Apesar de durar apenas 30 minutos, a forte chuva que caiu, há pouco, em Arcoverde, a 250 km do Recife, foi o suficiente para inundar várias partes da cidade, inclusive o centro, como mostram os vídeos enviados por leitores.
Apesar de durar apenas 30 minutos, a forte chuva que caiu, há pouco, em Arcoverde, a 250 km do Recife, foi o suficiente para inundar várias partes da cidade, inclusive o centro, como mostram os vídeos enviados por leitores.
Um grupo de bispos católicos de dioceses de todas as regiões do país divulgou uma carta em que afirma que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) “ameaça frontalmente diversos pontos centrais” da Doutrina Social da Igreja (DSI), “a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”. O texto, que não cita nomes, descreve o senador bolsonarista como “filho do presidente que foi condenado e preso por atentar contra a democracia”. A carta foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A última versão do documento contava com 54 assinaturas.
Intitulado “Carta de bispos católicos ao povo de Deus diante do segundo turno das eleições presidenciais de 2026”, o documento parte de um trecho da encíclica Magnifica Humanitas, do papa Leão XIV, segundo o qual há conflitos em que “não é justo permanecer neutros”. As informações são do portal Brasil de Fato.
Leia mais“Diante desses e inúmeros outros elementos, não podemos nos manter neutros, a fim de que nossa consciência ou a história não nos condenem no futuro. Quem se calou diante das ameaças totalitárias que se concretizaram na Europa do século XX deixou uma herança vergonhosa para as gerações seguintes”, escrevem os bispos.
Os signatários afirmam estar “em comunhão” com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e alinhados à mensagem divulgada pelo Conselho Permanente da entidade na quarta-feira (21), que defendeu a Constituição e o respeito às urnas e pediu que os eleitores avaliassem a trajetória dos candidatos, também sem citar nomes. A carta, no entanto, é uma iniciativa dos bispos que a assinam, não um documento oficial da CNBB.
Sete pontos de conflito
A carta lista sete pontos em que, segundo os bispos, a candidatura de Flávio Bolsonaro contraria os ensinamentos da Igreja. No mundo do trabalho, afirma que “a candidatura que sempre foi contra o fim da escala 6×1 e propunha pagar o salário por hora trabalhada não reconhece a dignidade do trabalhador e poderá voltar a este tema”.
Sobre a soberania nacional, os bispos dizem que o candidato “promete submissão do Brasil aos Estados Unidos”, “fez parte de uma conspiração para taxar produtos brasileiros”, defende a intervenção estrangeira nas eleições e “promete entregar nossas terras raras à exploração dos EUA”.
Em relação aos pobres, citam a exortação apostólica Dilexi Te e afirmam que o partido do candidato “sempre foi publicamente contrário aos programas sociais e de combate à pobreza”, ainda que Flávio Bolsonaro agora diga que vai manter alguns deles.
O texto também critica a promessa de ampliar o acesso a armas, “como fez o seu pai em seu governo”, tema que já havia aparecido na homilia do arcebispo de Aparecida, que pregou uma “paz desarmada” na missa do Dia de Nossa Sen
Na área ambiental, os bispos acusam o candidato de negar a crise climática e de querer dar continuidade às “políticas de devastação” do governo de Jair Bolsonaro, e citam a lei de licenciamento ambiental aprovada em 2025, chamada de “Lei da Devastação”.
Os dois últimos pontos tratam de direitos humanos e democracia. A carta afirma que o candidato “é publicamente favorável à tortura” e que sua família homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar.
Segundo os bispos, Flávio Bolsonaro “fez várias declarações de ameaça à ordem constitucional” e, se eleito, governará com maioria no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF), “criando as condições para uma usurpação do poder”. No início do mês, o senador disse que pretende usar a maioria de direita no Congresso para “mudar a Constituição”.
