Favorita em Floresta, a prefeita Rorró Maniçoba (PP), mãe do deputado estadual Kaio Maniçoba (PP), constrói uma história digna de ser perpetuada e honrada pelas novas e próximas gerações: quando as urnas forem abertas no próximo domingo, confirmando o que tem revelado todas as pesquisas de intenção de voto, entrará para a história como a única mulher a governar o município por quatro mandatos.
Na prática, 16 anos servindo ao povo sem se servir do poder. Ninguém chega a uma posição tão privilegiada como esta por acaso. Geraldo Alckmin foi quatro vezes governador de São Paulo, o coração econômico do País, porque deu conta do recado, revelou-se um gestor por excelência.
É o caso de Rorró. Se não tivesse correspondido no seu primeiro mandato, esta brava sertaneja não teria sido reeleita, quatro anos depois. Com saudade dela, o povo florestano foi buscá-la nos braços nas eleições de 2020, depois de uma desastrosa administração do prefeito que a sucedeu, no pleito de 2016.
Floresta é uma cidade extremamente politizada, exigente com seus dirigentes e representantes. Cobra resultados, vigia os passos dos seus políticos. A filha de seu Né Maniçoba, o primeiro prefeito de Itacuruba, tem a exata compreensão disso tudo. É afinada com o pensamento do seu povo, porque faz uma gestão transformadora, voltada notadamente para os que mais precisam dos seus governantes: os excluídos e desamparados.
Para Rorró, todos os desafios que se apresentam pela frente são encarados como a política da arte de fazer o que parece ser impossível possível. Rorró, não tenho dúvida, é uma líder diferenciada, fora da curva. Líder é alguém que sabe o que quer alcançar e consegue materializar os sonhos da coletividade.
O deputado Túlio Gadelha (PSD), embora também ainda não tenha sido confirmado candidato ao Senado na chapa puro-sangue da governadora Raquel Lyra (PSD), insiste equivocadamente numa linha de discurso que não vai a lugar algum, com “loas” ao presidente Lula (PT), que em Pernambuco já tem candidatos assumidos: Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição, e Marília Arraes (PDT).
Lula, aliás, fez questão de ir, ontem, à convenção nacional do PDT. Posou ao lado de Marília e do presidente nacional da legenda, ex-ministro Carlos Lupi, e ainda fez um longo pronunciamento em agradecimento ao apoio dado pela agremiação trabalhista à sua reeleição.
O que adianta Túlio elogiar Lula para uma plateia que não vota com o presidente? Grande parte do público mobilizado para os atos de pré-campanha de Raquel vota no campo bolsonarista. Túlio prega, portanto, no deserto e tende a dar um tiro no pé, afugentando, consequentemente, o eleitorado da governadora, alavancada e eleita em 2022 com os votos de eleitores bolsonaristas.
O discurso de Túlio chega a ser patético e cômico. Só teria sentido se a chefe dele, como cabeça de chapa, já tivesse assumido que apoiará a reeleição de Lula. Raquel não vai se posicionar a favor do petista porque se convenceu de que a melhor estratégia para derrotar João Campos é ficar em cima do muro, neutra, não apoiando nem Lula nem tampouco Ronaldo Caiado, candidato do seu partido, ou também Flávio Bolsonaro.
Raquel está equivocada. Em política, já escrevi neste espaço, a história se repete primeiro como tragédia, depois como farsa, conforme atestou Karl Marx, o teórico do socialismo. Marx quis alertar para a importância de se conhecer os acontecimentos passados a fim de transformar o presente e o futuro, evitando reproduzir os erros já cometidos.
Se Túlio não se convence da tremenda contramão em que entrou, vai cavando a própria sepultura. Basta dar uma olhadinha nos números de todas as mais recentes pesquisas. Para o Senado, aparece com traços, a léguas de Marília, Humberto, Eduardo da Fonte e Miguel Coelho. Provavelmente, Túlio não desperta para uma dura realidade: o eleitor cobra o seu líder para manter a coerência real.
TRÊS GOVERNADORES – O PDT oficializou, ontem, seu apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, durante convenção no Auditório Neuza Brizola, em Brasília, com a presença do presidente Lula, militantes, dirigentes e parlamentares. O líder do PDT na Câmara, André Figueiredo, destacou que o partido visa ampliar sua presença nos estados, com a meta de eleger três governadores em 2026. As principais apostas são Requião Filho no Paraná, Alexandre Kalil em Minas Gerais e um candidato no Rio Grande do Sul.
