Clique aqui e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
Clique aqui e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
Por Nickson Monteiro*
Até quando os policiais penais de Pernambuco vão esperar por respostas? O SinpolPen deveria ter como prioridade absoluta a defesa da categoria. No entanto, sua direção tem participado de agendas e manifestações públicas de apoio político, enquanto questões fundamentais dos policiais penais continuam sendo cobradas.
A pergunta é simples: o que os policiais penais ganharam com toda essa aproximação política? Houve valorização salarial? O problema do PCV foi resolvido? A assistência à saúde melhorou ou o governo faliu (O SASSEPE)? A carreira foi efetivamente valorizada?
Leia maisSe essa estratégia de aproximação com o Governo está trazendo resultados, que eles sejam apresentados à categoria. Ou o resultado é só para Márcia?
Também cabe perguntar: os policiais penais foram consultados antes de o sindicato assumir posições políticas tão explícitas ou a presidenta está fazendo a revelia da categoria? Dirigentes têm direito às suas preferências pessoais. Mas sindicato representa uma categoria inteira e precisa preservar sua independência.
E fica outra pergunta que merece resposta: quem está ganhando com essa aproximação política — a direção do SinpolPen ou os policiais penais? Dialogar e negociar com qualquer governo faz parte da atividade sindical. Mas diálogo não pode substituir cobrança, mobilização e defesa dos trabalhadores.
Os policiais penais querem salário digno, solução para o PCV, assistência à saúde (o nosso SASSEPE de volta), valorização profissional e respeito. Chega de palanque. Queremos valorização. Chega de fotografia. Queremos resultado. Chega de promessa. Queremos conquistas.
Então fica a pergunta, simples e direta: quem está ganhando com toda essa aproximação política? Porque, até agora, os policiais penais não estão. O SinpolPen precisa ser independente e estar a serviço dos policiais penais.
*Policial penal
Leia menos
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou neste domingo (6) o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para julgamento no plenário da Suprema Corte.
Com a liberação, cabe agora ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, pautar o caso. Ainda não há data estabelecida. O plenário deve decidir se será aberta uma investigação contra o magistrado. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisMesmo com a liberação de Mendonça, a tendência é que Fachin aguarde as manifestações dentro do prazo de cinco dias dado por ele aos envolvidos para pautar o caso para análise do plenário.
Um relatório da PF foi tornado público por André Mendonça na terça-feira (1º) e mostra indícios de que Vorcaro e Moraes mantinham uma relação muito próxima, e que o dono do Master teria pedido a orientação do ministro no auge da crise do banco, liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central em meio a investigações de fraudes bilionárias.
O relatório, que teve o sigilo levantado na terça, reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Mendonça, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que vier a ser apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O despacho foi proferido na ação aberta após a PF encaminhar um relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens e outros elementos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e pessoas citadas nas comunicações do banqueiro.
A PF identificou, entre outros pontos, que Vorcaro produzia anotações em seu celular e, segundos depois, enviava mensagens a um número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Em uma das notas, Vorcaro afirmou ter recebido “informações informais e em confidencia de turma do banco central” e escreveu ser “importante reforçar com Andrei e Paulo” para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo. A PF aponta que as referências podem ser ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Após receber o relatório, Mendonça determinou que os novos elementos fossem retirados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma no Supremo. O ministro também abriu vista à PGR para manifestação.
Mendonça decidiu ainda levantar o sigilo do processo. Segundo ele, diante da previsão de análise pelo plenário, o interesse público nas informações justificava que o caso passasse a tramitar de forma aberta.
Leia menos
Do Correio Braziliense
Senadores de partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) engrossaram a lista de parlamentares que assinaram um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila Barros (PDT-DF) estão entre os 20 signatários da denúncia protocolada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O movimento leva o pedido para além do campo da oposição, que tradicionalmente concentra as iniciativas contra Moraes no Senado. PSB e PDT integram a base de sustentação do governo Lula. Além de Kajuru e Leila, a representação reúne nomes como Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Carlos Portinho (PL-RJ), Marcos Pontes (PL-SP) e Wilder Morais (PL-GO).
