Um deputado estadual de Pernambuco protocolou na Assembleia Legislativa local (Alepe) um pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD). A petição foi apresentada nesta segunda-feira (19), após denúncias de que a empresa de ônibus dos pais da governadora operava de forma irregular há pelo menos três anos em Pernambuco.
O pedido assinado pelo deputado Romero Albuquerque (União Brasil) ainda precisa ser analisado pelo presidente da Alepe, o deputado Álvaro Porto (PSDB). Caso o presidente da Casa julgue o caso procedente, ele poderá constituir uma Comissão Especial para dar andamento ao processo. As informações são do Metrópoles.
Leia maisNa petição, o deputado Romero Albuquerque argumentou que Lyra cometeu crimes de responsabilidade pois a governadora “utilizou das suas funções e prerrogativas para permitir que os seus interesses pessoais fossem sobrepostos ao rigor da lei e ao interesse público”.
Entenda o caso
– A Logo Caruaruense encerrou as atividades em 16 de janeiro de 2026, após a informação revelada pelo Metrópoles de que os ônibus rodavam no estado com vistorias vencidas desde 2022 e sem pagar a taxa exigida para a atividades.
– Mesmo irregular, entre 2023 e 2025, a Logo Caruaruense recebeu R$ 105 mil em recursos públicos referentes a auxílio-transporte de servidores. Os repasses teriam sido feitos sem licitação.
– A empresa é gerida pelos pais da governadora, o ex-governador João Lyra e Mércia Lyra. Raquel Lyra integrou o quadro societário da empresa até 2018.
– A Logo Caruaruense é do pai da governadora, o ex-governador João Lyra Neto. A empresa possui 50 ônibus cadastrados que fazem o transporte intermunicipal.
Um relatório técnico da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) afirma que os veículos da empresa tiveram a última inspeção realizada em 2022, ano em que Raquel Lyra foi eleita. Desde então, os ônibus não passaram por nova avaliação técnica exigida anualmente.
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O deputado federal Felipe Carreras (PSB) esteve no município de Santa Cruz, hoje, onde cumpriu agenda ao lado do prefeito Helinho Aragão, do vice-prefeito Flávio Pontes, do ex-prefeito Fábio Aragão, do deputado estadual Diogo Moraes (PSDB), além de vereadores, secretários e outras lideranças locais. A visita teve como objetivo acompanhar de perto obras em andamento que representam avanços importantes para a cidade.
A comitiva esteve na obra de pavimentação da via de acesso da Manhosa, que segue em ritmo acelerado. A intervenção atende a um sonho antigo da população da localidade, garantindo mais mobilidade, segurança e qualidade de vida para os moradores. A obra conta com recursos viabilizados por meio de emenda parlamentar do deputado Felipe Carreras.
Leia maisA agenda também incluiu a visita à obra do pórtico de entrada da cidade, outro investimento estruturante que contribuirá para fortalecer a identidade de Santa Cruz, e valorizar o município. Assim como a pavimentação da Manhosa, o pórtico é fruto de emenda destinada pelo parlamentar.
Durante a visita, o deputado destacou a parceria sólida com o prefeito Helinho Aragão e todo o seu time ressaltando os resultados já alcançados. Carreras também enfatizou que, além das conquistas já entregues e em execução, há um conjunto de novas ações e investimentos sendo planejados, reforçando o compromisso com o desenvolvimento de Santa Cruz.
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Não é fácil andar em Diamantina pelas suas ruas de pedras. São lindas, charmosas e compõem um cenário que nos remetem ao tempo da sua colonização, mas tem hora que dá uma canseira. E o jeito é dar uma paradinha, sentar na calçada e tomar uma água gelada.
