A anistia aos golpistas de variadas espécies é o tipo do assunto a respeito do qual é mais fácil falar do que realizar. Ainda assim, seus adeptos já foram além do aceitável: conseguiram pôr o tema em pauta e paralisar o Congresso em torno dele.
Brutalizados em 8 de janeiro de 2023, os três Poderes da República são agora instados a lidar com uma proposta de perdão dos crimes aos que propugnaram pelo fim do Estado de Direito em vigor no país há parcas quatro décadas.
Fala-se na produção de um acordo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para se chegar a meios-termos entre condenações e impunidade.
Como se fossem admissíveis as seguintes situações: o Supremo Tribunal Federal fazer acertos sobre matéria que poderá julgar, o presidente aceitar a inocência de quem pretendeu impedi-lo de governar planejando até sua morte e o Congresso avalizar negociata dessa natureza.
Por mais desatinado que soe, chegamos a esse ponto em que agressores postulam perdão e os agredidos —a maioria residente no Parlamento— consideram a discussão de razoável a imprescindível.
A alegação-mestra é a de que a anistia promoveria a pacificação do Brasil. Nada mais falso. O que se pretende não é paz, e sim a reconstrução do relato histórico a fim de amenizar os fatos e fazer valer como farsa a versão de que o que houve não foi tão grave, mas apenas fruto de equívocos e pontuais excessos. Nada mais falso.
Caso o presidente da Câmara cometa a irresponsabilidade institucional de pautar o projeto, e com urgência, daí em diante nada será pacífico, a começar pela tramitação da proposta. Os defensores sinalizando oposição ao governo e este na resistência atraindo ao campo de batalha o Supremo.
No meio disso, a contrariedade da população —registrada em pesquisas—, cujas prioridades estão longe dessa anistia e muito perto da carestia, da insegurança e dos maus serviços públicos.
Uma coisa é certa: para os brasileiros a sorte dos golpistas vale menos que suas sobrevivências e o destino do país.
“O que torna a velhice difícil de suportar não é o declínio das faculdades, mentais e físicas, mas o fardo das memórias.” – W. Somerset Maugham
Certa vez, uma repórter perguntou a um modesto agricultor o que era preciso fazer para chegar aos 90 anos de idade. E ele respondeu de pronto, com cortante simplicidade:
— Basta não morrer.
Pois é, caro leitor. Para alcançar a velhice, é preciso viver. Ou, no mínimo, sobreviver. E atrevo-me a acrescentar: é preciso ser forte. Corajosamente forte. Ser idoso não é destino para os fracos. Sobretudo quando o objetivo não é ganhar mais dinheiro, mas apenas ter um pouco de paz. De dignidade. De um mínimo qualidade de vida nos dias sobrantes da longa jornada.
Na idade dita “prateada”, multiplicam-se os gastos. Nunca a “prata”. Remédios cada vez mais caros sustentam o pulsar de um coração vacilante. Somam-se a isso as despesas com cuidadoras, fisioterapeutas, planos de saúde e consultas médicas. Estas, cada vez mais difíceis de agendar, porque os irrisórios valores pagos pelas operadoras afastaram dos planos de saúde um grande número de bons profissionais.
Mas, sobretudo, o idoso carrega o peso da solidão. Dias encompridados de ausências e silêncios. Demoradas horas impregnadas de tristeza e melancolia, acompanhadas apenas pelo latir triste e distante de um cão saudoso de seu dono. Esse penoso sentimento de solidão se faz visita permanente. Transpõe as frias paredes das casas e apartamentos. Senta-se ao lado. E arrasta o idoso para o chão do desânimo ou para o vale sombrio da depressão.
Lentamente, sua autonomia se esvai. De forma silenciosa e persistente. Depender de filhos e netos torna-se o novo normal — para quem tem a felicidade de tê-los por perto. Quem não a tem, sofre ainda mais. Passa a depender da boa vontade de amigos ou da ajuda de estranhos. Até as tarefas mais banais viram travessias por sombrios labirintos.
