A Câmara Municipal do Recife aprovou aumento de 77,8% na verba de gabinete dos vereadores da cidade. A chamada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) é utilizada para gastos vinculados ao trabalho. A partir de 1º de janeiro de 2025, o valor sai de R$ 9 mil para R$ 16 mil por mês, para cada vereador.
A resolução que estabelece o aumento foi publicada no Diário Oficial do Recife do sábado (28). De acordo com a Lei 18.970/2022, o valor da Ceap e sua regulamentação são definidos pela Comissão Executiva da Câmara, responsável pela gestão política e administrativa do Legislativo municipal.
Romerinho Jatobá (PSB): presidente; Hélio Guabiraba (PSB): 1º vice-presidente; Professora Ana Lúcia (Republicanos): 2º vice-presidente; Felipe Alecrim (Novo): 3º vice-presidente; Eriberto Rafael (PSB): 1º secretário; Felipe Francismar (PSB): 2º secretário; Zé Neto (PSB): 3º secretário.
Como a definição é de responsabilidade da Comissão Executiva, o aumento não foi votado pelos demais vereadores da Câmara, nem precisou do aval do prefeito João Campos (PSB).
A Ceap pode ser utilizada pelos vereadores para despesas como aluguel de imóveis, viagens e locomoção do parlamentar e de assessores, contratação de consultorias para auxiliar a atividade do vereador e divulgação da atividade do mandato.
Ao todo, o Recife vai ter 37 vereadores na próxima legislatura, e a Câmara poderá gastar até R$ 592 mil a cada mês em cotas parlamentares.
A verba para o pagamento será direcionada do orçamento já aprovado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) para a Câmara dos Vereadores do Recife em 2025.
Até dezembro de 2024 o valor da Ceap era de até R$ 9 mil mensais para cada vereador, instituída pela resolução nº 185/2023, publicada em 6 de abril de 2023. Segundo o texto da nova resolução, ela revoga disposições anteriores relacionadas à cota.
Procurada, a Câmara Municipal do Recife disse que a verba indenizatória foi substituída pela Ceap, e que desde 2005, o valor ficou contingenciado em R$ 4,6 mil. O g1 questionou o porquê de, então, haver um reajuste feito em 2023, mas o Legislativo não respondeu.
A Câmara disse, por meio de nota, que os recursos estão “dentro das despesas regulamentadas, descritas e publicadas no Portal da Transparência da casa”. Afirmou, também, que os parlamentares apresentam mensalmente notas fiscais das despesas especificadas e são indenizados dos valores gastos, após a verificação da documentação apresentada e regularidade fiscal das empresas.
O vereador Romerinho Jatobá (PSB), presidente da Comissão Executiva, também foi procurado para falar sobre a justificativa para um aumento de 77,8% na cota em menos de dois anos, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Confira, na íntegra, a nota enviada pela Câmara Municipal:
“A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) substituiu a verba indenizatória que foi criada em 2005 no valor de R$ 14.365,00. Houve o contingenciamento e o congelamento do valor, que ficou em R$ 4.600 desde então.
Os recursos são destinados a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar, ou seja, dentro das despesas regulamentadas, descritas e publicadas no Portal da Transparência da Casa.
Mensalmente, os parlamentares apresentam as notas fiscais das despesas especificadas e são indenizados dos valores gastos, após a verificação da documentação apresentada, regularidade fiscal das empresas, entre outros pontos analisados pela Controladoria da casa.
A Ceap é disciplinada através de resolução da Comissão Executiva da casa, observados os limites orçamentários e dentro do prazo legal”.
A cidade de Petrolândia amanheceu em luto neste domingo (26) com a morte da primeira-dama Eliana Matilde de Carvalho Marques, conhecida como Aninha. Ela faleceu por volta das 2h da manhã, em Recife. As informações são do Blog do Itamar França.
O velório ocorrerá na residência da família, localizada na Avenida Barreiras, em Petrolândia. O sepultamento está marcado para as 9h de amanhã (27).
Esposa do prefeito Fabiano Marques, Aninha era reconhecida pela atuação discreta e solidária, marcada pelo cuidado com as pessoas e pela participação em ações sociais no município.
Aninha deixa dois filhos e uma trajetória lembrada pela dedicação à família e pelo compromisso com o bem coletivo. Nas primeiras horas após a confirmação da morte, moradores, lideranças locais e amigos manifestaram pesar e solidariedade à família. A morte da primeira-dama provoca forte comoção na cidade, que se despede de uma figura querida, associada à simplicidade e ao espírito de serviço.
O presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas de um hotel em Washington ontem (25) após tiros serem ouvidos no local, onde ele discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca.
Momentos depois, o próprio Trump deu uma entrevista coletiva em que informou que um homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento antes de ser detido pela segurança. As informações são da BBC.
Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente norte-americano, que divulgou também imagens das câmeras de segurança onde o provável suspeito aparece correndo. O agente recebeu alta do hospital no hoje, segundo os meios de comunicação dos EUA CNN e NBC.
“Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco”, disse Trump. “Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas.”
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia, segundo a CBS, parceira da BBC nos EUA. Segundo as autoridades, Allen será alvo de acusação formal amanhã (27) e irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais.
Segundo a CBS News, o homem disse às autoridades que tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump. Citando duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros foram disparados durante o incidente.
O tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília), quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel Hilton Washington, na capital americana. Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam “abaixem-se, abaixem-se”.
Logo depois, o serviço secreto americano informou que Trump, Melania e outros membros do governo, incluindo o diretor do FBI, não haviam ficado feridos. A viúva do ativista de direita Charlie Kirk, que foi morto por um atirador, também estava presente no local.
O jantar com os correspondentes foi adiado. Seria a primeira participação de Trump no evento desde que chegou à Casa Branca.
‘Nenhum país está imune’ à violência política, diz Trump
Na coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre qual seria sua mensagem ao mundo após o incidente e respondeu: “Você pode ter o melhor esquema de segurança do mundo, mas se houver um maluco, ele pode causar problemas”.
O presidente disse que participar da política nos Estados Unidos tem um custo e acrescentou que há violência política em todo o mundo. “Não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa”, afirmou, acrescentando que “nenhum país está imune”.
