Do portal Panorama PE
No grande teatro administrativo chamado Pernambuco, o Hospital Regional Ruy de Barros Correia virou mais um capítulo da nossa tragicomédia pública. Não há quem não tenha uma história para contar. Falta estrutura, médico, ambulância, falta tudo! Menos paciência do povo, porque essa já acabou faz tempo. No mais recente capítulo, um homem de 56 anos fez uma denúncia de maus tratos sofridos no Ruy de Barros. O vigilante relatou ter sido amarrado pelos braços e pernas, tendo os membros feridos por essa ação.
A morte da pequena Jade meses atrás expôs o que todos já sabiam: o atendimento é uma roleta russa, e o governo, como sempre, prefere acreditar que tudo isso é apenas narrativa. A Secretaria Estadual de Saúde até posou para foto com a família. Mas explicação pública? Ah, não. Transparência? Só se for no vidro da sala de reunião. O povo que espere.
Leia maisNas ruas, o assunto é um só: gente sofrendo por falta de ambulância, transferência que não sai, atendimento que demora e a sensação de que estamos regredindo para a Idade Média sanitária. Mas não se preocupe porque o governo estadual garante que está tudo bem.
Restou a duas cidadãs, em busca de respostas, aproveitarem a ida do senador Humberto Costa à Rádio Itapuama para entregar a ele documentos que apontam denúncias de mau atendimento no Hospital Regional. A abordagem surpreendeu o parlamentar, que explicou não ter ingerência direta sobre a gestão da unidade, ressaltando que a responsabilidade é do governo Raquel Lyra. Ainda assim, a iniciativa das mulheres foi vista como um gesto legítimo de quem tenta ser ouvido e denunciar falhas que afetam a população.
No meio disso tudo, o povo segue morrendo na porta do hospital. As Policlínicas não conseguem dar conta da demanda. A impressão que fica é a de abandono. Mas não é abandono: é projeto. É política pública. No mais, Arcoverde segue esperando. E o governo segue fingindo que não ouviu.
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