O deputado federal André Janones (Avante-MG) provocou o também deputado Zé Trovão (PL-SC), na noite desta sexta-feira (28), após a Justiça decretar a prisão do parlamentar por Santa Catarina devido à falta de pagamento de pensão alimentícia.
Por meio do X (antigo Twitter), Janones postou uma foto de Trovão com três carreiras de uma substância branca que faz alusão à cocaína. Na mensagem, o deputado por Minas Gerais lembra uma confusão entre os dois. As informações são do Metrópoles
“O parlamentar, que tentou me agredir no julgamento do Conselho de Ética, e que nessa foto cheira uma carreira de pó, é considerado foragido pela Justiça”, disse Janones na rede social.
A confusão entre os dois ocorreu no último dia 5. Zé Trovão partiu para cima de Janones durante uma sessão no Conselho de Ética da Câmara, que livrou o deputado mineiro de cassação. Ele era acusado da prática de rachadinha.
Imagens registraram quando Zé Trovão deixou a sala e foi atrás de Janones no corredor. Ele acabou contido por aliados e policiais legislativos.
A Justiça decretou a prisão de Zé Trovão nesta sexta-feira pelo não pagamento de pensão alimentícia. A defesa do deputado, no entanto, afirma que houve um erro da Câmara no desconto, o que levou a uma diferença de valor. Ainda conforme o advogado de Trovão, Fabio Joel Covalon Daüm, o débito foi pago e uma petição protocolada informando a quitação.
Magno, hoje você abordou um assunto muito caro para os homens e as mulheres deste mundo, mesmo para os mais abjetos, que têm no pai sua maior referência, seja de amor ou temor. Que sorte a sua, meu amigo, seu pai foi uma cascata de luz e amor, que homem extraordinário.
Você me levou, em um feliz dia, a degustar um carneiro feito por ele com amor e humor. Percebi, na hora, naquele momento, que aquele homem não guardava uma mágoa na vida ou de quem quer que fosse. Ele ficou na primeira etapa do homem de Rousseau, que é a que diz que “o homem nasce bom e livre por natureza”, e dessa etapa ele não saiu, não arredou pé.
Acredito que quem tinha a Winchester na mão, na família, era a senhora sua mãe, Dona Margarida, o grande amor de seu Gastão. Esses generais de guerra, feito ela, são importantes demais para a defesa da família.
Outro momento de feliz lembrança em que estive com o seu pai Gastão Cerquinha foi no seu aniversário de noventa anos, na mítica Macondo, ops, Afogados da Ingazeira.
Fui com a minha amada mãe Maria Euza Góis de Siqueira (Mãe Euza) e minha mulher Mary Alencar Lopes, onde vivemos momentos de pura felicidade e alegrias intensas. Fizemos mesa com o notável empreendedor e poeta das mercadorias Eduardo Monteiro, com os irmãos desembargadores Alberto e Cláudio Virgínio, com o jurista Luiz Piauhylino, com Joezil Barros e João Alberto Martins Sobral, a prima querida Branca Góes e a queridíssima amiga Margareth Padilha, filha da lenda humana Josesito Moura do Amaral Padilha.
Tenho como lembranças mais fortes desse aniversário o fraternal abraço que recebemos de Seu Gastão — ele inverteu os ponteiros do relógio e do tempo, o nome homenageado era ele — o discurso que Eduardo Monteiro fez em nome dos visitantes, com voz firme e solene, honrando seu avô Agamenon Magalhães. Eduardo e o avô Agamenon foram muito aplaudidos.
Há um gesto jamais esquecido e pago que você e Seu Gastão tiveram com a minha amada Mãe Euza, apresentando ela àquelas pessoas presentes que eram somente névoa e lenda na sua memória. Ah, Seu Gastão, ah, Magno, como vos pago em dinheiro da terra?
Meu amado pai, Walfrido Lopes de Siqueira — ou Pai Walfrido —, “encantou-se” cedo, aos quarenta e nove anos, em terras alheias, de saudade do seu inesquecível Pajeú das Flores.
Meu amado pai e sua família foram vítimas do cangaço violento que assolava o sertão, ceifando vidas e esperanças, daí ele ter sabiamente arribado para o sertão do Araripe, nossa segunda pátria. Fomos cinco irmãos, Maria Helena, Marcos Magela, João Alberto, José Américo e Rildo Lopes (in memoriam) e não faltou nem carinho nem justiça desse notável homem para nós. Que pai gigantesco, meus amigos.
Para nós, Pai Walfrido comprou o Tesouro da Juventude, a Enciclopédia Prática Jackson, além de ter assinado durante muitos/poucos anos, até o seu encantamento, o maravilhoso O Cruzeiro, que me ensinou a gostar de misses bonitas, do Amigo da Onça, personagem do cartunista Péricles, e a temer a Guerra Fria no meu coração e mente de matutinho medieval.
Pai Walfrido não queria filho analfabeto, ladrão e sem caráter. O esforço para honrá-lo é gigantesco de todos nós. Até hoje. Fomos marcados por ele no ferro e no fogo, na melhor direção do vento norte, onde há “clarões na noite”, como ensinaram Lennon e McCartney, e viver significa compromisso com o Deus de Israel, com a família, com os amigos leais, com a hora.
“Nosso pai era um homem cumpridor, ordeiro, positivo, e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas”, disse João Guimarães Rosa no conto “A terceira margem do rio”.
Para mim, nosso pai era um semideus, sempre soube disso, aquele homem não era só um ser humano, que privilégio desses filhos. Benção, mamãe. Benção, papai. Meus queridos, meus amores para sempre.
Neste dia especial, presto sincera homenagem ao meu sogro Tutu, que me acolheu como filho em momento difícil e de afirmação de minha vida, além de me presentear com a sua inegociável filha Meirinha. Como esquecer?
Do seu amigo,
Zé da Coruja, do “Pajeú das Flor”, das fazendas Cachoeira Seca e Riacho do Mel, reduto sagrado dos Lopes, de quem sou sangue vivo.
