O prefeito de Brejo da Madre de Deus, Roberto Asfora, encerrou mais uma semana de trabalho acompanhando obras, conquistando novos investimentos e fortalecendo ações que beneficiam diretamente a população do município. Na área da saúde, o município recebeu uma ambulância Tipo D (UTI Móvel) e uma ambulância Tipo A, destinadas ao atendimento de gestantes, puérperas e crianças de até dois anos de idade, por meio do programa Colo de Mãe.
Na educação e no esporte, Roberto Asfora comemorou a conquista de uma Areninha, novo equipamento que irá ampliar as opções de lazer e incentivar a prática esportiva entre crianças e jovens. O prefeito também acompanhou de perto as obras de ampliação da Escola Municipal Epaminondas Mendonça, em Fazenda Nova, e a reforma da Escola Municipal Coronel Cândido Tavares, no Sítio Estrago.
As obras de pavimentação de 22 ruas no bairro Boa Esperança, em Brejo sede, tiveram início. Além da continuidade dos serviços de patrolamento das estradas da zona rural, melhorando o acesso e a mobilidade para moradores e produtores rurais. “Cada semana de trabalho é uma oportunidade de fazer mais pelo nosso povo. Seguimos firmes, buscando investimentos, acompanhando obras e levando melhorias para todas as regiões do município. Nosso compromisso é continuar trabalhando pelo Brejo e pelos brejenses”, destacou o prefeito Roberto Asfora.
O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) esteve em Panelas, hoje, ao lado do prefeito Ruben Lima e do deputado estadual, Sileno Guedes (PSB), para cumprir uma agenda de reuniões com lideranças, vereadores da base governista e acompanhar importantes obras em andamento no município.
Durante a visita, Silvio destacou a importância da união entre as lideranças para garantir mais investimentos e ações para a população. Em seguida, o parlamentar vistoriou as obras de infraestrutura asfáltica e a construção de uma nova creche, considerada uma das principais intervenções na área da educação do município.
Leia maisA unidade escolar está sendo construída com investimentos de aproximadamente R$ 5 milhões e integra o programa do Governo Federal executado por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A creche contará com 10 salas de aula e terá capacidade para atender 376 crianças, ampliando a oferta de educação infantil e berçário, proporcionando mais conforto e qualidade no atendimento às famílias panelenses.
“Tenho uma parceria construída ao longo dos anos com o prefeito Ruben Lima e com Sileno Guedes, sempre pautada pelo compromisso de trabalhar por Panelas. Essa união de forças tem permitido que o município avance em áreas importantes, como infraestrutura e educação, levando mais qualidade de vida para a população e ajudando a colocar Panelas na rota do desenvolvimento do Agreste pernambucano”, afirmou Silvio Costa Filho.
As obras de pavimentação asfáltica também foram contempladas com mais de R$ 7,6 milhões em investimentos, viabilizados por meio de emendas parlamentares destinadas ao município atendendo as regiões de Cruzes, São Lázaro, Bola e a sede. As intervenções irão melhorar a mobilidade urbana, facilitar o deslocamento da população e impulsionar o desenvolvimento econômico da cidade.
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A pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Paraná, contratada pelo União Brasil, trouxe um cenário de empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco. O levantamento, porém, revela outros ingredientes que merecem atenção e reforçam a percepção de fortalecimento do campo político alinhado ao presidente Lula no Estado.
Na disputa pelo Senado, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) avançam. Somados ao desempenho de Lula em diferentes levantamentos realizados em Pernambuco, esses números sugerem um movimento de fortalecimento das candidaturas ligadas ao campo da esquerda no Estado.
Do outro lado, o campo de direita, liderado por Raquel Lyra, continua enfrentando desafios que vão além da disputa pelo Governo. A composição da chapa majoritária, especialmente a definição dos nomes para o Senado.
O Sextou de logo mais, às 18h, faz um tributo ao cantor e compositor Cauby Peixoto, apontado como o Elvis Presley brasileiro e classificado pelo crítico Nelson Motta como o único cantor tecnicamente perfeito do Brasil. O convidado é o jornalista carioca Rodrigo Faour, o maior especialista sobre os cantores da era do rádio no Brasil e autor do livro biográfico ‘Cauby Peixoto – Bastidores, 50 anos da voz e do mito’.
