O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já foi alertado, por interlocutores no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, que a eventual escolha de um economista heterodoxo e “antiamercado” para a diretoria de política monetária do Banco Central pode ficar travada no Senado.
A vaga será aberta nesta semana, com o fim do mandato do diretor Bruno Serra no BC, que expira na terça-feira (28). Ele pode continuar no cargo até a indicação de seu sucessor e avalia até mesmo participar da próxima reunião do Copom, o comitê do BC que decide a taxa básica de juros, marcada para os dias 21 e 22 de março.
Lula ainda não revelou a aliados quem pretende indicar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, passaram a semana juntos na Índia, em reunião do G-20, e a expectativa no governo é que eles levem para Lula um nome de consenso para a sucessão de Bruno Serra. As informações são da CNN Brasil.
A aposta, no Planalto, é que Haddad e Campos Neto entreguem ao presidente uma sugestão de economista com bom trânsito no mercado financeiro e que reconheça a importância do ajuste fiscal para a a queda sustentável da taxa de juros.
No PT, a preferência é pela escolha de um nome que não siga a cartilha do mercado financeiro. Alguém na linha do economista André Lara Resende, que tem minimizado o risco fiscal e defendido uma redução mais agressiva da Selic, teria apoio imediato no partido.
No entanto, auxiliares diretos de Lula e seus aliados no Congresso já o alertaram para a sensibilidade política da indicação. Se esse for o perfil, eles avisam que o nome poderá ficar parado semanas ou meses na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, responsável pela sabatina.
Na prática, ninguém acredita na possibilidade de rejeição do indicado. Mas há chance de que um economista considerado “antiamercado” seja travado, sem uma data para a sabatina, gerando desgaste prolongado para o governo.
Uma fonte lembrou à CNN que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem ótima relação com Campos Neto e certamente o ouvirá sobre a indicação. O presidente da CAE, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), é de oposição e terá papel-chave no processo de análise do futuro indicado.
Com o Senado exercendo esse papel, assessores diretos de Lula acreditam que ele não comprará uma briga política e tomará cuidado para evitar que a indicação gere repercussões negativas no mercado.
De acordo com o último boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC, a previsão de crescimento do PIB é de apenas 0,80% para 2023. No governo, o temor é de que uma crise de crédito no varejo — na esteira do escândalo contábil da Americanas — leve esse número para perto de zero.
Medidas de aceleração da economia — a isenção de Imposto de Renda para até dois salários mínimos, um reajuste adicional do salário mínimo para R$ 1.320 e o relançamento do Minha Casa Minha Vida — foram anunciadas recentemente. Um programa de refinanciamento das dívidas de milhões de consumidores, o Desenrola, será lançado nas próximas semanas.
Por isso, no entorno mais próximo de Lula, há preocupação com a escolha do nome para o BC e um receio de evitar a indicação de economista considerado “antimercado”, que gere reações negativas dos investidores e turbulências no dólar ou na Bolsa.
Além da vaga de Bruno Serra, vai ser aberto o posto de diretor de fiscalização, cujo mandato também termina na terça-feira (28). Para essa diretoria, que funciona como uma espécie de auditor ou controlador do sistema financeiro, a escolha é tradicionalmente por servidores do próprio do BC que tenham experiência na área.
Ao alcançar, em apenas 30 dias, 10 milhões de contas, o Instagram deste blog, com mais de 105 mil seguidores, reflete, mais uma vez, o sucesso do espaço de política mais lido no Nordeste, um dos mais acessados no País.
Hoje, atingimos exatamente 10,1 milhões de contas alcançadas em apenas um mês, um feito e tanto, que nos consolida como um dos maiores veículos de comunicação do País. Os números reforçam a força do Blog no ambiente das mídias digitais e comprovam que o nosso Instagram é uma plataforma confiável, com grande capacidade de impacto, visibilidade e influência.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai continuar “se metendo” nos países da América Latina depois da operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro, no último sábado (3). As informações são do portal G1.
