A mudança da política

*Por Antonio Lavareda para o Jornal O Globo

Se um orador em qualquer auditório perguntar à plateia se acha necessário mudar a política, quase todos os braços se levantarão. De esquerda, centro e direita. Os dois ou três reticentes serão certamente de cientistas políticos “nefelibatas”, como diria Fernando Henrique Cardoso, que, de pronto, arguirão o óbvio — essa insatisfação é generalizada no mundo. O que não deveria, contudo, fazê-los desconhecer o diferencial de intensidade dos problemas daqui e ignorar os sinais do abismo à frente.

As disfunções do nosso sistema político são variadas. Por ora, foquemos de um lado no “presidencialismo esgotado”; de outro, na “representação sem fidúcia”, para os quais há diversos indicadores, mas por economia de espaço abordo apenas dois.

Veja outras postagens

O ex-prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), acusou a prefeita Pollyanna Abreu (PSD) de espalhar uma mentira ao interpretar como um gesto de apoio à governadora Raquel Lyra uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato no Marco Zero do Recife. Em vídeo publicado nas redes sociais, neste domingo (27), Ângelo reproduziu trecho em que Lula pede votos para João Campos (PSB) e afirma estar convencido de que o candidato será eleito “pela maioria dos votos das mulheres”.

O vídeo publicado por Pollyanna é editado e destaca outra declaração do presidente, na qual ele defendeu maior presença feminina no Congresso. “Se as mulheres tiverem consciência e votarem em mulher, um dia a gente pode ter uma maioria congressual de mulheres, e não de homens”, disse Lula.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a retirada da Federação PSDB/Cidadania da coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). Em decisão assinada ontem (26), o ministro Dias Toffoli considerou que a aliança contrariou regras internas da federação e determinou que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) adote, com urgência, as providências necessárias para considerar a posição de neutralidade da federação na disputa majoritária estadual. As informações são do Diário de Pernambuco.

Na decisão, Toffoli destacou que o Estatuto e a Resolução n.º 1/2026 do PSDB-Cidadania estabelecem regras para que decisões estratégicas sobre alianças majoritárias sejam submetidas aos colegiados da federação. Ademais, o ministro considerou relevante o fato de dez dos 19 integrantes do Colegiado Nacional terem manifestado, antes da convenção, discordância com a condução da aliança estadual. 

No início de agosto, a federação havia optado pela neutralidade no estado, alegando divergência entre as legendas. Enquanto os tucanos defendiam a aliança com Lyra, o Cidadania preferia o apoio à candidatura do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Contudo, apesar do posicionamento oficial do bloco, a direção nacional do PSDB declarou apoio individual à governadora. 

Com a decisão do Supremo, o TRE-PE deverá recalcular o tempo de propaganda eleitoral gratuita e adotar as demais medidas decorrentes da retirada do PSDB-Cidadania da coligação Pernambuco de Coração. Por meio de nota, enviada ao Diario de Pernambuco, a coligação de Raquel Lyra informa que a equipe jurídica da campanha “está analisando a íntegra do material e, de antemão, antecipa que irá recorrer da decisão”.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

O Movimento Cores de Petrolina realiza hoje à tarde, em Petrolina, a 7ª Parada LGBTQIA+ da cidade, reunindo mais de 10 mil pessoas na Praça das Algarobas. O evento leva música, arte, diversidade e conscientização política às ruas e reúne a população LGBTQIA+, aliados, artistas e moradores em uma grande celebração da diversidade.

O ponto alto da manifestação, porém, será um grande protesto contra a governadora Raquel Lyra. A mobilização cobra atenção e apoio ao setor, que não vêm sendo recebidos, pelo Governo de Raquel Lyra e pela prefeitura de Petrolina.

