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Depois de priorizar três atos fechados em comitês na largada da campanha, Raquel Lyra (PSD) fez, na noite de ontem, sua primeira atividade de rua em Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife. Em meio a um público não controlado, porém, a panfletagem da governadora terminou em protesto de moradores de comunidades afetadas pelas chuvas de maio deste ano, que não receberam o auxílio financeiro prometido pelo Governo de Pernambuco.
“Cadê meu auxílio, governadora?”, diziam alguns cartazes. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que, ao ser abordada, Raquel tentou justificar a falta de pagamento, argumentando que foi feito “um recorte de pessoas que estavam muito necessitadas”. “Então foi um recorte que deixou de fora muita gente necessitada”, retrucou uma manifestante. “Vamos embora, que ela não vai resolver nada”, declarou outra mulher, que disse residir em uma comunidade no bairro de Apipucos.
Leia maisAlém de sofrer o revés do protesto, Raquel também não conseguiu mobilizar um grande público no ato em Jardim São Paulo. A agenda de campanha virou piada nas redes sociais. “Tem mais bandeira do que gente”, escreveu um internauta. Até mesmo aliados, como o candidato a deputado federal Daniel Coelho (PSD), tentaram passar a impressão de que tinha muita gente no local, mas precisaram recorrer a imagens fechadas. “Estou tendo que filmar ela de longe”, disse.
Em um dia em que caiu em pesquisas como a Real Time/BigData, Raquel mostrou que a organização de sua campanha está atrasada. Desde a manhã do domingo (17), João Campos vem reunindo multidões, como ocorreu no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, e em Brasília Teimosa, na Zona Sul da capital. Ontem, o local escolhido pelo candidato do PSB foi São Lourenço da Mata, onde foi recebido de forma calorosa ao lado de aliados como o prefeito Vinicius Labanca (PSB).
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Os bancários de Pernambuco aprovaram, na segunda-feira (17), a realização de uma paralisação por 24 horas nesta quinta-feira (20) e rejeitaram o modelo de reajuste apresentado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). De acordo com a categoria, os bancos, até o momento, não apresentaram uma proposta global e índice de reajuste que contemple as reivindicações dos bancários.
Em Pernambuco, a proposta apresentada pela Fenaban foi rejeitada por 98,69% dos participantes, com 0,86% pela aprovação e 0,45% de abstenções. Já a paralisação foi aprovada por 91,63% dos votos, enquanto 3,40% votaram contra e 4,98% se abstiveram. A votação ocorreu em todo o país. As informações são do portal FolhaPE.
Leia maisA categoria argumenta, ainda, que a Fenaban apresentou um modelo de reajuste escalonado em três faixas salariais, com faixas de valores ainda não informadas, além de propor o congelamento do piso e uma redução do tíquete-alimentação, criando ainda uma diferença entre bancários de cidades de grande porte e trabalhadores de cidades menores do interior.
A decisão foi tomada em assembleia da categoria. “A categoria participou amplamente e deu o recado que não aceita uma proposta que desvaloriza, divide os trabalhadores e não reconhece a contribuição dos bancários para os resultados bilionários do sistema financeiro. A resposta será com mobilização e unidade em todo o país”, afirma Fabiano Moura, presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Para o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, o resultado demonstra a insatisfação da categoria com a postura dos bancos nas negociações e reforça a necessidade de avanços concretos na mesa, especialmente na valorização dos salários, pisos, tíquetes e demais direitos econômicos e sociais.
Com o resultado da assembleia, o Sindicato encaminhará a decisão da categoria pela paralisação do dia 20 de agosto. “Este é o momento de uma paralisação por adesão, forte, sem produção, sem vendas, em defesa da valorização, dignidade e respeito aos trabalhadores do sistema financeiro”, ressalta Fabiano Moura.
A minuta de reivindicações foi entregue à Fenaban no dia 24 de junho. A próxima rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para esta terça-feira (18).
