Ao lado da sua esposa, a prefeita de Cumaru, Mariana Medeiros, o deputado pernambucano Eriberto Medeiros afirmou que sua expectativa é enorme para ler a obra sobre Marco Maciel escrita pelo jornalista Magno Martins. Confira o registro.
Ao lado da sua esposa, a prefeita de Cumaru, Mariana Medeiros, o deputado pernambucano Eriberto Medeiros afirmou que sua expectativa é enorme para ler a obra sobre Marco Maciel escrita pelo jornalista Magno Martins. Confira o registro.
Por Romoaldo de Souza – JC
Candidato a suplente de senador na chapa do Democracia Cristã, o ator Dilcon Afonso foi intimado a trocar a foto encaminhada à Justiça Eleitoral no Piauí. O artista, conhecido em muitas comunidades por interpretar o papel de Cristo durante a Semana Santa, ainda justificou que realiza trabalho comunitário vestido como o personagem.
A negativa veio acompanhada da informação de que, “mesmo que seja aquela sua identidade pública”, a imagem do candidato paramentado como Cristo descumpre as regras eleitorais.
A nove dias do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, os principais candidatos à presidência intensificam as gravações para os programas, filmam com candidatos aliados e aproveitam agendas na rua para produzir material para as campanhas.
Quatro candidatos terão tempo de televisão: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Terão, respectivamente, 5 minutos e 32 segundos (44,3%), 4 minutos e 20 segundos (34,7%), 2 minutos e 2 segundos (16,3%) e 36 segundos (4,8%). As informações são do g1.
Já Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não terão espaço na programação e apostam em debates e vídeos com potencial de viralizar nas redes.
Leia maisA Justiça Eleitoral usa como base a representação dos partidos na Câmara dos Deputados para definir a divisão do tempo entre os partidos. 90% do total é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Os 10% que restam são divididos igualmente entre as siglas que superaram a cláusula de desempenho.
A propaganda gratuita é considerada crucial pelas campanhas para atrair eleitores e dar projeção aos candidatos. Começará no dia 28 de agosto e vai até 1º de outubro. Os programas dos presidenciáveis serão às terças, quintas e sábados, à tarde e à noite. Eles contarão também com as inserções diárias, mais curtas.
O presidente Lula aproveitou esta terça (18) para gravar uma série de materiais para o programa eleitoral, explorando diferentes temas. Devem usar imagens do ato inicial de campanha no estádio da Vila Euclides, em São Paulo, e da convenção do PT nos vídeos. Os trabalhos são liderados por Raul Rabelo, marqueteiro da campanha.
Também tem dedicado tempo a gravações com candidatos a governador, senador e deputado aliados. O deputado federal e candidato a senador Paulo Pimenta (PT) gravou com o petista nesta terça, em Brasília.
Flávio dedicou a agenda desta quarta (19) para gravações e não fez agendas públicas. Na última semana, o candidato gravou com candidatos ao Senado – entre eles, Michelle Bolsonaro, marcando o primeiro encontro dos dois após as rusgas familiares, como anteciparam a GloboNews e o g1.
As gravações, segundo um aliado, foram em Brasília, lideradas pelo marqueteiro Duda Lima. Flávio viajará a São Paulo nesta quinta (20) para agenda conjunta com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), na zona leste da cidade, em um esforço para ampliar o eleitorado onde Lula venceu em 2022.
Caiado deve intensificar as gravações a partir da próxima semana. A ideia da campanha é apresentar o candidato e mostrar o que fez no comando do governo de Goiás, de onde saiu com aprovação de 84%, segundo pesquisa Quaest. A ideia é unir a essência do candidato com uma carga de “emoção”.
Em evento com empresários na última quinta (13), Gilberto Kassab, presidente do PSD e vice na chapa de Caiado, comemorou o tempo de TV da chapa. Disse que os partidos do Centrão “deram um presente” ao abrirem mão de candidatura: “Caiado tinha 50 segundos, agora tem dois minutos e quase 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença.”
As filmagens de Augusto Cury estão previstas para este fim de semana. A ideia é escutar o povo e mostrar as suas dores, segundo um integrante da campanha do escritor.
Para contornar a falta de espaço na televisão, Renan Santos e Zema apostam em vídeos nas redes sociais, debates e entrevistas.
O candidato do Missão quer fazer vídeos curtos, de baixo custo e com alta taxa de viralização. Um dos que mais geraram engajamento em suas redes foi o de um prato de comida ficando vazio ao longo dos anos, com críticas aos oponentes. Tem aproveitado também agendas nas ruas para gerar mais material para a campanha.