Trump já foi alvo de duas tentativas de assasssinato desde a campanha de reeleição, há pouco mais de um ano. O mais grave incidente foi em julho de 2024, quando o então candidato à Casa Branca foi atingido na orelha por um tiro enquanto participava de um comício ao ar livre em Butler, na Pensilvânia. O atirador de 20 anos foi morto por agentes de segurança no local.
Dois meses mais tarde, agentes do Serviço Secreto capturaram um homem armado escondido no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano estava no local. O caso foi considerado uma tentativa de assassinato, e o suspeito foi condenado à prisão perpétua neste ano.
A fome é má-conselheira, cresci ouvindo esta frase em tom de advertência pelo bispo vermelho dom Francisco de Mesquita, chefe soberano da Igreja Católica no Sertão do Pajeú por 40 anos, entre 1961 e 2001. Era visto e tratado como comunista. Batia sem piedade nos governos autoritários.
Combateu o bom combate numa época em que a seca dizimou almas pela fome, a desnutrição aguda. Lembrei-me dele ao receber o novo relatório mundial da fome. Conceituada agora de insegurança alimentar, a fome campeia. E mata! Em apenas dois anos, entre 2025 e 2026, chegou a 266 milhões de pessoas, impulsionada por conflitos armados, chuvas, secas e instabilidade econômica.
Ainda se morre de fome no mundo, especialmente em países da África, como Sudão, e na Faixa de Gaza, no Oriente Médio, onde a crise humanitária agrava a situação. A guerra é o principal vetor, destruindo infraestruturas e forçando deslocamentos (mais de 85 milhões de pessoas deslocadas em zonas de crise). Cerca de 35,5 milhões de crianças sofreram desnutrição aguda em 2025, com quase 10 milhões em estado severo.
A guerra no Oriente Médio e outras tensões elevam o custo de combustíveis e fertilizantes, encarecendo alimentos. África (especialmente Sahel e chifre da África), Oriente Médio e partes da Ásia registram os cenários mais graves. A ONU alerta que a fome está sendo usada como arma de guerra e a meta de erradicá-la até 2030 está cada vez mais distante.
O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, com redução significativa da insegurança alimentar grave entre 2022 e 2024. Pesquisas indicam que, embora o País tenha superado o nível de desnutrição crônica, ainda existem 28,5 milhões de almas vivas em algum nível de insegurança alimentar (21,4 milhões moderada e 7,1 milhões grave).
Nunca passei fome, graças a Deus. Criança no Sertão das desigualdades de Dom Francisco, que fazia sermões contra a fome na igreja e nos microfones da rádio Pajeú, não sabia o que era fome porque meus pais sempre trabalharam muito no comércio para nos proporcionar uma vida digna.
Meu pai Gastão Cerquinha, que se vivo fosse teria feito ontem 104 anos, chegou a se destacar entre os maiores e mais fartos comerciantes em Afogados da Ingazeira. Nunca deixou de proporcionar uma mesa farta a sua grande prole, nove filhos, todos vindos ao mundo em partos caseiros, de uma única parteira, dona Dora Galvão, uma mão-santa.
Só senti mais tarde a assombração da fome já no Recife, quando, estudante universitário, vivi de mesada, livrando-me dela em bandejões universitários de péssima qualidade. Quando dizia que a fome é má-conselheira, dom Francisco expressava, sem papas na língua, a forma mais sutil de estímulo aos saques às feiras livres no Sertão pelas ovelhas famintas que conduzia no campo e mais tarde tangidas para periferia, onde a fome é mais perversa.
Mais adiante, como jornalista, ouvi de Dom Francisco, eu já menino com cabelo na venta, numa entrevista de página inteira ao Diário de Pernambuco, jornal que comecei como correspondente em Afogados da Ingazeira, que a melhor forma de escapar da morte pela fome era saquear. O bispo dizia isso para instigar o governo. Na defesa das suas ovelhas famintas era implacável com quem estava no poder. Por isso, metia medo, era assombração.
“A única coisa que mete medo em político é povo na rua”, dizia o saudoso Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas, combatente do regime militar. Figura central na redemocratização do Brasil e na promulgação da Constituição de 1988, Doutor Ulysses defendia que a mobilização social era a única forma de evitar abusos de poder e privilégios legislativos.
A fome, que assombra o mundo mais uma vez, segundo o mais recente relatório da ONU, chega até nós em imagens dolorosas pela TV, como vi na reportagem de Ilze Scamparini, no JN, reproduzindo imagens de gente esquálida, homens, mulheres e crianças africanas.
Dói mais do que a fome na barriga ver quem se ama sem ter o que comer. É um grito mudo preso no peito. Um homem com fome não é um homem livre, no conceito do bispo vermelho. Dom Francisco morreu em 2006. Deixou como legado o destemor ante poderosos na defesa do seu povo humilde e sedento.
Quem já sentiu fome sempre sabe que se trata de um holocausto silencioso. Segundo José Saramago, autor do “Ensaio sobre a cegueira”, não é a pornografia que é obscena, é a fome.
Nenhum homem deveria sentar-se em paz à mesa farta, sabendo que em algum lugar há um irmão seu passando fome. A fome, por fim, transforma qualquer homem em ladrão. Quem já sentiu a dor da fome sabe a alegria que alguém sente ao receber uma doação de alimento.
Rachel de Queiroz, de “O Quinze”, tinha razão: “Fome demais tira o juízo”.
Sete em cada dez brasileiros pretendem comprar um carro este ano
A Webmotors fez a tradicional Pesquisa de Intenção de Compra e acaba de revelar os dados recolhidos. Em sua quarta edição, ela aponta que 68% dos brasileiros pretendem adquirir um veículo em 2026, sendo que 45% do total de respondentes planeja realizar a aquisição ainda no primeiro semestre de 2026. A pesquisa do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, colheu as respostas de mais de 1,8 mil brasileiros entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.
O levantamento revela um interesse remanescente com relação a 2025, visto que o percentual de consumidores interessados em comprar se manteve igual (68%). A grande diferença para a edição de 2026 está na antecipação da demanda. Isso porque a intenção de comprar ainda no primeiro semestre cresceu 8 pontos percentuais com relação a 2025, quando 37% dos respondentes demonstravam interesse em efetuar a compra nos seis primeiros meses. Entre as razões apontadas para a aquisição, a atualização do modelo foi a mais mencionada em uma lista de múltipla escolha, com 37%.
