O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) disse estar animado para a reeleição de Lula, mas afirmou também que vai aguardar, com humildade, o resultado das urnas.
Alckmin votou no início da tarde em uma escola na Zona Oeste de São Paulo, acompanhado da mulher Lu Alckmin, e de Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. Ele foi recebido por apoiadores que gritavam “Lula. As informações são do jornal O GLOBO.
Depois do voto, Alckmin disse que a expectativa é alta para a reeleição de Lula.
— Estamos muito confiantes, animadicíssimos, se vale o superlativo, com esse segundo turno. Cresceram as redes, cresceram as ruas e nós vamos garantir a democracia, que é onde o povo é ouvido. As ditaduras, quem manda são os poderosos, os milionários. A democracia ouve o povo, dialoga — disse.
Alckmin disse ainda que o Brasil vive um grande momento, e lembrou dos tempos das Diretas Já, na década de 1980. Para ele, aquele momento se assemelha ao que o país vive agora neste segundo turno, com atos grandes pró-Lula em várias cidades, em defesa da democracia.
Questionado sobre as expectativas também altas da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL, o vice afirmou que não vai julgar a campanha adversária, mas que está muito confiante principalmente após o ato de Lula na Avenida Paulista no sábado. Alckmin disse que nunca tinha visto a avenida tão cheia na vida.
Alckmin segue agora para um hotel próximo à Avenida Paulista, onde acompanha a apuração ao lado do presidente Lula.
O juiz Tiago Ducati Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, intimou a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans a prestarem informações imediatas sobre as denúncias de frota reduzida de ônibus no município neste domingo (25), dia do segundo turno da eleição presidencial.
“Em relação à oferta de ônibus municipais nos locais descritos na denúncia, determino a intimação dos requeridos, por meio eletrônico, para que prestem imediatas informações”, afirmou o juiz, acrescentando que já havia fixado uma multa de R$ 100 mil caso seja constatado que houve descumprimento da obrigação de disponibilizar a mesma frota de ônibus dos dias úteis.
No pedido, o PT alega que o sistema de ônibus municipal estaria operando com apenas 60% dos veículos durante o segundo turno das eleições presidenciais, e pede a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transportes, Celso Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A legenda também pede a extensão, por duas horas, do horário de votação na cidade.
O juiz não se manifestou ainda sobre esses requerimentos, e determinou a intimação da prefeitura sobre a situação do transporte coletivo da cidade neste domingo.
Isso porque, na sexta-feira (23), o mesmo magistrado havia determinado que a gestão Ricardo Nunes (MDB) disponibilizasse a mesma quantidade de ônibus dos dias úteis neste domingo, para possibilitar que todos os eleitores conseguissem se dirigir aos seus locais de votação sem dificuldades. A decisão atendeu a um pedido de parlamentares do PSOL. Em caso de descumprimento, ele estabeleceu pena de multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans.
A gestão municipal afirma que notificou na tarde de sábado (24) as empresas sobre a necessidade de operarem no mesmo esquema dos dias úteis, mas que “a ampliação da frota em prazo tão reduzido impõe desafios operacionais concretos” e que houve dificuldade de readequar “escalas de trabalho, jornadas e rotinas previamente organizadas”. Isso porque a prefeitura planejava operar com a escala de sábado, assim como fez no primeiro turno da eleição.
“A programação dos profissionais também havia considerado o direito à folga e a organização necessária para assegurar o exercício do voto, o que torna ainda mais complexa uma alteração dessa magnitude na véspera da eleição. O planejamento originalmente estabelecido pela SPTrans foi elaborado com base em critérios técnicos e em dados efetivos de demanda. No domingo anterior, aproximadamente 6,9 mil ônibus estiveram em operação, oferecendo cerca de 8 milhões de lugares e transportando 3,4 milhões de passageiros. Esses indicadores subsidiaram a definição de uma oferta de transporte compatível com o comportamento observado da demanda”, informou a prefeitura em nota.