Já Zema quer mais vídeos para as redes sociais com soluções para problemas do país com base em seu plano de governo. Um exemplo é um vídeo com a temática de enfrentamento às bets.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta quarta-feira (19) mais um discurso em defesa da soberania brasileira, uma das bandeiras do petista na campanha à reeleição, durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP).
O petista afirmou que ter soberania é competir e poder dizer não a grandes potências em assuntos internacionais. As informações são do g1.
Ele também disse que o Brasil não pode andar de “cabeça baixa” na relação com outros países e defendeu investimentos em submarinos de propulsão nuclear e no enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como na produção de energia.
Leia mais“Soberania não é só discurso. É estar preparado pra eles saberem que podemos dizer não, que podemos competir, o que não pode é ser cabeça baixa vida inteira” afirmou Lula.
O presidente estava acompanhado dos ministros da Defesa, José Múcio, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Ao conhecer o Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha, Lula afirmou que, apesar de o orçamento ter prioridades como saúde e educação, é preciso discutir uma previsão financeira para finalizar a construção do submarino nuclear que está sem desenvolvimento no local. Segundo o presidente, o projeto está em andamento desde 2007.
“Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade, estamos falando do futuro, do emprego qualificado, enriquecimento de uranio, saúde, energia”, declarou o petista.
Durante o evento, Lula destacou mais de uma vez a importância do submarino nuclear e do domínio da tecnologia para o enriquecimento de urânio no Brasil para fins pacíficos, “como está na nossa Constituição”, segundo o presidente.
Lula também defendeu a possibilidade de o Brasil exportar urânio enriquecido para outros países interessados em utilizar a energia nuclear para fins pacíficos.
” O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia pra dar e pra vender, para que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos como está na nossa constituição e pra vender para o mundo”, afirmou.
A Constituição brasileira determina que todas as atividades nucleares devem ter fins pacíficos e estabelece que a União deve ter o monopólio sobre atividades como por exemplo, o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares.
A comercialização com outros países segue regras próprias e está sujeita a autorizações e controles dos órgãos responsáveis pelo setor nuclear.
Desde o primeiro tarifaço e embates com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula tem reforçado discursos em torno da defesa da soberania nacional e afirmado que o Brasil deve preservar sua autonomia diante de outros países.
O presidente tem dito que o Brasil está aberto ao diálogo, mas que não aceitará interferências externas em decisões internas do país.
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A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, nesta quarta-feira (19), de uma caminhada na Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, ao lado dos candidatos ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), a vice Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição. Durante o ato, Marília citou investimentos federais realizados na região. “A Zona Oeste do Recife conhece, de perto, como os investimentos em infraestrutura feitos com recursos vindos do Governo Lula, através do PAC, transformaram a realidade de milhares de pessoas”, afirmou.
Mais cedo, Marília e João Campos se reuniram com representantes do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Pernambuco (SOEPE), na Madalena, e receberam um documento com reivindicações da categoria sobre infraestrutura, insumos, equipamentos, serviços especializados e valorização profissional. Entre as pautas está o Projeto de Lei 1.365, que estabelece piso salarial para cirurgiões-dentistas e médicos no serviço público. “A gente precisa entender a importância do cirurgião-dentista na saúde pública. Contem com a gente também para garantir a presença de vocês onde for necessário”, declarou.
Por Yuri Costa – Blog da Folha
O senador e candidato à reeleição ao Senado Humberto Costa (PT) minimizou os rumores de que o candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) possa ser o sucessor do presidente Lula (PT) à nível nacional a partir de 2030.
A opinião de Humberto foi dada nesta quarta-feira (19), durante a apresentação de um site que mostra as ações e os investimentos destinados pelo petista a cada um dos 184 municípios de Pernambuco e ao distrito de Fernando de Noronha nos mandatos no Senado e nas suas gestões como ministro da Saúde e secretário estadual das Cidades.
Leia maisDe acordo com Humberto, ainda é cedo para definir o sucessor de Lula nacionalmente.
“A gente ainda não acabou esse governo, nem elegeu o próximo presidente para estar pensando nisso. Eu acho que Lula vai estudar com muita atenção o que ele vai apresentar para o Brasil e para o PT como candidatura. Então acho que tudo isso agora é especulação”, argumentou.
Humberto ainda elogiou as qualidades de Campos, mas enfatizou que as eleições federais exigem um preparo e uma articulação de alianças ainda maior.
“Eu acho que ele (João Campos) tem todas as qualidades, mas a eleição, principalmente a nacional, exige construção de alianças e muitas outras coisas”, explicou.
