Na edição da Folha de Pernambuco, amanhã, conto os bastidores da escolha do ex-governador Paulo Câmara para presidência do Banco do Nordeste. Depois de séculos gerindo o BN, o Ceará perde o seu controle para Pernambuco pela primeira vez.
Na edição da Folha de Pernambuco, amanhã, conto os bastidores da escolha do ex-governador Paulo Câmara para presidência do Banco do Nordeste. Depois de séculos gerindo o BN, o Ceará perde o seu controle para Pernambuco pela primeira vez.
Da Revista VEJA
A aprovação à maneira como Lula vem governando o país melhorou numericamente na nova pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada neste sábado, 17, a oito dias do segundo turno. O índice passou de 43% na rodada realizada entre 6 e 8 de outubro para 45% no levantamento feito entre os dias 13 e 15. No mesmo período, a desaprovação oscilou de 50% para 48%.
As duas variações estão dentro da margem de erro da pesquisa e, por isso, podem não configurar uma mudança estatisticamente conclusiva. Outros 7% não sabem ou não responderam, mesmo percentual registrado na rodada anterior.
Leia maisO que mudou na avaliação de Lula?
Na rodada anterior, a diferença entre desaprovação e aprovação era de 7 pontos percentuais: 50% desaprovavam e 43% aprovavam a forma como Lula administrava o país. Agora, essa distância numérica caiu para 3 pontos, com 48% de desaprovação e 45% de aprovação.
O próprio relatório apresenta esse indicador como “saldo”, calculado pela diferença entre aprovação e desaprovação. Ele passou de 7 pontos negativos para 3 pontos negativos entre as duas rodadas.
Como os eleitores de Lula avaliam o presidente?
Entre os entrevistados que declaram voto em Lula no segundo turno, 88% aprovam sua maneira de governar, enquanto 7% desaprovam. Outros 6% não sabem ou não responderam. O cruzamento mostra forte associação entre avaliação do governo e intenção de voto nesta reta final da eleição.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral
E o que pensam os eleitores de Flávio Bolsonaro?
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 93% desaprovam a maneira como Lula governa e 4% aprovam. Outros 3% não sabem ou não responderam. A polarização também aparece entre os eleitores que não escolheram diretamente nenhum dos dois candidatos. Entre quem declara voto branco ou nulo, 59% aprovam o governo Lula e 5% desaprovam, enquanto 36% não sabem ou não responderam.
Como a avaliação do governo se relaciona com a disputa eleitoral?
Na mesma pesquisa, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto no cenário estimulado e Lula, com 46%. Branco ou nulo somam 3%, e outros 3% não sabem ou não responderam.
Nos votos válidos, o Ipespe calcula 51,2% para Flávio e 48,8% para Lula. Na rodada anterior, os percentuais eram de 52,7% e 47,3%, respectivamente, também uma oscilação dentro da margem de erro.
A melhora numérica significa uma virada na avaliação?
Não. Os dados mostram uma aproximação numérica entre aprovação e desaprovação, mas as oscilações registradas entre as duas rodadas estão dentro da margem de erro. A leitura correta, portanto, é de melhora numérica da aprovação e recuo numérico da desaprovação, sem afirmar uma mudança consolidada de tendência.
Qual a metodologia da pesquisa?
A pesquisa Ipespe/Abrapel ouviu 1.500 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro. O levantamento foi realizado por telefone e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00223/2026. A margem de erro máxima é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, para resultados próximos de 50%.
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O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), suspendeu a propaganda da campanha de Lula (PT) que associava Flávio Bolsonaro (PL) a milícias.
Decisão atende a um pedido do candidato do PL. A medida alcança uma peça exibida no horário eleitoral gratuito na última terça-feira (13), na TV. Mendonça alegou uso irregular de personagens criados por inteligência artificial para simular depoimentos reais. Em caso de descumprimento, a campanha de Lula poderá ser multada em R$ 10 mil por exibição.