Só amenizou – Em entrevista ao Frente a Frente de ontem, o prefeito do Cabo, Lula Cabral, que se transferiu do Solidariedade para o PDT, disse que depois de cobrar da governadora a necessidade de forças federais para combater o crime organizado no Cabo, a gestora reforçou o número de policiais no município, aumentou o número de viaturas e tomou outras providências que amenizaram a situação. “Mas o cenário ainda exige ações mais efetivas, abrangentes e duradouras”, afirmou.
O segundo do Nordeste – Pelos números oficiais do TSE divulgados, ontem, Pernambuco ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 7,2 milhões de eleitores aptos a votar, consolidando-se como 7º maior colégio eleitoral do país e o segundo do Nordeste, atrás apenas da Bahia. Em relação às últimas eleições, de 2024, o eleitorado pernambucano registrou crescimento de 72.873 pessoas, o que corresponde a 1,02% de aumento. Do eleitorado apto, 6.499.140 têm a biometria cadastrada (89,94%), enquanto 726.604 (10,06%) não registraram seus dados biométricos junto à Justiça Eleitoral. Mesmo sem biometria coletada, os eleitores poderão votar normalmente.
Mulheres formam maioria – As mulheres seguem como maioria entre as pessoas aptas a votar em Pernambuco. O levantamento também reúne informações sobre faixa etária, escolaridade, pessoas com deficiência, utilização de nome social e distribuição do eleitorado entre os municípios pernambucanos. Já no País, são 158.745.463 eleitores aptos a votar, um acréscimo de 2,29 milhões de pessoas em relação ao pleito de 2022. Os números representam um crescimento de 1,46% do eleitorado nacional.
Ainda sem vice – O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, disse, ontem, que o nome do candidato a vice-presidente da chapa não será anunciado na convenção do PL, que será realizada no próximo sábado. Os candidatos têm até 5 de agosto para definirem a chapa. Segundo Marinho, a decisão depende da conclusão das negociações com outras siglas que podem integrar a aliança eleitoral. Hoje, o principal foco é no Republicanos.
CURTAS
ALERTA 1 – A estação do ano ainda é o inverno. Mas a prefeitura do Rio anunciou, ontem, que está antecipando seus protocolos — como os existentes por conta do calor e da chuva, acionados normalmente no verão — devido ao Super El Niño. O fenômeno climático, que se caracteriza pelo aquecimento atípico das águas do Oceano Pacífico, deve ser mais intenso neste ano e agravar as altas temperaturas, assim como as tempestades na cidade, já a partir desta estação do ano.
ALERTA 2 – Equipes de mais de 50 órgãos estão mobilizadas para atuar em caso de situações extremas. No Rio, os efeitos previstos podem ser sentidos já no fim deste inverno (estação que chega ao fim em setembro), com temperaturas acima da média, situação que se estenderá pela primavera e pelo verão.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília de hoje, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, vai tratar das razões que travam a retomada do trecho da ferrovia Transnordestina e o avanço do mesmo projeto no Ceará, onde já está em fase de testes.
Perguntar não ofende: Quem é o antimarqueteiro de Túlio Gadelha?
O governo dos Estados Unidos concedeu um green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e à sua família nesta segunda-feira (20). O documento garante a residência permanente no país e assegura uma série de direitos iguais aos de um cidadão norte-americano.
Eduardo Bolsonaro conseguiu o documento quase um ano e meio depois de ter se mudado para os EUA, em fevereiro de 2025. À época, ele alegou que estava sofrendo “perseguição política” no Brasil. As informações são da CNN.
Com o green card, Eduardo e sua família passam a ter acesso permanente a diversos direitos, como trabalhar em qualquer emprego nos Estados Unidos, utilizar serviços públicos e, caso preencham os requisitos legais, solicitar a cidadania americana no futuro.
Por outro lado, os residentes permanentes não podem votar nas eleições federais americanas e precisam evitar longos períodos fora dos EUA, sob risco de perderem esse status migratório.
A autorização foi concedida em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e após o STF (Supremo Tribunal Federal) condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, além do pagamento de 50 dias-multa.
