O Cabo de Santo Agostinho acaba de ganhar mais um importante e completo espaço público de lazer e convivência com a entrega do Parque da Igrejinha Ayrton Cardoso. O equipamento foi construído no entorno da Capela do Divino Espírito Santo, no bairro de Garapu, e propõe um novo conceito de espaço múltiplo, unindo o moderno ao histórico. A cerimônia de abertura contou com a apresentação da Banda Marcial Fênix Independente e foi comandada pelo prefeito Lula Cabral.
A Capela do Divino Espírito Santo é um dos raros exemplares da época dos engenhos ainda presentes no Cabo. Datada do século XVIII, ganhou, em seu entorno, um projeto inovador e de grande impacto social para a comunidade. O Parque da Igrejinha conta com ampla estrutura voltada ao lazer, esporte e cultura.
Leia maisO espaço dispõe de concha acústica com arquibancadas para apresentações culturais, lago artificial, Parcão, duas áreas de parque infantil com playgrounds, pista de cooper, estacionamento e bicicletário. Também estão disponíveis quadras de areia, campo society, banheiros com acessibilidade e um setor administrativo.
“Esse projeto reforça a importância de ressignificar áreas históricas, transformando estes espaços em ambientes vivos, acessíveis e voltados ao uso da população”, destacou o gestor, que tem feito um investimento maciço em obras e equipamentos na área. Entre as ações já executadas, ou em andamento, estão: a pavimentação de 100 ruas; a requalificação da Avenida Paulo Moreira, que ganhou acesso alternativo à BR-101; a reforma da Praça 9 de Julho, já iniciada e que, posteriormente, ganhará uma creche.
Durante a inauguração a criançada ganhou um show especial da banda Super Kids, na área da concha acústica. “Ficou realmente lindo. Eu nem sabia que existia esse lugar aqui e uma capela tão antiga. O Cabo precisa de espaços assim, para que as crianças cresçam felizes e longe da violência”, disse a professora Aurinete Braga, que foi com suas duas filhas conhecer o Parque da Igrejinha.
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O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, decretou, hoje, situação de emergência no município após as chuvas intensas que atingiram cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) entre a última sexta-feira (1º/05) e sábado (02/05). O documento foi publicado no Diário Oficial municipal e o gestor também anunciou que o Governo de Pernambuco atendeu a solicitação, declarando via decreto estadual a situação de emergência na Terra dos Camarás. O documento, já assinado pela governadora Raquel Lyra e publicado no Diário Oficial do Estado (DO), também abrange outros municípios afetados pelas enchentes.
“Após uma reunião extensa com a governadora Raquel Lyra, avaliamos os impactos do temporal e definimos ações emergenciais para reduzir os danos e prestar toda assistência à população. Após essa avaliação, a governadora entendeu a situação de Camaragibe e teve muita sensibilidade em decretar essa situação de emergência. Com isso, nosso município terá acesso a uma importante ajuda dos governos estadual e federal, de recursos e insumos, para reconstruir as áreas atingidas e auxiliar totalmente a população, inclusive as famílias que infelizmente precisaram deixar suas casas. Permanecemos alertas e bastante atuantes”, afirmou Diego Cabral.
Leia maisA decretação da situação emergencial, como explicou o secretário de Gabinete e Relações Institucionais de Camaragibe, Antônio Xavier Borba Neto, também permite mudanças nos procedimentos da Lei de Licitações, como a dispensa de processos licitatórios em alguns casos. Ou seja, o dispositivo autoriza contratações emergenciais, como o fornecimento de maquinários para reforçar o atendimento à população.
“Neste caso, Camaragibe também precisava decretar a situação de emergência, o que feito hoje via decreto municipal já publicado no Diário Oficial. Com isso, o apoio do estado e do Governo Federal é facilitado, digamos assim, para que esses entes federativos possam intervir com a ajuda de recursos e serviços e também no caso de possíveis ajustes nas contratações via Lei de Licitações. Assim, ficamos resguardados em relação às exigências legais desse tipo de intervenção. O prefeito Diego Cabral tem agido com muita eficiência junto ao Governo de Pernambuco, que tem sido muito sensível quanto à nossa situação”, disse Antônio Xavier Borba Neto.
