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O vereador Gabriel Menezes (PSD) reuniu apoiadores neste domingo (16), em Petrolina, durante a inauguração do comitê 4011, e reforçou o apoio à candidatura de Lucas Ramos (PSB) à Câmara dos Deputados. No ato, o vereador também declarou apoio ao projeto de Elismar Gonçalves (Podemos) para deputado estadual. “O meu governador é João Campos (PSB), o meu federal é Lucas Ramos e agora o meu estadual é Elismar Gonçalves!”, afirmou.
O evento contou ainda com a presença do ex-deputado Nilton Mota (PSDB), que representou a chapa majoritária de João Campos, e do próprio Lucas Ramos. Durante o discurso, o deputado federal destacou a relação política com Elismar. “Em Petrolina, eu tenho um irmão e esse irmão se chama Elismar Gonçalves, e esse recado Gabriel Menezes entendeu. Em 2014 você me ajudou, em 2016 eu retribuí, em 2018 novamente você me ajudou, em 2020 eu retribuí, em 2022 você mais uma vez caminhou comigo. Em 2024 eu queria você prefeito, mas naquela ocasião o povo de Petrolina não quis porque queria você deputado estadual de Pernambuco”, disse Lucas. Com informações do Blog do Finfa.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) iniciou a campanha eleitoral neste domingo (16) no Rio de Janeiro. O 1º compromisso foi um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul da cidade. Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente a partir de agora os candidatos podem pedir votos explicitamente.
Flávio subiu em um trio elétrico por volta das 11h30. Ele estava acompanhado do seu vice na chapa, Alfredo Gaspar, e do candidato a governador Douglas Ruas, além da mãe, Rogéria, e da esposa, Fernanda.
A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo. Com isso, os candidatos estão autorizados a pedir votos explicitamente e a realizar atos como comícios, carreatas e passeatas. A propaganda eleitoral na internet também está liberada. As informações são do g1.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, foi vaiado durante uma cerimônia realizada em 15 de maio, no QG do Bope, no Rio de Janeiro, segundo informação publicada neste domingo (16) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O episódio ocorreu em meio às primeiras repercussões da relação entre Flávio e Daniel Vorcaro, que veio a público naquele período a partir das negociações para o financiamento do filme “Dark Horse”.
Flávio participou da entrega de equipamentos à unidade de elite da Polícia Militar fluminense. Parte do material foi comprada com recursos de uma emenda parlamentar destinada pelo próprio senador. Ao chegar ao local, foi recebido com gritos de “Pega, ladrão!” e “Bandido”.
A reação ocorreu quando o filho mais velho de Jair Bolsonaro, conhecido como Zero Um, decidiu fazer um breve discurso para a tropa. Os policiais presentes responderam com vaias, surpreendendo o parlamentar.
Do jornal O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre sua campanha à reeleição neste domingo (16) em um evento no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, local dos primeiros comícios do presidente na década de 1970. Ele está ao lado de Fernando Haddad (PT), que tenta derrotar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na corrida pelo governo do estado de São Paulo.
Lula subiu ao palco após uma contagem regressiva de 13 minutos, em referência ao número de urna do PT. Ele assistiu a depoimentos de colegas do movimento sindical, com relatos sobre a repressão da greve na ditadura. Na sequência, recebeu o grupo presencialmente com uma versão instrumental do jingle “Lula Lá”, de 1989.
Leia maisEm seguida, foram chamados o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), novamente companheiro de chapa de Lula na tentativa de reeleição, ao lado da esposa, Lu Alckmin, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), acompanhado da esposa Ana Estela. Fafá de Belém, anunciada como a “voz das Diretas Já”, cantou o hino brasileiro.
Segundo a discursar, Haddad comparou Lula ao governo Bolsonaro e criticou o rival. “Eu poderia falar dos últimos feitos: da retomada do crescimento, do emprego, de como pela segunda vez Lula coloca a inflação de joelhos. Poderia falar do apoio a universidades, à educação, ao SUS, depois do completo descalabro do governo anterior. O presidente Lula herdou aquilo que ninguém imaginava ser possível corrigir em 3 anos. E deu condições de retomarmos o nosso sonho de uma nação soberana, democrática e justa.”