Causou surpresa o fato do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes ter recebido para jantar na sua casa, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Com a palavra, o mestre José Paulo Cavalcanti, que opina sobre o inusitado encontro:
“Em países culturalmente maduros, ninguém acreditaria nisso. Que um ministro do mais alto tribunal ocupasse o papel de articulador político. Sabendo que pode julgar, no futuro, casos que envolvam esses atores. Do ponto de vista jurídico, algo inconcebível. Do ponto de vista político, inaceitável. Do ponto de vista ético, uma indecência.”
Um movimento de apoio à candidatura de Túlio Gadêlha (PSD) ao Senado vem ganhando espaço nas redes sociais entre prefeitos, ex-prefeitos e outras lideranças políticas de municípios aliados à governadora Raquel Lyra (PSD). Nas publicações, o deputado federal aparece de forma recorrente ao lado da governadora, em manifestações que reforçam a adesão das bases municipais ao projeto político de Raquel para as eleições de 2026.
As manifestações seguem um padrão semelhante. Lideranças municipais têm publicado fotos ao lado de Túlio ou mensagens declarando apoio ao candidato, geralmente associando seu nome ao de Raquel Lyra e, em alguns casos, também ao de Eduardo da Fonte (PP), que disputa uma das vagas ao Senado na chapa majoritária.
Entre as publicações, aparecem expressões como “Bora com Raquel e Túlio”, “estamos juntos”, “time formado” e “fechados”, além de referências ao trabalho realizado pelo governo estadual nos municípios. O conteúdo reforça a ideia de alinhamento político entre as administrações municipais e a chapa majoritária.
Em Moreilândia, por exemplo, a mensagem publicada nas redes afirma que o grupo está “fechado” com Raquel e Túlio e destaca a união em torno de um Pernambuco mais forte. Em Verdejante, a publicação ressalta a chegada de um “grande líder político” ao grupo, associando o apoio a Túlio ao da governadora e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em Afrânio, o ex-prefeito Rafael Cavalcanti afirmou que o município estaria ao lado da governadora e de Túlio em uma “grande corrente” para a eleição. Já em Camocim de São Félix, o prefeito Sostenes Rubano vinculou o apoio ao trabalho conjunto com Raquel e ao deputado estadual Joãozinho Tenório, além de declarar Túlio como “futuro senador”.
A movimentação não se restringe a prefeitos. Vereadores, deputados e ex-prefeitos também passaram a utilizar as redes para reforçar a composição.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viu seu patrimônio crescer de R$ 36 mil para R$ 3,8 milhões ao longo do primeiro mandato no Congresso Nacional, segundo dados da Justiça Eleitoral divulgados na sexta-feira (7). A maior parte do patrimônio do parlamentar corresponde a um imóvel financiado.
Corrigido pelo valor da inflação, o valor declarado na eleição de 2022 equivale a aproximadamente R$ 43,5 mil. Naquele ano, Nikolas Ferreira, que tinha sido eleito para vereador de Belo Horizonte em 2020 pelo PRTB, havia declarado apenas depósitos bancários, aplicações de renda fixa e caderneta de poupança. No primeiro pleito que disputou, ele não declarou bens.
Já neste ano, o parlamentar declarou R$ 2.231.664,61 em um imóvel financiado. O R$ 1,6 milhão restante está distribuído em aplicações, investimentos, ações e participações empresariais. As informações são do jornal O Globo.
Nem toda mãe que sorri depois do parto está emocionalmente bem. O nascimento de um filho é um momento de profundas transformações físicas, hormonais, emocionais e familiares. Embora seja frequentemente associado à felicidade, a maternidade também pode trazer insegurança, medo, exaustão e uma grande sobrecarga emocional.
Em algumas mulheres, essas mudanças podem evoluir para um quadro de depressão pós-parto, uma condição de saúde mental que merece atenção e tratamento.
A depressão pós-parto pode se manifestar de diferentes formas. Entre os sinais mais comuns estão:
tristeza persistente ou sensação de vazio;
ansiedade e preocupação excessiva;
irritabilidade ou mudanças importantes de humor;
cansaço intenso e falta de energia;
alterações do sono e do apetite;
dificuldade de concentração;
sentimentos de culpa, incapacidade ou inadequação;
perda de interesse ou prazer;
dificuldade de se sentir emocionalmente conectada ao bebê.
É importante diferenciar a depressão pós-parto das alterações emocionais transitórias que podem ocorrer nos primeiros dias após o nascimento. Quando os sintomas são intensos, persistentes ou começam a comprometer a rotina e a qualidade de vida, é fundamental buscar avaliação profissional.
Não é falta de amor
Um dos maiores obstáculos para procurar ajuda é a culpa. Muitas mulheres acreditam que deveriam estar felizes o tempo todo após o nascimento do filho. Quando isso não acontece, podem interpretar o sofrimento como sinal de que estão falhando como mães.
Mas depressão não é falta de amor. Uma mulher pode amar profundamente seu filho e, ao mesmo tempo, estar enfrentando um transtorno que afeta seu humor, seus pensamentos, seu sono, sua energia e sua capacidade de lidar com as demandas do dia a dia.
Existe tratamento
A depressão pós-parto é tratável. O acompanhamento deve ser individualizado e pode envolver psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e, quando indicado, tratamento medicamentoso.
A escolha da abordagem considera a intensidade dos sintomas, o histórico da paciente, suas necessidades e, quando aplicável, a amamentação. Quanto mais cedo o quadro for reconhecido, mais rapidamente a mulher pode receber o cuidado adequado e recuperar sua qualidade de vida.
Cuidar da mãe também é cuidar do bebê
A saúde emocional da mãe faz parte da saúde de toda a família. Por isso, familiares e parceiros têm um papel importante: oferecer apoio, dividir responsabilidades, favorecer momentos de descanso e, principalmente, evitar julgamentos.
Pedir ajuda não torna uma mulher menos forte. Pelo contrário: reconhecer seus limites e procurar cuidado é um ato de coragem e responsabilidade.