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Poder360
Surgiu mais um caso relacionado à operação Lava Jato que segue sendo válido na Justiça de outro país, apesar de tudo ter sido anulado pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil. Desta vez, um tribunal de Londres decidiu que a agência britânica SFO (Serious Fraud Office) pode continuar a usar provas obtidas no Brasil para defender o confisco de 7,3 milhões de libras esterlinas de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de repassar propinas a ex-colegas.
O Serious Fraud Office é um órgão governamental independente do Reino Unido que investiga e processa crimes econômicos complexos de alto nível, incluindo fraudes corporativas em larga escala, suborno e corrupção. O juiz Mark Weekes, do Tribunal da Coroa Britânica em Southwark (na região central de Londres), escreveu assim num trecho de seu despacho:
“Vale observar que esta situação – na qual uma autoridade judiciária do Estado requerido [Brazil] revoga, posteriormente e de forma ostensiva, a base jurídica interna para o compartilhamento de material de assistência jurídica mútua (MLA) que, à época, havia sido legitimamente compartilhado com o órgão de acusação do Reino Unido – é, na experiência deste Tribunal, bem como na dos advogados que atuam no caso e daqueles que os instruem, no mínimo, altamente incomum”.
O despacho é de 20 de maio de 2026, mas ficou conhecido só agora depois de a organização não governamental Spotlight on Corruption ter obtido o documento, que foi compartilhado com a Global Investigations Review, que publicou uma reportagem (exclusiva para assinantes) a respeito do caso.
A decisão da Justiça britânica foi num processo em que Mario Ildeu de Miranda, ex-engenheiro da Petrobras, apresentou um recurso contra o confisco civil de suas contas bancárias, decretado em 2023 sob a acusação de lavagem de dinheiro.
O cantor alagoano Sandro Becker, famoso pelos sucessos dos anos 80 “Julieta” e “Forró Malicia”, rompeu o silêncio sobre a prisão que cumpriu em março deste ano, em Caruaru, por causa de uma dívida de pensão alimentícia.
Em entrevista ao Frente a Frente, contestou a versão de que teria simplesmente deixado de pagar a obrigação e afirmou que, após a separação, sempre contribuiu financeiramente para os filhos. Segundo ele, o processo foi iniciado pela sua ex-esposa, em 2015, e corria em segredo de justiça.
Ele contou que a situação financeira se agravou durante a pandemia, quando perdeu contratos, vendeu ônibus e precisou encerrar a banda. “Não é que eu não pagasse. Eu sempre contribuí com a criação dos meus filhos, mas não havia um valor fixo nem um acordo na justiça”, explicou.
O cantor afirmou ainda que, durante anos, fez pagamentos de forma espontânea e arcou com despesas relacionadas à educação dos filhos. Com o avanço do processo, porém, a dívida teria chegado a R$ 518 mil. Sandro disse que chegou a oferecer um imóvel da família, avaliado à época em cerca de R$ 1.780.000, como forma de quitar o débito.
A situação se agravou quando peritos foram chamados para avaliar o imóvel. De acordo com o artista, um dos filhos teria impedido a entrada dos profissionais na residência. “Meu filho falou que ninguém ia entrar na casa para perícia nenhuma e se, tivesse ao redor, seria comido na bala”, relatou.
Em março, após realizar um show em Caruaru, Sandro foi abordado no dia seguinte por policiais enquanto participava de uma cerimônia. “A nossa missão é árdua”, teria dito um dos agentes ao apresentar a intimação. O cantor afirmou que não resistiu à prisão. “Cumpra-se, é o seu dever, e fui”, declarou.
Sandro passou 21 dias na Penitenciária de Caruaru. Segundo ele, não foi algemado nem transportado em camburão e permaneceu com o telefone durante o deslocamento, mantendo contato com familiares e advogados. Depois, cumpriu o restante da medida em casa, com tornozeleira eletrônica.
O cantor também criticou o efeito da prisão sobre sua vida profissional. Ele afirmou que tinha 12 shows contratados, mas não conseguiu realizar nenhum durante o período. “Como é que eu ia arranjar dinheiro com um pai de família, para arranjar dinheiro se ele está três meses dentro de uma cadeia?”, questionou.