Ao final, exaltou o presidente: “Essa estrela chamada Lula. Essa estrela que nasceu na Vila Euclides, uma estrela que muita gente anseia apagar, o sonho de muita gente no Brasil é ver essa estrela apagar. Mas essas imagens estão correndo o mundo e eles vão saber que nossa estrela vai ficar acesa pra subir o Palácio do Planalto e mostrar que quem manda no Brasil não é o dinheiro, mas o suor de cada trabalhador e trabalhadora”, afirmou Haddad.
O primeiro discurso ficou por conta de Benedita da Silva, candidata do PT ao senado pelo Rio de Janeiro. Na sequência, a primeira dama Janja da Silva começou a discursar e reclamou do som — fez uma brincadeira com ser “Tim Maia”. Janja fez um discurso direcionado às mulheres e homenageou Marisa Letícia, ex-esposa de Lula morta em 2017 após um AVC. “Foi ela quem bordou a primeira do PT, e a ela dedico toda a minha admiração”, disse. Recentemente, Janja declarou numa entrevista que o Brasil nunca teve uma primeira-dama tão ativa. Ela convidou o cantor gospel Kleber Lucas para uma das músicas de campanha.

O campo e as arquibancadas do Estádio 1° de Maio começaram a ser preenchidos a partir das primeiras horas da manhã, com caravanas de militantes. A área principal, com paletes no gramado, era dividida em dois setores. Candidatos ficaram perto do telão, no setor VIP, onde o esquenta do evento teve entrevistas.
Foram colocados bandeirões nas arquibancadas, que eram retirados à medida que o público extrapolava o espaço disponível. Fotos históricas e backdrops com pôsteres de eventos antigos incentivavam selfies e barulho nas redes sociais.
Um enorme telão foi montado ao fundo para transmitir os discursos e filmes preparados para o evento. Dele se estendia uma passarela de vários metros, com o chão revestido de vermelho, que tinha na extremidade uma pequena mesa com seis cadeiras e dois guarda-sóis.
Antes do palco principal, o evento começou com discursos de aliados de vários estados, como Santa Catarina e Paraná. As candidatas da chapa da esquerda ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), também empunharam o microfone e falaram nos primeiros momentos do ato. Outros que discursaram foram representantes de movimentos sindicais de trabalhadores.
O encontro foi divulgado pelo PT como o mote “Onde tudo começou”, em referência às greves lideradas por Lula no ABC quando era diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, em 1979, antes da fundação do partido. A ideia é destacar a “biografia” do petista e a conexão com os trabalhadores. A assessoria de Lula estima o público esperado em 20 mil pessoas.

Às 18h51 de ontem (15) o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) teve sua candidatura a presidente registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O empresário havia recebido ainda ontem uma liminar da Justiça que o autorizou a deixar o União Brasil para voltar a seu antigo partido, o PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro).
A regularização provisória da filiação do influenciador à sigla teve efeitos retroativos a 4 de abril, permitindo que Marçal disputasse a Presidência pela sigla pois, segundo a legislação eleitoral, o candidato precisa estar filiado ao partido em que concorrerá ao pleito até seis meses antes. As informações são da CNN Brasil.
O antigo pré-candidato do PRTB à Presidência, Leonardo Avalanche, foi cadastrado como candidato a vice-presidente da chapa Brasil Próspero. Marçal será o primeiro candidato do PRTB ao Palácio do Planalto desde a campanha de Levy Fidelix em 2014. “Recuperamos o partido quando tentaram tirá-lo de nós”, disse Avalanche.
Marçal foi condenado e tornado inelegível por irregularidades constatadas quando disputou a prefeitura de São Paulo em 2024. Segundo o processo, o empresário promoveu a publicação massiva de vídeos curtos nas redes sociais “mediante a promessa de prêmios em dinheiro aos produtores de conteúdo com maior número de visualizações”, o que configura “uso indevido dos meios de comunicação social, abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos de campanha”.

A governadora Raquel Lyra (PSD) inicia oficialmente, neste domingo (16), a campanha à reeleição ao Governo de Pernambuco pela coligação Pernambuco de Coração, com agenda que percorre o Recife, o Agreste e o Sertão. A candidata começa o dia na capital, com dois adesivaços, antes de seguir para Caruaru e Petrolina.
