Durante uma reunião de campanha de Vinícius Castello (PT) realizada ontem (21), a senadora Teresa Leitão protagonizou um momento inusitado. Ao se dirigir aos apoiadores do petista, Teresa cometeu uma gafe ao confundir o nome do atual prefeito de Olinda, Professor Lupércio (PSD), com o de Vinícius. Assista.
Na reta final da campanha presidencial de segundo turno, o cenário de empate técnico ainda é imprevisível, mas, na criação de fatos e em falar o que o povo quer ouvir, o presidente Lula (PT) nocauteou Flávio Bolsonaro (PL). Se isso vai garantir a reeleição do petista, são outros quinhentos.
Flávio dominou a pauta na primeira semana, com a construção de alianças com partidos do centrão que o haviam esnobado antes. Agora, veio o predomínio do presidente Lula, que coroou a reação com a foto de uma Constituição na mão após a promulgação do fim da escala 6×1.
Depois de um freio de arrumação interno e uma mudança significativa de rota, Lula saiu da letargia e conseguiu gerar uma onda a seu favor nas ruas e nas redes sociais. Nas palavras de um petista, a campanha à reeleição se assemelha a um aluno que passou o ano inteiro meio relapso na escola, ficou de recuperação e na reta final corre para tentar não ser reprovado e passar de ano.
Lula conseguiu retomar o comando da pauta tanto na agenda positiva como na negativa. No primeiro caso, além da 6×1, Lula lançou medidas para beneficiar os microempreendedores individuais (MEIs) e já conseguiu aprová-las no Congresso, contando com a ajuda dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, que jogam todas as suas fichas na reeleição do presidente para também sobreviverem nos seus cargos atuais.
E agiu em outras frentes, como a pressão sobre o setor de combustíveis para repassar a desoneração anunciada na sexta-feira da semana passada, que começou a chegar nas bombas. Na agenda negativa, a campanha petista tem empurrado o bolsonarismo para a defensiva, sobretudo no tema fiscal, ao acusar Flávio e seu time de prepararem um corte de gastos que vai causar perdas para os trabalhadores e para as pessoas mais pobres do país.
O flanco foi aberto pela sinalização de corte de 1,5% do PIB em despesas no primeiro ano de governo combinada com a proximidade explícita com o argentino Javier Milei, que esteve no lançamento da campanha do senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar de acusarem os petistas de praticar fake news nesse tema, é fato que a campanha bolsonarista não detalha de onde viriam os cortes substanciais que promete (reduzir ministérios e penduricalhos passa longe de resolver o problema fiscal, e diminuir conta de juros por tirar o PT não pode ser considerado uma proposta) e tampouco anuncia explicitamente um recuo em torno da sinalização de 1,5% de redução de gastos.
HORIZONTE ALONGADO – Um dos apoiadores de Flávio, cogitado para ocupar uma pasta econômica caso ele vença, Marcelo Kayath, mostrou que a promessa só seria factível sem comprometer programas e o crescimento econômico em um horizonte mais alongado, mas ele não fala pela campanha e ninguém da cúpula bolsonarista sancionou a ideia dele. O que Flávio e seu time têm feito para tentar mitigar o problema é dizer que não haverá redução de programas sociais e que o salário mínimo terá aumento real, mas sem compromisso com um número ou desenho específico de política.
No Rali, Flávio leva vantagem – A pouco mais de uma semana do retorno dos brasileiros às urnas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente na disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rali, ferramenta agregadora de pesquisas do jornal O Globo e do Instituto Locomotiva. O candidato do PL soma 47% das intenções de voto, enquanto o petista marca 44,8%. O Rali não busca substituir os levantamentos de cada instituto, mas aproveitar as vantagens de suas diferentes metodologias para fornecer uma leitura integrada das oscilações do comportamento do eleitorado brasileiro.