De acordo com o Governo de Pernambuco, a decisão pelo decreto de situação de emergência foi tomada após uma reunião com prefeitos das cidades atingidas pelas chuvas. Na avaliação de Raquel Lyra, o decreto é necessário para garantir recursos do governo federal e ajudar Camaragibe e demais municípios que sofreram danos com a intensidade do temporal. O decreto, no entanto, ainda precisa ainda ser validado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Inicialmente, segundo a governadora de Pernambuco, as medidas adotadas pela Casa Civil se deram no sentido de garantir totalmente o resgate das vítimas das enchentes. Agora, o estado busca auxílio para reconstruir os locais atingidos e promoverá também uma grande campanha de ajuda humanitária, com a entrega de materiais distintos, como colchões, roupas, e kits de higiene e limpeza.
Já a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil informou que a Defesa Civil Nacional reforçou a atuação e monitora permanentemente a situação após as fortes chuvas que atingiram a RMR. Integrantes da Defesa Civil Nacional estiveram na capital pernambucana no sábado para uma reunião com as forças de resposta do estado e de outros municípios atingidos e hoje também farão uma nova avaliação dos locais atingidos pelas enchentes.
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A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, cancelou sua agenda pública pelos próximos cinco dias e será submetida a uma cirurgia de urgência para retirada da vesícula. A decisão médica ocorreu após a pré-candidata apresentar desconforto abdominal e realizar exames que apontaram um quadro pré-inflamatório, com indicação de intervenção cirúrgica imediata.
O procedimento, conhecido como colecistectomia, é considerado comum e, na maior parte dos casos, realizado por técnica minimamente invasiva (laparoscopia), o que possibilita uma recuperação relativamente rápida. A expectativa é de que Marília retome gradualmente suas atividades após o período inicial de repouso.
Apesar de ser uma cirurgia rotineira, o contexto de um quadro pré-inflamatório exige atenção diferenciada. Nesses casos, a indicação de urgência não decorre de gravidade extrema imediata, mas sim da necessidade de evitar a evolução do quadro para uma inflamação mais severa, o que poderia trazer complicações e exigir intervenções mais complexas. Familiares e aliados demonstram confiança em uma recuperação breve e no retorno de Marília Arraes às atividades públicas já nos próximos dias.
Um avião monomotor, de pequeno porte, caiu e bateu em prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, também na capital mineira, às 12h16. As informações são do G1 Minas Gerais.
Informações do Corpo de Bombeiros dizem que cinco ocupantes estavam na aeronave no momento do acidente, sendo que o piloto e um passageiro morreram; outras três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao Hospital João XXIII.
Leia maisNinguém que estava no prédio foi atingido. Todos os moradores foram retirados do edifício pelo Corpo de Bombeiros pouco antes das 14h. “Ela [aeronave] bateu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência, esses apartamentos estavam ocupados, segundo informações. O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos”, disse o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros.
O acidente aconteceu em uma rua paralela à Avenida Cristiano Machado, uma das principais vias da capital mineira. Três viaturas da corporação foram empenhadas e chegaram ao local por volta de 12h25. Ambulâncias do Samu e a Defesa Civil da capital mineira também estão no local.
A aeronave
A aeronave caiu no estacionamento do prédio. O piloto reportou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que estava com dificuldades na decolagem.
De acordo com o registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979.
O proprietário é identificado como Flavio Loureiro Salgueiro. A aeronave tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e tem peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.
A aeronave não tinha operação autorizada para táxi aéreo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ou seja, não pode ser usada para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento, como fazem empresas de táxi aéreo. Modelo é conhecido como “sertanejo”.
Investigação da Fab e da Polícia Civil
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar as causas do acidente
Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) estão no local para coletar dados, preservar elementos e levantar informações que possam ajudar na investigação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também investiga as circunstâncias da queda do avião, registrada na tarde desta segunda-feira (4).
Segundo informações preliminares, cinco pessoas estavam a bordo do monomotor no momento do acidente. A perícia e o rabecão foram acionados, e os corpos do piloto e do outro passageiro que morreu serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para exames.