Leia maisA propaganda relacionava relatos de extorsão e violência atribuídos a milicianos a trechos de um pronunciamento de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), em 2007. A peça afirmava que “Flávio não tem nenhuma moral para combater o crime organizado no país porque ele faz parte do crime”. Flávio nega, em entrevistas, ter ligação com o crime organizado. “Eu não defendo milícias, nunca defendi que haja um poder paralelo para extorquir trabalhador”, disse.
Acusação sem provas, alega TSE
Para Mendonça, a peça ultrapassou os limites da crítica política ao atribuir a Flávio Bolsonaro participação no crime organizado sem provas. O ministro afirmou que a sequência de depoimentos, declarações, notícias e opiniões conduzia o eleitor a essa conclusão.
Mendonça declarou que episódios envolvendo pessoas identificadas como integrantes de organizações criminosas não bastam para ligar Flávio ao crime organizado. Ele também citou a reprodução de pronunciamentos antigos e de opiniões jornalísticas.
“A propaganda desenvolve narrativa estruturada mediante a sucessão de depoimentos sobre práticas criminosas atribuídas a milícias, fragmentos de declarações do candidato, notícias jornalísticas e manifestações opinativas, conduzindo o espectador à conclusão de que Flávio Bolsonaro mantém vinculação com essas organizações criminosa”, diz trecho da decisão do ministro André Mendonça.
O ministro observou que o TSE já havia suspendido uma propaganda de Flávio que associava Lula ao crime organizado. “A associação de candidato a organização criminosa, quando desprovida de substrato fático mínimo que a sustente, tem sido considerada apta a ultrapassar os limites da crítica política, caracterizando grave descontextualização”, escreveu Mendonça.
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O ex-presidente José Sarney recebeu alta hoje (17), em São Luís, após passar por uma cirurgia abdominal para tratar uma obstrução intestinal. Aos 96 anos, Sarney deixou o UDI Hospital depois de nove dias internado. Segundo boletim médico divulgado pela unidade, ele teve evolução clínica considerada satisfatória e seguirá em acompanhamento ambulatorial.
Sarney estava internado desde 9 de outubro, quando foi submetido ao procedimento para reverter a obstrução. Ele procurou atendimento após sentir dores abdominais, passou por avaliação clínica e exames de imagem e, depois da cirurgia, ficou um período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As informações são do UOL.
Leia maisNa segunda-feira (12), o ex-presidente deixou a UTI e foi transferido para um quarto. Em uma publicação nas redes sociais, ele escreveu: “A cada dia, me sinto melhor! Já estou no quarto, me recuperando muito bem e, se Deus quiser, logo, logo estarei em casa”.
Histórico recente de internações
Esta foi a terceira internação de Sarney desde setembro. No mês passado, ele ficou três dias no UDI Hospital para tratar uma pneumonia.
Sarney também foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliação e continuidade do tratamento de uma pneumonia bacteriana. Ele recebeu alta da unidade paulista em 30 de setembro.
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Do Brasil de Fato
O Bloco da Vitória reúne mais de 100 agremiações carnavalescas amanhã (18), a partir das 14h13, na Praça do Carmo, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. A manifestação é organizada em apoio à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em defesa da democracia. A saída do cortejo está prevista para as 16h13, com acompanhamento das orquestras Maestro Oseas e Henrique Dias.
A mobilização reúne troças tradicionais, blocos carnavalescos e grupos de dança que levam a cultura popular pernambucana para o debate político. Entre as agremiações confirmadas estão Eu Acho É Pouco, Elefante de Olinda, Pitombeira, Boi da Macuca, Cariri, Minhocão e Bloco Sem Terra, que já participaram de outras manifestações de apoio a Lula em Olinda.
Leia maisA presença desses grupos retoma uma articulação entre Carnaval e política que ganhou as ruas da cidade em diferentes momentos eleitorais. Em 2022, mais de 40 agremiações participaram do Lula em Bloco, que reuniu foliões na Praça do Carmo. Na ocasião, o Eu Acho É Pouco destacou, nas redes sociais, o objetivo de afirmar que “a violência, o ódio ao Nordeste, o racismo, o machismo, a misoginia, a LGBTfobia, a aversão aos pobres e aos indígenas aqui não se criam”.