Ao relembrar os 21 dias na penitenciária, Sandro resumiu a experiência de forma contundente. “Durante 21 dias, eu só fiz três coisas, ler, orar e chorar”. Para ele, a prisão não contribuiu para solucionar o problema. “Prisão não regenera ninguém, nem só atrapalha”, afirmou.
A atriz Laura Cardoso, referência da dramaturgia brasileira, morreu, aos 98 anos. A informação foi divulgada na madrugada de hoje, por meio de uma publicação nas redes sociais da própria artista.
“Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações”, escreveu o perfil da atriz no Instagram. “Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, concluiu o post em homenagem a atriz. As informações são do portal CNN.
Apesar de ter se aposentado de grandes produções desde 2020, Laura esteve recentemente no curta-metragem “Dona Rosinha”, de 2025, em que viveu a protagonista de mesmo nome.
Em mais de 80 anos de carreira, Laura Cardoso acumulou cinco prêmios Grande Otelo e mais de 100 títulos, entre eles “Fera Radical”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem” e “Chocolate com Pimenta”. O funeral da atriz será realizado hoje, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, das 8h às 14h.
Raquel afunda Túlio nas águas do Velho Chico
A presença da governadora Raquel Lyra (PSD), domingo passado, em Petrolina, só serviu para deixar ainda mais evidente o isolamento político de Túlio Gadêlha (PSD) na disputa por uma das vagas ao Senado na chapa governista.
No principal ato promovido pela família Coelho, Raquel apareceu ao lado apenas de Eduardo da Fonte (PP), dos principais integrantes do grupo político de Petrolina e de Mendonça Filho (PL), que não integra a chapa oficial e discursou ao lado da governadora.
O grupo Coelho, inclusive, oficializou apoio à reeleição de Raquel e às candidaturas de Eduardo da Fonte e Mendonça Filho ao Senado. Para quem conhece os meandros da política, a fotografia transmitiu uma mensagem muito clara: a candidatura do neodireitista Túlio Gadêlha, que já vinha enfrentando enormes dificuldades para ganhar musculatura, ficou ainda mais fragilizada, com a desfaçatez de sua maior incentivadora.
Leia maisÉ difícil imaginar uma cena mais simbólica para um candidato que deveria estar no palanque da governadora e que, no momento decisivo da largada da campanha, sequer apareceu na fotografia política mais importante do Sertão na largada da campanha de rua.
Túlio não apenas perdeu espaço. Em Petrolina, parece ter afundado de vez. E não foi no mar, mas nas águas turvas do Rio São Francisco, sob o olhar assombroso das carrancas de Ana das Carrancas.
As carrancas do Rio São Francisco são esculturas de madeira com rostos ferozes ou misteriosos, colocadas na frente dos barcos. Elas servem para afastar maus espíritos, proteger os barqueiros das fortes correntezas e garantir uma viagem segura no “Velho Chico”. São, na verdade, o grande símbolo da cultura e da arte do povo ribeirinho.
PORTO COM DA FONTE – O presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (MDB), e o candidato a deputado federal Gabriel Porto, seu filho, declararam, ontem, apoio à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado Federal, dez dias após romperem politicamente com a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), que também disputa uma das duas vagas de Pernambuco à Casa Alta. No anúncio, pai e filho destacaram a atuação política de Eduardo e o trabalho desenvolvido em Pernambuco, especialmente na área da saúde.

Melhor do que o de Raquel – Do candidato do PSB, João Campos, ontem, em sabatina para o sistema JC: “Estou pronto para fazer um governo muito melhor do que hoje é feito em Pernambuco. A sensação que eu tenho é que se gasta muita energia com a disputa política pequena, muitas vezes perseguindo o adversário, brigando entre os poderes, em vez de construir um cenário harmônico de crescimento e de força política para o Estado”.
Esvaziamento na estreia – A estreia do candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, nas ruas com um ato para cerca de nove mil pessoas em Copacabana, segundo dados do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, provocou uma avaliação crítica dentro do próprio partido sobre o formato escolhido para as próximas mobilizações da campanha presidencial. Sem Jair Bolsonaro e nomes com forte capacidade de mobilização da base, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia, o presidenciável ocupou o mesmo palco de manifestações maiores promovidas pelo pai nos últimos anos e deixou, na avaliação de integrantes do PL, uma imagem de esvaziamento que poderia ter sido evitada.
Dino intervém no Maranhão – O ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Marcelo Tavares, assumiu, ontem, a presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou do cargo o conselheiro Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB). Daniel é citado no inquérito que apura a tentativa de obstrução de justiça no assassinato do empresário maranhense João Bosco Sobrinho, em 2022.

Gestão desaba teto – Na saúde, a gestão de Raquel já tem uma marca: a de desabar teto de hospitais. Ontem, mais um veio abaixo, desta feita na sala laranja de emergência clínica do Hospital da Restauração, por volta de meio-dia. Quase caiu na cabeça dos pacientes, que foram transferidos às pressas para outra área. A diretoria da maior emergência do Estado abafou o caso e chegou até a ameaçar quem passasse qualquer informação. Que horror!
CURTAS
ORÇAMENTO – A Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa tem reunião hoje para discutir e votar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2027, enviado pelo Poder Executivo no fim de julho. O colegiado também realiza duas audiências públicas para tratar do projeto e do Relatório de Gestão Fiscal do 1º Quadrimestre de 2026.
LEGADO – Do presidente da Amupe, Pedro Freitas, ontem, na Rádio Folha: “O maior legado da Amupe é representar os 184 municípios pernambucanos, isto só é possível se deixarmos a discussão eleitoral de fora dos portões da assembleia. Já em Aliança, vou defender o grupo político que tem dado sustentação ao mandato”.
MEDALHA – Haverá sessão solene, amanhã, na Assembleia Legislativa para entrega da Medalha Joaquim Nabuco, em um evento aberto ao público. As condecorações são relativas aos exercícios legislativos de 2025 e 2026. Trata-se da mais alta comenda concedida pelo Poder Legislativo estadual.
Perguntar não ofende: Qual será o próximo teto a desabar?
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (17) que a descoberta de petróleo na foz do rio Amazonas, no Amapá, representa a “soberania nacional” brasileira. A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa durante visita ao navio-sonda da Petrobras em Oiapoque.
“Isso aqui significa soberania nacional. Um país que tem um petróleo dessa qualidade não vai permitir que ninguém meta o dedo nele”, disse. As informações são da CNN.
Leia maisNa sexta-feira (14), a Petrobras anunciou que encontrou sinais de petróleo e gás em um poço perfurado na região. Nesta segunda, a empresa confirmou a descoberta de hidrocarbonetos no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá.
Desde as primeiras tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, Lula tem reforçado a ideia de que seu governo defende a soberania nacional. O Planalto lançou em 2025 o plano Brasil Soberano para justamente mitigar os efeitos da sobretaxação de produtos.
Além de Lula, a presidente da estatal, Magda Chambiard, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estiveram na visita à estrutura da Petrobras montada para fazer os estudos na região.
Eles reforçaram o discurso de Lula e chamaram a medida de um passo mais para a garantia da soberania brasileira.
Silveira afirmou que o país não pode prescindir da sua soberania para poder enfrentar mazelas sociais.
“Nenhum brasileiro, em sã consciência, pode abrir mão da sua soberania e das suas riquezas naturais para poder combater miséria, combater a fome, fazer o desenvolvimento”, disse o ministro durante o evento.
Alcolumbre foi outro que discursou durante o evento. Depois de semanas de um afastamento com o Planalto, ele esteve ao lado de Lula e agradeceu os esforços do presidente para os trabalhos da estatal na região.
“Presidente, em nome do povo amapaense, em nome deste pedaço de chão do Brasil, no extremo norte do Brasil, novamente nossos agradecimentos por enfrentarmos este desafio, tendo sob a sua liderança a proteção da defesa da soberania nacional. Viva o petróleo, viva a Petrobras, viva o futuro do Brasil. Muito obrigado!”, disse Alcolumbre.
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O Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). A medida acontece após a análise do registro de candidatura do político. A argumentação é que o candidato do Republicanos está inelegível por conta de uma condenação por improbidade administrativa da época em que atuou como secretário de governo do Rio, no governo de sua esposa, Rosinha Garotinho. O processo será ainda analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). As informações são do jornal O GLOBO.
“Ocorre, no entanto, que o impugnado carece de condição de elegibilidade exigida pelo art. 14, §3°, II, c/c art. 15, V, da Constituição, porquanto se encontra com os direitos políticos suspensos por força de decisão judicial transitada em julgado nos autos da ação civil publica por ato de improbidade administrativa n° 000285595.2010.8.19.0001 (…) Portanto, carecendo o impugnado de incontornável condição de elegibilidade, o indeferimento do seu registro de candidatura e medida que se impõe, em indeclinável observância ao art. 14, §3°, II, art. 15, V, e art. 37, §4°, todos da Constituição Federal, c/c o art. 20 da Lei n° 8.429/1990.”, diz o texto do procurador regional eleitoral Flávio Paixão de Moura Júnior.
Leia maisO MPE destaca ainda que, depois da certificação do transito em julgado de julho de 2025, o Ministério Público pediu a inscrição da condenação de Garotinho no Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa e Inexigibilidade (CNJ) e a expedição de ofícios ao TRE-RJ e ao TSE comunicando a suspensão dos direitos políticos do político.
Garotinho se manifestou nas redes sociais na noite desta segunda-feira e se defendeu das alegações do MPE.
— É um absurdo me condenar num processo onde eu não era secretário de Saúde, ordenador de despesa, que eu não cometi nenhuma ilegalidade — diz o ex-governador do Rio e atual candidato — Foi uma perseguição que nós sofremos por denunciar coisas erradas. Não há absolutamente nada de verdadeiro nessa história que está sendo contada.
Há ainda uma segunda análise relacionada ao político tramitando no órgão, em uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura (AIRC) apresentada pela coligação do também candidato ao governo do Estado do Rio Eduardo Paes (PSD). Na argumentação, a mesma condenação que motivou o pedido do MPE citada, pontuando que o processo de 2018 só foi transitado em julgado em 11 de julho de 2025. Com isso, o grupo alega que a sanção de suspensão dos direitos políticos por oito anos imposta a Garotinho valeria até julho de 2033.
Há ainda uma segunda argumentação dos advogados do grupo de Paes levando em consideração a alegação da defesa de Garotinho de que o prazo para iniciar a conta dos oito anos de sanção deveriam ser contados a partir do fim dos agravos de recursos no processo, dia 1 de agosto de 2018. Eles alegam que, como houve movimentação processual até maio de 2020, mesmo se houver uma análise a favor da retroatividade, Garotinho só retomaria seus direitos político em maio de 2028.
Garotinho foi condenado por sua atuação como secretário de Estado de Governo entre 2005 e 2006, durante o governo de sua esposa, Rosinha Garotinho. Segundo a sentença de 2016, o político atuou em fraudes envolvendo o projeto “Saúde em Movimento”, que trouxeram prejuízos ao erário do Estado de R$ 234.454.400,00. Na decisão judicial, além da perda dos direitos políticos, o ex-governador também foi condenado a pagar multa; ficou proibido de contratar com o Poder Publico ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais por cinco anos e a reparação aos cofres públicos dos danos financeiros.
Em uma manifestação preliminar no processo, o procurador regional eleitoral Flávio Paixão de Moura Júnior do Ministério Público Eleitoral deu ciência do recebimento do processo e que iniciaria uma análise dos argumentos apresentados. Ainda não há previsão de quando haverá um posicionamento
“Ciente da questão abordada na notícia de inelegibilidade, a Procuradoria Regional Eleitoral informa que manejará, tempestivamente, o instrumento processual adequado nos presentes autos”, diz o procurador em seu parecer.
Ainda não há previsão de quando o processo movido pela coligação de Eduardo Paes será julgado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), mas correligionários acreditam que no máximo em duas semanas haverá uma decisão final.
No pedido, a coligação Juntos para Mudar Coragem para Reconstruir, formada por PSD, PDT, MDB, DC, PSB, Federação PSDB Cidadania, Fé Brasil e Federação Renovação Solidária pede que a Justiça Eleitoral suspenda o repasse de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para Garotinho. Eles solicitam ainda que o ex-governador não tenha direito ao horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e não possa fazer agendas de campanha e, caso já tenha recebido recursos de doação de apoiadores, devolva os valores.
“É evidente que se houver permissão para gastos de campanha com os citados Fundos e compensação fiscal com o horário gratuito pelo candidato Impugnado, haverá risco de irreversibilidade, diante da possibilidade de perda irremediável de recursos públicos. Além do dano financeiro, não se pode perder de vista o atentado contra o princípio da moralidade, pois será inexplicável ao eleitor que a Justiça Eleitoral permitiu ao Sr. Anthony Garotinho se registrar como candidato e, em decorrência desse deferimento, gastar dinheiro público com campanha, fazer uso do programa eleitoral gratuito, tudo em torno da postulação de um mandato que os eleitores sabem que é ilegal”, diz o texto da ação.
Os advogados do grupo político de Paes contestam ainda a filiação de Garotinho ao Republicanos, que não poderia acontecer no caso do ex-governador não gozar de seus direitos políticos. Para concorrer ao cargo de governador, o candidato precisa se filiar a um partido político pelo menos seis meses antes do pleito.
O texto também lembra que Garotinho teve sua candidatura a vereador impugnada em 2024 por conta da mesma condenação citada na ação. Procurado, o ex-governador ainda não se manifestou sobre os processos.
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Por Anthony Santana – Blog da Folha
A governadora e candidata à reeleição fez referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prometeu trazer o petista para perto em uma possível nova gestão. A declaração foi feita durante o discurso da gestora em campanha porta a porta, no bairro de Jardim São Paulo, Zona Oeste do Recife.
A fala de Raquel Lyra ocorre no mesmo dia em que o principal candidato da oposição, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), divulgou vídeo nas redes sociais ao lado do presidente.
Leia maisRaquel Lyra lembrou as parcerias com o governo federal e afirmou que, caso eleita para um novo mandato, vai priorizar a busca por novos investimentos junto à União.
“Três anos e meio é pouco porque a gente precisou arrumar a casa, fazer projeto, buscar dinheiro e a gente agora vai conseguir fazer mais parceria, trazer o governo federal e o presidente Lula para cá, porque a gente quer mais. Sabemos que é impossível garantir investimento que resolva todos os problemas em três anos e meio”, enfatizou.
Também no discurso, a governadora agradeceu aos integrantes do Partido Verde presentes no ato de campanha. A legenda faz parte da Federação Brasil da Esperança, que reúne também o PCdoB e o PT, partido do presidente Lula, que formou aliança de apoio à candidatura de João Campos ao governo do estado.
Liderado pelo deputado federal Clodoaldo Magalhães, que se fez presente na caminhada por Jardim São Paulo, parte do partido decidiu apoiar à reeleição da governadora Raquel Lyra.
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Nos últimos 40 anos, o jornalismo me proporcionou fortes e inesquecíveis emoções. Hoje, tive mais uma: entrevistei, para o Sextou na Rede Nordeste de Rádio, o ator, cantor, compositor e tocador de viola Jackson Antunes, que se consagrou profissionalmente em novelas da Globo.
Fazendo, diga-se de passagem, papéis de personagens gravados na memória popular, como Damião, da novela Renascer, em 1993, jagunço que virou um dos maiores sucessos de sua estreia na TV e lhe rendeu prêmios de ator revelação.
Léo (A Favorita, 2008), marido violento e abusivo que gerou enorme repercussão e forte reação do público nas ruas; Ribeiro (O Rei do Gado, 1996); Téo (A Regra do Jogo, 2015), personagem forte em horário nobre na Globo.
Isso sem falar no capataz Antenor na novela Terra Nostra (1999–2000), uma pessoa difícil e dissimulada que trabalhava há muitos anos para o fazendeiro Gumercindo (Antonio Fagundes).
A minha entrevista com Jackson Antunes, por telefone, durou uma hora. Provoquei ele para falar dos grandes clássicos que gravou de Luiz Gonzaga, retumbante sucesso.