‘Acabou o mundo’, diz moradora de prédio
Avani Soares, moradora do prédio atingido pela aeronave, disse que pensou que “acabou o mundo”. “Escurece tudo, cai um monte de estilhaço e eu penso ‘acabou o mundo’. No outro andar tinha gente gritando socorro. Eu não sabia o que fazer”, relatou.
De acordo com a TV Globo, três pessoas idosas seguem dentro do prédio. “Aí eu corro para a janela, diminui a escuridão, porque tinha escurecido tudo. Aí eu vi e falei: ‘Não é possível, um avião’. Tinha uma catinga de combustível. Só peguei o celular e os óculos, e desci, não peguei mais nada”, continuou a moradora, narrando o que viu depois do choque da aeronave com o prédio.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) já tem um novo marketeiro: o paulistano Igor Paulin. Ele assumiu a comunicação há duas semanas, coordenando desde as pesquisas até a estratégia. Igor e Raquel estiveram juntos em 2022, mas haviam se afastado. Ele também é o responsável pela comunicação de Miguel Coelho desde o começo de 2025.
Na próxima quinta-feira, a cidade de Bezerros, no Agreste pernambucano, será palco de um importante avanço institucional. A implantação da Casa de Justiça e Cidadania promete ampliar o acesso da população a serviços jurídicos e fortalecer a atuação cidadã no município.
A cerimônia está prevista para começar às 13h, na sede da Faculdade Vale do Pajeú, local escolhido para sediar a nova estrutura. A iniciativa envolve a articulação de diferentes órgãos, incluindo o Poder Judiciário estadual, o Legislativo municipal, a gestão da cidade e instituições de ensino.
Leia maisAlém da inauguração do espaço, o evento contará com um momento de reconhecimento público. Diversas autoridades e nomes de destaque serão agraciados com o título honorífico de cidadão bezerrense, numa forma de valorizar contribuições relevantes prestadas à cidade e à região.
Entre os homenageados estão este blogueiro, integrantes do Tribunal de Justiça de Pernambuco, representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil, o presidente do Grupo de Ensico FVP, Cleonildo Painha, além de lideranças políticas, profissionais liberais e personalidades da comunicação e da educação. Um dos destaques é a homenagem póstuma a Eduardo Accioly Campos.

A programação também inclui um coquetel cultural e o lançamento do meu mais recente livro, “Os Leões do Norte”, ampliando o caráter simbólico e cultural da ocasião.
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Por Hélder Lins*
A terceira edição do GGTI Conecta em 2026 reafirma o protagonismo do Nordeste no cenário nacional de tecnologia da informação. O evento, que nasceu com o propósito de conectar líderes, empresas e inovação, chega a um novo patamar de maturidade, consolidando-se como um dos principais encontros na região – sem dever em conteúdo, relevância ou impacto aos tradicionais eventos do Sul e Sudeste.
Desde sua primeira realização, o GGTI Conecta tem evoluído de forma consistente, ampliando seu alcance e fortalecendo sua proposta: promover a troca de experiências entre executivos de TI e fornecedores de solução, bem como fomentar negócios e impulsionar a transformação digital nas organizações. Em 2026, o evento reúne um seleto grupo de líderes e especialistas, entre associados e convidados, representando empresas do setor público e privado de diversos segmentos da economia nordestina.
Leia maisA programação desta edição foi cuidadosamente estruturada para refletir os principais desafios e tendências do mercado. Temas como cibersegurança, inteligência artificial, transformação digital, governança de TI e inovação ganham destaque nas discussões, proporcionando um ambiente rico para troca de informações e networking qualificado.
Outro diferencial importante desta edição é a presença de patrocinadores de grande relevância no cenário nacional e internacional. Essas empresas trazem ao evento não apenas apoio institucional, mas também soluções de ponta, cases reais e uma visão estratégica sobre o futuro da tecnologia nas empresas. Trata-se de uma oportunidade única para que os participantes tenham acesso direto ao que há de mais moderno e disruptivo no mercado global de TI.