Neste ano, durante o primeiro turno das eleições, as ladeiras de Olinda também receberam o cortejo Bora Lula!, com participação do Eu Acho É Pouco, do Minhocão e do Bloco Sem Terra. A concentração ocorreu no Largo do Amparo, com saída acompanhada pela Orquestra do Maestro Oséas.
As três agremiações têm trajetórias ligadas à presença da política na cultura carnavalesca. O Eu Acho É Pouco, que começou a desfilar na década de 1970, é conhecido por seu posicionamento progressista. Fundado em 1999, o Minhocão também participa de mobilizações políticas, enquanto o Bloco Sem Terra leva para a folia referências à luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A nova edição do Bloco da Vitória amplia essa mobilização, reunindo mais de 100 agremiações, entre elas nomes tradicionais do Carnaval olindense, como Pitombeira dos Quatro Cantos, Ceroula de Olinda e Vassourinhas de Olinda. O desfile será embalado pelas duas orquestras convidadas e pretende unir música, cultura popular e participação política em apoio à candidatura petista.
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Atletas amadores e profissionais participaram do “Corre com Lula”, com largada às 5h13 da manhã deste sábado (17), na Praça da Jaqueira, Zona Norte do Recife, em uma corrida em apoio à democracia e à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com destino final ao Marco Zero, no Centro do Recife. As imagens são do blog Cenário.
A ação faz parte de uma mobilização nacional: além do Recife, corridas estão marcadas para este final de semana em cidades como Salvador, Pelotas, São Paulo, Porto Alegre, Teresina, Igarassu, Cambuí, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba. Na próxima terça, quarta e sexta, a programação segue em Natal, Belém, Belo Horizonte, Monteiro, São Luís e Fortaleza.
Essa agenda esportiva continua amanhã (18), quando a partir das 14h, durante a concentração do Bloco da Vitória (que reunirá mais de 100 agremiações carnavalescas), organizações de Sport, Santa Cruz e Náutico promoverão uma ação de serigrafia gratuita para a confecção de camisas de apoio ao petista, com artes temáticas de cada equipe.
Da CBN
Eleitores do presidente Lula (PT) fizeram uma ação coordenada nas redes sociais neste sábado (17), a oito dias do segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).
As postagens no Instagram e outras redes sociais foram publicadas às 9h da manhã, com o usuário do perfil utilizando uma camiseta da seleção brasileira, ou roupas em verde e amarelo, e fazendo o símbolo gestual de Lula, o “L” com as mãos.
Leia maisFamosos e artistas como as atrizes Marjorie Estiano, Sophie Charlotte, Cláudia Abreu, Debora Bloch, o ex-jogador Raí, a escritora Carla Madeira, o diretor Kleber Mendonça Filho, o cantor Chico Buarque, e o ator Reynaldo Gianecchini aderiram à trend.
O assunto entrou para os trending topics do X, que são os assuntos mais comentados na rede social.

A ação foi articulada a partir do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones, que propôs as postagens para seus seguidores e articulou o movimento com artistas e políticos.
O próprio presidente Lula participou junto com aliados e outros políticos, como Simone Tebet, Fernando Haddad, Marina Silva, Erika Hilton, Soraya Thronicke, Tabata Amaral e João Campos.
Nesta semana, o canal, que agora conta com 4,9 milhões de seguidores, esteve fora do ar após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques.
Neste sábado (17), Flávio Bolsonaro faz campanha em Vitória e também Salvador. De acordo com a coordenação de campanha, Lula não comparecerá pessoalmente aos atos de rua hoje, pois está se preparando para o debate presidencial da Band, marcado para amanhã.
