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A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), órgão do Governo Federal, interditou a pista do aeroporto de Noronha para os aviões turbojato, a partir de 12 de outubro. O motivo: o risco de vida para os passageiros pela péssima qualidade da pista. As obras na pista do aeroporto são de atribuição do Governo de Pernambuco. Porém, a gestão do PSB deixou a pista se deteriorar ao longo dos anos, até a interdição.
Após a interdição, o governo Paulo Câmara (PSB) disse que iria fazer duas obras, uma emergencial e uma definitiva. A emergencial já está praticamente terminada, mas, segundo relatório contratado pelo próprio Governo de Pernambuco, ficou péssima e provavelmente não servirá para liberar a pista do aeroporto. A definitiva teria o prazo de 12 meses e foi orçada em R$ 71 milhões.
Leia maisPraticamente não começou esta obra definitiva, mas a gestão do PSB já quer fazer um aditivo ao contrato, nos últimos dias de dezembro, para pagar mais R$ 12 milhões à empresa contratada. Segundo o processo administrativo, a justificativa oficial é que a empresa “solicitou o reajustamento contratual e o Gestor e o Fiscal do referido contrato apresentaram parecer favorável ao pleito, devido à inexistência de medição”.
O pedido já está na Secretaria Estadual de Planejamento, para reservar os recursos para a empresa privada. Tudo está sendo deliberado nos próximos dias, antes da nova governadora Raquel Lyra (PSDB) assumir. Recente relatório particular, contratado pelo próprio Governo de Pernambuco, concluiu que, apesar “dos reparos recentes realizados pelo aeroporto, a maioria dos pavimentos ainda se encontram com PCI em situação igual ou abaixo de Ruim”. Ou seja, que as obras emergenciais feitas pela gestão do PSB, a partir da interdição da pista em outubro, não serviram de nada. Pelo visto, o “abacaxi” ficará para Raquel.
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