A vingança atinge o STF – Se eleito, Flávio vai aproveitar o embalo e pôr em prática os planos de “reformar” o Supremo Tribunal Federal nos primeiros meses de governo. O primeiro ato prevê o impeachment de ministros que resistiram ao projeto autocrata do pai e o condenaram por tentativa de golpe. Um espetáculo para saciar a sede de vingança, provavelmente com Jair Bolsonaro já em liberdade assistindo na primeira fila ao rolar das cabeças. O segundo propõe transferir a competência criminal do Supremo para tribunais inferiores, impedindo que o STF toque investigações envolvendo políticos. Adeus inquéritos sobre desvios de verbas parlamentares.
O rolo das big techs – Mais de 100 organizações e especialistas de 25 países divulgaram uma carta aberta em que acusam grandes empresas de tecnologia de violar regras eleitorais brasileiras. O documento pede que autoridades nacionais e organismos internacionais fiscalizem a atuação das plataformas a nove dias do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro, segundo a jornalista Mônica Bergamo. Organizada pela CTRL+Z, que denunciou a Meta para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por bloqueio de Lula no Meta AI, a carta reúne entidades como ARTICLE 19, Greenpeace, Oxfam Brasil e Global Witness, especialistas de cinco continentes e pesquisadores de universidades como USP, UFRJ, UFRGS e UnB.
Globo cria polêmica – O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi recebido em almoço, ontem, na sede da TV Globo pelo presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet. Isso no mesmo dia em que Flávio foi sabatinado na emissora pela jornalista Renata Lo Prete. Lula deu entrevista na quinta (15), mas não foi recebido antecipadamente. A coincidência causou incômodo na campanha do petista. “É muito grave que a empresa receba um candidato para visita no dia em que ele dará uma entrevista na própria emissora, e no momento de uma eleição em que a democracia está em jogo”, reagiu o ministro da Secretaria de Comunicação de Lula, Sidônio Palmeira.
CURTAS
DESEJO DE VOTAR 1 – Novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado ontem mostra que 96% do eleitorado brasileiro pretende ir votar no segundo turno das eleições, ante 1% que admite não ter a intenção de comparecer às urnas no próximo dia 25 e 3% que ainda não decidiram. Entre aqueles que declaram voto em Lula (PT), 98% afirmam que pretendem ir votar, ante 2% que dizem ainda não ter decidido.
DESEJO DE VOTAR 2 – Os números são os mesmos entre os que declaram intenção de votar em Flávio Bolsonaro (PL): 98% pretendem ir às urnas, contra 2% de indecisos. Já no segmento dos que declaram intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, 63% dizem pretender ir votar, 23% afirmam que não pretendem comparecer às urnas e 13% declaram não ter decidido.
SEM PUNIÇÃO – Advogados entrevistados pela Folha de São Paulo concordam em um ponto: o pacote de bondades do presidente Lula, faltando uma semana para as eleições de segundo turno, não deve gerar punição pela Justiça Eleitoral a ponto de tornar o petista inelegível por uso da máquina administrativa. Eles apontam que, na prática, a Justiça Eleitoral acaba sendo mais rigorosa com prefeitos do que com governadores e presidentes da República em ações que investigam possível abuso de poder.
Perguntar não ofende: Lula virou ou não o jogo eleitoral frente a Flávio Bolsonaro?
O presidente Lula (PT) atacou a Globo nesta sexta-feira (16), durante um ato de campanha em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, ao falar de um almoço de Flávio Bolsonaro (PL) com a direção da emissora.
O petista insinuou que a empresa estaria contrariada com medidas de seu governo e afirmou que ela está sob suspeição.
“Ele [Flávio Bolsonaro] foi almoçar com a direção da Globo no dia da entrevista dele”, disse Lula, referindo-se à participação de Flávio em sabatina prevista nesta noite, depois do fim do Jornal Nacional. As informações são da Folha e S. Paulo.