No Recife, os primeiros compromissos ocorrem nesta manhã nos comitês da Zona Sul, no Pina, e da área central, na Avenida João de Barros, no bairro da Soledade. Em seguida, no início da tarde, Raquel viaja para Caruaru, onde participa de um novo adesivaço, e depois segue para Petrolina.
A agenda no Sertão inclui outro adesivaço, marcado para 16h55, e termina à noite em um ato político promovido pelo presidente estadual do União Brasil e candidato a deputado federal, Miguel Coelho (UB).
Na largada da campanha, Raquel deve apostar na comparação entre sua gestão e os governos anteriores do PSB, partido do adversário João Campos. “Vamos comparar, mostrar como Pernambuco estava quando assumimos, quando era governada pelo PSB, e como está agora, voltando a liderar nosso Nordeste. O futuro que a gente sempre sonhou já começou a ser construído com muito trabalho.”
Um incêndio atingiu a Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVC), localizada na Avenida Caxangá, em frente ao Parque de Exposições, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, na manhã deste domingo (16). As informações são do Diário de Pernambuco.
Imagens nas redes sociais mostram uma intensa fumaça no local. Também é possível ver nas publicações a presença do Corpo de Bombeiros, mas ainda não foi emitida nota oficial da corporação.
Ainda não há informações sobre o que teria provocado o fogo ou se há feridos. A ocorrência está em andamento.
Os primeiros minutos da campanha eleitoral em Jaboatão dos Guararapes foram marcados pela presença da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Neste domingo (16), ela participou da inauguração do comitê da candidata a deputada estadual Andréa Medeiros (PSD), em Piedade, ao lado do prefeito Mano Medeiros (PSD).
O ato reuniu ainda o presidente da Câmara Municipal, Getúlio Belém (PL), vereadores de Jaboatão, o deputado federal Guilherme Uchoa Junior (PSB), candidato à reeleição, e os candidatos ao Senado Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). A mobilização contou com um adesivaço iniciado no primeiro minuto da campanha e reuniu apoiadores. As informações são do blog Cenário.
Raquel destacou a escolha de Jaboatão para dar início à sua caminhada eleitoral e reforçou a parceria com Andréa e Mano. A governadora também afirmou estar confiante na eleição da candidata para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Emocionada, Andréa agradeceu o apoio de Raquel e Mano e defendeu a continuidade da governadora à frente do Estado. Já Mano destacou a trajetória da esposa na vida pública e afirmou que ela reúne as condições para representar Jaboatão na Alepe.
O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), iniciou oficialmente à 0h deste domingo (16) a campanha ao Governo de Pernambuco. O primeiro compromisso foi no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, no Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife, onde esteve acompanhado do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
Na ocasião, João Campos afirmou estar otimista com a disputa e disse estar “muito seguro” da caminhada. Depois da passagem pelo Morro da Conceição, o candidato seguiu para o comitê central, onde se encontrou com a militância. Com informações dos blogs Dantas Barreto e Cenário.
Leia mais“Respeito todos os candidatos, incluindo Ivan Moraes”
Durante conversa com a imprensa na chegada ao Morro da Conceição, ainda no fim da noite deste sábado (15), João Campos também foi questionado sobre as articulações em torno da candidatura de Ivan Moraes (PSOL). Na noite de ontem, o PSOL decidiu manter o nome do ex-vereador na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Presidente nacional do PSB, João negou que seu partido tenha atuado para retirar Ivan da corrida eleitoral. Segundo ele, as negociações fazem parte de uma construção nacional entre as legendas que integram o arco de alianças em torno da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Sou presidente de um partido do campo democrático, um partido progressista. Respeito demais a decisão de todos os partidos, que constroem de forma democrática. E respeito todos os candidatos dessa eleição, incluindo o candidato Ivan Moraes”, garantiu João Campos.
O pessebista citou alianças construídas em outros estados para reforçar que cada partido apresentou suas prioridades durante as negociações. “A gente está apoiando o Psol e a Rede em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Minas Gerais. Então, há uma aliança muito forte nacional e eu posso dizer que o nosso partido construiu isso junto com o presidente Lula para fortalecer o projeto de Lula e Geraldo Alckmin. Eu respeito a decisão dos partidos. Os partidos são democráticos, cada partido toma a sua decisão, a sua construção”, ressaltou.