O ator se emocionou e falou também do câncer no pâncreas, do qual se salvou. Jackson Antunes é humilde, simples, educado e acessível. Cresceu na roça em uma família numerosa e de poucos recursos financeiros.
Teve um irmão gêmeo que morreu de tétano logo após o nascimento (mais tarde, o ator homenageou o irmão ao dar o nome dele a um de seus filhos). Na infância, ajudava nas lides do campo desde bem pouca idade para ajudar no sustento.
O marqueteiro Paulo Vasconcelos decidiu deixar a campanha do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que concorre à Presidência da República. O candidato foi informado no sábado, dias depois de o vice da chapa e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ter sido comunicado da intenção.
Nas últimas semanas, Caiado intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro (PL), movimento que se deu a despeito das opiniões de Vasconcelos, como mostrou a newsletter Jogo Político em julho. A guinada aconteceu sob a influência de Gracinha Caiado, mulher do candidato e primeira colocada nas pesquisas para o Senado em Goiás. As informações são da CNN.
Leia maisEla alertou o marido sobre seu baixo desempenho nas redes sociais. Em julho, Marcos Carvalho, ex-estrategista digital de Flávio, assumiu as plataformas digitais de Caiado e acentuou divergências nos bastidores. Agora, Carvalho tocará também o marketing do ex-governador, conforme revelou o colunista do GLOBO Lauro Jardim.
Na visão de Vasconcelos, o correto era Caiado se colocar como alternativa à direita sem necessariamente atacar Flávio. Se o presidenciável do PL sofresse outros baques, ele despontaria como opção natural para o eleitor. Com os ataques, alertava o marqueteiro, quem vota no filho de Jair Bolsonaro acabou rejeitando Caiado, o que também teria acontecido com Romeu Zema (Novo).
No final de julho, o goiano se referiu a Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, como “pateta da política brasileira” após a confirmação de novo tarifaço americano. Também criticou o presidenciável do PL por questionar urnas eletrônicas em um encontro com embaixadores em vez de “vender soja, abrir mercado para a indústria, atrair investimento”.
Durante uma agenda de campanha na última quinta-feira, Caiado afirmou que o currículo de Flávio Bolsonaro se resumia à certidão de nascimento.
— Ninguém aprende a governar sentado na cadeira de presidente da República — afirmou.
Sem a campanha de Caiado, Vasconcelos se concentrará em duas missões estaduais. Ele coordena a comunicação de Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais, e Douglas Ruas (PL), no Rio.
Caiado lançou a campanha em um ato em Goiás neste domingo. O ex-governador disse que ele seria o único capaz de vencer o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No evento, também fez críticas ao PL e disse que o partido estava “apavorado”. A declaração se deu dias após o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmar que o ex-governador de Goiás atuava como linha auxiliar de Lula.
— Eles estão desesperados. Todo dia é um problema e uma surpresinha — disse o ex-governador. — Esse pessoal está apavorado. O único político com mandato no Brasil que é oposição ao PT e nunca votou no Lula é Ronaldo Caiado.
A estratégia de aumentar os ataques contra Flávio acontece diante das dificuldades de Caiado e de outros candidatos para crescer nas pesquisas. Na última Quaest, o ex-governador aparecia numericamente empatado com Renan Santos (Missão) na marca de 4%. Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) têm 2% cada.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu votos para João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco, e para Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), candidatos ao Senado. O vídeo, gravado na última sexta-feira (14), em Brasília, foi publicado nas redes sociais em formato de colaboração entre os candidatos. “É simples: quem vota no Lula vota no João para governador. Quem vota no João para governador vota em Marília para senadora. Quem vota em Marília para senadora vota no Humberto para senador”, afirmou Lula.
Na gravação, o presidente também defendeu o alinhamento entre o Governo Federal, o Governo do Estado e a representação de Pernambuco no Senado. Segundo Lula, essa articulação pode ampliar a capacidade de realização de investimentos e ações no Estado. Na mesma ocasião, ele gravou outro vídeo ao lado de João Campos, também com pedido de voto ao socialista.