O colegiado concluiu que o ex-deputado atuou junto a autoridades americanas para pressionar integrantes da Corte e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, após ele ser derrotado nas urnas pelo presidente Lula (PT).
O relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que as articulações de Eduardo com autoridades dos Estados Unidos — entre elas, o presidente Donald Trump –, e a defesa de sanções contra integrantes do STF e contra o Brasil extrapolaram os limites da atuação política e configuraram grave ameaça às instituições brasileiras.
Segundo Moraes, a “desinformação” levada às autoridades americanas produziu consequências concretas para o país, entre elas a imposição de sobretaxas sobre produtos brasileiros.
Green card impede extradição?
Segundo o jurista Lenio Streck, o green card é apenas um status migratório permanente. O documento não retira a nacionalidade brasileira nem impede que a Justiça do Brasil exerça jurisdição sobre Eduardo Bolsonaro.
“Dessa forma, eventuais investigações, condenações, mandados judiciais ou outras medidas continuam produzindo efeitos normalmente”, afirmou.
Streck acrescenta que o green card também não cria qualquer tipo de imunidade contra um eventual pedido de extradição.
“O fato de ser residente permanente pode ter relevância prática em alguns aspectos migratórios, mas não impede, por si só, a extradição”, disse.
Apesar dessa possibilidade jurídica, Streck avalia que uma eventual extradição dependeria da análise das autoridades americanas, conforme o tratado bilateral firmado entre os dois países. No entanto, o atual momento de desgaste diplomático entre Brasil e Estados Unidos torna esse cenário pouco provável.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) reagiu, no domingo, à declaração do candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) de que avalia apoiar as postulações de Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) ao Planalto. A mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, que abriu uma nova frente de crises no bolsonarismo ao criticar a aliança do PL cearense com o tucano, declarou que “a direita do Ceará está vendida”.
“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu Michelle nas redes sociais. As informações são do jornal O GLOBO.
A declaração de Ciro ocorreu no sábado, semanas após o político ser citado como um dos principais motivos do desentendimento público dentro do clã Bolsonaro entre Michelle e Flávio.
De volta ao PSDB, o ex-presidenciável cearense foi questionado quem pretende apoiar na disputa à Presidência em 2026. Ciro salientou que o partido ainda não definiu qual caminho seguir após a desistência de Aécio Neves ao Planalto.
— Nós, eu e o Tasso (Jereissati, ex-senador tucano pelo Ceará), estamos trocando ideias. Eu, por exemplo, me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos, me parece uma pessoa que, a despeito de jovem, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros. É uma possibilidade — declarou o tucano em entrevista ao portal Cariri News.
Ciro ponderou, posteriormente, ser importante a “eleição do Ceará” antes de qualquer disputa nacional, e que há quadros bolsonaristas e lulistas entre seus aliados.
— Hoje, nosso senador Alcides (Fernandes) vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. O Mauro Benevides (União), que coordena meu projeto de governo, é vice-líder do (governo) Lula (na Câmara dos Deputados), vota no Lula. E tá tudo certo, tudo bem — salientou Ciro.
No vídeo que culmuniou na saída de Michelle da presidência do PL Mulher, e dúvidas sobre o apoio da mulher de Bolsonaro à candidatura do filho do ex-presidente, Michelle alega ter sido “desrespeitada” e “maltratada” por Flávio. Segundo ela, o motivo foi sua discordância em relação às articulações do enteado no Ceará para apoiar Ciro.
De acordo com publicação do colunista Lauro Jardim, o PL sabe que o tucano não apoiará Flávio, mas nem por isso o descarta por entender que ele é uma arma para bater em Lula. Segundo um integrante do time de Flávio: “Vamos municiá-lo de material contra o Lula”.
Disputa no PL do Ceará
A crise pelo apoio a Ciro começou em maio deste ano, quando o deputado federal André Fernandes, que preside o núcleo local do PL, anunciou o apoio ao ex-governador Ciro afirmando que “toda ajuda é bem-vinda” para derrotar a gestão do PT”. Para justificar a decisão, o parlamentar lembrou que já trocou críticas recíprocas com o tucano, mas ponderou que as diferenças “sempre irão existir”.
A primeira manifestação pública de Michelle contra a aliança ocorreu justamente durante o lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo do estado. Àquela altura, André justificava ter tido o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para buscar a composição com Ciro.