Na sequência, estão o costume de trocar de carro periodicamente (29%), a necessidade de trocar o atual por já estar velho (23%), a demanda por um veículo mais econômico (15%), a busca por um modelo mais potente (15%), a aquisição de um segundo veículo (13%), crescimento da família e a necessidade de mais espaço (12%), problemas com o carro atual (7%), entre outras razões. O levantamento também revela que a maior parte das transações acontecerá por meio de trocas. Isso porque 73% dos respondentes interessados em comprar um automóvel este ano já possuem um veículo, enquanto 27% não possuem e realizarão, portanto, uma aquisição.
“A alta intenção de compra do consumidor brasileiro é um recado direto para montadoras e lojistas de que existe demanda e espaço para crescer. Quem souber oferecer um portfólio adequado, com condições de pagamento atrativas, especialmente para a troca, que concentra a maior parte dos interessados, tende a capturar esse movimento do mercado”, afirma Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Quanto à forma de pagamento pretendida pelos respondentes para viabilizar a compra, o financiamento parcial foi a mais mencionada, com 46% do total de respostas. Na sequência, estão a modalidade à vista (31%), financiamento total (17%) e leasing ou consórcio (6%).
Crescem empréstimos com garantia de veículo – O banco BV, uma das maiores instituições financeiras do país, manteve a liderança no Empréstimo com Garantia de Veículo (EGV). Esta carteira cresceu 30,5% em 2025 e alcançou R$ 5,3 bilhões. O desempenho do produto segue a tendência de crescimento constante dos últimos anos e reforça a estratégia de diversificação do portfólio de Varejo do BV.
“O EGV desempenha papel central no propósito de democratização do acesso ao crédito, ao oferecer taxas competitivas, menor risco e soluções mais adequadas às necessidades dos clientes”, afirma Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV. O EGV permite que o cliente use um automóvel quitado como garantia para obter financiamento junto à instituição financeira. As taxas de juros costumam ser menores do que outras opções de crédito e os prazos para pagamento podem ser mais longos.
Chevrolet, com vendas em queda, apresenta o SUV Sonic – A General Motors, dona da marca Chevrolet, tinha em 2020 uma participação de 17,3% do mercado brasileiro de automóveis. No final do ano passado, o market share (porcentagem das vendas, receita ou clientes em relação ao total do setor) havia despencado para pouco mais de 10,8%. No primeiro trimestre deste ano, porém, a Chevrolet tem reagido e melhorando sua aceitação, com alta de uns 10%. E agora chega mais um motivo para ela tentar se recuperar: o novo Chevrolet Sonic.
O nome é velho, de um modelo que fracassou por aqui. Mas o SUV compacto, apresentado globalmente no Brasil, vem para disputar espaço em um segmento altamente competitivo, com 25% da venda total de veículos leves — e no qual tem o Volkswagen Tera como líder. As vendas começam em maio. A GM diz que o modelo foi desenvolvido integralmente em ambiente virtual, com inteligência artificial para otimizar o trabalho conjunto de engenheiros e designers desde as etapas iniciais. A referência é Equinox EV. Como este, adota a mais recente linguagem dos SUVs globais da Chevrolet, com a grade dividida em dois níveis bem marcados: a porção inferior concentra o maior volume visual e a superior se conecta às luzes diurnas de LED. Essa assinatura luminosa reforça a identidade do modelo e traz funções como a DRL e o indicador de direção — em um único elemento.
O Sonic estreia a gravata atualizada da Chevrolet, mais horizontalizada e com aplicação em preto. Na traseira, as lanternas de LED, com construção tridimensional, avançam levemente para fora do plano da carroceria e formam uma barra seccionada, criando uma assinatura luminosa de caráter técnico. O vidro traseiro mais inclinado não compromete a visibilidade, enquanto o prolongamento da tampa otimiza a capacidade do porta-malas. O painel em linhas horizontais ajuda a ampliar visualmente a largura do interior, marcado pela atmosfera high-tech.
O destaque fica por conta do Virtual Cockpit System da Chevrolet, que une o painel digital e o multimídia de conectividade avançada. Os assentos têm capa premium, com uma camada extra de espuma, herdado do Tracker. Essa solução ajuda a moldar melhor o corpo, ampliando a sensação de conforto, principalmente em deslocamentos prolongados. A motorização, assim como os preços, não foram divulgados. Mas ele deve usar o velho 1.0 adotado em outros modelos da marca.
Mercado local – O Sonic foi idealizado na América do Sul e criado para acompanhar as novas necessidades do mercado local. Durante seu desenvolvimento, o produto foi submetido a diversas clínicas com consumidores, em momentos distintos do projeto. O carro se destacou principalmente entre aqueles de espírito jovial, que valorizam produtos com design inovador para expressar sua personalidade marcante, em linha com um estilo de vida urbano e conectado.
Embora derive de uma arquitetura modular global da GM, o Sonic adota proporções próprias — comprimento de 4,23m, largura de 1,77m e altura de 1,53m — definidas especificamente para este projeto, de forma a fazer do inédito SUV cupê da Chevrolet uma referência dentro do segmento em aproveitamento de espaço interno, ergonomia e prazer ao dirigir. O Sonic ocupa o espaço entre o Onix Activ e o Tracker no portfólio da Chevrolet. Sua produção se concentra na fábrica da GM em Gravataí (RS), especializada em veículos de alto volume e voltados também para exportação.
Nissan revela dois novos conceitos de SUVs – A japonesa Nissan usou o salão Auto China para mostrar dois novos SUVs conceito de novas energias (chamadas de NEV). A ideia é acelerar os lançamentos de produtos e reforçar o papel da China como um de seus mercados-chave e como um hub global de inovação e exportação que apoia o crescimento de longo prazo. O Urban SUV PHEV Concept foi projetado para jovens consumidores chineses.