Se após o nascimento do bebê você percebeu que não está se sentindo como antes, não ignore esses sinais. A maternidade não precisa ser vivida em silêncio. Existe tratamento, existe cuidado e existe caminho para se sentir bem novamente.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
O tempo é um senhor professor. Vai nos moldando a cada página virada do calendário. Meu pai me ensinou que o tempo revoluciona a mente, o corpo e a alma. Foi o melhor amigo, conselheiro, mestre dos mestres. Era extremamente simples e nunca gostou de comemorar nada, nem sequer aniversário.
No dia dos pais, como hoje, os presentes eram recebidos a contragosto. Para ele, o melhor presente era afeto, carinho e a presença acalorada da filharada ao seu redor. Papai nunca botou uma gota de álcool na boca. Talvez isso explique tamanha indiferença quanto a festas.
Embora arredio aos festejos — nem de carnaval ou São João gostava — papai tinha um coração fora do lugar, que caminhava para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. “Caminhava, clandestino, no corpo do filho”, como escreveu Rubem Alves, cronista da vida, que toca profundamente meu sofrido coração de filho saudoso do pai que amou sem limites.
Não é fácil falar de pai, mas fui aprendendo com os olhos grudados na sabedoria e na sensibilidade dos grandes mestres do dom da escrita. Adélia Prado dizia que o pior inferno para um pai é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele.
Vinícius de Morais também foi cirúrgico. Escrevendo ao filho, assim se manifestou: “Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas que eram para ti”.
Há muitas canções louvando pais. João Nogueira termina a canção “Espelho” com o verso: “E o meu medo maior é o espelho se quebrar”, sobre a dor de, em algum momento, não ver mais o pai em seu reflexo. Em resposta, a música traz a frase: “Pois quando o espelho é bom ninguém jamais morreu”
Na canção “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo”, Roberto Carlos fala sobre memórias de um amigo e confidente. Nos versos finais, o artista diz: “Beijo suas mãos e digo/ Meu querido, meu velho, meu amigo”.
Neste Dia dos Pais, reitero que carrego no coração todos os dias o meu velho e saudoso Gastão Cerquinha. Papai morreu em 2022, mas até hoje sua voz ecoa nos meus pensamentos. A sua falta é imensa, o amor é eterno. O tempo passa, a saudade só cresce. Ainda sinto o calor do seu abraço em minhas memórias. As lições que ele deixou continuam me guiando. Guardo o seu sorriso comigo para sempre.
Em cada vitória minha, lembro dele. Ele se foi, mas o seu exemplo vive em mim. Descobri que vivo de saudades. Sinto falta de tanta coisa do meu pai, das brincadeiras, da escola, dos cheiros e sensações do tempo feliz em Afogados da Ingazeira.
Sinto falta até do que não fiz para deixá-lo feliz. Se sinto saudades, é porque ele foi muito bom. Saudade é amor que fica. Nas ocasiões de fracasso, o consolo vinha dele, que passava uma segurança que não se encontra em lugar nenhum do mundo.
A primeira coisa que ele me ensinou foi a humildade. Ter a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa miséria, da nossa transitoriedade. Hoje, não existe mais o mandamento que ele me ensinou: beijar a mão do Pai às 7 da manhã, antes do café e pedir a bênção e tornar a pedir na hora de dormir.
Pai, onde o senhor estiver, saiba que hoje sou quem sou porque tive o melhor exemplo dentro de casa. Foram muitas as lições que aprendi com você, seja nas palavras amigas, nos conselhos ou nas broncas. Mas quantas coisas você me ensinou sobre o amor sem dizer uma palavra.
Simplesmente estando ao meu lado e me apoiando. Você sempre foi e será um grande exemplo na minha vida: de determinação, superação, amor, força. Neste Dia dos Pais, reafirmo minha admiração que sinto por você e o orgulho enorme que tenho em te chamar de pai, meu herói e melhor amigo.
Por trás do jornalista de opiniões firmes, palavras fortes e olhar implacável, existe um Magno que nem sempre aparece nas manchetes. Um Magno que poucos conhecem como eu conheço.
Existe Magno, o pai.
O pai que ama, cuida, orienta, protege e acompanha. O pai que viu seus filhos crescerem, que esteve presente em cada fase da vida e que continua sendo para eles uma referência, um porto seguro e uma presença que faz diferença.
Mas existe também Magno, o padrasto. E foi aí que eu também pude conhecer uma das faces mais bonitas do homem que ele é. Porque ser padrasto é entender que o amor não precisa de laços de sangue para ser verdadeiro. É escolher estar presente, acolher, cuidar, aconselhar e amar. E ele fez essa escolha pelas minhas filhas, Maria Beatriz e Maria Heloisa, todos os dias.
E talvez, muito do pai que Magno se tornou, tenha nascido do pai que ele teve, Seu Gastão. Foi com ele que aprendeu, desde cedo, que ser pai vai muito além de um título. Aprendeu sobre responsabilidade, presença, firmeza, cuidado e, sobretudo, sobre o amor que se demonstra nos pequenos gestos e que permanece para toda a vida.
Talvez essa seja a reportagem mais bonita da sua vida. Uma história que não foi escrita em jornais, nem contada em microfones. Foi construída com gestos, presença, carinho, ensinamentos e amor. Uma história que não precisa de manchetes porque está gravada no coração daqueles que tiveram a sorte de caminhar ao seu lado.
Hoje, olhando essas fotografias, é impossível não perceber como o tempo passou. Os filhos cresceram, a vida mudou, os anos trouxeram novas histórias. Mas algumas coisas permanecem exatamente no mesmo lugar: o amor de um pai, o cuidado de quem ama e os ensinamentos que levamos para a vida inteira.
Feliz Dia dos Pais, Magno!
Que Deus lhe dê muita saúde e muitos anos de vida para continuar acompanhando os caminhos dos seus filhos e também das minhas meninas, que ganharam em você muito mais do que um padrasto: ganharam alguém que escolheu amá-las e estar presente.
E é isso que fica.
Por trás do jornalista implacável, existe um homem de coração enorme. Um pai amoroso. Um padrasto presente. Um companheiro de vida. E, acima de tudo, alguém que fez do amor pela família uma das suas maiores histórias.
