O cantor Raul Seixas com a sua bicicleta pelas ruas de Ipanema em 1973. A imagem é dos arquivos do jornal O Globo. Se você tem uma foto no fundo do seu baú e deseja vê-la postada neste espaço, envie agora pelo (81) 9.8222-4888.
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Por Heron Cid – Mais PB
O ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (MDB), disse, nesta segunda-feira (01), que os episódios de relação entre o tráfico e o governo no seu estado “se espalhou [sic] pelo Brasil inteiro”.
A declaração foi dada em entrevista ao Podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com o Programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais
Para Moreira Franco, ex-ministro do governo Michel Temer (MDB), o fortalecimento das facções criminosas é um problema que país inteiro “precisa enfrentar”, e não apenas o estado do Rio de Janeiro.
Leia mais“Hoje o Rio de Janeiro começou com o Comando Vermelho, depois vários outros grupos foram se formando, mas hoje estão instalados no Brasil inteiro. Eles se comunicam com a vida política, não só no Rio de Janeiro, como no Brasil inteiro, sobretudo, em Brasília”.
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Por Alex Fonseca – Blog da Folha
O deputado estadual Alberto Feitosa (PL) não descartou a possibilidade de o PL compor com a governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições deste ano, mas citou como um incômodo a presença do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), apontado como possível candidato ao Senado na chapa da chefe do Executivo estadual.
Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na manhã desta quinta-feira (4), o parlamentar, citando a possibilidade de compor com o Partido Novo, defendeu a apresentação de candidaturas próprias do PL ao Senado e ao governo para fortalecer a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Leia mais“Tudo é possível. O que não é possível […] é a possibilidade de estarmos no mesmo palanque do PT e de Lula. Mas também nos incomoda muito, e até entendo que ela [Raquel] precisa colocar um ponto mais à esquerda, essa candidatura de Túlio Gadêlha”, declarou.
Túlio Gadêlha é cotado para ser um dos candidatos ao Senado na chapa da governadora e seria, se indicado, um aceno de Raquel aos eleitores do presidente Lula em Pernambuco.
Indefinição
Alberto Feitosa reclamou da indefinição acerca da postura do PL nas eleições para o governo estadual. Para ele, é preciso que a legenda organize um palanque para Flávio Bolsonaro, a fim de aumentar a votação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) num estado que historicamente vota no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa composição aqui está demorando. [Mas] não vamos deixar de participar com alguma candidatura aqui no estado de Pernambuco. Tenho ouvido reuniões, isso está no processo de discussão”, afirmou.
Feitosa comentou a possibilidade de o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, se candidatar ao Senado nas eleições deste ano. O deputado frisou que, mesmo não disputando uma vaga na Casa Alta, o dirigente partidário pode ser um bom puxador de votos na disputa pela Câmara dos Deputados.
“Se isso ocorrer [Anderson concorrer a deputado federal], a gente aumenta a possibilidade de ocupar mais uma vaga de deputado federal. […] [Mas] não estou legitimado a falar sobre isso, porque como envolve ele mesmo [Anderson Ferreira], é uma decisão que ele deve anunciar”, afirmou, garantindo que as candidaturas aos cargos majoritários são um propósito nacional, traçado junto a Flávio, ao coordenador nacional da pré-campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), e ao presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.
Eleição presidencial
Ao analisar a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, Feitosa reconheceu que há “um pequeno favoritismo de quem está no poder”, especialmente após a revelação das conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O deputado, contudo, aposta que todos os fatos serão explicados oportunamente e crê numa ampliação de votos na região Nordeste.
“Sempre defendi que tivéssemos candidaturas a todos os cargos: governador, senador, deputado federal e deputado estadual. […] [Com isso] a gente tenta diminuir essa diferença que Lula tem aqui no estado de Pernambuco. A gente sabe que Pernambuco, Piauí, Maranhão são redutos ainda muito fortes de Lula e, consequentemente, do PT”, afirmou, ressaltando que prevê uma eleição decidida no detalhe.