Por Valéria Lucena*
O Censo 2022 do IBGE expõe uma realidade que nós, profissionais do Direito, já percebíamos no dia a dia: as famílias pernambucanas mudaram. E mudaram muito. Pela primeira vez, o estado tem praticamente o mesmo número de pessoas casadas e solteiras. Mas o dado que mais chama minha atenção é outro: as uniões consensuais, sem casamento civil ou religioso, já representam 42,76% dos relacionamentos. A informalidade afetiva se tornou predominante em Pernambuco, revelando escolhas legítimas, modernas e coerentes com um tempo em que as relações se moldam mais à autonomia do que à tradição.
Essa transformação, porém, traz desafios jurídicos que não podem ser ignorados. Ainda é comum ouvir pessoas acreditando que a união estável garante automaticamente pensão, herança ou partilha de bens. Não garante. Ao contrário do casamento, que se prova com uma certidão, a união estável precisa ser demonstrada. E quando essa comprovação não existe (nenhum contrato, nenhuma escritura, nenhum registro) o companheiro pode enfrentar obstáculos enormes justamente no momento mais vulnerável: uma separação inesperada, um falecimento ou um conflito entre herdeiros.
Leia maisPor isso, sempre repito algo que defendo com convicção: formalizar não é burocratizar o amor. É protegê-lo. Escrituras públicas e contratos de convivência deixam claros direitos e deveres, evitam interpretações equivocadas e reduzem significativamente disputas dolorosas entre filhos, familiares e companheiros. Planejamento patrimonial não é sobre desconfiança; é sobre responsabilidade emocional e financeira. Quando bem utilizados, esses instrumentos garantem dignidade, previsibilidade e respeito às escolhas de cada família.
O Censo também revela que mais de 10% dos lares abrigam mais de uma família e que 67% das casas não têm crianças menores de 10 anos. Estamos diante de um ambiente de envelhecimento populacional, vínculos múltiplos, famílias recompostas e arranjos cada vez mais complexos. Tudo isso demanda um olhar ainda mais sensível e técnico. Testamentos, pactos e acordos passam a ser fundamentais para assegurar que a vontade de cada pessoa prevaleça , especialmente em lares onde convivem histórias e afetos de origens diferentes.
Outro ponto importante é o mito da “dupla união estável”. Os tribunais brasileiros seguem o princípio da monogamia. Mesmo em situações de boa-fé ou dependência econômica, não há reconhecimento pleno de duas famílias simultâneas. Em casos excepcionais, pode até existir alguma proteção patrimonial limitada, mas jamais equiparação. Esse é um choque de realidade para quem acredita que relações paralelas terão o mesmo amparo da lei.
Desde 2017, casamento e união estável são praticamente equivalentes no campo sucessório, graças à decisão do STF. Companheiros herdarem como cônjuges é um avanço civilizatório. Mas a diferença prática permanece: provar a existência da união estável é essencial. E essa prova pode ser simples, quando a relação está documentada, ou extremamente difícil quando tudo se apoia apenas na informalidade.
Diante de famílias cada vez mais plurais, diversas e afetivamente complexas, o planejamento jurídico se torna parte do cuidado. Eu defendo que falar sobre testamentos, pactos, contratos de convivência e sucessão é um gesto de maturidade emocional e respeito mútuo. É garantir que o afeto que construímos durante a vida não se transforme em conflito depois dela. É, acima de tudo, assegurar que quem faz parte da nossa história esteja realmente protegido.
*Advogada especialista em Direito Sucessório
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão. Está preso. Incomunicável. Não tem acesso a redes sociais. Não dá entrevistas. Mas, mesmo assim, é ele ainda quem dita boa parte do ritmo da política brasileira. E muito disso acontece pela estratégia adotada por seus advogados de defesa.
Os advogados sabem que boa parte dos diversos recursos que o tempo todo fazem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes não têm sentido e serão negados. Mas obrigam Moraes a se manifestar. E, feito o pedido e feita a manifestação, mantêm Bolsonaro em evidência. Em evidência, Bolsonaro se mantém no debate político nacional.
