Geraldo Azevedo e Alceu Valença, parceiros há 50 anos, num encontro nos anos 70. A imagem faz parte dos arquivos de Geraldo Azevedo. Se você tem uma foto histórica no fundo do baú e deseja vê-la postada neste espaço, envie agora no 81.98222.4888
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Por Flávio Chaves*
Há cidades que apenas existem. E há Carpina, que respira, canta, dança e se multiplica em vozes quando janeiro se despede e fevereiro se prepara para florescer em cores. Lá, entre as calçadas de calor e as esquinas de saudade, vive um Carnaval que não se limita ao calendário: ele habita o espírito. E nesse transe de alegria ancestral, a Bazuca Cana Clube, fundada em 1966, se ergue como uma tempestade de riso e rebeldia, soprando sua música como vento que varre a mesmice.
No princípio, era apenas um pequeno anexo: um cômodo modesto, acanhado em tamanho, mas colossal em destino. Entre paredes simples e janelas que deixavam o sol escorrer em fiapos dourados, nascia um reduto que logo deixaria de ser apenas abrigo de estudos para tornar-se território de sonhos. Birau, ao herdar aquele espaço deixado pelo irmão Edinaldo, plantou ali as sementes da transgressão criativa. Cercado por seus companheiros, jovens feitos de carne e sonho, alma e tambor, fez da pequena casa o epicentro de uma revolução bem-humorada, onde cada gole de cachaça era também um brinde à liberdade.
Leia maisA Bazuca nasceu sob a égide de um princípio inegociável: a contestação a tudo e a todos, com especial destemor diante do status quo. Era mais que um grito: era gargalhada contra o autoritarismo, deboche diante da caretice e resistência embebida em poesia. Cada um de seus fundadores carregava não apenas um nome, mas uma centelha dessa chama inaugural.
Destacaram-se, ao lado do incansável Birau, Quincas Lapa, dono de uma voz que ecoava como manifesto; Edson Chagas, coração cantante das serenatas apaixonadas; os irmãos Chico Merondia, Neném e Joca, arquitetos da harmonia nas cordas dos violões; Jóia da Celpe, que fazia o cavaquinho conversar com a madrugada; Gilvan Nery, Mauro Luiz Barros, Hildebrando Marques (o lendário Panduca, mestre da sanfona), Lapenda, Quito, Fred Saldanha, Gil Guedes Jairo Cordeiro e Fernando Monteiro, homens que não apenas fundaram um bloco, mas acenderam uma chama que viraria tocha nos carnavais futuros.
Ali, as tardes se alongavam em serenatas, as madrugadas amanheciam em rimas, e o verbo era sempre conjugado no tom da ousadia. Inspirados por figuras míticas da música popular, Noel, Cartola, Pixinguinha, Nelson Gonçalves, Chico, entre outros, os bazuqueiros criaram um altar profano onde se cultuava o que havia de mais sagrado: a irreverência.
Cada sexta-feira da semana pré-carnavalesca era um comício da alegria. Os bazuqueiros, depois de sacramentarem o espírito com goles generosos de cana, saíam pelas ruas da cidade como se fossem cometas de carne e osso, brilhando em cada esquina, desafiando os muros invisíveis da ordem. Sobre bancos de feira, palanques improvisados, proferiam discursos incendiários, enquanto a sanfona, os violões e o cavaquinho costuravam os sentimentos em canções que vibravam como estandartes sonoros.
A autoridade tentou silenciar a festa, a polícia se posicionou, a Igreja bradou. Mas a Bazuca não se deteve. Passou, com seus refrões desafiadores, como um cortejo de luz atravessando as sombras do conservadorismo. Era mais que carnaval. Era liberdade encarnada em marcha.
Na sede, onde os homens se reuniam para discutir o mundo entre uma dose e uma metáfora, falava-se de tudo: política, filosofia, amores, pecados, e até da vida alheia com a delicadeza de quem esculpe uma estátua com palavras. Ali se forjavam ideias como quem compõe um samba: com cadência, ironia e paixão.
E neste Carnaval de 2026, o tempo faz uma reverência em tom maior a três nomes que são colunas memoráveis da história da festa. Gil Guedes, liderança que defendeu com garra o Clube Lenhadores, tratando-o como templo sagrado da cultura; Haroldo Salgado, guardião da história e da institucionalidade carnavalesca, era presença firme nos dias de glória e nos momentos de luta. E Pitaco, folião de raiz, dono de uma borracharia que era mais um ponto de encontro da alegria. Pitaco, que cantava loas à burra que comia milho e, aperreada, comia arroz, como quem transforma até a dureza da vida em rima popular. Um trovador das ruas, um símbolo da espontaneidade que a festa de Momo celebra.