O petista também reforçou que existem diversos cenários a serem levados em conta para discutir a sucessão de Lula.
“Digamos que ele ganhe (nas eleições deste ano), não sei se ele vai querer ser reeleito governador ou se vai ter um mandato. Tem mil coisas que tem que pesar. De repente, nesta eleição, pode sair alguém que ‘estoure a boca do balão’ e se torne um candidato forte para 2030”, afirmou.
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nesta quarta-feira o primeiro vídeo de campanha em que aparece ao lado do enteado, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Na legenda da publicação no Instagram, ela escreveu “vamos juntos resgatar o Brasil”.
Michelle já vinha declarando apoio a Flávio publicamente desde a reconciliação entre os dois. Depois de semanas de desentendimentos, a ex-primeira-dama passou a pedir votos para o enteado em agendas políticas e a defender sua candidatura à Presidência. As informações são do jornal O GLOBO.
A publicação desta quarta-feira marca uma nova etapa desse movimento de aproximação. É a primeira vez que Michelle publica em seu próprio perfil uma peça de campanha conjunta com Flávio desde a crise que os dois protagonizaram.
Leia maisO conflito entre os dois veio a público depois de divergências sobre decisões partidárias e a atuação de Michelle no PL Mulher. A ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada pelo enteado, em um episódio que ganhou dimensão dentro do partido e colocou em dúvida sua disposição de participar da campanha presidencial.
Em julho, Flávio publicou um vídeo pedindo desculpas a Michelle. Na gravação, ele reconheceu a importância da madrasta para o PL e para o bolsonarismo e afirmou que ela tinha seu apoio. Michelle respondeu em outro vídeo que aceitava o pedido e o perdoava.
Desde então, os dois passaram a aparecer novamente juntos em compromissos políticos. Michelle também começou a fazer declarações públicas em favor da candidatura de Flávio, inclusive pedindo votos para ele durante agendas no Distrito Federal.
Na gravação, ambos aparecem em frente a uma tela verde, geralmente usada para gravações de vídeos para o horário eleitoral, rindo. A trilha sonora é um jingle da campanha de Flávio, que fala sobre entrar “com o pé direito”. Na terça-feira, durante um evento do deputado Jukio Cesar (Republicanos-DF), Michelle já havia dançado ao sim da música.
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A história do ex-tesoureiro Paulo César Farias, o PC Farias, será recontada em detalhes pelo jornalista Xico Sá. O livro “O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias”, que será lançado em setembro, conta bastidores do poder no início da redemocratização e a influência do personagem na eleição e no governo de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito no Brasil após 21 anos de ditadura militar. Segundo Xico Sá, uma das pretensões pouco conhecidas de PC era formar um clã político em Alagoas e rivalizar até com a família de Collor.
“Um sonho do próprio PC era formar um clã forte em Alagoas, que ele não tinha. Ele não era das principais famílias, era de uma família modesta, cujo pai, Gilberto Farias, era um fiscal da Receita Federal, ou seja, de classe média arrediada. O sonho dele era formar um clã que disputasse, inclusive, com a família Collor, com a família Palmeira, com os Bulhões na época. PC não conseguiu isso por conta do fim do governo Collor, mas seus irmãos continuaram operando na política”, conta Xico Sá.
Leia maisUm dos irmãos de PC citados pelo jornalista é o médico Luiz Romero Farias, indicado como suplente de Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara e candidato ao Senado por Alagoas este ano. Outro irmão de PC, Augusto Farias, foi deputado federal por quatro mandatos, secretário de Estado e segue nos bastidores da política.
“Luiz Romero é muito articulado na política de Alagoas, sempre foi, já havia tentado ser suplente e agora foi confirmado. Como não tem nenhuma condenação, tem todo o direito de seguir na política. O que gera questionamentos na cabeça da gente, na memória. Como pode uma família que foi tão acusada permanecer na ativa? Sim, a família não obteve o sonho de virar um grande clã alagoano, mas está aí de carona com Arthur Lira. Esse sim conseguiu fazer um grande clã e tenta avançar agora em outubro como senador”, analisa Xico Sá.
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Por Heron Cid – MaisPB
O jornalista e escritor brasileiro, Xico Sá, afirmou, nesta quarta-feira (19), em entrevista ao podcast Direto de Brasília, parceiro da Rede Mais, ter dificuldade em encontrar uma grande capacidade de apuração no jornalismo hoje e que a imprensa perdeu a ‘profundidade’.