O crescimento do GGTI Conecta também reflete a maturidade do ecossistema tecnológico do Nordeste. A região vem se destacando cada vez mais como um polo de inovação, a exemplo do Porto Digital e o CESAR, com profissionais altamente qualificados, empresas em expansão e uma forte cultura de colaboração. Eventos como este são fundamentais para acelerar esse movimento, criando conexões que geram valor real para o mercado.
Mais do que um encontro técnico, o GGTI Conecta 2026 é um símbolo de fortalecimento regional. É a prova de que o Nordeste está preparado para liderar discussões estratégicas, influenciar tendências e ocupar um espaço de destaque no cenário nacional de tecnologia.
Ao reunir conhecimento, networking e inovação em um único ambiente, o GGTI Conecta reafirma seu papel como catalisador de transformação. E deixa claro: o futuro da tecnologia no Brasil também passa, de forma decisiva, pelo Nordeste.
*Presidente do GGTI e Gerente de TIC Petronac
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Um avião monomotor, de pequeno porte, caiu e bateu em prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A aeronave saiu do Aeroporto da Pampulha, também na capital mineira. As informações são do G1 Minas Gerais.
Informações iniciais do Corpo de Bombeiros dizem que havia quatro ocupantes na aeronave, sendo que uma pessoa morreu e três estão feridas em estado grave. Três viaturas da corporação foram empenhadas e chegaram no local por volta de 12h25.
A aeronave caiu no estacionamento do prédio. O piloto reportou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que estava com dificuldades na decolagem. De acordo com o registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979. O proprietário é identificado como Flavio Loureiro Salgueiro. A aeronave tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Ainda na noite de quarta-feira (29) após a derrota, a equipe que trabalhou pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) avaliava a sua atuação. Concluía que o resultado não tinha qualquer relação direta com o próprio Messias. Não era uma rejeição a ele. Era uma conjugação de fatores políticos que envolvem muito mais os cálculos eleitorais.
Principalmente, avaliavam, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), escolhera um lado. E esse lado não era mais o lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A partir dessa constatação, o que se amadureceu, na quinta (30), era que os próximos passos precisavam adicionar à relação “camadas de constrangimento”.
Leia maisO termo “camadas de constrangimento” foi dito por uma fonte ao Correio Político. O que significa isso? Significa Lula manter suas prerrogativas de indicação de um nome para o Supremo devolvendo a Alcolumbre e ao Senado os eventuais desgastes, seja a partir de uma decisão de Alcolumbre de segurar a análise seja quanto a uma eventual decisão do Senado de impor ao governo novamente uma derrota.
Toda a trama que envolve a derrota de Messias está diretamente ligada à opção política da escolha. Por conta do Mensalão e da Lava Jato, Lula se ressente de ter escolhido no começo juristas mais técnicos para o Supremo. Entende que eles acabaram atuando contra ele. Passou a escolher nomes da sua estrita confiança. O ápice foi seu advogado pessoal, Cristiano Zanin. Por outro lado, o Senado forçou a indicação de um de seus pares, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). A avaliação passada a Lula agora é que ele faça uma escolha fora desse jogo político.
Uma mulher jurista negra. Pesquisa Datafolha de abril mediu a popularidade dos ministros do STF. E concluiu que a ministra mais popular é Cármen Lúcia, a única mulher, professora de Direito, com carreira de procuradora em Minas Gerais. O Senado reprovaria alguém com esse perfil que, além de reconhecida jurista e mulher, ainda fosse negra?
A avaliação feita a Lula é que, nesse caso, a interpretação da sociedade talvez não fosse que uma nova derrota viesse a ser dele, mas do Senado, ao impedir a escolha. Ou de Alcolumbre, por simplesmente não pautar a votação, impedindo a concretização de uma prerrogativa que é do presidente da República.
Rejeitava-se completamente uma ideia considerada estapafúrdia do advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, de contestar a derrota de Messias no STF. A visão geral era de que aprovar ou não a indicação de Lula era da mesma forma uma prerrogativa constitucional do Senado.
Porém, caso Lula fizesse uma nova indicação e Alcolumbre, como chegou a ventilar, sentasse em cima, não marcasse a sabatina e deixasse a escolha para o próximo presidente, ele, então, estaria coibindo o avanço da prerrogativa do presidente da República. E isso, sim, poderia gerar uma contestação judicial.