VW Taos Highline: quando a tecnologia ajuda a tradição
Cinco anos depois de chegar ao Brasil, o Volkswagen Taos continua ocupando um espaço importante entre os SUVs médios. Em janeiro, recebeu a esperada reestilização de meia-vida e, desde então, acumula cerca de 8 mil emplacamentos. É um resultado respeitável para um segmento que vive uma transformação acelerada, impulsionada pela chegada de modelos híbridos e elétricos, principalmente das marcas chinesas. A atualização deu novo fôlego ao SUV fabricado no México, mas não foi suficiente para esconder que o projeto começa a dar sinais de envelhecimento diante de alguns concorrentes.
O Taos continua sendo um bom automóvel, porém deixou de ser referência em vários aspectos. Seu principal trunfo continua sendo exatamente o que muitos consumidores procuram: previsibilidade. A ampla rede de concessionárias da Volkswagen, o custo de manutenção conhecido, a boa disponibilidade de peças e um pós-venda consolidado pesam bastante na decisão de compra. Em um mercado onde muitas marcas ainda constroem sua reputação no Brasil, isso continua sendo um diferencial relevante.
O conjunto mecânico também inspira confiança. O conhecido motor 1.4 TSI turboflex de 150 cv e 25,5 kgfm de torque permanece eficiente e ganhou um aliado importante: a nova transmissão automática de oito marchas. A substituição do antigo câmbio de seis velocidades tornou o carro mais silencioso nas rodovias, melhorou as retomadas e contribuiu para reduzir o consumo em viagens.
Aceleração – Na prática, o desempenho agrada. O Taos acelera de 0 a 100 km/h em cerca de nove segundos e alcança velocidade máxima próxima dos 197 km/h. Não impressiona, mas entrega exatamente o que se espera de um SUV familiar. As respostas são lineares, a direção é precisa e a suspensão encontra um bom equilíbrio entre conforto e estabilidade. Entretanto, a calibração eletrônica do acelerador continua sendo um ponto discutível.
Nos modos Eco e Normal existe um pequeno atraso nas respostas, perceptível principalmente nas arrancadas e retomadas rápidas. Apenas o modo Sport elimina praticamente essa sensação, mas, em compensação, mantém o motor em rotações mais elevadas, aumentando o consumo.
Outro aspecto que evidencia a idade do projeto é a ausência de qualquer forma de eletrificação. Enquanto boa parte dos concorrentes já oferece sistemas híbridos leves, híbridos convencionais ou híbridos plug-in, o Taos permanece exclusivamente dependente do motor a combustão. Para muitos consumidores isso não chega a ser um problema, mas, diante da rápida evolução do segmento, torna-se uma limitação cada vez mais evidente.
Números honestos – O consumo é adequado, sem ser destaque. Segundo a Volkswagen, as médias variam entre 10 e 11,3 km/l na cidade e de 12 a 13,3 km/l na estrada com gasolina. São números honestos, mas alguns rivais eletrificados já conseguem resultados significativamente melhores, especialmente no uso urbano. Visualmente, a reestilização foi feliz. A dianteira ficou mais moderna, a iluminação em LED ganhou personalidade e o acabamento preto brilhante no teto reforça o aspecto sofisticado da versão Highline.
O desenho continua elegante, embora já não provoque o impacto que causava quando chegou ao mercado. No interior, a Volkswagen evoluiu na tecnologia embarcada, mas poderia ter ido além. A central multimídia VW Play Connect funciona bem, o painel digital é moderno e a conectividade sem fio é bem-vinda. Ainda assim, alguns revestimentos em plástico rígido destoam de um veículo que custa cerca de R$ 225 mil. Nessa faixa de preço, espera-se um acabamento mais refinado.
O banco do motorista, agora com regulagens elétricas completas, melhora significativamente a ergonomia. Porém, chama atenção o fato de o passageiro continuar sem regulagens elétricas, economia difícil de justificar em uma versão topo de linha. O espaço interno continua sendo uma das maiores virtudes do Taos. Os 2,68 metros de entre-eixos garantem conforto para quatro adultos, enquanto o porta-malas de 498 litros permanece entre os melhores da categoria. É um SUV pensado para a família e continua cumprindo muito bem esse papel.
E mais – Na segurança, o pacote é abrangente. Frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, assistente de permanência em faixa, sensores de estacionamento e monitor de fadiga colocam o modelo em bom nível tecnológico. Ainda assim, vários desses equipamentos deixaram de ser diferenciais exclusivos e passaram a ser praticamente obrigatórios nesse segmento. Talvez a maior dificuldade do Taos hoje não seja o próprio carro, mas o mercado ao seu redor.
Há cinco anos ele representava uma das referências entre os SUVs médios. Hoje enfrenta concorrentes que oferecem motores mais potentes, sistemas híbridos, maior eficiência energética e, em alguns casos, uma relação custo-benefício mais atraente. Isso não significa que o Taos tenha perdido relevância. Ao contrário. Continua sendo um SUV confortável, seguro, agradável de dirigir e respaldado por uma marca tradicional.
O problema é que a concorrência evoluiu mais rapidamente do que ele. Para quem busca confiabilidade, boa dirigibilidade e uma ampla rede de assistência técnica, o Taos Highline continua sendo uma escolha bastante racional. Mas quem procura inovação, eficiência energética e maior sensação de modernidade provavelmente encontrará opções mais interessantes no mercado atual. A atualização de 2026 prolonga a competitividade do modelo, mas também deixa claro que uma nova geração será necessária em um futuro próximo para que a Volkswagen volte a disputar a liderança tecnológica do segmento. Walberto Maciel, especial para a Coluna
Sono ao volante causa até 20% dos acidentes de trânsito – O sono ao volante está entre os principais fatores de risco nas rodovias brasileiras. Estudo publicado no Brazilian Journal of Medical and Biological Research indica que a sonolência pode estar relacionada a até um em cada cinco acidentes de trânsito no país. O levantamento utilizou dados consolidados de circulação nas rodovias brasileiras entre 2015 e 2017 para analisar a relação entre os horários de deslocamento, a sonolência e o risco de ocorrências. Os resultados também mostram que a probabilidade de acidentes entre 2h e 4h da manhã pode ser até 3,5 vezes maior do que no período diurno, reforçando o impacto da fadiga sobre funções essenciais para a direção, como a percepção, a tomada de decisão e o tempo de resposta. Um dos fenômenos associados a esse cenário é a hipnose rodoviária. Diferentemente do sono propriamente dito, ela ocorre quando o motorista permanece acordado, mas passa a processar menos estímulos do ambiente em razão da monotonia da viagem.