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A cidade de Cabaceiras, na Paraíba, receberá nos dias 20 e 21 de junho o VII Encontro do Borborema Cangaço, evento voltado à história, cultura e memória do Nordeste brasileiro. A programação será realizada na Fazenda Gangorra e reunirá palestras, apresentações culturais e visitas a locais históricos. Entre os destaques está a homenagem a Theophanes Ferraz Torres, além da palestra do escritor e pesquisador Geraldo Ferraz sobre a trajetória do personagem no combate ao banditismo rural nordestino.

O encontro contará ainda com palestras sobre o cangaço fora do período de Lampião, a atuação do movimento na região de Paulo Afonso (BA), apresentações de cordel e atividades culturais. A programação principal acontece no dia 20 de junho, enquanto o dia 21 será dedicado a uma visita opcional aos locais históricos da Fazenda Gangorra.
Em visita à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, nesta quinta-feira (4), o pré-candidato a governador João Campos (PSB) defendeu a construção de uma agenda de longo prazo para ampliar a competitividade de Pernambuco diante dos desafios econômicos dos próximos anos.
Ao lado de empresários e representantes do setor produtivo, ele destacou a necessidade de criar uma nova carteira de projetos para fortalecer a infraestrutura, atrair investimentos e, sobretudo, ter foco na formação de capital humano como estratégia para garantir o crescimento do estado e recolocá-lo na liderança do Nordeste. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisNa ocasião, Campos alertou para os impactos da reforma tributária sobre a competitividade da região e ressaltou a importância de preparar Pernambuco para um cenário de maior concorrência entre os estados brasileiros.
“A gente precisa construir uma agenda de formação profissional, que hoje não está conectada no ambiente do estado de Pernambuco”, afirmou, reforçando a proposta de criar uma iniciativa similar ao Embarque Digital, programa de sua gestão na Prefeitura do Recife, para viabilizar dez mil vagas de formação superior em tecnologia em todo o estado.
João Campos também fez a ressalva de que os projetos de infraestrutura viária executados pela atual gestão estadual partiram de propostas que já tinham sido concebidas em governos anteriores.
“Hoje, da carteira de projetos de estradas, por exemplo, 97% do que está em obra ou foi inaugurado nos últimos três anos foram projetos feitos e concebidos até o final de 2022. Por que eu estou dizendo isso? Porque não foram projetados quais serão os próximos anos de investimento de obras e de conexões. A gente está falando da execução de uma carteira que já havia sido concebida, e 97% de todas as obras foram executadas dentro de uma carteira existente. Então, há uma necessidade latente da construção de um novo ciclo de desenvolvimento”, defendeu.
O debate também abordou a necessidade de ampliar investimentos estruturadores capazes de fortalecer a posição de Pernambuco na disputa por novos empreendimentos. João Campos ressaltou a importância da integração logística do estado, especialmente por meio da chegada da Transnordestina ao Porto de Suape, e reforçou a proposta de, caso eleito governador, avançar com a possibilidade de estadualizar a construção e concessão do trecho pernambucano para garantir o destravamento da obra. João já havia feito menção ao assunto em visita recente ao Sertão Central.
“É fundamental a participação da sociedade civil e de instituições como a Fiepe nesse debate e que a gente tenha a capacidade de planejar, executar e deixar isso como um legado para Pernambuco, entendendo que isso é maior do que qualquer gestão. Esse debate precisa ser feito e vocês têm o meu compromisso de que estará na minha plataforma de governo”, concluiu.
O pré-candidato a governador foi recebido pelo presidente da Fiepe, Bruno Veloso, pelo vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Essinger, e outros dirigentes do setor. Ainda ao longo da visita, ao lado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do vereador Samuel Salazar (MDB), João Campos conheceu o Observatório da Indústria, mantido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e firmou o compromisso de construir uma gestão estadual baseada em dados qualificados sobre os diversos setores econômicos.
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que, entre as duas novas propostas de taxação sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, a mais provável de ser aplicada integralmente é a que trata da investigação sobre a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O relatório recomenda a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. Fontes no governo sinalizam que a preocupação maior é com essa possibilidade, ainda que o Brasil vá tentar negociar. As informações são do Metrópoles.
Leia maisNa terça-feira (2/6), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu mais uma investigação comercial envolvendo o Brasil — desta vez, ao lado de outros 59 países. A apuração apontou supostas falhas dessas economias em impedir a entrada, em seus mercados internos, de produtos fabricados com mão de obra forçada.
Segundo o USTR, a ausência de mecanismos eficazes para barrar esse tipo de importação gera concorrência desleal para empresas norte-americanas que seguem padrões trabalhistas, o que justificaria a adoção de medidas comerciais.
O Brasil aparece entre as 54 economias que, de acordo com o relatório, não conseguiram implementar ou aplicar, de forma efetiva, a proibição de importações desse tipo. Na mesma lista, estão países como China, Argentina, Austrália, Japão, Reino Unido, Índia e África do Sul.
Outras seis economias — Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão — foram classificadas como países que possuem mecanismos legais de restrição, mas falham na aplicação. Para esse grupo, o USTR propôs uma tarifa adicional de 10%. Já para os demais, incluindo o Brasil, a sobretaxa sugerida é de 12,5%.
A proposta ainda passará por consultas e audiências públicas, previstas para julho, antes de uma decisão final do governo de Donald Trump.
O resultado da investigação, aberta em março, não surpreendeu o governo brasileiro. O caso era acompanhado desde o início, e o Brasil apresentou sua defesa ao órgão norte-americano em abril.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que essa possível sanção, ligada ao trabalho forçado, será difícil de reverter. Isso porque a medida é vista como uma forma de recompor as chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado e suspensas em fevereiro deste ano após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos.
A escolha do tema também é considerada estratégica, já que contestar investigações relacionadas ao trabalho escravo tende a ser mais complexo, por se tratar de uma pauta amplamente reconhecida como legítima.
Aliados do presidente Lula avaliam ainda que essa apuração funciona como instrumento de pressão nas negociações envolvendo outra medida do USTR, direcionada especificamente ao Brasil. Divulgada um dia antes, a investigação recomenda uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, ao questionar práticas comerciais do país, incluindo o Pix.
Somadas, as duas medidas poderiam resultar em uma taxação de até 37,5% sobre exportações brasileiras. Ambas se baseiam na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974.
Diante desse cenário, o governo brasileiro passou a avaliar os limites de negociação. A leitura é que a gestão Trump pode recuar na tarifa de 25%, mas apenas mediante concessões. A estratégia do Planalto é apostar no diálogo para evitar um impacto mais amplo na economia.
Nesse contexto, o governo deposita expectativa nas reuniões do grupo de trabalho bilateral criado no mês passado entre Brasil e Estados Unidos, após encontro entre Lula e Trump na Casa Branca.
A etapa inicial das conversas vai até domingo (7/6) e busca, ainda dentro do prazo, reverter as primeiras tarifas anunciadas. Caso não haja acordo ao fim dos 30 dias originalmente previstos, a intenção é solicitar a prorrogação das negociações até 15 de julho, data-limite para contestar as medidas.
Segundo interlocutores, temas como minerais críticos e big techs, de natureza não tarifária, estão fora da mesa. Já no campo tarifário, a análise envolve identificar setores de interesse dos Estados Unidos no mercado brasileiro.
Nesse contexto, a investigação que propõe a tarifa de 25% menciona, além do Pix, questões como combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, desmatamento ilegal e etanol.
No caso do etanol, a alegação é que o Brasil teria interrompido, em 2017, um regime tarifário equilibrado e, desde então, deixado de oferecer tratamento recíproco às exportações norte-americanas. Resta saber se o governo brasileiro estará disposto a fazer concessões nesse ponto, dado o potencial impacto sobre uma parcela relevante da produção nacional.
O presidente Donald Trump, confirmou, na quarta-feira (3/6), que participará da reunião da cúpula do G7, que ocorrerá em Evian, na França, entre 15 e 17 de junho. No mesmo dia, o líder brasileiro confirmou que também vai comparecer ao evento.
Apesar da presença dos dois presidentes, ainda não há confirmação de encontro oficial ou reunião bilateral. O governo brasileiro, no entanto, avalia as possibilidades, diante do cenário, mesmo que haja expectativa do Planalto para tal.
O último encontro entre Lula e Trump ocorreu no dia 7 de maio, na Casa Branca, antes dos anúncios recentes feitos pelo governo norte-americano.
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Deputados da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminharam um pedido formal a parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos para que sejam apuradas possíveis conexões financeiras em território americano envolvendo integrantes da família Bolsonaro e o Banco Master.
O documento é assinado pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), pela líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), pelo vice-líder do governo Pedro Campos (PSB-PE) e pelo deputado André Janones (Rede-MG). As informações são da CNN.
Leia maisNa solicitação, os parlamentares brasileiros pedem que congressistas americanos examinem a eventual utilização de empresas, fundos de investimento, escritórios de advocacia, contas bancárias e contratos sediados ou operacionalizados nos Estados Unidos para ocultação de ativos, lavagem de dinheiro, financiamento político irregular e obstrução de investigações.
O pedido menciona especificamente o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, além de estruturas relacionadas à Reag Investimentos e fundos que, segundo os signatários, aparecem em reportagens e investigações sobre supostas fraudes financeiras e esquemas de lavagem de dinheiro.
Os deputados sustentam que há elementos públicos que justificariam uma investigação sobre uma possível rota financeira internacional envolvendo recursos ligados ao ecossistema do Banco Master e pessoas associadas à família Bolsonaro.
O documento cita suspeitas de que valores eventualmente relacionados a Vorcaro poderiam ter transitado por estruturas empresariais e contratuais nos Estados Unidos antes de beneficiar direta ou indiretamente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente mora nos Estados Unidos.
Os parlamentares afirmam que não estão atribuindo responsabilidade criminal definitiva aos envolvidos, mas defendem a abertura de procedimentos investigativos para esclarecer a origem e a movimentação dos recursos.
Segundo o texto, o objetivo é que autoridades e representantes americanos avaliem registros bancários, documentos societários, contratos, movimentações financeiras e eventuais beneficiários finais de operações realizadas nos Estados Unidos.
O documento também faz referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os autores mencionam a necessidade de investigar informações sobre uma suposta solicitação de recursos a Daniel Vorcaro e eventual vinculação desses valores a projetos audiovisuais de interesse político. As alegações são apresentadas pelos parlamentares como hipóteses que deveriam ser verificadas por autoridades competentes.
À CNN Brasil, Flávio Bolsonaro afirmou que o irmão não participou da gestão financeira da produção.
“Ele não fez gestão de dinheiro. Na verdade, ele foi uma pessoa que pôs dinheiro do bolso dele nesse projeto. Ele que conseguiu o diretor com padrão hollywoodiano”, afirmou.
O senador também negou que recursos do fundo privado utilizado para financiar o filme tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro.
“Não existe nenhum centavo colocado nesse fundo privado que tenha ido para o Eduardo”, declarou.
Outro ponto destacado é a suposta relação entre operações do Banco Master e fundos ligados à Reag Investimentos. Segundo os signatários, reportagens e investigações públicas apontariam para a necessidade de apurar se recursos provenientes dessas estruturas financeiras poderiam ter sido utilizados para financiar atividades políticas, ações de lobby, campanhas de comunicação ou iniciativas desenvolvidas nos Estados Unidos.
Na avaliação dos deputados governistas, a eventual utilização do sistema financeiro americano para ocultação ou circulação internacional de recursos exigiria cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas. O pedido defende a preservação de documentos, contratos, registros bancários e informações societárias que possam auxiliar investigações em curso no Brasil.
Os parlamentares solicitam ainda que os congressistas democratas encaminhem as informações às autoridades competentes dos Estados Unidos e avaliem medidas para identificar beneficiários finais de pagamentos, contratos e estruturas de investimento eventualmente relacionadas aos fatos narrados.
Ao final, os signatários afirmam que a cooperação internacional seria fundamental para esclarecer se houve utilização de mecanismos financeiros sediados nos Estados Unidos para ocultação de patrimônio, financiamento político irregular ou circulação de recursos vinculados a supostos crimes financeiros investigados no Brasil.
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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou hoje tom eleitoral em discursos na Marcha para Jesus, em São Paulo. Além de pedir orações para seu pai, Flávio afirmou que “o mal será expulso” do governo nas eleições deste ano. Já o governo Lula (PT) foi representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que disse, em entrevistas, que “até Judas compartilhou a mesa com Jesus” quando questionado sobre dividir o trio elétrico com adversários do presidente.
Flávio subiu ao palco e pediu que todos orassem por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Envolto na bandeira de Israel, o senador disse que o Brasil “vai voltar a ser uma nação irmã de Israel”. Ele cantou o “Hino da Vitória”, da cantora gospel Cassiane, e encerrou o discurso com o slogan usado por Bolsonaro: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. As informações são do UOL.
Leia maisMais cedo, o parlamentar falou em “guerra espiritual” durante discurso em trio elétrico. “Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual, e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal, que vai ser expulso desse governo do Brasil este ano. Em nome do senhor Jesus, amém”, declarou Flávio, sem citar o nome de Lula. Antes, ao ser questionado sobre como seria seu discurso no evento religioso, disse que iria orar pelo povo brasileiro e que a marcha “não é um movimento político”.
Já Messias disse que foi orientado por Lula a não fazer da Marcha para Jesus um evento político. O advogado-geral da União afirmou que não se deve “antecipar o processo eleitoral” e que o presidente Lula pediu que ele levasse seu “amor e respeito” ao povo evangélico.
No entanto, Messias citou Judas duas vezes em entrevistas durante a marcha. Na primeira, ao ser questionado sobre dividir o espaço com Flávio e outros adversários do governo Lula — Messias ficou isolado em uma das pontas do trio elétrico. Depois, ao falar sobre a polarização política no Brasil. A citação de Judas acontece em momento em que Lula tem se referido aos filhos do ex-presidente como “traidores da pátria” após o governo Donald Trump anunciar que cogita impor taxações a produtos brasileiros. As recomendações das novas taxas se deram poucos dias após Flávio se reunir com Trump na Casa Branca.
“A mesa de Jesus é para judeus e para gentios. É para Pedro, Tiago, Judas. Até Judas estava compartilhando a mesa de Jesus. Jesus não fez segmentação em sua mesa. Estamos aqui com um único propósito: louvar o nosso Senhor Jesus Cristo”, declarou Jorge Messias.
Em tom de pregação, Tarcísio de Freitas (Republicanos) falou em apoio aos perseguidos. “Deus não nos desampara em momento nenhum. A gente pode ser perseguido, mas não será desemparado. A gente pode ser derrubado, mas vai se levantar. Deus vai dar a vitória no dia de hoje”, disse o governador de São Paulo em discurso aos fiéis.
Assim como Flávio, o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) adotou tom eleitoral em discurso no evento. O ex-governador de Goiás afirmou que “o país está indignado com tudo o que vem assistindo” e disse acreditar na “vitória em 2026”. Ele estava acompanhado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pontuou a importância da Marcha para Jesus em ano eleitoral. “Que candidato no mundo que não queria estar em uma marcha dessas?”, disse à imprensa ao chegar.
Outros políticos e autoridades também compareceram. Entre eles, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o ministro do STF André Mendonça, os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Guilherme Derrite (PP-SP) e o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado (PL-SP).
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os governadores das 27 unidades da federação têm exatos 30 dias para participar de inaugurações, fazer publicidade de obras e programas sociais ou assinar ordem de transferência voluntária de recursos para estados e municípios.