Seria um caso semelhante ao que já foi julgado e decidido pelo STF, quando determinou que o presidente do Senado não teria o poder de simplesmente evitar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito se ela tiver o número mínimo de assinaturas e preencher os requisitos. Precisa instalar a CPMI numa sessão do Congresso.
Na avaliação que foi feita, concluiu-se que seria fácil o Senado rejeitar a indicação de um ministro do STF somente porque se trata de um amigo do peito do presidente, destinado a blindá-lo na Corte de eventuais problemas jurídicos. Esse tipo de caráter político das escolhas é fortemente rejeitado pela sociedade.
Mas a derrota de alguém que a sociedade visse como seu representante jogaria o desgaste para o Senado. Poderia reeditar um momento em que o governo viu sua popularidade subir quando levou às ruas a ideia de “Congresso inimigo do povo”. É, porém, um jogo arriscado se acirrar uma guerra entre poderes.
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A promulgação do texto sobre a dosimetria não será feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vai deixar para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Partidos governistas vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o Supremo não deve nem está em condições de rever a decisão do Congresso de derrubar o veto de Lula à Lei da Dosimetria.
Primeiro, porque cabe ao Congresso legislar e isso já foi dito exaustivamente pelos próprios ministros do tribunal durante o período de debate da proposta no Congresso, que reduziu a pena dos condenados na trama golpista. Ao STF cabe conferir a constitucionalidade da proposta. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Leia maisAlém disso, ministros do tribunal deram aval ao texto quando ele foi votado pela Câmara e pelo Senado. Por fim, o STF enfrenta um momento de desgaste e sofreu também uma derrota na derrubada do veto. Dar o troco seria jogar lenha na fogueira do embate entre Legislativo e Judiciário.
A avaliação acima é partilhada por líderes partidários, que, mesmo assim, vão ingressar no STF para tentar barrar a decisão do Congresso de derrubar o veto do presidente Lula à Lei da Dosimetria. Faz parte da batalha política, ainda mais em ano eleitoral – quando o presidente concorre ao quarto mandato.
‘Traição de Alcolumbre’
Nesta linha, Lula não vai promulgar a Lei da Dosimetria, que havia sido vetada na integralidade pelo presidente. Vai deixar para que as digitais na promulgação sejam de Davi Alcolumbre, responsável pela derrota do governo tanto na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF como na derrubada do veto presidencial.
Lula ainda não definiu como irá reagir à traição de Alcolumbre, mas não deve partir para o enfrentamento no curto prazo. Vai mandar um novo nome, mas ainda não decidiu quem será. Aliados defendem uma jurista negra, que dificilmente o Senado teria como rejeitar.
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Por Maurício Rands*
O mercado de trabalho brasileiro é dantesco. São 14 milhões de brasileiros trabalhando na escala 6×1. Segundo o DataSenado, 24% dos trabalhadores nas cidades grandes perdem ao menos 3 horas diárias nos deslocamentos. São onze horas por dia longe de casa e sem tempo para si. Desses, 1,4 milhão são trabalhadores domésticos, sujeitos a relações patriarcais. Dos trabalhadores CLT, 74% ainda cumprem jornada de 44 horas semanais.
As jornadas mais extensas estão concentradas entre trabalhadores de menor renda, menor escolaridade, negros e pardos. Por isso, o Datafolha apurou que 71% dos brasileiros aprovam o fim da jornada de 6×1. Sentem ser justo que as pessoas possam dispor de dois dias semanais consecutivos para os afazeres próprios. O que já é realidade para 50,3 milhões de trabalhadores em setores que não quebraram por isso.
Leia maisA jornada semanal de 5×2 é sinônimo de melhor qualidade de vida e melhor disposição durante o trabalho. Com tempo para descanso e para desconectar do trabalho, as pessoas podem ser mais criativas e produtivas. Tendem a cometer menos erros e a adoecer menos. Isso reduz custos ocultos decorrentes do absenteísmo e da rotatividade. Um trabalhador mais motivado, com mais energia e engajamento, produz mais e melhor. As empresas, a seu turno, com jornadas menores dos seus empregados, tendem a se concentrar no melhor planejamento do trabalho, o que resulta em ganhos de produtividade. Eventuais aumentos das despesas com empregados poderiam ser absorvidos por ganhos de produtividade e avanços tecnológicos.