A demora em conseguir ônibus tem sido relatada por eleitores de São Paulo e também de outras cidades. Mais cedo, o TRE-BA mandou prender Pablo Souza, secretário de mobilidade de Salvador, porque cerca de 75 ônibus do transporte público da capital baiana foram impedidos de sair de garagens por terem adesivos com o número de votação de Lula. De acordo com a GloboNews, a Polícia Federal afirmou que o secretário está no exterior. O chefe da pasta viajou à capital francesa para participar de eventos institucionais.
Esse precedente foi mencionado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), que pediu em suas redes sociais que os eleitores mandem relatos sobre eventual dificuldade para conseguir acessar o transporte público neste domingo.
“Vamos pedir a prisão de Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Transportes ao TRE/SP. Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo”, publicou no X.
Um eleitor, que não teve a identidade revelada, foi preso na tarde deste domingo (25/10), após colar a tecla 3 de uma urna eletrônica. O caso ocorreu no CEF 33, em Ceilândia. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) confirmou o caso.
O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, comentou a ocorrência. “A gente foi comunicado de que havia cola, que alguém tinha colado o número 3 da urna”, confirmou. As informações são do Metrópoles.
Segundo informações do TRE-DF, a urna precisou ser substituída. Ainda segundo a Corte, este foi o único caso deste domingo (25/10) em que a tecla de uma urna eletrônica foi colada para evitar que o botão fosse pressionado.
O eleitor foi preso em flagrante e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal, na Asa Norte, onde aguarda audiência de custódia. A corporação vai investigar o caso.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu neste domingo (25/10) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que prorrogue a votação do segundo turno até as 19h em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
A defesa de Flávio alega que chuvas, alagamentos e interdições dificultaram a chegada de eleitores às urnas. O caso foi direcionado ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Nunes Marques. As informações são do Metrópoles.
O candidato também pede que a divulgação dos resultados da eleição presidencial só comece depois do encerramento da votação nos locais beneficiados.
Para os advogados de Flávio, as demais seções poderiam transmitir os votos normalmente, mas os números ficariam sem divulgação até o fim do prazo adicional.
A defesa argumenta que permitir o voto de quem já estiver na fila às 17h não resolve a situação de eleitores que enfrentam obstáculos para chegar às seções. Pelas regras da Justiça Eleitoral, quem estiver aguardando nesse horário recebe uma senha e tem o direito de votar assegurado.
“Com alertas abertos durante o horário de votação e locais de votação com acesso alterado, o eleitor não pode ser posto diante da escolha entre a própria segurança e o exercício do voto”, afirma a campanha.
Em São Paulo, o pedido abrange a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga.
No Paraná, inclui Curitiba e Guaratuba. Em Santa Catarina, são citados Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.
Para justificar a medida, a campanha reúne relatos de mudanças de locais de votação, vias alagadas e interrupções no fornecimento de energia. Segundo o documento, 3.745 eleitores tiveram as seções transferidas em Curitiba e Guaratuba. Em Itapevi, outros 446 precisaram votar em uma escola diferente porque o entorno do endereço original ficou inacessível.
No caso catarinense, os advogados reconhecem que a avaliação geral da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) era de normalidade durante a manhã. Argumentam, porém, que o pedido se baseia em ocorrências localizadas, como falta de energia e eleitores ilhados, e na possibilidade de novos problemas ao longo da tarde.
Se o TSE não autorizar a extensão nas 17 cidades, a campanha pede que o horário seja ampliado ao menos em locais específicos de Itapevi, Americana, Curitiba e Guaratuba que tiveram alterações de acesso ou de endereço.
Outra alternativa proposta pelos advogados de Flávio seria permitir que juízes eleitorais dos três estados concedam até duas horas adicionais nas seções em que constatarem, até as 17h, impedimentos causados por alagamentos, deslizamentos, vias interditadas ou falta de energia.
A campanha também quer que a medida alcance outros locais que a Justiça Eleitoral identifique como afetados.