Isso ocorre porque a legislação eleitoral impõe uma série de restrições a agentes públicos nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro. As informações são da CNN.
Leia maisNesse mesmo período é vedado ainda “nomear, contratar ou, por qualquer forma, admitir, dispensar sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou, por outros meios, dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, de ofício, remover, transferir ou exonerar servidora ou servidor público, na circunscrição do pleito, sob pena de nulidade de pleno direito”.
Ficam proibidos ainda pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão por autoridades públicas. Assim como ocorre com a publicidade institucional, a exceção é permitida apenas em situações de urgência reconhecidas pela Justiça Eleitoral.
No caso de Lula, ele deve intensificar as viagens, principalmente a grandes colégios eleitorais, como Rio de Janeiro e São Paulo. Na reunião ministerial que realizou nesta quarta-feira (3), o presidente cobrou dos auxiliares agilidade nas entregas e um balanço das ações de cada pasta para ser usado em divulgações oficiais.
O chefe do Executivo fez menção às restrições eleitorais e disse que o governo está “muito em cima” para cumprir as regras.
“Nós temos sete meses antes de terminar o mandato. Temos até 3 de julho para fazermos todas as entregas que temos que fazer, porque depois do dia 3 não podemos fazer mais convênios com prefeituras, governo do estado, inaugurar obras […] Ninguém me apresenta absolutamente nada novo. Agora é entregar o que já foi pensado”, reforçou com a equipe.
Como mostrou a CNN, o presidente tem anunciado, em média, uma entrega a cada três dias em 2026. No geral, as agendas são voltadas à área social, de saúde e infraestrutura.
Na última semana, Lula esteve em Sergipe, em Goiás, no Rio de Janeiro e no Amazonas. Além de fazer entregas e assinar atos, o presidente tem aproveitado para reforçar palanques regionais e dar recado a adversários.
Entre as iniciativas recentes anunciadas pelo governo estão o lançamento de um novo programa de renegociação de dívidas (Novo Desenrola Brasil) e um pacote de investimentos em segurança pública. O Palácio do Planalto também adotou medidas para conter a alta dos combustíveis.
Em outro gesto com potencial apelo eleitoral, Lula anunciou o fim da tributação federal sobre compras internacionais de até 50 dólares, medida que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”. O governo também lançou um programa para subsidiar e facilitar a compra de carros novos por motoristas de aplicativo.
Antes disso, a Presidência da República já havia anunciado outras ações, como um programa de financiamento de reformas habitacionais e novas condições de crédito no Minha Casa, Minha Vida.
O governo também atua para aprovar o fim da escala 6×1 ainda no primeiro semestre deste ano. O tema é debatido no Congresso Nacional por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição). O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, aguarda análise dos senadores.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que decidiu não participar da Marcha para Jesus, evento com milhares de fiéis nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, em São Paulo, para “não passar a ideia de que quer tirar proveito político de algo sagrado”.
Lula deu a declaração em conversa por telefone com o bispo Estevam Hernandes e o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias. As informações são do g1.
O telefonema foi publicado nas redes sociais de Messias, que disse ter ido ao evento como representante do presidente.
Leia mais“Eu vou lhe contar porque eu não vou. Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, disse Lula.
O petista é pré-candidato à reeleição no pleito de outubro. Adversário de Lula, o também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou do evento, assim como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, além de outros políticos.
Em setembro de 2009, Lula sancionou a lei que criou o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
Evento reúne milhares de fiéis
Diversos políticos e autoridades participam da Marcha para Jesus, que reuniu milhares de fiéis nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, em São Paulo.
Entre eles estão o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que representa o presidente Lula.
Eles acompanharam a marcha do alto de um trio elétrico, que saiu da estação da Luz, no centro, em direção à Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Zona Norte, onde estão programados shows e momentos de oração ao longo do dia, além de discursos.