Leia maisA denúncia aponta suposta prática de crime de responsabilidade e pede que o Senado investigue possíveis conflitos de interesses relacionados ao caso Banco Master. Entre os elementos apresentados está a relação profissional entre o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o documento, um contrato firmado em janeiro de 2024 previa pagamentos de R$ 3 milhões líquidos mensais durante 36 meses, com valor bruto superior a R$ 131 milhões.
O pedido também cita registros de metadados que, segundo os autores, indicariam que Moraes acessou versões do contrato antes da assinatura, além de mensagens e registros encontrados no telefone de Vorcaro.
Vieira reconheceu a dificuldade para que a iniciativa avance sob a presidência de Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe dar andamento a pedidos dessa natureza. “Mesmo sabendo da enorme dificuldade política imposta pelo presidente Davi Alcolumbre, entendo ser necessário persistir, apresentando um pedido de impeachment sóbrio e técnico”, afirmou. O senador já havia apresentado, em abril de 2019, outro pedido de afastamento de Moraes.
Leia menos
Por Leonardo Sakamoto
Do UOL
Após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a proposta que acaba com a escala 6×1 de trabalho foi colocada na gaveta pelo presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) até o final das eleições. Acatou a defesa do senador Flávio Bolsonaro e aliados de que a votação da matéria agora iria desequilibrar o pleito. Contudo, é exatamente o contrário.
De acordo com a última pesquisa disponível, a do Instituto Locomotiva, divulgada na semana que passou, 78% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e sem redução de salário, conforme prevê a proposta. Desses, 61% se consideram de direita, ou seja, a pauta está acima de ideologias — o que é raro por aqui.
Leia maisEleitoreiro é, portanto, ignorar uma pauta que se coloca como o desejo de oito entre cada dez brasileiros para evitar que Lula (que passou a patrocinar a mudança) seja potencialmente beneficiado com sua aprovação diante de Flávio Bolsonaro (que vem lutando contra ela).
O senador poderia, desde o começo, ter abraçado a proposta, tornando-a um ponto de união nacional. Preferiu a posição de parte dos empresários. E, agora, para defender a escolha que Flávio fez, a presidência do Senado ignora o desejo de quase 80% da população.
A manobra de Alcolumbre põe em risco a aprovação da proposta de emenda à Constituição, uma vez que o fato de que dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição é o maior incentivo para que parlamentares apoiem a proposta. O mesmo processo ocorreu na Câmara, onde 472 dos 513 deputados deram aval à mudança, apoiada mesmo entre aqueles que a criticaram por meses.
Após a eleição, a pressão dos trabalhadores sobre os senadores desaba e volta a reinar a influência do cascalho grosso. Os que são contra o fim da escala perfazem 9%, enquanto outros 13% dizem não ser a favor nem contra. Entre as mulheres, o apoio é de 83%. E, na geração Z (com jovens até 29 anos), 86%.
Adiar a votação, portanto, não é proteger o processo eleitoral de uma pauta oportunista. É proteger uma escolha política do julgamento das urnas. Se o Congresso representa a população, poucas matérias chegam ao plenário com tamanho respaldo social.
Ao engavetar a proposta justamente quando os senadores estão mais expostos à cobrança popular, Alcolumbre não retira a influência da escala 6×1 da eleição. Faz o contrário: transforma sua manutenção em decisão eleitoral.
E deixa ainda mais nítido quem, diante de uma escolha entre o desejo de oito em cada dez brasileiros e a pressão de grupos econômicos, manda de verdade no Brasil.
Leia menos
O prefeito Lula Cabral ampliou, ontem (5), a capacidade de atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) do Cabo de Santo Agostinho com a entrega de 17 novas viaturas. Apresentada à população, a frota saiu em comitiva pelas ruas de Ponte dos Carvalhos, reforçando a prioridade do investimento da gestão na presença dos agentes nos bairros e comunidades.