Mas as ações de Trump não serão iguais para todos porque cada país tem um peso global e uma conjuntura interna diferentes. A avaliação é de Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.
Em entrevista à BBC News Brasil, o professor diz que “Trump quer criar uma colônia econômica na Venezuela”, com foco na extração de petróleo por empresas dos Estados Unidos.
“Os Estados Unidos querem transformar a Venezuela em um país dependente do próprio Estados Unidos, através do petróleo venezuelano. Tudo indica que, para Trump, não importa o regime que esteja lá na Venezuela. Ou seja, a ditadura chavista pode continuar mudando apenas de nome, e com o mesmo sofrimento do povo venezuelano”, diz Langer, que foi diretor do Centro Latino-Americano da Universidade de Georgetown e é casado com uma venezuelana.
O especialista avalia que a operação americana que deteve Maduro contou com o apoio de integrantes da cúpula do chavismo, como Delcy Rodríguez, vice-presidente do país nomeada presidente interina da Venezuela.
“Acho que Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello [um dos quadros fortes do chavismo] fizeram um acordo e traíram Maduro…para ficar com o poder”, afirmou à BBC News Brasil.
Em contrapartida, Rodríguez teria sido apoiada por Washington em detrimento de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana. “[Trump] não quer a María Corina porque ela não é tão manipulável como Delcy Rodríguez apesar de, claramente, María Corina também querer abrir o mercado para empresas de petróleo de fora”, avalia o professor.
Langer também acredita que Trump passará a pressionar o México para que não ajude Cuba, porque seu objetivo é “estrangular ainda mais” a economia cubana.
Segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos quer dominar todo “o hemisfério americano” e buscará influenciar as eleições presidenciais brasileiras neste ano.
“Mas vai acabar prejudicando a direita porque o nacionalismo falará mais forte”, pontua. “O Brasil é o grande contrapeso” contra as investidas de Trump, acrescenta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não desistiu de tentar intermediar um entendimento entre os Estados Unidos e a Venezuela, mesmo depois da invasão do país e do sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Lula instruiu o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a informar a seus pares na Venezuela que ele não só reconhece a vice-presidente Delcy Rodríguez como mandatária legítima do país, na ausência de Maduro, como coloca o Brasil à disposição para ajudá-la durante a crise. Tanto materialmente, como diplomaticamente.
O governo brasileiro gostou, dos termos da mensagem publicada por Delcy nas redes sociais em que ela propôs uma “agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado” a ser acertada de comum acordo entre os EUA e a Venezuela.
Em seus discursos, Delcy não deixou de condenar a “agressão” dos EUA a seu país e reafirmar que considera Maduro o presidente da República. Essa postura de busca de entendimento ao mesmo tempo que condena publicamente a invasão do país e “o sequestro” do presidente tem sido apontada como contraditória por alguns analistas políticos.
Mas, para o governo brasileiro, é uma posição “absolutamente correta” e que deve ser perseguida pela presidente interina. Nesse sentido, Lula se coloca à disposição para intermediar a aproximação, sabendo que não lhe cabe um papel de protagonismo nessa história.
Lula sabe que a oposição irá tentar criticá-lo, dizer que está querendo protagonizar uma solução sem poderes para isso.
De qualquer maneira, o presidente também instruiu o chanceler Mauro Vieira a comunicar aos diplomatas norte-americanos que o Brasil defende a “manutenção e até ampliação” dos canais de diálogo entre o presidente Donald Trump e Delcy Rodríguez.
Por esse motivo, embora critique a invasão, o presidente brasileiro tem evitado fazer críticas diretas ao presidente dos Estados Unidos e, mesmo, a citar o nome de Donald Trump nas manifestações públicas.
Lula se vê numa situação muito semelhante à de Delcy: não concorda com as posições, nem as atitudes de Trump, mas tem que manter algum espaço de diálogo.