Propondo o fim da jornada de 6×1 tramitam no Congresso Nacional a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que foram apensadas. Além dessas PECs, tramita o PL 1838/2026, encaminhado pelo presidente Lula propondo a redução da jornada de 44 para 40h semanais com dois dias consecutivos de descanso, sem redução salarial. Como o governo requereu a tramitação em regime de urgência constitucional, a partir do 45º dia a pauta da Câmara ficará trancada caso o plenário não vote o PL. Espera-se que uma dessas proposições seja votada até junho. Embora uma emenda constitucional seja mais idônea para estabilizar o tema, um projeto de lei exige quórum menor de aprovação, de 257 votos na Câmara e 42 votos no Senado.
Os que se opõem à redução da jornada argumentam que haverá aumento de custos e riscos sobretudo para as micro e pequenas empresas. Estudos citados por entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugerem que o custo da mão de obra poderia subir entre 12,7% e 17,57%. Já alguns estudos do Ministério do Trabalho apontam impacto de apenas 4,7% sobre a massa geral de rendimentos. O Ipea, por sua vez, estima aumento médio de custo de 7,84%, mas de menos de 1% para os maiores empregadores. A principal crítica econômica é que o aumento dos custos de pessoal das empresas seria inevitavelmente repassado ao consumidor final. E o aumento dos preços teria impacto nos níveis de emprego.
Os defensores da medida contestam esses argumentos citando estudos da FGV em empresas que, após reduzir a jornada, aumentaram a receita. No mundo, casos como o da Microsoft no Japão, com aumento de 40% na produtividade, são frequentemente citados. Alguns defendem uma transição gradual e negociada em setores específicos, como saúde e comércio, que funcionam 24 horas, através de acordos coletivos com os sindicatos. Parece razoável supor que os receios de efeitos adversos e as próprias visões apocalípticas estão superestimados.
Com planejamento adequado e ganhos de produtividade, a jornada 5×2 traria benefícios econômicos e sociais de longo prazo. Foi o que ocorreu em países como França, Alemanha, Reino Unido, Holanda, Chile e Equador, todos com jornadas semanais de 40 horas ou menos. Para os trabalhadores trata-se de resgatar o direito ao próprio tempo, à própria vida. Quando se argumenta que o assunto não deveria ser discutido em período eleitoral, o trabalhador simplesmente entende que estão querendo adiar o seu direito à vida própria até depois que o voto deixe de valer. E todos percebem que os admiradores de sociedades como as europeias são os mesmos que não admitem que as conquistas e instituições desses países tenham aplicação entre nós.
*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford
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Um protesto interdita, neste momento, a rodovia PE-507, na entrada do município de Serrita, no Sertão de Pernambuco. A manifestação ocorre no sentido Serrita/Salgueiro e reúne moradores da região que denunciam as condições precárias do trecho que liga a cidade ao local onde é realizada a tradicional Missa do Vaqueiro.
O ato tem como objetivo chamar a atenção da governadora Raquel Lyra (PSD) para a situação da via. Segundo os organizadores, o bloqueio é pacífico e a passagem está sendo liberada apenas para ambulâncias, viaturas policiais, veículos em casos de emergência de saúde e carros funerários. De acordo com os manifestantes, o problema da PE-507 é antigo e já motivou protestos em anos anteriores, como 2013, 2016 e 2018, sem que haja uma solução definitiva até o momento.
Eles relatam que intervenções pontuais, como operações tapa-buraco realizadas em períodos próximos à Missa do Vaqueiro, não resolvem a situação estrutural da estrada. Enquanto isso, motoristas que utilizam o trecho diariamente enfrentam riscos constantes, com registros frequentes de acidentes e prejuízos à população dos municípios de Serrita, Granito, Exu e Moreilândia, que dependem da rodovia para deslocamento.