Seu design inspira-se nas filosofias do NX8 e da futura linha de SUVs da Nissan, combinando tecnologia avançada de eletrificação com desempenho adequado ao uso urbano diário. O Terrano PHEV Concept marca o retorno de um nome icônico. Equipado com a mais recente tecnologia híbrida plug-in, o Terrano baseia-se na tradição off-road da Nissan, ao mesmo tempo em que atende às necessidades duais de aventura ao ar livre e deslocamento urbano. As versões de produção de ambos os conceitos estão programadas para serem reveladas dentro de um ano.
BMW, a mais vendida do segmento premium – A BMW do Brasil celebra o fato de que, nos primeiros meses do ano, tenha mantido a liderança no segmento premium. O BMW X1, o BMW 320i e o BMW X3 se destacaram. Com 1.034 unidades vendidas até o fim do mês de março, o X1 é o carro premium mais vendido do Brasil. O SUV está disponível em três versões (sDrive 20i GP, sDrive 20i X-Line e sDrive 20i M Sport), com preços que começam em R$ 330.950. Logo na sequência, com ampla vantagem para o terceiro lugar, está o BMW 320i.
O tradicional sedã vendeu 917 unidades no primeiro trimestre e segue sendo um dos modelos mais desejados da marca. Disponível em três versões (GP, Sport GP e M Sport), o BMW 320i, assim como o BMW X1, é produzido em Araquari, em Santa Catarina. Além do BMW 320i, a gama do Série 3 é completada pelo BMW 330e, um híbrido plug-in que reforça a abertura tecnológica da marca de oferecer opções de sistemas de propulsão para os clientes. O BMW X3 se tornou o terceiro modelo BMW mais vendido do país, com 608 unidades.
Vem aí o Jeep Avenger – O irmão menor do Renegade, o Avenger, deve mesmo chegar aos concessionários da marca agora em maio. O modelo é uma espécie de mistura de ingredientes das marcas do grupo Stellantis: é Jeep, será produzido na fábrica da Citroën em Porto Real, no Rio de Janeiro, e vai usar um motor Fiat que debutou no Pulse (1.0 turbo com sistema híbrido leve de bateria lítio de 12 volts, além do câmbio automático do tipo CVT).
Esse conjunto produz 130 cv (etanol) e 125 cv (gasolina). Como é do subsegmento compacto, vai bater de frente com o Volkswagen Tera, Nissan Kait e Renault Kardian. O modelo tem 4,08m de comprimento e 380 litros de capacidade no porta-malas. Deve vir, de série, com o pacote semi autônomo Adas nível 2 (frenagem automática de emergência, assistente de faixa, monitoramento de ponto cego).
Dois Opala preparados vão a leilão – Depois de o Omega CD 1994 Irmscher inaugurar a série de leilões do projeto Vintage Chevrolet em dezembro, agora é a vez do segundo lote de veículos comemorativos aos 100 anos da marca no país ser ofertado. Nele estão os dois Opala caracterizados SS dos anos 1970 e a S10 de competição que venceu o Rally dos Sertões, uma das provas off-road mais importantes da América do Sul.
Os três veículos vão estar entre os automóveis clássicos e especiais do leilão do Carde, que acontece em 2 de maio nas dependências do museu, que fica em Campos do Jordão — os lances também podem ser dados de forma virtual. Parte da renda arrecadada será destinada a ações filantrópicas. Quem quiser ver os carros de perto poderá fazê-lo a partir de sábado, dia 18 de abril, no museu, juntamente com outros veículos do leilão.
O projeto Vintage resgata e restaura clássicos da Chevrolet que marcaram época. Ao todo, dez modelos icônicos produzidos no Brasil entre as décadas de 1960 e 2000 foram escolhidos para receber uma reconstrução criteriosa, garantindo autenticidade e qualidade em cada detalhe. O Opala é o clássico mais cultuado da Chevrolet e por isso o escolhido para ter duas unidades selecionadas pelo Vintage, um amarelo 1976 e um verde 1979, em homenagem às cores predominantes da bandeira brasileira. Ambos são caracterizados SS e trazem as mesmas especificações mecânicas, no melhor estilo restomod, quando o veículo preserva sua identidade visual e emocional, mas traz atualizações mecânicas e de estilo.
“Big Three” dos caminhões estão atrasando a eletrificação – Um novo relatório da Idle Giants, iniciativa internacional para impulsionar a eletrificação de caminhões pesados aponta que as montadoras tradicionais correm o risco de serem ultrapassadas por novas concorrentes — especialmente chinesas — caso não consigam ampliar a produção de caminhões elétricos.
Os três maiores fabricantes de caminhões do mundo – Daimler Truck (Mercedes-Benz), Traton (Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania) e Grupo Volvo (Renault Trucks, Volvo Trucks) —, que detêm uma participação de mercado global superior a 80%, desempenham um papel significativo na aceleração da eletrificação desses veículos, mas precisam ampliar sua produção e oferecer preços competitivos para que essa transição realmente ocorra.
Ao mesmo tempo, concorrentes chineses estão aumentando rapidamente a produção e lançando caminhões elétricos acessíveis e econômicos no mercado, o que os coloca em uma posição privilegiada para capturar o crescimento. A Sany, por exemplo, entrou no mercado brasileiro no final de 2025 com caminhões com preços entre R$ 1,8 milhão e R$ 1,9 milhão. Modelos comparáveis de fabricantes tradicionais como a Scania custam em torno de R$ 2,5 milhões.
Outras empresas também estão se expandindo, como a XCMG — que lançou uma linha completa de caminhões elétricos. Esse movimento está alinhado com tendências regionais mais amplas: o mercado de ônibus elétricos da América Latina está crescendo rapidamente, mas permanece altamente concentrado, com a BYD liderando quase 44% da frota, seguida pela Foton e Yutong. No geral, as fabricantes chinesas respondem por aproximadamente 85% de todos os ônibus elétricos em operação na região.
O Brasil continua sendo uma grande oportunidade para o crescimento do setor de caminhões elétricos. Embora a adoção desses veículos ainda esteja em estágio inicial, a maioria das distâncias percorridas por eles ocorre em rotas de 100 a 600 km, distâncias que já estão dentro do alcance dos caminhões elétricos atualmente disponíveis.