Ou seja: Donald Trump é um dado de realidade e a força de seu país, os EUA, não pode ser ignorada, embora seja necessário rechaçar atos de agressão.
A expectativa da diplomacia brasileira é que, de alguma forma, Trump acene com algum tipo de recuo. A avaliação é de que este tem sido o comportamento do presidente norte-americanos em diversas situações, como no tarifaço.
Primeiro ele apresentou taxas estratosféricas, inexequíveis, mas depois acabou negociando caso a caso com praticamente todos os países. Agora Trump está na primeira fase, a de falar grosso. Depois de algum tempo, ele deve negociar.
Não cabe a Delcy, neste momento, se ajoelhar. Ela tem que se manter dura, “pero sin perder la ternura”, como diria Che Guevara.
Por mais que a bancada do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) esteja unida e mobilizada e, hoje, em 2026, seja maioria, o clima na Casa para a gestão de Raquel Lyra (PSD) continua muito ruim, o que é péssimo para a administração e atrapalha a caminhada dela à reeleição.
Mesmo que grande parte dos parlamentares governistas preze pelo diálogo — e o faça principalmente na pessoa da deputada Socorro Pimentel (UB), líder do grupo, que tem uma forma conciliadora, pacífica e até doce de conduzir as coisas —, faltou esse diálogo lá atrás, nos primeiros anos da gestão de Raquel.
A maneira como a governadora tratou a política no início de seu governo vem lhe rendendo dor de cabeça até agora e promete não lhe dar sossego até o último dia de sua gestão. Raquel, embora seja oriunda da política (ex-deputada, ex-prefeita, filha de ex-governador), quis passar como antipolítica.
Desprezou aliados que estiveram junto dela durante sua campanha e foram fundamentais para a vitória. Formou um secretariado extremamente técnico e tratou a Alepe de cima para baixo. Entre outras coisas, faltaram à governadora humildade, pragmatismo, flexibilidade e uma certa dose de leveza na condução das relações políticas. Um pouco de maleabilidade não significaria que Raquel deixaria de ser firme.
Outro caminho foi escolhido. Agora, no último ano de seu primeiro mandato, enfrenta dificuldades para aprovar nada menos do que o orçamento do Estado para 2026 na Alepe. Uma grande curiosidade: o que Raquel e seus conselheiros políticos achavam que aconteceria com os aliados a quem ela desprezou?
Teriam acreditado que eles desistiriam da política? Raquel não sabia que não existe vácuo? Era óbvio que cairiam nos braços dos adversários, como fizeram Álvaro Porto (PSDB) e Miguel Coelho (UB), capturados por João Campos (PSB) com o “profissionalismo político” do PSB, velho conhecido de Pernambuco.
Da aliança política, formou-se a amizade. Da junção entre amizade e aliança, consolidou-se o apoio público de Álvaro à candidatura de João, principal adversário de Raquel, ficando a governadora com um presidente hostil no Poder Legislativo para encarar os meses que antecedem as eleições.
Um presidente alinhado ao Palácio evitaria boa parte dos problemas de Raquel nessa reta final, mas Raquel achou que era rainha e não governadora. Se confiou no poder da caneta. Lições que ficam não só para a governadora, caso seja reeleita, mas para todos aqueles e aquelas que almejam um cargo de liderança no Poder Executivo, em todas as esferas: não se governa sozinha nem sozinho.
LOA – A líder do governo, Socorro Pimentel (UB), questionou, ontem (5), se seria necessário acionar a Justiça para garantir a tramitação de projetos do Executivo na Alepe. A declaração foi dada na abertura da sessão do período extraordinário. “Eu vim perguntar se vai ser preciso uma intervenção judicial para que esta Casa siga a Constituição, o regimento e as leis”, afirmou a deputada. Socorro também relembrou que o governo já precisou acionar a Justiça para resolver o impasse da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Duas versões – Com duas versões em vigor, uma da Assembleia e outra do governo, o Executivo judicializou e ganhou uma liminar, no dia 30 de dezembro de 2025. A decisão foi proferida pelo desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e definiu que a lei orçamentária válida era a sancionada pela governadora Raquel Lyra (PSD). Mas é justamente por isso que a LOA está sob análise da Procuradoria da Alepe. Álvaro Porto argumentou que, com a matéria judicializada, precisava de um parecer sobre o rito de votação do texto no período extraordinário.
