A sinalização de que o PL poderia lançar uma candidatura própria ao Governo de Pernambuco, após reunião entre o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e o dirigente estadual Anderson Ferreira, encontrou uma barreira de peso dentro do próprio partido: o senador Flávio Bolsonaro. Candidato do PL à disputa presidencial de 2026, Flávio teria deixado claro, segundo informações de bastidores, que sua preferência é pela manutenção de uma aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD), descartando a abertura de uma nova frente de disputa no Estado.
A avaliação é de que o campo político que apoia uma eventual candidatura presidencial do PL já possui em Pernambuco uma estrutura consolidada ao redor de Raquel Lyra, reunindo lideranças como a deputada federal Clarissa Tércio, os deputados federais Mendonça Filho e Coronel Meira, além do ex-ministro Gilson Machado. O lançamento de uma candidatura própria da legenda poderia fragmentar esse grupo e enfraquecer a construção de um palanque competitivo para a eleição nacional.
Leia maisO posicionamento de Flávio Bolsonaro não chega a ser uma novidade. Reportagens publicadas anteriormente já haviam revelado anotações atribuídas ao senador nas quais Pernambuco aparecia entre os estados estratégicos para sua campanha presidencial, com Raquel Lyra apontada como principal referência local, ao lado de aliados como Mendonça Filho. O registro foi interpretado, à época, como uma demonstração clara de que o núcleo bolsonarista enxergava a governadora como o caminho mais viável para manter unido o campo conservador pernambucano.
Com isso, a tese de uma candidatura própria do PL ao Governo do Estado perde força e enfrenta resistência justamente de quem tende a ser o maior interessado na formação dos palanques estaduais da legenda em 2026. Nos bastidores, cresce a percepção de que a prioridade do partido será preservar a unidade do grupo político alinhado a Flávio Bolsonaro, evitando disputas internas que possam comprometer a estratégia nacional.
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