Triton ganha versão 4×2 – A Mitsubishi acaba de apresentar a linha 2027 da Triton. Há poucas mudanças. A versão Tarmac, que no ano passado era apenas uma edição limitada, passou a ser fixa na gama. Ele agora usa novas rodas de 20 polegadas — também adotadas na topo de linha Katana. Toda a linha continua usando o motor 2.4 biturbodiesel, que gera 204cv e 47,9kgfm de torque. A versão GL MT é a única com câmbio manual, enquanto a Tarmac é a única 4×2 — esta última sendo a picape diesel mais econômica do Brasil, com média de 10.2 km/l na cidade e 12.3 km/l na estrada.
Todas as versões contam com direção elétrica, sete airbags, sensores de chuva e crepuscular, câmera de ré, farol de neblina, central multimídia, cruise control e volante multifuncional. O modelo GLS adiciona as rodas de liga leve aro 16″, grade cromada e o sistema de alívio de peso na tampa da caçamba. O modelo HPE inclui o ar-condicionado automático de duas zonas com recirculador no teto, bloqueio no diferencial traseiro, carregador por indução, conjunto óptico full-LED, rodas de 18 polegadas.
A Triton HPE-S utiliza a tração 4×4 Super Select II com diferencial central, bancos em couro, seletor de modos de condução, aviso de saída de faixa e alerta de tráfego cruzado traseiro. A topo de linha Katana soma o pacote ADAS, santantônio integrado, rodas de 20 polegadas, câmera 360° central multimídia com tela de 9 polegadas com navegador GPS nativo, rack de teto e protetor de caçamba. A versão Savana é baseada na Katana e adiciona rodas de 8 polegadas com pneus todo terreno, protetores nos para-lamas, rack de teto tubular, rock sliders e snorkel. Confira preços:
GL MT 4×4: R$ 249.990
GL AT 4×4: R$ 259.990
Tarmac 4×2: R$ 264.990
GLS 4×4: R$ 271.590
HPE 4×4: R$ 303.890
HPE-S 4×4: R$ 330.790
Katana 4×4: R$ 349.890
Savana 4×4: R$ 354.990
Toyota registra melhores valores de revenda – A japonesa Toyota é a fabricante brasileira com o maior número de veículos leves com melhor valor de revenda em 12 meses no Brasil, de acordo com estudo da Suiv, empresa de big data do setor automotivo, encomendado pela revista Quatro Rodas. A marca alcançou o primeiro lugar em quatro categorias na tradicional premiação Melhor Revenda 2026. Corolla, Corolla Hybrid, Hilux e SW4 lideram em seus respectivos segmentos, considerando a comparação entre os preços de tabela Fipe de veículos 0km em janeiro de 2025 e os valores praticados no mercado de seminovos um ano depois.
Já Corolla Cross, Corolla Cross Hybrid e RAV4 Hybrid também apresentaram resultados melhores que a média de mercado, reforçando a consistência do portfólio Toyota em valor de revenda. O sedã Corolla, por exemplo, não teve desvalorização no período analisado; a média de perda de valor do segmento, por sua vez, foi de -6%. O Corolla Cross ficou em segundo, com desvalorização de -9%, sendo que a média do segmento foi de -14%. O SUV grande SW4 teve perda de -3%; os concorrentes, em média -14%.
Mentiras que te contam sobre vender um carro usado – O mercado de veículos seminovos e usados vive um dos seus melhores momentos no Brasil. Entre janeiro e março, o acumulado de vendas atingiu mais de quatro milhões de automóveis — o que representa um crescimento de 12,7% sobre o mesmo período de 2025. Na comparação direta entre os meses de março de 2025 e 2026, a alta foi de 21,5%. Apesar do cenário favorável, ainda há muita desinformação que prejudica quem decide vender um carro. Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, rede de franquias especializada no segmento de intermediação de venda de veículos, explicou quais são as cinco principais mentiras que contam sobre a venda de seminovos e o que diz o mercado na prática.
Carro só desvaloriza? – Embora a depreciação exista, o comportamento recente mostra o contrário em vários casos. A alta demanda por usados, impulsionada pelo encarecimento dos modelos zero-quilômetro, fez com que os preços subissem de forma consistente nos últimos anos, tornando o carro um ativo mais resiliente. “O carro deixou de ser apenas um bem de consumo e passou a ter papel estratégico no patrimônio das famílias”, afirma Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty.
Vender por conta própria é mais vantajoso? – Outro mito recorrente é que vender por conta própria sempre garante mais lucro. Na prática, o CEO da Vaapty aponta que não é bem assim, já que existem custos ocultos, tempo de negociação, riscos de inadimplência e falta de conhecimento sobre precificação. “Muita gente não calcula o custo do tempo, da insegurança e da negociação mal feita. No fim, pode sair mais caro do que parece e fazer com que a pessoa perca dinheiro. Na maioria dos casos, optar pela intermediação é muito mais seguro e torna o processo bem mais rápido”, diz Souza.
Intermediadora sempre paga menos? – O cenário mudou com a profissionalização do setor e o uso de dados. Existem plataformas e redes estruturadas que conseguem gerar concorrência entre compradores e oferecer propostas mais alinhadas ao valor real de mercado. “Hoje, a tecnologia usada permite que a gente tenha acesso a uma plataforma com mais de 25 mil compradores simultaneamente, o que aumenta a transparência e a competitividade. Vale lembrar que tempo também é dinheiro: então, quanto antes esse carro for negociado, maior é o valor dele. Por outro lado, quanto mais demorar a vender, mais desvalorizado ele fica”, afirma o executivo.
Quanto mais anúncios, melhor? – Segundo o especialista, excesso de exposição pode gerar efeito contrário, desvalorizando o veículo ao transmitir urgência ou dificuldade de venda. Estratégia e posicionamento são mais relevantes do que volume. “Não é sobre estar em todos os lugares, mas estar nos lugares certos, com a precificação correta”, diz Souza.
Será que o melhor momento para vender já passou? – Essa ideia não se sustenta diante dos dados. O mercado segue aquecido, com demanda consistente e oferta ainda limitada em algumas faixas de veículos. “O Brasil vive um ciclo positivo para seminovos. Quem entende o momento e usa informação a seu favor consegue fazer ótimos negócios”, conclui o CEO da Vaapty.