Embora continue conduzindo o veículo, o cérebro entra em uma espécie de piloto automático, tornando mais lenta a reação diante de situações inesperadas. Para profissionais que percorrem milhares de quilômetros por mês, como os transportadores de veículos, compreender os efeitos da fadiga é indispensável para reduzir riscos nas estradas. Diante desse cenário, o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), entidade patronal que representa mais de 5 mil trabalhadores especializados no transporte de veículos 0km em todo o país, alerta que a prevenção começa antes mesmo da partida. A entidade defende que o planejamento da viagem receba a mesma atenção dedicada à revisão do veículo, incluindo um período adequado de sono, pausas programadas e respeito aos limites do organismo ao longo do percurso.
Monotonia – Para o presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva (Boizinho), um dos maiores desafios é que a perda gradual da atenção ocorre de forma silenciosa e, muitas vezes, passa despercebida. “O maior perigo é quando o motorista acredita que está no controle, mas o organismo já começou a funcionar no piloto automático. Muitas vezes, ele continua dirigindo sem perceber que sua atenção, concentração e tempo de reação já não são os mesmos. Respeitar os limites do corpo é uma atitude de responsabilidade que pode evitar acidentes e salvar vidas.”
A monotonia de longos trajetos, noites mal dormidas, jornadas prolongadas, viagens realizadas durante a madrugada e a ausência de pausas favorecem esse quadro. Bocejos frequentes, dificuldade para manter o foco, piscadas prolongadas e lapsos de memória sobre os últimos quilômetros percorridos estão entre os principais sinais de que o organismo precisa de recuperação.
Para Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, o descanso deve ser tratado como parte da estratégia de segurança viária e da rotina profissional de quem passa horas ao volante. “O período de descanso previsto em lei só cumpre seu papel quando realmente é aproveitado com qualidade. Não basta interromper a jornada. É preciso ter um sono reparador, capaz de recuperar a atenção, os reflexos e as condições necessárias para dirigir com segurança.”
Atenção e reflexos – Segundo Galdino, o bom desempenho ao volante depende menos do tempo de direção e mais da manutenção da atenção, dos reflexos e das condições físicas e mentais ao longo de toda a viagem. “É preciso ter consciência de que dirigir muitas horas de forma ininterrupta não significa produzir mais. O desgaste físico e mental reduz a capacidade de reação e aumenta o risco de acidentes. O sono de qualidade faz parte do bom desempenho profissional e deve ser tratado como um componente essencial da prevenção de acidentes.”
Em um país marcado por longas distâncias e intenso transporte rodoviário, tratar o descanso como parte da segurança viária é tão importante quanto manter o veículo em boas condições. Para o Sinaceg, preservar o estado de alerta durante toda a viagem, respeitar os períodos de recuperação e interromper a condução diante dos primeiros sinais de sonolência são medidas capazes de reduzir acidentes, proteger vidas e tornar as rodovias mais seguras.
Frota de eletrificados nas locadoras mais que dobrou – A frota de veículos eletrificados segue ganhando força no Brasil, reforçando o avanço das locadoras em uma das frentes mais estratégicas da renovação de frota no país. As mais recentes estatísticas do Anuário Brasileiro do Setor de Locação de Veículos 2026 mostram que as empresas do setor emplacaram 20.475 automóveis e comerciais leves eletrificados no último ano, um crescimento de 160% em relação à frota registrada ao final de 2024. Com isso, as locadoras responderam por 8,3% de todos os emplacamentos de carros eletrificados no Brasil em 2025, encerrando o ano passado com 33.562 automóveis e comerciais leves eletrificados em operação.
“O crescimento das compras de carros eletrificados mostra que as empresas de aluguel de veículos também estão se adaptando cada vez mais às transformações da indústria automotiva”, avalia o vice-presidente da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), Paulo Miguel Júnior. “As locadoras têm papel fundamental nesse processo, na medida que têm volume de compras para acelerar a renovação da frota circulante e assim ampliar o acesso das pessoas às tecnologias que estão em fase de expansão no mercado brasileiro”, acrescenta.
Híbridos lideram – Os híbridos concentram a maior parte dos emplacamentos de eletrificados entre as locadoras. No último ano, somaram 16.859 unidades compradas pelas empresas do setor e responderam por 82,3% das aquisições do segmento, enquanto os híbridos plug-in representaram 3.452 unidades (16,9%). Já os 100% elétricos a bateria ficaram em 164 unidades, com participação de 0,8% do total de compras do setor. Na frota total de automóveis e comerciais leves eletrificados, os híbridos também predominam.
Ao fim de 2025, havia 23.914 veículos HEV nas locadoras, equivalentes a 71,3% da frota eletrificada do segmento. Os plug-in somaram 9.190 unidades (27,4%), enquanto os 100% elétricos chegaram a 458 unidades (1,4%). Outro dado que reforça a consolidação desse movimento é a idade média da frota eletrificada de automóveis e comerciais leves das locadoras, que caiu para 10,9 meses em 2025, ante 17,5 meses em 2024 e 18,3 meses em 2023. O indicador mostra um ritmo acelerado de renovação, em linha com a incorporação mais recente desses modelos ao mercado de locação.