Alinhados – Presidente em exercício da Casa, o deputado Rodrigo Farias (PSB) defendeu a necessidade dos pareceres da Procuradoria tanto para a LOA quanto para o projeto que remaneja de forma excepcional recursos do TJPE para o governo. Segundo ele, os projetos seguirão a tramitação normal após o aval. “Assim que saírem da Procuradoria (os pareceres), os presidentes das comissões irão convocar as reuniões das comissões. Os prazos vão ser cumpridos dentro da Constituição”, garantiu. Na mesma linha, o deputado Diogo Moraes (PSDB) rebateu a acusação do governo de que haveria uma tentativa de “travar” o Executivo. “Ninguém está querendo travar (o governo). Em diversos momentos dentro dessa legislatura, se não fosse a oposição presente em Plenário, nenhum grande projeto do governo passava”, lembrou.
Tom de campanha – O prefeito do Recife, João Campos (PSB), participou de ato político no município de Pedra, no Agreste, ontem (5), e discursou em tom de campanha. “Se tem alguém animado com o ano de 2026 é esse time aqui”, garantiu. O gestor mostrou estar com o pé no chão em relação à disputa, postura acertada, porque não se deve subestimar uma adversária como Raquel Lyra, sobretudo estando com a máquina na mão. João disse que o seu grupo vai andar o Estado com “humildade” e “sem salto alto”. “Deus nos deu dois pés. Um para calçar a sandália da humildade e outro para meter o pé no acelerador”, destacou, acrescentando: “vem um tempo bom” para o Estado “em que o povo vai ser respeitado e a política não vai ser de perseguição”. As informações são do Blog da Folha.
A vaga de Lewandowski – O presidente Lula (PT) busca um substituto para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, depois que ele manifestou vontade de deixar o governo. Os dois se reuniram no Palácio do Planalto no dia 23 de dezembro, quando Lewandowski sinalizou que sua missão foi cumprida e que era hora de o ciclo se encerrar. Lula pediu que ele permaneça até encontrar um novo nome. As informações são da CNN. Embora o ministro não tenha a intenção de disputar cargo político, sua ideia é aproveitar a “leva de saídas” da Esplanada que deve ocorrer até abril, por conta do prazo para a desincompatibilização eleitoral.
CURTAS
Para não esquecer – O PT publicou, ontem (5), vídeo do presidente Lula convocando a militância para ir às ruas, nesta quinta-feira (8), em um ato em memória dos ataques golpistas de 2023. Há três anos, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não aceitaram o resultado da eleição e invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Mais um apoio a Dueire – O prefeito de Pombos, Elias Meu Fii (MDB), formalizou seu apoio à reeleição do senador Fernando Dueire (MDB), destacando a atuação municipalista do parlamentar e o compromisso com os municípios. Segundo o gestor, Dueire tem sido um aliado presente das cidades, tanto no diálogo direto com as prefeituras quanto no trabalho em Brasília.
IPTU 2026 – A Secretaria de Finanças do Recife divulgou o calendário de pagamento do IPTU 2026 e os 362.538 boletos lançados já estão disponíveis para os contribuintes no Portal Recife em Dia (recifeemdia.recife.pe.gov.br) e na plataforma Conecta Recife. O vencimento da cota única ou da primeira parcela é no dia 10 de fevereiro e o parcelamento continua em dez vezes, sempre no dia 10 de cada mês. A distribuição dos boletos físicos nos imóveis permanece.
Perguntar não ofende: A bancada governista da Alepe vai conseguir reverter os atropelos políticos dos anos iniciais da gestão de Raquel Lyra?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (5) que os norte-americanos não estão em guerra com a Venezuela. À emissora americana NBC News, ele também descartou a realização de eleições no país dentro de 30 dias.
Trump afirmou que os Estados Unidos estão em conflito com traficantes, e não necessariamente com a Venezuela. Ele voltou a dizer que outros países estariam enviando criminosos e dependentes químicos para território norte-americano. As informações são do g1.
Ao ser questionado sobre uma possível transição de poder na Venezuela, o presidente disse que o país precisará ser “consertado” antes da realização de novas eleições. Segundo ele, não há condições de organizar um pleito neste momento.
“Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”, afirmou.
Enquanto isso, Trump disse que um grupo de autoridades irá supervisionar o governo da Venezuela. Segundo ele, entre os integrantes da equipe estarão: o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller; e o vice-presidente, JD Vance.
No entanto, segundo o presidente, ele terá a palavra final sobre todas as decisões.
Cooperação
Ainda na entrevista, Trump disse que a presidente interina Delcy Rodríguez está colaborando com as autoridades americanas. O contato está sendo feito por meio de Marco Rubio. “A relação entre eles tem sido muito forte”, afirmou.
O presidente voltou a afirmar que poderia realizar uma nova ação militar contra a Venezuela caso Delcy deixe de cooperar com os Estados Unidos.
Questionado se houve algum acordo com autoridades venezuelanas para retirar Maduro do poder, Trump disse que “muita gente queria fazer um acordo”, mas afirmou que os Estados Unidos decidiram agir “desta forma”, sem o apoio do círculo mais próximo do então presidente.
Com a deposição de Maduro, Delcy assumiu a liderança na Venezuela. Até então, ela era vice-presidente. A decisão foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça do país logo após Maduro ser retirado do poder pelos Estados Unidos.
Segundo o texto da decisão, Rodríguez assume a função para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
Além da decisão judicial, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram Rodríguez como presidente interina no domingo (4). Em pronunciamento em rede nacional, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, apoiou a determinação de mantê-la no cargo por 90 dias.
A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) anunciou uma manifestação nesta quinta-feira (8) no Centro do Recife. A atividade consiste de uma panfletagem seguida de ato político programada para ás 15h, na esquina da Rua 7 de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista.
O ato relembra os ataques de 8 de janeiro quando as sedes dos Três Poderes em Brasília foram invadidas e depredadas numa tentativa de romper a ordem democrática e desrespeitar o resultado das eleições. O momento também será de protesto contra a Lei da Dosimetria aprovada no Congresso Nacional. As informações são do Blog da Folha.
“O que aconteceu foi uma tentativa de golpe contra a vontade do povo brasileiro. Foi crime. Defender a democracia é dizer com firmeza: sem anistia para golpistas”, afirmou o presidente estadual do PT, Carlos Veras.
O presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha, destacou que a defesa da democracia está diretamente ligada à defesa dos direitos da classe trabalhadora.
“Sem democracia não há direitos, não há liberdade sindical e não há justiça social. Por isso, a CUT está nas ruas para dizer que o povo precisa ser respeitado e que a democracia se defende com mobilização popular”, ressaltou.
A Academia de Cinema dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (5), que o filme brasileiro O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura, está entre os outros 14 longas que avançaram para a próxima fase de votação na corrida pelo Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional.
De acordo com a Academia, outros filmes de diversas nacionalidades seguem na disputa. Entre eles, estão outros projetos sul-americanos, europeus, asiáticos e africanos. Os resultados finais serão divulgados no dia 22 de janeiro, uma quinta-feira. As informações são do Correio Braziliense.
Moradores do Residencial Maria de Fátima, em Arcoverde, realizaram uma manifestação no fim da tarde desta segunda-feira (5) para protestar contra a falta de abastecimento de água na localidade. O ato incluiu a queima de pneus e a interdição de um trecho da PE-270. Segundo relatos da comunidade, o residencial está há mais de dois meses sem água nas torneiras, apesar da continuidade da cobrança das contas pela Compesa, afetando cerca de 900 famílias em um conjunto com aproximadamente mil casas.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a atuação de policiais militares do 3º Batalhão da Polícia Militar durante a manifestação. Nas imagens, moradores questionam a abordagem adotada pelos agentes e denunciam truculência, incluindo a condução de uma mulher e de um idoso para o camburão. “Assim vão levar todo mundo. A gente sofre sem água pra nossos filhos e familiares e o tratamento é esse”, disse uma representante da comunidade em meio à ação.
Até o momento, a Polícia Militar de Pernambuco não se manifestou oficialmente sobre as denúncias feitas pelos moradores. Durante o protesto, o Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas e retirar os materiais da pista, liberando o tráfego. Um adolescente foi apreendido e o presidente da associação do bairro, Rafael Alves, conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Com informações do Blog do Nill Júnior e da Rádio Itapuama FM 92,7.
Na corrida para consolidar seu nome nas eleições de 2026, o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos (PSB), participou de ato político no município de Pedra, no Agreste de Pernambuco, nesta segunda-feira (5).
Em seu discurso, João Campos mandou uma série de recados, ao revelar estar com o time animado e unido para 2026. “Se tem alguém animado com o ano de 2026 é esse time aqui”, garantiu.
Em uma analogia com a disputa eleitoral deste ano, o gestor disse que o seu grupo vai andar o estado com “humildade” e “sem salto alto”. “Deus nos deu dois pés. Um para calçar a sandália da humildade e outro para meter o pé no acelerador”, destacou.
Em um recado com tom mais duro, o gestor afirmou que “vem um tempo bom” para o Estado “em que o povo vai ser respeitado e a política não vai ser de perseguição”.
A embaixadora do Brasil na Venezuela, Glivânia Maria de Oliveira, compareceu à posse de Delcy Rodríguez como presidente interina do país nesta segunda-feira (5). A cerimônia ocorreu na Assembleia Nacional do país.
Fontes do governo ouvidas pela CNN confirmaram a ida de Gilvânia Maria de Oliveira ao evento, mas ressaltaram que a presença de representantes da diplomacia brasileira em posses presidenciais é procedimento comum. As informações são da CNN.
Durante a cerimônia, Rodríguez afirmou que assume o cargo com “dor, mas com honra”. No sábado (3), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, por ligação telefônica, com Delcy Rodríguez. A ligação ocorreu no sábado (3) pela manhã, pouco antes da reunião de emergência realizada no Itamaraty, e foi breve.
Desde 5 de dezembro, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou sua disposição de disputar a Presidência da República, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), até então o nome favorito do Centrão e de parte do mercado financeiro para a corrida ao Planalto, tem mantido certa distância da pré-campanha do filho do ex-presidente.
Embora tenha dito mais de uma vez que vai apoiar a empreitada de Flávio, sobretudo após questionamentos de jornalistas, Tarcísio não citou o senador em nenhuma das 42 postagens que fez no Instagram no período. Entre os temas preferidos pelo governador na rede estão entregas de moradias e obras, mesmo que parciais, como um trecho do Rodoanel Norte. Outros assuntos, como infraestrutura (14 postagens) e segurança (dez), também receberam menções, inclusive durante seu período de férias, que começou em 26 de dezembro e vai até 11 de janeiro. As informações são do jornal O GLOBO.
Segundo aliados de Tarcísio, após Jair Bolsonaro dar o aval para Flávio disputar a presidência, o senador ligou para o governador para contar a decisão, e depois chegou a telefonar outras vezes para o aliado. Ainda de acordo com pessoas próximas, Tarcísio está disposto a “ajudar no que for preciso”, conforme for acionado pelo cabeça da chapa. Para esses interlocutores, o governador tem visto com bons olhos as visitas de Flávio a lideranças da Faria Lima, embora não tenha ajudado a articular os encontros. Ao GLOBO, o presidente de um partido do Centrão afirma que quando a “campanha esquentar”, Tarcísio vai se engajar na empreitada eleitoral de Flávio.
A falta de empenho do governador na pré-campanha, porém, já provoca a reação de aliados bolsonaristas na Alesp. Há três semanas, durante as últimas sessões do ano, o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) disse que o governador deveria até assinar um documento assegurando o apoio a Flávio.
— O meu pré-candidato à presidência se chama Flávio Bolsonaro. Eu gostaria também que o governador fosse mais claro nas suas posições. Ele deu apoio público ao Flávio, mas eu gostaria, inclusive, que se possível ele assinasse um compromisso que aqui em São Paulo o senador Flávio Bolsonaro terá o maior palanque que qualquer presidenciável já viu — defendeu Diniz.
Na mesma semana, dias após Flávio fazer o anúncio da pré-candidatura, Tarcísio chegou a manifestar apoio ao senador, mas sinalizou que haveria outras candidaturas no campo conservador e, nos dias subsequentes, não fez mais referências ao assunto.
— Flávio tem uma grande responsabilidade. A partir de agora ele se junta a outros grandes nomes da oposição que já colocaram os seus nomes à disposição — disse Tarcísio na ocasião, em discurso visto como insuficiente por lideranças paulistas.
Responsável por organizar encontros entre o pré-candidato a presidente e a Faria Lima, o empresário Filipe Sabará, ex-secretário de Desenvolvimento Social de João Doria (na prefeitura de SP) e presidente do Fundo Social de São Paulo nos 18 primeiros meses da gestão de Tarcísio, afirma que chegará o momento em que seu ex-chefe vai atuar na campanha do senador fluminense.
– Será muito estranho, para não dizer bizarro, se Tarcísio não entrar de cabeça na campanha do Flávio Bolsonaro. Ele é uma pessoa inteligente, sabe que é quem tem mais a perder se não fizer isso. Sendo assim, acredito que ele deva entrar na campanha o quanto antes. Está de férias, refrescando a cabeça, quando retornar deve fazê-lo – afirma Sabará.
A próxima rodada de reuniões de Flávio com empresários em São Paulo deve ocorrer no dia 15 de janeiro, três dias depois da volta ao trabalho de Tarcísio. Não há, por ora, encontro marcado entre ambos.
O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza, nesta terça-feira (6), reunião extraordinária para analisar “os eventos recentes na República Bolivariana da Venezuela”. Será às 12h (horário de Brasília), na sede da instituição, em Washington, nos Estados Unidos.
A Organização foi criada em 1948 para alcançar nos Estados membros “uma ordem de paz e de justiça, para promover solidariedade, intensificar sua colaboração e defender sua soberania, sua integridade territorial e sua independência”. As informações são da CNN.
Atualmente, a OEA reúne os 35 Estados independentes das Américas e constitui o principal fórum governamental político, jurídico e social do hemisfério. Além disso, a Organização concedeu o estatuto de observador permanente a 70 Estados e à União Europeia.
No sábado (3), o secretário-geral da OEA, Albert Ramchand Ramdin, afirmou, por meio de nota, o objetivo do encontro será garantir que os membros da Organização possam abordar esta situação de forma aberta, coletiva e construtiva.
“Estou acompanhando de perto a rápida evolução da situação na Venezuela. Hoje conversei com diversos governos de Estados-membros da OEA e reconheço tanto a profunda preocupação quanto as diversas perspectivas em todo o Hemisfério”, disse o secretário-geral.
Ramdin destacou que a OEA está pronta para apoiar os esforços voltados para uma desaceleração da escalada do conflito e “uma solução pacífica, democrática e sustentável para o benefício do povo venezuelano”.
“Quaisquer que sejam as circunstâncias, todos os atores devem respeitar integralmente o direito internacional e o marco jurídico interamericano aplicável, incluindo a solução pacífica de controvérsias, o respeito aos direitos humanos e a proteção da vida civil e da infraestrutura crítica”, afirmou