Com o passar dos anos, a Bazuca se expandiu como o próprio Carnaval de Carpina: agregando trios elétricos, bandas, orquestras, agremiações irmãs de outras cidades. Cada nova geração que vestia a camisa da Bazuca recebia, junto ao copo cheio da cerimônia de batismo, a responsabilidade de carregar o estandarte invisível da ousadia.
E se hoje ela segue desfilando, não é por nostalgia, é por pertinência. Porque ainda há muros a serem pulados, ordens a serem subvertidas e canções a serem cantadas como atos de resistência e ternura.
Porque, no fim, ser Bazuqueiro é isso: olhar o mundo com olhos de folia e dizer, entre um gole e um refrão, que a liberdade também sabe frevar e sonhar.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última quarta-feira (28) uma resolução que estabelece regras restritas para o cultivo da cannabis medicinal no Brasil por pessoas jurídicas, como empresas, universidades e associações de pacientes. A decisão não autoriza o plantio pela população em geral nem trata do uso recreativo da planta, limitando a permissão exclusivamente a fins medicinais e farmacológicos.
Até então, o cultivo da cannabis era proibido no país, apesar de a legislação permitir a manipulação, o registro e a comercialização de produtos derivados da planta. Na prática, isso obrigava empresas a importar a matéria-prima ou extratos, o que encarecia a produção e restringia o avanço da pesquisa científica. A mudança atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em novembro de 2024, ordenou que a Anvisa regulamentasse o cultivo para uso medicinal. As informações são do portal g1.
Leia maisSegundo especialistas, a nova regra abre caminho para o fortalecimento da pesquisa e do mercado nacional. “Na prática, a pesquisa ganha um caminho regulatório mais claro para se utilizar matéria-prima nacional, com autorização e fiscalização sanitária, o que tende a reduzir incertezas, acelerar projetos e facilitar a padronização de insumos para estudos no país”, afirma Renato Anghinah, professor titular de Neurologia da Faculdade de Medicina ABC e professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP.
A Anvisa aprovou quatro resoluções sobre o tema. A principal autoriza a produção e a comercialização de produtos à base de cannabis, desde que o cultivo seja restrito a plantas com teor de THC de até 0,3% e que os insumos estejam previamente regulados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Também foram definidas regras específicas para centros e projetos de pesquisa, com exigências rigorosas de segurança, além da criação de um instrumento regulatório próprio para a produção associativa voltada exclusivamente a associados de entidades autorizadas.
Outra mudança relevante é a inclusão da cannabis em uma lista oficial de substâncias sob controle especial no Brasil. Atualmente, cerca de 40 produtos à base de cannabis estão disponíveis no mercado nacional, mas nenhum é classificado como medicamento, já que não passaram por estudos clínicos completos de eficácia. A expectativa é que, com o cultivo regulamentado, seja possível avançar no desenvolvimento de medicamentos propriamente ditos.
Para o advogado Henderson Furst, especialista em bioética, a nova regulamentação ajuda a corrigir um impasse jurídico. “Ao autorizar a manipulação, o registro e a comercialização, mas não permitir que o insumo seja produzido no país, cria-se um impasse jurídico. As empresas ficam obrigadas a importar, e isso é um problema porque o mercado interno é um patrimônio relevante do país. A forma de regulamentação acabava privilegiando o mercado internacional”, afirma.
Já o professor Dartiu Xavier da Silveira, da Unifesp, avalia que a mudança pode reduzir custos e evitar a busca pelo mercado ilegal: “Os derivados de maconha vendidos em farmácia têm preços extorsivos, de R$ 3 mil a R$ 5 mil por mês. E com a mudança isso deve baratear muito”.
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Com a abertura do ano legislativo nesta segunda-feira (2), o Senado retomará os trabalhos com 45 pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apresentados na Casa.
O número deve aumentar nos próximos dias, após a apresentação de um novo pedido articulado pela oposição na Câmara dos Deputados. As solicitações aguardam análise desde 2021, ano em que as representações mais antigas foram apresentadas. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisO último pedido recebido pelo Senado, de iniciativa popular, foi apresentado durante o recesso parlamentar, em 20 de janeiro. Dos pedidos apresentados, o levantamento da CNN considerou quatro que também miram outros ministros além de Moraes.
