Anistia como farsa

Por Dora Kramer
Da Folha de São Paulo

A anistia aos golpistas de variadas espécies é o tipo do assunto a respeito do qual é mais fácil falar do que realizar. Ainda assim, seus adeptos já foram além do aceitável: conseguiram pôr o tema em pauta e paralisar o Congresso em torno dele.

Brutalizados em 8 de janeiro de 2023, os três Poderes da República são agora instados a lidar com uma proposta de perdão dos crimes aos que propugnaram pelo fim do Estado de Direito em vigor no país há parcas quatro décadas.

Fala-se na produção de um acordo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para se chegar a meios-termos entre condenações e impunidade.

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Por Zé Américo Silva*

Existe um padrão histórico no Brasil: toda vez que trabalhadores conquistam algum direito, setores da elite econômica entram em desespero. Foi assim na abolição da escravidão. Foi assim na criação das leis trabalhistas, da carteira de trabalho, do salário mínimo e das férias. E está sendo exatamente assim agora no debate sobre o fim da escala 6×1.

Os argumentos mudam de roupa, mas o conteúdo é sempre o mesmo. Dizem que o país vai quebrar, que haverá desemprego, inflação e colapso econômico. Ontem eram os barões do café afirmando que o Brasil não sobreviveria sem trabalho escravo. Décadas depois, empresários acusavam Getúlio Vargas de destruir a economia ao criar direitos trabalhistas. Agora, representantes das federações empresariais aparecem na televisão anunciando o caos porque trabalhadores querem apenas mais tempo para viver. O curioso é que nenhuma dessas previsões catastróficas se confirmou.

Ao discursar, há pouco, em Triunfo, num congresso de vereadores sem praticamente representantes da categoria, mas uma claque de servidores comissionados mobilizados por prefeitos aliados, a governadora Raquel Lyra (PSD) passou recibo aos opositores. Em resposta as denúncias da oposição, de que seu governo é uma grande maquiagem, especialmente na saúde, onde tetos de hospitais reformados desabam, afirmou que a única maquiagem que faz é no seu rosto. “Não sou adepta de maquiagem. A única maquiagem que aceito é da minha maquiadora no meu rosto”, afirmou.

Raquel repetiu a mania de discursar em cima de bancos, como tem feito em suas últimas agendas, ao subir em uma cadeira na tribuna de honra. Em seguida, acusou a oposição de pregar mentiras, afirmando que, “enquanto eles plantam mentira a gente pisa no acelerador”. “O Hospital da Restauração não via uma reforma há 70 anos, porque os que governaram antes da gente nunca tiveram compromisso com a saúde”, completou.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

Uma das vozes mais atuantes na defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 no campo progressista, a pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes, destacou a importância social e histórica da aprovação da PEC, pela Câmara dos Deputados, como um marco, sobretudo para a vida das mulheres brasileiras, que são as principais afetadas pelo excesso das jornadas de trabalho, dentro e fora de casa.

Para Marília, a aprovação também representa uma importante vitória do governo do presidente Lula e das forças progressistas diante da resistência da extrema direita e de setores que historicamente se opõem à ampliação dos direitos sociais.

Petrolina - São João 2026

A governadora Raquel Lyra (PSD) continua enganando pelo menos dois dos quatro pré-candidatos ao Senado, faltando quatro meses para as eleições. Em Triunfo, onde veio para um congresso de vereadores, ela chegou com seus “quatro senadores”. A pergunta de um milhão de dólares: quem vai dançar entre Túlio Gadelha, Dudu da Fonte, Miguel Coelho e Fernando Dueire?

Ipojuca - Na palma da sua mão
Caruaru - São João na Roça

A luta da adolescente Laura Vitória, de 15 anos, por atendimento domiciliar tem mobilizado familiares e sensibilizado pessoas nas redes sociais. Segundo relatos da mãe da jovem, Laura levava uma vida ativa antes de uma cirurgia de descompressão medular, realizada em janeiro de 2025, no Hospital Ilha do Leite, da rede Hapvida, no Recife. A menina andava, brincava, frequentava a escola, participava de atividades extracurriculares e fazia terapias como fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia, além de praticar natação e outras atividades de interação social.