São sete carros, quatro motocicletas, quatro quadriciclos, uma van e uma base móvel de monitoramento. Equipada com câmeras, monitores, visão noturna e radiocomunicação, a unidade permitirá acompanhar operações em tempo real. “São 17 novos veículos, mais tecnologia e melhores condições de trabalho para os nossos guardas. Queremos nossos agentes cada vez mais preparados, presentes nos bairros e próximos das pessoas. Estamos investindo para cuidar da população e avançar ainda mais”, afirmou Lula Cabral.
Os veículos serão distribuídos entre a GCM, a Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), a Patrulha Escolar, a Guarda Ambiental e a Ronda Patrimonial. Os quatro quadriciclos também ampliarão o patrulhamento no litoral, especialmente durante o verão.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) percorreu cinco municípios do Agreste ontem (5), ao lado de integrantes da chapa majoritária da Frente Popular. A agenda começou em Lagoa dos Gatos, passou por Vertentes, Toritama e Belo Jardim e terminou em Correntes, onde participou de um ato promovido pelo prefeito Edimilson da Bahia (PT).
Edmilson declarou apoio à candidatura de Marília ao Senado e levou seu grupo político ao ato. Durante discurso, a candidata destacou a importância econômica da região. “O Agreste é uma das grandes forças de Pernambuco. É uma região que empreende, produz, gera emprego e renda e mostra todos os dias a capacidade do nosso povo de vencer desafios. Do Polo de Confecções à agricultura, passando pelo comércio e pela indústria, há uma economia pulsante que precisa de mais investimentos e oportunidades. Quero estar no Senado para ajudar a trazer recursos, fortalecer quem produz e transformar essa força do Agreste em ainda mais desenvolvimento e qualidade de vida para a população”, afirmou.
Horas antes, em Belo Jardim, Marília participou, ao lado dos candidatos a governador, João Campos (PSB); a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos) e o senador Humberto Costa, que disputa à reeleição, da inauguração do comitê de campanha do candidato a deputado federal Zé Guri (Republicanos). Vereador no terceiro mandato e ex-presidente da Câmara Municipal, Zé Guri é um dos principais articuladores da Frente Popular na cidade. Na cidade, o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos), se juntou a comitiva.
Em Toritama, Marília participou da inauguração do comitê da candidata a deputada estadual Heloysa Ferreira (Republicanos). Em Vertentes, caminhou pela feira livre e participou de uma mini-carreata organizada pelo presidente municipal do PSB, Zito Barros. Já em Lagoa dos Gatos, visitou a feira livre ao lado de Boró, liderança política local.
Da CNN Brasil
O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello disse, em entrevista à CNN ontem (5), que “se arrependimento matasse não estaria aqui” sobre ter apoiado o nome do ministro Alexandre de Moraes à Suprema Corte. A fala ocorre após terem sido tornadas públicas trocas de mensagens entre o Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do extinto Banco Master.
“Os fatos que vieram à balha são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavasck, […] eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da justiça. […] Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, afirmou Mello.
Leia maisO magistrado aposentado ainda comentou que o ministro “vem errando a mão e isso é muito ruim”. A troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes consta em um relatório da PF (Polícia Federal), que teve o sigilo derrubado pelo ministro do STF André Mendonça, acusado por Moraes de atuar fora do regimento jurídico.
À CNN, Marco Aurélio Mello saiu em defesa da condução de André Mendonça no caso e avaliou que o atual momento da Corte representa uma “inversão de valores”. “Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF (Polícia Federal) e procedeu como deveria, encaminhando à PGR (Procuradoria-Geral da República)”, declarou.
O relatório da PF mapeou uma série de encontros que ocorreram entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Segundo o material, o primeiro contato foi intermediado ainda em 2023 por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro (PL), que encaminhou a Vorcaro o número de telefone de Moraes.
Em 2 de fevereiro de 2024, segundo as mensagens analisadas, ocorreu um jantar entre Moraes e Vorcaro, com a presença das respectivas esposas. Em novembro de 2024, ocorreram vários outros encontros. Em março de 2025, Vorcaro informou à esposa que estava com Moraes e, posteriormente, repetiu a mesma informação a um diretor do Banco Central. Em abril de 2025, ele disse que estava indo encontrar Moraes “perto de casa”.