Marcar uma simples consulta torna-se um teste desumano de paciência. É que a modernidade ergueu um insensível muro digital. Sistemas automatizados e vozes sintéticas ignoram a vista cansada, as mãos trêmulas, a perplexidade diante de telas confusas. Para a máquina fria e distante, a fragilidade humana é apenas um ruído na linha.
A mesma dependência incômoda se repete na rotina do pagamento de boletos, no emaranhado de logins, senhas e códigos exigidos pelos bancos, e no medo constante dos abutres digitais, que espreitam, dia e noite, suas parcas economias.
Para atravessar esse deserto, insisto: é preciso uma força quase sobrenatural. O idoso precisa buscar, no fundo da alma, a chama acesa de uma lâmpada antiga. Só assim continuará a caminhar pelo terreno pedregoso do seu crepúsculo. E seguir em frente.
A passos lentos, caminhar rumo ao pôr do sol, levando consigo as lembranças dos momentos vividos, as ausências sentidas e a dignidade que ainda lhe resta.
Até que, um dia, sem ruído nem alarde, a tela da vida suavemente se apague. E surja, lá no fundo do palco, luminosa e definitiva, uma derradeira palavra: “Fim”.
Apoiadores da direita bolsonarista e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizaram, nesta segunda-feira (7), uma manifestação na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Entre os políticos presentes, estava o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, candidato a deputado federal.
O ato, que ocorreu simultaneamente em outras 14 cidades, teve como principais bandeiras o “Fora Lula, Fora Moraes” e a defesa da liberdade de Jair Bolsonaro. No Recife, os manifestantes também pediram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A caminhada começou em frente à Padaria Boa Viagem e contou com trios elétricos, bandeiras, faixas e discursos de lideranças políticas. Um boneco inflável gigante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também foi levado ao ato.
Sem candidato próprio ao Governo de Pernambuco, o PL apoia a candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) e concentra sua estratégia nas disputas para o Legislativo. Mendonça Filho (PL) concorre ao Senado, enquanto Anderson Ferreira busca uma vaga na Câmara Federal. Para o deputado estadual André Ferreira (PL), o desafio é transformar a mobilização em resultado eleitoral. “Transformar essa demonstração de força em organização e votos”, afirmou.
A campanha do presidente Lula (PT) vai reforçar os ataques a Flávio Bolsonaro (PL) na propaganda eleitoral de TV de amanhã (8), usando o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil para acusar a família Bolsonaro de servir a interesses estrangeiros.
O vídeo, antecipado a alguns veículos de imprensa nesta segunda-feira (7), combina críticas aos adversários com a defesa da soberania nacional. “Não podemos esquecer que tem família que usa nossas cores, fala de patriotismo, mas, no final, serve a outro país”, diz a locução na abertura.
A peça reúne declarações de Flávio Bolsonaro sobre as tarifas americanas e manifestações de apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em seguida, usa a expressão “traidores da pátria nunca mais”. “Enquanto os bolsonaristas querem vender o Brasil, é o Lula que protege”, afirma a locução.
A abordagem dá continuidade à estratégia adotada pela campanha petista desde a estreia da propaganda eleitoral, em 29 de agosto: combinar a defesa de pautas do governo com ataques a Flávio. Nas primeiras peças, a campanha destacou a trajetória de Lula, o fim da escala 6×1, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a soberania nacional.
No novo vídeo, Lula relaciona a soberania à capacidade de produzir alimentos, às riquezas minerais e à liberdade do país para tomar decisões. “Nós fomos colonizados muitos anos e não queremos mais ser colonizados”, afirma.
A propaganda também destaca investimentos na indústria de defesa e nas Forças Armadas, associando essas medidas à proteção do território brasileiro e à geração de empregos.
Em outro trecho, a peça contrapõe declarações sobre os Estados Unidos a uma fala de Lula em defesa do sistema brasileiro de pagamentos: “O Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar assim”.