A ex-primeira-dama também compartilhou um vídeo em que Ciro defende que o ex-presidente era um homem “quase doente” e “burro”, com capacidade intelectual “curta”. Para Fernandes, no entanto, a nova composição política significa a “coragem de agir” em nome dos cearenses.
No último fim de semana, o PL do estado confirmou o nome do pai de André Fernandes, o deputado estadual Alcides Fernandes, como pré-candidato ao Senado, retirando a possibilidade da aliada de Michelle, Priscila Costa, de concorrer ao cargo. Na ocasião, André disse à plateia que “quem estiver achando ruim que é o meu pai, que se exploda”.
Ainda no fim de semana passado, o senador Eduardo Girão (Novo), adversário de Ciro na disputa ao governo e aliado de Michelle, voltou a criticar a aliança da direita do estado com o ex-ministro. Para ele, Ciro é um representante da “esquerda raiz” e pode trair o campo político nas próximas eleições.
— Tem turma que se diz de direita, que se diz conservadora, e está apoiando alguém, é até vergonhoso dizer isso, que vai ser uma cobra para nos picar em 2030. Todo mundo sabe no Ceará que o Ciro Gomes, que é a esquerda raiz, tem projeto de Brasil. Por isso que a eleição do Ceará é muito importante — disse Girão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira o apoio do PDT para sua campanha à reeleição, em ato marcado por críticas ao governo dos Estados Unidos de Donald Trump. Durante discurso, o petista desafiou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a montar um comitê para apoiar a candidatura de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em Brasília, a sigla foi a primeira a oficializar a participação na coligação do PT nas eleições deste ano. As informações são do jornal O GLOBO.
— Hoje não temos um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para impor punição ao Brasil — disse Lula: — Se o secretário de estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar meu adversário, que venha, que monte o comitê, porque vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país.
Na convenção nacional do PDT, o tema da soberania permeou os discursos de pedetistas e do próprio Lula.
— Temos que dizer, em alto e bom som, que nada é mais sagrado do que, neste momento histórico, a defesa da soberania nacional. Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Este país foi criado e construído por brasileiros. Somos o que somos com 350 anos de escravidão, pela mantaça de indígenas, mas queremos uma coisa sagrada (a sobenaria). Aqui nós erramos por nós. Nós acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. Aqui nós decidimos que fazer, porque isso significa a gente voltar a andar de cabeça erguida e defender a nossa soberania — discursou Lula.
Antes de Lula discursar na convenção nacional do PDT, o presidente da sigla e ex-ministro da Previdência de Lula Carlos Lupi falou sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos após a imposição de um tarifaço sobre produtos nacionais.
Lupi também citou Leonel Brizola, fundador do partido e que teve idas e vindas na relação com Lula.
— Você representa hoje o único antídoto à desgraça chamada (Donald) Trump. O senhor resgata a história do povo brasileiro, de (Leonel) Brizola, dos brasileiros que morreram servindo a nação. O senhor é um patriota — disse Lupi: — O PDT vai apoiar o senhor desde o primeiro turno. Uma satisfação pessoal minha.
Logo depois, Lula também citou Brizola para criticar o cenário político atual em que a família Bolsonaro é uma das alternativas ao poder.
— Eu tive aqui na última vez em uma homenagem que fizemos ao Brizola e eu acho que o Brasil sente saudade do tempo que a gente fazia política neste país, com um pouco de decência de respeitabilidade ao povo brasileiro, porque a política nos últimos anos apodreceu.
Lula tem, por ora, apoio de partidos da esquerda: PSB, PSOL-Rede, PV e PCdoB (os últimos dois integram federação com o PT). Desde o fim do ano passado, aliados do petista trabalham pela neutralidade de partidos do chamado centrão que têm assento na Esplanada, principalmente a federação União Brasil-PP.
O comando do PT também gostaria de ver o Republicanos neutro na disputa nacional, mas a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula no pleito, intensificou nas últimas semanas ofensiva junto ao partido presidido por Marcos Pereira para apoiar formalmente a sua candidatura. A ideia é lançar a ex-presidente da Caixa na gestão Bolsonaro Daniella Marques, recém-filiada à sigla, para a vice de Flávio.
Já o PSD de Gilberto Kassab lançou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência. Kassab será o vice na chapa. Apesar da candidatura nacional, diretórios estaduais que têm alianças com o PT deverão estar no palanque de Lula, como na Bahia, no Rio de Janeiro e em Sergipe.
Também participam da convenção o presidente do PT, Edinho Silva, e os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Paulo Pereira (Empreendedorismo) e Wolney Queiroz (Previdência), além de políticos do PDT, como a pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, os deputados André Figueiredo (CE) e Afonso Motta (RS), a senadora Leila Barros (DF) e o ex-ministro do Turismo de Lula Celso Sabino. Sabino foi expulso do União Brasil por se negar a deixar o governo federal, mas acabou sendo substituído no cargo. Deputado federal, ele tentará uma vaga ao Senado pelo Pará.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, assinou, no domingo (19), a ordem de serviço para a construção do novo posto de saúde da comunidade de Chocalho. A obra contará com investimento de R$ 168 mil e prevê a construção de uma unidade com recepção, consultório com banheiro, sala de procedimentos, farmácia, banheiro e copa. Atualmente, a comunidade já é atendida por uma equipe multiprofissional, e, com a conclusão da obra, os serviços passarão a ser realizados na nova estrutura.
A pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) cumpriu agenda em oito municípios pernambucanos entre quinta-feira (16) e domingo (19). O roteiro incluiu compromissos em Limoeiro, Bom Jardim, Gravatá, Joaquim Nabuco, São José da Coroa Grande, Xexéu, Maraial e Vitória de Santo Antão, com participação em eventos, reuniões com lideranças políticas, visitas à população e atividades ligadas às festividades locais, às vésperas do início das convenções partidárias.
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), teve de forma oficial o apoio da federação ‘Brasil pela Esperança’, composta pelos partidos PT, PCdoB e PV.
A oficialização ocorreu durante a convenção da Federação Brasil da Esperança (composta por PT, PV e PCdoB), que acontece nesta segunda-feira (20) no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. As informações são do JC.
Durante o evento, João Campos ressaltou a parceria política entre o PSB, partido no qual é presidente nacional e conta com o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckimin, com o PT, partido do presidente Lula.
“Quero agradecer a todos os dirigentes partidários e a todas as militâncias presentes que participaram dessa construção. Uma construção que se dá com naturalidade e harmonia, não só em Pernambuco, mas em todo o Brasil. Porque a gente sabe que o PSB e o PT estarão juntos Brasil afora. Afinal, é a aliança de Lula com Alckmin que garantiu a vitória em 2022 e que garantirá a vitória em 2026. Estaremos juntos não só para vencer a eleição, mas também para construir um governo”, disse João Campos.
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado e o vereador do Recife Gilson Filho oficializaram, nesta segunda-feira (20), durante a convenção estadual do Podemos, suas candidaturas a deputado federal e deputado estadual, respectivamente. Os dois deixaram o Partido Liberal após divergências com o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira.
“Entramos no partido com carta branca e obtivemos o apoio da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, para a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência”, afirmou Gilson Machado. Gilson Filho também destacou sua trajetória política: “Ele me pediu para me candidatar a vereador do Recife e começar na política passo a passo para defender a direita no país”, disse, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Federação União Progressista (UP) realizará, no dia 5 de agosto, a convenção estadual para as eleições de 2026, no Recife. O encontro ocorrerá das 11h às 17h e reunirá os convencionais com direito a voto para deliberar sobre as definições partidárias para a disputa eleitoral. Na ocasião, serão homologadas as candidaturas aos cargos de senador, deputado federal e deputado estadual.
Além da homologação das candidaturas, a convenção também deliberará sobre a formação de coligação para as eleições majoritárias e outros assuntos relacionados ao processo eleitoral da federação. O edital de convocação foi assinado pelo presidente da União Progressista em Pernambuco e pré-candidato ao Senado, deputado federal Eduardo da Fonte.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá 20% a menos de propaganda eleitoral na TV e no rádio do que o presidente Lula (PT) se continuar isolado, após o caso “Dark Horse” afastar o apoio de União Brasil e PP à sua pré-candidatura presidencial. Ele busca reverter isso com uma aliança com o Republicanos, o que lhe daria uma leve vantagem sobre a campanha petista.