Responsabilidade com os pobres e respeito à Constituição
Sem citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a carta diz que a outra candidatura, “embora também esteja sujeita a críticas, sempre manifestou responsabilidade com os pobres e com a Casa Comum e atuou dentro dos limites da ordem democrática, respeitando a Constituição”.
“Gostar ou não do atual governo não pode ser razão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com os ensinamentos de nossa Igreja”, afirmam os bispos, que também pedem aos católicos que não deixem de votar.
Entre os signatários estão o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, e os arcebispos de Porto Velho (RO), dom Roque Paloschi, de Feira de Santana (BA), dom Zanoni Demettino Castro, e de Uberaba (MG), dom Paulo Mendes Peixoto. A lista inclui bispos da Amazônia, do Nordeste, do Sudeste, do Centro-Oeste e do Sul.
A carta se soma a um histórico de atritos entre Flávio Bolsonaro e a Igreja Católica nesta campanha. Em setembro, o senador atribuiu a “gente de dentro da CNBB” a circulação de um boato sobre Nossa Senhora Aparecida, o que a entidade negou. No mesmo período, a Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo ligado à CNBB, entregou aos bispos um relatório com 58 ataques da extrema direita contra a entidade e os católicos desde 2018.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Lá no século 18, Montesquieu lançou a ideia do sistema de freios e contrapesos entre os poderes. Estabeleceu um modelo no qual cada um dos poderes serve de barreira para os outros, estabelecendo um equilíbrio entre eles. Já discutimos por aqui que, no Brasil de hoje, os poderes da República estão desequilibrados.
Nesse sentido, o cientista político André Cesar e o advogado Alvaro Maimoni, da Hold Assessoria, começam a observar que pode estar se ensaiando um movimento de criação de um sistema de freios e contrapesos dentro de um só dos poderes, o Legislativo. Diante do grande avanço eleitoral da direita, mais especificamente, do PL, o Centrão ensaia esse movimento de contenção absoluta desse grupo. O Centrão vem comandando o Congresso desde que Eduardo Cunha se elegeu presidente da Câmara em 2015. “O Centrão não há de querer ser fagocitado pela direita”, observa André.
Leia maisA biologia explica que a fagocitose é um processo pelo qual a membrana da célula vai absorvendo dentro dela outras partículas. Trazendo para o campo da política, seria agora a direita absorver para si esse campo do Centrão. O problema é que isso daria poder demais à direita que acabaria por expelir o Centrão das estruturas de decisão no Congresso. “A disputa pelo comando das duas Casas revela o esforço dos partidos do Centrão para preservar seus espaços de poder”, escrevem André Cesar e Maimoni.
André Cesar relembra um momento importante: a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) como presidente da Câmara em 2005. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava na metade do seu primeiro mandato, experimentando forte poder. O PT tinha forte hegemonia, 90 deputados na bancada. Certo da sua forma, permitiu uma disputa pelo comando da Câmara, com dois candidatos à Presidência, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), e Virgílio Guimarães (MG). A divisão dos votos entre os dois petistas acabou elegendo Severino Cavalcanti.
Agora, a direita começa a ensaiar disputa tanto no Senado quanto na Câmara. No Senado, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), disputa as pretensões com Tereza Cristina (PP-MS). Na Câmara, têm pretensões de comandar os deputados o atual vice-presidente Altineu Côrtes (PL-RJ) e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante. André Cesar observa essa disputa.
Na avaliação do cientista político, essas disputas podem acabar beneficiando os projetos de continuidade dos atuais presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB). A partir do risco de perda de poder, o Centrão pode se unir à esquerda para mantê-los, mantendo espaços de negociação.
A essa altura, Alcolumbre tem de administrar certo excesso de esperteza. É o responsável por uma derrota histórica de Lula, quando trabalhou para rejeitar Jorge Messias como ministro do STF. Por outro lado, ajudou Lula a aprovar o fim da escala 6×1. No fim, pode ser um problema: não ter a essa altura a confiança nem de um lado nem do outro.
