O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, faltou, hoje, pela segunda vez seguida à convocação da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
Dino era esperado na comissão para falar sobre diversos temas do ministério, listados em 20 requerimentos de convite e convocação. No último dia 10, o ministro já tinha faltado a uma convocação do colegiado. Na ocasião, parlamentares chegaram a apontar “crime de responsabilidade” de Dino – mas, ao fim, decidiram reconvocar o político.
A sessão foi marcada para as 9h desta terça. Em mensagem publicada em uma rede social, às 9h18, Dino informou que iria a uma reunião com a Procuradoria-Geral da República (PGR), e não à Câmara.
“Atendo agora a convite da Procuradoria Geral da República para reunião sobre terras indígenas. Sempre estamos prontos a colaborar para que a Constituição, as leis e a jurisprudência sejam cumpridas, em relação a todos os temas”, escreveu.
Em nota divulgada em seguida, a assessoria do Ministério da Justiça informou que Flávio Dino deseja comparecer a uma sessão de “comissão-geral”, no plenário da Câmara, em vez de ir à Comissão de Segurança Pública.
“O Ministro Flávio Dino informa que, às 08:11 de hoje (24), conforme demonstrado na documentação em anexo, reiterou o pedido de comparecimento à Comissão-Geral, no Plenário da Câmara dos Deputados, afim de que possa atender simultaneamente a todas as solicitações de esclarecimento com a devida segurança, tendo garantida sua integridade física e moral, bem como a imposição do decoro parlamentar, o que não se verifica na Comissão de Segurança Pública”, diz a nota.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) montou frente específica para melhorar a relação do senador com o eleitorado evangélico. A estratégia busca reduzir a rejeição ao candidato ao Palácio do Planalto e ampliar as intenções de voto entre os fiéis, segmento no qual ele mantém vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio se identifica como evangélico e já foi batizado ao menos quatro vezes. A última delas, em janeiro deste ano, nas águas do rio Jordão, em Israel — repetindo o ato do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas, mais do que “um fiel”, a campanha do senador busca fazer com que Flávio seja visto como evangélico pelo eleitorado.
Segundo relatos, a coordenação evangélica começou a atuar de forma efetiva na última semana. Desde então, integrantes do grupo passaram a procurar lideranças religiosas, participar de grupos de WhatsApp ligados a igrejas e orientar Flávio sobre a forma de se comunicar com esse público.
Um dos responsáveis pela articulação é o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que é pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A campanha também tem procurado parlamentares ligados ao segmento para ampliar o diálogo com as igrejas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para quinta-feira (13) uma reunião para discutir um dos temas que vai marcar esta eleição: o uso de inteligência artificial (IA). As informações são do blog do Valdo Cruz.
A reunião será feita após a sessão de quinta do TSE, em um movimento de Nunes Marques para tentar uma conversa e, talvez, um consenso sobre o uso desse mecanismo a partir de um caso concreto: a deepfake de Jair Bolsonaro usada na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) candidato à Presidência da República.
Na reunião de quinta, junto aos ministros, Nunes Marques vai decidir a data do julgamento do caso do uso de IA na convenção de Flávio.
A ação foi pedida pelo PT e o argumento central é que o conteúdo ultrapassou os limites permitidos para a divulgação de uma candidatura e configurou propaganda eleitoral antecipada.
Participação em convenção por IA
Na versão manipulada por IA, a versão digital de Bolsonaro diz:
“Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz. Mas eu garanto: nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança que despertamos”, diz a imagem.
O texto prossegue: “Nenhuma prisão vai calar milhões de brasileiros que acreditam em nosso país. Por isso, peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente.”
A ação do PT diz que o vídeo fez referência direta ao cargo em disputa e usou expressões equivalentes a um pedido explícito de voto.
Também sustenta que, embora o vídeo informe que se trata de uma simulação, as regras do TSE proíbem o uso de conteúdo sintético para favorecer uma candidatura, mesmo quando há autorização para reproduzir a imagem ou a voz.
Um dado chamou a atenção na última pesquisa Quaest sobre a corrida eleitoral em Pernambuco, que mostrou a liderança de Raquel Lyra (PSD) sobre João Campos (PSB): a alta de 20 pontos percentuais entre os jovens, entendida nas duas equipes de campanha como essencial para a vantagem da governadora sobre o ex-prefeito de Recife.