Ao ser questionado especificamente sobre uma eventual tentativa do PSB de demover Ivan Moraes da candidatura, João negou a existência de qualquer articulação nesse sentido.
“De forma nenhuma… não há nenhuma tentativa. Isso eu falo pelo PSB. A gente construiu uma aliança nacional. Todos os partidos apresentaram suas prioridades. Foi assim que a gente construiu a candidatura de Manu no Rio Grande do Sul, o apoio a Marina Silva e Simone Tebet em São Paulo, com Márcio França na vice. A gente respeita a posição que os partidos tomam. Cada partido pode tomar uma decisão de coligação, se não coligação, de candidatura ou não, e tem o nosso absoluto e profundo respeito”, finalizou.
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Do Valor Econômico
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltará a seu berço sindical e político neste domingo (16) para iniciar sua campanha à reeleição no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), palco de assembleias sindicais de metalúrgicos que o projetaram como líder sindical no fim dos anos 1970.
Em busca de seu quarto mandato, o presidente defenderá a soberania nacional, a democracia e mais qualidade de vida para a população, e deve fazer acenos aos trabalhadores e aos jovens, com a defesa do fim da jornada 6×1; às mulheres, com o combate ao feminicídio; e aos idosos, com mais ações na saúde.
Leia maisLula dará o tom de sua campanha no ato político, e deve lançar as principais bandeiras de sua candidatura, que tem como mote “O Brasil pronto para mais”. No evento, estão previstos os discursos do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, representando as mulheres, e do ex-ministro e candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad.
Em sua última disputa pela Presidência e perto de completar 81 anos, o presidente quis voltar ao estádio de Vila Euclides e fazer o evento “Onde tudo começou”, para resgatar sua trajetória sindical e política, e também para recontar a história do PT aos mais jovens, em um ato visto por petistas como o “fim de um ciclo” na história brasileira.
A campanha de Lula pretende reproduzir a imagem de Lula cercado de milhares de pessoas, assim como foi nas assembleias sindicais do fim dos anos 1970, para reforçar a narrativa de que o presidente está ao lado do povo e tem apoio dos trabalhadores. A ideia é usar fotos e vídeos desse ato na propaganda eleitoral na televisão e em redes sociais. Assim como na época das grandes assembleias sindicais, entre 1979 e 1980, militantes devem reproduzir uma parte da fala do presidente ou do mestre de cerimônias, em um jogral. A expectativa dos petistas é que cerca de 20 mil pessoas participem do evento no estádio Primeiro de Maio, no bairro de Vila Euclides, e ocupem o local, espalhados pelo gramado.
O PT busca fazer um ato que lembre o 13 de março de 1979, quando metalúrgicos do ABC paulista começaram uma greve geral da categoria, que se tornou histórica por desafiar a ditadura militar. Na época, Lula liderou a mobilização, em um palanque improvisado, apenas com um megafone e sem sistema de som, durante a assembleia com cerca de 60 mil trabalhadores.
Nos últimos dias, o PT e movimentos populares reforçaram a mobilização para levar militantes de diversas cidades de São Paulo e de Estados vizinhos, como o Rio de Janeiro e Paraná. Só das cidades do ABC paulista devem sair 150 ônibus com militantes, segundo integrantes da campanha. O evento é visto por petistas como um teste da força da militância, no primeiro dia oficial de campanha na rua.
O jingle escolhido, o “Rap do Silva”, também reforçará o vínculo de Lula com o trabalhador comum. A música conta a trajetória do presidente, que nasceu no sertão de Pernambuco e foi para a periferia de São Paulo, onde trabalhou e ascendeu socialmente. “É o Lula da Silva, é a estrela que brilha, ele é brasileiro, trabalhador e família”. A música é uma adaptação do “Rap do Silva” de 1995, do MC Bom Rum, que fala da discriminação e dificuldades enfrentadas pelo trabalhador da periferia. “Era só mais um Silva, que a estrela não brilha, ele era funkeiro, mas era pai de família”, diz a música original.