Ao final, o presidente retoma a defesa da autonomia brasileira: “A soberania nacional também significa a gente ser livre e independente para tomar nossas decisões. Sem permitir que ninguém diga o que a gente tem que fazer”.
O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco, Jaime Amorim, afirmou que Ivan Moraes (PSOL) “seria o candidato ideal pra governar Pernambuco”. A declaração foi dada em entrevista ao Brasil de Fato, na qual Amorim ressaltou o conteúdo e a capacidade de Ivan.
O líder explicou que o motivo da orientação política do MST acompanhar a definição da Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB) e apoiar João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco, em uma estratégia ampla que tem como prioridade a reeleição do presidente Lula (PT). Contudo, ele também disse de maneira categórica que dentre as candidaturas postas, Ivan Moraes seria “o candidato ideal pra governar Pernambuco”.
Ao explicar a posição do MST, Jaime Amorim ressaltou que o apoio a João Campos não representa uma unanimidade, nem dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), nem no âmbito do MST. “João Campos não é uma unanimidade. Você vê que grande parte do PT não apoia João Campos. É muito difícil construir uma unidade nesse processo, mas há uma definição de nós seguirmos a candidatura definida pela federação”, declarou.
O dirigente também destacou que, independentemente do resultado da eleição para o Governo de Pernambuco, o MST manterá sua atuação como movimento social, apresentando reivindicações e pautas ao poder público. “Nós vamos estar do lado de cá do balcão, lutando, caminhando, ocupando, reivindicando e apresentando nossas pautas de negociação.”
“Meu compromisso com o MST é perene”, diz Ivan Moraes
A avaliação de Jaime Amorim sobre Ivan também foi expressa em vídeo gravado no último dia 29 de agosto, durante a assinatura da carta-compromisso do candidato com o MST, no Assentamento Normandia, localizado na cidade de Caruaru.
“Além dos dois [que se dizem] principais candidatos, temos Ivan, candidato do PSOL, e eu digo sempre pra todo mundo, que além de ser o mais comprometido, é o que tem mais conteúdo, o que tem mais capacidade, e seria, se não fosse o processo eleitoral, o melhor governador do estado de Pernambuco”, afirmou Jaime.
Na ocasião, Ivan afirmou que seu compromisso com as lutas encampadas pelo MST não se iniciou com a assinatura da carta-compromisso. “Vou dizer porque é que eu assino o compromisso com o MST antes de ler. Meu compromisso com o MST não é de hoje, é um compromisso de muitas décadas. Meu compromisso com o MST é perene. Eu me sinto [como se estivesse] assinando essa carta todos os dias na minha vida. Tenho no MST a minha maior referência de movimento social, um guia que vai me orientar pra que a gente possa continuar na política institucional até o tempo que o povo quiser, mas sempre pela voz das pessoas que se organizam nesse movimento.”
Propostas para o campo
Na entrevista, Jaime Amorim também apresentou as principais propostas elaboradas pelo MST para a agricultura camponesa e familiar em Pernambuco, que foram entregues a três dos candidatos(as) na disputa pelo comando do Governo de Pernambuco.
Segundo ele, o estado não possui um modelo de desenvolvimento ou projeto estratégico para esses setores. Entre as medidas defendidas está o fortalecimento da Comissão de Conflitos, com o objetivo de enfrentar a violência no campo, incluindo a violência praticada pelo latifúndio e a violência contra mulheres e contra a diversidade, especialmente a população camponesa LGBT.
O MST também propõe que o Governo de Pernambuco tenha um plano de desapropriação de terras, incluindo a possibilidade de trocar dívidas de fazendeiros, senhores de engenho, usinas e empresas com o Governo do Estado por terras que seriam utilizadas para a criação de assentamentos de reforma agrária.
Na área da educação, as propostas apresentadas incluem a construção de 23 escolas de nível médio em quatro anos, além de um programa para zerar o analfabetismo nas áreas rurais, abrangendo não apenas os assentamentos, mas também as comunidades.