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Por Marcelo Tognozzi
Do Poder360
Insensatez, define Antônio Houaiss, é imprudência, loucura, falta de juízo mesmo. A eleição virou vale tudo. A insensatez é mãe da ruína. O Brasil e a insensatez convivem faz tempo. Talvez a última coisa sensata feita no país nas décadas recentes tenha sido o Plano Real. Depois dele, o festival de insensatez foi retomado com a PEC da reeleição. E não parou mais.
O Congresso deu aos brasileiros um cavalo de Troia novinho em folha ao votar, com maioria esmagadora de 75 a 1, o fim da escala 6 X 1. O presidente candidato jogou gasolina na fogueira da insensatez ao anunciar o perdão para dívidas dos MEI e um Pix de R$ 5.000 na conta de cada microempreendedor. Total da fatura: R$ 5 bilhões.
Leia maisA gastança e a mobilização da militância deram a Lula a virada registrada na última pesquisa PoderData/Aya, na qual aparece empatado com Flávio, ambos com 50%. O importante nesta pesquisa é a curva descendente de Flávio cruzando com a curva ascendente de Lula. Se o filho de Bolsonaro conseguirá revirar, ou não, é outra história. Mas é fato que ele perdeu tração.

Governo é igual cobra. Mete medo até quando está morto, diz um velho ditado nordestino. Lula soube usar a máquina a seu favor como ela nunca foi usada por ninguém. Inaugurou a era da compra de votos por atacado e se deu bem. Já foram torrados mais de R$ 350 bilhões. As consequências, dizia o conselheiro Acácio, vêm depois.
Lula tirou o urso para dançar e a Justiça entrou no baile. O presidente aumentou o Bolsa Família por decreto em 17 de setembro. O Supremo validou. Em 2024, a Corte declarou inconstitucional a PEC do ex-presidente Bolsonaro que reajustou o benefício em 2022. Agora, considera que o decreto de Lula nada tem de errado, dando um nó na cabeça do eleitor incapaz de entender como a emenda constitucional pode ser defenestrada pelo Supremo e valer menos que um simples decreto.
A falta de bom senso, aliada à uma pitada de soberba, mencionada por jornalistas e analistas críticos da gastança de Lula, está debulhada no livro da historiadora norte-americana Barbara Tuchman, lançado em 1984: “A Marcha da Insensatez“.
O livro mostra a ambição do poder como a maior das forças da insensatez política. O governo é sempre seu alvo favorito, porque só sua conquista satisfaz essa ambição. Thomas Jefferson, doutor em poder, concluiu de que pelo simples fato de alguém querer muito o cargo, sua conduta começa a se deteriorar. Não do ponto de vista da competência, mas da moral.
Mas quem sou eu para falar de moral no Brasil de 2026? A moralidade virou dinossauro, peça daquele museu de grandes novidades da música de Cazuza. Assistimos ao presente ser pior que o passado, seguimos sobrevivendo da caridade de quem nos detesta e alguns ainda têm o desplante de sonhar com uma praia chamada futuro.
O que teremos pela frente depois da eleição? A terra arrasada. Se Lula vencer, fica o governo engolidor voraz de impostos. Se Flávio ganhar, as dificuldades serão gigantes e o remédio amargo. O cenário internacional conturbado, somado à possibilidade de a guerra se alastrar no Oriente Médio, vai piorar ainda mais a situação.
Já falta dinheiro para o básico. O Brasil quebrou no cheque especial, no cartão de crédito, no consignado e no plano de saúde. O governo Lula contingenciou R$ 23,7 bilhões do Orçamento deste ano, atingindo em cheio os ministérios de Educação, Saúde, Transportes, Cidades, Defesa e Fazenda. Falta dinheiro para o custeio da máquina. Há o risco de não sobrar nada para investir no ano que vem, muito menos pagar emendas parlamentares. Vai ser um deus-nos-acuda. E haja Deus e haja acuda.