Outras 14 representações contra Moraes já foram indeferidas pelo Senado, incluindo um pedido apresentado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) em agosto de 2021.
Recordista dos pedidos no Senado, Moraes tem sido alvo preferencial de integrantes da oposição por conta de sua atuação como relator do inquérito sobre a trama golpista em que Bolsonaro foi condenado.
A iniciativa mais recente, que ainda será apresentada, é articulada pela oposição desde dezembro. Para ser oficialmente protocolado, não é necessário um número mínimo de assinaturas, mas os parlamentares miram reunir um apoio “recorde” ao pedido.
No pedido, a oposição questiona a atuação de Moraes e possíveis relações com o Banco Master. O ministro admitiu ter conversado com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, mas negou ter tratado sobre assuntos relacionados ao banco.
Na comparação com outros ministros, Moraes lidera com folga o ranking de mais pedidos de afastamento. Em segundo lugar, está o ministro Luís Roberto Barroso com 20 pedidos. Em terceiro, o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, com 13 representações.
Os números incluem as solicitações que miram ministros individualmente e as apresentadas contra mais de um integrante da Corte no mesmo pedido.
Impeachment de ministros
Cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF por eventuais crimes de responsabilidade. O pedido de impeachment pode ser apresentado por qualquer cidadão, seja parlamentar ou não.
Para um pedido avançar, cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), dar encaminhamento à denúncia. O rito, no entanto, pode passar por mudanças. Senadores miram se debruçar neste ano sobre o projeto que atualiza a Lei do Impeachment.
A proposta chegou a ser pautada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) após a decisão do ministro Gilmar Mendes, que restringiu a apresentação dos pedidos contra ministros. Os congressistas, no entanto, acordaram ser necessário aprofundar o debate a partir deste ano.
No início de dezembro, uma decisão de Gilmar Mendes suspendeu a possibilidade de qualquer pessoa apresentar pedidos de afastamento dos integrantes da Corte.
Ele determinou, de forma liminar, que cabia apenas à PGR (Procuradoria-Geral da República) a competência de apresentar pedidos do tipo. A decisão teve repercussão negativa entre parlamentares e tensionou as relações do Congresso com o STF.
Em 10 de dezembro, após o Senado pedir a suspensão da liminar, Gilmar Mendes recuou e retomou a possibilidade de qualquer cidadão poder solicitar o impeachment de ministros do STF.
Gilmar Mendes manteve, no entanto, mudança que aumentou para dois terços (54 votos) o número mínimo necessário para a aprovação do impeachment. Também manteve trecho que impede que o mérito de decisões judiciais seja utilizado como motivo para abertura de um processo de afastamento.
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Do jornal O Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aposta na tentativa de replicar o “manual Bolsonaro” na corrida pelo Palácio do Planalto, mas esbarra em obstáculos como o alcance mais limitado nas redes sociais na comparação com o pai, um controle maior pela Justiça Eleitoral do conteúdo que circula nas plataformas e a rejeição acentuada. O parlamentar tem reciclado promessas feitas pelo ex-presidente, que não foram cumpridas.
A estratégia leva em consideração pilares da campanha vitoriosa de Jair Bolsonaro em 2018, quando rompeu padrões no marketing político, e parte do que ocorreu na tentativa fracassada de reeleição quatro anos depois. Compõem a lista a comunicação direta pelas redes sociais, estímulo a doações pulverizadas, mobilização de rua e uso de símbolos voltados ao eleitorado conservador e religioso.
Leia maisA diferença, segundo aliados, está na tentativa de profissionalizar o plano e corrigir erros identificados nos últimos ciclos eleitorais, como falhas de coordenação, falta de foco no Nordeste e lacunas no discurso econômico.
Em 2018, com pouco tempo na televisão, Bolsonaro concentrou a campanha nas redes sociais, especialmente no WhatsApp. O ambiente de baixa regulação das plataformas digitais e a rejeição à política tradicional funcionaram como catalisadores.
Já em 2022, no exercício do cargo, o bolsonarismo adaptou a estratégia: parte da mobilização migrou para o Telegram, as transmissões ao vivo se tornaram rotina e os atos de rua, especialmente as motociatas, ganharam força.
É esse repertório que Flávio tenta reencenar. Ele intensificou as lives no YouTube, inspiradas no formato adotado pelo pai durante o mandato, como instrumento para falar diretamente com apoiadores. Nos bastidores, a tática é tratada como uma atualização do “manual Bolsonaro”.