A manifestação contra Raquel Lyra ganha ainda mais força diante da repercussão do episódio que ficou conhecido pela expressão “faz sem ela saber”. A frase foi dita pela governadora em um vídeo gravado em 2025, no qual ela sugere que uma mulher fosse submetida a uma laqueadura sem saber. O episódio ganhou repercussão nacional e se transformou em uma verdadeira vergonha nacional para Pernambuco e para todos os pernambucanos.

Com o tema “Nosso voto, nossas cores”, a Parada também reforça a importância da participação política da população LGBTQIA+. Para a organização, o evento é, ao mesmo tempo, uma celebração da diversidade e um espaço de reivindicação de direitos, visibilidade e políticas públicas.

A programação reúne Alan Cleber e banda, além dos DJs Candite, Anamauê, Vênus, Gleu, Gust, Akira, Othierry, Rhuanzito e Pedro Alencar. As performances drag ficam por conta de Lilica, Tassio Tavares, Saphira Hills e Lilly Alface. A concentração acontece na Praça das Algarobas e, ao final da programação, os participantes seguem em caminhada até a Orla de Petrolina.

Caruaru - Minha rua nova

A passagem de Raquel Lyra (PSD) pelo Mercado da Madalena, no Recife, na manhã deste domingo (27), foi marcada por manifestações contrárias à sua candidatura. Um grupo numeroso de apoiadores de João Campos (PSB) recebeu a governadora com palavras de ordem em favor do adversário e do presidente Lula (PT).

O coro mais ouvido uniu as duas candidaturas: “É lá e lô, é lá e lô, é Lula presidente e João governador”. Raquel também foi alvo de um refrão dirigido diretamente à sua campanha. “Tchau, Mainha, tchau, Mainha. Dia 4 de outubro, eu vou votar no quarentinha”, cantaram os manifestantes. A provocação faz referência ao número de João Campos nas urnas e ao apelido “Mainha”, usado por apoiadores do PSD para se referir à governadora.

A agenda, organizada como uma visita a comerciantes e frequentadores de um dos mercados mais tradicionais do Recife, acabou atravessada por uma manifestação pública de apoio aos adversários. Em parte da passagem de Raquel pelo local, os gritos por Lula e João dominaram o ambiente ao redor da comitiva.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O governo federal começou a disparar ontem (26) mensagens pelo WhatsApp orientando cidadãos que têm dinheiro depositado em sites ou aplicativos de apostas a retirar os valores até 5 de outubro.

Na mensagem, o governo informa que foi publicada a MP (medida provisória) que proíbe as bets no Brasil e orienta os apostadores a sacar os recursos. Também informa que, caso o apostador não consiga fazer a retirada até o dia 5, as empresas devolverão os valores por meio dos bancos até 14 de outubro. As informações são da CNN Brasil.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Agência O Globo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu liminarmente a veiculação de um jingle da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL) a suspeitas de rachadinha, ao caso do Banco Master e à compra de imóveis com dinheiro em espécie. O jingle tem como o refrão: “Foi o Flavio Bolsonaro” ao relacioná-lo a esses casos. A propaganda foi exibida sete vezes em inserções de rádio, entre os dias 28 e 31 de agosto, em quatro emissoras.

Na decisão, Nunes Marques argumenta que a desinformação eleitoral não se restringe à divulgação de informações falsas, mas também a distorção de fatos. Para o ministro, a propaganda pode induzir os eleitores a erro ao apresentar denúncias e investigações sem esclarecer seu andamento ou desfecho.

Palmares - Forró Mares 2026

Por Bernardo Mello Franco
Do jornal O Globo

Donald Trump não é de esconder o jogo. Na terça-feira, deixou claro que a defesa da democracia e o combate ao narcotráfico foram só pretextos para invadir a Venezuela. “Assinamos o maior acordo de petróleo da história”, festejou, na Assembleia Geral da ONU. “Foi uma guerra, mas talvez tenha sido o maior negócio já feito. Ao vencedor, os despojos”, congratulou-se.