Raquel saiu de 32% das intenções de voto entre os pernambucanos de 16 a 34 anos, em abril, para 52% neste mês, conforme a última pesquisa Genial/Quaest. João, por sua vez, caiu de 40% para 30%. No geral, a governadora lidera numericamente a disputa, no limite da margem de erro: 43% contra 37% no primeiro turno.
Considerando que a internet sempre foi um terreno dominado pelo ex-prefeito de Recife, a virada de Raquel representou uma mudança significativa de tendência na eleição.
Para marqueteiros e observadores da política local, isso é resultado de uma guinada na estratégia para as redes sociais, com uma repaginação completa da imagem da governadora, combinada a impulsionamento financeiro. Entre maio e agosto deste ano, Raquel e o PSD investiram R$183.736 em 238 posts, conforme dados da Biblioteca de Anúncios da Meta. Os jovens foram os alvos de maior alcance, seguidos das mulheres.
O impulsionamento na pré-campanha é permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde que, dentre outras regras, não configure propaganda antecipada e não contenha pedido explícito de votos e ataques a adversários. Especialistas em direito eleitoral, no entanto, afirmam que a análise varia de acordo com o conteúdo concreto de cada publicação e das circunstâncias em que ela foi realizada.
O marqueteiro da governadora, Igor Paulin, investiu na mudança da linguagem dos conteúdos e na desconstrução da imagem de uma política considerada mais séria que seu principal adversário.
O objetivo era transformá-la em uma figura “mais digital e humanizada”. Até então, a governadora tinha um discurso mais “duro” e formal, com um jeito de falar e até um visual mais conservador, sem apelo virtual.
Para criar esse elo com o eleitor pernambucano, Raquel adotou o apelido de “mainha”. O jingle oficial da campanha à reeleição, inclusive, repete o termo várias vezes.
Além disso, a governadora também passou a explorar os símbolos de Pernambuco na comunicação digital, usando roupas e adereços com as cores e o mapa do estado, mesmo em inaugurações ou agendas de cunho mais institucional.
No carnaval deste ano, por exemplo, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Recife para acompanhar o bloco Galo da Madrugada, a governadora usou um vestido azul com a bandeira do estado. Pouco tempo depois, ao renunciar à prefeitura, João reagiu, dizendo que a bandeira “não pertence nem a ele e nem a nenhum político”.
A estratégia de Raquel funcionou. No recorte mais recente, entre 6 de julho e 4 de agosto, ela conquistou 63.386 novos seguidores, um crescimento de 3,43%, enquanto João ganhou 10.379, avançando 0,35% nas redes, conforme dados da AtivaWeb obtidos pela equipe da coluna. Dos 73.765 novos seguidores incorporados por ambos, 85,9% foram adicionados por Raquel, e 14,1% por João.
Em números absolutos, isso significa que ela cresceu mais de seis vezes o volume do adversário. Raquel também obteve o dobro do engajamento do ex-prefeito, mesmo publicando em menor quantidade que ele
Em eleição para o Senado, suplente também é mensagem política. Humberto Costa (PT) foi buscar Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência. Ex-deputado federal e ex-presidente nacional do UB, Bivar é um nome com peso próprio, uma escolha que amplia a chapa e demonstra capacidade de articulação, além de trânsito nacional incontestável.
Mendonça Filho (PL) também não ficou apenas no preenchimento de uma vaga. Escolheu Adriana Ferreira, irmã de Anderson Ferreira, do seu partido, para a primeira suplência. É um nome ligado a uma família com forte presença política estadual e com uma trajetória de atuação junto a segmentos sociais e religiosos.
Eduardo da Fonte (PP), por sua vez, buscou para sua chapa um nome de maior confiança da governadora Raquel Lyra (PSD), reforçando a conexão política com o grupo que hoje comanda o Estado. Já Marília Arraes, líder das pesquisas, está em uma posição que exige mais do que estar à frente: exige demonstrar força, capacidade de articulação e poder de atração.
Mas, mesmo assim, escolheu para a primeira suplência um ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho. Para a segunda, a esposa de um ex-prefeito de Ipubi. Não há aqui qualquer qualificação ou desqualificação pessoal. O problema é outro: o tamanho político da escolha.