De acordo com a família, a cirurgia foi necessária após exames apontarem compressão na medula, o que vinha comprometendo os movimentos da adolescente. No entanto, após o procedimento, Laura não conseguiu mais retomar a rotina. A menina passou a depender de aparelhos para respirar, por meio de traqueostomia, além de alimentação por sonda gástrica. Desde então, permanece acamada e necessitando de cuidados contínuos e especializados.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Não estava na agenda, mas acabei participando como palestrante do congresso estadual de vereadores, que está sendo realizado ao longo desta manhã, na cidade do frio, numa promoção da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP). Foi uma fala vapt-vupt a pedido presidente licenciado da UVP e presidente da Câmara Municipal de Gravatá, Léo do Ar (PP).

Palmares - Casa Azul

Por Eudson Catão*

Existe uma coisa que o tempo ensina e que nenhuma pesquisa consegue medir: vivência. Vivência não se compra, não se herda e não se fabrica em gabinete climatizado. Vivência é construída nas vitórias, nas derrotas, nos acertos, nos erros e, principalmente, na capacidade de aprender quando o cenário parece contrário.

A maturidade política nasce exatamente daí. De entender que nenhum projeto cresce ouvindo apenas aplausos. Nenhuma liderança se fortalece cercada apenas por quem concorda com tudo. Política exige escuta, humildade, construção e inteligência coletiva.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Uma das autoras de um dos pedidos de CPMI do caso Master que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) guarda com o máximo de cuidado debaixo da sua cadeira, a deputada Heloisa Helena (Rede-RJ) criticou duramente para o Correio Político o que, na sua avaliação, não passa de “jogo de cena”.

Na semana passada, quando Alcolumbre, em sessão do Congresso, disse que não iria pautar a instalação da CPMI, suscitou um debate no qual se atacaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), um acusando o outro de envolvimento na crise do banco e cada um manifestando-se a favor da investigação. Para Heloisa Helena, pura encenação.

A primeira-dama de Petrolina, Alinne Durando, foi agraciada, ontem, com o Título de Cidadã Petrolinense e a Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan. A homenagem, proposta pelo vereador Marquinhos Amorim e subscrita pelos demais vereadores da Câmara Municipal, foi entregue durante sessão solene realizada na Casa Plínio Amorim, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à população petrolinense, especialmente nas áreas do voluntariado e da dignidade humana.

Natural do Crato, no Ceará, Alinne chegou a Petrolina ainda criança e construiu na cidade toda a sua trajetória pessoal, profissional e familiar. Desde 2022, à frente da coordenação voluntária do Transforma Petrolina, Alinne tem consolidado sua atuação social, com atenção especial às pessoas em situação de vulnerabilidade tanto na sede quanto no interior do município. “São 40 anos vivendo em Petrolina. Hoje recebo esse reconhecimento com muita gratidão no coração. Essa terra faz parte de quem eu sou e quando uma cidade entende a importância e a força da solidariedade, ela se transforma de dentro para fora”, declarou.

Surpreendido pela decisão do governo Trump de classificar PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não gostou da medida e pretende fazer uma defesa da soberania nacional. As informações são do blog do Valdo Cruz.

Lula também avalia fazer um telefonema para conversar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o assunto. Auxiliares do presidente brasileiro entendem que Trump pode não ter participado diretamente da formulação da medida, e que a decisão foi influenciada pela ala mais radical do governo norte-americano.

Por Diana Câmara

As Eleições 2026 já começaram, ao menos politicamente. Em todas as regiões do país, é possível perceber a intensificação da movimentação de pré-candidatos, o aumento da presença nas redes sociais, a participação em eventos públicos, entrevistas, encontros políticos e a construção cada vez mais antecipada de posicionamentos eleitorais. Mas, em meio a esse cenário, permanece uma dúvida recorrente na cabeça dos pré-candidatos e dos eleitores: afinal, o que já pode e o que ainda não pode ser feito na pré-campanha?