Moraes ainda não se pronunciou oficialmente sobre as citações. Já a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nulidade do relatório da PF em parecer. Segundo Paulo Gonet, que também foi citado no relatório, a investigação não poderia ter avançado da forma como foi conduzida sem provocação do Ministério Público. A PGR também questionou o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro no Supremo.
Leia menos
Da Folha de S.Paulo
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), vê erros tanto do ministro André Mendonça quanto do ministro Alexandre de Moraes nas medidas que levaram a corte ao epicentro de uma crise institucional, e ainda não definiu qual deles vai ganhar o seu apoio.
Moraes e Mendonça disputam o voto de Cármen em busca da hegemonia de seus respectivos grupos no Supremo, e a posição da magistrada é considerada decisiva nas deliberações que o plenário deve fazer sobre as condutas dos dois ministros.
Leia maisA corte vai discutir, de um lado, se houve arbitrariedade nos métodos utilizados por Mendonça nas apurações sobre o Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e que resultaram no relatório em que a PF (Polícia Federal) aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De outro, o STF vai avaliar a regularidade do ato de Moraes ao se utilizar do inquérito das fake news para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Antes de Moraes decidir partir para o contra-ataque, na quinta-feira (3), Cármen chegou a telefonar para ele e indicou se solidarizar com a situação de exposição pública. Na terça (1º), Mendonça tirou sigilo de relatório da PF que mostrava diálogos de Vorcaro com o ministro, incluindo uma mensagem na qual o banqueiro pergunta se deveria deixar o país, às vésperas de ser preso, em 2025.
Moraes, segundo um auxiliar, compreendeu o telefonema da colega como um aceno, embora Cármen não tenha garantido a ele o seu apoio em votações futuras. O que veio depois — o uso do inquérito das fake news para contra-atacar Mendonça — também não a agradou. A ministra relatou a uma pessoa próxima uma sensação de perplexidade com os dois colegas e com o ponto a que chegou a erosão interna do Supremo.
Ela tem dito a auxiliares que está ciente de que seu voto está sob disputa e que há até mesmo apostas informais no mundo jurídico sobre a qual corrente ela se alinharia. A ministra, entretanto, diz que vai decidir exclusivamente com base nos autos, cuja íntegra ainda não acessou.
Moraes tem o apoio dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Já Mendonça calcula contar com Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin. Segundo um assessor da cúpula do STF, o ministro Dias Toffoli fica de fora das votações, pois se declarou suspeito de atuar nos casos do Master.
Tanto Mendonça quanto Moraes afirmam a interlocutores que confiam na adesão de Cármen aos seus respectivos grupos, o que pode reconfigurar a correlação das forças e alianças que hoje existem no Supremo.
Aliados de Mendonça dizem acreditar na sensibilização da ministra quanto ao recado ruim que será passado à sociedade caso a corte feche os olhos para a gravidade de haver um ministro do Supremo sob suspeita de integrar a rede de influência de Vorcaro.
Uma pessoa próxima ao relator do Master disse que Cármen construiu uma reputação de absoluta integridade ao longo dos anos de magistratura e que votar para aliviar para um colega seria colocar tudo isso a perder.
O entorno de Moraes afirma que Cármen já demonstrou ser contra a adoção de procedimentos arbitrários a pretexto de atender aos clamores da sociedade, como na ocasião em que ela votou para reconhecer a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro em casos envolvendo o presidente Lula (PT), em 2021.
“Todo mundo tem direito de ter um julgamento justo diante de um juiz ou de um tribunal imparcial”, disse ela na ocasião. “Isso não significa que não queiramos, sejamos contra ou estejamos emitindo juízo de valor sobre o combate à corrupção, que é obrigatório e precisa ser feito.”
Para um interlocutor de Moraes, se o plenário confirmar o entendimento de Mendonça, haverá margem para que qualquer magistrado investigue um colega, fazendo do Supremo ringue para um “vale-tudo”. Mendonça entende que o colega pode fazer o mesmo no âmbito do inquérito das fake news.