Em um mercado cada vez mais profissional e competitivo, vender um seminovo deixou de ser apenas uma transação simples e passou a exigir estratégia, informação e escolha dos canais adequados.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Dar nome de pessoas vivas a espaços públicos fere a Constituição por contrariar princípios como impessoalidade e moralidade administrativa. Com esse entendimento, o advogado Allan de Andrade Ferreira entrou com duas ações populares contra a Câmara de Vereadores de Caruaru. Ele questiona resoluções, aprovadas em 2024, que autorizam a homenagem a políticos ainda vivos em espaços da nova sede do Legislativo municipal.
Segundo o advogado, o principal problema é o uso da máquina pública para promoção individual. “Ao dar o nome de uma obra a uma pessoa viva, na prática, é uma promoção com dinheiro público”, afirmou.
Uma das ações, que trata da nomeação do auditório em homenagem ao vereador Lula Torres, já teve decisão favorável na Justiça em primeira instância. A sentença declarou a nulidade da resolução e determinou que a Câmara não instale nem mantenha placas ou identificações com o nome do parlamentar, sob pena de multa. Na prática, a decisão impede a homenagem, embora ainda caiba recurso.
Na decisão, o juiz entendeu que a homenagem viola a Constituição Federal, a Lei Federal nº 6.454/1977 e a Lei Orgânica de Caruaru, que vedam a atribuição de nome de pessoa viva a bens públicos. A ação também afasta a participação da Prefeitura, por se tratar de iniciativa exclusiva da Câmara.
A outra ação, que questiona a denominação do plenário com o nome de Leonardo Chaves, vereador há 48 anos consecutivos, ainda não foi julgada e aguarda manifestação do Ministério Público.
As resoluções foram aprovadas pelo Legislativo municipal para nomear espaços da nova sede da Casa, ainda em construção. A Câmara defende que a nomeação dos espaços da nova sede é uma decisão interna do Legislativo. A Justiça não aceitou esse argumento. Para o juiz, mesmo decisões desse tipo podem ser revistas quando desrespeitam regras e princípios da Constituição.
A Federação Brasil da Esperança, composta pelos partidos PT, PV e PCdoB, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação em que pede a suspensão do perfil intitulado “Dona Maria”. A representação, protocolada na última quarta-feira (22), solicita que o perfil seja indisponibilizado no Instagram, TikTok, Facebook, YouTube e X.
A página em questão utiliza tecnologias de inteligência artificial (IA) para gerar a imagem e a voz de uma personagem negra, idosa, que comenta temas da política nacional. O pedido se baseia na acusação de que o perfil opera para disseminar propaganda eleitoral antecipada negativa, além de promover conteúdos falsos e desinformação.
O gerenciamento da conta é feito por um motorista de aplicativo, que utiliza ferramentas de IA para criar vídeos de crítica à gestão do atual Poder Executivo. Os advogados da federação argumentam na petição que a simulação de uma pessoa real por meio de algoritmos tem o objetivo de produzir legitimidade popular a ataques direcionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“É um perfil voltado a propagar desinformação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, falar mal do Supremo Tribunal Federal, sobretudo de seus ministros, além de se manter elogioso a Jair Bolsonaro e a seus apoiadores”, sustenta a representação.
“Se trata de clara ferramenta de propaganda política, utilizada consciente e deliberadamente por determinada pessoa desconhecida para, sob o anonimato, publicar inverdades, descontextualizações, praticar crimes contra a honra, ao tempo que se mostra elogiosa com determinadas figuras políticas de outro espectro político”, argumenta a federação de partidos.
A representação aponta que o formato do conteúdo busca confundir o eleitorado ao apresentar opiniões como se fossem depoimentos espontâneos de uma cidadã. Na fundamentação enviada à Corte Eleitoral, a coligação argumenta que o perfil fere as resoluções vigentes sobre o uso de inteligência artificial em contextos políticos. A defesa afirma que a ausência de sinalização clara informando que a personagem não existe fisicamente constitui uma omissão deliberada.
De acordo com o texto da petição, a tecnologia é empregada para amplificar narrativas descontextualizadas, o que compromete o equilíbrio e a transparência necessários ao processo democrático de 2026. A representação protocolada rebate o argumento da liberdade de expressão, declarando que o anonimato ou a criação de identidades fictícias para fins eleitorais é vedado pela legislação brasileira.
Os advogados do PT, PV e PCdoB indicam que a manutenção do perfil em funcionamento gera prejuízos imediatos à imagem do governo, uma vez que o alcance das publicações atinge milhares de usuários diariamente. A federação solicita que as plataformas digitais sejam notificadas para remover o perfil de forma compulsória até o julgamento do mérito.
Além da suspensão da conta, o pedido inclui a identificação de possíveis fontes de financiamento para o impulsionamento dos vídeos produzidos pela inteligência artificial. “Providências eficazes para impedir nova circulação, replicação, reupload, compartilhamento ou impulsionamento de conteúdo idêntico ou substancialmente equivalente ao já reconhecido como ilícito”, diz a peça jurídica.
A petição sugere que a produção técnica e a regularidade das postagens indicam uma estrutura que vai além da iniciativa individual e isolada de um usuário comum. A investigação sobre o fluxo financeiro por trás da personagem é apontada como necessária para verificar se houve abuso de poder econômico ou uso indevido de meios de comunicação.
“A questão econômica é um ponto de necessária atenção. No mesmo primeiro vídeo fixado no perfil da ‘Dona Maria’, o dono do perfil propaga mensagem em que afirma que já recebeu ‘diversas propostas’ para “ganhar dinheiro em cima dos seguidores”, sobretudo de ‘casas de apostas’. E, apesar de afirmar no Instagram que não faz esse tipo de parceria, em seu perfil no TikTok, o mesmo oferece o perfil para divulgação de empresas ou outros canais”, explicam os partidos.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou na última quinta-feira (23), de forma unânime, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o Orçamento da Juventude no estado. A autoria é do então deputado estadual Cayo Albino (PSB), parlamentar mais jovem da legislatura no momento da proposição.