Autor também das biografias de Ângela Maria (A Eterna Cantora do Brasil), Dolores Duran (A Noite e as Canções de uma Mulher Fascinante), Claudette Soares (A Bossa Sexy e Romântica de Claudette Soares), além do livro “História Sexual da MPB”, lançado em 2006, pioneiro estudo de música e comportamento lançado no Brasil. Recentemente, lançou “História da Música Popular Brasileira Sem Preconceitos”, que está fazendo muito sucesso. Rodrigo Faour tem hoje um canal no Youtube que o leitor pode acompanhar no seguinte endereço: www.youtube.com/rodrigofaouroficial.
Leia maisCauby Peixoto foi considerado um dos maiores e mais versáteis intérpretes da música brasileira. Iniciou sua carreira artística no final da década de 1940. Estudou em um Colégio de Padres Salesianos, em Niterói, onde chegou a cantar no coro da escola e no coro da igreja que frequentava. Também trabalhou em um comércio até resolver participar de programas de calouros no rádio, no final da década de 40, no Rio de Janeiro.

Sua voz era caracterizada pelo timbre grave e aveludado, mas principalmente pelo estilo próprio de cantar e interpretar, além da extravagância e penteados excêntricos. Proveniente de uma família de músicos, o pai (conhecido como Cadete) tocava violão, a mãe bandolim, os irmãos eram instrumentistas, as irmãs cantoras e o tio pianista. Sobrinho do músico Nonô, pianista que popularizou o samba naquele instrumento, Cauby também era primo do cantor Ciro Monteiro.
O Sextou vai ao ar hoje, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
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Mais um partido identificado com a direita e extrema direita, desta vez o Novo, anunciou apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições deste ano. O posicionamento foi divulgado hoje e, nos bastidores da política pernambucana, não chegou a causar surpresa.
Fontes ouvidas pelo Blog atribuem papel relevante ao deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) na construção dessa aproximação. Segundo interlocutores, Túlio tem atuado como o principal articuladores entre a governadora e partidos e lideranças do campo da direita e extrema direita.
Críticos da articulação avaliam que a aproximação tem caráter oportunista, diante das diferenças ideológicas entre os atores envolvidos. Já os defensores da estratégia sustentam que ela faz parte da construção de uma aliança eleitoral, onde vale tudo para a reeleição da governadora.
Pioneiro no Nordeste, líder em acessos em Pernambuco, este blog não tem se revelado apenas uma plataforma de sucesso no acompanhamento do crescimento das redes sociais. Continua sendo o que mais cresce em visitas diretas em sua página ano a ano, desde a sua criação há 20 anos, em abril de 2006.
Há pouco, recebi os números referentes ao primeiro semestre deste ano, com um desempenho expressivo na curva de ascensão, consolidando a sua posição entre os principais veículos de informação política do Nordeste e do País.
Leia maisEntre janeiro e junho, alcançamos 547.359 usuários ante 274.555 no mesmo período de 2025, o que representa um crescimento de 99,4%, totalizando 272.804 novos usuários em relação ao mesmo período do ano passado.
No mesmo intervalo, contabilizamos 1.823.808 sessões, superando a marca de 1,8 milhão de acessos, um avanço de 17,6% sobre as 1.551.329 sessões registradas no primeiro semestre de 2025.
Os números falam por si só: o crescimento ocorreu de forma consistente, com uma ampliação significativa do alcance do conteúdo publicado. Traduzindo: nosso noticiário continua sendo de qualidade e confiável, chegando a novos leitores. Temos a melhor informação, credibilidade, agilidade e capacidade de análise.
Obrigado aos fiéis e novos leitores por esta belíssima audiência consolidada ao longo dos anos!
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Uma pesquisa do Instituto Exata OP, encomendada pela campanha à reeleição da governadora Celina Leão (PP) mostra como a crise do Master/BRB produziu consideráveis estragos nos planos eleitorais de quem estava no poder. O estrago mais visível nem está na pesquisa: é a desistência do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha de disputar, como pretendia, uma vaga para o Senado.