Leia maisOrienta os humores do eleitorado nas pesquisas. E a eleição de outubro, assim, passa por ele. Assim foi na quinta-feira (15) após a decisão de Alexandre de Moraes de transferir Bolsonaro da sede da Polícia Federal (PF) para a área do Complexo Penitenciário de Brasília conhecida como Papudinha. A defesa de Bolsonaro reclamava dos 12 metros quadrados da sala do PF. E vai reclamar agora dele ficar em um espaço cinco vezes maior.
Na estratégia dos advogados de Bolsonaro, há ainda a crença de que o estilo explosivo de Alexandre de Moraes não irá falhar. Nos seus despachos, Moraes será sempre duro. Dirá que prisão não é “colônia de férias” e coisas do tipo. Ajudará, assim, a manter, um ambiente de vitimização, que será explorado com a ajuda das manifestações dos filhos e da esposa do ex-presidente, Michelle. No fundo, nada disso precisa fazer sentido. Para quem é contra Bolsonaro, bate a busca para ele de privilégios que outros presos não têm.
Para quem é a favor, é a prisão injusta de um homem de mais de 70 anos com problemas de saúde. Os exageros de uma parte ou de outra não contam quando o que se deseja é mesmo manter esse clima de radicalização emocionada. Em parte, Bolsonaro e sua defesa não inventam muita coisa. No tempo em que esteve preso, o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez parecido.
Há diferenças, porém. E só o tempo dirá o quanto vão pesar no futuro essas diferenças de estratégia. Lula procurou sempre passar a ideia de que não vergava com a prisão, de que a enfrentava com a disposição de reagir politicamente no momento em que readquirisse a liberdade para recuperar seu espaço.
Já Bolsonaro centra-se na ideia de parecer fragilizado. Em parte, porque, de fato, tem problemas de saúde. Mas em parte porque se busca construir junto a seus seguidores a ideia de que agora seja uma espécie de mártir. Para alguns, acenando que, no seu caso, o trabalho já seria de sucessão do espólio.
Não parece haver no horizonte de Bolsonaro, a essa altura, uma perspectiva de revisão da sentença. Como havia no caso de Lula. Primeiro, no caso de Lula sua condenação não estava transitada em julgado. Ainda cabiam recursos. O episódio da Vaza Jato ajudou a anulação da condenação.
Quando ficou claro que o então juiz Sergio Moro combinava com os procuradores acusações que viravam sentenças, o STF anulou as condenações. Lula não apenas ficou livre como teve recuperados seus direitos políticos. No horizonte próximo de Bolsonaro, essa não parece ser uma possibilidade. Daí, a diferença de estratégia.
Assim, no caso de Bolsonaro, o caminho que parece possível é reduzir ao máximo seu tempo de prisão. Como se busca no Congresso com o PL da Dosimetria. Bolsonaro, assim, cumpriria aí pouco mais de dois anos de prisão em regime fechado. Mas ainda assim não estaria automaticamente de volta à política.
O cenário talvez tenha feito Bolsonaro perceber que enfrentar a prisão com demonstrações de saúde e vigor talvez não fossem mais o melhor caminho. Mas se apresentar como um homem frágil e injustiçado que defenderia seu legado e construiria a sua sucessão e o nome de seu herdeiro.
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Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que não tem preocupação com a relatoria dos projetos do Executivo terem ficado sob responsabilidade de deputados da oposição na Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
As matérias consideradas estratégicas para o estado foram enviadas à Casa em 31 de dezembro para análise no período extraordinário convocado pela governadora. Ao participar da aula inaugural para novos oficiais da Polícia Militar na manhã desta segunda-feira (19), no Recife, Raquel Lyra disse se preocupar apenas com a aprovação dos projetos em plenário.
Leia mais“Todos os projetos que mandamos para a Assembleia Legislativa foram votados e aprovados independentemente se o relator era da situação ou oposição. Vamos continuar trabalhando firmes para garantir que eles possam ser colocados em plenário e votados o mais rápido possível, inclusive porque um deles trata da Lei Orçamentária Anual”, declarou a governadora.