“Eu creio que os velhos homens de imprensa e as velhas mulheres de imprensa se formaram numa escola que nos dá uma capacidade de apuração que é difícil encontrar agora. Não porque tenha gente melhor que do que a outra, mas porque a nossa escola foi mais aprofundada”, disse o jornalista.
Leia maisXico, entretanto, afirmou que não é para ficar se ‘lamentando’, mas aproveitar os ‘novos tempos’ e usar as técnicas que a antiga geração adquiriu.
Essa apuração de bastidores, a velha escola é infinitamente melhor. Mas não é nostalgia, eu creio que a gente não é só saudoso. A gente foi formado numa escola muito boa de apuração jornalística. Mas o que resta hoje, eu acho que é a gente, em vez de ficar lamentando, é aproveitar os novos tempos e usar as nossas técnicas, o nosso nível de apuração, o nosso nível de aprendizado da velha escola impressa”, concluiu.
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A história do ex-tesoureiro Paulo César Farias, o PC Farias, será contada em detalhes pelo jornalista cearense Xico Sá. O livro “O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias”, previsto para setembro, contará bastidores da eleição presidencial de 1989, a primeira após 21 anos de ditadura militar, e do governo Fernando Collor. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o autor revelou o episódio que mais gostou de contar, entre tantos que enriqueceram a obra desde já histórica.
“O capítulo que mais me diverti escrevendo, e que acho que o leitor vai mais gostar, é o da fuga de PC Farias do Brasil, em 1993, que é espetacular. Ele raspa o bigode, bota peruca e sai escondido de Maceió rumo a uma fazenda em Pernambuco. Ele contrata um grupo especializado em fugas de criminosos, traficantes, de quem está necessitado na América Latina, chefiado por um chileno. Parte em um teco-teco do Sertão de Pernambuco, passa pelo Paraguai e chega na Argentina, onde fica nos primeiros dias e vai para Londres, que é quando descubro o paradeiro dele, em outubro de 1993. Essa largada é muito interessante, consegue ser engraçada. Os detalhes da fuga são completamente inéditos, ninguém sabia de nada até o momento. E a combinação com o delegado da Interpol, Edson Oliveira, que estava na mão do PC. Esse é o grande capítulo do livro”, destaca Xico Sá.
Leia maisO jornalista ressaltou que foi o primeiro a divulgar o paradeiro de PC Farias em Londres, pela Folha de São Paulo, um dia após a famosa entrevista de Roberto Cabrini, no Jornal Nacional da TV Globo, com o ex-tesoureiro de Collor. “Cabrini fez uma coisa muito importante, que foi a primeira entrevista com PC Farias, no dia seguinte à revelação na Folha de São Paulo. Foi uma das reportagens de maior audiência da TV Globo, uma revelação espetacular do PC contando sobre a fuga. Mas a revelação do paradeiro dele foi esse humilde repórter do Ceará aqui que fez (risos)”, completou.
Xico Sá também revelou outros bastidores, como o destino do famoso Morcego Negro, avião utilizado por PC Farias desde a campanha presidencial de 1989. “O avião era comprado em sistema de leasing dos ‘testas de ferro’ de PC em Miami. Depois da morte dele, em 1996, o Morcego Negro voltou para a mão dessas pessoas, desse grupo inclusive chamado de Miami Leasing”, contou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na noite desta quarta-feira (19) no Palácio da Alvorada com o advogado que defende o filho do petista, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho chegou ao Alvorada por volta das 19h15 e, até a última atualização desta reportagem, seguia reunido com o presidente. As informações são do g1.
O encontro de Lula e o responsável pela defesa de Lulinha ocorre em meio a revelações de que a Polícia Federal (PF) investiga se o filho do petista cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção em três inquéritos diferentes.
Leia maisUma das linhas de investigação apura se Lulinha atuou para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em negociações com o Ministério da Saúde.
O “Careca do INSS” é apontado como um dos principais responsáveis por desvios de aposentadorias e pensões.
Impacto das investigações na campanha
O blog do Valdo Cruz mostrou que a divulgação de detalhes das relações entre Lulinha, o ex-chefe de gabinete da Presidência Marcola e a lobista Roberta Luchsinger está gerando mal-estar e irritação no presidente Lula.
Assessores de Lula garantem que, até o momento, não há nenhum “ato de ofício” que possa mostrar que o filho do presidente conseguiu aprovar algum contrato em favor da lobista no governo.
Eles reconhecem, porém, que as conversas divulgadas são inoportunas, inadequadas e não deveriam ter acontecido.