O presidente dos Estados Unidos avisou que não vai permitir “ameaças à América” no Hemisfério Ocidental. “Se necessário, usaremos todo o nosso poderio militar inigualável para assegurar os interesses vitais dos EUA”, informou.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Josias de Souza
Do UOL

Às vésperas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro percorre um calvário que seu pai impôs a Lula na eleição de 2022. Molha a camisa para negar que, se eleito, pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Há quatro anos, no primeiro dia da campanha em que media forças contra Lula, Jair Bolsonaro associou o adversário à ideia de fechamento de igrejas. Em 16 de agosto de 2022, ele postou o seguinte no antigo Twitter:

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Da Folha de S.Paulo

A campanha presidencial de Renan Santos (Missão) prepara um grande ato de protesto contra a TV Globo caso ele realmente fique de fora do debate na quinta (1º).

A ideia é fazer uma concentração, com a presença do candidato, em frente à sede da emissora no Jardim Botânico, no Rio. O debate em si acontecerá longe dali, no Projac. A emissora convidou apenas quatro candidatos à Presidência para o debate, o último antes do primeiro turno das eleições: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).

A emissora seguiu o critério previsto em lei, que garante participação apenas a candidatos de partidos que tenham eleito ao menos cinco parlamentares em 2022. Segundo regras repassadas a assessores de candidatos, a Globo informou que, caso algum dos convidados falte, pode chamar um substituto.

Até agora Lula e Flávio não foram aos debates de primeiro turno, mas tudo indica que ambos deverão participar.

Do UOL

A uma semana da eleição presidencial, as pesquisas mais recentes indicam que o presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto em 11 estados, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente em oito, além do Distrito Federal. As demais sete localidades registram empate técnico, incluindo dois entre os três maiores colégios eleitorais do país (Minas Gerais e Rio). A reportagem do UOL considerou os cenários de 1º turno na pesquisa estimulada.

Datafolha fez pesquisas para o cenário presidencial no Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Já a Quaest fez pesquisa em todos os estados (exceto o Piauí) e no DF.

Por Fabio Victor
Da Folha de S.Paulo

Neto de Miguel Arraes, três vezes eleito governador de Pernambuco e líder histórico da esquerda brasileira no século 20, o candidato a deputado estadual Daniel Valença (PSOL-PE), optou por omitir o sobrenome ilustre em seu nome de campanha, preferindo adotar o sobrenome paterno, que compartilha com outro parente famoso: o tio Alceu Valença.

Daniel Arraes de Alencar Valença, 42 anos, é filho de Carmen Silvia Arraes, a Nena, filha do líder político, e de Décio Valença, irmão do autor de “Anunciação” e “La Belle de Jour”. Segundo ele, a decisão de omitir o sobrenome do clã político se deve a uma série de fatores: um pedido da mãe, que o achava mais parecido com o pai e receava perseguição política como a que os Arraes sofreram na ditadura; o hábito patriarcal de se adotar o nome paterno; e a rejeição a quem prioriza sobrenome em vez de propostas.

Por Nayla Valença*

A governadora Raquel Lyra (PSD) trouxe para o debate político uma expressão que passou a usar para definir sua posição: “Sou pernambuquista”. Quis dizer com isso que a sua prioridade é defender os interesses do Estado. Mas, antes de defender Pernambuco, é preciso sobretudo defender as mulheres em geral, especialmente as pernambucanas.

Mulheres que ainda enfrentam diariamente diferentes formas de violência, seja física, psicológica, sexual, moral, patrimonial e institucional. Mulheres que precisam de políticas públicas fortes, prevenção, acolhimento, proteção e uma rede especializada que esteja realmente presente onde elas vivem.

Coluna do Blog

Programa Frente a Frente

TV Blog do Magno

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026
Garanhuns - Juntos construindo o futuro
Imobiliária Gravatá - Fernando Cavalcanti
Os Leões do Norte
São Lorenço da Mata

Opinião

Parceiros

O estilo Marco Maciel

Categorias