Para evitar o esvaziamento da plateia no estádio, assim como aconteceu na convenção nacional do PT, que oficializou a candidatura de Lula em 2 de agosto, na capital paulista, os discursos devem ser mais curtos. Os responsáveis pelos ônibus com a militância foram orientados a esperar o fim do evento para, só depois, levarem embora os apoiadores. Na convenção, o presidente discursou por cerca de 1h10, com uma fala de improviso. Depois da metade do evento, a plateia que estava na convenção petista já estava esvaziada. Agora, Lula poderá seguir um roteiro pronto, com um discurso lido pelo teleprompter. Aliados do petista, no entanto, ainda apostam que o presidente improvisará parte do discurso.
Aos 80 anos, Lula disputará sua sétima eleição presidencial, depois de concorrer em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2022. O presidente foi eleito em 2002, reeleito quatro anos depois e voltou ao comando do país em 2022, depois de ter sido preso em abril de 2018 e passado 580 dias detido sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, no âmbito da Operação Lava-Jato. Em abril de 2021, o plenário do Supremo Tribunal Federal anulou as condenações contra o petista na Lava-Jato.
O presidente começa a disputa em um cenário acirrado, de empate técnico no segundo turno com seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na avaliação de petistas, será a disputa eleitoral mais difícil enfrentada por Lula.
Segundo pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14), o presidente tem 38% das intenções de voto e Flávio, 31% no primeiro turno. No segundo turno, Lula tem 43% e Flávio, 40%. Ambos estão empatados no limite da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais. O senador do PL tem rejeição de 54% e o presidente, de 52%. Outro indicador da pesquisa que deixa a campanha do petista em alerta é a aprovação do governo, menor do que a desaprovação: 48% desaprovam a gestão e 46%, aprovam.
Ao colocar sua campanha na rua, no Estádio Primeiro de Maio, Lula deve voltar a pedir um voto de confiança na população, assim como fez nas assembleias sindicais de 1979. A expectativa de lideranças petistas é que Lula aponte para o futuro e tente atrair o eleitor que busca melhorar de vida, com bandeiras como o fim da jornada 6×1, sem redução de salário.
No PT, dirigentes têm criticado o fato de o presidente ficar preso no passado e no balanço de suas ações, sem falar da perspectiva de futuro e do que pretende fazer se for reeleito para o quarto mandato. Para “vender o futuro”, o presidente se cercou no comando da campanha de petistas históricos, como o Gilberto Carvalho, Paulo Okamotto, José de Fillipi Jr, Aloizio Mercadante e José Sérgio Gabrielli — sendo este o responsável por seu programa de governo. Entre os mais novos da campanha, estão a vereadora Luna Zarattini (PT) e o ministro Guilherme Boulos (Psol).
Na convenção nacional do PT, que oficializou sua candidatura, Lula criticou o Congresso e indicou que, se reeleito, disputará pelo Orçamento da União com os parlamentares, e tentará mudar o sistema de distribuição de emendas. O petista defendeu ainda mais recursos para a área de Defesa e pregou a soberania nacional. No evento, o petista disse que anunciaria suas propostas de governo neste domingo.
A expectativa de aliados do presidente é que o petista acene agora com medidas na área de segurança, principal problema citado pela população em pesquisas recentes de opinião. Além disso, petistas pressionam o presidente para que ele indique que terá responsabilidade fiscal, fará um ajuste fiscal e que aumentará o poder de compra dos brasileiros.
Em São Bernardo do Campo, palco do evento deste domingo, Lula venceu a disputa presidencial no segundo turno em 2022 por 53,83% dos votos no segundo turno ante 46,17% do então presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista venceu na região metropolitana da capital de São Paulo, mas perdeu no Estado. A cidade é comandada por Marcelo Lima (Podemos).
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Por Silvino Teles Filho*
Dor de cabeça não é tudo igual. A localização, a intensidade, a duração e os sintomas associados podem indicar diferentes tipos de cefaleia — e reconhecer essas características é importante para escolher o tratamento adequado.
🧠 1. Enxaqueca (migrânea)
É uma das formas mais comuns de cefaleia e pode causar uma dor pulsátil, moderada a intensa, frequentemente de um lado da cabeça.
Leia maisPode estar acompanhada de:
A enxaqueca pode durar de algumas horas a vários dias e pode comprometer significativamente a rotina e a qualidade de vida.
🔨 2. Cefaleia do tipo tensional
É frequentemente descrita como uma sensação de pressão, aperto ou peso na cabeça, como se houvesse uma faixa comprimindo o crânio.