Pernambuco tem prefeitos, ex-prefeitos, deputados, ex-deputados, lideranças empresariais, sociais, sindicais, religiosas e partidárias. Uma candidatura ao Senado que aparece na liderança deveria, em tese, ter capacidade de atrair nomes que ampliem sua força. Suplente não é decoração. É senador em potencial.
Por isso, a pergunta não é se os escolhidos têm qualidades pessoais, que certamente têm, mas se a escolha dá uma demonstração clara de saber ser líder política, líder nas pesquisas e na sua própria campanha. Falar não é tudo em política, é preciso mostrar-se capaz.
O que essas escolhas dizem sobre a capacidade de articulação de cada candidato? Humberto foi buscar um ex-deputado federal. Mendonça, a irmã de Anderson Ferreira. Eduardo da Fonte, um nome de confiança de Raquel Lyra. E Marília? Um ex-vereador do Cabo e a esposa de um ex-prefeito de Ipubi.
Em política, até escolha de suplente manifesta competência e compromisso. Quem não tem esses requisitos acaba inexoravelmente fazendo escolhas atabalhoadas e extravagantes.
IMPLOSÃO DA CHAPA – O senador Fernando Dueire (PSD) anunciou, ontem, no Recife, ao lado de um batalhão de prefeitos beneficiados com emendas e projetos do parlamentar, apoio formal ao senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição na chapa da oposição, liderada pelo candidato do PSB a governador, João Campos. Como Miguel Coelho (UB), Dueire foi rifado pela governadora Raquel Lyra (PSD) no apagar das luzes do fechamento da chapa governista. Alimentou por um bom tempo expectativas para disputar a reeleição. Por confiar na promessa da governadora, não traçou um plano B, uma candidatura a deputado federal e, portanto, deve pendurar as chuteiras.
No colo de Raquel – Dueire sai de cena deixando um problemão no colo da governadora. Além de Humberto, que não integra a coligação oficial, deve optar também pela segunda candidatura ao Senado contrariando os planos da governadora: a postulação do deputado Mendonça Filho (PL), que ela já declarou não contar com o seu apoio, ao reiterar que seus candidatos são Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Se os prefeitos, mais de 40, segundo a assessoria do senador, seguirem também o mesmo caminho de Dueire, a governadora não vai conseguir conter a insatisfação dos seus dois candidatos oficiais ao Senado, porque, naturalmente, sofrerão um grande baque. Ninguém quer perder votos, sobretudo numa eleição difícil como se apresenta esta para o Senado.
Sem ser retrucado – Se a chapa implodir, a única culpada será a própria governadora, que demorou demais a costurar o entendimento. Perdeu as rédeas do processo no seu start por falta de habilidade e liderança. Na verdade, Raquel entra na disputa pela reeleição com uma chapa que nunca foi escolha sua, mas imposição. Ao responder, ontem, uma pergunta de jornalista sobre como se deu o encontro dele com a governadora quanto à decisão que tomou em apoio ao nome de Humberto Costa ao Senado, o senador Fernando Dueire (PSD) não contemporizou: “Eu comuniquei à governadora na semana passada. Procurei e comuniquei a ela, eu não perguntei a ela. Eu comuniquei a ela que o nosso senador seria Humberto Costa. Ela defendeu os nomes de sua chapa e eu não fui retrucado”.
Mais um teto desaba – Um pedaço do teto do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, caiu, ontem, sobre uma paciente e um acompanhante. O acidente aconteceu menos de um mês após uma ocorrência semelhante no Hospital da Restauração (HR). Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma das vítimas relata que o material que caiu do teto a atingiu e atingiu um homem que estava ao seu lado. “Caiu pedaço de pedra e de lixo. Atingiu minha costela e minha perna”, disse o homem, que aparece sentado em uma maca. Há menos de um mês, parte do forro do teto da sala de recuperação do HR Recife caiu sobre uma paciente recém-operada.
Destravar escola –O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, esteve, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, numa audiência com a governadora. Segundo uma fonte, teria comunicado o início das obras da Escola de Sargentos, em Aldeia, projeto que ainda não conseguiu sair do papel simplesmente porque há movimentos contrários devido ao impasse gerado pela dificuldade na liberação da obra pelos órgãos de proteção ao meio ambiente.
CURTAS
O MENOR – O custo da cesta básica no Recife registrou alta de 0,74% nos últimos 12 meses, a menor entre as 22 capitais brasileiras que também tiveram aumento no período. Em outras cinco capitais, houve redução no valor. Ainda na comparação de 12 meses, Cuiabá teve a maior alta entre as capitais, de 8,33%, enquanto Natal registrou o maior recuo, de 2,26%.