“Quando voltar de viagem, vou sentar com Rogério Marinho (senador e coordenador da pré-campanha) para bolar as estratégias daqui para frente. Nosso primeiro evento deve ser em São Paulo”, disse Flávio ao Globo.
No giro pelo exterior, Flávio passou por Israel, onde foi batizado no rio Jordão. A viagem incluiu participação na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, com presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Aliados descrevem a iniciativa como tentativa de reforçar a identidade religiosa do pré-candidato, dialogar com o eleitorado evangélico e sinalizar alinhamento com uma agenda internacional da direita.

Nova tentativa
Flávio tem resgatado promessas feitas por Bolsonaro em 2018, mas que ele não entregou durante seu governo. Entre elas, a transferência da embaixada brasileira de Israel de Tel Aviv para Jerusalém, possibilidade que gerou reações diplomáticas; a redução da maioridade penal; e a ampliação do “excludente de ilicitude”.
Apesar do esforço para imprimir ritmo e ampliar a agenda, aliados reconhecem entraves relevantes — um deles é a estrutura digital. Enquanto Bolsonaro mantém cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram, Flávio tem pouco mais de 8 milhões, e Lula, 14,4 milhões. A avaliação interna é que a força orgânica do bolsonarismo, sozinha, não sustenta uma campanha nacional competitiva.
Além disso, a Justiça Eleitoral apertou as regras já na última campanha presidencial, com a retirada de uma série de conteúdos do ar, e agora debate as normas para 2026, incluindo diretrizes para o uso de inteligência artificial.
Flávio também enfrenta dificuldades para montar palanques estaduais robustos e busca um marqueteiro capaz de reduzir sua rejeição. Pesquisa Genial/Quaest deste mês indicou que o índice dos que dizem não votar nele de jeito nenhum caiu de 60% para 55%, mas segue acima do registrado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto por setores da direita como alternativa mais competitiva.
“Nós vamos potencializar os acertos, que foram muitos, e tentar não repetir os erros, por menores que tenham sido. A eleição de 2022 foi decidida por menos de dois pontos percentuais. Temos um laboratório recente”, afirmou Marinho.
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Por Fabio Clemente*
Amigo Magno,
O meu conterrâneo Reginaldo Remígio foi um grande cineasta neste relato da saga do sertanejo, indo e voltando ao torrão natal nos anos 50 e 60. Meus tios também fizeram esses caminhos pelo Brasil, à cata de emprego e de dias melhores para a família, que só acompanhava o marido quando ele estivesse já empregado.
O dinheiro e o roteiro da viagem eram enviados por Carta-Correio para que a família seguisse para as terras do Sul — sempre ficava uma criança com a avó, que cuidava e criava. Da Bahia em diante, tudo se chamava Sul do país.
Leia maisLembro, quando criança, papai falava que seus irmãos (meus tios) estavam na construção da barragem de Três Marias ou de Brasília. Era tão longe, que eu imaginava que era fora do Brasil.
Nossas memórias de infância sertaneja dariam para escrever o “mini-Sertão Veredas”. Estou muito feliz e comovido com sua escrita e de Remígio. Obrigado por participar.
Deus nos abençoe por termos sempre água doce para beber, tomar banho e poder ajudar nossos irmãos do sertão de Pernambuco. Amém.
*Empresário
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Não só a alegria esteve presente na prévia do bloco Pacu do Bico Doce, no Engenho do Meio, Zona Oeste do Recife, ontem (31). Imagens de vídeo mostram uma briga generalizada durante o evento. Durante a confusão, um cadeirante chegou a ser derrubado no chão. Uma pessoa foi presa.
Também é possível ver policiais militares correndo atrás dos brigões. Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) classificou o confronto como “tentativas isoladas de envolvimento em brigas por parte de alguns participantes”. “Situações que foram prontamente controladas pela atuação do policiamento no local.”
“Durante uma dessas intervenções, um indivíduo envolvido em desordem foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das medidas cabíveis.”, conclui a nota. As informações são do Diário de Pernambuco.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vive um momento de transição institucional com o encerramento do mandato do Excelentíssimo Desembargador Ricardo Paes Barreto na Presidência da Corte. Reconhecido por magistrados, operadores do Direito e pela sociedade civil, o presidente deixa um legado considerado um dos mais relevantes da história recente do Judiciário pernambucano.