O segundo estrago visível também não está no levantamento: a crise afastou Ibaneis da sua vice-governadora, que assumiu o governo e agora disputa a reeleição. O que a pesquisa mostra é que o esforço de afastamento de Celina do caso não surtiu todos os efeitos que ela desejaria. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com a inscrição DF029994/20026. Então, seus números podem ser divulgados. Celina lidera o cenário de primeiro turno, com 23,4%.
Leia maisMas, para efeito de comparação, Real Time Big Data publicada em dezembro do ano passado colocava Celina Leão com 40% das intenções de voto. O segundo colocado é José Roberto Arruda, do PSD, com 16,3%. Mas Leandro Grass, do PT, já vem colado nele logo atrás, com 15,8%. Ricardo Capelli, do PSB, é o quarto, com 6,4%. Izalci Lucas (PL) tem 5,1%. José Antonio Reguffe (Solidariedade), 4,8%. Rafael Prudente (MDB), 3,1%. Kiko Caputo (Novo), 2,4%. Paula Belmonte (PSDB), 1,9%. E Samara Mineiro (UP), 1%.
O campo de esquerda ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dividido no Distrito Federal. O PT vai com Leandro Grass e o PSB com Ricardo Capelli. Se os dois se unissem numa única candidatura, a soma das intenções de voto não apenas ultrapassaria Arruda como segundo colocado como levaria a um empate técnico com Celina. Somados os votos de Grass e Capelli, eles vão a 22,2%. Resta saber o que aconteceria em um segundo turno. Para onde iriam os eleitores dos demais candidatos.
Reguffe já foi do PDT. Em 2022, ia sair candidato pelo União Brasil, mas o partido lhe deu uma rasteira para apoiar a reeleição de Ibaneis. Seus eleitores podem vir a dar o troco agora. Paula Belmonte também tende a ser um voto de oposição a Celina. Já a candidatura de Rafael Prudente, porém, pode minguar com a desistência de Ibaneis de sair para o Senado. O partido pode, no caso, vir a compor aliança com Celina.
A situação de elegibilidade de Arruda ainda está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), onde há uma ação que discute os prazos de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. Numa simulação sem Arruda, Celina ficou com 36,5%. Grass, com 19,4%. E Capelli com 8,8%. Somados os votos dos dois nomes ligados a Lula, 28,2%.
As duas simulações de segundo turno, feitas, porém, apontam para a reeleição de Celina Leão. Ela venceria Arruda por 42,7% a 34%. E venceria Leandro Grass por 45,7% a 36%. O que mostra que o humor do eleitor não se move tanto assim somente por inclinações políticas e ideológicas. Essa pesquisa não trouxe simulações sobre o Senado.
No caso do Senado, a grande incógnita é se Michelle Bolsonaro irá disputar ou não depois da briga que teve com o candidato do PL à Presidência, o seu enteado e senador Flávio Bolsonaro (RJ). Dados de uma outra pesquisa, essa não registrada, apontam Michelle à frente, mas numa disputa embolada. No caso, não iremos divulgar os números.
Michelle lidera, mas com as duas candidatas ligadas a Lula muito próximas dela. Quem aparece em seguida é a deputada federal Erika Kokay (PT). E depois a senadora Leila do Vôlei (PDT), que tenta a reeleição. A eventual companheira de chapa de Michelle, a deputada federal Bia Kicis, aparece em seguida. E depois viria Ibaneis Rocha.
Fica, então, a dúvida quanto ao peso das eventuais desistências. Se Michelle não disputar, as duas candidatas de Lula passem à frente. Mas a grande incógnita é para onde irão os votos de Ibaneis, diante da desistência já anunciada. Ainda que o MDB feche aliança com Celina, tudo segue para as candidatas dela, Michelle (se disputar) e Bia?
Feito o estrago, agora é esperar para ver se Celina Leão terá capacidade de revertê-lo. Os revezes produzidos pela crise Master/BRB não acabaram. Celina tenta fechar o acordo para salvar o banco. Mas permanecem as dúvidas, uma vez que o BRB até agora não apresentou o seu balanço e ninguém sabe ao certo o tamanho do rombo.