Geralmente é bilateral e pode estar relacionada a fatores como estresse, tensão muscular, privação de sono e hábitos inadequados.
Ao contrário da enxaqueca, normalmente não provoca náuseas importantes e tende a apresentar menor intensidade.
⚡ 3. Cefaleia em salvas
É uma cefaleia menos frequente, porém extremamente intensa.
A dor costuma ocorrer ao redor de um olho ou na região temporal, geralmente de um único lado. As crises podem ser acompanhadas de:
As crises tendem a ocorrer em períodos, frequentemente em horários semelhantes, podendo se repetir várias vezes ao dia.
💊 4. Cefaleia por uso excessivo de medicamentos
Pode ocorrer quando medicamentos utilizados para aliviar a dor de cabeça são usados de forma frequente.
Nesse cenário, a própria utilização repetida de analgésicos ou medicamentos específicos para crises pode contribuir para a cronificação da cefaleia, criando um ciclo difícil de interromper.
Por isso, não basta apenas tratar a dor: é fundamental avaliar a frequência das crises e o consumo de medicamentos.
🩺 5. Cefaleias secundárias
Nem toda dor de cabeça é uma cefaleia primária. Algumas são consequência de outras condições, como infecções, alterações vasculares, traumatismos, hipertensão intracraniana ou outras doenças neurológicas.
Alguns sinais exigem avaliação médica imediata, especialmente quando a dor:
⚠️ surge de forma súbita e extremamente intensa;
⚠️ é diferente do padrão habitual;
⚠️ aparece após um traumatismo;
⚠️ está associada a febre, rigidez na nuca, confusão, desmaio ou convulsão;
⚠️ vem acompanhada de fraqueza, alteração da fala ou perda visual;
⚠️ ocorre durante a gestação ou no período pós-parto;
⚠️ apresenta mudança progressiva de padrão ou intensidade.
Afinal, toda dor de cabeça precisa de investigação?
Não. Muitas cefaleias são condições primárias e podem ser diagnosticadas clinicamente. Entretanto, dor de cabeça frequente, incapacitante ou com características diferentes do habitual merece avaliação especializada.
O diagnóstico correto permite diferenciar os tipos de cefaleia, identificar possíveis fatores desencadeantes e definir estratégias de tratamento e prevenção.
Dor de cabeça não deve ser simplesmente “normalizada”. Quando ela interfere na sua vida, é hora de investigar.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
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Meu amigo Álvaro Mendonça, ex-presidente da Caixa Econômica, devorador voraz de literatura política, com quem divido a boa mesa do Leite às segundas-feiras, me surpreendeu com um presente adorável: o livro “CCB – Carlos Castelo Branco, o jornalista do Brasil”.
A obra, esgotada, foi achada por ele num sebo do Recife. Li de um fôlego só no voo para Brasília. Publicada em 2006 pela Editora Senac DF, a obra reúne entrevistas históricas realizadas no final dos anos 1970 pelo jornalista Carlos Chagas e o cineasta Pedro Jorge de Castro com o célebre jornalista político Carlos Castelo Branco, o Castelinho, como era tratado.
Leia maisLogo na apresentação escrita por Carlos Chagas, que conheci tão logo cheguei em Brasília em 1984, fiquei impactado com dois conselhos dados por Castelinho ao próprio Chagas quando este aceitou dirigir a sucursal do jornal O Estado de São Paulo, em Brasília. O primeiro: jamais contratar repórteres baianos. “São moles”, justificou, para espanto de Chagas.
O segundo: deixar claro para os patrões que ele, Chagas, era jornalista e que nunca ia parar de escrever, apesar dos encargos da chefia. “E saia sempre do jornal enquanto for dia. A noite foi feita para a gente colher notícias; deixe um auxiliar fechando a redação”, escreveu Chagas.
Este era o Castelinho, que conheci e com ele almocei uma única vez, na companhia do ex-governador Joaquim Francisco, no restaurante Piantela, então point dos políticos e jornalistas, fechado na pandemia. Castelinho foi, sem dúvida, o maior comentarista político da imprensa brasileira.