Para o advogado Cleonildo Painha, a gestão de Ricardo Paes Barreto foi marcada por um compromisso concreto com a aproximação da Justiça às classes sociais, fortalecendo a cidadania e promovendo avanços estruturais no Estado. “Foi um presidente que não apenas conduziu o Tribunal, mas aproximou o Judiciário do povo, com ações práticas e humanas”, destacou.
Leia maisTrajetória institucional
A presidência de Ricardo Paes Barreto também se tornou singular por um feito raro na história política e jurídica do Estado: foi o único desembargador que, na condição de Presidente do TJPE, chegou a assumir interinamente o Governo de Pernambuco e também a Prefeitura do Recife, demonstrando confiança institucional e capacidade de liderança pública.
Outro aspecto emblemático de sua biografia é a tradição familiar na magistratura: filho de desembargador, também alcançou, com mérito próprio, o mais alto posto do Judiciário estadual.
Entre os maiores marcos sociais da gestão está a atuação decisiva na regularização fundiária, considerada uma das mais amplas do Estado.
Ricardo Paes Barreto foi reconhecido como o presidente que mais implantou e entregou títulos imobiliários, tanto urbanos quanto rurais, em Pernambuco, garantindo segurança jurídica, dignidade e cidadania a milhares de famílias.
“Regularizar a terra é regularizar a vida. É transformar posse em direito. É justiça concreta”, reforçou o advogado Cleonildo Painha.
Outro destaque da presidência foi a criação, de maneira pioneira, do primeiro Juizado Especial da Causa Animal do Brasil, iniciativa inédita que colocou Pernambuco como referência nacional em proteção animal e civilização jurídica.
A gestão também foi marcada pelo fortalecimento das Casas de Justiça e Cidadania, expansão dos Juizados Especiais e compromisso com pautas fundamentais como: direitos das mulheres, igualdade racial, justiça acessível e humanizada, inclusão social e reconhecimento e votos para o futuro.
“Desejo ao Desembargador Ricardo Paes Barreto pleno sucesso em sua nova jornada. Pernambuco agradece e a história registra seu legado.”, agradeceu o advogado Cleonildo Painha, que também desejou êxito ao novo presidente que assume o Tribunal de Justiça de Pernambuco.
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O governador de Rondônia, Marcos Rocha, anunciou ontem (31) em suas redes sociais a filiação ao PSD. Em um vídeo ao lado do presidente da legenda, Gilberto Kassab, ele comentou ainda a saída do União Brasil. A movimentação política foi a mesma feita pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que anunciou a mudança de legenda na última terça-feira.
“Ele toma uma decisão, no campo da política, que nos envaidece e fortalece muito o PSD. Governador, tenho certeza absoluta que o PSD será de extrema relevância na sua carreira, mas o mais importante é a dimensão que você dá ao partido com a sua vinda, seja em Rondônia ou na Região Norte do país. A partir de agora estaremos na mesma trincheira juntos”, afirma Kassab, ao apresentar o documento de filiação de Rocha. As informações são do jornal O Globo.
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Ao comentar o movimento político, o governador de Rondônia citou a recente chegada de Caiado à legenda: “A gente fica feliz com nomes importante que fazem parte desta legenda, como o Caiado que acabou de entrar. O governador Ratinho Jr, o Eduardo (Paes) e tantos outros que têm atuado firme para poder fortalecer o país”, disse.
O governador de Goiás já vinha ensaiando deixar o União Brasil devido a resistências do partido a confirmar sua candidatura à Presidência e agora se juntou a um partido que já tem outros dois pré-candidatos ao Palácio do Planalto: os governadores do Paraná, Ratinho Jr, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Kassab afirmou que o candidato a presidente do partido será anunciado até 15 de outubro. A decisão caberá ao próprio presidente da legenda. Não haverá prévias.
De acordo com um aliado, Lula não deu muita importância ao movimento feito pelo presidente do PSD nesta semana de atrair o Caiado para o seu partido.
Nas projeções do entorno do presidente, Caiado, caso confirmado como candidato a presidente, não teria força para vencer a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Num eventual segundo turno, o governador de Goiás apoiaria o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro contra o petista.
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Por Rinaldo Remígio*
Em determinada ocasião, visitando Afogados da Ingazeira, fui rever meu querido irmão Reginaldo Remígio. Entre conversas e lembranças, o celular tocou. Do outro lado da linha, era Magno Martins.
— Remígio, você está em Afogados? — após me cumprimentar, perguntou, sem muita cerimônia.