“Certamente a Globo está com raiva de mim porque eu acabei com as bets e ela tinha a bet. Certamente a Globo está com raiva de mim porque aprovamos o fim da escala 6×1. Certamente ela está com raiva de mim porque ela sabe que vou dar o transporte gratuito no final de semana para o povo brasileiro poder passear com a sua família. Ela deve estar com raiva porque ela sabe que fomos nós que prendemos o Vorcaro”, afirmou.
“Então eu quero dizer para vocês que, a partir de hoje, a Globo está sob suspeição da minha candidatura. Não merece confiança. Não merece”, acrescentou.
A Globo confirmou que Flávio foi recebido pelo presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.
Em nota, afirmou que o encontro teve caráter institucional e não contou com a participação de dirigentes do jornalismo. A emissora disse ainda que Lula também teria sido recebido caso tivesse solicitado uma visita. O petista participou da sabatina na quinta-feira (15).
O almoço já havia provocado reação na campanha petista. À Folha o ministro da Secretaria de Comunicação de Lula, Sidônio Palmeira, classificou o encontro como grave e questionou a imparcialidade da emissora, sobretudo por ter ocorrido no mesmo dia da entrevista de Flávio.
Durante a passeata, Lula também pediu aos apoiadores que buscassem votos entre os eleitores que não escolheram sua candidatura no primeiro turno. O presidente voltou a criticar o governo Jair Bolsonaro e mencionou as mortes provocadas pela pandemia de Covid-19.
“Vocês lembram das pessoas morrendo asfixiadas por falta de oxigênio? E por falta de vacina?”, afirmou. “É muito importante que a gente não permita que o Brasil retroceda.”
A mobilização reuniu aliados como o ministro Alexandre Silveira, a ex-prefeita de Contagem e senadora eleita Marília Campos, o ministro Rui Costa, eleito senador pela Bahia, e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles.
O presidente interrompeu a passeata em diferentes momentos para pedir que os participantes evitassem empurrões. “Não adianta. Se a gente não tomar cuidado, as pessoas vão cair e vão se machucar”, disse.
Em outro momento, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu a um aparente gesto ofensivo de uma pessoa que acompanhava a passagem da comitiva de uma residência.
“Colega, pega esse dedo e enfia no coração. Aqui é só amor. Coloca no coração”, afirmou.
O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, disse à Polícia Federal, em delação premiada, que não foi informado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, de que transferências a um fundo dos Estados Unidos seriam usadas para bancar o filme Dark Horse, sobre a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Um dos responsáveis por fazer remessas financeiras e conseguir dinheiro vivo para o dono do Master, Mineiro afirmou que não teve contato com autoridades políticas na operação, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente. Disse ainda que tentou, sem sucesso, recuperar o investimento quando descobriu o destino.
A PF pondera que há aparentes contradições entre o que diz Mineiro e documentos obtidos na investigação. O órgão pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) mais 90 dias para aprofundar a análise. As informações são da Folha de S. Paulo.
Como mostrou o site The Intercept Brasil, Flávio negociou diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro o repasse.
Em depoimento à PF, Mineiro afirmou que a operação foi apresentada como oportunidade de investir em fundo voltado ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários nos Estados Unidos, especialmente nos estados do Texas e da Flórida, associado a empresa de Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Ainda declarou que “em momento algum lhe foi informado que os recursos se destinavam ao financiamento de um filme ou cinebiografia”. Mineiro disse à PF que não aceitaria participar de uma operação “com esse viés em razão do elevado risco reputacional para seu portfólio de empresas”.
O depoimento foi dado em 1º de outubro. Ele disse que a demanda para transferir US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 62 milhões) ao exterior partiu de Fabiano Zettel e foi confirmada por Vorcaro. Segundo a PF, a previsão era de repassar ao filme, no total, US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões).
Mineiro fez os repasses por meio da Entre Investimentos para o fundo Havengate, que é administrado por Paulo Calixto. O delator disse que soube do “verdadeiro propósito do fundo e da destinação dos recursos” por informações divulgadas pela imprensa. Também declarou que pediu o “resgate integral dos valores” transferidos e a apresentação do balancete demonstrativo dos investimentos do fundo, mas não obteve resposta dos gestores.