Existem 6.341 empresas em recuperação judicial, uma alta de 66% nos últimos três anos. São quase 9 milhões de empresas inadimplentes, todas na beira do precipício e grande parte delas irá cair, empurradas pelo arrocho que vem por aí.

Teremos crédito caro, a dívida pública disparada, mais custos com o fim da escala 6 X 1 e as novidades da reforma tributária, como o tal do split payment que engole o imposto antes do dinheiro chegar na mão do empresário. Quem prometeu prosperidade entregará menos do mesmo. Nem o mais do mesmo será possível.
Não será só o próximo presidente a cair numa sinuca de bico. Os congressistas que chegarão ao Congresso em fevereiro, ávidos por cortar a cabeça de ministros do Supremo, também cairão na real. Verão que o caminho é tortuoso demais. Se a via-Crúcis tem 14 estações, a via de cassação de ministro do Supremo terá muito mais. Será jogo para profissionais e, no fim, restará para ambos os lados a única possibilidade de acordo para evitar o pior. Os prazos e os ritos legais dificilmente impedirão o ministro Alexandre de Moraes de presidir a Corte em setembro de 2027.
A eleição deste ano mostrou muitas coisas importantes. A primeira delas é que na briga pelo poder vale tudo, especialmente se o incumbente tem a caneta e está sentado na cadeira. Se a renovação política trouxe sangue novo para o Congresso, precisa chegar aos líderes empresariais. Eles continuam fazendo política como há 20, 30 anos atrás. Foram engolidos pela própria ineficiência analógica. Não conseguiram traduzir para a sociedade as consequências práticas da redução da jornada de trabalho, pela inação nas redes sociais e falta de debate. Precisam urgentemente rever seus conceitos.
Feia, suja e insossa, a eleição inaugurou a era da compra de votos no atacado, às claras, com Pix. O ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães dizia que “eleição se ganha com o saco de dinheiro numa mão e o chicote na outra”. Lula, aperfeiçoou. Numa mão segura o exército digital da militância e, na outra, o microfone para perguntar em alto e bom som ao eleitor: quem quer dinheiro?
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Meu primogênito Filipe, nome de príncipe, vira hoje mais uma página do calendário da vida. Veio ao mundo em Brasília no veranico de 1987. Nasceu para a arte. Toca guitarra e já integrou um grupo musical em Washington, onde mora desde os 7 anos.
Um jovem admirável e adorável. Super divertido, gosta de viver intensamente. Me deu, recentemente, meu primeiro neto, Lyon, que vou conhecer em maio, quando voltarei ao território americano para a colação de grau do terceiro curso de André Gustavo, meu segundo herdeiro, agora em Psicologia. Já é formado em Cinema e Educação.
Leia maisAndré, aliás, está me dando também meu segundo neto. Na semana passada, deu a boa notícia. Meus filhos são maravilhosos, a razão do meu viver, porque transformam a minha rotina em aprendizado e dão um novo propósito ao futuro.
Meus filhos são a minha força e a razão do meu viver. O sorriso deles é a paz que o coração alimenta, o amor que dá sentido a vida. São o meu incentivo para acordar e vencer todos os dias.
Que Deus continue abençoando Filipe, dando-lhe forças para enfrentar qualquer desafio. O amor que eu sinto por ele é incondicional, maior que o meu corpo e a própria vida. Os laços que nos unem são eternos e se tornam mais fortes a cada dia que passa.
Te amo, filho!
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Por Natália Portinari e Fabio Serapião
Do UOL
O advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recebia minutas de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do MPF (Ministério Público Federal) antes da publicação, aponta investigação da Polícia Federal.
Um dos interlocutores de Tomaz é o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares, também ligado a Flávio Bolsonaro. Ele é suspeito de vazar informações sigilosas e combinar o conteúdo de pareceres com o advogado.
Leia maisSoares foi subprocurador —topo da carreira no MPF— e chegou a ser cotado para o cargo de procurador-geral da República em 2019, no governo de Jair Bolsonaro, devido à proximidade com Flávio e Willer. Ele se aposentou em março deste ano. O UOL não conseguiu contato com Soares — o espaço está aberto a manifestações. O STJ informou que abriu uma investigação sobre o caso.
A PF suspeita que Tomaz tenha obtido acesso antecipado a decisões do Superior Tribunal de Justiça através de Soares e outros interlocutores, como um funcionário de informática do próprio tribunal.
O escritório recebia informações antecipadas de qual seria o resultado de julgamentos —favorável ou não— e, com base nisso, mudava sua estratégia, deixando de apresentar determinados recursos, por exemplo, diz a PF.
Procurado, Tomaz “nega categoricamente ter obtido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou pareceres sigilosos, assim como ter interferido ou ajustado o conteúdo de manifestações do Ministério Público Federal”.
“Sua atuação profissional sempre observou a legislação e as prerrogativas profissionais da advocacia, pelos meios institucionais e processuais legítimos. As insinuações divulgadas são infundadas, distorcem o exercício regular da atividade profissional e configuram desinformação”, disse, em nota.
Como o UOL revelou, Willer e Flávio Bolsonaro eram beneficiários de uma mesma conta bancária no Santander, segundo a investigação da PF, e o advogado bancou viagens de Flávio na Europa.
Tomaz foi alvo de busca e apreensão da PF em agosto, por suspeita de lavar dinheiro desviado das aposentadorias para o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que também é investigado.
Terreno em Brasília
Em um caso julgado em setembro deste ano em que advoga para duas construtoras, por exemplo, o escritório de Willer recebeu a minuta de um acórdão do STJ em 16 de setembro, antes da assinatura, no dia 18.
O processo se refere ao destino de um terreno em Brasília onde ficava a antiga Academia de Tênis. O STJ reconheceu que uma família de herdeiros tem valores a receber de construtoras —eles brigam na Justiça por R$ 176,4 milhões.
Willer advoga para as construtoras, Attos Empreendimentos Imobiliários e HC Incorporadora. Em setembro, antes da decisão do STJ, elas desistiram de um recurso que já estava na pauta para julgamento.
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Por Gastão Cerquinha Neto*
O rio Cheonggyecheon, localizado em Seul, na Coreia do Sul, passou por uma transformação que mudou não apenas a paisagem da cidade, mas também a qualidade de vida da população.
O projeto de recuperação do rio fez com que a região passasse a ter capacidade para suportar uma chuva de 118 mm em apenas uma hora. Isso vai muito além da capacidade de drenagem de cidades como Recife, por exemplo, onde chuvas dessa intensidade provocam grandes alagamentos. E não somente Recife, mas também supera e muito as chuvas de projetos de drenagem urbana no Brasil.
Leia maisO mais surpreendente nessa transformação é que, antes do projeto, o rio estava praticamente enterrado sob um grande viaduto e várias faixas destinadas à circulação de veículos. Durante muitos anos, a região também sofreu com inundações frequentes, tornando cada vez mais necessária uma mudança na forma de pensar a cidade.
Diversos benefícios
O projeto também proporcionou um ganho enorme na biodiversidade, com o aumento da variedade de espécies de vegetação, peixes, pássaros, mamíferos e outros animais que voltaram a aparecer no local.
Outro benefício importante foi a redução da temperatura em até 6 °C, quando comparada com outras ruas do mesmo bairro. Efeito benéfico para controle das ilhas de calor. Isso foi possível graças à remoção do viaduto que existia sobre o rio, também pelo resfriamento proporcionado pela água, pelo ao aumento da vegetação, além da redução do tráfego de veículos e melhoria da circulação do ar.
A poluição do ar também apresentou uma redução de 35%, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população. Antes do projeto, os moradores da região apresentavam uma probabilidade duas vezes maior de sofrer com doenças respiratórias.
Motor na economia
O trecho recuperado do rio Cheonggyecheon tem aproximadamente 5 km de extensão. Para termos uma ideia dessa dimensão, seria aproximadamente a distância percorrida pelo rio Capibaribe, no Recife, desde o Marco Zero, no Recife Antigo, até a região da Ponte do Derby, ou cerca de duas vezes a extensão da Avenida Beira Rio, às margens do Capibaribe.
Atualmente, o projeto atrai, em média, 60 mil visitantes por dia, incluindo muitos turistas estrangeiros, contribuindo para movimentar até 2 milhões de dólares todos os dias na economia. Também houve valorização imobiliária na região, além da criação de novas oportunidades para o comércio e geração de empregos.
Investimentos iniciais
As obras tiveram início em 2003 e foram concluídas em 2005, com um custo total estimado em 500 milhões de dólares, incluindo o projeto. Durante o processo de tomada de decisão, também foi avaliada a possibilidade de recuperar o viaduto existente, que já apresentava sinais avançados de degradação. Essa alternativa teria um custo estimado em 260 milhões de dólares, mas não proporcionaria os inúmeros benefícios ambientais, sociais e econômicos alcançados com a recuperação do rio.
Desafios de implantação
Era preciso abandonar a concepção de uma cidade voltada prioritariamente para os veículos e passar a valorizar a qualidade de vida das pessoas e a preservação dos ecossistemas, que proporcionam inúmeros benefícios à população.
O desafio foi enorme. Muitos comerciantes locais se opuseram inicialmente ao projeto, preocupados com os impactos das obras e das mudanças na circulação de veículos. Foi necessário um amplo processo de diálogo para mostrar os benefícios da transformação. Ao longo desse processo, foram realizadas mais de 4 mil reuniões entre o governo e a população.
O viaduto também representava uma barreira física entre diferentes partes da cidade, prejudicando a circulação e a integração urbana. Com a recuperação do rio, foi possível melhorar essa conexão por meio da construção de pontes e passarelas.
O transporte público também recebeu melhorias, como forma de oferecer alternativas de deslocamento e reduzir a dependência dos automóveis na região.
Exemplo a seguir
O exemplo de Seul mostra que recuperar rios urbanos vai muito além de uma intervenção paisagística. É uma oportunidade de reduzir os riscos de inundação, melhorar o microclima, recuperar a biodiversidade, valorizar os espaços públicos e estimular a economia.
Mais do que recuperar um rio, Seul mostrou que é possível transformar a relação entre a cidade, a água e as pessoas.

*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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Por Agência O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem (16) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a receber dez convidados em sua residência, em Brasília, para comemorar o aniversário de 16 anos de sua filha caçula, Laura Bolsonaro. A celebração está prevista para amanhã (18).
A decisão atende a um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Leia maisMoraes estabeleceu que os convidados poderão permanecer na residência apenas durante o período necessário para a realização do almoço. A autorização também está condicionada ao cumprimento das regras de segurança impostas ao imóvel, que permanece sob vigilância policial.
“A autorização ora concedida fica condicionada ao cumprimento das regras e dos procedimentos de segurança estabelecidos para o ingresso e a permanência de pessoas na residência, devendo as pessoas acima autorizadas se submeterem às orientações e determinações dos agentes responsáveis pela segurança do local”, afirmou Moraes na decisão.
Entre os convidados autorizados estão familiares da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, incluindo seu pai, Vicente de Paulo Reinaldo, sua madrasta, Maísa Torres Antunes, e irmãos. A lista também inclui um churrasqueiro responsável pela preparação do almoço.
A autorização representa uma exceção às restrições impostas ao ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar. Pelas regras estabelecidas pelo STF, Bolsonaro não pode receber visitas sem autorização judicial, ressalvadas as hipóteses previamente permitidas.
No início desta semana, Moraes também autorizou a retomada das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, após o encerramento de uma proibição de 90 dias. A restrição havia sido determinada depois que o parlamentar divulgou, durante uma transmissão nas redes sociais, uma carta escrita pelo ex-presidente com manifestação de apoio à sua candidatura à Presidência da República.
