A Prefeitura do Recife recebeu, hoje, o primeiro desembolso da Operação de Crédito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de R$ 126 milhões, para obras de infraestrutura na cidade por meio do programa ProMorar. O anúncio foi feito pelo Prefeito João Campos durante reunião de monitoramento na sede do executivo municipal. Ele também adiantou que os recursos serão utilizados integralmente para obras de urbanização e contenção de encostas na Vila dos Milagres e Jardim Monte Verde, na Zona Sul, priorizando as áreas de vulnerabilidade socioambiental mais atingidas pelas chuvas do ano passado.
“Hoje recebemos o primeiro depósito da Operação de Crédito do BID, são R$ 126 milhões que já estão na conta da Prefeitura do Recife e vão ser utilizados em obras de infraestrutura. Os primeiros pagamentos a serem realizados são em Jardim Monte Verde e Milagres, que foram as duas áreas mais atingidas nas chuvas do ano passado e que terão suas intervenções completamente realizadas. Hoje é um dia histórico para a cidade, nós desenhamos e fizemos tudo isso em menos de 12 meses”, disse o prefeito João Campos.
O contrato assinado com o BID é o maior já realizado pela instituição financeira internacional com um município. Os repasses serão distribuídos de acordo com o plano de gastos, que inclui investimentos em contenção de encostas, projetos de urbanização e estudos para intervenção de macrodrenagem na bacia do rio Tejipió. Após a utilização de 80% dos recursos creditados hoje, será realizada a prestação de contas junto ao Banco e solicitados novos desembolsos. No total, a Prefeitura do Recife conseguiu a aprovação de R$ 2 bilhões para promover obras de infraestrutura, redução de riscos de desastres e resiliência urbana na cidade.
Nas áreas mais atingidas pelas chuvas do ano passado, a Prefeitura já vinha executando ações para garantir mais segurança e conforto para a população. Na comunidade Vila dos Milagres, são duas grandes obras de contenção de encostas nas ruas Milagres com Paralela (Vila dos Milagres) e ruas Mauricea Dias com Maracanazinho/1 de Maio (Pantanal). Também estão sendo elaborados projetos que contemplam as ruas Cantor Tom Jobim; São Marcos; Afonso Pena e Fernando César de Andrade, além da avenida Dom Pedro I. A obra de contenção prevista para a Rua Padre Henrique está em licitação.
Já para a comunidade de Jardim Monte Verde, as obras de contenção de barreira são realizadas nas ruas Pico da Bandeira, Monte Pascoal, 135 e Morro do Pilar. Na localidade, já foi concluída a encosta na 4ª Travessa da Chapada do Araripe, por trás da escola Jardim Monte Verde.
A Pesquisa RealTime Big Data, divulgada hoje, aponta os candidatos Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União) tecnicamente empatados nas simulações de 1º e 2º turnos para o governo da Bahia.
O levantamento entrevistou 1.600 eleitores da Bahia, de 6 a 10 de agosto, em abordagens telefônicas e digitais. A pesquisa tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BA-00277/2026.
O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, é o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje. Na pauta, a recente ida do ministro ao Congresso para a defesa da atualização do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O ‘Direto de Brasília é uma parceria deste Blog com a Folha de Pernambuco.
Na ocasião, o ministro também vai alertar a glamourização excessiva do setor. Segundo ele, há uma visão romântica sobre abrir o próprio negócio. Ele ressalta que a atividade envolve riscos altos, forte carga de estresse, tensão e instabilidade financeira.
O ministro pondera que o modelo oferece flexibilidade real para trabalhadores lidarem com desafios urbanos e familiares. Professor do Departamento de Direito do Estado da USP, Paulo é doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito e mestre em Direito pela mesma universidade.
No Governo Federal, passou pela assessoria especial do ministro Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, comandou a Secretaria Nacional do Consumidor e também atuou no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência. Ele é filiado ao PSB.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, entregou, ontem, a pavimentação da Rua do Sertão, uma importante via de mobilidade urbana que conecta os bairros Bom Jesus, Malhada e Borborema. A obra atende a uma reivindicação dos moradores, que passam a contar com melhores condições de circulação, mais segurança e qualidade de vida.
“Essa é uma obra que mostra o nosso compromisso em transformar as demandas da população em realidade. A Rua do Sertão era uma espera antiga dos moradores e hoje estamos aqui para entregar uma via completamente transformada. Estamos com o pé no acelerador, levando obras para diferentes regiões de Serra Talhada e trabalhando para que cada vez mais pessoas sintam, no dia a dia, os resultados do trabalho da Prefeitura”, destacou Márcia Conrado.