“Importante dizer que, apesar de contar com as maiores bancadas nas duas Casas legislativas, o PL não terá força suficiente para impor sozinho sua agenda. No Senado, a situação é mais favorável. Com 28 senadores, supera o mínimo de 27 assinaturas para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC)”, observam André e Maimoni.
“Na Câmara, por sua vez, são necessárias 171 assinaturas, número superior aos 121 deputados que integrarão sua bancada”, continuam sobre os eleitos deputados pelo PL. “Em ambos os casos, contudo, a aprovação de uma PEC exige três quintos dos votos de cada Casa, em dois turnos, o que torna indispensável e obrigatória a negociação”.
Assim, Hugo Motta se mexe para tentar se manter no comando, ainda que ele seja uma figura mais controversa na Câmara, mais criticada, que Alcolumbre no Senado. Um movimento importante nos últimos dias favoreceu Motta. Ele recebeu o apoio público de 12 partidos para continuar à frente da Presdiência da Câmara.
E é em grande parte exatamente uma manifestação vinda pelo centro: a federação União Progressista, o MDB, a federação PSDB/Cidadania, o PSD, com legendas mais à esquerda como o PSB e o PDT. Essas eleições no comando do Congresso só se definirão em fevereiro do ano que vem. E, claro, vão depender do que acontecerá no domingo (25).
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De hoje até domingo haverá uma enxurrada de pesquisas sobre o cenário da disputa presidencial. Pelo que soube, 13, dos mais variados institutos. Cada um com números diferentes. O Big Data diz que Flávio se distanciou de Lula e abriu uma frente de quatro pontos.
Já a Vox traz Lula com um ponto na frente. Em quem acreditar? Em nenhuma, sugiro. Por um motivo muito simples: nenhum instituto acertou no primeiro turno. Todos traziam Lula na frente, principalmente o DataFolha e a Quaest, abençoadas pela Globo.
Abertas as urnas, Flávio ganhou com dois pontos, deixando todos os que fazem pesquisas com cara pálida, sem argumentos convincentes para tamanho erro.
Melhor esperar o veredicto das urnas!
Segundo a pesquisa Vox Radar, divulgada há pouco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL) nos votos válidos no segundo turno à Presidência. O atual mandatário tem 50,6% das intenções de voto, enquanto o senador, 49,4%. As informações são do portal CNN.
Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição. Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
O levantamento da Vox Radar ouviu 2.100 pessoas entre os dias 20 e 22 de outubro e tem uma margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%. A pesquisa está cadastrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03259/2026.
O instituto Real Time Big Data divulgou, há pouco, uma nova pesquisa para a disputa de presidente da República no segundo turno das eleições 2026. Flávio Bolsonaro (PL) tem 52% das intenções de voto e Lula (PT) soma 48% no cenário de votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos. Eles estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na última pesquisa Real Time Big Data antes do 1º turno, publicada na semana da votação (1º de outubro), Lula aparecia com 46% das intenções de votos válidos e Flávio registrava 41%, com margem de erro de dois pontos percentuais. Nas urnas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula 45,16%. As informações são do portal Gazeta do Povo.
Leia maisAinda pelo levantamento desta sexta-feira (23), no cenário espontâneo da pesquisa Real Time Big Data, os eleitores que responderam que votarão nulo ou em branco somam 5%, enquanto os indecisos chegam a 3%.
O levantamento apresentou um cenário espontâneo (quando os nomes dos candidatos não são mostrados previamente ao eleitor) e um cenário estimulado (quando a lista dos concorrentes é informada antes da resposta) de segundo turno com votos totais e votos válidos, estes excluindo brancos, nulos e indecisos.