O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou que ainda não teve acesso à representação apresentada por Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). As informações são do Blog do Elielson, da CBN.
A ação pede a retirada de uma propaganda que associa a candidatura de Mendonça à campanha de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo os autores, a peça pode confundir o eleitor sobre a composição das coligações.
Mendonça informou que vai analisar o pedido antes de se manifestar. O candidato também demonstrou confiança no resultado das urnas e afirmou não ter dúvidas de que será eleito para o Senado.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) negou o pedido liminar apresentado por Rodrigo Ambrósio e Fillipe Vilar, responsáveis pelo Bastidor.PE, que tentavam suspender as diligências destinadas a esclarecer a origem da fotografia do panfleto apócrifo divulgado durante a campanha eleitoral. A defesa também pretendia impedir eventuais medidas de busca e apreensão e obter salvo-conduto contra possíveis atos coercitivos.
Com a decisão, a investigação permanece em curso e não há proteção judicial prévia contra uma eventual busca e apreensão. O TRE ressaltou que ainda não existe mandado expedido, mas registrou a possibilidade de a Polícia Federal apresentar uma representação individualizada caso considere a medida necessária. Nesse cenário, eventual busca dependerá de autorização judicial específica.
A decisão também enfrentou o argumento do sigilo da fonte. Embora reconheça a proteção constitucional à atividade jornalística, o Tribunal afirmou que ela não torna automaticamente todos os arquivos e informações imunes à investigação. Para o magistrado, é necessário distinguir dados recebidos de fonte protegida de fatos presenciados diretamente, registros produzidos pela própria equipe e eventuais atos próprios. A decisão destaca ainda que a proteção ao jornalismo “não institui imunidade geral à investigação de condutas próprias eventualmente ilícitas”.
Ao indeferir a liminar, o desembargador Washington Amorim determinou que o juízo de origem preste informações em 24 horas e, em seguida, que a Procuradoria Regional Eleitoral se manifeste. O mérito do habeas corpus ainda será analisado, mas, até lá, permanecem sem suspensão as diligências relacionadas à fotografia, incluindo a tentativa de identificar sua procedência, seus metadados e as circunstâncias de produção, recebimento e divulgação pelo Bastidor.PE.
Divulgada nesta segunda-feira, a nova pesquisa Quaest, contratada pelo jornal O Globo e a TV Globo, mostra um empate entre os dois principais candidatos na corrida pela Presidência da República em um eventual segundo turno. Nele, tanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm 41% das intenções de voto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Nesse cenário, 13% são classificados como brancos, nulos ou não vão votar. Outros 5% são indecisos.
Esse é o primeiro empate numérico entre os dois candidatos desde março de 2026. A última pesquisa da Quaest já mostrava empate técnico entre os dois candidatos, com Lula marcando 42% contra 41% do senador fluminense. Os levantamentos anteriores do instituto já indicavam uma progressiva redução da distância entre o petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 26 de julho, a distância entre os dois chegou a oito pontos percentuais, com o atual presidente tendo 45% das intenções de voto contra 37% do adversário.
No primeiro turno projetado pela Quaest, Lula aparece com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 29%. No terceiro lugar, está Augusto Cury (Avante), com 8%. Já Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Goiás marca 38%, e o petista 41%. Outros 17% são brancos e nulos, enquanto 4%, indecisos. No cenário em que Cury chega ao segundo turno, o escritor tem 35% das intenções de voto. Já o petista marca 39%, e o número de brancos e nulos chega a 21%.
Em uma disputa entre Lula e Romeu Zema, a Quaest projeta que o petista alcance 44% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais fica com 33%. Já em um segundo turno entre o atual presidente e Renan Santos, Lula tem 42%, e o adversário, 37%.
Essa é a primeira pesquisa do instituto totalmente feita após a crise entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) escalar com o pedido de Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-01720/2026.
A manifestação de 7 de Setembro da direita na Avenida Paulista, em São Paulo, reaproximou o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) de lideranças que estavam afastadas da campanha. Na esteira do fortalecimento do mote “fora Moraes”, figuras como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia fizeram discursos enfáticos no palanque do candidato.