Respondi que sim, e ele, com a espontaneidade de quem cultiva amizades com simplicidade, logo me convidou:
— Venha até a AABB. Estou aqui com um dos meus filhos. Vamos bater um papo.
Fui. Conversamos bastante. E ali, naquele encontro tão sertanejo quanto fraterno, tive a oportunidade de lhe dizer o que já carregava comigo há tempos: que sou um dos seus admiradores.
Leia maisMagno escreve como poucos. Suas crônicas nos conduzem a viagens interiores, nos transportam para cidades que nem sempre visitamos com os pés, mas que percorremos com a alma. Muitas de suas palavras são pontes para a memória, para a história, para aquilo que somos.
E eis que, hoje, ao ler mais uma de suas crônicas domingueiras, tive a certeza: vale a pena ler, refletir e, sobretudo, recordar. Porque há textos que não são apenas crônicas. São chaves. A gente lê e, de repente, uma porta antiga se abre dentro da memória.
A crônica domingueira de Magno Martins, que sempre acompanho com o respeito de quem sabe reconhecer boa escrita e sentimento verdadeiro, trouxe hoje mais do que uma cidade baiana: trouxe um mundo inteiro de lembranças.
Tucano — a cidade, não a ave — reapareceu como um nome mágico, desses que atravessam décadas sem perder o brilho. E foi impossível não me ver também dentro desse mesmo roteiro de saudade.
Porque, veja, Magno falou de sua tia Jocelina, a Joça, e eu imediatamente me lembrei dos meus. Lembrei dos meus familiares oriundos dos municípios de Sertânia, em Pernambuco, e Monteiro, na Paraíba — gente simples, sertaneja, feita de resistência e fé — que nos anos 50 e 60 partiram rumo à Bahia, como quem parte rumo ao desconhecido.
Foram tios, tias e seus filhos, que deixaram o chão duro do Sertão para tentar a vida em Tucano, Paulo Afonso, Jeremoabo, Senhor do Bomfim e outras cidades baianas.
E de lá, como num êxodo sem fim, seguiram adiante: Minas Gerais, Goiás, e até Brasília, ainda no início da sua construção, quando a capital federal era mais poeira do que concreto, mais sonho do que cidade.
Magno escreveu sobre Joça dizendo: “Estou de partida para Tucano. Aqui, não dá mais para viver.”
Quantas vezes essa frase não ecoou, com outras vozes, dentro da história de tantas famílias nordestinas? Aqui também “não dava mais”. O poder de aquisição era para poucos. A sobrevivência era para os fortes. E nossos ancestrais lutaram muito.
Tucano, para Joça, era um eldorado. Para minhas tias, também.
Recordo especialmente da tia Laura — que casou naquela cidade e depois partiu rumo a Unaí, em Minas Gerais, e mais tarde para Brasília, para trabalhar na construção da capital, ajudando a levantar, com mãos invisíveis, o que hoje chamamos de Brasil moderno.
São histórias que a nação raramente conta, mas que sustentam o país como um alicerce sustenta uma casa: silenciosamente.
Magno fala da Joça guerreira, analfabeta, sem profissão definida, mas cheia de coragem. Uma mulher marcada por dores imensas — perdas de filhos, doenças, pobreza, a crueldade da seca e da falta de assistência.
E ao ler aquilo, a gente entende: o Sertão não mata apenas pela ausência da chuva. Ele mata pela ausência do Estado. Pela ausência do cuidado. Pela ausência de futuro.
No Sertão, a seca seca a terra… mas também seca o sangue da gente. E mesmo assim, eles iam. Iam e voltavam. Voltavam e iam. Como se Tucano fosse mais do que um lugar: fosse uma esperança possível, um nome cantado no ouvido da necessidade.
Existem cidades que não estão no mapa geográfico. Estão no mapa do coração. Cidades que nunca pisamos, mas cujas ruas conhecemos de cor, porque alguém amado as percorreu antes de nós. Assim é Tucano.
Magno fotografou uma placa e ninguém entendeu. Mas eu entendi. Porque às vezes a placa não é apenas uma placa. É um monumento íntimo. É um memorial de tudo o que nossos familiares enfrentaram para que hoje nós sejamos outros.
Hoje, somos outras pessoas. Vivemos outro tempo. Mas somos feitos do mesmo barro, da mesma coragem, do mesmo sangue sertanejo que um dia pegou a estrada sem garantias, sem promessas, sem retorno certo.