Nesta eleição, apenas quatro candidatos à Presidência terão direito a propaganda na TV e rádio: Lula, Flávio, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Os demais, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não contam com apoio de partidos que superaram a cláusula de desempenho e por isso ficarão de fora do horário eleitoral. As informações são da Folha de S. Paulo.
Embora as redes sociais tenham ganhado papel central nas eleições, a propaganda na televisão e rádio ainda é vista como relevante pelas campanhas majoritárias. A publicidade na TV aberta atinge principalmente o público de até dois salários mínimos, única faixa de renda do eleitorado em que Lula vence Flávio (53% a 38% no segundo turno, de acordo com o Datafolha de 17 e 18 de junho).
Já no rádio, a propaganda chega mais ao eleitor do interior ou que está em deslocamento de carro nas grandes cidades. As inserções de 30 ou 60 segundos ao longo da programação são consideradas mais eficientes do que os blocos de propaganda eleitoral, que são mais longos e têm menor audiência, por permitir reforçar os pontos fortes dos candidatos e apontar problemas de adversários.
Lula está atualmente em vantagem em relação a propaganda na TV e rádio por ter conseguido unificar os maiores partidos de esquerda em torno da sua candidatura, mesmo sem conquistar o apoio de partidos de centro ou centro-direita. Ele deve disputar a reeleição numa aliança com as federações de PT/PV/PCdoB e do PSOL/Rede, além de PDT e PSB.
Com isso, num cenário em que Flávio continue isolado e com apoio apenas do PL, o petista terá um minuto a mais por dia nos blocos de 12min30s do horário eleitoral. Lula contará com 5min32s de cada programa, enquanto o candidato do PL terá 4min20s. Caiado vai dispor de 2min2s e Cury, de 36 segundos.
Já num cenário em que Flávio consiga o apoio do Republicanos, o senador do PL passará a ter leve vantagem sobre o petista: 5min16s a 4min51s. Caiado terá 1min49s e Cury, 34s.
O pré-candidato do PL atua pelo apoio do Republicanos, embora o partido indique que prefere ficar neutro na disputa presidencial. Negociações em quatro estados, no entanto, podem mudar esse cenário, junto com a oferta da vice-presidência na chapa.
O PL avançou em tratativas para apoiar os candidatos do Republicanos ao governo do Espírito Santo e aguarda só a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre concorrer ao governo para anunciar uma aliança em Minas Gerais.
Por outro lado, segue indefinido no Acre, entre o apoio a governadora Mailza Assis (PP) ou o senador Alan Rick (Republicanos), e enfrentará o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso, com a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL).
Outra tratativa é que o Republicanos poderia ficar com a vice na chapa –o nome de preferência de Flávio é o da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. Ela, contudo, é recém-filiada ao partido e não seria o nome favorito da legenda.
Apesar dessas tratativas, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, tem afirmado que a tendência hoje é o partido ficar neutro nas eleições presidenciais. Ele está consultando os diretórios estaduais para decidir até o fim do prazo, 5 de agosto.
O dirigente da sigla afirmou no domingo (12), em nota, que uma pesquisa encomendada pelo partido “detectou um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições”.
Dirigentes do Republicanos dizem que a sigla tinha posição mais favorável a Flávio, mas que o cenário mudou quando foi revelado em maio que ele pediu dinheiro ao Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os recursos, segundo Flávio, seriam para custear o filme Dark Horse (“azarão”), sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Isso fez com que ele caísse nas pesquisas e também afastou o apoio de outros dois partidos do centrão, o PP e o União Brasil, que até então eram a prioridade para a candidatura. Se conseguisse uma coligação que unisse o PL com as três siglas, Flávio teria 6min50s de propaganda por bloco, quase o dobro do tempo de Lula, com 3min43s.
A conta é feita com base no tamanho das coligações de cada candidato e nas bancadas eleitas para a Câmara dos Deputados na última eleição (2022). No cálculo, 10% do tempo é dividido igualmente entre os presidenciáveis que têm apoio de pelo menos um partido que superou a cláusula de desempenho, e os outros 90% são repartidos de acordo com o número de deputados eleitos pelas siglas que compõem a chapa do candidato.
O volume de inserções no meio da programação é proporcional ao tempo de propaganda em cada bloco do horário eleitoral. No segundo turno, os dois candidatos que continuarem dividem o tempo em 50% para cada, independentemente do tamanho de suas coligações.