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O entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, da próxima terça, em parceria com a Folha de Pernambuco, será o ex-governador do Piauí, Hugo Napoleão, que também já foi ministro e senador. Na pauta, o cenário nacional e o lançamento do seu novo livro autobiográfico, marcado para o próximo mês, “O Parnaíba Tem Feitiço (A Vida de um Piauiense)”.
A obra reúne memórias pessoais e políticas do autor, que construiu uma trajetória marcante na vida pública brasileira, narrando episódios de sua infância, formação e das décadas dedicadas ao serviço público.
Leia maisNascido em Portland, nos Estados Unidos, Napoleão é advogado. Foi duas vezes senador, três vezes deputado federal, três vezes ministro de Estado e, por dois mandatos alternados, governador do Piauí. Atualmente, ele é filiado ao Partido Social Democrático (PSD) e pertence à Academia Piauiense de Letras (APL).
Napoleão iniciou sua carreira profissional com um estágio na Procuradoria-geral de Justiça da Guanabara, passando depois à condição de assessor jurídico do Banco Denasa de Investimentos S/A (1968) e a membro do Escritório de Advocacia Nunes Leal (1971) interrompendo sua trajetória profissional em razão de seu ingresso na política.
Em 1980, ingressou no PDS e foi eleito governador do Piauí em 1982, o primeiro escolhido por sufrágio popular após vinte anos, tendo como adversário o senador Alberto Silva (PMDB). Em 14 de maio de 1986 renunciou ao cargo em favor de Bona Medeiros. Em novembro daquele ano foi eleito senador pelo Piauí chegando ao posto de presidente nacional do Partido da Frente Liberal (PFL) alguns anos mais tarde.
Entre outubro de 1987 e janeiro de 1989 sua vaga no Senado Federal foi ocupada pelo escritor Álvaro Pacheco, visto que fora nomeado ministro da Educação pelo presidente José Sarney acumulando por um breve período o cargo de ministro da Cultura. Em 1994 foi reeleito senador e tornou-se o primeiro político piauiense a romper a marca do meio milhão de votos. Nesse novo mandato foi escolhido por seus pares líder do PFL no Senado Federal.
Em 1998 foi candidato a governador pela coligação Avança Piauí, mas foi derrotado pelo médico Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa. Mesmo vencido, impetrou uma ação de impugnação de mandato eletivo contra seu adversário por abuso de poder econômico, tese afinal aceita pelo Tribunal Superior Eleitoral que cassou Mão Santa em 6 de novembro de 2001, com base na denúncia formulada por sua coligação. Em 2002, saiu candidato á reeleição, mas foi derrotado por Wellington Dias.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas para a disputa pelo Governo de Pernambuco, contratada pelo ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), indica um cenário de empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
No principal cenário estimulado, Raquel Lyra aparece com 46% das intenções de voto, enquanto João Campos registra 42%. Como a margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença de quatro pontos coloca os dois pré-candidatos em situação de empate técnico.
Leia maisO levantamento ganha relevância por ter sido encomendado por Miguel Coelho, que é aliado político da governadora e figura entre os possíveis candidatos ao Senado na chapa governista. Ainda assim, a pesquisa mostra uma disputa acirrada pelo Palácio do Campo das Princesas, sem vantagem consolidada para nenhum dos dois principais concorrentes.
A divulgação também reforça a tendência de polarização da eleição estadual, concentrando a maior parte das intenções de voto em Raquel Lyra e João Campos, enquanto os demais nomes aparecem com percentuais bem inferiores. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e ouviu eleitores em diversas regiões do estado, seguindo a metodologia informada pelo Instituto Paraná Pesquisas.
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Por Áureo Cisneiros*
Vivemos a era da informação. Nunca foi tão fácil acessar dados, comparar versões e verificar fatos. Ainda assim, a mentira continua encontrando espaço na política brasileira. A pergunta é inevitável: por quê?