Moraes determinou ainda que a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e o Núcleo de Custódia da Polícia Militar sejam comunicados sobre a autorização, para a adoção das providências necessárias.
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Da Revista VEJA
A nove dias do segundo turno da eleição presidencial, as pesquisas continuam apontando uma disputa acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Apesar da vantagem numérica do senador, o cientista político Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, considera que o resultado permanece indefinido e que o presidente tem condições de protagonizar uma virada.
Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o especialista destacou que o histórico das eleições brasileiras favorece quem termina o primeiro turno à frente, mas ressaltou a experiência política de Lula como um fator importante na reta final da disputa.
Leia maisA nova pesquisa CNT, divulgada ontem (16), mostra Flávio Bolsonaro com 46,8% das intenções de voto, contra 45,9% de Lula. A diferença de 0,9 ponto percentual está dentro da margem de erro. Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, o senador registra 50,5%, enquanto o presidente aparece com 49,5%. O levantamento reforça o cenário de equilíbrio observado em outras pesquisas. No Datafolha divulgado na quinta-feira, Flávio aparece com 51% dos votos válidos, ante 49% de Lula.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral
Por que Flávio Bolsonaro tem vantagem, segundo o cientista político?
Prando lembrou que, desde a redemocratização, todas as eleições presidenciais brasileiras decididas em segundo turno terminaram com a vitória do candidato que havia obtido mais votos na primeira etapa. Segundo ele, esse histórico representa um elemento favorável a Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno aproximadamente dois pontos percentuais à frente do presidente.
Apesar disso, o especialista ponderou que a pequena diferença entre os candidatos impede qualquer previsão segura sobre o resultado. “Se tem alguém que tem histórico e capacidade de reação para, pela primeira vez, virar estes números e este jogo, é o presidente Lula”, afirmou. Na avaliação de Prando, a vantagem de Flávio nas pesquisas é insuficiente para caracterizar uma liderança consolidada. O cientista político ressaltou que tanto a reeleição de Lula quanto a vitória do senador permanecem possíveis.
O que pode ajudar Lula a virar a eleição?
Um dos principais fatores apontados durante a entrevista foi a estratégia da campanha petista para os últimos dias antes da votação. Segundo Marcela Rahal, integrantes da equipe de Lula avaliaram positivamente a sabatina do presidente na TV Globo, realizada na quinta-feira (15). Os aliados consideraram que ele adotou uma postura mais próxima à de um estadista, evitou confrontos frequentes com Flávio Bolsonaro e apresentou desempenho superior ao da entrevista concedida no primeiro turno. A campanha também aposta no debate entre os dois candidatos, marcado para domingo, na Band, como uma oportunidade de mobilizar apoiadores e tentar reduzir a vantagem do adversário.
Prando considera que a experiência de Lula em disputas presidenciais pode ter peso no confronto direto. O professor lembrou que o petista participa de campanhas e debates desde 1989, enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta sua primeira disputa pela Presidência. O cientista político também observou que os debates passaram a ser utilizados pelas campanhas para produzir recortes destinados às redes sociais, muitas vezes em detrimento da discussão de propostas. Ainda assim, avaliou que o encontro pode ser relevante para a mobilização eleitoral. “A campanha está fazendo o que tem que fazer. Tem que animar a militância. E é esse militante que tem que fazer o papel do chamado virar voto”, disse.
Qual é o peso das medidas anunciadas pelo governo na reta final?
Outro elemento considerado importante por Prando é o conjunto de medidas defendidas pelo governo Lula às vésperas da eleição, especialmente o fim da escala de trabalho 6×1. A proposta, promulgada pelo Congresso ontem (16), contou também com o apoio de Flávio Bolsonaro. Segundo o especialista, a mudança tem forte apelo popular e representa um ganho político para o presidente, que poderá explorar na campanha a ampliação dos dias de descanso e a redução da jornada sem diminuição salarial. “Numa situação de empate técnico, como as pesquisas apresentam, qualquer elemento positivo pode fazer a diferença”, avaliou.
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