Cenário espontâneo
Cenário estimulado – votos válidos
Cenário estimulado – votos totais
Metodologia das pesquisas citadas:
O ex-senador por Pernambuco e ex-ministro José Jorge recebeu, na última terça-feira (20), o título de Doutor Honoris Causa do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa de Brasília (IDP), a mais alta distinção acadêmica concedida pela instituição. José Jorge também foi ministro de Minas e Energia e ministro do TCU. A solenidade fez parte do XXIX Congresso Internacional de Direito Constitucional, em Brasília. Abaixo, confira na íntegra o discurso do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, na ocasião.
Por Duda Feitosa*
As canções de Belchior nunca saíram de moda porque, na verdade, nunca pertenceram apenas ao passado. Continuam falando de um Brasil que ainda enfrenta a violência policial, as desigualdades, as ameaças à democracia e as sombras de uma ditadura que tantos insistem em ressuscitar.
Belchior cantou a liberdade, as contradições humanas, a coragem de amar e a inquietação de uma geração que se recusava a aceitar o mundo como ele era. E, tantas décadas depois, seguimos encontrando o nosso tempo dentro de suas canções.
Leia maisO Sextou de hoje com Wannick Belchior, filha e herdeira do legado musical desse gigante nordestino, é uma homenagem emocionante, sobretudo diante dos tempos que estamos vivendo. Cearense como o pai, Wannick não apenas preserva sua memória.
Ela mantém viva a força de uma obra que atravessa gerações sem perder a capacidade de provocar, questionar e emocionar. Mergulhar na história de Belchior é também mergulhar na história do Brasil. É reconhecer a riqueza da nossa cultura, a potência do Nordeste e a profundidade de artistas que transformaram suas inquietações em poesia.
Belchior não cantava apenas o amor ou a juventude. Cantava o desencanto, a resistência, o desejo de transformação e a coragem de romper com aquilo que parecia estabelecido. Afinal, ele já nos ensinava que o novo sempre vem, mesmo quando o passado insiste em permanecer.
E é justamente essa profundidade que encontro em Wannick. Em tempos de tanta superficialidade, ela se destaca pela sensibilidade, pela consciência do que representa e pelo respeito à obra que carrega. Mas há algo ainda mais bonito nisso tudo.
Wannick não se limita a ser filha de Belchior. Ela tem talento, identidade e uma maneira própria de dar continuidade a uma história que pertence não apenas à sua família, mas à cultura brasileira.
Ouvir Wannick falar do pai, a quem também chama de mestre, é perceber que a verdadeira grandeza de um artista está naquilo que sua obra continua despertando, mesmo depois de sua partida.
Belchior permanece atual porque o Brasil ainda precisa ouvir o que ele tinha a dizer.
*Jornalista
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Um público estimado em 150 mil pessoas, segundo dados da segurança, participou do Bloquinho do 22, mobilização liderada pela direita, na noite de ontem, na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, a manifestação saiu da pracinha de Boa Viagem em direção ao Parque Dona Lindu.
O encontro contou com a participação de Gilson Machado Neto, deputado federal eleito, acompanhado do filho, Gilson Machado Filho, eleito deputado estadual. O ato também reuniu nomes da política nacional, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), o deputado federal Marcel Van Hattem (NOVO-RS), o vereador e deputado federal eleito Tiago Medina (PL-PE) e o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE).
Leia maisPara Gilson Machado Neto, a participação dos pernambucanos representa um sinal do momento político vivido pelo estado. “A adesão do povo pernambucano demonstra a força e o desejo de mudança da população. Estamos diante de um momento histórico, em que o Brasil tem a oportunidade de encerrar o ciclo do PT no comando do nosso país. Pernambuco está mostrando que saberá dar sua resposta nas urnas no próximo dia 25, votando 22”, afirmou.
A agenda de mobilizações segue até sábado, com atividades em outros municípios pernambucanos. Em Caruaru, no Agreste, uma nova edição do Bloquinho do 22 está prevista para a tarde deste sábado, 24, na Avenida Agamenon Magalhães, seguida de carreata. A programação contará com a participação de lideranças estaduais e dará continuidade às atividades de mobilização na reta final da campanha presidencial.