O delator afirmou que os aportes foram custeados por saques da conta garantida no Banco Master, venda de ativos e caixa próprio.
A PF afirma que, em análise preliminar, os documentos confirmam os valores e instituições envolvidas, mas que existem “pontos que divergem do depoimento ou que merecem aprofundamento”. Os investigadores destacam, entre outras divergências, que há uma carta-acordo dirigida à Entre Investimentos que estabelece compromisso de aporte de US$ 24 milhões e menciona a produção de um filme.
A PF também afirma que, segundo planilha de controle dos repasses, o primeiro aporte não foi custeado por saque da conta garantida no Banco Master ou outras fontes declaradas por Mineiro. Na véspera da primeira remessa, a conta da Entre recebeu depósito de R$ 12 milhões da Super Empreendimentos, segundo a polícia.
Os investigadores também mencionam fragilidades em documentos de comprovação dos pagamentos. Citam a ausência de papéis de parte das remessas, entre outros pontos.
Procurados, a campanha de Flávio, a assessoria de Vorcaro e Calixto ainda não se manifestaram.
A PF também afirma que os documentos analisados “não permitem identificar as contas bancárias de origem dos recursos remetidos pela Go UP”, produtora do filme, “limitando-se à demonstração dos valores ingressados, das contas beneficiárias e das características das operações de câmbio realizadas”.
Renata Lo Prete deu uma bronca em Flávio Bolsonaro (PL) durante a sabatina da Globo na noite desta sexta-feira, 16. A jornalista interrompeu o senador e pediu que não fossem levantados na entrevista fatos que não estejam confirmados por fontes oficiais ou apurados pelo jornalismo da Globo.
A bronca aconteceu no momento em que Renata questionou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre os pedidos de financiamento para o filme Dark Horse ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ao responder sobre o assunto, Flávio atacou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o candidato a reeleição seria próximo a pessoas ligadas a Vorcaro, citando um áudio divulgado pela revista Veja e que foi desmentido pela Polícia Federal. As informações são do portal Terra.
“Candidato, já que o senhor mencionou esse áudio, preciso fazer uma coisa importante aqui. Eu tenho procurado pautar essas entrevistas por fatos estabelecidos, respaldados ou nas investigações dos órgãos competentes ou por apurações jornalísticas da TV Globo. Só com base nisso estou fazendo perguntas. Então eu sugiro que a gente não traga essa história aqui, porque ela mistura coisas em que a gente não tem um terreno firme para pisar. Eu estou fazendo essas perguntas sobre o financiamento do filme porque o seu pai não é qualquer pai: ele é ex-presidente da República, e o senhor não é qualquer filho: o senhor é candidato a presidente da República”, declarou Renata, que em seguida questionou sobre Flávio Bolsonaro ter pedido a Vorcaro um valor duas vezes maior do que o custo informado pela produtora do filme.
Ainda durante a discussão dos desdobramentos do caso Master, Renata Lo Prete voltou a dar uma bronca em Flávio Bolsonaro. A jornalista questionou o candidato do porquê de ele ter pedido financiamento a Vorcaro, e o senador respondeu citando João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, acusando-o de cobrar propina.
“Eu vou insistir com o senhor em dois pontos. Eu não vou me referir aqui a informações que não estão confirmadas pelo jornalismo da TV Globo, porque a gente não faz isso. Não está confirmado pela Polícia Federal”, rebateu Renata Lo Prete.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 16, que não há ilicitudes na relação dele com o banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre o financiamento milionário do filme Dark Horse, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante sabatina de Flávio para a TV Globo.
Na entrevista, ao ser questionado sobre a negociação de R$ 134 milhões para a produção do filme, Flávio comparou a situação com a demissão do ex-CEO da Editora Globo, Frederic Kachar, demitido após vazamento de conversas entre ele e o banqueiro. Ele evitou novamente prestar contas sobre o filme e disse que a produtora já o fez, o que não condiz com a realidade.