Tucano permanece como poesia. Não apenas para Magno e sua Joça. Mas também para mim, pelas minhas tias, pelos meus tios, pelos caminhos que começaram em Sertânia e Monteiro e foram se abrindo pelo Brasil afora.
No fundo, Tucano é isso: uma cidade viva no imaginário de quem aprendeu que a vida, no Sertão, sempre foi uma travessia. E algumas travessias viram eternidade.
*Professor universitário aposentado e memorialista
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As chances de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) específica para investigar as fraudes do Banco Master são muito remotas neste início de ano. De acordo com apuração da âncora e analista de política da CNN Débora Bergamasco no Agora CNN Manhã, Davi Alcolumbre, que comanda o Senado Federal, está convencido de que ainda não é o momento adequado para instalar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o caso.
Na Câmara dos Deputados, já existe uma fila com 15 requerimentos de CPI aguardando análise, o que dificulta a abertura de uma nova comissão. Embora o regimento interno não permita furar esta fila, especialistas apontam que, por meio de negociações políticas, seria possível priorizar determinadas investigações caso houvesse real interesse da maioria parlamentar. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisO cenário político atual revela divisões claras em relação ao tema. Segundo análises apresentadas pela CNN, alguns parlamentares bolsonaristas desejam a instalação da CPI para pressionar o PT, enquanto integrantes do partido buscam usar a investigação para atingir o Centrão, que mantém alianças com a família Bolsonaro. Esta disputa de interesses tem travado o avanço das discussões.
Alternativas para investigação
Embora uma CPI específica sobre o Banco Master pareça improvável, existem alternativas para que o caso seja investigado no Congresso. A CPMI do INSS já convocou para depoimento Daniel Vorcaro, do Banco Master, em sessão marcada para quinta-feira (5). Além disso, a CPI do Crime Organizado, que tem como relator Alessandro Vieira, também demonstrou interesse em abordar o assunto.
No âmbito judicial, há discussões sobre onde o caso deve tramitar. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, publicou nota indicando que a decisão sobre enviar o processo para a primeira instância ou mantê-lo no STF só ocorrerá após o término das investigações. A principal preocupação dos investigadores é com possíveis envolvidos que possuam foro privilegiado.
Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, mesmo que haja um fatiamento do processo, a parte relacionada a pessoas com prerrogativa de foro permanecerá no Supremo Tribunal Federal. Esta tendência de fatiamento é vista como uma forma de reduzir a pressão sobre o STF, que concentra atualmente as investigações do caso.
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A ex-senadora Heloísa Helena confirmou presença no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, da próxima terça-feira (3). De volta ao Congresso Nacional após 18 anos fora do Legislativo, agora na condição de deputada federal pela Rede de Alagoas, substituindo por seis meses o deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ), ela vai falar sobre a sua proposta de uma CPI sobre o escândalo do Banco Master e os desdobramentos da política nacional com foco nas eleições deste ano.
Recentemente, ao tomar posse na Câmara, Heloisa prometeu incomodar os congressistas durante seis meses. “Quem me odeia vai se ver livre de mim rapidamente e eu espero dar motivos para que me odeiem mais ainda”, disse em entrevista ao Brasil de Fato.
Leia maisHeloísa Helena tem um perfil forte. Ela não se furta em dizer que é preciso enfrentar quem se apodera do que é público, critica de maneira contundente as emendas parlamentares e questiona a “relação promíscua” entre governo e Congresso. Mesmo chegando agora na Câmara, a deputada afirma que “não veio fazer amigos” e que pretende bater de frente com a extrema direita.
Enfermeira e professora, Heloísa foi a terceira mulher que recebeu mais votos em uma campanha rumo à presidência da República, atrás apenas de Marina Silva e Dilma Rousseff.
Em 1998, foi eleita senadora por Alagoas, com a maior votação daquela eleição. Discordou de políticas do PT, que tinha por conservadoras e, em 2003, foi expulsa da legenda. No ano seguinte, foi uma das pessoas que fundaram o PSol, sendo a primeira presidente do partido. Participou, em 2013, da fundação da Rede Sustentabilidade, partido do qual, atualmente, é a Porta-Voz Nacional.
Heloísa é ligada, desde muito jovem, aos movimentos sociais. Durante a década de 1990, participou no PT em Maceió, de ações que visavam à defesa de minorias e segmentos sociais menos favorecidos. Candidata pela primeira vez em 1992, se elegeu vice-prefeita de Maceió na chapa do então governador Ronaldo Lessa (PSB). Dois anos depois, foi eleita deputada estadual, a primeira pelo PT em Alagoas.