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Por Joel de Hollanda*
“A linguagem política destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como imprimir ao vento uma aparência de solidez”. – George Orwell (Autor de “1984” e “A Revolução dos Bichos”).
“Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente, e pela mesma razão”. – Mark Twain (Escritor e humorista norte-americano).
Uma afirmação, quando repetida muitas vezes, pode adquirir aparência de verdade. Mas o tempo, implacável, acaba por revelar suas contradições.
Leia maisEm 2001, às vésperas da campanha presidencial que levaria Lula ao poder, o Partido dos Trabalhadores lançou uma agressiva campanha publicitária contra a corrupção, criada pelo marqueteiro Duda Mendonça. Seu título era impactante: “Xô Corrupção”.
Nas telas, ratos devoravam tudo o que encontravam pela frente. Até a própria Bandeira Nacional. A mensagem era igualmente contundente: “Ou a gente acaba com eles ou eles acabam com o Brasil.”
Os roedores simbolizavam políticos associados à corrupção. A crítica dirigia-se, sobretudo, ao governo federal da época, comandado pelo PSDB. O PT apresentava-se como a esperança de renovação moral da política brasileira. Prometia combater a corrupção, punir seus responsáveis e proteger as riquezas da nação.
Mas o tempo tem uma virtude que falta aos discursos políticos. Não se deixa seduzir pelas palavras. Nem se curva às conveniências do poder.
E é implacável ao revelar a distância abismal entre o falar e o fazer. Entre prometer e realizar. Entre a retórica moralizadora e o compromisso verdadeiro com aquilo que se prega.
Nos anos seguintes, o Brasil assistiria à explosão de graves escândalos de corrupção. O mensalão. O petrolão. As investigações da Lava Jato. E tantos outros episódios que deixaram marcas profundas na história política do país.
Mais recentemente, vieram à tona o escabroso escândalo das fraudes e dos descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, além das graves denúncias de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
O contraste entre o discurso moralizador daquela campanha do PT e os acontecimentos posteriores permanece como uma questão incontornável.
Afinal, expõe a distância entre a promessa e a prática. Entre o discurso e a realidade. Entre aquilo que se condena quando se está na oposição e aquilo que se pratica ou se tolera quando se exerce o poder.
Agora, diante de mais uma disputa eleitoral, o Brasil volta a se confrontar com seu passado.
O governo apresenta suas realizações. A oposição aponta seus erros e desvios éticos. E os brasileiros são novamente chamados a decidir os rumos da nação.
Mas nenhuma democracia amadurece sem memória. Nenhum país constrói um futuro digno escondendo os descalabros político-administrativos do passado.
Principalmente quando esse passado abriga alguns dos maiores escândalos de corrupção da história mundial.
E não nos iludamos.
O roubo do dinheiro público não se mede apenas pelos milhões ou bilhões desviados. Mede-se, sobretudo, pelo sofrimento que deixa atrás de si.
Pela escola que deixou de ser construída. Pelo hospital que ficou apenas no papel. Pelo sonho adiado de uma família conquistar seu próprio teto.
Pela creche que nunca chegou. Pela comida que faltou à mesa dos mais pobres. Pelo sofrimento diário de milhões de trabalhadores, apinhados e sufocados em vergonhosos transportes públicos.
Cada recurso desviado representa uma oportunidade perdida. Uma esperança frustrada. Um direito negado.
Porque, quando a corrupção se apropria do dinheiro público, não rouba apenas os cofres do Estado.
Rouba também um pedaço do futuro de cada brasileiro.
Os governos, porém, um dia passam. O poder muda de mãos. As promessas se desfazem como bolhas de sabão.
Mas os fatos permanecem.
E o tempo, esse juiz silencioso da história, continua a confrontar as palavras com as ações.
Talvez seja essa uma das grandes lições que o Brasil precisa aprender.