Venda de 0km em alta – O mercado automotivo brasileiro inicia o segundo semestre de 2026 com viés de alta e superando as expectativas iniciais, em análise produzida pela Anef. Apesar de um cenário macroeconômico desafiador — marcado por juros e inadimplência elevados, além de pressões inflacionárias decorrentes de conflitos geopolíticos —, a forte demanda corporativa forçou as entidades do setor a revisarem suas projeções de crescimento para cima. O emplacamento de veículos 0km registrou uma expressiva alta de 16% no acumulado do ano. O avanço dos modelos novos gerou um efeito cascata positivo no mercado de seminovos, que acumula crescimento de 9%. O grande destaque deste segmento fica por conta dos veículos jovens, com zero a três anos de uso, cujas vendas dispararam 18%. No ranking de emplacamentos, os modelos tradicionais continuam isolados na liderança do mercado nacional:
Mercado de 0km: a Fiat Strada consolidou ainda mais sua posição de liderança absoluta, ultrapassando a marca histórica de 14 mil unidades comercializadas.
Mercado de Seminovos: o VW Gol mantém-se imbatível no topo do ranking, registrando aproximadamente 64 mil vendas. A segunda posição apresenta um empate técnico acirrado entre o Chevrolet Onix e a Fiat Strada, ambos com 39 mil unidades negociadas.
Perspectivas – Para os próximos meses, o setor projeta um cenário de sustentação do consumo, impulsionado pelas recentes atualizações nas políticas públicas de incentivo. O mercado acompanha agora os primeiros impactos da expansão do programa Move Brasil, que passou a incluir motoristas autônomos e motociclistas. A expectativa é que essa ampliação atue como um novo motor de estímulo para o comércio de veículos no país ao longo de todo os próximos meses.
Novo ES em pré-venda por R$ 400 mil – A Lexus acaba de confirmar o lançamento do novo ES, modelo que chega à sua oitava geração como o sedã mais vendido da história da marca. Ele já está disponível em pré-venda na versão ES 350h, com motorização híbrida full, por R$ 400 mil. O novo Lexus ES também será o primeiro veículo da marca oferecido no país também em configuração 100% elétrica, com o inédito ES 500e, que chegará ao mercado até o fim de 2026.
O novo Lexus ES combina o reconhecido legado da marca em silêncio a bordo, conforto e refinamento com a filosofia de condução Lexus Driving Signature — que privilegia respostas precisas, estabilidade e uma conexão mais intuitiva entre veículo e motorista. O modelo tem conjunto de motorização formado pelo motor 2.5 e por um eAxle compacto e leve. A nova bateria de íons de lítio, posicionada sob o banco traseiro, otimiza o aproveitamento do espaço interno e do porta-malas, sem comprometer o conforto dos ocupantes.
Já a suspensão do novo Lexus ES 350h foi desenvolvida para elevar os padrões de conforto e dirigibilidade da marca. Na dianteira, o sistema MacPherson incorpora mangas de eixo em alumínio forjado de alta rigidez e amortecedores com tecnologia Swing Valve, projetados para filtrar com mais eficiência as imperfeições do piso e proporcionar uma rodagem ainda mais suave e silenciosa. Na traseira, a suspensão multilink recebeu reforços estruturais que ampliam a estabilidade e a precisão dinâmica em diferentes condições de uso. Para elevar o espaço interno sem abrir mão da elegância, o novo ES 350h cresceu em todas as dimensões. O modelo mede 5,14 metros de comprimento, 1,92 metro de largura e 1,56 metro de altura, além de contar com 2,95 metros de entre-eixos.
Safety Sense – No quesito segurança passiva, o novo ES tem dez airbags: dois dianteiros, dois para os joelhos do motorista e passageiro dianteiros, dois laterais para motorista e passageiro dianteiro, além de quatro de cortina. E o modelo também oferece o sistema Lexus Safety System 4.0 (LSS 4.0), atualizado com diversas melhorias:
Sistema de pré-colisão: alerta e aplica frenagem pré-colisão em caso de risco de impacto.
Controle de cruzeiro adaptativo com radar dinâmico: mantém a distância pré-definida em relação ao veículo à frente de forma automática.
Alerta de saída de faixa: alerta sobre saídas involuntárias de faixa e realiza correções na direção.
Assistente de centralização em faixa : mantém o veículo centralizado na faixa de rodagem.
Reconhecimento de sinais de trânsito: identifica placas de trânsito via câmera frontal e exibe no painel.
Assistente de farol alto: alterna e ajusta os feixes de iluminação conforme o tráfego.
Monitor do condutor: monitora a atenção do motorista no volante.
VW vende 100 mil carros no varejo – A Volkswagen do Brasil acaba de superar 100 mil unidades comercializadas no varejo em 2026 e segue como líder absoluta de vendas neste ano no canal. O varejo representa as vendas destinadas às pessoas físicas e por isso é considerado um dos principais indicadores da força de uma marca. A VW é destaque nos rankings dos modelos mais vendidos do mercado nacional, considerando todos os segmentos. No canal varejo, que representa as vendas a pessoas físicas, a Volkswagen é a única marca com 4 modelos no Top 10 de vendas: Tera, Nivus, Polo e T‑Cross. Ao considerar o mercado total, que soma as vendas varejo e corporativas, a Volkswagen do Brasil já conta com 251.577 unidades emplacadas neste ano, com participação de 16,5%. O Brasil é o país com o maior market share da marca Volkswagen em todo o mundo atualmente.
BMW atinge a marca de 150 mil motos – A BMW Motorrad acaba de atingir um marco histórico que reforça a relevância do Brasil na estratégia global da marca. A Planta Manaus, única fábrica dedicada exclusivamente à produção de motocicletas fora da Alemanha, celebrou a produção da moto de número 150 mil no país. A motocicleta que simboliza este marco histórico é uma BMW R 1300 GS Adventure Triple Black. Desde a sua inauguração, a Planta Manaus recebe investimentos contínuos em tecnologia, sustentabilidade e capacitação de pessoas. Atualmente, é responsável pela produção de 13 modelos que abastecem o mercado nacional com os mesmos padrões de qualidade globais exigidos pela matriz alemã. A BMW R 1300 GS Adventure redefine a engenharia de ponta ao combinar o motor boxer mais potente já produzido em série pela marca — com impressionantes 145 cv de potência e 15,19 kgfm de torque.
Yadea anuncia a nova GS70 Pro no Brasil – A Yadea, líder mundial em veículos elétricos de duas rodas, lançará a GS70 Pro no Brasil. Paralelamente, divulgará sua estratégia de expansão da rede de concessionárias e de pós-venda. Todos os detalhes do produto serão revelados durante o festival, realizado entre os dias 13 e 16 de agosto, em São Paulo, durante o Festival Interlagos 2026 — que é reconhecido como um dos principais eventos do setor de duas rodas da América Latina. Toda a linha de veículos elétricos de duas rodas da marca disponível no Brasil estará à mostra. Alguns modelos também estarão disponíveis para test rides.
Geely será ‘brasileira’ ainda neste trimestre – A chinesa Geely registrou 18,1 mil licenciamentos no primeiro trimestre deste ano, garantindo 1,7% do mercado de automóveis de passeio e a 13ª posição no ranking das mais vendidas. A fabricante lançou três modelos aqui: os elétricos EX5 e EX2 e, neste ano, o híbrido plug-in EX5 EM-i. E a marca confirmou que os dois últimos serão produzidos na fábrica de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, nas instalações da Renault. Ao chegar, a Gelly focou em pontos de exposição (22) instalados em shopping centers e rapidamente evoluiu para uma rede própria de concessionárias. Em cinco meses, foram abertas 23 nas principais cidades brasileiras. Agora são 43 unidades e os planos da empresa visam cobertura de 90% do território nacional até o fim deste ano. A marca agora é dona de 26,4% de participação na Renault do Brasil.
Elétrico ou híbrido: qual o melhor para o seu dia a dia? – O avanço das tecnologias e a chegada de novas marcas têm acelerado a venda de veículos eletrificados no Brasil. Em 2025, o país registrou 223.912 emplacamentos de veículos leves eletrificados, um crescimento de 26% em relação a 2024, quando foram vendidas 177.358 unidades, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). A tendência de expansão segue forte em 2026: apenas em março, foram 35.356 veículos eletrificados emplacados, o maior volume mensal da série histórica da entidade, fazendo com que esses modelos representassem 14% das vendas de veículos leves no mês e reforçando a consolidação da eletromobilidade no mercado brasileiro. Apesar da popularidade crescente, muitos consumidores ainda têm dúvidas sobre qual opção escolher: um carro 100% elétrico ou um híbrido. A resposta depende do estilo de vida, do padrão de uso do veículo e até da infraestrutura disponível para recarga.
Decisão consciente – Os carros elétricos (BEV) são movidos exclusivamente por baterias recarregáveis e não utilizam motor a combustão. Já os híbridos combinam um motor elétrico com um motor a combustão, que pode funcionar de forma alternada ou conjunta. Segundo Alan Ladeia, especialista no setor automotivo e CEO da Carflix, entender o funcionamento de cada tecnologia é fundamental para tomar uma decisão mais consciente. “A escolha entre elétrico e híbrido não é apenas tecnológica, mas comportamental. O consumidor precisa analisar sua rotina, distância média percorrida e acesso a pontos de recarga para entender qual modelo realmente faz sentido no dia a dia”, afirma o especialista.
Vantagens – Entre os principais atrativos dos veículos totalmente elétricos estão a economia e a sustentabilidade. As vantagens dele são: zero emissão de poluentes durante o uso, custo menor por quilômetro rodado, manutenção reduzida, com menos peças mecânicas e condução mais silenciosa e tecnológica. Já as desvantagens estão na dependência de infraestrutura de recarga, tempo de abastecimento maior que o de um carro a combustão e preço inicial ainda mais elevado em muitos modelos. Para Alan Ladeia, o perfil ideal do motorista de carro elétrico costuma ser urbano. “O elétrico combina muito com quem roda majoritariamente dentro da cidade e tem acesso fácil a pontos de recarga, seja em casa, no trabalho ou em condomínios.”
Ponte – Já os híbridos surgem como uma espécie de “ponte” entre os carros tradicionais e os totalmente elétricos. E em suas vantagens se encontram maior autonomia, combinando motor elétrico e combustão, não depender exclusivamente de pontos de recarga, consumo de combustível mais eficiente e transição mais suave para quem está migrando da gasolina ou etanol. Já as desvantagens é que esse modelo ainda emite poluentes, tem a manutenção potencialmente mais complexa por ter dois sistemas e economia menor em comparação aos elétricos puros. De acordo com Ladeia, esse tipo de veículo tende a agradar quem ainda não quer depender totalmente da infraestrutura elétrica. “O híbrido costuma ser a escolha de quem faz viagens frequentes ou ainda não tem acesso fácil a carregadores. Ele oferece eficiência energética sem mudar drasticamente a rotina do motorista.”
Estilo de vida – Na prática, a escolha entre um carro elétrico e um híbrido está diretamente ligada ao estilo de vida do motorista. Os modelos 100% elétricos tendem a ser mais indicados para quem circula majoritariamente em áreas urbanas, possui acesso fácil a pontos de recarga, seja em casa ou no trabalho, e busca menor custo de manutenção aliado a uma proposta mais sustentável e tecnológica. Já os veículos híbridos atendem melhor quem realiza viagens com mais frequência, ainda não conta com uma infraestrutura de carregamento consolidada e deseja reduzir o consumo de combustível sem abrir mão da autonomia.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Familiares e apoiadores da servidora pública Camila Miranda Wanderley Nogueira de Menezes, de 38 anos, realizam, no dia 27 de agosto, um protesto em frente ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no Espinheiro, Zona Norte de Recife. O ato, intitulado “Justiça por Camila”, está marcado para 9h.
Camila ficou em estado vegetativo após uma cirurgia para correção de hérnia e retirada de pedra na vesícula, realizada em agosto do ano passado, no Hospital Esperança, na Ilha do Leite. De acordo com a defesa dos familiares, Camila estava saudável e deu entrada na unidade para um procedimento considerado de baixo risco em agosto do ano passado. Durante a operação, no entanto, ela apresentou apneia, que é a interrupção temporária e involuntária da respiração.