A entrega faz parte do conjunto de ações de infraestrutura que vem sendo executado pela Prefeitura de Serra Talhada em diferentes pontos do município. Com 508,79 metros de extensão e 3.500 metros quadrados de área pavimentada, a intervenção recebeu investimento de R$ 410.354,87. Por sua localização estratégica, a Rua do Sertão tem papel importante na ligação entre os três bairros, facilitando o deslocamento dos moradores e contribuindo para a integração da região.
A família Coelho, tradicional força política de Petrolina, destaca-se no cenário estadual não apenas pela influência institucional, mas também pelo volume de recursos declarados à Justiça Eleitoral. Entre os candidatos com maior patrimônio do estado, três membros do clã figuram no topo da lista, acumulando juntos um total de R$ 62,78 milhões.
No ranking geral de bens entre os concorrentes pernambucanos, os nomes da família Coelho ocupam posições de destaque, ficando próximos aos maiores patrimônios declarados no estado. Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito de Petrolina, declarou R$ 30,6 milhões, ocupando o terceiro lugar entre os candidatos mais abastados de Pernambuco. Os valores numéricos apresentados baseiam-se diretamente nos dados oficiais informados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral (TSE) e divulgados em levantamentos de portais de notícias e análises de campanhas políticas em Pernambuco.
A soma de cerca de R$ 62,78 milhões referentes aos três irmãos (Miguel, Fernando Filho e Antônio) e os valores individuais de cada declaração conferem com os dados públicos disponibilizados pelo sistema do TSE. Os comparativos temporais demonstram as variações declaradas pelos próprios candidatos da primeira vez que disputaram cargos públicos até as eleições mais recentes (evidenciando a multiplicação patrimonial ao longo dos mandatos e cargos executivos ocupados no período).
O governador Rafael Fonteles (PT) aparece na liderança da disputa pelo Governo do Piauí com 75,69% dos votos válidos, segundo pesquisa do Instituto Datamax divulgada ontem. O levantamento mostra o petista 56,7 pontos percentuais à frente do segundo colocado, Joel Rodrigues (Progressistas), que soma 18,99% dos votos válidos.
Nesse cenário, Rafael Fonteles ultrapassa com ampla margem o percentual necessário para uma vitória em primeiro turno. Os números, no entanto, representam o cenário identificado pela pesquisa e não uma previsão do resultado das eleições. As informações são do portal Piauí Hoje.
A pesquisa foi realizada entre 27 de julho e 5 de agosto de 2026, com 2 mil eleitores em 80 municípios, distribuídos pelos 12 Territórios de Desenvolvimento do Piauí. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Rafael Fonteles aparece com 59% das intenções de voto, enquanto Joel Rodrigues registra 14,8%.
Os demais nomes apresentados aparecem com menos de 1% das intenções de voto. Outros 16,20% dos entrevistados disseram não saber ou não quiseram opinar, enquanto 5,85% afirmaram que votariam em branco ou nulo.
Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e eleitores que não souberam ou não responderam, Rafael chega a 75,69%, enquanto Joel fica com 18,99%.
No cenário espontâneo, em que nenhum nome é apresentado ao eleitor, Rafael Fonteles também aparece na frente. O governador foi citado por 40,90% dos entrevistados, contra 7,50% de Joel Rodrigues. Os demais nomes não alcançaram 1% das citações. O percentual de eleitores que não souberam ou não quiseram responder foi de 49%.
A pesquisa do Datamax foi contratada pelo Centro de Treinamento Humano Ltda e tem como estatístico responsável David Leal de Carvalho, registrado no Conre-PI sob o número 10.172. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número PI-03462/2026 e tem margem de erro de 2,19 pontos percentuais. O levantamento foi realizado entre 27 de julho e 5 de agosto de 2026, com 2 mil entrevistados em 80 municípios do Piauí.
O candidato ao governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), esteve, ontem, em São Lourenço da Mata para acompanhar a missa em homenagem a São Lourenço Mártir, padroeiro do município. A presença no dia 10 de agosto mantém uma tradição iniciada pelo pai de João, o falecido ex-governador Eduardo Campos, que costumava participar da programação religiosa na mesma data de seu aniversário. Este ano, Eduardo completaria 61 anos.