Não basta anunciar o combate aos ratos. É preciso impedir que a corrupção encontre abrigo nas instituições. Seja qual for o partido. Seja quem for o governante.
Porque a honestidade, a ética e a integridade não podem ser apenas bandeiras de campanha.
Precisam constituir compromissos permanentes com o povo e com a nação.
A verdade pode ser afrontada por fantasiosas e mirabolantes narrativas. Pode ser distorcida, disfarçada e até abafada por algum tempo.
Mas jamais perderá a força de sua própria luz.
E quando essa luz finalmente atravessa as sombras, o país encontra uma nova oportunidade de reconhecer seus erros, corrigir injustiças e renovar suas esperanças.
Afinal, nenhuma noite, por mais longa e escura que seja, consegue impedir para sempre o nascimento de uma nova manhã.
E essa oportunidade é agora.
No próximo dia 25 de outubro, cada brasileiro terá nas mãos muito mais do que um voto.
Terá uma parcela de responsabilidade pelo destino da nossa pátria.
Não escolheremos apenas governantes. Decidiremos que país desejamos construir. Que valores queremos preservar. E que Brasil pretendemos deixar às próximas gerações.
Depois de cinquenta anos dedicados à vida pública, muitos deles no exercício de mandatos parlamentares, aprendi que nenhuma nação se torna verdadeiramente grande quando seus governantes se afastam dos princípios que proclamam defender.
E aprendi, sobretudo, que o silêncio, diante de determinados momentos da história, pode significar uma forma de omissão.
É por isso que escrevo.
Não movido pelo sentimento de rancor. Nem pelo ressentimento.
Mas pelo amor profundo que tenho ao Brasil.
Pela esperança de vê-lo livre das amarras da corrupção, das injustiças e das desigualdades que tanto sofrimento impõem ao nosso povo.
Não nos omitamos. Vamos todos às urnas.
Que cada voto seja um pequeno tijolo na construção de um novo Brasil.
Um país mais justo. Mais honesto. Mais digno.
Um Brasil onde a verdade não precise esperar tanto tempo para ser reconhecida.
E onde a esperança deixe de ser apenas mais uma promessa para se transformar em realidade.
Sigamos em frente. Com as mãos dadas como irmãos que somos.
E vamos construir a Pátria que há tanto tempo sonhamos.
O Brasil que nossos filhos e netos merecem herdar.
Amém!
*Economista
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O Sextou de hoje traz Vannick Belchior, filha do cantor e compositor cearense Antônio Carlos Belchior. Se estivesse ainda entre nós, Belchior faria 80 anos. A herdeira musical do cantor roda o Brasil com um belíssimo show em homenagem ao pai.
A cantora, de apenas 29 anos, segue o legado musical do pai. Batizado de “Meu Nome É Cem”, o projeto celebra os 80 anos de Belchior. No show, Vannick interpreta os grandes sucessos do pai, com destaque para os 50 anos do icônico álbum Alucinação.
Nascida em Fortaleza, Vannick iniciou a carreira musical em 2021, depois de estudar Direito. No projeto Meu Nome É Cem, a artista também resgata composições menos conhecidas do repertório de Belchior e conta com a colaboração de músicos que trabalharam com o pai, como Rick Ferreira e Sergio Zurawski. Entre as canções que integram o espetáculo estão Como Nossos Pais, Sujeito de Sorte e Notícia de Terra Civilizada.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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A pedido da minha amiga jornalista Kátia Cubel, estive, ontem, com o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), para convidá-lo a abrir o Festival Nacional de Jornalismo, que acontece pela primeira vez na capital pernambucana na próxima quarta-feira, numa iniciativa e promoção da Engenho Comunicação, sob a coordenação da própria Cubel, responsável em Brasília, há mais de 20 anos, pelo sucesso do Prêmio Engenho de Jornalismo.