SEGURANÇA 1 – O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, convidou o promotor Lincoln Gakiya para assumir o Ministério da Segurança, pasta a ser criada caso seja eleito ao Planalto.
SEGURANÇA 2 – Principal nome do combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no país, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya já foi alvo de mais de um plano de assassinato da facção.
Perguntar não ofende: Quando Dueire anuncia que Mendonça será seu segundo candidato ao Senado?
O prefeito de Feira Nova, Joel Cândido, e o ex-prefeito Danilson Gonzaga declararam, nesta segunda-feira (10), apoio à candidatura de Eduardo da Fonte (PP) ao Senado. O anúncio foi feito durante encontro na sede do partido, no Recife.
“Esse apoio mostrou que o nosso projeto está crescendo com base no diálogo e na confiança de quem conhece de perto a realidade dos municípios”, afirmou Eduardo da Fonte. Segundo ele, a adesão amplia a presença de sua candidatura no Agreste de Pernambuco.
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no domingo. O argentino compartilhou um post de um parlamentar americano, apoiador de Donald Trump, no qual o petista é chamado de porco.
“O ódio e o desprezo com que o criminoso Lula da Silva, do Brasil, se manifesta em relação ao nosso secretário de Estado, Marco Rubio, vêm diretamente de seus chefes na ditadura castro-comunista”, escreveu o deputado republicano Carlos A. Giménez, que completou: “Os brasileiros merecem muito mais do que esse porco”. As informações são do jornal O GLOBO.
A crise diplomática entre Brasil e Argentina se agravou após Milei participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Milei criticou Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois, durante entrevista à emissora local LN+, Milei voltou aos ataques. Chamou Lula de “ladrão” e “corrupto”. Na ocasião, Milei rejeitou as críticas feitas pelo governo brasileiro.
— Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico — disse Milei ao questionar a anulação das condenações do petista no âmbito da Operação Lava-Jato.
O argentino também defendeu o tom das declarações anteriores durante a entrevista. Milei rejeitou as críticas vindas do governo brasileiro.
— O que é agressivo é quando alguém rouba. É muito menos grave chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar.
Entenda a escalada da tensão
No evento de lançamento da candidatura de Flávio, Milei falou das condições econômicas de seu país quando assumiu o cargo, atrelando isso ao socialismo. Ele criticou o Foro de São Paulo “criado por Lula da Silva e Fidel Castro, uma rede internacional chave para a disseminação do comunismo no continente”.
— O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo — falou.
O presidente argentino ainda chamou Lula de “presidiário”e Moraes de “lixo careca” por ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro.
Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a Argentina precisa interromper as agressões contra o Brasil para normalizar as relações entre os dois países. A declaração foi dada em entrevista ao jornal argentino Clarín. O chanceler classificou como graves as ofensas feitas por Milei.
Vieira disse que a “Argentina precisa valorizar a relação com o Brasil da mesma maneira que o Brasil a valoriza com a Argentina”. O chanceler destacou ao jornal argentino que “é necessário interromper imediatamente esse tipo de agressão e trabalhar pela relação bilateral, que é tão importante”.
O ministro também ressaltou que a relação entre os dois países é primordial. “Essas ofensas foram muito graves. Portanto, é preciso preservar essa relação, suspender as agressões e retomar o caminho da normalidade no vínculo bilateral”, afirmou.
O chanceler destacou que a relação entre Brasil e Argentina “chegou ao ponto de ser administrada por encarregados de negócios devido às agressões não apenas contra pessoas por parte do presidente argentino, mas também contra o Brasil, as instituições brasileiras, os Poderes e o responsável pelo Supremo, que teve um papel fundamental para impedir um golpe militar e punir os responsáveis”.
O candidato ao governo do estado de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse nesta segunda-feira (10), em entrevista à CNN, que a “taxa das blusinhas” foi um pedido do varejo. De acordo com o ex-ministro da Fazenda, a medida não partiu do governo federal.
“O presidente Lula não queria cobrar (a “taxa das blusinhas”), a federal. Quem introduziu foi o Congresso Nacional. O presidente Lula não queria e ainda falou: ‘vou vetar se vocês aprovarem'”, disse. “Qual o objetivo disso? Não era arrecadatório. Era um pedido do varejo nacional para equilibrar o que vendido numa loja e o que vem de fora. Não tem nada a ver comigo”. As informações são da CNN.