Mesmo sem a obrigação de votar, eleitores com mais de 70 anos fizeram questão de comparecer às urnas neste domingo, segundo turno das eleições presidenciais. Aos 86 anos, Maria Salete Barca dos Santos enfrentou a chuva que cai desde a madrugada na capital fluminense para votar no CIEP Presidente Tancredo Neves, no Catete, na Zona Sul.
Acompanhada de três netos, que a ajudaram a sair do táxi e a caminhar com o auxílio de uma bengala até a seção eleitoral, ela não abriu mão de exercer seu direito ao voto. No interior do estado, a mobilização também chegou aos mais idosos. Aos 93 anos, Maria França Cosme, de Engenheiro Paulo de Frontin, não se deixou intimidar pela chuva e fez questão de ir às urnas para participar da escolha do próximo presidente.
“É importante demais votar. Faz parte da cidadania. Eu falo assim: sou uma cidadã, pago meus impostos e sou eleitora”, afirmou Maria Salete, que também participou do primeiro turno.
Eleitora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Maria Salete destacou a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos motivos de sua escolha. Ela conta que depende da rede pública para cuidar da saúde e conseguir equipamentos de que necessita.
Aos 86 anos, Maria Salete Barca dos Santos enfrentou a chuva acompanhada dos netos para votar — Foto: Carolina Torres
“A gente depende muito do SUS para viver. Eu, que já estou velha, vou para o SUS e lá consigo tudo. Até aparelho de surdez. Então, para mim, é importante”, contou.
No mesmo local, o aposentado Onésimo Fraga Sobrinho, de 88 anos, também fez questão de participar dos dois turnos. Ele relatou que a votação foi rápida, sem filas, e declarou apoio ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro. “Ele demonstra ter mais respeito, mais dignidade e, acima de tudo, conhecimento. O outro eu já conheço desde 1960”, afirmou.
Aos 88 anos, Onésimo Fraga Sobrinho também fez questão de participar dos dois turnos — Foto: Carolina Torres
Na PUC-Rio, na Gávea, o cenário se repetiu. Com o auxílio de um andador, o aposentado Antônio César Teixeira, de 76 anos, caminhava lentamente pelas dependências da universidade no início da tarde. Para subir as escadas até o local de votação, precisou da ajuda da filha e de outras duas pessoas. Apesar das dificuldades de locomoção, fez questão de votar, assim como havia feito no primeiro turno.
Eleitor de Lula, Antônio afirmou considerar fundamental participar da escolha do próximo presidente, diante da preocupação com uma eventual vitória do adversário.
Com o auxílio de um andador, o aposentado Antônio César Teixeira, de 76 anos, chega para votar na PUC — Foto: Carolina Torres
Também acompanhada da família, a professora aposentada Ana Helena Moussatché, de 87 anos, compareceu à PUC-Rio ao lado das filhas Márcia Adler, de 64 anos, produtora cultural, e Kátia Adler. As três já haviam votado no primeiro turno e relataram uma experiência tranquila neste domingo.
Aos 93 anos, voto no interior
A mobilização dos eleitores idosos também chegou ao interior fluminense. Aos 93 anos, Maria França Cosme, de Engenheiro Paulo de Frontin, não se deixou intimidar pela chuva e fez questão de sair de casa para votar neste domingo. Vestida de vermelho, chegou sorridente à seção 0008 da 74ª Zona Eleitoral e fez um gesto de apoio ao seu candidato. Para ela, o voto também é uma forma de defender conquistas sociais e evitar que as novas gerações enfrentem as dificuldades que marcaram sua vida.
“Eu nem precisava votar, mas fui porque já passei muito aperto na vida, sem ajuda. Penso nas crianças que agora podem estudar, fazer faculdade e ainda contam com auxílio. Sofri muito preconceito, minha avó foi escravizada. Tudo melhorou e não posso deixar que a gente sofra de novo”, afirmou.
Maria França Cosme, de 93 anos, compareceu às urnas — Foto: Arquivo pessoal
Também acompanhada da família, a professora aposentada Ana Helena, de 87 anos, compareceu à PUC-Rio ao lado das filhas Márcia Adler, de 64 anos, produtora cultural, e Kátia Adler. As três já haviam votado no primeiro turno e relataram uma experiência tranquila neste domingo.