A gestora se referiu ao projeto de altera a Lei Orçamentária Anual de 2026, que, apesar de ter sido enviada para a apreciação junto às demais matérias, não começou a tramitar. O texto não deve passar pela Comissão de Justiça, sendo pautado na Comissão de Finanças e Orçamento, conforme parecer da Procuradoria do Legislativo. O colegiado marcou reunião para esta terça-feira (20).
Três projetos tiveram a tramitação iniciada na semana passada no colegiado de Justiça, o primeiro que refinancia a dívida do estado com bancos nacionais, o segundo permite o uso de recursos do empréstimo de R$ 1,7 bilhão no Fundo de Desenvolvimento Social do estado e outro que trata da transferência de recursos do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para o Executivo no volume de R$ 180 milhões.
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou, hoje, que não pretende se candidatar a nenhum cargo eletivo em 2026, apesar da insistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que dispute uma vaga por São Paulo. As informações são do portal Poder360.
A declaração foi feita em entrevista ao Uol News. Segundo Haddad, o tema vem sendo tratado diretamente com Lula desde a semana passada, em conversas que ele classificou como pessoais e respeitosas. “Eu disse em todas as ocasiões que não pretendia me candidatar em 2026. Isso vale para qualquer cargo”, afirmou.
Leia maisHaddad relatou que mantém com Lula uma relação que vai além da política institucional. “Eu tenho uma relação pessoal com o presidente Lula, que transborda a questão política. Falo até em nome da minha família. O presidente é uma pessoa querida por todos nós”, disse.
De acordo com o ministro, as conversas com o presidente envolvem uma avaliação de sua trajetória política, especialmente desde que deixou a Prefeitura de São Paulo. “Tenho aprofundado o tema com ele, fazendo uma retrospectiva do meu percurso na política ao longo dos últimos anos, sobretudo depois que deixei a prefeitura”, declarou.
Haddad afirmou que ainda não há decisão tomada e que o diálogo segue em aberto. “É uma conversa de amigos e companheiros. Não concluímos nada nessa 1ª conversa. Ele está colocando os pontos dele, eu estou colocando os meus, muito respeitosamente”, disse.
O ministro também mencionou o longo período em que tem ocupado cargos de 1º escalão no governo federal. “Vou completar 10 anos à frente de ministérios: quase 7 no Ministério da Educação e mais de 3 na Fazenda. Se você perguntar ao ChatGPT quantos brasileiros ocuparam por tanto tempo ministérios tão relevantes, vai achar poucos na história”, afirmou.
Apesar da longevidade nos cargos, Haddad disse que, neste momento, não está focado em disputar eleições. “Eu adorei todas as experiências pelas quais passei, mas não estou pensando nisso agora”, declarou.
Segundo ele, sua prioridade é discutir o futuro do país e o papel do Brasil no cenário internacional. “Quero um tempo para discutir o projeto de país, o que vai ser do Brasil nesse contexto internacional tão dramático e desafiador, interna e externamente”, disse. Haddad afirmou que só depois de refletir sobre esses temas pretende avaliar alternativas para o futuro político. “Depois dessas ponderações, poderei responder”, concluiu.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só terá um mês para analisar sugestões da sociedade e de plataformas digitais antes de definir as novas regras das eleições de 2026. A mudança mais aguardada está relacionada ao uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas.
Enquanto as normas não saem, proliferam nas redes sociais conteúdos adulterados, relacionados principalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará o quarto mandato, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto. As informações são do portal Estadão.
Leia maisAs audiências públicas para receber sugestões da sociedade civil foram marcadas para os dias 3, 4 e 5 de fevereiro. O TSE divulgará nesta segunda-feira, 19, as resoluções para consulta do público. As normas que vão orientar a atuação da Justiça Eleitoral neste ano precisam ser aprovadas até 5 de março.