“Um diretor da Globo acabou de ser exonerado porque ele promovia eventos bancados pelo Vorcaro no Valor Econômico, em Nova Iorque. Tem alguma coisa de errado? Eu acho que não. Mas ele feriu o código de ética da empresa e sofreu as consequências. Da minha parte, não tem nada de errado”, declarou, durante sabatina promovida pela TV Globo.
Flávio é investigado por supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção pelo financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidenciável nega irregularidades e diz que todos os recursos do filme foram privados. Mensagens mostram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com planilhas apreendidas pela Polícia Federal.
O senador segue sem dar detalhes sobre o contrato do longa e tem dito que Vorcaro não recebeu nenhuma contrapartida por fazer o patrocínio milionário. O filme contou com mais de 90% de seu orçamento bancado por Vorcaro, segundo a produtora. O financiamento foi tratado entre o banqueiro e Flávio Bolsonaro, mesmo depois da prisão do dono do Master, em novembro de 2025, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro.
Em 20 de agosto, afirmou considerar o caso “página virada” e disse que a prestação de contas já teria sido realizada. Quatro dias depois, ao ser questionado novamente por jornalistas, reagiu: “Vocês estão parados no tempo?”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender o fim da reeleição para presidente da República durante sabatina na Globo e afirmou que não apoiaria parentes em uma eventual disputa para sucedê-lo no cargo. Questionado se abriria mão voluntariamente de tentar um novo mandato caso o Congresso não aprovasse mudanças nas regras eleitorais, o candidato disse que sua proposta prevê apenas um período na Presidência e que os detalhes dependeriam da Câmara e do Senado.
— A minha PEC diz que acaba a reeleição para presidente. Os detalhes vão ser no processo legislativo. Eu estou aqui me comprometendo, eu só preciso de um mandato. Eu só quero um mandato para começar a consertar nosso país de verdade. Não dá para continuar essa loucura que o atual presidente da república está fazendo. Já gastou quase R$ 350 bilhões para tentar se reeleger. Ele está disputando o poder, é a sétima vez que ele tenta o mandato de presidente da república. eu não estou disputando o poder. Eu estou disputando o futuro da nossa nação — afirmou. As informações são do jornal O GLOBO.
A declaração ocorre em meio à discussão sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro voltar a disputar a Presidência em 2030 caso o filho seja eleito. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-presidente poderia concorrer novamente nas próximas eleições.
A Constituição já estabelece restrições à candidatura de cônjuges e parentes até o segundo grau do presidente da República no território de sua jurisdição, com exceções para quem já ocupa mandato eletivo e busca a reeleição. A proposta de Flávio pretende ampliar o alcance dessa discussão, incluindo familiares até o terceiro grau, segundo declarações anteriores do senador.
Além de acabar com a reeleição, Flávio defende ampliar de quatro para cinco anos o mandato presidencial. O candidato já afirmou que pretende usar o capital político de uma eventual vitória para aprovar as mudanças no Congresso, embora reconheça que o formato final dependerá da tramitação legislativa.
Uma Proposta de Emenda à Constituição precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares de cada Casa: 308 deputados e 49 senadores.
Lula (PT) marcou maior audiência que Flávio Bolsonaro (PL) nas entrevistas de horário nobre promovidas pela Globo. Nos números do Ibope, obtidos pela coluna, o petista conseguiu atrair quase um milhão de telespectadores a mais.
Segundo dados da Grande São Paulo, principal mercado de televisão do Brasil, a conversa de Renata Lo Prete com Flávio realizada nesta sexta (16) marcou 21 pontos de média. Cada ponto equivale a 199 mil telespectadores na capital paulista. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na quinta (15), Lula conseguiu 25 pontos e teve um resultado 16% superior ao que Flávio obteve. Foi, inclusive, a maior audiência da TV brasileira neste dia. A novela “Quem Ama Cuida”, protagonizada por Letícia Colin, alcançou 24 pontos.