“Porque eu sou cidadã. Eu, como cidadã, tenho que ter o meu direito de me expressar. Faço questão absoluta, não importa a idade”, afirmou Ana Helena.
Filha do cientista Haity Moussatché, pesquisador da Fiocruz que esteve entre os dez cientistas cassados durante a ditadura militar, Ana Helena declarou voto em Lula, a quem considera mais preparado para governar o país. “Porque eu acho a pessoa mais democrática, mais preparada. Pelo discurso dele, pela história de vida”, justificou.
Na Tijuca, Aziz Blal, de 93 anos, também fez questão de ir às urnas, acompanhado da neta Juliana. Há menos de um mês, ele recebeu alta hospitalar após sofrer um episódio isquêmico. Ainda em recuperação, não quis deixar de participar da escolha do próximo presidente, mesmo sem ter a obrigação de votar.
Aziz Blal, em uma sessão da Tijuca, vota acompanhado da neta, Juliana — Foto: Álbum de família
A aposentada Joana Morais, de 85 anos, também contou com a ajuda da família. Chegou à universidade de braços dados com a neta, a estudante Júlia de Figueira, de 23 anos, que não vota no local, mas fez questão de acompanhar a avó. Eleitora de Lula, Joana disse que sua motivação está ligada à preocupação com o futuro do país.
“Porque eu tenho muito medo do Bolsonaro conseguir ser presidente. Ele vai destruir o Brasil”, afirmou.
Apesar da apreensão com o resultado, Joana não encontrou dificuldades para votar. “Tranquilíssimo”, resumiu.
A professora aposentada Naide Araújo, de 84 anos, também fez questão de comparecer à PUC-Rio. Ela havia deixado de votar no primeiro turno por não estar se sentindo bem, mas, desta vez, não quis ficar de fora. Deixou a universidade de braços dados com o filho, o programador Alexandre Araújo, de 59 anos, que a ajudava a caminhar.
“Vim para ver se consigo botar meu candidato para dentro”, afirmou Naide, que declarou voto em Lula e justificou a escolha pela trajetória política do petista. “São muitos anos já, muitas escolhas. Vamos nele mesmo. Vamos tentar.”
Mãe e filho destacaram o desejo de continuidade como motivação para o voto. Na universidade, a votação transcorria sem filas, com entrada e saída rápidas dos eleitores.
Neste domingo (25), uma urna eletrônica teve as teclas dos números 1 e 3 coladas durante a votação em Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul. Imagens que circulam nas redes sociais mostram que as teclas ficaram travadas e não podiam ser pressionadas.
O caso ocorreu na 48ª Zona Eleitoral e foi descoberto após uma eleitora relatar dificuldade para votar. Não há informações sobre quantos eleitores utilizaram a cabine de votação após o ocorrido. As informações são do Diario de Pernambuco.
A equipe de fiscalização verificou o problema e realizou a substituição do equipamento. A ocorrência foi registrada em ata, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).
Após a análise de imagens das câmeras de segurança, o eleitor suspeito de cometer o ato foi identificado e a Polícia Civil foi acionada, mas, até o momento, não há confirmação de prisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (25) que vai pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a prorrogação do horário de votação para garantir que eleitores prejudicados pela redução da circulação de ônibus consigam comparecer às urnas. Ele acusou os prefeitos de tentar impedir o exercício do direito ao voto e pediu que a população não desista de votar.
Em declaração a jornalistas em frente à sua casa, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, Lula afirmou que quase 40% dos ônibus da capital paulista foram retirados de circulação. Segundo ele, problemas semelhantes foram registrados em cidades de diferentes estados, incluindo Salvador, Feira de Santana, Recife, Teresina e João Pessoa. As informações são da Folha de S. Paulo.
“Quero pedir que o povo não desista de votar. E nós estamos deixando o pedido para a Suprema Corte para que ela possa prorrogar o processo eleitoral, para que as pessoas que foram proibidas de votar por sacanagem de prefeito compareçam a votar”, afirmou.