O evento será realizado no auditório da OAB-PE, das 13h às 20h, com participação de 15 profissionais da comunicação. Voltado prioritariamente para estudantes de Jornalismo, terá entrada gratuita e vagas limitadas. A proposta é complementar a formação universitária com debates sobre prática profissional, ética, mercado de trabalho, apuração e os desafios atuais da profissão.
Leia maisA programação começa às 13h30, com o painel “O Papel do Jornalismo”, reunindo Breno Pires, da revista Piauí e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); Carla Egydio, da Associação de Jornalismo Digital (Ajor); e Patrícia Blanco, do Instituto Palavra Aberta e do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional. Pernambucano e formado pela UFPE, Breno é um premiado repórter investigativo.
Às 14h30, o painel “Os desafios do Jornalismo em Pernambuco” terá Carol Santos, do Marco Zero; Leusa Santos, da Folha de Pernambuco; Laurindo Ferreira, do Sistema Jornal do Commercio; e Magno Martins, do Blog do Magno. Na sequência, às 15h30, o jornalista Francisco José fará a conferência magna “Francisco José e o Jornalismo nas Linhas de Frente”. Aos 82 anos, ele participou de 103 edições do Globo Repórter e construiu uma trajetória marcada por grandes reportagens no Brasil e no exterior.
O debate “O que o Mercado espera de você”, às 16h30, reunirá Eduardo Scolese, da Folha de S.Paulo; Eldo Gomes, do Blog do Eldo; e Felipe Resk, do Diário de Pernambuco. Às 17h20, Basília Rodrigues, analista de conjuntura do SBT News e uma das jornalistas mais bem informadas sobre os bastidores do poder em Brasília, participa com Roberta Aureliano, da TV Guararapes, do painel “Precisão da Informação e o Impacto na Sociedade”. A programação será encerrada com a exibição do documentário Escola Base – Um Repórter Enfrenta o Passado, às 18h10.
O Festival de Jornalismo Recife tem patrocínio do Banco do Nordeste, da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), além do apoio da Prefeitura do Recife, do Instituto Palavra Aberta, Jornalistas & Cia, RXZ e OAB-PE. As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas. Os interessados podem garantir sua vaga pelo site: www.festivaldejornalismorecife.com.br
Folha de Pernambuco
Quatro seções eleitorais em Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, tiveram seu local de votação alterado para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).
De acordo com o Tribunal Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que divulgou a informação na quinta-feira (22), a nova medida abrange 1.206 eleitores aptos para votar no município.
Segundo o órgão, a mudança acontece por problemas estruturais no prédio da Gerência Regional de Educação (GRE), que comportou os locais de votação no primeiro turno, em 4 de outubro.
As seções 111, 115, 118 e 121 serão transferidas para o Colégio Santa Mônica. Para evitar confusão e auxiliar os votantes, o novo local fica ao lado do endereço anterior.
Mudanças já haviam sido anunciadas em seções de Buíque e Tacaimbó, também no Agreste, e em Floresta, no Sertão.
Em Buíque, as seções 005 e 006, que funcionaram na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Jonas Campelo de Almeida, nº 40, retornarão à Câmara Municipal de Buíque.
Em Tacaimbó, duas seções eleitorais foram transferidas da Escola Manoel Martins de Lima, na Vila Igrejinha, zona rural do município, para a Escola Maria Luíza Pereira, na sede do município. Será disponibilizado transporte cedido pela prefeitura até o novo local de votação.
E em Floresta, quatro seções eleitorais terão novo endereço: 068, 091, 121 e 123. As seções deixarão a Unidade Básica de Saúde Dr. Cantidiano Valgueiro de Carvalho, na Avenida Antônio de Souza Jota, nº 01, e passarão a funcionar na Creche Municipal Professora Nair Diniz Ferraz, localizada na Rua Adalberto Emílio Novaes, s/n.
Com a nova atualização do TRE-PE, 12 seções e 4.120 eleitores aptos a votar devem ser afetados em Pernambuco. Segundo o tribunal, outras mudanças pontuais ainda podem acontecer até o dia da votação.
