fim deste ano.
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de suspender as atividades das casas de apostas on-line, por meio de Medida Provisória assinada ontem (25), repercutiu entre os políticos pernambucanos que disputam os cargos majoritários no estado.
Em vídeo publicado no próprio dia da assinatura, a governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, elogiou a iniciativa do presidente da República. “Uma notícia boa para Pernambuco e para o Brasil: o presidente Lula acaba de assinar uma medida provisória acabando com as bets no Brasil. E é muito simbólico que ele faça isso no dia em que veio ao Recife, aqui em Pernambuco”, declarou.
A chefe do Executivo estadual aproveitou o momento para criticar o principal adversário na disputa, segundo as pesquisas, pelo governo do estado, João Campos (PSB). Raquel voltou a acusar o ex-prefeito do Recife de ter facilitado a atividade dessas empresas na capital pernambucana.
“Reduzindo os impostos de 5% para 2%, ele (Campos) transformou o Recife na capital das bets do Brasil. Todo mundo sabe que as apostas estão adoecendo a população, endividando nosso povo e fortalecendo o crime organizado. Eu estou firme na luta contra as bets”, completou.
Por outro lado, durante a visita do presidente Lula a Pernambuco, ontem, João Campos demonstrou alinhamento com a medida e segurou, ao lado do candidato à reeleição, um cartaz que pedia o fim das apostas on-line.
Também antes da assinatura da medida provisória, o candidato do PSB havia se manifestado favoravelmente à possibilidade de Lula proibir as atividades das bets no país. “Eu tenho uma posição absolutamente contrária a qualquer tipo de jogo de azar ou aposta, que podem, inclusive, gerar vícios. Repito: apoio que sejam tomadas medidas que acabem com essa atividade no Brasil”, disse Campos durante sabatina na Rádio Maranata, na quinta-feira (24).
Senado
O tema também foi abordado pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP), candidato ao Senado na chapa governista. Em material enviado à imprensa, o parlamentar relembrou o Projeto de Lei nº 5.317/2026, do qual é um dos autores, que institui a Política Pública do Jogo Responsável.
A proposta visa ampliar o controle sobre o setor, disciplinar a publicidade e prever ações de prevenção e tratamento do vício em jogos (ludopatia) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Trouxemos esse assunto ao debate porque percebemos que as bets deixaram de ser mero entretenimento e se tornaram um problema social que afeta milhares de famílias. Apresentamos uma proposta concreta no Congresso para aumentar a fiscalização, impor limites e proteger, sobretudo, nossas crianças e jovens. Reafirmo minha posição: se for preciso proibir as bets para proteger as famílias brasileiras, essa medida terá meu total apoio no Senado”, afirmou o deputado.
O candidato ao Senado na chapa da Frente Popular Humberto Costa (PT) classificou a medida provisória assinada ontem como “mais um acerto” de Lula. Em um vídeo publicado no Instagram neste sábado (26), o senador frisou que a atuação das casas de apostas vinha corroendo o poder de compra de parte da população e trazendo consequências psicológicas.
“Como presidente da frente parlamentar contra os jogos de azar, eu acompanho o drama de quem vê o dinheiro da feira, do aluguel e da conta de luz sumir na tela do celular. São famílias inteiras afundando e, junto com a dívida, vem a doença. Como médico, eu vejo o estrago que essas plataformas fazem na saúde mental das pessoas”, afirmou.