O presidente disse que pretende encaminhar a solicitação aos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça. A medida, segundo Lula, permitiria que eleitores afetados pela falta de transporte público durante a manhã tivessem mais tempo para chegar aos locais de votação.
“Não é possível, em pleno século 21, você ter prefeito tentando coibir o povo de exercer o seu livre direito democrático de votar”, disse. “É inexplicável numa cidade como São Paulo.”
Lula também afirmou que pretende pedir a prisão de prefeitos que, segundo ele, tenham atuado para dificultar o deslocamento de eleitores. “Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desse prefeito por crime eleitoral”, declarou.
Ele não mencionou os gestores pelo nome, mas os prefeitos das cidades citadas são Bruno Reis (União Brasil), de Salvador, Zé Ronaldo (União Brasil), de Feira de Santana, e Ricardo Nunes (Republicanos), de São Paulo.
O presidente mencionou ainda a ordem de prisão dada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Bahia nesta domingo contra o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em meio aos problemas na circulação de ônibus na capital baiana. “Parece que ele está em Paris, então vamos ter que prender quando ele voltar”, afirmou.
Ao criticar os problemas no transporte, Lula comparou a situação às eleições de 2022, quando operações da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foram alvo de denúncias por dificultar o deslocamento de eleitores, especialmente no Nordeste.
“Eu já disputei muita eleição. Eu nunca reclamei de nada em eleição. Perdia ou ganhava, eu me aquietava e me preparava para outra. Mas, desta vez, está acontecendo uma coisa abominável”, afirmou.
Lula defendeu que todos os eleitores tenham a oportunidade de votar e disse que o resultado das urnas deve ser respeitado. “O que nós queremos é uma eleição honesta, com todo mundo tendo direito. Todo mundo acata o resultado”, disse.
No segundo turno das eleições 2026, netse domingo (25), a Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura do São Paulo mantenha 100% da frota de ônibus municipais em operação, e em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da frota integral do transporte público. Em outras cidades do país, incluindo capitais, a população tem apontado dificuldades de acesso a transportes, em especial os ônibus. São apontados problemas como longas demoras, coletivos que não param para embarque e desembarque, falta de veículos e até cobrança de passagem.
A gratuidade está prevista no artigo 23 da Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regulamenta a oferta de transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal, inclusive metropolitano, nos dias de votação. A norma, baseada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), determina que o serviço tenha frequência compatível com a dos dias úteis. A obrigação não significa, porém, que todas as viagens rodoviárias entre cidades ou todos os serviços executivos e de longa distância sejam gratuitos.
Assim, prefeituras e governos estaduais devem garantir esse direito para facilitar o deslocamento e assegurar o exercício da cidadania. O serviço deve atender o eleitorado de forma indistinta, sem propaganda eleitoral ou partidária.
Na região Nordeste, nas redes sociais há relatos de eleitores com dificuldades de deslocamento, até mesmo nas capitais. Nas ruas, pessoas têm gravado e fotografado casos de irregularidade, em especial de ônibus.
Em Maceió, Alagoas, as pessoas contam que ônibus não param para embarque e desembarque e vans estão cobrando o valor da passagem.
No Pará, eleitores que estão na capital Belém enfrentam dificuldades para viajar para o interior e votar. “Há relatos de falta de vans para vários destinos e de veículos que não entram no terminal para embarcar passageiros”, segundo uma publicação no X.
Ainda no Pará, até mesmo o transporte por barcas apresenta problemas já nesta manhã, segundo os eleitores. Entre os trechos atingidos está a rota Belém e Marajó.
🚨 Eleitora denuncia falta de balsas entre Belém e Marajó neste domingo:
Assim como postamos ontem, hoje a quantidade de balsas também foi insuficiente. Os eleitores aguardam alguma providência para o caso.