Ao lado da mãe, Renata Campos, e de familiares, João acompanhou a cerimônia, celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson, e relembrou os momentos vividos ao lado do pai em São Lourenço da Mata. “10 de agosto é dia de São Lourenço. Eu sempre estive aqui, todos os anos, acompanhando meu pai, que também fazia aniversário nesta data, e celebrando a vida de São Lourenço. Hoje, mais uma vez, estou aqui reunido com a minha família e com o amigo e prefeito Vinícius. Viva São Lourenço! Viva o povo dessa cidade tão querida!”, afirmou João Campos.
Ao final da programação religiosa, o prefeito Vinícius Labanca destacou, durante discurso na cerimônia, a relação de Eduardo Campos com o município e o significado da missa para a população local. “Essa missa já se confunde muito com a história política do nosso município. No dia de hoje, não posso deixar de registrar a saudade do nosso querido Eduardo Campos e agradecer pela história e pela ligação que ele construiu com São Lourenço da Mata”, afirmou.
O prefeito destacou, ainda, a atuação de João Campos e reafirmou apoio à candidatura dele ao governo de Pernambuco. “Eu sonho muito, minha gente, em ter João Campos governador do Estado de Pernambuco”, disse Labanca.
Também estiveram presentes o candidato a vice-governador, Carlos Costa; a candidata ao Senado, Marília Arraes; o deputado federal e irmão de João, Pedro Campos; o deputado federal Silvio Costa Filho; além de lideranças políticas locais e da região.
Após a missa, João Campos participou da Festa de Agosto, que encerrou nesta segunda-feira (10) a programação de dez dias em homenagem ao padroeiro. O evento reúne shows nacionais e regionais, manifestações culturais e atrações religiosas, movimentando a cidade e atraindo visitantes de diferentes municípios.
João destacou a importância da festa para a cultura e a economia local e parabenizou o prefeito Vinícius Labanca pela realização do evento. “É muito importante ter momentos como esse, de uma festa reconhecida no calendário do Estado, como patrimônio da cultura e da tradição de Pernambuco. A gente parabeniza o prefeito Vinícius pela realização desse grande momento. São dez dias seguidos de festa que, além da diversão e da alegria, representam uma importante movimentação econômica, com pessoas vindo de outras cidades, grandes artistas nacionais e, também, vários artistas da terra se apresentando todos os dias”, afirmou.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) montou frente específica para melhorar a relação do senador com o eleitorado evangélico. A estratégia busca reduzir a rejeição ao candidato ao Palácio do Planalto e ampliar as intenções de voto entre os fiéis, segmento no qual ele mantém vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio se identifica como evangélico e já foi batizado ao menos quatro vezes. A última delas, em janeiro deste ano, nas águas do rio Jordão, em Israel — repetindo o ato do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas, mais do que “um fiel”, a campanha do senador busca fazer com que Flávio seja visto como evangélico pelo eleitorado.
Segundo relatos, a coordenação evangélica começou a atuar de forma efetiva na última semana. Desde então, integrantes do grupo passaram a procurar lideranças religiosas, participar de grupos de WhatsApp ligados a igrejas e orientar Flávio sobre a forma de se comunicar com esse público.
Um dos responsáveis pela articulação é o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que é pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A campanha também tem procurado parlamentares ligados ao segmento para ampliar o diálogo com as igrejas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para quinta-feira (13) uma reunião para discutir um dos temas que vai marcar esta eleição: o uso de inteligência artificial (IA). As informações são do blog do Valdo Cruz.
A reunião será feita após a sessão de quinta do TSE, em um movimento de Nunes Marques para tentar uma conversa e, talvez, um consenso sobre o uso desse mecanismo a partir de um caso concreto: a deepfake de Jair Bolsonaro usada na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) candidato à Presidência da República.
Na reunião de quinta, junto aos ministros, Nunes Marques vai decidir a data do julgamento do caso do uso de IA na convenção de Flávio.
A ação foi pedida pelo PT e o argumento central é que o conteúdo ultrapassou os limites permitidos para a divulgação de uma candidatura e configurou propaganda eleitoral antecipada.
Participação em convenção por IA
Na versão manipulada por IA, a versão digital de Bolsonaro diz:
“Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz. Mas eu garanto: nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança que despertamos”, diz a imagem.
O texto prossegue: “Nenhuma prisão vai calar milhões de brasileiros que acreditam em nosso país. Por isso, peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente.”
A ação do PT diz que o vídeo fez referência direta ao cargo em disputa e usou expressões equivalentes a um pedido explícito de voto.
Também sustenta que, embora o vídeo informe que se trata de uma simulação, as regras do TSE proíbem o uso de conteúdo sintético para favorecer uma candidatura, mesmo quando há autorização para reproduzir a imagem ou a voz.
Um dado chamou a atenção na última pesquisa Quaest sobre a corrida eleitoral em Pernambuco, que mostrou a liderança de Raquel Lyra (PSD) sobre João Campos (PSB): a alta de 20 pontos percentuais entre os jovens, entendida nas duas equipes de campanha como essencial para a vantagem da governadora sobre o ex-prefeito de Recife.
Raquel saiu de 32% das intenções de voto entre os pernambucanos de 16 a 34 anos, em abril, para 52% neste mês, conforme a última pesquisa Genial/Quaest. João, por sua vez, caiu de 40% para 30%. No geral, a governadora lidera numericamente a disputa, no limite da margem de erro: 43% contra 37% no primeiro turno.
Considerando que a internet sempre foi um terreno dominado pelo ex-prefeito de Recife, a virada de Raquel representou uma mudança significativa de tendência na eleição.
Para marqueteiros e observadores da política local, isso é resultado de uma guinada na estratégia para as redes sociais, com uma repaginação completa da imagem da governadora, combinada a impulsionamento financeiro. Entre maio e agosto deste ano, Raquel e o PSD investiram R$183.736 em 238 posts, conforme dados da Biblioteca de Anúncios da Meta. Os jovens foram os alvos de maior alcance, seguidos das mulheres.
O impulsionamento na pré-campanha é permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde que, dentre outras regras, não configure propaganda antecipada e não contenha pedido explícito de votos e ataques a adversários. Especialistas em direito eleitoral, no entanto, afirmam que a análise varia de acordo com o conteúdo concreto de cada publicação e das circunstâncias em que ela foi realizada.
O marqueteiro da governadora, Igor Paulin, investiu na mudança da linguagem dos conteúdos e na desconstrução da imagem de uma política considerada mais séria que seu principal adversário.
O objetivo era transformá-la em uma figura “mais digital e humanizada”. Até então, a governadora tinha um discurso mais “duro” e formal, com um jeito de falar e até um visual mais conservador, sem apelo virtual.
Para criar esse elo com o eleitor pernambucano, Raquel adotou o apelido de “mainha”. O jingle oficial da campanha à reeleição, inclusive, repete o termo várias vezes.
Além disso, a governadora também passou a explorar os símbolos de Pernambuco na comunicação digital, usando roupas e adereços com as cores e o mapa do estado, mesmo em inaugurações ou agendas de cunho mais institucional.
No carnaval deste ano, por exemplo, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Recife para acompanhar o bloco Galo da Madrugada, a governadora usou um vestido azul com a bandeira do estado. Pouco tempo depois, ao renunciar à prefeitura, João reagiu, dizendo que a bandeira “não pertence nem a ele e nem a nenhum político”.
A estratégia de Raquel funcionou. No recorte mais recente, entre 6 de julho e 4 de agosto, ela conquistou 63.386 novos seguidores, um crescimento de 3,43%, enquanto João ganhou 10.379, avançando 0,35% nas redes, conforme dados da AtivaWeb obtidos pela equipe da coluna. Dos 73.765 novos seguidores incorporados por ambos, 85,9% foram adicionados por Raquel, e 14,1% por João.
Em números absolutos, isso significa que ela cresceu mais de seis vezes o volume do adversário. Raquel também obteve o dobro do engajamento do ex-prefeito, mesmo publicando em menor quantidade que ele
Em eleição para o Senado, suplente também é mensagem política. Humberto Costa (PT) foi buscar Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência. Ex-deputado federal e ex-presidente nacional do UB, Bivar é um nome com peso próprio, uma escolha que amplia a chapa e demonstra capacidade de articulação, além de trânsito nacional incontestável.
Mendonça Filho (PL) também não ficou apenas no preenchimento de uma vaga. Escolheu Adriana Ferreira, irmã de Anderson Ferreira, do seu partido, para a primeira suplência. É um nome ligado a uma família com forte presença política estadual e com uma trajetória de atuação junto a segmentos sociais e religiosos.
Eduardo da Fonte (PP), por sua vez, buscou para sua chapa um nome de maior confiança da governadora Raquel Lyra (PSD), reforçando a conexão política com o grupo que hoje comanda o Estado. Já Marília Arraes, líder das pesquisas, está em uma posição que exige mais do que estar à frente: exige demonstrar força, capacidade de articulação e poder de atração.
Mas, mesmo assim, escolheu para a primeira suplência um ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho. Para a segunda, a esposa de um ex-prefeito de Ipubi. Não há aqui qualquer qualificação ou desqualificação pessoal. O problema é outro: o tamanho político da escolha.
Pernambuco tem prefeitos, ex-prefeitos, deputados, ex-deputados, lideranças empresariais, sociais, sindicais, religiosas e partidárias. Uma candidatura ao Senado que aparece na liderança deveria, em tese, ter capacidade de atrair nomes que ampliem sua força. Suplente não é decoração. É senador em potencial.
Por isso, a pergunta não é se os escolhidos têm qualidades pessoais, que certamente têm, mas se a escolha dá uma demonstração clara de saber ser líder política, líder nas pesquisas e na sua própria campanha. Falar não é tudo em política, é preciso mostrar-se capaz.
O que essas escolhas dizem sobre a capacidade de articulação de cada candidato? Humberto foi buscar um ex-deputado federal. Mendonça, a irmã de Anderson Ferreira. Eduardo da Fonte, um nome de confiança de Raquel Lyra. E Marília? Um ex-vereador do Cabo e a esposa de um ex-prefeito de Ipubi.
Em política, até escolha de suplente manifesta competência e compromisso. Quem não tem esses requisitos acaba inexoravelmente fazendo escolhas atabalhoadas e extravagantes.
IMPLOSÃO DA CHAPA – O senador Fernando Dueire (PSD) anunciou, ontem, no Recife, ao lado de um batalhão de prefeitos beneficiados com emendas e projetos do parlamentar, apoio formal ao senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição na chapa da oposição, liderada pelo candidato do PSB a governador, João Campos. Como Miguel Coelho (UB), Dueire foi rifado pela governadora Raquel Lyra (PSD) no apagar das luzes do fechamento da chapa governista. Alimentou por um bom tempo expectativas para disputar a reeleição. Por confiar na promessa da governadora, não traçou um plano B, uma candidatura a deputado federal e, portanto, deve pendurar as chuteiras.
No colo de Raquel – Dueire sai de cena deixando um problemão no colo da governadora. Além de Humberto, que não integra a coligação oficial, deve optar também pela segunda candidatura ao Senado contrariando os planos da governadora: a postulação do deputado Mendonça Filho (PL), que ela já declarou não contar com o seu apoio, ao reiterar que seus candidatos são Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Se os prefeitos, mais de 40, segundo a assessoria do senador, seguirem também o mesmo caminho de Dueire, a governadora não vai conseguir conter a insatisfação dos seus dois candidatos oficiais ao Senado, porque, naturalmente, sofrerão um grande baque. Ninguém quer perder votos, sobretudo numa eleição difícil como se apresenta esta para o Senado.
Sem ser retrucado – Se a chapa implodir, a única culpada será a própria governadora, que demorou demais a costurar o entendimento. Perdeu as rédeas do processo no seu start por falta de habilidade e liderança. Na verdade, Raquel entra na disputa pela reeleição com uma chapa que nunca foi escolha sua, mas imposição. Ao responder, ontem, uma pergunta de jornalista sobre como se deu o encontro dele com a governadora quanto à decisão que tomou em apoio ao nome de Humberto Costa ao Senado, o senador Fernando Dueire (PSD) não contemporizou: “Eu comuniquei à governadora na semana passada. Procurei e comuniquei a ela, eu não perguntei a ela. Eu comuniquei a ela que o nosso senador seria Humberto Costa. Ela defendeu os nomes de sua chapa e eu não fui retrucado”.
Mais um teto desaba – Um pedaço do teto do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, caiu, ontem, sobre uma paciente e um acompanhante. O acidente aconteceu menos de um mês após uma ocorrência semelhante no Hospital da Restauração (HR). Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma das vítimas relata que o material que caiu do teto a atingiu e atingiu um homem que estava ao seu lado. “Caiu pedaço de pedra e de lixo. Atingiu minha costela e minha perna”, disse o homem, que aparece sentado em uma maca. Há menos de um mês, parte do forro do teto da sala de recuperação do HR Recife caiu sobre uma paciente recém-operada.
Destravar escola –O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, esteve, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, numa audiência com a governadora. Segundo uma fonte, teria comunicado o início das obras da Escola de Sargentos, em Aldeia, projeto que ainda não conseguiu sair do papel simplesmente porque há movimentos contrários devido ao impasse gerado pela dificuldade na liberação da obra pelos órgãos de proteção ao meio ambiente.
CURTAS
O MENOR – O custo da cesta básica no Recife registrou alta de 0,74% nos últimos 12 meses, a menor entre as 22 capitais brasileiras que também tiveram aumento no período. Em outras cinco capitais, houve redução no valor. Ainda na comparação de 12 meses, Cuiabá teve a maior alta entre as capitais, de 8,33%, enquanto Natal registrou o maior recuo, de 2,26%.
SEGURANÇA 1 – O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, convidou o promotor Lincoln Gakiya para assumir o Ministério da Segurança, pasta a ser criada caso seja eleito ao Planalto.
SEGURANÇA 2 – Principal nome do combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no país, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya já foi alvo de mais de um plano de assassinato da facção.
Perguntar não ofende: Quando Dueire anuncia que Mendonça será seu segundo candidato ao Senado?
O prefeito de Feira Nova, Joel Cândido, e o ex-prefeito Danilson Gonzaga declararam, nesta segunda-feira (10), apoio à candidatura de Eduardo da Fonte (PP) ao Senado. O anúncio foi feito durante encontro na sede do partido, no Recife.
“Esse apoio mostrou que o nosso projeto está crescendo com base no diálogo e na confiança de quem conhece de perto a realidade dos municípios”, afirmou Eduardo da Fonte. Segundo ele, a adesão amplia a presença de sua candidatura no Agreste de Pernambuco.
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no domingo. O argentino compartilhou um post de um parlamentar americano, apoiador de Donald Trump, no qual o petista é chamado de porco.
“O ódio e o desprezo com que o criminoso Lula da Silva, do Brasil, se manifesta em relação ao nosso secretário de Estado, Marco Rubio, vêm diretamente de seus chefes na ditadura castro-comunista”, escreveu o deputado republicano Carlos A. Giménez, que completou: “Os brasileiros merecem muito mais do que esse porco”. As informações são do jornal O GLOBO.
A crise diplomática entre Brasil e Argentina se agravou após Milei participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Milei criticou Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois, durante entrevista à emissora local LN+, Milei voltou aos ataques. Chamou Lula de “ladrão” e “corrupto”. Na ocasião, Milei rejeitou as críticas feitas pelo governo brasileiro.
— Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico — disse Milei ao questionar a anulação das condenações do petista no âmbito da Operação Lava-Jato.
O argentino também defendeu o tom das declarações anteriores durante a entrevista. Milei rejeitou as críticas vindas do governo brasileiro.
— O que é agressivo é quando alguém rouba. É muito menos grave chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar.
Entenda a escalada da tensão
No evento de lançamento da candidatura de Flávio, Milei falou das condições econômicas de seu país quando assumiu o cargo, atrelando isso ao socialismo. Ele criticou o Foro de São Paulo “criado por Lula da Silva e Fidel Castro, uma rede internacional chave para a disseminação do comunismo no continente”.
— O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo — falou.
O presidente argentino ainda chamou Lula de “presidiário”e Moraes de “lixo careca” por ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro.
Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a Argentina precisa interromper as agressões contra o Brasil para normalizar as relações entre os dois países. A declaração foi dada em entrevista ao jornal argentino Clarín. O chanceler classificou como graves as ofensas feitas por Milei.
Vieira disse que a “Argentina precisa valorizar a relação com o Brasil da mesma maneira que o Brasil a valoriza com a Argentina”. O chanceler destacou ao jornal argentino que “é necessário interromper imediatamente esse tipo de agressão e trabalhar pela relação bilateral, que é tão importante”.
O ministro também ressaltou que a relação entre os dois países é primordial. “Essas ofensas foram muito graves. Portanto, é preciso preservar essa relação, suspender as agressões e retomar o caminho da normalidade no vínculo bilateral”, afirmou.
O chanceler destacou que a relação entre Brasil e Argentina “chegou ao ponto de ser administrada por encarregados de negócios devido às agressões não apenas contra pessoas por parte do presidente argentino, mas também contra o Brasil, as instituições brasileiras, os Poderes e o responsável pelo Supremo, que teve um papel fundamental para impedir um golpe militar e punir os responsáveis”.