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O bombástico livro “O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias”, do jornalista cearense Xico Sá, promete muitas revelações sobre os bastidores do poder em Brasília e a morte do ex-todo-poderoso do Governo Collor. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o autor contou que a versão oficial de que ele teria sido morto pela então namorada Suzana Marcolino, que depois teria se matado, sempre gerou dúvidas na população, e a figura de PC Farias contribuía para as incertezas.
“Creio que a tese mais correta, e tudo leva a crer, é que foi uma armação entre a polícia e a política para encobrir uma grande queima de arquivo. Antes houve a morte da Elma Farias (esposa de PC, aos 44 anos, vítima de edema pulmonar agudo e insuficiência cardíaca, em 1994), que também é encoberta por uma névoa de suspeita. A forma como foi iniciada a investigação, com queima do colchão em que PC e sua namorada dormiam, a cena do crime foi totalmente adulterada. Então não dá pra confiar no que foi apurado naquele momento. Parecia que estava todo mundo correndo para resolver logo uma versão de que teria sido um crime passional. Inclusive a família”, detalhou Xico Sá.
Leia maisPC Farias foi encontrado morto em 23 de junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió, capital de Alagoas, junto com a então namorada Suzana Marcolino. Xico Sá o coloca como “muito além” de apenas tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Melo. “Nesse livro eu conto coisas novas, entre elas que parte da Polícia Federal estava na mão do PC. Mas o mais aprofundado é como se deu a sociedade entre ele e Collor. Era uma sociedade, não era colaboração eventual ou dinheiro do PC que pingou na mão do Collor. A montagem era de uma sociedade, e essa é a grande história, fora as aventuras, coisas engraçadas, trapalhadas. A grande história é como se deu e se montou essa sociedade entre PC e Collor”, destaca.
“Inclusive mostro que, além do Fiat Elba, PC deu uma Mercedes ao Collor. O Fiat Elba entrou no folclore, mas havia coisa infinitamente maior e que não entrou no radar da Polícia Federal, nem da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), nem da imprensa na época. Também mostramos um racha medonho, que até parece com o tempo que vivemos hoje. Parte da Polícia Federal estava procurando PC e parte era comprada por ele. O delegado Edson Oliveira, que era chefe da Interpol no Brasil, estava na folha de pagamento do PC Farias. Ele dava entrevistas, fingia que estava procurando PC, e na verdade estava na mão do PC (risos). Ele avisava onde a Polícia e a Interpol iriam passar. Tem um bocado de coisa nova que se soma a essa história fantástica da política brasileira”, concluiu Xico Sá.
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Por Alex Fonseca – Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD) rebateu, na manhã desta quarta-feira (19), a alegação do adversário dela na eleição deste ano João Campos (PSB) de que o estado teria retirado R$ 500 milhões em investimentos na área da saúde.
Mais cedo, o candidato João Campos, ao participar de uma agenda no Sindicato dos Odontologistas, havia dito que o governo federal destinou R$ 2 bilhões para serem investidos na saúde, e que o governo do estado teria deixado de investir R$ 500 milhões em recursos próprios.
Leia maisEm coletiva de imprensa realizada depois de comparecer à sabatina do Porto Digital, no Bairro do Recife, Raquel, além de contestar a informação, afirmou que, na verdade, o estado investiu R$ 2,5 bilhões na área. Ainda segundo a governadora, os recursos do estado de Pernambuco se somaram aos R$ 2 bilhões enviados pelo governo federal.
“Ano a ano a gente tem recebido, feito e executado recordes de investimentos na saúde pública. O fato é que recebemos uma saúde pública abandonada e sucateada”, declarou.
Para a candidata, as reformas os hospitais e investimentos na saúde não são realizadas em um estalar dedos. “O que dá para ter é atitude, coragem e orçamento. E enfrentar problemas históricos sem colocá-los para debaixo do tapete”, acrescentou.
Lula
A governadora Raquel Lyra também foi indagada sobre um vídeo, publicado nas redes sociais na manhã de hoje, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirma o apoio dele ao candidato João Campos. Raquel voltou a exaltar a parceria institucional com o petista e disse que administração dela devolveu a Pernambuco a capacidade de construir parcerias com o governo federal.
“O presidente Lula e seus ministros têm entregado muito ao nosso estado. A gente retomou a Transnordestina, garantimos a conclusão da BR-104 e estamos construindo quatro novos hospitais da mulher, dois deles em parceria com o governo federal”, declarou a governadora. “Mais do que falar, o importante é fazer. Sou uma governadora candidata à reeleição que fala como alguém que já conseguiu construir pontes e resgatou a credibilidade do estado”, acrescentou
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