Em número total de telespectadores, Lula conseguiu 4,9 milhões somente na região da capital paulista. Flávio Bolsonaro alcançou 4,1 milhões de telespectadores em média. Lula conseguiu cerca de 800 mil pessoas a mais que seu opositor.
Indagado sobre por que endossa um projeto que determina o fim da marcação de munições e se isso não vai dificultar as investigações de crimes, durante sabatina da TV Globo, o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) primeiro mudou de assunto e começou a falar que é preciso reprimir o crime organizado. Diante da cobrança para responder sobre o projeto, o senador alegou que isso é um “detalhezinho” e que seu programa de governo é bem maior na direção de combater a violência.
Como fez Jair Bolsonaro em sua gestão presidencial, Flávio prometeu que também vai alterar o Estatuto do Desarmamento para assegurar o direito das pessoas de terem armas. As informações são do Estadão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, evitou dizer se o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), também deveria ser investigado por suspeitas envolvendo o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Durante sabatina na TV Globo nesta sexta-feira (16/10), Flávio defendeu a responsabilização de ministros da Corte por crimes de responsabilidade e acusou Alexandre de Moraes de perseguir adversários políticos. As informações são do Metrópoles.
Mesmo questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre os escândalos envolvendo Kassio Nunes Marques, Flávio não respondeu se o ministro indicado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deveria ser investigado.
Em vez disso, defendeu que todos estejam sujeitos à legislação e citou a Lei nº 1.079, que define os crimes de responsabilidade e estabelece hipóteses para o impeachment de autoridades, incluindo ministros do STF.
“Todo mundo está abaixo da lei, tem que estar abaixo da lei. Esse é o problema do Brasil hoje. Qual é o problema do Brasil? As pessoas acham que estão acima da lei”, afirmou.
O senador argumentou que, caso ministros incorram em alguma das hipóteses previstas na legislação, cabe ao Senado Federal iniciar um processo de impeachment. Entre os exemplos citados por ele, estão a atuação político-partidária e a tomada de decisões em situações nas quais, segundo sua avaliação, os magistrados deveriam se declarar suspeitos.
O questionamento ocorreu após o senador defender a investigação e o impeachment de Moraes por causa de suas relações com Vorcaro. Flavio foi questionado se Nunes Marques, indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também deveria ser investigado diante de mensagens encontradas no celular do banqueiro.
O nome do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apareceu em mensagens encontradas no celular de Vorcaro que mencionam um possível pagamento de R$ 500 mil mensais ao advogado Kevin Marques, filho do ministro.
Nunes Marques, que se declarou impedido de participar do julgamento sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes após a divulgação das mensagens, afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro e que nunca julgou processos do Banco Master.
Críticas a Moraes
Ao abordar o ministro Alexandre de Moraes, Flávio afirmou que o magistrado teria usado decisões judiciais para perseguir adversários políticos. “Foi o que mais Alexandre de Moraes fez: tomou decisões perseguindo adversários que ele predeterminava”, declarou.
O candidato também acusou Moraes de atuar politicamente em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa presidencial. Segundo Flávio, o ministro teria articulado uma aproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Alexandre de Moraes virou o articulador político do Lula em Brasília”, disse o senador.
Na sequência, afirmou que Moraes, Lula e Alcolumbre estariam unidos em torno da reeleição do atual presidente.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu um “tesouraço” de R$ 200 bilhões nas contas públicas em um eventual mandato à frente do Planalto. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu o corte de ministérios, algo já feito na gestão do seu pai entre 2019 e 2022.
A declaração foi dada nesta sexta-feira (16/10), durante sabatina da TV Globo.
“Vamos lá, temos que atacar as despesas. (…) O governo tem 39 ministérios. Vamos ter pelo menos 10 a menos. Então gera um grande impacto nas contas e gera uma economia na proporção de R$ 200 bilhões reais por ano”, disse Flávio. As informações são do Metrópoles.