A leitura do grupo pró-Moraes é a de que Mendonça agiu deliberadamente para expô-lo, mandando que a PF apurasse suspeitas contra o ministro à revelia de decisão prévia do plenário, em violação ao regimento interno do Supremo.
Na divisão atual da corte, Cármen é alinhada a Mendonça, por exemplo, na defesa da implementação de um código de conduta para o STF, proposta da qual é relatora. Por outro lado, ela acompanhou Moraes em todos os votos da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.
Interlocutores da ministra afirmam que ela não tem alinhamento irrestrito com nenhuma das duas alas e que seus votos se pautam pela Constituição. A ministra tem manifestado preocupação com o peso institucional da crise, diante de um potencial impacto catastrófico para o STF.
Leia menos
A cidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, inicia na próxima quarta-feira (9) o projeto “Minha Escola no Museu”, que vai levar alunos e professores da rede pública a uma imersão na história do cangaço e na formação cultural do município. A iniciativa é promovida pela Fundação Cultural Cabras de Lampião e terá a participação de estudantes de oito escolas das zonas urbana e rural.
O percurso inclui locais históricos como a Praça Agamenon Magalhães, marco zero de Serra Talhada, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e a Casa da Cultura. A programação termina no Museu do Cangaço, instalado na antiga estação ferroviária, onde os estudantes terão contato com objetos, fotografias e outros registros relacionados a Lampião e seu bando.
No museu, os participantes também serão acompanhados por monitores e assistirão a uma palestra do pesquisador e escritor Anildomá Willans de Souza, além de uma aula-espetáculo com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. Segundo a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, o projeto busca aproximar os estudantes da história e do patrimônio cultural da região.
As atividades seguem até 30 de setembro e contam com apoio da Secretaria Municipal de Educação e incentivo cultural da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), da Fundarpe, da Secretaria de Cultura de Pernambuco, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Do jornal O Globo
A rodada mais recente da pesquisa Quaest, divulgada esta semana, mostra que o eleitor de Augusto Cury (Avante) rejeita três vezes mais a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que o retorno da família Bolsonaro ao Planalto. O escritor, que tinha apenas 2% das intenções de voto no levantamento anterior, agora alcança 10% e assume o terceiro lugar entre os presidenciáveis mais bem posicionados.
Quando questionados sobre o que os traz mais medo, 60% dos apoiadores de Cury responderam a continuidade do petista no Executivo, enquanto 22% disseram a volta do clã do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A margem de erro neste segmento é de 7 pontos percentuais.
Leia maisVeja os números:
• Lula: 60%
• Bolsonaro: 22%
• Tenho medo dos dois: 14%
• Não tenho medo de nenhum: 2%
• Não sabem/não responderam: 2%
A Quaest também mediu a opinião de eleitores de Cury sobre o governo Lula. Os dados indicam um descontentamento com a atuação do petista em sua terceira vez à frente do Planalto.
O governo petista é aprovado por 23% e desaprovado por 71%, enquanto 6% não sabem ou não responderam. A gestão é avaliada como positiva por 14%, regular por 34% e negativa por 52%.
Horizonte econômico
A percepção sobre a economia também não é otimista. Para 66% dos eleitores de Cury, ela piorou nos últimos 12 meses. Apenas 5% avaliam que houve uma melhora.
Veja os números:
• Melhorou: 5%
• Ficou do mesmo jeito: 27%
• Piorou: 66%
• Não sabem/não responderam: 2%
Oito a cada dez eleitores de Cury (83%) também avaliam que o preço dos alimentos nos mercados subiu no último mês. Para 5%, eles caíram, enquanto 11% responderam que ficaram iguais. Já 1% não sabe ou não respondeu.
Lulinha e ‘Dark horse’
A pesquisa mediu o impacto da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entre os eleitores de Cury — 69% sabem do caso. Lulinha é alvo de três inquéritos, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar se favoreceu empresários interessados em negócios com órgãos públicos e se atuou em benefício próprio.
Para 77% do eleitorado de Cury, Lula não deu explicações convincentes sobre as investigações envolvendo o filho. Apenas 10% pensam o contrário, e 13% não sabem ou não responderam.