“No discurso, muitos colocam os jovens como aposta do futuro, mas precisam entender que também somos o presente. Com a inclusão da juventude no orçamento do estado, estamos criando obrigações para investimentos em políticas públicas para os jovens de todas as regiões do estado”, explica Cayo Albino.
A PEC aprovada tem como objetivo destinar recursos específicos, alocados devidamente no orçamento estadual, para iniciativas voltadas para os jovens, sendo um fato histórico no estado, para que a temática juvenil tenha uma dotação orçamentária própria e vinculada no planejamento financeiro de Pernambuco, dando a oportunidade de ouvir, discutir e apresentar políticas públicas específicas.
Cayo Albino agradeceu aos parlamentares à aprovação unânime e defendeu a proposta: “Não se trata de promessa nem demagogia, a aprovação do Orçamento da Juventude levará à investimentos que vão melhorar a qualidade de vida dos jovens, na saúde, educação, assistência social e gerando oportunidades, com qualificação profissional, abrindo portas de universidades e campo de trabalho no mercado para empregos melhores qualificados”, concluiu o parlamentar, de 28 anos de idade.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que os réus do “núcleo 2” da trama golpista comecem a cumprir as penas que receberam. O julgamento terminou em 16 de dezembro do ano passado e os envolvidos tentavam questionar trechos da decisão.
O grupo tem como membros o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, a quem foi determinada pena de 24 anos e seis meses de prisão; Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência; o coronel Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL); Marília Ferreira, que integrou o Ministério da Justiça; e o general Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.
No processo, as defesas dos integrantes do núcleo alegaram não haver provas suficientes para uma condenação. Também apontaram inconsistências na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e defenderam que seus clientes não tinham competência para agir de acordo com o que foram acusados.
A acusação afirma que os integrantes teriam ajudado a elaborar a “minuta do golpe”, planejado o assassinato de autoridades e utilizado a estrutura da PRF no segundo turno de 2022, para dificultar o deslocamento de eleitores favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até os locais de votação.
Mario Fernandes
Ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Fernandes é acusado de coordenar as ações mais violentas da organização criminosa. Em interrogatório, ele admitiu ter elaborado o Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes. Segundo a acusação, também atuou como interlocutor dos bolsonaristas acampados que pediam intervenção militar.
Marília Ferreira de Alencar
Ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília teria solicitado o projeto de BI para mapear regiões onde Lula venceu no primeiro turno, visando orientar operações da PRF no segundo turno que dificultassem o deslocamento de eleitores contrários a Bolsonaro. Em janeiro de 2023, assumiu a Subsecretaria de Inteligência da Segurança Pública do DF, indicada por Anderson Torres. Segundo a acusação, estava ciente da escalada de violência e dos riscos do 8 de janeiro e foi omissa.
Silvinei Vasques
Ex-diretor-geral da PRF, Silvinei teria coordenado o emprego das forças policiais para dificultar que eleitores considerados desfavoráveis a Bolsonaro chegassem a seus locais de votação no dia do segundo turno das eleições de 2022. Depoimentos de testemunhas relatam que o ex-diretor teria dito que era “hora de a PRF tomar um lado”.
Filipe Martins
Ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Martins teria apresentado a Bolsonaro a minuta de decreto que instauraria medidas excepcionais para mantê-lo no poder. Também teria ajustado o texto a pedido do ex-presidente, incluindo um pedido de prisão de Alexandre de Moraes, e participado de reuniões com comandantes das Forças para tentar convencê-los do golpe.
Marcelo Câmara
Ex-assessor de Bolsonaro, Câmara teria coordenado as ações de monitoramento e assassinato de autoridades públicas, principalmente do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a acusação, ele também teria sido responsável por atuar na coleta de dados e de informações sensíveis para subsidiar as ações mais violentas do grupo.
O deputado federal Felipe Carreras (PSB) esteve, ontem (24) e hoje (25), no Agreste de Pernambuco cumprindo agenda institucional ao lado de prefeitos, vice-prefeitos, deputados estaduais, vereadores e lideranças locais.
Em São Bento do Una, Carreras foi recebido pelo prefeito Alexandre Batité (MDB), o vice-prefeito Paulo Renato, o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e vereadores do município durante a ExpoLeite. Ele também participou da primeira edição da Serenata do Vale do Una.
Em Garanhuns, ao lado do prefeito Sivaldo Albino (PSB) e do deputado estadual Cayo Albino (PSB), o parlamentar tratou de pautas para o município, entre elas o andamento das obras do Hospital de Amor, voltado ao atendimento oncológico. Carreras também se reuniu com a prefeita de Jupi, Rivanda Freire (PSD), para discutir ações e investimentos.
Já em Lajedo, o deputado visitou, ao lado do prefeito Erivaldo Chagas (Republicanos), ruas da Vila dos Prazeres que recebem pavimentação com recursos destinados por seu mandato. Ainda neste sábado (25), Carreras segue para o Sertão do São Francisco, com destino a Orocó, onde participa da assinatura da ordem de serviço da Escola de Referência em Ensino Fundamental José Bento, ao lado do prefeito Ismael Lira (PSD).
A noite de ontem (24) no Festival do Jeans de Toritama registrou casos de furto em meio ao público estimado em 30 mil pessoas na Arena do Jeans. Um homem de 29 anos, identificado como Pedro Vitor Lima Bezerra, foi preso em flagrante após ser abordado por policiais. Segundo a ocorrência, ele tentou descartar celulares no lixo ao perceber a aproximação do patrulhamento e teria resistido à abordagem antes de ser detido pela Cavalaria.
De acordo com a polícia, o veículo utilizado pelo suspeito (um Jeep Compass estacionado fora da arena) foi localizado durante a ação. No interior do carro, foram encontrados outros aparelhos, somando oito celulares recuperados.
A ocorrência contou com a participação de equipes da Polícia Militar, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Guarda Civil Municipal (GCM), da ROMU, da Polícia Civil e da CTTU.
O suspeito, o veículo, os aparelhos apreendidos e duas vítimas foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Capibaribe (17ª DESEC), onde o caso foi registrado. A orientação é que pessoas que tiveram celulares furtados durante o evento procurem a unidade para reconhecimento e eventual recuperação dos aparelhos.