Com a aproximação das eleições de outubro, imagens de pré-candidatos editadas ou geradas por IA já se tornaram recorrentes nas redes sociais. Na semana passada, uma foto manipulada do presidente Lula “musculoso” foi compartilhada por petistas na internet.
“O homem tá forte e o projeto é longo. Vem tetra!”, escreveu o deputado Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Câmara, em post no X, ao divulgar a foto editada. O presidente, que tem 80 anos, vem reiterando em declarações públicas que disputará as eleições se estiver com “100% de saúde”.
Em dezembro, também circulou no TikTok um vídeo que simulava uma reportagem de telejornal e atribuía a Flávio Bolsonaro a liderança na corrida presidencial, informação que contraria os dados das pesquisas eleitorais. Um mês antes, em novembro, outro vídeo falso mostrava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, dizendo que pediu a prisão de Flávio.
O marco da IA foi aprovado no Senado e atualmente é debatido na Câmara, em uma Comissão Especial. Havia a expectativa de que a proposta, sob relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), fosse votada no final de 2025, o que não ocorreu. Assim, o tema entrou em 2026 como uma das pendências do Congresso, mas enfrenta resistências por parte das plataformas, que questionam especialmente o trecho do texto sobre direitos autorais.
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Por Tales faria – Correio da Manhã
A esquerda está apostando todas as fichas em um único candidato ao Palácio do Planalto: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Se ele vencer no primeiro turno, tudo bem. Mas o grande risco é de a eleição ir para o segundo turno. E é nisso que o bolsonarismo aposta.
Escolhido pelo pai como seu candidato a presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou a estratégia em vídeo de 5m32s divulgado na tarde deste sábado, 17, nas suas redes sociais. Ele pediu que os eleitores parem de bater nos possíveis candidatos de direita e de centro-direita, que deverão se unir “no tempo certo”:
Leia mais“Não caia em pilha errada, o [governador de São Paulo,] Tarcísio [de Freitas (Republicanos),] é um aliado fundamental. A [ex-primeira-dama] Michelle [Bolsonaro (PL)] tem um papel importantíssimo. Eu tenho certeza de que você […] também queria ver meu pai, Jair Messias Bolsonaro [PL], livre, de volta à Presidência da República. E eu vou lutar até depois do fim para isso acontecer”, disse.
Ele inclui nessa aliança praticamente todos os presidenciáveis de direita, como os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e “tantas outras lideranças de direita”:
“Você não gostaria de presenciar o momento em que eu Tarciso, Michele, Ratinho, Zema Caiado e tantas outras lideranças de direita estivéssemos juntos no mesmo palanque, pela mesma causa para resgatar o Brasil das garras do atual governo? Calma, que isso vai acontecer no tempo certo. Até lá vamos concentrar os nossos esforços em apontar pro verdadeiro culpado pelo caos em que está o nosso país, que é o atual governo.”
O tempo certo é o segundo turno. Quando, então, na estratégia de Flávio Bolsonaro, estarão todos “juntos no mesmo palanque, pela mesma causa”, que seria resgatar o “Brasil das garras da esquerda”.
É verdade que, para a estratégia dar certo, Flávio terá que convencer, antes, seus próprios irmãos. Eles ficaram incomodados, por exemplo, com as análises apontando que Tarcísio e Michelle articularam a transferência de Bolsonaro da sede da Polícia Federal, atropelando os filhos. Carlos chegou a postar nas redes socais:
“Tenho convicção absoluta, diante dos fatos mais recentes, de que o objetivo jamais foi medir forças com os filhos de Jair Bolsonaro. Isso sempre foi apenas a superfície do jogo. O verdadeiro intento, ainda que de forma dissimulada, é medir forças com o próprio Jair Bolsonaro.”
Neste sábado ele volou à carga: “O enredo é cristalino. Insistem diariamente em qualquer iniciativa que anule Jair Bolsonaro e favoreça determinados interesses. Se existe um acordo, confesso que não posso afirmar, mas todo o movimento se torna, a cada dia, mais óbvio. Tentar anular Flávio Bolsonaro e “desqualificar” a carta do último presidente [de apoio de Bolsonaro à candidatura de Flávio] virou ponto de “honra” entre os envolvidos. Tenho plena certeza do método e de onde isso vai chegar. Deram o cheque esperando, depois, tentar o xeque-mate.”