Porque a mentira, muitas vezes, é mais simples, mais emocional e mais conveniente do que a verdade. Enquanto a verdade exige contexto, provas e reflexão, a mentira oferece respostas fáceis para problemas complexos, desperta emoções e alimenta expectativas que nem sempre podem ser cumpridas.
Leia maisA polarização agravou esse cenário. Muitos deixaram de analisar ideias para defender grupos políticos. Quando a identidade partidária passa a valer mais do que os fatos, a mentira deixa de ser condenada e passa a ser tolerada, desde que favoreça “o nosso lado”. Nesse ambiente, a verdade perde espaço para narrativas construídas para convencer, e não para esclarecer.
As redes sociais potencializaram esse fenômeno. Algoritmos favorecem conteúdos que geram indignação, medo ou entusiasmo. Uma informação falsa, quando bem elaborada, costuma alcançar milhões de pessoas em poucas horas. A correção, quase sempre baseada em fatos e evidências, chega depois e com muito menos alcance.
Mas seria um erro atribuir toda a responsabilidade apenas aos políticos. Eles também respondem aos incentivos da sociedade. Se a mentira rende votos, engajamento e apoio, ela continuará sendo utilizada. Em uma democracia, os representantes refletem, em alguma medida, os valores e as escolhas da população.
O resultado está diante dos nossos olhos: promessas que nunca saem do papel, corrupção recorrente, descrédito nas instituições, debates cada vez mais pobres e uma população dividida enquanto problemas históricos – como a violência, a precariedade da saúde, a baixa qualidade da educação e a desigualdade – permanecem sem soluções efetivas.
O Brasil não precisa de líderes perfeitos. Precisa de líderes comprometidos com a verdade, a transparência e a responsabilidade. E precisa, sobretudo, de cidadãos dispostos a questionar, verificar informações e cobrar coerência, independentemente de preferências ideológicas.
A grande questão não é porque alguns políticos mentem. A verdadeira pergunta é: por que continuamos premiando a mentira?
Enquanto a resposta continuar sendo dada nas urnas e nas redes sociais por meio da desinformação, do fanatismo e da conveniência, a verdade seguirá travando uma batalha desigual.
Quando a sociedade decidir premiar a honestidade, a competência e a integridade, a política brasileira também começará a mudar.
*Presidente do Sinpol-PE e defensor da Segurança Pública como direito fundamental
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Nos bastidores da política pernambucana, um assunto tem chamado atenção e rendido tanto brincadeiras quanto avaliações mais sérias: a postura adotada pelo pré-candidato ao Senado, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB).
Na disputa interna da federação, Miguel transformou uma discussão política em uma questão pessoal. Mesmo sem controlar o partido ou a própria federação, insiste em conduzir o processo como se sua vontade devesse prevalecer sobre a construção coletiva.
Leia maisA avaliação de muitos interlocutores é de que essa postura transmite arrogância, impaciência, falta de experiência política e dificuldade em aceitar decisões que contrariem seus interesses.
Esse comportamento, segundo observadores da cena política, não é um fato isolado, mas uma característica recorrente de sua trajetória. Em vez de construir consensos e ampliar alianças, Miguel frequentemente insiste em disputas que acabam produzindo desgastes e fissuras.
A impressão que fica é a de alguém que luta por objetivos essencialmente pessoais, mais do que por um projeto político coletivo e consistente. Na política, viabilidade não se impõe; ela se constrói.
E é justamente nesse ponto que muitos fazem a comparação com Eduardo da Fonte. Ao longo de décadas, Eduardo consolidou uma estrutura política robusta, com um partido organizado, bancada federal, bancada estadual, prefeitos, vereadores e uma atuação permanente em diversas regiões do estado.
Trata-se de um patrimônio político construído ao longo do tempo, fruto de articulação, organização e presença. É por isso que cresce, nos bastidores, a percepção de que Raquel assumiu um problema político ao abraçar a candidatura de Miguel Coelho.
Ao transformar uma disputa partidária em um embate personalista, o pré-candidato acaba projetando uma imagem que, para muitos, se distancia da construção política e se aproxima de um estilo marcado pela imposição e pelo personalismo.