Todos eles tiveram momentos de afastamento nos últimos meses. Malafaia, por exemplo, ficou mais distante de Flávio quando houve a crise entre o senador e a madrasta dele, Michelle Bolsonaro. Na Paulista, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, tradicional organizador de atos bolsonaristas, voltou a marcar presença.
Malafaia afirmou nesta segunda-feira que não pretendia “caluniar ou difamar” ninguém, mas pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o afastamento de Alexandre de Moraes, chamado por ele de “ditador de toga”. O pastor citou ainda o contrato da mulher do magistrado, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, e aproveitou o episódio para atacar o PT.
“Esse contrato é uma prova da compra do poder e da influência desse ditador. Vocês já viram que Lula e o PT não dão uma palavra contra esse cara depois de toda essa lama? Fora Lula, fora Alexandre de Moraes, fora PT”, bradou. “Nós não viemos aqui pregar a desmoralização do STF, não vamos cair nesse jogo. Precisamos de instituições fortes. Desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República. Então vai aqui meu pedido ao excelentíssimo presidente do STF, Edson Fachin. Pelo bem da Suprema Corte, afaste Alexandre de Moraes.”
Tarcísio, por sua vez, que vem se envolvendo de forma mais tímida na campanha de Flávio, adotou postura menos dura, embora tenha exigido uma “resposta” do Supremo e endossado o apelo da direita pela formação de uma maioria no Senado, Casa que tem poder de aprovar o impeachment de ministros.
“As últimas revelações sobre o Moraes e sobre o Supremo precisam de resposta. Quando há dúvida acerca da conduta e do exercício da magistratura, uma resposta institucional precisa ser dada. Está na hora do tribunal se unir para apurar e dar a resposta que a sociedade precisa”, afirmou. “A gente precisa relembrar de uma máxima: ninguém, absolutamente ninguém está acima da lei, ninguém está acima da Constituição.”
Manifestantes erguem cartazes e faixas contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante ato na Avenida Paulista — Foto: Maria Isabel Oliveira/O Globo
Ao lado do presidenciável, o governador disse que é preciso “eleger senadores comprometidos com o Brasil” e pediu votos para os candidatos de sua chapa em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Acirrada, a disputa pelo Senado no estado tem Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas apoiadas por Lula, numericamente à frente dos postulantes da direita, segundo as pesquisas recentes.
Já Nikolas Ferreira, que aliados de Flávio acusam de ter uma agenda eleitoral mais concentrada em formar uma bancada própria do que em ajudar o candidato à Presidência, alegou que o filho de Jair Bolsonaro é o único candidato capaz de tirar o PT do poder e vaticinou que, no dia 4 de outubro, “o Brasil vai picar o pé na bunda do PT”.
O deputado conhecido pelo alcance nas redes sociais também martelou a necessidade de eleger senadores e enfileirou críticas a Moraes e outras autoridades, como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de quem cobrou o impeachment do ministro do STF. “O seu lugar, Xandão, é na cadeia”, disse ainda.
Os discursos críticos à relação entre a família Moraes e Vorcaro se deram ao lado de Flávio, ele próprio envolvido no caso. O presidenciável mandou áudios e mensagens de texto ao banqueiro, além de ter se reunido presencialmente com ele, a fim de pedir dinheiro para a cinebiografia do pai.
Entre as suspeitas que estão sob investigação da PF, destaca-se a destinação do dinheiro que foi transferido pelo dono do Master. A polícia busca entender se todos os recursos foram de fato empregados na produção do filme.
Nikolas é outro que, na semana passada, apareceu no caso Master. Em março de 2025, ele enviou um áudio a Vorcaro, chamado por ele de “Dani”, em que pediu ajuda para que um ex-assessor conseguisse liberar um ativo minerário. No ato da Paulista, o parlamentar associou o vazamento do áudio, publicado pelo portal ICL, a um dossiê contra Moraes produzido por ele.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que a Polícia Militar de São Paulo usou bombas de gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes nos arredores da avenida Paulista, nesta segunda-feira (7).