O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou dois processos contra a primeira-dama Janja Lula da Silva que apuravam supostas irregularidades durante viagens internacionais realizadas por ela. As ações pediam a investigação de Janja pelas infrações como desvio de finalidade e violação dos princípios da legalidade, economicidade e moralidade administrativa. Na semana passada, em entrevista ao UOL, ela disse que as críticas recebidas por ela pelos gastos no exterior seriam “misoginia”.
Entre os processos arquivados, estava uma ação movida pelo deputado Filipe Barros (PL-PR), na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. No pedido, ele pedia para que a Corte analisasse a legalidade de uma viagem antecipada pela primeira-dama para Nova Iorque, em setembro do ano passado, no mesmo período em que aconteceu a Assembleia-Geral da ONU. As informações são do jornal O GLOBO.
Relatado no TCU pelo ministro Jorge Oliveira, o caso teve acusações consideradas improcedentes. Além disso, a atuação e despesas da primeira-dama nesta viagem já foram investigadas em outro processo pela Corte das Contas, que não identificou “elementos aptos a caracterizar desvio de finalidade ou irregularidade na utilização de recursos públicos”.
Já o segundo caso dizia respeito a uma representação apresentada pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que acusou a primeira-dama de suposto desvio de finalidade em relação aos gastos públicos relacionados à equipe de apoio dada a ela durante as viagens. Nesse caso, o relator, o ministro Bruno Dantas, pediu a arquivação do processo com base no reconhecimento da atribuição do gabinete pessoal do presidente da República “a função de apoiar o cônjuge presidencial em atividades de interesse público”.
“As viagens internacionais questionadas se encontram amparadas por decretos autorizadores específicos, fundamentados na participação da primeira-dama em comitivas oficiais ou na condição de colaboradora eventual (…) o exame das agendas públicas e das justificativas apresentadas revela a aderência das referidas missões a compromissos institucionais vinculados a temas sociais e diplomáticos de relevância para o Estado brasileiro, a exemplo da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza”, escreveu Dantas.
A Corte também reconheceu que o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça já teriam analisado os mesmos ocorridos anteriormente e não teriam identificado irregularidades.
A pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes, participou da convenção nacional do PDT, em Brasília, ao lado do presidente Lula. Responsável por acompanhar o petista na chegada ao evento e fazer a saudação oficial, a pernambucana afirmou: “O PDT é o primeiro partido a declarar, já na abertura do prazo legal das convenções, o apoio nacional ao presidente Lula. E isso é um compromisso de quem conhece e luta pelo Brasil e pelos brasileiros. Hoje, somos milhões de Lulas espalhados pelo Brasil. Marília é Lula, e Lula é Marília, e assim vamos garantir Lula tetra e o Brasil avançando”, declarou sob os aplausos dos presentes.
Primeiro partido a oficializar o apoio à reeleição de Lula na disputa de 2026, o PDT aposta no fortalecimento de sua bancada no Congresso, com um conjunto de mulheres pré-candidatas ao Senado e à Câmara dos Deputados. Entre elas estão a deputada estadual do Rio de Janeiro e pré-candidata a deputada federal Martha Rocha; a ex-deputada estadual pelo Rio Grande do Sul e pré-candidata ao governo gaúcho Juliana Brizola; e a senadora pelo Distrito Federal e pré-candidata à reeleição Leila Barros.
Aliada de Lula, Marília é apontada como uma das prioridades da direção nacional do PDT para as eleições deste ano. A pré-candidata ao Senado aparece na linha de frente nacional do partido e, em Pernambuco, integra a chapa da Frente Popular.
Em sua fala, Lula agradeceu o apoio do PDT e destacou a importância da união em torno da eleição de aliados progressistas. “Nós temos vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos imporem punição ao Brasil. Não há possibilidade de a gente permitir que a democracia sofra mais um arranhão, como sofreu no golpe contra Dilma Rousseff, em 2016. O lema é esse”, afirmou ao defender os nomes de Marília para o Senado e de Juliana Brizola para o governo do Rio Grande do Sul.
Também estiveram presentes ao evento o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e os ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Previdência Social, Wolney Queiroz. O encontro reforçou a participação de Marília na articulação nacional do PDT e a presença de Pernambuco nas prioridades eleitorais do partido.