Ainda durante o trajeto, Flávio se dirigiu à multidão e, numa breve fala, disse que o país vive uma “guerra espiritual” e que “o mal vai ser expulso do governo desse Brasil”.
“Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual, e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal, que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano.”
Após a caminhada, a programação segue com apresentações de artistas da música gospel até as 21h. Entre os nomes anunciados estão Gabriela Rocha, Aline Barros, Renascer Praise, Thalles Roberto e Isadora Pompeo.
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O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) suspendeu a licitação para a duplicação da BR-232 no trecho entre os municípios de São Caetano e Belo Jardim, no Agreste. A decisão foi tomada por unanimidade pela Primeira Câmara da Corte durante sessão realizada no último dia 2 de junho, no âmbito de uma medida cautelar relacionada à Concorrência Eletrônica nº 0012/2026, conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE).
Segundo o TCE-PE, a análise preliminar do edital identificou possíveis irregularidades que podem comprometer a competitividade da disputa e a execução do contrato. Entre os pontos apontados estão exigências consideradas inadequadas para participação das empresas, inversão das fases da licitação sem justificativa técnica suficiente, divergências entre o Termo de Referência e as planilhas de custos do projeto, além da ausência de uma matriz de alocação de riscos.
Leia maisAo analisar o caso, o relator do processo, conselheiro Ranilson Ramos, entendeu que as inconsistências justificam a suspensão cautelar da concorrência até a conclusão da análise técnica. Com a decisão, o DER-PE fica impedido de praticar atos relacionados à continuidade da licitação até nova deliberação da Corte. O Tribunal também determinou o encaminhamento do processo às áreas técnicas competentes para aprofundamento da análise e adoção das providências cabíveis.
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Por Letícia Lins – Oxe Recife
Nesta semana, no trânsito, vi um militar fardado dirigindo o próprio automóvel, enquanto ouvia não sei se uma aula ou um podcast. Como o som estava alto, percebi perfeitamente a citação de um personagem de triste memória no Brasil. E, logo em seguida, uma frase.
O nome citado era o do General Olímpio Mourão Filho. Logo depois, veio uma colocação: “O Brasil só teve um golpe militar, o do Estado Novo, liderado por Getúlio Vargas”. Mourão (1900-1972), como se sabe, teve participação ativa em dois golpes contra a democracia no país (1937 e 1964). Já Getúlio (1882-1954) liderou realmente o chamado Golpe do Estado Novo, quando impôs sua ditadura no Brasil.
Leia maisEm 1964, o país voltaria a mergulhar em um período de exceção, que perdurou até 1985. Em 2023, o Brasil esteve bem perto de uma nova ruptura institucional, quando – inconformado por ter perdido a eleição presidencial de 2018 – o Capitão Jair Bolsonaro fracassou na tentativa de se perpetuar no poder, durante o célebre atentado de 8 de janeiro.
Por que me refiro a esses episódios? Porque a extrema-direita, que esteve no poder entre 2019 e 2023, construiu uma narrativa segundo a qual no Brasil não houve ditadura em 1964, não aconteceu tortura nas masmorras do regime, e não houve tentativa de golpe em 2023. Os torturadores foram até homenageados pelo então deputado federal, antes de virar presidente. Pior, como heróis da Pátria.
Portanto, é tempo de esclarecer as novas gerações, sobre o que realmente aconteceu na vida política recente do país e sobre os riscos que a democracia corre, a importância da manutenção das instituições republicanas e sobretudo o significado da inexistência de um verdadeiro estado de direito para a população e o quanto ela fica desprotegida sem os mecanismos democráticos. Lembro tudo isso para assinalar dois fatos da maior importância que acontecem no Recife.
O primeiro ocorre nessa sexta-feira, 5/6, quando o jornalista Evaldo Costa defende a dissertação de mestrado “A chumbo quente: jornais e jornalistas em face do assassinato do Padre Henrique (1969-1989). O sacerdote era auxiliar do então Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, quando foi sequestrado, torturado e assassinado por agentes da ditadura.