Confronto ocorreu na rua Carlos Comenale, antes do ato marcado para o feriado de 7 de setembro. Nas imagens, é possível ver que os agentes usaram bombas de efeito moral contra o grupo de manifestantes. Com informações do UOL e do jornal O Globo.
Policiais justificaram que um grupo de esquerda tentou acessar a avenida Paulista. O vídeo mostra os agentes expulsando os manifestantes do local. O acesso à avenida Paulista pela rua foi bloqueado pela PM.
Segundo relatos de pessoas presentes, o grupo levava faixas contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e tentou acessar a Paulista quando cruzou com um grupo de bolsonaristas, que estava indo para a manifestação da direita. A PM, que bloqueava o acesso pela Alameda Santos, então impediu a entrada dos manifestantes e jogou bombas de gás lacrimogênio. “Na Peixoto Gomide, com a Alameda Santos, um grupo tentou invadir o espaço destinado a outro grupo antagônico, momento em que a PM e a GCM intervieram para conter as partes”, afirmou a corporação.
Por volta das 13h30, a situação já estava controlada. A reportagem do UOL presenciou que a Cavalaria da Polícia Militar estava no local. Também foi possível ver cartazes contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a favor do PT.
A Polícia Militar informou que reforçou o policiamento na Avenida Paulista devido às manifestações previstas e que “não foram registrados incidentes graves”. Disse ainda que “segue no local para garantir a segurança e o direito à livre manifestação”.
Apoiadores do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) levaram ao ato na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (7/9), Dia da Independência, um boneco inflável do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segurando uma caricatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usando roupa de presidiário.
O ato na capital paulista reuniu aliados do presidenciável em meio à campanha para pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de Lula, que tenta a reeleição nas eleições deste ano. As informações são do Metrópoles.
Apoiadores também levaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, enquanto outros usaram o boné com a frase “Make America Great Again”, mote do trumpismo norte-americano.
Flávio é apoiador de Trump e favorável à linha dura dos EUA contra facções criminosas. Ele esteve na Casa Branca no início do ano para pedir que o governo classificasse o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A investida representou uma reviravolta contra o governo Lula e uma escalada na tensão entre Brasil e EUA, que negociavam alternativas ao tarifaço e ao combate ao crime organizado.
Durante o discurso na Avenida Paulista, Flávio não mencionou Trump, mas disse que, se eleito, irá “declarar guerra contra os narcoterroristas” e ser o “libertador da pátria”.
Além do boneco de Trump, apoiadores também ergueram uma figura inflável do ministro André Mendonça, do STF, que entrou em embate direto com Moraes, em decorrência do caso Master na última semana. Eles levaram, também, um painel em que pessoas podiam tirar foto com a imagem de Lula sendo preso.
A Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD), ingressou, nesta segunda-feira (7), no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), uma representação por propaganda eleitoral irregular, com pedido de tutela provisória de urgência, contra o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) e o Partido Liberal. A ação tramita sob o número 0601917-17.2026.6.17.0000.
Em caráter de urgência, a coligação pede que Mendonça Filho e o PL sejam obrigados, no prazo de 24 horas, a interromper a veiculação da peça no rádio e na televisão, além de se absterem de produzir novos conteúdos que apresentem a candidatura de Mendonça associada à de Raquel Lyra (PSD). Também é solicitada a retirada das publicações das redes sociais oficiais do candidato, inclusive do Instagram.
Na representação, a coligação questiona peças da campanha de Mendonça Filho que utilizam o nome e a imagem da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) para transmitir ao eleitorado a ideia de que as duas candidaturas fazem parte de um mesmo projeto político. A Coligação Pernambuco de Coração argumenta que não existe vínculo eleitoral formal entre Mendonça e a chapa encabeçada pela governadora. Os candidatos ao Senado registrados na composição são Eduardo da Fonte (PP/UP) e Túlio Gadêlha (PSD).