Cerca de 200 pessoas ficaram sem embarcar para o Marajó, no Pará, neste domingo. Segundo passageiros, a empresa de transporte disponibilizou apenas uma balsa, que saiu lotada. pic.twitter.com/0UERPDLiig
Em Recife, num dos vídeos que circulam, mostra uma mulher tentando embarcar num ônibus. Ela aguarda na roleta e pede, mais de uma vez, para que a catraca seja liberada. Outro passageiro pergunta se não haverá a liberação do embarque. A mulher insiste. O motorista segue dirigindo. Não é possível ouvir na gravação o que ele diz. As imagens param antes do desfecho, e não é possível saber se a passageira conseguiu acesso. A pessoa que compartilhou as imagens escreve na publicação que foi obrigado a pular a catraca, mas que outros optaram por descer sem conseguirem acesso aos bancos.
recife tá indo às ruas votar hoje, mas tem motorista constrangendo passageiro e só liberando a catraca no grito. fui OBRIGADO a pular hoje, mesmo sendo meu DIREITO não pagar tarifa, enquanto outras pessoas infelizmente só desceram do ônibus e desistiram. vai ficar por isso mesmo? pic.twitter.com/r8p9sogEZ5
O deputado estadual do Piauí Fábio Novo (PT) também foi às redes denunciar que havia um ônibus por linha para atender a população, além do início de uma circulação tardia, a partir das 8h30, quando o período de votação é iniciado às 8h e encerrando às 17h. Segundo o parlamentar, o impacto é enorme para Teresina, que teria circulando cerca de 100 coletivos, quando deveria ter mais que o dobro.
Apenas um ônibus por linha e a frota começou a circular às 8h30! As urnas abriram às 8h! No máximo, 100 ônibus estão circulando hoje em Teresina. A resolução 23.751/2026 do TSE, em seu artigo 23, garante que o transporte no dia da eleição deve ser tratado como dia útil; portanto,… pic.twitter.com/hto5ak1PrU
Em São Luis, no Maranhão, a longa demora por ônibus tem marcado o deslocamento dos eleitores. Na publicação da prefeitura de São Luis anunciando a gratuidade da passagem neste domingo, uma pessoa comentou que os coletivos estariam sendo retirado das ruas. “As frotas estão reduzidas e várias linhas indo pra garagem”, escreveu.
E no estado do Rio de Janeiro, em São Gonçalo, há relatos também de falta de ônibus em linhas que circulam em direção à Região dos Lagos. Alguns moradores ficaram até quatro horas esperando na manhã deste domingo, antes de irem de transporte por aplicativo. O vereador Isaac Ricalde (PCdoB) também denunciou o longo intervalo de espera dos passageiros de ônibus no município.
Uma vergonha o que está acontecendo em São Gonçalo: pontos de ônibus cheios e intervalos de uma hora. Tudo para dificultar o direito do povo trabalhador ao voto. Alô @MP_RJ@TRERJ@TSEjusbrpic.twitter.com/yTfJ9N17YL
Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ao menos outros dois municípios têm relatos de dificuldade da população de embarcar em ônibus, sendo eles Nova Iguaçu e São João de Meriti.
Os relatos também incluem São Paulo, como na capital. Um eleitor disse à reportagem que a demora de ônibus da linha 9002, de cerca de 20 minutos, dificultou o acesso, pois o veículo já estava lotado, sem lugar para levar a todos os que aguardavam no Terminal Cachoeirinha, na Zona Norte. Outras linhas demoravam até 30 minutos, ainda na manhã deste domingo.
Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, segundo relatos há dificuldades em pegar ônibus neste domingo, aparentemente por mudanças nas paradas.
passe livre hj p ir votar mas esqueceram de avisar e sinalizar que iam mudar as paradas de ônibus de lugar, valeu ai prefeitura de porto alegre 👍👍👍👍👍
Três pessoas morreram baleadas e outras três ficaram feridas em duas brigas por motivações políticas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, na noite de sábado (24). Ninguém foi preso.
Em Bonito (MS), um adolescente de 16 anos é apontado como autor de disparos que mataram um homem e feriram outro em uma carreata pró-Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. Em Porto Esperidião (MT), dois homens morreram após uma discussão seguida de tiros em um posto de combustível.