A política exige diálogo, capacidade de agregar e respeito às instâncias partidárias. Não se faz na base da imposição nem do coronelismo.
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Por Zé Américo Silva*
No interior do Nordeste existe uma expressão que resume o destino de quem foi atingido por um golpe do qual dificilmente escapará: jacu baleado. O bicho ainda voa, ainda bate as asas, ainda tenta convencer os outros de que está bem. Mas todos sabem que é apenas uma questão de tempo até cair.
A política brasileira acaba de ganhar sua própria revoada de jacus baleados.
O primeiro deles foi o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Na quarta-feira (8), anunciou sua despedida definitiva da vida política justamente quando o escândalo envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB alcançava seu momento de maior desgaste. A coincidência talvez seja apenas cronológica. Politicamente, porém, ela dificilmente poderia ser mais simbólica.
Leia maisIbaneis deixa como legado uma cidade cheia de viadutos, túneis e elevados. Obras vistosas, sem dúvida. Mas Brasília continua enfrentando um transporte coletivo incapaz de atender à população com eficiência. Não houve expansão do metrô, não saiu do papel um único quilômetro de VLT e o automóvel continuou sendo o verdadeiro protagonista da mobilidade urbana. Enquanto isso, a saúde pública permaneceu marcada por filas, dificuldades de atendimento e problemas estruturais. A educação também ficou distante das prioridades, convivendo com reclamações de servidores sobre valorização profissional e investimentos insuficientes. No fim das contas, um governo que apostou na imagem do concreto poderá entrar para a história pelo desgaste provocado justamente na administração do principal patrimônio financeiro do Distrito Federal. Mas seria ingenuidade imaginar que Ibaneis esteja sozinho.
O Banco Master parece ter conseguido um feito raro na política nacional: unir personagens de praticamente todos os espectros ideológicos sob a mesma nuvem de suspeitas.
No Progressistas, o senador Ciro Nogueira passou a ser investigado em razão de sua proximidade com Daniel Vorcaro. A Polícia Federal busca esclarecer se essa relação foi utilizada para abrir portas institucionais e favorecer interesses do banco junto a agentes públicos. O senador nega qualquer irregularidade e afirma jamais ter praticado ato ilícito.
No PL, o senador Flávio Bolsonaro também entrou no radar das investigações. As apurações procuram esclarecer a natureza de sua relação com Vorcaro, incluindo negociações para obtenção de recursos destinados à produção de um filme sobre Jair Bolsonaro e eventual utilização de influência política em favor do empresário. Flávio sustenta que manteve apenas relações privadas e rejeita qualquer prática ilegal.
Nem o governo do presidente Lula escapou dessa tempestade. O senador Jaques Wagner, uma das principais lideranças do PT no Congresso, passou a ser investigado por suspeitas de recebimento de vantagens indevidas e eventual atuação em temas de interesse do Banco Master. O parlamentar nega todas as acusações e afirma confiar que sua inocência será demonstrada.
O aspecto mais curioso desse episódio é que ele desmonta um velho discurso da política brasileira: o de que a corrupção tem ideologia. Não tem. Quando interesses financeiros de grande porte entram em cena, direita, esquerda e centro frequentemente passam a dividir o mesmo ambiente, ainda que continuem brigando nos palanques.
O Banco Master talvez tenha produzido algo ainda mais revelador do que um escândalo financeiro. Expôs a facilidade com que parte da elite política brasileira circula pelos mesmos corredores, frequenta os mesmos gabinetes e cultiva as mesmas relações, independentemente da cor da bandeira que exibe em período eleitoral.
É por isso que a metáfora do jacu baleado se encaixa tão bem. Os primeiros já foram atingidos. Alguns ainda caminham como se nada tivesse acontecido. Outros tentam transformar suspeitas em perseguição política ou apostam que a memória do eleitor continuará curta. Mas a história mostra que grandes escândalos nunca escolhem apenas uma vítima.
Quando a fumaça baixar e todas as investigações forem concluídas, talvez o Brasil descubra que aqueles que hoje ainda parecem voar apenas estavam demorando um pouco mais para cair.
*Jornalista e consultor político
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