Haddad afirmou também ter sido procurado por governadores, incluindo atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para cobrar ICMS das importações.
“E por que procuraram o Ministério da Fazenda? Por que vinha pelos correios e se os correios não fossem parceiros, não tinha condição de cobrar na entrada. Hoje o Tarcísio cobra a taxa das blusinhas. O que a oposição fez, usou esse negócio para carimbar o governo. Tanto é verdade que os governadores mantém”, afirmou.
Ainda de acordo com Haddad, esse movimento foi uma articulação de governadores de um lado e congresso do outro.
O patrimônio declarado pelo ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-SC) cresceu 27% em comparação à eleição de 2024, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o pleito de 2026, Carlos Bolsonaro transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina e irá tentar conquistar nas urnas um dos assentos para o Senado.
Neste ano, Carlos declarou à Justiça Eleitoral um total de R$ 2.784.065,08. Cerca de R$ 1, 9 milhão correspondem a investimentos diversos, enquanto R$ 463 mil estão em um depósito bancário. Ele também declarou ser dono de um carro Hyundai HB20X e um Nissan Kicks, além de duas motos. Ele também registrou ter participações societárias nas empresas Bolsonaro Digital e WF Advisory. As informações são do jornal O GLOBO.
Em 2024, quando conquistou a reeleição à Câmara de Vereadores do Rio, Carlos Bolsonaro declarou ter R$ 1.982.689,43. Corrigidos pela inflação, os valores correspondem a R$ 2, 1 milhão, resultando em um crescimento de 27% na comparação com este ano. Em 2024, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia declarado ser dono de um apartamento de R$ 85 mil, além de aplicações em renda fixa, ações de empresas como Netflix e McDonald Corporation e criptomoedas.
Também candidato por Santa Catarina, o irmão de Carlos e vereador de Balneário Camboriu, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), disse ter R$ 187 mil à Justiça Eleitoral neste ano. Ele declarou ser dono de um carro Jetta, avaliado em R$ 65 mil, e uma conta bancária de R$ 70 mil. O parlamentar também afirmou ser dono de R$ 52 mil na Caixa Econômica.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) escolheu um cenário já conhecido do bolsonarismo para fazer sua primeira demonstração de força na campanha. O senador dará a largada oficial na corrida ao Planalto no próximo domingo, dia 16, na Praia de Copacabana, palco usado repetidas vezes por Jair Bolsonaro para reunir apoiadores. Com previsão de sol no Rio, a cúpula estadual do PL prepara um ato ao ar livre inspirado no modelo das manifestações realizadas pelo ex-presidente na orla nos últimos anos.
A escolha acrescenta uma dimensão simbólica à decisão de Flávio de iniciar a campanha em seu berço político. Além de lançar a candidatura no estado onde construiu sua trajetória eleitoral e que o elegeu senador em 2018, o presidenciável fará seu primeiro ato em um espaço diretamente associado às mobilizações do pai. Desde a Presidência e, sobretudo, depois de deixar o Palácio do Planalto, Bolsonaro recorreu a Copacabana em diferentes momentos políticos, em eventos marcados por bandeiras do Brasil, discursos em carros de som e convocação pelas redes sociais. As informações são do jornal O GLOBO.
A organização ficará a cargo da cúpula do PL no Rio, responsável por mobilizar dirigentes, parlamentares, candidatos e militantes. A opção por uma manifestação aberta na orla, em vez de um lançamento restrito a convidados, também funcionará como um primeiro teste da capacidade de Flávio de levar às ruas a base política construída pelo pai.
Copacabana se tornou um dos principais palcos dessas mobilizações. Ainda presidente, Bolsonaro levou apoiadores à orla nas comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022. Fora do poder, voltou ao local em abril de 2024, para uma manifestação com foco na defesa da liberdade de expressão, e em março de 2025, para um ato centrado no pedido de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro.
Em setembro daquele ano, uma nova manifestação em Copacabana reuniu cerca de 42 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), e teve entre suas principais bandeiras a anistia e as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em março deste ano, já com Bolsonaro preso, outro ato bolsonarista na região registrou público menor, de cerca de 4,7 mil pessoas, segundo monitoramento acadêmico.
Berço político
O lançamento em Copacabana faz parte de uma estratégia mais ampla de Flávio para concentrar esforços no Sudeste no início da corrida eleitoral. A campanha planeja dedicar cerca de 60% da agenda do candidato à região, onde estão os três maiores colégios eleitorais do país. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro somam 63,3 milhões de eleitores, o equivalente a 39,9% dos 158 milhões de brasileiros aptos a votar.
No mesmo domingo, Lula também começará a campanha retornando às próprias origens políticas. O presidente escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde construiu sua trajetória sindical e iniciou sua carreira política, para o primeiro ato da tentativa de reeleição. Os dois principais candidatos, portanto, abrirão a disputa no Sudeste e em territórios associados às trajetórias políticas de seus respectivos campos.
A fotografia atual da eleição ajuda a explicar a atenção dada à região. Segundo as pesquisas mais recentes da Quaest, Flávio aparece com 40% contra 35% de Lula em São Paulo e com 38% ante 35% do petista no Rio. Em Minas, o cenário se inverte: Lula tem 38%, contra 35% de Flávio. No Rio e em Minas, as diferenças estão dentro da margem de erro.
Para Flávio, o Rio tem ainda uma função particular. Foi no estado que o senador construiu sua carreira política e é ali que a campanha pretende começar a tentativa de preservar a vantagem conquistada pelo pai há quatro anos. No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro recebeu 56,53% dos votos válidos entre os fluminenses, ante 43,47% de Lula.
Desta vez, porém, Flávio chega à disputa com um cenário estadual menos confortável do que o encontrado pelo pai. Em 2022, Bolsonaro tinha como candidato ao governo Cláudio Castro (PL), reeleito ainda no primeiro turno. Agora, o PL terá Douglas Ruas na corrida ao Palácio Guanabara, numa chapa pura e sem alianças, enquanto o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) inicia a campanha consolidado na dianteira.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, neste domingo (9), de uma caminhada e de um ato político em Panelas, no Agreste, ao lado do prefeito Ruben Lima (PSB). Durante o discurso, João acusou o atual Governo do Estado de perseguir prefeitos filiados a partidos de oposição e prometeu ampliar a parceria com os municípios caso seja eleito. “A partir do ano que vem, vocês vão contar comigo e ter um governador presente”, afirmou.
Ruben Lima também criticou a gestão da governadora Raquel Lyra e disse que se decepcionou após apoiá-la no segundo turno de 2022. Segundo o prefeito, municípios da região enfrentam falta de ações do Governo do Estado por causa da posição política de seus gestores. “Panelas diz não ao lado de lá e sim a João Campos”, declarou.
O ato também contou com a presença do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e do presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. O grupo político de Ruben declarou apoio a Marília e ao senador Humberto Costa (PT) na disputa pelas duas vagas ao Senado.
O vice-prefeito de Barra de Guabiraba, Eugênio Filho (MDB), declarou apoio, nesta segunda-feira (10), à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. A adesão representa uma baixa no grupo político da governadora Raquel Lyra, que contava com o apoio do vice-prefeito no município. O anúncio foi feito durante reunião acompanhada pelo presidente estadual do MDB, Raul Henry.
“Recebo com muita alegria o apoio do vice-prefeito Eugênio. É uma liderança que conhece de perto a realidade de Barra de Guabiraba e que chega com a força do Agreste para somar ao nosso projeto”, afirmou João Campos.
A adesão amplia a presença da campanha do socialista no Agreste Central e se soma a outros apoios anunciados nas últimas semanas. Eugênio Filho passa a integrar o grupo de lideranças municipais que apoiam a candidatura de João ao Governo do Estado.
O prefeito de Goiana, Marcílio Régio, participou, nesta segunda-feira (10), da Procissão do Carrego da Lenha, realizada na Povoação de São Lourenço, em homenagem a São Lourenço Mártir. O cortejo reuniu moradores e visitantes, que percorreram as ruas carregando galhos secos e pedaços de madeira até a Igreja Matriz de São Lourenço, onde é formada a fogueira tradicional.
A celebração ocorreu após o reconhecimento do Carrego da Lenha como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e formalizado pelo Governo do Estado. “O Carrego da Lenha não é apenas uma festa; é parte da história de Povoação de São Lourenço e da identidade de Goiana”, afirmou Marcílio Régio.