A família acusa a equipe médica de suposta negligência e apresentou uma representação ao Cremepe. O conselho informou que o caso tramita sob sigilo. O Hospital Esperança afirmou que Camila teve uma complicação cirúrgica e que recebeu o suporte necessário. A família pretende levar o caso à Justiça na esfera criminal.
Um dia após o conservador Abelardo de la Espriella tomar posse como presidente da Colômbia, um ataque com explosivos foi registrado no sudoeste do país, no primeiro incidente deste tipo ocorrido durante seu governo. A informação foi divulgada pelo exército colombiano neste sábado (8).
De La Espriella tomou posse no sudeste do país, ontem (7), na cidade de Cali. Na cerimônia, ele delineou sua política de segurança e advertiu os grupos ilegais que “têm dois caminhos: submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força pública”.
A explosão ocorreu no pedágio de Mandiva, localizado na rodovia Panamericana, a principal via do sudoeste do país. O exército detalhou que dois vigilantes que cuidavam da infraestrutura sofreram ferimentos leves. O relatório acrescentou que, segundo um dos vigilantes, tratou-se da detonação de um veículo que foi abandonado por uma pessoa que depois fugiu em uma motocicleta.
De acordo com informações preliminares do exército, o ataque teria sido perpetrado pelas facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez das dissidências da extinta guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que não aderiu ao acordo de paz assinado há uma década com o Estado. Enquanto isso, militares protegem a área onde, junto com cães treinados, percorrem a região para descartar a presença de outros artefatos explosivos, indicou o exército em sua conta no X.
A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, condenou o “atentado terrorista” e assegurou no X que “a Colômbia não vai se ajoelhar diante da violência nem permitir que destruam as obras que conectam nossas regiões”. Acrescentou que estão trabalhando para restabelecer a mobilidade na área.
O Jornal Terra da Gente, de Surubim, completa 30 anos na próxima segunda (10). Para marcar a data, a presidente da publicação, Maluma Marques, escreveu um texto sobre a trajetória do veículo, que acompanha há três décadas acontecimentos de Surubim, do Agreste e de Pernambuco. Confira:
“30 anos de jornal Terra da Gente
No dia 10 de agosto, o Jornal Terra da Gente completa 30 anos de uma caminhada construída com trabalho, dedicação e, acima de tudo, compromisso com a nossa gente.
São três décadas acompanhando de perto a transformação de Surubim, do Agreste e de Pernambuco. Trinta anos registrando acontecimentos, contando histórias, valorizando pessoas, empresas, cultura, tradição e tudo aquilo que faz parte da identidade do nosso povo.
Cada edição publicada representa um pedaço da nossa memória. São milhares de páginas que guardam momentos, personagens, conquistas, desafios e acontecimentos que ajudaram a construir a história do Terra da Gente. Chegar aos 30 anos é olhar para trás com orgulho, mas também para frente com a certeza de que ainda temos muitas histórias para contar.
E essa história não seria possível sem cada leitor que nos acompanha, cada anunciante que acredita no nosso trabalho, cada parceiro, colaborador e personagem que confiou ao Terra da Gente o privilégio de registrar sua trajetória. A todos que fizeram e fazem parte desses 30 anos, o nosso mais sincero agradecimento.
30 anos de história. 30 anos de compromisso. 30 anos ao lado da nossa gente.
Com carinho e gratidão,
Maluma Marques – Presidente do Jornal Terra da Gente.
O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) condenou, ontem (7), o deputado Ricardo Salles (Novo) por propaganda eleitoral antecipada e pelo impulsionamento ilícito de conteúdo negativo contra o deputado André do Prado (PL). Ambos devem disputar o Senado Federal por São Paulo.
A decisão foi tomada após Salles publicar e impulsionar no Instagram um vídeo em que se apresenta como pré-candidato ao Senado e afirma que André “nunca foi, não é e nunca será um candidato de direita”. A Justiça Eleitoral aplicou duas multas de R$ 5 mil, totalizando R$ 10 mil. A decisão ainda pode ser objeto de recurso. As informações são da CNN Brasil.
Segundo a medida, a autopromoção de Salles no vídeo ocorria apenas por contraste, a partir da desqualificação do adversário, e o núcleo da mensagem era predominantemente negativo.
“A peça audiovisual não se restringe à exposição verbal de divergências ideológicas ou à crítica da trajetória político-partidária de André Luís do Prado. O vídeo intercala trechos de entrevista com imagens fabricadas ou digitalmente manipuladas, nas quais o atingido é artificialmente associado a outros agentes políticos, retratado em situações inexistentes de proximidade e apresentado, em determinado quadro, como marionete controlada por dirigente partidário”, escreveu a juíza Claudia Fonseca Fanucchi.
Outro ponto destacado pela magistrada foi o impulsionamento pago. A legislação eleitoral permite publicidade paga na internet para promover candidatos ou partidos, mas não para ampliar artificialmente ataques contra adversários. A juíza ressaltou que a liberdade de crítica política não autoriza o financiamento da distribuição direcionada de propaganda eleitoral negativa.
“A utilização de impulsionamento oneroso para amplificar a crítica dirigida a André Luís do Prado configura, assim, meio proscrito no período oficial de campanha, circunstância suficiente para caracterizar propaganda eleitoral antecipada irregular, independentemente da existência de pedido literal de não voto e da veracidade dos fatos históricos empregados na construção da mensagem.”
A decisão também considerou irregular o uso de imagens produzidas ou manipuladas digitalmente sem a advertência exigida pelas regras eleitorais. Para a magistrada, as imagens não tinham caráter meramente humorístico ou ornamental, mas integravam a estratégia de desqualificação de André.
Salles informou no processo que retirou o conteúdo e interrompeu o impulsionamento em 17 de julho. O TRE-SP, no entanto, manteve a proibição de restabelecimento da mesma publicação ou de versão substancialmente idêntica nas condições consideradas ilegais.