Conviveu com 13 presidentes da República, nunca empunhou gravadores. Jamais sacou do bolso do paletó o bloco de papel e a caneta que inevitavelmente inibem, quando não emudecem, até campeões de loquacidade.
Em vez de anotar o que ouvia, armazenava na memória prodigiosa informações que, na manhã seguinte, balizariam o que para uma imensidão de leitores era mapa, bússola e guia: a Coluna do Castelo, no Jornal do Brasil, o JB. Natural do Piauí, casado com uma ministra do TCU, gozava da intimidade do poder e sabia tudo sobre Brasília.
“Em Brasília, cidade do poder, você deve cumprimentar as pessoas, mas não esperar em troca agradecimentos ou gentilezas. Se cumprimentar o porteiro, o máximo que ocorrerá é ele achar que você não tem poder nenhum, não manda em ninguém, tanto que fala com ele”, disse, certa vez, numa palestra para estudantes de Jornalismo.
Carlos Castelo Branco sabia identificar quem detinha a noticia. Jamais perdia o distanciamento e a objetividade. Idôneo, emanava confiança e sabia ganhá-la de suas fontes. Em sua Coluna do Castelo informava sem agredir. Revelava nas entrelinhas. Dava a perceber o que não podia ser dito.
Castelo dispensava anotações. Na memória anotava o que ouvia. Não importa se num jantar, ao telefone ou num almoço. Mesmo naquele das sextas feiras com um grupo muito próximo de amigos. No final dos anos 1970, o cineasta e professor da Universidade de Brasília Pedro Jorge de Castro e o jornalista Carlos Chagas realizaram uma série de entrevistas com o jornalista Carlos Castelo Branco.
Arquivadas por mais de 20 anos, elas contam uma parte importante dos bastidores da história política brasileira, de Getúlio Vargas a José Sarney. O livro é leitura obrigatória para alunos dos cursos de ciências políticas, história e jornalismo. Na entrevista, ele conta bastidores inéditos na convivência com presidentes militares e civil, inclusive Jânio Quadros, de quem foi secretário de Imprensa (na época não havia ainda o cargo de ministro da Secom).
No livro, tomei conhecimento que Carlos Castelo Branco registrou em um manuscrito guardado por 30 anos os bastidores da inesperada renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. O relato revela o isolamento político de Jânio e as crises internas do curto mandato presidencial.
O texto foi redigido logo após os fatos de agosto de 1961, mas permaneceu inédito até ser publicado postumamente. Mostra o choque e o vazio de poder no Palácio do Planalto no dia do anúncio. Descreve o choque entre correntes opostas no governo: a ala governista reformista e os conservadores.
Jânio renunciou apostando em um auto golpe. Ele achava que o Congresso e os militares recusariam sua saída e o chamariam de volta com poderes ampliados. O plano falhou quando o Congresso aceitou a renúncia dele de imediato, conforme os escritos inéditos de Castelinho.
Com a renúncia de Jânio, Castelinho assumiu a chefia da sucursal do JB em Brasília de 1962 a 1972. Ali nascia a Coluna do Castello, lida, apreciada e temida pelos políticos, pois escrita por um profundo conhecedor dos bastidores do poder e um intérprete arguto da realidade política. Manteve a coluna até o fim de sua vida, em 1993, aos 73 anos.
Por sua luta pela liberdade de imprensa, o maior jornalista político do Brasil ganhou vários prêmios internacionais, como o Maria Moors Cabot, da Universidade americana de Columbia e o Prêmio Mergenthaler, bem como o Prêmio Nereu Ramos da Universidade de Santa Catarina.
Zuenir Ventura e outros cronistas definiram Castelinho como o “mestre do ofício de escrever sob censura”, capaz de dizer o que era proibido de forma velada, irritando os censores e informando com precisão o leitor.
Roberto D’Ávila registrou que Castelo possuía uma memória brilhante, dispensava anotações físicas e era um pensador que orientava o norte político do país. Já Alberto Dines referia-se a ele enfaticamente como o maior repórter político que o Brasil já teve, cuja autoridade moral e idoneidade conquistavam a confiança irrestrita das mais complexas fontes de poder.
“Até mesmo o general Emílio Garrastazu Médici o apresentou em viagem oficial aos EUA ao presidente Richard Nixon como “o mais importante jornalista brasileiro”, lembra Dines.
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