Anistia como farsa

Por Dora Kramer
Da Folha de São Paulo

A anistia aos golpistas de variadas espécies é o tipo do assunto a respeito do qual é mais fácil falar do que realizar. Ainda assim, seus adeptos já foram além do aceitável: conseguiram pôr o tema em pauta e paralisar o Congresso em torno dele.

Brutalizados em 8 de janeiro de 2023, os três Poderes da República são agora instados a lidar com uma proposta de perdão dos crimes aos que propugnaram pelo fim do Estado de Direito em vigor no país há parcas quatro décadas.

Fala-se na produção de um acordo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para se chegar a meios-termos entre condenações e impunidade.

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O presidente Lula (PT) chegou em Copacabana, no Rio, por volta das 9h40 de hoje para o seu penúltimo ato da campanha presidencial de 2026.

Às vésperas do segundo turno da eleição, Lula reúne apoiadores no reduto eleitoral do seu rival no pleito, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A concentração para a caminhada organizada pela campanha petista começou por volta das 8h no Posto 5, na avenida Atlântica.

O candidato à reeleição deve fazer discursos breves, de cima do carro de som em movimento. Isso porque o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proíbe a realização de comícios eleitorais nos dias que antecedem a votação.

Mobilização promovida nas redes sociais deu um gás na campanha na reta final. Comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, reúne hoje mais de 10,6 milhões de seguidores. Por lá, são organizados atos e dadas “missões” para os apoiadores. As informações são do UOL.

O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Olinda (CMDO), Geziel Bezerra, manifesta repúdio à declaração feita pelo senador Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, na noite de ontem, 23 de outubro.

Durante o confronto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro utilizou a expressão “nove dedos” ao criticar o adversário político. A fala gerou reação de Lula, que perdeu um dedo da mão esquerda em um acidente de trabalho aos 17 anos, quando trabalhava como metalúrgico. Posteriormente, Flávio pediu desculpas pela declaração.

Por Karina Matias e Mônica Bergamo
Da Folha de S.Paulo

O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou na noite de ontem (23) que a Meta entregue a cada seis horas relatórios detalhados de alcance e distribuição de novas postagens do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do influenciador Pablo Marçal. A medida é válida durante a véspera e o dia da eleição.

Os documentos deverão informar visualizações, origem da audiência e mecanismos de recomendação. Na mesma decisão, o ministro salientou que a Meta deve aplicar sua regra geral e não recomendar proativamente a não seguidores as publicações do deputado e do influenciador que mencionem candidatos, partidos ou a eleição até o fim do segundo turno, no domingo (25).

Caruaru - Minha rua nova

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Os maiores vencedores desta eleição são jovens, mineiros, nasceram pobres, venceram pelo próprio talento e se tornaram símbolo da nova política. Nikolas Ferreira, 30 anos, nasceu na favela Pai Tomaz, em Belo Horizonte. André Janones, 42 anos, é de Ituiutaba, no Pontal do Triângulo Mineiro, com pai cadeirante e mãe empregada doméstica. Seu primeiro emprego foi como cobrador de ônibus. Brilharam neste 2º turno, dando aula de comunicação eficiente. Algo raro e bonito de se ver.

Colocaram em prática as lições de Claude Shannon (sim, a IA da Anthropic se chama Claude por causa dele), que há quase 80 anos publicou sua Teoria Matemática da Comunicação. Shannon (1916-2001), iria se deliciar vendo Nikolas trabalhar para Flávio Bolsonaro e Janones para Lula.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Igor Gielow
Da Folha de S.Paulo

Como já lembrava Sigmund Freud em “Totem e Tabu” (1913), nada como um pouco de regras para tornar uma sociedade civilizada. O mesmo se aplica a debates.

A opção pelo vale-tudo de saída no primeiro encontro entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na Band, domingo passado (18), levou a um desastre de escopo ainda insondável na intenção de voto dos líderes da disputa presidencial brasileira deste ano.

Olinda - Refis 2026

Levantamento do Instituto França, divulgado neste sábado (24), mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,4% das intenções de voto contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste 2º turno da eleição, considerando os votos válidos.

Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Nesse cenário, a pesquisa desconsidera os votos brancos e nulos.

A pesquisa ouviu 1.537 eleitores brasileiros de 21 a 23 de outubro de 2026. O grau de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04863/2026. O estudo custou R$ 50.000, pagos com recursos próprios. As informações são do Poder360.