Em 2006 foi candidata à Presidência da República pela coligação PSOL-PSTU-PCB, tendo conquistado a terceira colocação. Foi eleita vereadora de Maceió em 2008.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por BBC News
Uma troca de emails atribuída a Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado nos Estados Unidos e morto em 2019, e Steve Bannon, ex-conselheiro do presidente americano, Donald Trump, e estrategista político, faz diversas menções elogiosas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO”, diz uma mensagem atribuída a Epstein em 8 de outubro de 2018.

Na véspera, Bolsonaro disputava a eleição presidencial contra o petista Fernando Haddad e havia obtido 49,2 milhões de votos (46% dos válidos), ante 31,3 milhões de Haddad (29,28%), o que garantiu um segundo turno, do qual ele sairia vitorioso.
A comunicação está entre os documentos divulgados na última sexta-feira (30) pelo Departamento de Justiça dos EUA, relacionados ao caso Epstein. As novas mensagens também fazem menção ao presidente Lula, em um contexto de diálogos entre Epstein e o filósofo Noam Chomsky.
Bannon respondeu a Epstein que era próximo ao grupo do ex-presidente. “Eles me querem como conselheiro. Devo fazer isso?”. Epstein responde: “É meio o argumento ‘reino no inferno’ de novo”. Bannon declarou apoio explícito a Bolsonaro naquele ano.
Em entrevista à BBC News Brasil à época, após meses de intensas especulações sobre uma eventual participação dele na campanha, o ex-estrategista de Trump descreveu Bolsonaro como “líder”, “brilhante”, “sofisticado” e “muito parecido com Trump”. Ele negou, no entanto, que fizesse parte da campanha.
Em outra conversa, Epstein diz a Bannon que o filósofo Noam Chomsky havia ligado para ele da prisão, ao lado de Lula — afirmação que é negada tanto pela esposa de Chomsky, Valeria, quanto pelo Palácio do Planalto.
“Diga a ele que o meu candidato vai ganhar no primeiro turno”, respondeu Bannon, aparentemente se referindo ao Bolsonaro. “Bolsonaro é de verdade”, respondeu Epstein (a expressão usada foi “the real deal”, no original em inglês).
Eles também discutiram uma ida de Bannon ao Brasil para apoiar Bolsonaro. Epstein afirmou: “Se você está confiante na vitória [de Bolsonaro], pode ser bom para sua marca se você fosse visto lá”.
Há ainda um trecho da conversa divulgado nos documentos do governo dos EUA em que Epstein diz que não gostou de Bolsonaro ter chamado de “fake news” uma associação com Bannon. Naquela época, Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, deu declarações à imprensa de que Bannon estaria à disposição da família.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Eduardo chegou a participar, em novembro de 2018, de um jantar de aniversário de Bannon. Em resposta às declarações do filho e aos questionamentos da imprensa, Jair Bolsonaro disse que a parceria não existia.
“Tenho que manter essa coisa do Jair nos bastidores”, disse Bannon. “Meu poder vem do fato de não ter ninguém para me defender.”
Bannon disse à época que “ficou impressionado” com a dinâmica “jovem” da campanha de Bolsonaro. E disse que deu conselhos à família. “Minha preocupação número um foi que ele fosse assassinado. Eu nem perguntei ao filho, apenas disse diretamente: ‘Vocês precisam de segurança'”, disse ele à BBC News Brasil, em 2018.
Epstein também aconselhou Bannon, segundo conversa que aparece em outro documento, a evitar falar de Bolsonaro quando ele se encontrasse com Noam Chomsky, em um encontro facilitado pelo empresário no Arizona.
“A esposa dele é brasileira, então vá com calma ao falar de Bolsonaro. Eles [o casal Chomsky] são amigos do Lula. Mas ele é uma figura icônica e não se deve perder a chance de conversar sobre história e política. Vou colocar vocês em contato por e-mail, para que possam se coordenar diretamente.”
Chomsky mantinha uma relação próxima com Epstein, que teria usado suas habilidades financeiras para ajudá-lo e até oferecido estadia em suas casas.
“Ele vai querer saber se você está do lado dos pequenos: corte de impostos, ataques à saúde pública e as ameaças bolsonaristas aos trabalhadores organizados”, teria dito Epstein a Bannon, antes do encontro.
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