Carlos sempre, enigmático: cheque, que cheque?
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O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) solicitou ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), a avaliação da inclusão dos municípios do Araripe pernambucano nas obras de abastecimento de água rural do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
No ofício encaminhado à Casa Civil, o deputado explica que os municípios do Araripe enfrentam graves dificuldades de acesso à água potável, especialmente nas zonas rurais. “Nosso objetivo é garantir que o Araripe também seja contemplado nas ações do Novo PAC, levando água para quem mais precisa e promovendo justiça social e desenvolvimento regional”, afirmou Eduardo da Fonte.
Leia maisSe aprovado, o PAC contemplaria municípios como Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Santa Cruz, Santa Filomena e Trindade. Além disso, o programa chegaria a uma população de mais de 330 mil pessoas.
A solicitação leva em consideração os investimentos já aprovados pelo Governo Federal, que somam R$ 105 milhões, destinados a 14 projetos de abastecimento rural em Pernambuco que beneficiará cerca de 38 mil pessoas nas regiões do Agreste e do Sertão. Apesar de atender áreas com elevada vulnerabilidade social e escassez hídrica, a Região do Araripe não foi contemplada nesta etapa.
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O ex-presidente Michel Temer lamentou a morte do ex-ministro Raul Jungmann, confirmada ontem, em Brasília. “Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul!”, escreveu.
Na gestão de Temer, Jungmann comandou o Ministério da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. As informações são do portal G1.
Leia maisNo governo Temer, Jungmann também foi responsável por coordenar operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados afetados por crises na segurança pública.
A informação da morte foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração, instituição da qual era diretor-presidente desde 2022. Jungmann lutava contra um câncer no pâncreas. Foi internado em novembro de 2025 e chegou a deixar o hospital em dezembro. No fim do mês, próximo ao Natal, voltou a ser internado e saiu após o Ano Novo. Ele foi internado novamente neste sábado (17). O ex-ministro deixa dois filhos e uma neta. Velório e cremação serão realizados em cerimônia restrita a parentes e amigos em Brasília.
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A TV Cultura anunciou, na última sexta-feira, que o jornalista Ernesto Paglia será o novo apresentador do programa Roda Viva, uma das atrações mais tradicionais da televisão brasileira. As informações são do portal CNN.
O jornalista irá estrear no comando do programa em fevereiro de 2026, logo após o Carnaval. O Roda Viva, que em 2026 completa 40 anos, é conhecido por debates sobre temas sociais, culturais, econômicos e políticos com convidados de destaque, tanto do Brasil quanto do exterior.
Leia maisPaglia tem uma carreira de mais de 40 anos no jornalismo, com passagens marcantes pela Rede Globo. Ele atuou como repórter especial e correspondente internacional, destacando-se em coberturas de grande relevância, como correspondente em Londres, com foco em política, economia e questões sociais.
Em declaração, Maria Angela de Jesus, presidente da Fundação Padre Anchieta (que dirige a TV Cultura), ressaltou que a escolha de Ernesto Paglia é parte de uma renovação desejada para o Roda Viva.
“O nome de Paglia é fruto de uma decisão da diretoria executiva e vem ao encontro da renovação que buscamos nesse momento. Com sua ampla experiência e competência, ele irá fortalecer o compromisso da TV Cultura com um debate plural e relevante”, afirmou.
Paglia se mostrou empolgado e honrado com o desafio. “Tenho a honra de ser o novo apresentador do programa de entrevistas mais prestigiado e tradicional da TV brasileira, o Roda Viva. Estou muito feliz, e o meu compromisso com o público será manter o alto nível conquistado pelo programa nos seus 40 anos de história”, declarou.
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