Candidato a presidente em quatro eleições, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) prometeu, neste sábado (25), decidir até o fim da primeira quinzena de maio se disputará a Presidência da República ou o governo do Ceará em 2026. Mesmo sem a confirmação, o tom do discurso foi predominantemente nacional, citando temas como economia, judiciário e a polarização entre PT e PL.
Ciro falou para correligionários durante encontro de pré-candidatos do PSDB, na primeira agenda pública do ex-ministro após receber o convite formal do presidente nacional da legenda, o deputado federal Aécio Neves, para encabeçar a chapa presidencial do partido. As informações são do jornal O Globo.
Ao justificar a disposição de voltar à disputa nacional, Ciro revisitou a derrota de 2022, quando teve seu pior desempenho nas quatro eleições presidenciais que disputou. O político disse ter sido impedido de competir em condições justas e que, não fosse a “gravidade do momento”, evitaria a política. Ciro afirmou ainda sentir-se “obrigado pelo apelo” de seu partido a considerar o convite.
“Na última eleição eu me senti profundamente humilhado por uma campanha fascista que me negou o próprio direito de participar. E eu, se tivesse juízo mesmo, não chegaria mais perto dessa quadra política fascista de lado a lado nem para dar os parabéns nem os pêsames. Nesse pleito é presidente ou governador. Um dos dois. No fim da primeira quinzena de maio, eu tomo a decisão.”
A ausência de Aécio Neves não passou despercebida. O presidente nacional do PSDB, que em 14 de abril fez o convite público a Ciro para encabeçar a chapa presidencial, enviou uma mensagem em vídeo aos pré-candidatos reunidos no Clube Juventus, na Mooca, zona leste de São Paulo — mas não citou o nome de Ciro Gomes em nenhum momento da gravação.
Na ocasião em que recebeu o convite de Aécio, Ciro já havia sinalizado que não descartava a candidatura, mas ponderou que a decisão precisaria ser amadurecida com sua base política no Ceará, estado pelo qual construiu sua trajetória e onde havia se posicionado como principal nome da oposição ao governo de Elmano de Freitas (PT).
Crítica à polarização
Para embasar a volta ao palanque, Ciro enumerou o que chamou de “pior momento histórico, sob o ponto de vista estrutural, da vida republicana brasileira”.
O ex-ministro também criticou o que considera convergência entre PT e PL na condução da política econômica — câmbio flutuante, metas de inflação e autonomia do Banco Central — e cobrou dos dois campos uma posição sobre as terras raras, setor que classificou como “o petróleo do século XXI”.
“Que polarização é essa em que os dois defendem a mesma política econômica? É tudo igual: Lula 1, Lula 2, Lula 3, Dilma 1, Dilma 2, Bolsonaro, Michel Temer.”
Sobre o Judiciário, Ciro evitou a retórica de adversários que prometem reformas imediatas ou anistias, mas criticou o que chamou de “compadrio” nas nomeações para o Supremo. Disse também que fazer CPI para investigar um ministro e em seguida votar a favor de uma indicação política para a corte é “puro oportunismo”. Ao ser perguntado sobre suas bandeiras prioritárias, Ciro defendeu uma agenda ampla, mas com ênfase na economia.
“O Brasil precisa de uma ruptura. Será que nós estamos com base social para promover essa ruptura? Porque eu não quero decepcionar as pessoas. O Brasil precisa de uma alternativa. Agora, eu não sei se sou eu, porque eu cansei. Eu perdi a crença nas mediações brasileiras.”
O evento foi organizado pela Executiva Estadual do PSDB de São Paulo e reuniu pré-candidatos da legenda a deputado estadual e federal, além de parlamentares, prefeitos e vereadores tucanos do estado. Entre as lideranças presentes estavam o presidente estadual do PSDB paulista e pré-candidato ao governo de São Paulo, Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André; a deputada estadual Ana Carolina Serra; o ex-senador José Aníbal; e o prefeito de Marília, Vinícius Camarinha.
O racha no Ceará
A eventual migração de Ciro para a disputa nacional deixaria sem nome de peso a oposição a Elmano no Ceará — e complicaria ainda mais a relação já rompida com o irmão, o senador Cid Gomes (PSB). Em entrevista publicada pelo Globo em 8 de abril, Cid disse ser “muito constrangedor ter um irmão e não votar nele”, ao comentar a possibilidade de enfrentar Ciro em chapas opostas no estado.
Cid, aliado do governador Elmano, avaliou que seria “quase incontornável” a candidatura do irmão ao governo cearense, dados o alinhamento de Ciro com PL e União Brasil e a ausência de outro nome capaz de liderar a chapa de oposição. O senador disse que apoiaria Ciro caso ele fosse candidato à Presidência, mas que na disputa pelo governo do Ceará os dois estariam em lados opostos.
O afastamento entre os irmãos remonta a 2022, quando discordaram sobre o candidato do PDT ao governo estadual. Ciro bancou Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, enquanto Cid defendia a então governadora Izolda Cela. A ruptura aprofundou-se em novembro de 2023, quando Cid deixou o PDT e migrou para o PSB junto com dois outros irmãos e cerca de 50 prefeitos municipais, esvaziando politicamente a base de Ciro no estado.
Com cinco dias de programação, iniciada na última quarta (21), a 47ª edição da Expocarpina, tradicional feira agropecuária da Mata Norte de Pernambuco, segue até amanhã (22). Segundo a organização do evento, a estimativa de público para os cinco dias de programação é de 40 mil pessoas, dentre elas estiveram presentes Gilson Machado, pré-candidato a deputado federal, e Gilson Machado Filho, pré-candidato a deputado estadual.
“Sempre venho prestigiar a Expocarpina e, inclusive, já fui expositor aqui também. É um setor que emprega milhares de pessoas em nosso Pernambuco e merece atenção. Hoje, eu vim escutar os colegas da agropecuária, atento às suas necessidades”, destacou o ex ministro de Turismo e Cultura. “É um lugar para vir com a família, com as crianças e você ainda vai conhecer o touro Bolsonaro que é uma atração na Exposição”, disse Gilson Filho. “Me sinto num lugar de memórias afetivas porque sempre vim com meu pai nessas exposições desde criança e hoje venho para ouvir o que os trabalhadores precisam”, concluiu.