Tudo para intimidar o Dom. Naquela época, os jornais viviam sob censura e era difícil mostrar a verdadeira versão dos fatos. Uma boa opção para lembrarmos um lado triste de nossa história, que não devemos querer que se repita. A dissertação de Evaldo será apresentada às 16h da sexta, no auditório do Bloco G4, terceiro andar.
A outra boa notícia vem de Manoel Moraes, Professor de Direito da Universidade Católica de Pernambuco e do Programa de Pós-graduação em Direitos Humanos da Universidade Federal de Pernambuco. Coordenador da Cátedra Unesco Unicap de Direitos Humanos Dom Helder câmara e Coordenador Geral do Cendhec – Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social, ele informa que na próxima quinta-feira (11/6), das 9h às 11h, será realizado a terceira edição Fórum da Juventude em Defesa dos Espaços de Memória Democrática.
O encontro ocorre no Auditório G2, no primeiro andar do Bloco C da Unicap, no bairro da Boa Vista. Todos os trabalhos que serão apresentados, foram frutos de metodologias ativas desenvolvidas junto a escolas públicas, situadas no entorno do Memorial da Democracia de Pernambuco Fernando Vasconcelos Coelho.
O Memorial (foto abaixo) funciona em um chalé secular, que fica no histórico Sítio da Trindade, no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. As escolas que participam do evento são Dom Bosco, Ageu Magalhães, Padre Machado, Dom Vital e Jose Villela, com engajamento de um total de 205 alunos da rede oficial do estado.
O projeto utiliza como referências o relatório da Comissão do Direito e da Verdade Dom Helder Câmara de Pernambuco, as cartas conciliares do também chamado Dom da Paz, e documentos históricos disponibilizados pela Comissão da História e da Verdade de Pernambuco.
“A iniciativa visa estimular o protagonismo juvenil na defesa dos direitos humanos, da democracia e dos espaços de memória”, diz Manoel. O Fórum conta participação não só de estudantes, mas também de professores de escolas de referência, que apresentarão experiências e atividades desenvolvidas ao longo do projeto extensionista.
Como produto da mobilização e continuidade das ações o projeto deu origem ao fórum da juventude nas redes sociais, ampliando o diálogo com a comunidade e fortalecendo o engajamento da juventude em torno da temática da memória e da verdade.
A ação terá mesa de abertura, apresentação das experiências extensionistas e momentos de diálogo entre estudantes, docentes e convidados, reforçando a importância da preservação da memória histórica. Manoel também atua na Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos. Em dezembro do ano passado, juntamente com a Professora Carol Ferraz – também da Unicap – ele organizou e lançou o livro “Utopia e Novos Direitos”.
Trata-se do primeiro livro a ressaltar a importância histórica do Memorial da Democracia, que foi inaugurado no Recife em 2022, e que – desde então – vem sendo alvo de visitação por escolas, educadores, instituições e sociedade civil. Nos links abaixo, mais informações sobre o assunto.
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O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) apresentou, ao lado do deputado federal Lula da Fonte (PP), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 117/2026, que prevê a isenção de ICMS, PIS/Pasep e Cofins sobre absorventes, tampões higiênicos, coletores menstruais e calcinhas absorventes. Segundo os autores, a proposta busca reduzir o custo de produtos relacionados à saúde menstrual, cuja carga tributária pode chegar a cerca de 27%, considerando tributos estaduais e federais.
De acordo com a justificativa do projeto, estudos baseados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que os gastos com itens básicos de saúde e higiene têm peso proporcionalmente maior no orçamento das famílias de baixa renda. A proposta também antecipa uma medida prevista na Reforma Tributária, que estabeleceu alíquota zero para produtos de cuidados básicos à saúde menstrual no novo sistema de tributação do consumo.
“O acesso a absorventes, tampões e coletores menstruais é uma questão de saúde pública e inclusão social. Precisamos eliminar barreiras que dificultam esse acesso, especialmente para a população mais vulnerável”, afirmou Eduardo da Fonte.