Os mortos em Mato Grosso foram identificados como Anderson Pires Bolandin, 35, e Sebastião Dusso Braga Neto, 64. Em Mato Grosso do Sul, morreu Ewerton Rodrigues da Silva, 34. Os boletins de ocorrência descrevem agressões e tiros, mas não detalham as discussões políticas nem esclarecem se os envolvidos eram de correntes ideológicas diferentes.
Em Bonito, a PM foi chamada para atender a uma briga generalizada perto do Posto Aroeira, durante carreata pró-Flávio. No local, os policiais souberam que dois baleados já haviam sido socorridos e levados para um hospital.
Testemunhas relataram aos PMs que um homem foi abordado por outro, que passou a agredi-lo. Amigos da vítima intervieram e entraram em luta com o homem.
O filho do homem que começou a briga, de 16 anos, teria pego um revólver e efetuado disparos que atingiram duas pessoas —uma delas, Ewerton, morreu atingido por três tiros (no abdômen, no tórax e na perna).
Pai e filho fugiram do local, ainda segundo o relato de testemunhas, e não haviam sido localizados pela polícia até a manhã deste domingo (25).
Em Porto Esperidião, a Polícia Militar foi acionada às 22h15 de sábado devido a uma briga no pátio do Posto Prata com disparos de arma de fogo.
Os policiais encontraram Anderson caído perto de uma bomba de combustível, baleado e com dificuldade para respirar. Ele foi socorrido, mas morreu durante o transporte de ambulância. Um primo da vítima foi atingido no pé direito e socorrido.
Na unidade de saúde, os agentes souberam que outros dois homens baleados haviam dado entrada para atendimento. Um deles era Sebastião, atingido no abdômen e transferido para Cáceres (MT) devido à gravidade do ferimento. Sua morte foi confirmada depois à reportagem.
O outro, ferido, relatou aos policiais que tudo começou com uma discussão por divergência política que evoluiu para agressões físicas e tiros.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu neste domingo (25) as urnas eletrônicas brasileiras, que comemoram 30 anos em 2026. Ele avaliou que o sistema proporciona eficiência e transparência ao processo de votação brasileiro.
As declarações foram dadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao lado do presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, em Brasília. As informações são do g1.
Neste domingo, mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar. Serão definidos presidente e, em seis unidades da federação, governadores.
“Nosso sistema eleitoral é um orgulho para nosso país e referência para o mundo no que diz respeito à segurança e transparência do nosso processo. E reconhecer a agilidade do processo de apuração. Os brasileiros saberão antes da meia-noite quem será o próximo presidente da republica e, em cinco estados e DF, os governadores”, disse Hugo Motta. Também presente no TSE, a pedido de Nunes Marques, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse ter a certeza de que, independente do resultado das eleições, o Brasil espera de todos “responsabilidade, reconhecimento do resultado das urnas, paz, pacificação”.
“Porque temos o Brasil para cuidar e mais de 215 milhões de pessoas esperam de todos nós, das instituições republicanas e democráticas, desse discernimento. Votem, saiam de suas casas para exercerem um direito que centenas e milhares de pessoas lutaram para que tivéssemos: o direito de votar. Exerçam o voto, porque através do voto que fortalecermos e protegemos nossa democracia”, disse Alcolumbre. Do total de eleitores aptos a votar neste domingo, mais de 136 milhões são obrigados. Para pouco mais de 22 milhões, o voto é facultativo, ou seja, podem votar, se assim desejarem.
A disputa presidencial, que tem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) como candidatos, deve ser a mais acirrada da história do país.
“Porque temos o Brasil para cuidar e mais de 215 milhões de pessoas esperam de todos nós, das instituições republicanas e democráticas, desse discernimento. Votem, saiam de suas casas para exercerem um direito que centenas e milhares de pessoas lutaram para que tivéssemos: o direito de votar. Exerçam o voto, porque através do voto que fortalecermos e protegemos nossa democracia”, disse Alcolumbre. Do total de eleitores aptos a votar neste domingo, mais de 136 milhões são obrigados. Para pouco mais de 22 milhões, o voto é facultativo, ou seja, podem votar, se assim desejarem.
A disputa presidencial, que tem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) como candidatos, deve ser a mais acirrada da história do país.
O candidato à Presidência da República senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou a Brasília no início da tarde deste domingo (25/10). Ele vai acompanhar a apuração do 2º turno da capital federal.
Flávio desembarcou no aeroporto acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e foi recepcionado por alguns apoiadores. Ele entrou rapidamente no carro e evitou falar com a imprensa. As informações são do Metrópoles.
Ainda não está certo o local de onde ele acompanhará a apuração, se será no seu QG de campanha, no Lago Sul, ou em outro endereço, como a sede do PL, no Plano Piloto.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, não descartou a possibilidade de estender o horário de votação em meio à redução na oferta de ônibus em três municípios da Bahia (Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana) neste domingo, 25, dia do 2º turno das eleições. O ministro afirmou que é preciso “se debruçar e detectar qual é o nível de problema que está acontecendo na Bahia” E acrescentou: “estamos aguardando o relatório”.
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A Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) acionou a Justiça Eleitoral para reclamar da oferta de ônibus em Salvador no dia do segundo turno das eleições. Em petição ao tribunal, o grupo de partidos disse que às 11h05 deste domingo vários ônibus ainda permaneciam nas garagens, o que prejudicava o deslocamento de eleitores. Diante disso, pediram a extensão do prazo final de votação das 17 horas para as 19 horas. As informações são do Estadão.
A prefeitura de Salvador relatou problemas operacionais porque parte dos veículos nas garagens estavam com materiais de campanha. Nas redes sociais, era possível ver imagens de coletivos com adesivos do PT.
Em decisão assinada às 13h15, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou à Polícia Federal a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, que está em Paris neste domingo.
O TRE-BA também determinou a oferta da frota completa após denúncias de que grande parte dos veículos continuava nas garagens, com prejuízo ao deslocamento dos eleitores. O Procon da Bahia identificou 370 ônibus parados em garagens de empresas de transporte público de Salvador.
O PT também acionou a Justiça Eleitoral com denúncias sobre a oferta de ônibus na cidade de São Paulo. Em nota, a SPTrans disse que as empresas de ônibus reportaram dificuldades de reorganizar as escalas de trabalha dos funcionários dos ônibus após a determinação judicial, na véspera, da circulação de 100% dos veículos. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também reivindicou a extensão, até 19h, da votação na capital paulista.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aos ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça para que o horário de votação seja estendido aos eleitores afetados pela redução da frota de ônibus em cidades como São Paulo e Salvador.
“Eu quero avisar ao ministro Kássio Nunes e ao ministro André Mendonça, que dirige a Suprema Corte Eleitoral, que tem algumas coisas a serem feitas. Primeiro, garantir que os eleitores que foram prejudicados por atraso de ônibus, por retirada de ônibus, que tenham a chance de votar”, disse o petista. As informações são do g1.
Lula lembrou do que aconteceu nas últimas eleições presidenciais, em 2022, quando bloqueios da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atrapalharam o deslocamento de eleitores no Nordeste. “Desta vez está acontecendo uma coisa abominável. Eu estou lembrado das eleições passadas em que a Polícia Rodoviária Federal não permitiu que as pessoas fossem votar. Bem, agora qual é a surpresa? É que aqui em São Paulo, quase 40% dos ônibus foram tirados de circulação”, falou.
As declarações foram dadas a jornalistas em frente à sua residência no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, neste domingo (25/10).
Pouco antes, o presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, Kiko Celeguim, pediu à Justiça Eleitoral a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A alegação é de que a Prefeitura de São Paulo não está cumprindo a decisão judicial que determinou a disponibilização de 100% da frota de ônibus no domingo.
A campanha petista afirma ter recebido informações de que as empresas responsáveis pelo transporte coletivo por ônibus na capital estão operando com apenas 60% da frota.