BLOG AMPLA DEFESA
Em tempos de polarização e ruído, olhar para a trajetória de Marco Maciel é resgatar a forma mais nobre de se fazer política. Ele foi o maior articulador da história moderna do país 🇧🇷 — um homem de Estado guiado pela sobriedade, pelo respeito sagrado às instituições e por uma capacidade ímpar de construir consensos onde outros viam apenas divisões.
Tive a honra de tê-lo como meu maior líder partidário durante os anos em que atuei na direção da Juventude Democratas. Em 2010, recebi dele a confiança inesquecível de colaborar em sua campanha ao Senado como um dos coordenadores de mobilização política.
Leia maisRegistro de 2011, na sede do partido no Senado Federal, durante a Convenção Nacional que marcou a posse da nossa diretoria nacional da juventude, ocasião em que fui empossado na Vice-Presidência Nacional da Juventude, estrutura na qual colaborei por 10 anos.
Por que Marco Maciel foi um verdadeiro statesman (homem de Estado)?
Na Ciência Política, o statesman distingue-se do político comum por priorizar o futuro do país e a higidez das instituições em detrimento do ganho eleitoral imediato. A história republicana recente comprova essa definição em atos concretos de Marco Maciel:
- Articulador da Redemocratização: Teve papel decisivo na transição pacífica para a civilidade política nos anos 1980 e na construção do consenso que viabilizou a Assembleia Nacional Constitucional de 1987/1988.
- Fiador da Estabilidade e das Reformas: Nos oito anos em que serviu como Vice-Presidente da República (1995–2002), assumiu a Presidência interinamente 87 vezes com absoluta lealdade constitucional, atuando como o pilar silencioso da aprovação do Plano Real e da modernização do Estado no Congresso Nacional.
- Palavra Empenhada e Respeito Transversal: Exercia o poder sem ruído, vaziame ou populismo. Sua credibilidade era reconhecida por todo o espectro político — de governistas a opositores —, fazendo do diálogo e da busca por convergências o seu método de governança.
Reconhecê-lo como statesman é atestar o legado prático de um homem cuja sobriedade e espírito público sustentaram a governabilidade e a democracia brasileira em momentos cruciais.
Uma lembrança que guardo com profundo respeito ao eterno Vice-Presidente e Senador, cuja elegância moral e espírito público fazem uma falta imensa ao Brasil.
“Devemos buscar sempre, entre o que nos separa, aquilo que pode nos unir, porque, se queremos viver juntos na divergência, que é o princípio vital da democracia, estamos condenados a nos entender.” — Marco Maciel
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