Metade dos membros desse segmento (51%) avalia que a investigação prejudica muito a campanha de Lula. Já 26% respondem que prejudica um pouco, e 21% entendem que não prejudica. Outros 2% não sabem ou não responderam.
A Quaest também questionou o eleitorado de Cury sobre o financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme “Dark horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A negociação foi intermediada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Os dados mostram que 67% do segmento souberam da investigação sobre irregularidades na origem e destinação desses recursos.
Para 59%, Flávio não deu explicações convincentes, enquanto 23% pensam o contrário e 18% não sabem ou não responderam.
A avaliação de que a investigação prejudica muito a campanha de Flávio é compartilhada por 41% dos eleitores de Cury. Já 29% entendem que prejudica um pouco. Para 26%, não prejudica, e 4% não sabem ou não responderam.
O levantamento foi encomendado pela Globo e Editora Globo. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-07065/2026.
Leia menos
Por José Américo Lopes, o Zé da Coruja*
Amigo Magno Martins,
Você não descansa, homem de Deus? Que feijão foi este que comeste de Dona Margarida e Seu Gastão, e que te deu a energia e a força do Capitão 7, herói dos quadrinhos da TV Record, canal 7, do final da década de 50 e entrando para 60?
Um típico super-herói “chupado” do Superman, mas que jamais teve seus direitos contestados. Qualquer gibi do Capitão 7, original, tem hoje um grande valor histórico e financeiro.
Leia maisA universalidade do Capitão 7 tinha a mesma abrangência do Superman e o Dr. Silvana e Lex Luthor tiveram seus correspondentes nos vilões do Capitão. Coisas de São Paulo, meus amigos.
O tema da perda de amigos para São Paulo e de lindas conterrâneas que desapareceram na big metrópole do ouro, do poder e da ilusão, abordado em sua crônica domingueira de hoje, também é muito caro para mim, tendo como referência Ouricuri, a minha segunda pátria.
A minha primeira pátria, no Pajeú das Flores, foi negada ao meu pai Walfredo, a minha Mãe Euza e a nós filhos pelo cangaço mais vil e cruel do sertão pernambucano. Cadê os irmãos Çico, Assis Guaxinim e Doda, exímios craques na arte da bola e da marcenaria? São Paulo os engoliu e não vomitou! Porca miséria!
Julião de Senhor Borges, que trabalhou em roça de meu pai, exímio comedor de melancia e forte feito um touro. Julião gostava de quadrinhos e me apresentou, contando histórias, ao mágico mundo de Disney, me falou de uma feroz luta de Mickey contra João Bafo de Onça, que fugia em um helicóptero.
Parece que Julião, neste caso, preferiu o vilão. E eu não gostei. Credo, Julião. Como esquecer das histórias de Julião sobre o Fantasma, o espírito que anda, o Sr. Walker e sua linda namorada Diana Palmer, a funcionária da ONU na área de direitos humanos!
Diana ao casar, finalmente, em 1977 passou a assinar Diana Palma Walker. Que nome tão lindo, meu Deus! A este casamento compareceram presidentes, reis, chefes de tribos mais distantes e ricas, que presentearam o jovem casal com caixões de diamantes, ouro, prata e especiarias raras, algo que a nossa querida Roberta Jungmann não cobriu, uma pena.
Julião me contou, e eu babei, sobre os doze trabalhos do Fantasma, algo como os doze trabalhos de Hércules. Esta é uma história de desafio para recuperar Diana Palmer da mão de um malvado, e eu quis ser, sim, o Fantasma para receber um beijo de recompensa e poder sentir os braços sedosos daquela deusa dos sonhos de qualquer homem.
Jamais encontrei essa história do Fantasma, encontrei uma bem próxima. Ou Julião se enganou ou minha memória de criança me traiu. Nêgo Zeca, padeiro, forte que só um touro e generoso que só um Illuminati.
O padeiro de minha infância e adolescência hoje, com o seu grupo, domina a economia e a indústria das guerras mundiais, para minha surpresa. Mora, disfarçado, na Zona Leste de São Paulo, como um simples e afetuoso avô.