Um dos materiais contestados foi veiculado no horário eleitoral gratuito e posteriormente publicado no perfil oficial de Mendonça Filho no Instagram. Na propaganda, o candidato afirma ter estado ao lado da governadora desde o início da gestão e diz que pretende levar sua experiência para Brasília para “ajudar Raquel a fazer ainda mais” por Pernambuco. A representação sustenta que a construção da peça passa ao eleitor a percepção de que Mendonça seria um candidato ao Senado ligado politicamente à governadora.
A ação também destaca que Raquel Lyra já havia se pronunciado publicamente sobre o assunto antes da veiculação da propaganda. Em declaração feita em agosto, a governadora afirmou que Mendonça Filho “não é o nosso candidato a senador da República” e apontou Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha como os dois nomes ao Senado vinculados ao seu grupo político. Mais recentemente, já durante as agendas de campanha pelos municípios do Estado, a governadora Raquel Lyra tem reforçado esse posicionamento ao declarar que seus candidatos ao Senado Federal são Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha, que vêm participando ao seu lado dos principais atos políticos da campanha à reeleição.
Para a Coligação Pernambuco de Coração, a utilização da imagem da governadora nessas circunstâncias pode induzir o eleitor a uma compreensão equivocada sobre as alianças formalmente constituídas para a eleição. A representação aponta, ainda, violações ao artigo 242 do Código Eleitoral, ao artigo 54 da Lei das Eleições e às regras previstas na Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) disse que 70 mil pessoas estiveram no desfile de Sete de Setembro que ocorreu na Esplanada dos Ministérios na manhã desta segunda-feira em Brasília. O evento foi marcado pelo clima de campanha a partir de gritos de apoiadores que ocuparam as arquibancadas montadas pela Esplanada dos Ministérios.
Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a plateia se animou mais pelo mascote do Sistema Único de Saúde (SUS), o Zé Gotinha, e os servidores da saúde, e também por lembranças à Copa do Mundo Feminina, que será sediada no Brasil no ano que vem.
Antes da chegada de Lula, apoiadores presentes na Esplanada entoaram o canto “fim da 6×1”, em referência à proposta de emenda à Constituição que tramita no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que já indicou que não votará o texto antes das eleições, já estava no local.
7 de Setembro em Brasília | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Em meio à crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro André Mendonça derrubar o sigilo das investigações do envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com a investigação das fraudes bilionárias do Master, o presidente da Corte, Edson Fachin, esteve presente na cerimônia.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que também está envolto nas novas revelações do Master por suposta proteção ao banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro, foi outra presença no desfile cívico.
Quem também esteve na tribuna de autoridades foi o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O vice-presidente Geraldo Alckmin ficou ao lado do presidente, representando a cúpula do governo.
O presidente Lula estava acompanhado pelos seguintes ministros e integrantes do governo:
Alexandre Padilha (Saúde)
Alexandre Silveira (Minas e Energia)
Celso Amorim (Assessoria Especial da Presidência)
Dario Durigan (Fazenda)
Eloy Terena (Povos Indígenas)
Esther Dweck (Gestão e Inovação)
Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário)
Frederico Siqueira Filho (Comunicações)
George Santoro (Transportes)
Gustavo Feliciano (Turismo)
João Paulo Capobianco (Meio Ambiente)
Jorge Messias (AGU)
José Múcio (Defesa)
Leonardo Barchini (Educação)
Luciana Santos (Ciência e Tecnologia)
Luiz Marinho (Trabalho e Emprego);
Márcia Lopes (Mulheres)
Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)
Marcos Amaro (GSI)
Maria Laura da Rocha (Relações Exteriores)
Miriam Belchior (Casa Civil)
Paulo Henrique Cordeiro (Esportes);
Paulo Pereira (Empreendedorismo)
Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social)
Tomé França (Portos e Aeroportos);
Vladimir Lima (Cidades)
Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública)