A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.
A votação foi simbólica, em que os votos não são contados nominalmente. Os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) pediram para que fosse registrado que votaram contra a proposta, todos em meio de mandato como senadores. As informações são do g1.
Leia maisDurante a votação na CCJ, o líder do MDB, Eduardo Braga (MDB-AM), anunciou que vai apresentar uma PEC paralela à 6×1 para mitigar possíveis impactos econômicos da mudança de jornada. O movimento do parlamentar fez o senador Rogério Marinho, líder da oposição, retirar dois destaques ao texto, o que faria a comissão analisar dois trechos da proposta de forma separada.
“…Garantindo que este Congresso e que esta CCJ possa, por exemplo, tratar do trabalho presencial e do funcionamento contínuo, como no comércio, na gastronomia, na logística, na saúde e nos serviços. E a transição pura exige mais contratações, o que pode elevar, sem dúvida, o custo da folha de pagamento”, disse Braga.
“Para viabilizar essas mudanças, nós podemos implementar, através de uma PEC autônoma, a transição gradual, a implementação escalada, a descentralização por negociação, sim, coletiva — como aconteceu, inclusive, no Chile, país citado aqui neste debate —, a ampliação do banco de horas e compensação anual, a modernização do trabalho parcial e por turnos, desoneração da folha de pagamentos”, continuou o senador.
Apesar do pedido, ainda não há previsão de quando a PEC será pautada no plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deu garantias aos senadores de votar ainda nesta quarta-feira, como é o desejo de aliados do governo.
O relatório do senador Omar Aziz (PSD-MA) manteve o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados como uma estratégia para agilizar a aprovação final.
Isso porque caso o parecer de Aziz seja aprovado pelo plenário do Senado, o texto não precisará retornar para a Câmara, já que não terá sofrido modificações. Dessa forma, poderá ser promulgado pelo Congresso.
O fim da escala de trabalho 6×1 é uma defesa do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aziz é aliado do petista e candidato ao governo do Amazonas.
Aziz rejeitou todas as mudanças pedidas por senadores, incluindo o retorno das 44 horas semanais, defendido por integrantes da bancada do PL.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, lamentou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não incorporou a PEC alternativa de sua autoria, que prevê um regime de livre negociação entre empregador e trabalhador com remuneração por hora trabalhada.
Para ele, o projeto do governo tem um caráter eleitoreiro.
“De fato o regimento foi descumprido, não foi por vossa excelência [Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ], foi pelo presidente da Casa na hora em que não anuiu, pelo fato de ser lá conexa e análoga, a questão de serem apensadas as matérias para que pudesse discutir as duas formas de trabalhar”, afirmou o senador.
“E não há, no nosso projeto, nenhuma agressão a nenhum direito trabalhista porque eles estão todos preservados no artigo 7º da Constituição Brasileira. Então essa narrativa não cabe. Isso é uma narrativa. O governo está preocupado com esse projeto agora apenas por um motivo. Ele quer se reconectar com a sociedade, porque o desgaste está grande e vai perder as eleições”, prosseguiu Marinho.
Líder do governo na Casa, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) afirmou que a proposta só avançou no Congresso pelo forte apelo popular e desafiou parlamentares candidatos a se posicionarem contra o fim da 6×1.
“Se chegou nesta hora [próxima da eleição], que seja discutida com essa perspectiva de projeto. Eleição não é só jogo de acusação e defesa. Não é só jogo de mostrar quem é e de suas biografias, boas ou más. Eleição também é defesa de projeto de sociedade. E aprovar esta PEC tem relação sim com o projeto de sociedade que nós queremos. Que avance nas relações sociais e no respeito”, afirmou a senadora.
“Se chegou nessa hora, prestes a vivermos uma eleição, que seja debatida nessa perspectiva. Quem é a favor do fim da jornada 6×1, candidatos, que o digam. Quem é contra o fim da jornada 6×1, que assuma”, afirmou.
A estratégia da oposição foi pedir vistas coletivas para tentar protelar a deliberação. Normalmente, o período de vistas adia a votação para a próxima reunião, mas, para garantir a votação, o presidente da CCJ, Otto Alencar, aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como Aziz, concedeu vista pelo período de uma hora.
Senadores aliados de Lula pressionam Alcolumbre para que a votação em plenário em dois turnos seja ainda nesta semana. O presidente do Senado, no entanto, evitou se comprometer com uma data para a análise.
A PEC do fim da 6×1 foi destravada no Congresso depois de quase três meses parada no Senado com a reaproximação de Lula e Alcolumbre.
Os dois políticos se afastaram depois da indicação do presidente e subsequente negativa do Senado ao nome de Jorge Messias para uma vaga no STF. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde 1894.
Foi só em agosto, na véspera da campanha eleitoral, que eles retomaram o diálogo. E o acordo veio em seguida: Alcolumbre enviou a PEC para análise na CCJ e garantiu a votação na comissão durante essa semana, a última de votações antes da eleição.
Agora, aliados de Lula querem a votação final ainda nesta semana. Caso o parecer de Aziz seja o aprovado pelo plenário do Senado, o texto não precisará retornar para a Câmara, já que não terá sofrido modificações. Dessa forma, poderá ser promulgado pelo Congresso.
Uma PEC precisa ser aprovada na CCJ e depois seguir para votação em dois turnos no plenário do Senado. Após a votação em primeiro turno, deve-se esperar cinco dias úteis para a votação em segundo turno.
No entanto, aliados de Lula argumentam que, se houver vontade política, uma PEC não precisa cumprir os prazos regimentais para ser aprovada. Os senadores citam outros momentos em que propostas tiveram as votações em dois turnos feitas uma seguida da outra.
Leia menos
CNN
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi ouvido na semana passada pelo juiz assessor de André Mendonça sem a presença da PF (Polícia Federal).
A CNN apurou que, no depoimento, não foi tratado sobre o eventual envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro.
O foco foi a atuação da Polícia Federal no caso e, em especial, do diretor-geral Andrei Rodrigues.
Leia maisFoi tratado também do que o entorno de Vorcaro considera resistência da Polícia Federal em avançar com uma delação premiada.
Nesta terça-feira, a CNN revelou que a defesa de Vorcaro aguarda há 20 dias uma posição da Polícia Federal sobre uma terceira delação premiada.
Em junho, quando a segunda delação premiada foi recusada, a CNN mostrou que o entorno de Vorcaro entendia que a PF nunca quis fazer uma colaboração premiada com o ex-banqueiro.
Procurado, o advogado de Vorcaro, Daniel Bialsky, disse que a defesa não vai se manifestar.
Leia menos
Marília Arraes (PDT) participou, nesta quarta-feira (2), do primeiro debate entre os candidatos ao Senado por Pernambuco, promovido pelo g1 Pernambuco e pela TV Globo. Única mulher entre os postulantes, a candidata apresentou propostas nas áreas de saúde, enfrentamento à violência contra a mulher, mudanças climáticas e transparência no uso de emendas parlamentares, além de reafirmar a parceria política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao tratar da violência de gênero, Marília propôs o funcionamento 24 horas das Delegacias da Mulher, a ampliação dessas unidades e a implantação de salas lilás de acolhimento nos municípios. Também apresentou medidas de qualificação profissional, acesso ao crédito e geração de renda para mulheres vítimas de violência. “Nenhuma mulher pode buscar o Estado e encontrar a porta fechada”, afirmou.
Na saúde, a candidata colocou entre as prioridades a interiorização dos serviços de média e alta complexidade, a atenção às mulheres no climatério e o acesso pelo SUS a tratamentos contra a obesidade. Em outro momento, afirmou que o Senado precisa exercer seu papel constitucional com “maturidade e temperança” e se posicionou contra iniciativas que, na sua avaliação, enfraqueçam as instituições democráticas.
Marília também se posicionou a favor da transparência na destinação de emendas parlamentares e disse que, se eleita, pretende manter diálogo com todos os municípios, independentemente das disputas políticas locais. Sobre mudanças climáticas, defendeu recursos federais para a conclusão das cinco barragens previstas para a Mata Sul e para obras de contenção de alagamentos no Recife. Nas considerações finais, reiterou a parceria com Lula e destacou a importância da representação feminina no Senado.
O neodireitista Túlio Gadêlha foi ao debate do g1 entre os candidatos ao Senado por Pernambuco e acabou transformando sua participação em uma espécie de defesa do governo Raquel Lyra.
Mais do que apresentar uma agenda própria para o Senado, Túlio passou boa parte do debate reforçando aquele que parece ser o principal papel que assumiu nesta eleição: o de aproximar campos políticos diferentes em torno da candidatura da governadora.
A estratégia ficou evidente nas suas falas. Túlio se apresentou como alguém capaz de construir pontes e aproximar posições, numa clara sinalização de que pretende cumprir o papel de interlocutor entre setores da direita e Raquel Lyra.
No fim das contas, o candidato que se apresenta como independente acabou reforçando a imagem de aliado estratégico da governadora — quase como um personagem escalado para cumprir uma missão específica dentro da campanha: ajudar a aproximar Raquel do eleitorado e dos setores da direita que ainda não estão completamente integrados ao seu projeto.
O processo trabalhista foi o termo mais pesquisado entre as categorias analisadas no Google Brasil, segundo o volume médio mensal de buscas registrado entre agosto de 2025 e julho de 2026. No período, a expressão alcançou 81.375 buscas mensais, bem acima de outros termos relacionados ao sistema judicial.
Na sequência, aparecem “processo civil”, com média de 9.908 pesquisas por mês, e “processo administrativo”, com 7.750. Já “processar empresa” registrou 603 buscas, enquanto “processo eleitoral” teve média de 512 consultas mensais.
Leia maisA distribuição regional dessas pesquisas também ajuda a compreender como o tema desperta interesse no país.
As regiões com maior volume de buscas por “processo trabalhista” concentram grande parte da população, da atividade econômica e dos vínculos formais de emprego. Estados do Sudeste, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, tendem a apresentar participação relevante nas consultas, acompanhados por unidades do Sul e do Nordeste.
A análise regional, porém, deve considerar o tamanho da população e o acesso à internet. Um estado pode registrar mais buscas em números absolutos por ter mais habitantes, enquanto outro pode se destacar proporcionalmente, mesmo com um volume total menor.
Além disso, fatores como concentração industrial, presença de grandes empregadores e quantidade de trabalhadores formais podem influenciar o interesse pelo assunto.
As buscas também podem aumentar em períodos de mudanças na legislação, divulgação de decisões judiciais ou debates sobre direitos trabalhistas. É importante ressaltar que os dados indicam apenas o comportamento de pesquisa no Google, sem permitir concluir que determinada região tenha mais processos ajuizados ou maior número de conflitos trabalhistas registrados oficialmente.
O levantamento, portanto, serve para mostrar onde há maior procura por informações sobre o tema, mas não substitui estatísticas oficiais dos tribunais do país. Para compreender a quantidade real de ações trabalhistas, é necessário consultar dados públicos da Justiça do Trabalho, organizados por estado, tribunal e período.
Os números indicam o interesse dos brasileiros em compreender ou localizar informações sobre esses assuntos na internet. Eles não representam a quantidade de processos existentes, distribuídos ou julgados pela Justiça.
O destaque do processo trabalhista pode estar relacionado à busca por informações sobre direitos, relações de trabalho e funcionamento da Justiça do Trabalho. A pesquisa on-line, nesse contexto, pode ser uma porta de entrada para quem procura compreender termos e procedimentos jurídicos.
O que diferencia os principais tipos de processos?
As diferentes categorias de processo judicial correspondem, em linhas gerais, à natureza da questão submetida ao sistema judicial ou, em determinados casos, à atuação administrativa ou eleitoral.
O processo trabalhista está relacionado a conflitos e questões decorrentes das relações de trabalho, envolvendo temas como vínculos empregatícios, remuneração e direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em outras normas trabalhistas.
O processo civil abrange uma variedade ampla de relações entre pessoas físicas, empresas e outras organizações. Questões contratuais, indenizações, cobranças e disputas patrimoniais podem estar entre os assuntos tratados nessa área.
Já o processo administrativo ocorre no âmbito da Administração Pública e envolve procedimentos destinados à análise e decisão de questões administrativas. Nem todo procedimento administrativo é um processo judicial.
O processo eleitoral, por sua vez, está relacionado às regras e à organização das eleições, incluindo questões submetidas à Justiça Eleitoral.
Entre os termos pesquisados, “processar empresa” também demonstra interesse em entender quando uma demanda pode ser levada à Justiça. Entretanto, a possibilidade de processar alguém ou uma organização depende das circunstâncias e das regras aplicáveis a cada situação.
Como acompanhar informações de um processo?
Ao longo da tramitação de uma ação, o acesso às informações processuais permite acompanhar as movimentações registradas pela Justiça.
Os tribunais disponibilizam sistemas eletrônicos para esse fim, nos quais é possível realizar uma consulta ao processo de acordo com os dados exigidos por cada plataforma.
Em geral, a pesquisa pode utilizar informações como número do processo, nome das partes ou outros dados autorizados pelo tribunal. A disponibilidade das informações varia conforme o órgão, o tipo de ação e eventuais restrições legais.
O acompanhamento processual faz parte do acesso a informações públicas do sistema judicial, embora determinados processos possam tramitar sob sigilo. Nesses casos, o acesso é limitado às pessoas autorizadas.
Assim, os dados de buscas ajudam a identificar quais assuntos despertam maior curiosidade entre os brasileiros, mas não devem ser confundidos com estatísticas oficiais sobre o volume de ações.
O processo trabalhista, especificamente, aparece como o principal termo entre os analisados, revelando uma diferença expressiva de interesse nas pesquisas do Google Brasil.
Leia menos
A Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) realiza, amanhã, às 18h, a cerimônia de posse da nova Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal e Consultivo da entidade para o biênio 2026-2028. O evento, que será realizado no casarão sede da AMPPE, na Rua Benfica, 810, na Madalena, no Recife, marca a recondução da promotora de Justiça Helena Martins Gomes à presidência da Associação, após sua reeleição no pleito realizado em junho.
À frente da chapa Somos AMPPE: união para avançar, Helena foi reeleita em uma eleição que registrou participação de 96,22% dos membros aptos. A nova gestão estará à frente da Associação pelos próximos dois anos, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em defesa dos interesses da carreira e do fortalecimento do Ministério Público.
Leia maisA cerimônia de posse reunirá membros do Ministério Público de Pernambuco e representantes do Ministério Público de outros estados, além de presidentes de associações estaduais e nacionais. Também são esperadas autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo parlamentares, magistrados e representantes de instituições parceiras.
A programação será realizada em dois momentos. A solenidade terá início com a sessão solene de posse da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal e Consultivo, seguida de uma celebração festiva para marcar o início do novo mandato e reunir associados, autoridades e convidados.
Nova gestão
Além de Helena Martins Gomes na presidência, a Diretoria Executiva da AMPPE para o biênio 2026-2028 será composta por Ana Maria Moura Maranhão da Fonte, 1ª vice-presidenta; Daniel Cezar, 2º vice-presidente; Oswaldo Evaristo da Cruz Gouveia Filho, 1º secretário; Henriqueta de Belli, 2ª secretária; Sueldo de Vasconcelos Cavalcanti Melo, 1º financeiro; e Clóvis Sodré da Motta, 2º financeiro.
Para o Conselho Fiscal e Consultivo, foram eleitos Rinaldo Jorge da Silva, Fernanda Henriques Nóbrega, Ricardo Lapenda Figueiroa, Alda Virgínia de Moura e André Múcio Rabelo de Vasconcelos.
Leia menos
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, confirmou, há pouco, sua presença no podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima terça-feira. Na pauta, os 40 anos da histórica eleição de 1986, na qual perdeu a disputa para o Governo de Pernambuco para Miguel Arraes. O ministro, com apenas 38 anos na época, tinha sido vice-prefeito de Rio Formoso e depois fora eleito prefeito, mas optou por presidir a Celpe e na gestão de Roberto Magalhães foi secretário de Transporte entre 1982 e 1985.
Franco favorito, Arraes, então com 70 anos de idade, era tido como o novo, foi o candidato dos jovens e da esquerda na época, enquanto Múcio era tido como o candidato dos velhos. Essa inversão de valores mostrava o quanto Miguel Arraes era uma figura icônica e porquê ele cravou seu nome na história de Pernambuco.
Leia maisA campanha, de alto nível, vale salientar, não teve muitas surpresas para o governo, uma vez que Arraes confirmou seu favoritismo, enquanto Múcio entrou para a história como o derrotado mais vitorioso da história de Pernambuco. A partir dali, ele viria a ser cinco vezes deputado federal, ministro das Relações Institucionais de Lula, presidente do Tribunal de Contas da União e agora ministro da Defesa.
Engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, José Múcio cumpriu mandatos eletivos como prefeito de Rio Formoso (1982 a 1983) e deputado federal (1991 a 2011). Entre as principais atividades parlamentares, foi presidente nacional do PFL (1992 a 1993); líder do PTB na Câmara dos Deputados; e líder do Governo, de 7 de março de 2007 a 30 de novembro de 2007.
Na carreira pública, ele foi presidente da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), secretário dos Transportes, Comunicações e Energia do Estado de Pernambuco, secretário municipal de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente de Recife, ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, ministro do Tribunal de Contas da União e presidente do TCU.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Leia menos
O espetáculo “Compasso da Mudança – Cultura Brasileira em Formação e Ação” celebra os 25 anos do Instituto Reciclando Sons, que, desde 2001, ensina formação musical em iniciativas de educação, cultura e inclusão social para crianças, jovens e adultos, na Cidade Estrutural, a 16 km de Brasília, no Distrito Federal.
A apresentação vai acontecer no dia 10 de setembro, uma quinta-feira, a partir das 19h, no auditório da Casa Thomas Jefferson, na 606 Norte. A produção musical é de Bruno Efe. A produção artística é da maestra e regente Rejane Pacheco, fundadora do Reciclando. O ingresso, solidário, será um par de tênis – calçados que serão doados aos estudantes em formação musical do Reciclando. A apresentação do concerto ficará a cargo da jornalista Kátia Cubel, que é voluntária no Reciclando Sons.
Leia maisA apresentação irá contar com a orquestra Amigos do Reciclando, banda, vozes, coral e a orquestra infantil Compasso da Mudança. No repertório, clássicos do cancioneiro brasileiro, como: Asa Branca, de Luiz Gonzaga; Anunciação, de Alceu Valença; O Show Tem que Continuar, de Arlindo Cruz; Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros; Aqui é o Meu País, de Ivan Lins; Céu de Santo Amaro, letra de Flavio Venturini sobre música de Bach.
Haverá três participações especiais durante o show: a cantora Ana Lélia, Jonathas Pingo e Banda, fruto da parceria com Girassol Studio. O espetáculo acontecerá graças a recursos do programa de Fomento 008/2025, da Funarte.
Leia menos
A Câmara dos Deputados aprovou, hoje, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), de 49 anos, para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele foi aprovado com o placar de 404 votos favoráveis a 61. Indicação será promulgada pelo Congresso.
O nome de Pacheco havia sido aprovado também pelo Senado nessa terça-feira (1), em uma votação relâmpago, aprovada direto pelo plenário da Casa, sem análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O nome de Pacheco foi apadrinhado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que acelerou o processo para sua aprovação após a abertura de uma vaga após a saída antecipada do ministro Bruno Dantas.
Dantas renunciou ao cargo nesta segunda (31) em ofício enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho. Ele permanece na função até o fim da semana. Alcolumbre defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitado pelo Senado. Após a derrota do indicado, Lula se afastou politicamente de Alcolumbre por considerar que o presidente do Senado atuou para inviabilizar a aprovação de Messias. Recentemente, porém, os dois retomaram o diálogo.
A aproximação ocorre em um momento em que o governo busca apoio para avançar com pautas consideradas prioritárias no Congresso durante o ano eleitoral, entre elas as propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam do fim da escala 6×1 e da segurança pública, além da medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas.
Relator da indicação, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que Pacheco está apto, “portanto, a exercer não apenas o posto de Ministro do Tribunal de Contas da União, mas qualquer cargo no cume da cordilheira estatal que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia”.
“O equilíbrio e moderação nata e notórias de Rodrigo Pacheco permitirão que o momento em que tantas inquietudes passam o país, ele será aberto ao diálogo, equilíbrio e moderação tão necessárias aos dias de hoje”, prosseguiu o relator.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O ministro André Mendonça quer que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marque uma audiência aberta para debater os novos elementos da investigação sobre o caso Master que envolvem diretamente o ministro Alexandre de Moraes. Se Fachin marcar essa audiência, será a maior lavação da roupa suja da história do poder Judiciário na história da República brasileira.
Em sua defesa, Moraes poderá dizer que não agiu para evitar que tal investigação prosseguisse e levasse mesmo o dono do Master, Daniel Vorcaro, à prisão. Mas terá, porém, que explicar por que razão Vorcaro insistentemente lhe pedia para interferir nisso, para “bloquear a maldade e sacanagem” contra ele. Mais do que isso, por que foi o último a revisar o contrato de Vorcaro com o escritório de sua esposa, Viviane Barci, que recebia depósitos mensais de R$ 3,4 milhões.
Leia maisMoraes ainda terá que explicar por que, após um pagamento de R$ 3,4 milhões para Viviane, há uma mensagem do ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro Fábio Faria dizendo: “O careca não pode esperar”. As 218 páginas da Pet 16662, que Mendonça tornou públicas na terça-feira e que detalham o que a Polícia Federal encontrou de conversas com Alexandre de Moraes no celular de Vorcaro parecem demonstrar que o banqueiro contava mesmo com a intervenção do ministro.
No mesmo dia em que foi preso pela primeira vez, 17/09/2025, Vorcaro mandou uma mensagem para Moraes. Não se sabe o que o ministro respondeu porque ele ativou exclusão automática das mensagens. Mas Vorcaro parecia saber que algo aconteceria e pede a Moraes: “É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém do banco fazer uma sacanagem, que aí vai tudo pro saco”. Andrei e Paulo seriam o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Um dos pontos importantes a se verificar nos próximos dias será o abandono dos corpos aliados pelo caminho. A oposição ligada a Flávio Bolsonaro apertou forte o acelerador. Lembrará que Fábio Faria, que cobra que “o careca não pode esperar”, foi ministro de Jair Bolsonaro? Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá segurar um ministro do STF que não indicou?
Também na mesma linha de possíveis corpos abandonados pelo caminho, a grande incógnita no momento é como se comportará Edson Fachin e os demais ministros do Supremo. Quando o caso Master apontou as baterias para Dias Toffoli, foi ele quem articulou a saída negociada pela qual Toffoli deixu a relatoria do caso Master.
Ao agir assim, jogou o Master no colo de Mendonça. O que poderá fazer agora? Há saída negociada diante da quantidade de evidências apontadas na relação de Vorcaro com Moraes? Fará a tal sessão pública que deseja Mendonça? Havia até quem especulasse o contrário: a retirada de Mendonça da relatoria, o que parece muito improvável.
Uma saída de Mendonça poderia ser dar diante do argumento de que ele estaria politizando a investigação, ao soltar informações aos poucos e constranger Moraes. Difícil é sustentar uma argumentação nessa linha. Politizar não seria tentar evitar que tal investigação avançasse? Não foi o que se acusou Toffoli de fazer?
Um ponto, no entanto, que a investigação precisa avançar é quanto a que consequências efetivamente Vorcaro conseguiu obter a seu favor com a rede de proteção que teria comprado. Ele tinha gente dentro do Banco Central, mas não evitou a intervenção do banco. Tinha gente no Judicário, mas não evitou o processo contra ele e sua prisão.
O que, porém, as 218 páginas da Pet 16662 escancaram é como se opera a promiscuidade da troca de favores entre quem tem interesses e as autoridades. Discutia-se a possibilidade de levar o filho de Paulo Gonet, Pedro Gonet, com tudo pago para uma viagem a Londres para um seminário sobre o poder Judiciário. Iriam também advogados.
As mensagens chegam a falar do pagamento do leasing de um jatinho para Viviane Barci, além do dinheiro do contrato que seu escritório fechou com Vorcaro. Há algum tempo, Fachin propôs um código de ética para os ministros. Foi duramente rechaçado. Somente Cármen Lúcia ficou do seu lado. Algo precisa ser imediatamente rediscutido.
Leia menos
No próximo domingo, terá início o Circuito Gastronômico, promovido pela Prefeitura do Brejo da Madre de Deus, através da Sala do Empreendedor, como parte da programação do Festival do Morango, que acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de setembro.
Ao todo, participarão do circuito 12 estabelecimentos do setor gastronômico de Brejo sede e do distrito Fazenda Nova, que terão a oportunidade de desenvolver e aperfeiçoar pratos exclusivos à base de morango, com acompanhamento de chefs do Instituto César Santos. A programação inclui orientações sobre técnicas gastronômicas, criatividade, apresentação dos pratos e utilização de ingredientes locais.
O circuito será realizado entre os dias 06 e 20 de setembro, com encerramento e premiação no dia 20/09 em um evento realizado em praça pública (Praça Bom Conselho) as 16hrs.
FolhaPE
Rodoviários da Região Metropolitana do Recife (RMR) fazem um protesto, na manhã de hoje, em frente ao Classic Hall, avenida Agamenon Magalhães, no bairro de Salgadinho, em Olinda. O ato é feito em solidariedade ao motorista Ednaldo Batista, que sofreu queimaduras após ser feito de refém em um incêndio a ônibus no Terminal de Jardim Brasil I. O episódio é o terceiro de violência a rodoviários na região em menos de um mês.
No momento, apenas uma faixa está liberada para a circulação de veículos na via, o que causou um congestionamento de veículos. De acordo com o Sindicato de Rodoviários de Pernambuco (Sintro-PE), o trabalhador chegava ao local na linha Jardim Brasil/Joana Bezerra para iniciar seu trabalho quando foi surpreendido por quatro criminosos, que estava em motos. Os homens chegaram a atear fogo ao coletivo, com o rodoviário dentro.
Leia maisAinda de acordo com o sindicato, o motorista sofreu queimaduras na região da cabeça e em alguns pontos do cabelo. Ele foi socorrido para o Hospital Ariano Suassuna, da rede Hapvida, localizado na Ilha do Leite, área central da capital. Após o atendimento, Ednaldo foi encaminhado para a psicóloga da empresa e ficará afastado de suas atividades durante o restante do dia.
“A violência está de uma forma que a gente já perdeu de ver todos os dias. E amanhã, será que a gente vai estar enterrando o motorista? Porque não é o patrimônio, o patrimônio se substitui, mas a vida, a questão da saúde mental, ele [Ednaldo] falou comigo e disse que não quer mais voltar a trabalhar por conta da violência. Não se sente mais seguro. Vocês têm acompanhado aí no dia a dia que é agressão [com os motoristas] todos os dias”, declarou Roberto Carlos Torres, presidente do Sintro-PE.
Tudo teria acontecido após uma tentativa de assalto dos criminosos no terminal, segundo relatos obtidos pelo secretário. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). Por meio de nota, a corporação informou que está investigando o caso. “Foi instaurado inquérito policial para apurar todos os fatos”, completou.
Terminal interditado
Revoltados com o caso e solidarizados com a situação do companheiro de trabalho, a categoria se mobilizou e recolheu todos os ônibus do Terminal de Jardim Brasil I.
“Tiramos todos os ônibus que atendem Jardim Brasil I e II. No momento, nenhum vai operar hoje no terminal. A gente vai ver o que fazer a partir daí. A gente está aqui dando assistência e cobrando os órgãos de segurança pública que alguma atitude seja tomada para parar com essa onda de violência”, afirmou o secretário geral do sindicato, Carlos Medeiros.
A Folha de Pernambuco também buscou a Urbana-PE, responsável por gerir as operadoras de ônibus na região. Por meio de nota, a empresa Caxangá informou que o motorista “passa bem” e “não havia passageiros no ônibus no momento da abordagem”.
“A Empresa Caxangá informa ainda que disponibilizou às autoridades competentes todas as informações disponíveis sobre a ocorrência, incluindo as imagens registradas pelas câmeras de segurança do coletivo, e está colaborando com as investigações”, completou.
O Grande Recife Consórcio de Transportes (CTM) também repudiou o crime. “A Secretaria de Defesa Social (SDS) foi acionada e contará com todo o apoio do Grande Recife para que os responsáveis sejam identificados e respondam judicialmente por seus atos. O GRCTM reforça que qualquer ato de violência contra motoristas compromete a operação do transporte público, afetando diretamente os passageiros que dependem diariamente do serviço”.
Três casos de violência a rodoviários em menos de um mês
Este foi o terceiro caso de violência a rodoviários com grande repercusão em menos de um mês na RMR. O primeiro foi em 12 de agosto, quando um rodoviário foi agredido e ameaçado de morte em uma discussão de trânsito enquanto operava a linha de ônibus próxima ao Terminal de Barra de Jangada, no bairro do Curado V, em Jaboatão dos Guararapes.
O crime foi gravado por câmeras de segurança do próprio veículo. Nas imagens, é possível ver o momento em que o motorista vai até a porta do ônibus e fica de frente para o agressor, que chega proferindo xingamentos e ameaças.
“Tu quer levar um tiro aqui, filho da p***? Tu vai pagar essa p**** desse retrovisor”, diz o homem, ao acusar o rodoviário de ter atingido o seu carro. O trabalhador, por outro lado, afirma que estava descendo a ladeira e não o viu ali.
O segundo caso foi em 26 de agosto, quando um motorista de ônibus de 49 anos teve traumatismo craniano leve após ser espancado por um grupo de seis homens no Terminal de Pau Amarelo, em Paulista.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, o secretário geral do Sindicato dos Rodoviários (Sintro-PE), Carlos Medeiros, afirmou que tudo começou em uma discussão de trânsito. Um motociclista alegou que o motorista de ônibus havia dado uma “trancada” nele com o veículo.
Leia menos