Veja na íntegra aqui:

Palmares - Creche Quilombo II

Lula subestimou Flávio e a força do bolsonarismo

Há 40 anos no jornalismo político, com atuação concentrada em Brasília, nunca cobri e presenciei uma disputa presidencial de resultado tão acirrado e imprevisível, numa escuridão sem lamparina. Ao longo desta semana, a última da campanha de segundo turno, houve uma enxurrada de pesquisas dos mais variados institutos, 98% delas com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT).

Mas nada que nos garanta que o filho de Bolsonaro sairá eleito das urnas. Se as pesquisas chegam recheadas de todos os sabores, os palpites de jornalistas, cientistas políticos e estudiosos da matéria são muito mais díspares, verdadeiros chutômetros. Ninguém diz nada com nada, porque os percentuais de Lula e Flávio são muito próximos, às vezes empates técnicos, outras vezes empates numéricos.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, participaram na noite desta sexta-feira (23) do debate da TV Globo. Os políticos disputam o segundo turno das eleições presidenciais, e este foi o último debate entre Flávio e Lula antes do dia da votação, no domingo (25).

Os dois trocaram críticas e apresentaram propostas sobre salário mínimo, aposentadorias, endividamento da população, investimentos no SUS, saneamento básico, infraestrutura e exportações. As informações são do g1.

O debate foi marcado por ataques pessoais. Flávio chamou Lula de “nove dedos” e questionou se quem governava o país era o presidente ou o Google. Lula, por sua vez, chamou o adversário de “miliciano” e afirmou que ele ficou “lambendo o Trump” durante a imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações sobre a liberação das apostas on-line no Brasil, as chamadas bets, durante o debate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23/10).

O candidato do PL afirmou que a gestão atual criou e liberou os cassinos digitais e chamou o adversário de “pai do tigrinho”. O atual mandatário rebateu a acusação e afirmou que as bets foram criadas em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). As informações são do Metrópoles.

No debate da TV Globo da noite desta sexta-feira (23), o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou o caso da menina Ana Clara, morta em 2021 por uma bala perdida em Niterói, no Rio de Janeiro.

O suspeito de ter feito o disparo é Bruno Dias Delarolli, cabo da Polícia Militar do estado. A campanha de Lula tem afirmado que o senador Flávio Bolsonaro (PL) atuou como advogado do policial. As informações são da CNN.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que Flavio Bolsonaro (PL) ficou “lambendo” o presidente americano Donald Trump para taxar o Brasil, enquanto seu governo abriu 700 novos mercados. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 23, no primeiro bloco do debate da TV Globo, durante discussão sobre o agronegócio.

“Se o Trump não quer comprar do Brasil, eu vou vender a outros lugares”, disse Lula. O petista reagiu a acusação de Flavio de que trata o setor com arrogância e petulância. O senador afirmou que produtores estão endividados e enfrentam credito caro e burocracia. As informações são do UOL.

Lula disse que os investimentos no agronegócio e na agricultura familiar superam os do governo Jair Bolsonaro. Também disse que o adversário “estuda para decorar e não para saber” e pediu aos espectadores que pesquisassem suas afirmações no Google.

Durante o primeiro bloco do debate na TV Globo nesta sexta-feira, 23, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) questionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre quem governa o Brasil. Isso porque, o petista citou ao menos três vezes para o telespectador pesquisar no Google sobre investimentos e feitos sobre sua gestão em diversos temas. “Procure no Google”, disse mais de uma vez o petista.

“Quem governa o Brasil, você (Lula) ou o Google?”, questionou o senador do PL, que afirmou na sequência que Lula não responde aos questionamentos e pede para o eleitor pesquisar na internet. O debate na ocasião era sobre saneamento básico (tema escolhido por Flávio). As informações são da Revista Veja.

Flávio questionou Lula sobre investimento em saneamento básico na Região Norte do Brasil e perguntou “por que vocês são contra levar água e esgoto tratados para os mais pobres?”. Lula demonstrou não ter gostado do questionamento e afirmou que o senador “não conhece o Brasil”. De acordo com o petista, há diversos investimentos na área feitos, por exemplo, no Amazonas, sem citar nenhum diretamente. “Ele (Flávio) só conhece (Amazonas) porque o pai dele (Jair Bolsonaro) riu das pessoas morrendo por falta de oxigênio”, rebateu

Lula.

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