Flávio atacou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no tocante à gestão das estatais pelo petista. “Então, olha só como é que tem muitas receitas novas a serem feitas e tem despesas para serem cortadas, principalmente combatendo a corrupção”, alegou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, disse nesta sexta-feira (16) em sabatina na Globo, depois do Jornal Nacional, que votou a favor do fim da escala 6×1, após ter chamado a medida de oportunista e eleitoreira, porque ouviu trabalhadores nas ruas.
Ele disse ainda que “não está no radar” um cargo para seu pai, Jair Bolsonaro, em seu eventual governo. “O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo”. As informações são da Folha de S. Paulo.
Afirmou também que seu irmão Eduardo Bolsonaro não será chanceler caso ele seja eleito presidente.
“Eu sempre defendi mais liberdade para que os trabalhadores pudessem inclusive montar a sua própria jornada de trabalho”, disse o candidato sobre a 6×1. “Eu sempre citava o exemplo daquela mãe solo, que sustenta o seu filho sozinho, que às vezes não tem com quem deixar a sua criança e com essa escala seis por um engessada, ela não consegue um emprego.”
“Eu rodei o Brasil inteiro, ouvi muitos trabalhadores. Eu votei conforme o que eu vi nas ruas. Como eu vi a grande maioria dos trabalhadores estavam favoráveis ao fim da escala 6×1 resolvi, seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”.
Flávio prometeu que o ajuste fiscal ventilado por sua campanha, se eleito, não implicará em perdas para o salário mínimo, para as aposentadorias e nem para os gastos mínimos previstos com saúde e educação.
A campanha de seu adversário, o presidente Lula (PT), tem apostado na acusação de que a contenção das despesas proposta pela campanha do candidato do PL, estimada em R$ 250 bilhões, representará no fim de garantias e benefícios sociais.
“Tem circulado muitas fake news. Meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo dizendo que acabaria com as aposentadorias, com os servidores públicos, que eu privatizaria Banco do Brasil, Caixa, Petrobras”, disse Flávio. “O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula.”
Sobre a ligação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com o caso Master, Flávio atacou Alexandre de Moraes, mas questionado sobre Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro para a corte, disse que a lei também vale para ele.
Antes da entrevista, houve panelaço contra Flávio Bolsonaro em diversas regiões de São Paulo e no Rio de Janeiro.
Na quinta-feira (15), o presidente Lula (PT), seu adversário no segundo turno, já havia sido sabatinado pela emissora —ele defendeu reduzir a maioridade penal no caso de crimes hediondos, disse desconhecer que o Bolsa Família não havia sido reajustado e assumiu a responsabilidade pela avaliação ruim de seu governo.
Pesquisa Datafolha desta quinta mostrou empate técnico entre os candidatos, com 51% das intenções de votos válidos para Flávio, ante 49% de Lula.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (16/10), que a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do governo seria “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer”. A declaração foi dada durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, ao ser questionado sobre propostas para mudanças nas regras de despesas públicas.
Durante a entrevista, Flávio foi perguntado se manteria os reajustes do salário mínimo acima da inflação. Ele respondeu que sim. Em seguida, negou que pretenda desvincular o reajuste das aposentadorias do percentual aplicado ao salário mínimo ou alterar a Constituição para eliminar os pisos de gastos com saúde e educação. As informações são do Metrópoles.
“O meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo em cima dos servidores públicos e das estatais, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, com os servidores públicos, que eu privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras, enfim, um monte de coisa. E o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”, declarou.
O que prevê o ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro
O plano de governo de Flávio Bolsonaro prevê reduzir despesas públicas, diminuir a estrutura do governo federal e criar uma nova regra fiscal para controlar a dívida pública.
Entre as medidas, estão o corte de pelo menos dez ministérios, a redução de cargos comissionados e o combate a supersalários e benefícios considerados excessivos no serviço público.
A campanha também defende a redução de impostos e a revisão de despesas consideradas ineficientes.
No entanto, o programa oficial não detalha como todas as medidas seriam implementadas nem apresenta uma regra fiscal completa.