A resposta exige cautela. A legislação eleitoral brasileira passou, nos últimos anos, por mudanças importantes que flexibilizaram atos de pré-campanha, especialmente após a Reforma Eleitoral introduzida pela Lei nº 13.165/2015. O objetivo foi permitir maior liberdade de manifestação política antes do período oficial de campanha, preservando, ao mesmo tempo, a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos.

Hoje, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), em seu artigo 36-A, admite expressamente diversas condutas que antes eram interpretadas como propaganda eleitoral antecipada. Isso significa que o pré-candidato pode, por exemplo, participar de entrevistas, debates, podcasts, encontros políticos, seminários e eventos partidários; pode divulgar posicionamentos políticos, qualidades pessoais, projetos e opiniões sobre temas de interesse público; pode conceder entrevistas à imprensa e manter intensa atividade nas redes sociais.

Também já é possível realizar impulsionamento de conteúdo na internet durante a pré-campanha, desde que respeitados os limites legais e que não haja pedido explícito de voto. Esse ponto merece destaque porque muitos ainda acreditam, equivocadamente, que qualquer divulgação patrocinada antes de agosto do ano eleitoral seria proibida.

A Justiça Eleitoral consolidou o entendimento de que a pré-campanha não precisa ser silenciosa. O debate político antecipado passou a ser compreendido como instrumento legítimo da democracia. Por isso, expressões como “estou preparado”, “quero representar Pernambuco”, “meu nome está à disposição”, “vamos construir esse projeto juntos” ou “o Brasil precisa mudar” normalmente são admitidas pela jurisprudência.

Por outro lado, há limites muito claros que continuam existindo e é justamente aí que muitos pré-candidatos acabam cometendo erros.

O principal deles é o pedido explícito de voto antes do período permitido. A legislação continua proibindo frases como “vote em mim”, “conto com seu voto”, “eleja”, “reeleja” ou qualquer mensagem que contenha solicitação direta e inequívoca de sufrágio.

Além disso, permanecem vedados atos que configurem campanha eleitoral antecipada mediante abuso econômico, uso indevido dos meios de comunicação ou desequilíbrio na disputa. A utilização ostensiva de estrutura pública, publicidade institucional disfarçada, contratação irregular de impulsionamento, uso de recursos não contabilizados ou promoção pessoal excessiva também podem gerar questionamentos judiciais.

Outro ponto sensível para 2026 será o uso da inteligência artificial. O crescimento de vídeos manipulados, deepfakes, montagens e conteúdos sintéticos já preocupa a Justiça Eleitoral. Embora o debate sobre IA ainda esteja em construção normativa, é evidente que a utilização de ferramentas tecnológicas para desinformação, manipulação da imagem de adversários ou disseminação de conteúdos falsos poderá resultar em graves consequências eleitorais.

As redes sociais continuarão sendo um dos principais campos de fiscalização. Curtidas, compartilhamentos, grupos de WhatsApp, vídeos patrocinados e postagens impulsionadas poderão servir como elementos de prova em futuras ações eleitorais. E é importante lembrar: muitas vezes, o ilícito não está apenas no conteúdo isolado, mas no contexto, na repetição, na estratégia e no potencial desequilibrador da conduta.

A pré-campanha moderna exige cada vez mais planejamento jurídico e comunicação responsável. Não basta apenas “estar nas redes”. É necessário compreender os limites da legislação, antecipar riscos e construir uma atuação estratégica que preserve a viabilidade futura da candidatura.

As Eleições 2026 serão, provavelmente, as mais digitais da história brasileira. E, nesse ambiente, quem souber equilibrar presença política, comunicação inteligente e segurança jurídica certamente largará na frente.