Zeca foi para São Paulo em busca de Pelé e suas maravilhas. Virou santista para sempre. Este Zeca renascentista me presenteou, na sua partida, com a sua coleção de Jacques Douglas, o Agente Secreto SZ-4.
Considero este o melhor presente que recebi em minha vida. Meu compadre Raimundo Papai do Céu foi em busca do Palmeiras e Ademir da Guia e por lá ficou alguns anos. Sobreviveu à máquina moedora de carne humana, voltou e encantou-se em Ouricuri, cercado da glória de ter visto Ademir da Guia jogar, que ele dizia nas discussões acaloradas ter sido melhor que Pelé.
Aí só faltava sair tapa, mas o meu comadre segurava a tese, doesse em quem doesse. Devo dizer que batizei uma filha sua, por procuração, chamada Ava Gardner, irmã de Gary Cooper, Kêrinho para todos e para sempre.
Seu bordão: “O Palmeiras não é um time, é uma sociedade” e aí o pau comia na terra de São Sebastião de Ouricuri, soldado de Jesus. As belas irmãs Sobreiras também foram embora, com os pais e o irmão Marcelo, um cabôco forte, e delas não tive mais notícias.
Lindas morenas como eram, devem ter arranjado maridos na terra da garoa e constituído belas famílias, que na minha vida e história não existe amargor para estar arrotando fel. Os belos nome dessas princesas, originárias, salvo engano, de Novo Exu, de Luiz Gonzaga: Adélia, Inês, Liene e Lenaide. As outras, a memória apagou. A memória é um mercenário que cobra um alto preço.
E já que você falou em Mário de Andrade, o genial homem que rompeu com as métricas certinhas e parnasianas com o seu Paulicéia Desvairada, praticamente inaugurando o Modernismo, movimento que ensinou ao brasileiro falar a sua língua tupi-guarani, africana, europeia, lembremos ele, o grande Mário: “Eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta”.
Ou em Macunaíma, quando ele faz a maior descoberta antropológica sobre o homem brasileiro e que estamos aí a ver nas profundezas dos pântanos: Macunaíma, o típico homem brasileiro, é um herói sem nenhum caráter.
Mário era um grande intelectual e não teve tempo na terra suficiente para ver que o Brasil também é formado de homens de excepcional caráter e grandeza moral. Você quer um exemplo? Armando Monteiro Filho.
Seu amigo,
Zé da Coruja.
*Diretor operacional da Folha de Pernambuco
Leia menos
Os responsáveis pelo perfil Bastidor.PE, ambos ex-ocupantes de cargos comissionados no Governo de Pernambuco, têm até a tarde deste domingo (6) para prestar esclarecimentos sobre a origem da fotografia que mostra um suposto panfleto apócrifo contra a governadora Raquel Lyra.
A determinação ocorre após a Justiça acatar pedido apresentado por João Campos para aprofundar a apuração sobre a autoria e a circulação do material. Rodrigo dos Santos Ambrósio e Felipe Vilar, apontados como responsáveis pelo Bastidor.PE e nomeados para cargos na gestão estadual em 2023, deverão fornecer informações capazes de esclarecer como a imagem chegou ao perfil e em quais circunstâncias foi produzida.
Leia maisEntre os elementos que deverão ser apresentados estão os dados sobre a origem da fotografia, incluindo data, horário e local em que teria sido registrada, o equipamento utilizado e a identificação de quem realizou o registro.
A determinação também alcança os rastros digitais relacionados à imagem e à sua circulação. Deverão ser fornecidos dados sobre o envio e a publicação do arquivo, além de informações técnicas relacionadas aos endereços de IP, contas e equipamentos utilizados.
Os elementos deverão ser disponibilizados à Polícia Federal e podem ajudar a reconstruir o caminho percorrido pela fotografia, desde sua produção até a publicação nas redes sociais, contribuindo para esclarecer a origem do suposto panfleto e identificar eventuais responsáveis por sua produção e divulgação.
Leia menos